sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Comer, ver TV e soltar pum


Eu sou fã de tirinhas. Mas gosto das engraçadas e de humor meio ingênuo, não daquelas profundas que procuram o sentido da vida ou de viver em sociedade. Lembram do post do Calvin e Haroldo? Pois é, foi um dos meus preferidos aqui do blog. E hoje vou falar sobre outra tirinha, bem menos conhecida do que os personagens do Bill Watterson: Otto e Heitor.
Prazer! Esses são Otto e Heitor.

Criação de Tiago Valadão, a tirinha é baseada na infância do autor com o seu irmão. Se as situações descritas são reais, não sei como a mãe deles não surtou. 

Otto e Heitor são dois menininhos. O Heitor é o mais velho, é grande, é gordinho, é meio burro e adora soltar pum e tirar meleca do nariz. O Otto é o caçula, mas é incrivelmente inteligente e manda no mais velho (Acho que o Otto é baseado no autor, porque ele sempre se dá bem e é o primeiro nome que aparece). Apesar de não serem gêmeos, são igualzinhos.

A atividade preferida dos meninos é: ver televisão, comer e soltar pum. Às vezes as três coisas ao mesmo tempo. 

O humor da tirinha é leve, daqueles que alegram o seu dia e te fazem rir de tão bobinho que é. 

Gostei da descrição que o autor usa na sua página do Facebook: “Se você foi ou é criança, essa tirinha é pra você. Baseada nas (des)venturas reais de dois irmãos nada incomuns, Otto & Heitor traz toda semana um pouquinho de cor para a sua vida. Mesmo que, na maioria das vezes, seja em preto e branco.”

Olha aí algumas tirinhas (Clique nelas para ampliar):












Recomendo. É muito engraçadinho.

Teca Machado 

P.S.: Obrigada, Daya Nascimento, por ter colocado o Otto e o Heitor no meu mundo!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Let the Hunger Games begin!

Desde que comecei o blog, eu estava me COÇANDO para falar sobre a trilogia do Jogos Vorazes, mas eu queria terminar de ler todos os livros antes. E esse dia finalmente chegou. Jogos Vorazes é a primeira obra, seguida por Em Chamas e Esperança.

Jogos Vorazes, apesar de muitos pensarem que vem da mesma leva adolescente-apaixonado-babão-de-Edward-Cullen, é completamente diferente. Claro que tem a trama romântica, mas ela não é melosa e é, na verdade, o segundo plano. A crítica política, antiguerra e contra a manipulação pelos meios de comunicação é muito forte nos livros de Suzanne Collins.

Capa dos três livros

Num futuro pós apocalíptico, os mundo como conhecemos se  desfacelou e surgiu Panem (Que vem do latim Panem et Circenses, o Pão e Circo). Panem é formado por 12 Distritos, cada um com obrigação de fabricar um tipo de produto para o Capitol, a capital repressora, luxuosa e caleidoscópica.

Há 74 anos do primeiro livro, houve uma rebelião chamada de Dias Negros que culminou na destruição do Distrito 13 e o ganhador foi o Capitol. A partir desse momento, foram instituídos pelo Governo os Jogos Vorazes, nada mais do que uma versão moderna dos torneios de gladiadores da Roma antiga. Cada Distrito é obrigado todos os anos a oferecer dois tributos para participarem: um menino e uma menina entre 12 e 18 anos. Os escolhidos vão para uma arena cruel na qual eles precisam matar friamente os outros concorrentes até que sobre apenas um, o vencedor. Todos os movimentos dos tributos são observados por câmeras e transmitidos para todo o país de Panem a partir do momento que são sorteados até a sua morte (ou até ganharem e ainda depois). É um reality show do mal.

Todos os cidadãos são obrigados a assistir como uma forma de punição pelos Dias Negros e para reforçar o poder do Capitol. Desse modo, o Governo mostra que controla o país com mãos de ferro e que qualquer tipo de rebelião será massacrada.

E é aí que entra a protagonista, Katniss Everdeen, uma garota de 16 anos do Distrito 12. Depois que o seu pai morreu e a sua mãe entrou em um estado de depressão profunda, Katniss se vê na obrigação de sustentar a irmã mais nova, Prim, e a sua mãe. Juntamente com Gale, seu melhor amigo, ela ultrapassa a cerca do Distrito todos os dias e caça nas florestas ao redor, o que é totalmente ilegal nesse mundo opressor. 

Atores que no filme interpretam Gale, Katniss e Peeta

Quando a sua irmã é sorteada para ser o tributo, ela se oferece para ir em seu lugar. E, juntamente com ela, vai Peeta, o filho do padeiro que certa vez a salvou de morrer de fome. O problema é que ele é total e completamente apaixonado por Katniss. Ambos se recusam a aceitar os Jogos Vorazes como eles são e jogam pelas suas regras, o que enfurece o Capitol.

Os personagens de Katniss e Peeta parecem bem rasos no início, mas, com o passar das páginas e dos livros, é possível perceber que foram muito bem construídos e são profundos. Na verdade, toda a sociedade e repressão descritas por Suzanne Collins foram muito bem trabalhadas. O sentimento que o leitor cria por Katniss e Peeta é de dó, raiva, compaixão, amor e assim por diante. Todos os personagens têm fraquezas, defeitos e qualidades, são pessoas de verdade, vamos dizer assim.

Apesar de ser vendido como livro adolescente, a temática é um pouco mais forte que a habitual e é um tanto complexa. Há cenas de morte, violência e sangue, além da crítica política que existe por trás de todo esse verniz literário. A manipulação de massa feita pelos meios de comunicação é mostrada em toda sua frieza e a crueldade de um sistema ditador e opressivo é escancarado. E mesmo quando o povo luta pelos seus direitos, a autora mostra que guerra é injustificada e nunca pode ser bem aceita. Os fins não justificam os meios.

Suzanne Collins, a autora

Na verdade, comentei sobre mais sobre o primeiro livro. Se eu falar sobre o segundo e o terceiro, conto o desfecho do primeiro e quem só leu um ou viu o filme (Que eu inacreditavelmente ainda não assisti) vai ficar bravo comigo por ter estragado o final geral.

Livros fáceis de ler, rápidos e que valem muito a pena. Com certeza fazem parte da minha “seleta” lista de favoritos. Eu lia tão rápido e com tanta vontade, que chegava até a sonhar de noite com os Jogos Vorazes e com os personagens (A louca, haha). 

É e não é adolescente ao mesmo tempo. É, porque os personagens têm entre 16 e 20 anos e tem todo um romancezinho de fundo, mas não é, porque a crítica contra a sociedade é muito mais forte.

Recomendo. E muito.

Teca Machado

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Google Creative Sandbox Brief


Entre os cinco sentidos, paladar, olfato, tato, visão e audição, o que eu sentiria mais falta se perdesse era a visão. Tudo bem que eu vivo para escutar música, amo falar e cantar (Sou falante e desafinada mesmo, assumo), tenho prazer em sentir cheiros e adoro tocar nas coisas e nas pessoas. Mas sem visão eu me sentiria tão perdida e vulnerável que nem consigo imaginar como é sem me dar vontade de chorar. 

Como seria se nunca mais pudesse ver a praia, o por do sol, minhas sobrinhas ou a cara linda do Gianechini? Fico pensando às vezes em como os cegos de nascença imaginam tudo. Como explicar para eles as cores ou como é lindo o mundo em que vivemos?

As coisas não são fáceis para quem não enxerga. Por isso, iniciativas que ajudam a aumentar a sua qualidade de vida tem a minha simpatia e apoio. 

Sendo assim, um amigo meu, o Saulo, juntamente com dois amigos, está participando do Creative Sandbox Brief, do Google, com o Blind Street View. É um projeto que orienta pessoas cegas pelas ruas e precisa do seu voto para ser colocado em prática e patrocinado pela empresa.

Nessa hora você me pergunta: Mas, Teca, o que é o Creative Sanbox Brief? Explicação segundo o próprio Google “Sabe aquela sua ideia brilhante que nunca saiu do papel? Essa mesma, que você guarda no coração, esperando o brief que vai fazer ela desencantar? A gente quer dar uma chance para ela. Inscreva sua ideia no Creative Sandbox Brief. Ela será vista pelos principais profissionais da propaganda brasileira. Se eles gostarem, você terá a chance de desenvolvê-la junto à equipe do Google, nos Estados Unidos”.

A ideia dos meninos é bem legal. Tem um vídeo em inglês explicando do que se trata nesse link AQUI.

Se você não sabe inglês ou está com preguiça de ver o vídeo e traduzir o que o cara fala, eu te dou um resumo geral. É um aplicativo para smatphone que o deficiente visual (É politicamente correto falar assim, né?) é localizado por meio de georreferenciamento. Feito isso, a pessoa fala para o aplicativo onde deseja ir e como um GPS ele indica o caminho. Além disso, mostra onde tem obstáculos, como postes e cabines telefônicas, além de avisar onde tem lanchonetes no meio do caminho.

Super simples, né? E nesse momento você se pergunta: “Como eu não pensei nisso antes?”

Agora é o seguinte: Vai na página do vídeo, bem AQUI, e vota neles. Clica no G+1 que tem ali no canto superior direito e pronto. Só precisa ter uma conta de e-mail do Gmail ou um perfil no Google+.

Se eles vencerem, vão ganhar um investimento, sessões de coach na sede do Google para viabilizar a ideia e vão fazer um vídeo bem legal divulgando o aplicativo.

Recomendo. Você gostou? Recomenda para os seus amigos também.

Teca Machado

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Nicholas Sparks, você estraga a vida das mulheres!


Uma vez, vi na Ciência Maluca da Revista Superinteressante a seguinte reportagem: “Comédias românticas estragam a sua vida - Pesquisadores da Universidade de Heriot-Watt, na Escócia, constataram que assistir a comédias românticas deixa a gente com expectativas irreais – e potencialmente perigosas – quantos aos relacionamentos da vida real.” Concordo. E sabem quem é o principal causador de decepções femininas ao redor do mundo? Nicholas Sparks! 

Os personagens que ele cria são o sonho de toda mulher. John (de Querido John), Landon (de Um Amor para Recordar), Noah (de Diário de uma Paixão), Logan (de Um Homem de Sorte), Alex (de Safe Haven), todos esses homens gentis, românticos, queridos, sensíveis e maravilhosos são apenas fruto da imaginação de Nicholas Sparks. É ou não é para chorar?

Enfim, falei tudo isso porque ontem terminei de ler O Casamento, de Nicholas Sparks. Olha, confesso que o livro em si não é o melhor do autor. Apesar de fininho, achei que ele enrolava bastante no meio. Mas, o final é tão perfeito que vale a pena passar pelas partes meio chatas. Esperando o fato trágico que é tão característico dele, me surpreendi com o desfecho desses.


O Casamento é a continuação de Diário de uma Paixão. Noah e Allie, personagens do livro anterior, se casaram, tiveram filhos e foram felizes. Jane, uma das filhas do casal, é esposa de Wilson Lewis há 30 anos. 

Como era filha do homem mais romântico da face da Terra, Jane esperava que o marido se importasse um pouco mais com ela e a surpreendesse de vez em quando, como seu pai fazia com a sua mãe. O problema foi que ela casou com o homem mais racional e pouco romântico que poderia passar pelo seu caminho. Temos aí um problema de compatibilidade.

Narrado a partir do ponto de vista do marido, o livro conta como o amor caiu na rotina e se deteriorou em três década. Após esquecer o 29º aniversário de casamento, Wilson percebeu que magoou Jane nos últimos anos. Sempre sério e preocupado apenas com o bem estar financeiro, esqueceu-se de que ser marido e pai é muito mais do que isso. O resultado dessa negligência foi ver o amor da esposa por ele diminuir com o passar do tempo.



Desesperado e com medo do fim iminente, Wilson passa a pedir conselhos ao sogro, Noah. Assim, com pequenas atitudes no cotidiano tenta reconquistar o amor da sua vida. Com a chegada do casamento de Anna, filha mais velha do casal, e com a proximidade do aniversário de 30 anos de casamento, Wilson percebe que aquele é o momento certo para resgatar toda paixão e amor que havia no início do casamento.

Eu chorei. O livro mostra que mesmo o maior amor pode cair na rotina e precisa ser cuidado e cultivado ao longo dos anos para sobreviver. Acredito que todos os homens deveriam ler esse livro para aprender com Noah e Wilson. Além disso, todos os noivos também deveriam ler para entender que num casamento, nem tudo são flores, mas que isso não significa que podemos deixar o amor de lado. (Me desculpem, hoje estou romântica e profunda).

Nicholas Sparks entende as mulheres tão bem que é difícil acreditar que ele realmente seja um homem. Será que não é uma mulher quem escreve e ele só tira foto para as capas do livro?

Olha aí o culpado das nossas frustrações!

Recomendo.

Teca Machado 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

“I wanna Rock!”


Sabe o Sidney Magal? Ele é brega, certo? E de tão brega, ele é bom e todo mundo gosta (Mesmo que não assuma. Vai me dizer que você nunca cantou e ADOROU?). Então, é o mesmo que acontece com o filme Rock of Ages. É tão deliciosamente brega, tosco e exagerado que se torna irresistível.


Era impossível não ser brega, afinal estamos falando dos anos 1980. E de um musical. Duas das coisas mais bregas que já acometeram a humanidade. Gente, é sério, o que as pessoas tinham na cabeça nos anos 1980 para se vestir daquele jeito e usar aqueles penteados? Seria efeito do resto das drogas consumidas em Woodstock? Mas, nem tudo daquela década foi ruim. Foram naqueles anos que nasceram as melhores bandas de rock e as melhores músicas. (Além disso, foi a década em que eu nasci. Viu como rendeu com bons frutos? Haha).

Voltando ao filme, Rock of Ages é baseado em um musical da Broadway. Passado em 1987, ele é a tradução em imagens da música Don’t Stop Believing, do Journey (Sim, aquela mesma do seriado Glee). Sherrie (Julianne Hough, com a sua voz chata e fininha) é a típica garota do interior, loira e bonitinha que quer tentar ser atriz/cantora em Los Angeles. Drew (o gracinha Diego Boneta) também veio tentar a fama, mas tem medo de palco e acaba trabalhando como garçom no Bourbon Room, a casa de rock mais famosa e tradicional da Sunset Strip. Sherrie é assaltada assim que chega à cidade grande e Drew a ajuda a conseguir emprego na boate. É claro que os dois se apaixonam e ficam juntos. 

Sherrie e Drew

Dirigida por Dennis Dupree e Lonny (Alec Baldwin e Russel Brand, insanos e ótimos, como sempre), a Bourbon Room está prestes a falir. Mas, Stacee Jaxx (Tom Cruise, tão a vontade no papel que é impossível não pensar que ele é realmente daquele jeito), o deus do rock, o mais desejado, cobiçado, louco, poderoso e instável do rock and roll, está prestes a seguir carreira solo e vai fazer o último show da banda Arsenal na Bourbon Room, onde fez a sua primeira apresentação. O problema é que a primeira dama da cidade, Patricia Withmore (Catherine Zeta-Jones, se divertindo como nunca) acredita que rock e Stacee Jaxx são do demônio e quer fechar a boate.

Tom Cruise como Stacee Jaxx, perfeito no papel de roqueiro doidão

Apesar de ser rock, ainda assim é um musical e as pessoas saem cantando pelas ruas. Mas esse é o lado brega e divertido do filme. Nem ele se leva a sério e aí é que mora a graça. Tem que saber brincar junto. Dirigido por Adam Shankman, Rock of Ages é quase um Glee para adultos e a versão cinematográfica do jogo Rock Band (Não que isso desmereça o filme).

A cena musical entre Alec Baldwin e Russel Brand é a mais surtada e sem noção da história do cinema e dá vergonha alheia total. Mas é muito boa! A que Tom Cruise canta com Malin Akerman (a jornalista Constance Sack que trabalha na revista Rolling Stone) também é muito engraçada.

Os sem noção Dennis Dupree e Lony na Bourbon Room

"I wanna know what love is..." Tão brega e irresistível

Mesmo quem não gostar do filme, vai valer a pena ter ido ao cinema só pela trilha sonora. Bon Jovi, Guns and Roses, Twisted Sister, Poison, Whitesnake, Scorpions, Def Leppard e Journey estão presentes em canções e em mash ups (mistura de duas músicas numa só). Não é rock pesado, tipo Heavy Metal, é o Glam Metal, também conhecido como Rock Farofa, mais leve.

Rock of Ages não é profundo, não é intelectual e nem vai fazer você pensar. Mas é muito bom e divertido. Vai fazer os trintões e quarentões sentirem saudades daquela época e vai fazer os mais novos terem vontade de serem adolescentes nessa década.

Catherine Zeta-Jones em cena de Hit Me With Your Best Shot

Saí do cinema com vontade de ser uma rock star! Pena que não tenho talento musical nenhum para isso.

Recomendo muito.

Teca Machado.

P.S.: Beijo para a Bel que é a minha companheira de cinema para todas as horas e para todos os tipos de filme!

domingo, 26 de agosto de 2012

Agora também no Facebook!


Geralmente, domingo não é dia de post, mas hoje eu vim aqui rapidinho só para dar um aviso, tá? 

Ontem criei uma página para o Casos Acasos e Livros no Facebook!


E olha que lindo! Hoje já está com mais de 100 curtidas! Isso tudo em menos de 24 horas! (Quanto ponto de exclamação! É que eu estou animadíssima! Pronto, parei, prometo).

Eu estou feliz:
( X ) Sim
( X ) Claro
( X ) Com certeza

Se você gosta do blog, dá uma curtida lá. Além dos links do conteúdo daqui, vou colocar ainda mais informações e outras coisas.

Estou te esperando no Facebook.

Recomendo a página, é claro.

Teca Machado

sábado, 25 de agosto de 2012

Rock apaixonado com nome ruim

Vocês já ouviram falar de Matchbox Twenty? Ok, o nome é MUITO idiota (Caixa de Fósforo Vinte), mas a banda é muito legal (Fora que o Rob Thomas, vocalista, é um gatchénho!). Eles são quatro caras que começaram em 1995, em Orlando, na Flórida, EUA.

Apesar de adorar músicas comerciais, fabricadas mesmo, tipo Britney Spears (Haha, eu sempre disse que não tinha vergonha de confessar meus gostos ridículos), eu também adoro grupos e cantores menos conhecidos e que os brasileiros não valorizam. Dois desses exemplos são o Michael Bublé, que alguns amigos meus acham que é de velho, e o Matchbox Twenty.

Com um estilo “rock apaixonado”, como costumam ser classificados, as letras são bonitas e o ritmo é dançante, mesmo das músicas um pouco mais lentas. Não vou dizer que o estilo é alternativo porque acho essa expressão muito hipster e não é bem a melhor maneira de definir o Matchbox Twenty. Mas é diferente, no melhor sentido possível.

Nos Estados Unidos eles são até bem conhecidos, mas por aqui não. Já venderam muitos discos (Cada site fala um número, então achei melhor não afirmar quantos, mas foi um montão!). 

Na sua discografia estão:

  • Yourself or Someone Like You (1996)
  • Mad Season (2000)
  • More Than You Think You Are (2002)
  • Exile on Mainstream (2007)
  • North (2012, vai ser lançado agora em setembro)

Eu conheci o Matchbox Twenty por causa do guitarrista mexicano Santana. Meu pai gosta muito dele e comprou uns CDs e DVDs há alguns anos. Em um, de 1999, tinha uma música chamada Smooth que o Santana gravou com o Rob Thomas. Gostei, pesquisei sobre o cantor, descobri a sua banda e me viciei.

Algumas pessoas (meninas principalmente) vão escutar Smooth e pensar “Eu já ouvi essa música antes...”. E, se eram fãs da Sandy e do Junior, vão ter escutado mesmo. No CD As Quatro Estações, o Junior gravou (assassinou) a canção.

Vamos escutar umas músicas do Matchbox Twenty e nos apaixonar por eles?


Smooth, dupla com Santana

Disease, uma das minhas preferidas

Unwell

Bright Lights

She's so mean

Recomendo.

Teca Machado

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Bigode, Call Me Maybe e biquíni dourado


Ah... Quem não gosta de sexta-feira, não é mesmo? (Bom, acho que aqueles que trabalham no final de semana não são muito fãs, mas enfim, se não trabalhassem, com certeza seriam loucos por esse dia)

E como eu estou feliz depois de uma semana super corrida e cheia de pepinos para resolver, o post hoje é bem humorado.

Sabe o Chatroulette? Literalmente significa bate papo roleta russa. É um site de chat com vídeo, som e teclado no qual você entra e um algoritmo sorteia no aleatório com quem você vai conversar. O interessante é que você fala com gente de todo e qualquer lugar do mundo. E sempre vai ser um estranho (e, na maior parte dos casos, são realmente muito estranhos). Se você gostar da pessoa, pode conversar por um tempo determinado e trocar contatos. Se não gostar, aperta next e nunca mais vai ver a pessoa na vida.

Apesar da política do site proibir conteúdo obsceno é claro que tem. Ainda mais porque 80% dos usuários são homens. Então, se você quiser se aventurar, prepare-se para ver algumas cenas meio impróprias para menores.

Essa explicação toda foi só uma contextualização. Tem um cara muito doido na internet chamado Steve Kardynal. Ele adora fazer graça para desconhecidos na webcam e no Chatrolette, gravar a reação das pessoas e postar no Youtube. O resultado disso só pode ser meio non sense, né?

Olha aí um dos mais engraçados:


O legal é ver as meninas entrando na onda dele, cantando, rindo e se divertindo e os homens levando susto. Quando que você espera abrir a sua webcam e dar da cara com um homem bigodudo de biquíni cintilante cantando uma música tão mulherzinha? Acho que nunca.


O vídeo foi postado no dia 10 de agosto de 2012. Quando eu assisti pela primeira vez há dois dias, tinha 18 milhões (!) de visualizações. Nesse momento que eu escrevo tem mais de 21 milhões. Quando você ler isso, já deve ter subido ainda mais.


Valeu pela dica, Caio, meu bem! Fez meu dia mais engraçado!

Teca Machado

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Motoristas, tremei!

Antes de começar, preciso agradecer a cada um que entra aqui no blog. Ontem alcancei cinco mil visualizações e estou saltitando de alegria.

Vocês são uns lindos!

Obrigada de coração pelas visitas, pelos comentários e pelo feed back tão legal que eu estou tendo.

Agora voltando à programação normal...

Preciso confessar uma coisa. Eu sou meio barbeira. Meio bastante. Tenho carteira de motorista há quase cinco anos (Ela vence em outubro. Alguém me lembra de renovar quando chegar a hora, por favor?), mas a minha noção de espaço não é das melhores. Não sei fazer baliza até hoje e meu cérebro não consegue entender que quando você está andando de ré, esquerda é direita e direita é esquerda.

Meu pai começou a me ensinar a dirigir um pouco antes de eu fazer 18 anos. Mas eu era ruim. Muito ruim. Eu e ele, que somos super tranquilos um com o outro, vivíamos gritando nas minhas aulas motorísticas. Um dia, eu estava dirigindo e um muro começou a vir para cima de mim em alta velocidade! Eu, no desespero, ao invés de frear ou virar a direção, continuei acelerando, tirei a mão do volante, tapei os olhos em desespero e comecei a gritar. Meu pai puxou o freio de mão, deu uns berros comigo e decidiu que pelo bem do nosso relacionamento seria melhor outra pessoa me ensinar.

Fiz 18 anos e nada de tirar a carteira. Fiz 19 anos e nada. Acho que meu pai estava me enrolando porque ele não tinha coragem de colocar um carro na minha mão. Fiz 20 anos e cadê a minha CNH? Quando eu estava quase com 21, entrei na auto escola.

Feliz da vida, fiz as insuportáveis aulas teóricas, fiz as aulas práticas e o seo João, um senhor muito do calmo e completamente maluco, me ensinou a dirigir. Comentário pertinente: na minha primeira aula o doido do seo João me levou para dirigir na rodovia. Sim, rodovia. Falei: 

-Seo João, mas e se eu bater nessas carretas? 
- Bom, aí a gente morre. Então é melhor tomar cuidado. 

Nada como uma pressão, né?

No dia que fui fazer minha prova prática, eu reprovei na baliza. Chorei dois dias seguidos.

15 dias depois refiz o teste. Era 22 de dezembro. Estava fazendo muito bem a prova, mas muito, muito tensa. Na hora do percurso, tinha placa do Pare e eu só desacelerei porque não vinha ninguém. Aí o cara falou:

- Você não parou. Está reprovada.

Nesse momento, meu lado mulherzinha e persuasivo entrou no modo hard:

- Moço, eu não posso reprovar de novo! Meu pai vai me matar. Foi só uma coisinha de nada. Eu estava muito nervosa.

Nesse momento, percebi que teria que apelar. Com olhos grandes e cheios de lágrimas falei:

- Cadê o seu espírito natalino, moço? Hoje é dia 22 de dezembro. Você já fez a sua boa ação do ano? Está na hora da fazer, né? Meu erro nem foi tão grave. Por favoooooor. Eu não quero que o meu pai me mate antes do Natal. Você quer ter um assassinato em suas mãos?

Resultado: Em poucos dias peguei a minha carteira.

Mas meu pai demorou quase um ano para me deixar andar de carro. Aí, numa das primeiras vezes que saí sozinha, um ônibus bateu em mim. Da outra vez, eu voltei na rampa e bati num ônibus que estava atrás de mim. Há uns três anos eu acertei a parede da minha garagem (que é gigante, cabe quatro carros e eu estava sozinha nela). E, mais recentemente, há uns três meses, derrubei uma motoqueira. Fora os arranhões de praxe na lataria. Mas eu não sou tão ruim assim, juro.

Todo esse papo sobre carteira de motorista foi para dizer que eu estou muito feliz. Troquei de carro! O meu primeiro “bebê” foi o Incrível Hulk, um Honda Civic verdinho como o personagem, que ficou comigo um ano e meio. Agora eu tenho um C3 preto chamado Bruce Wayne. Batman para os íntimos. VALEU, PAI! LOVE U! OBRIGADA PELO PRESENTE!

Me despedindo do Incrível Hulk: Tchau, neném da mamãe!

Abraçando o Bruce Wayne, SEU LINDO!

Teca Machado

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Machine Gun Preacher – Uma história real


Convenhamos, me fazer chorar não é muito difícil. Costumo dizer que o meu canal lacrimal veio com defeito e as comportas nunca estão completamente fechadas. Então, um filme como Redenção é ÓBVIO que me faria chorar. Ainda mais porque ele é baseado em fatos reais.


Sam Childers (o camaleão Gerard Bulter capaz de fazer ação, comédia, musical, drama, romance) é um ex presidiário, traficante e usuário de drogas, que explora a esposa, maltrata a filha e tem um passado um tanto obscuro. Até que chega a um ponto da vida que o desespero bate à porta e ele tem um encontro com Deus. 

Quando um missionário da África vai até a sua igreja falar sobre as obras de Deus no continente, Sam resolve que pode ajudar na construção de casas para os nativos e vai até lá. A dura realidade africana bate na sua cara. Ele vê o que o LRA, os rebeldes, e o Kony (Aquele mesmo do Kony 2012 que fez “sucesso” no início do ano) fazem com a população e com o país.

Sam Childers com as crianças do orfanato que ele criou.

Tocado pela crueldade que assola a região, seu objetivo de vida passa a ser ajudar crianças órfãs. Quer construir um orfanato e lhes dar um ambiente seguro em meio ao caos da guerra civil. Mas isso não é tão simples e a sua luta é diária, ainda mais porque ele mora metade do tempo nos EUA e metade no Sudão.

A causa é tão envolvente, que Sam acaba querendo salvar o mundo e se desespera quando não consegue. Ele deixa a família de lado para ajudar outras pessoas. O trecho da Bíblia “amai ao próximo como a ti mesmo” é tão intrínseco a ele que chega a incomodar.

Mas quem está pensando que ele é todo bonzinho, doce e maravilhoso só porque ajuda órfãos está completamente enganado. Ele é um homem bravo, que grita, berra, bate e mata se isso for necessário para salvar crianças das mãos da LRA. Na África, o chamam de Pastor Branco, Pastor Metralhadora (Machine Gun Preacher, que é até o título do filme em inglês) e Rambo do Sudão. Ele chega a ficar irado com Deus, porque acredita que até Ele se esqueceu daquela região do mundo. Sam surta quando parece que a sua luta é em vão. Enfim, ele é um homem normal. Com defeitos, com qualidades, com fraquezas e com pontos fortes.

O Rambo do Sudão, Pastor Metralhadora.

Algumas cenas de Redenção são realmente de fazer chorar. Me debulhei em lágrimas quando uma criança pisou em uma mina terrestre e quando uma garota que sofreu um ataque da LRA pergunta o que ela fez de errado para merecer aquilo. 

O mais comovente é que esse tipo de coisa é real. O filme ultrapassa a barreira do cinema. Quando termina, o espectador fica com uma sensação de “Eu sou uma porcaria. Tenho tanto e não faço nada para ajudar”. A mentalidade muda.

O filme é muito bom. Confesso que a transição entre o Sam mau, o Sam bom e o Sam louco não é muito sutil. Num minuto ele é terrível, no outro já é extremamente bom e mudado e no seguinte já está surtando por causa das crianças. Esse ponto não foi muito bem trabalhado, mas isso não tira o brilho e a sensibilidade da história e da atuação de Gerard Butler.

Esse aí é o verdadeiro Sam Childers.

Redenção não é um blockbuster e nem um filme feito para arrecadar bilheteria mundo afora. Às vezes o seu ritmo é até um pouco lento. Com poucos efeitos especiais e elenco enxuto, ele mostra a verdade nua e crua (Juro que não foi trocadilho com o outro filme do Gerard Butler!) da realidade africana.

Para saber mais sobre o Sam Childers de verdade, ele tem um site. Dei uma olhada e tem a história dele, das crianças, mostra como ajudar e possui informações sobre o Sudão. Vale a pena dar uma conferida.

Recomendo.

Teca Machado

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O Vingador do Futuro: é remake, mas é legal


Quando eu era pequena, adorava assistir o filme O Vingador do Futuro, com o Arnold Schwarzenegger (Até olhando no Google o nome dele é difícil de escrever!). Vi incontáveis vezes. Apesar de ser trash, já que aparecem mutantes, pessoas morrendo asfixiadas em Marte, uma mulher de três peitos e um bicho com a cara do boneco Chucky grudado na barriga de outro homem, o filme se tornou um clássico cult. 


O remake de O Vingador do Futuro, que estreou sexta passada e é dirigido por Len Wiseman (o mesmo de Anjos da Noite), é muito bom. Tenho ouvido críticas ruins, mas eu gostei bastante.


O que acontece é que o filme é um clássico. E sempre quando se mexe com algo cultuado há tanto tempo, tem gente falando mal. É igual quando transformam um filme em livro, fica meio diferente. Tem quem goste, tem quem adore, tem quem odeie e tem quem fica indiferente.

Acho que a maior reclamação sobre a nova versão de O Vingador do Futuro foi o fato de ele não passar em Marte. Eu mesma pensei “Como assim não é em Marte? O interessante do filme antigo era isso”. Mas, assisti o remake e gostei bastante do que inventaram.

Doug Quaid na Rekall

O enredo é o seguinte: No final do século XXI, a Terra praticamente acabou em uma guerra química. As únicas partes habitáveis do mundo são a Federação Unida da Bretanha (FUB, parte da Europa) e a Colônia (a Oceania). As pessoas da FUB são a elite e vivem em um lugar bonito. As da Colônia são exploradas comercialmente pelos da FUB e vivem em favelas. O único meio de transporte entre os dois locais é o The Fall – A Queda. Um elevador/metrô que atravessa o planeta pelo centro. Um conceito MUITO doido e muito legal. A FUB quer escravizar e acabar com a Colônia e transformar toda mão de obra em robôs. Enquanto isso, a Colônia tem atividades rebeldes.

Doug Quaid (o bad boy Colin Farrell) é um trabalhador comum da Colônia que, apesar de ter uma esposa amável (Lori, a sempre linda Kate Beckinsale), acredita que algo está faltando em sua vida. Sonha todas as noites que é alguém importante e que tem uma mulher morena ao seu lado tentando escapar de uma prisão. 

Collin Farrell e Kate Beckinsale, o casal cheio de "amor"

Até que vai na Rekall, uma empresa que implanta memórias na mente dos pacientes para que eles tenham lembranças de uma experiência incrível, como quando foram a Marte ou que trabalharam em casos secretos do governo. Doug Quaid tenta fazer isso, mas descobre que, na verdade, ele vive uma vida de mentira, não é quem pensa ser e que ele era um espião duplo que teve a mente apagada por mudar de lado na guerra. A partir daí, começa uma perseguição sem fim ao rapaz para que ele não recupere a sua memória e para que não se junte aos revolucionários. Mas uma dúvida fica no ar: Tudo isso é fruto da Rekall ou é a realidade?

Lori, que não era esposa de Doug, apenas uma agente que o vigiava, é quem mais tenta matar o protagonista. Como diz a minha irmã, essa mulher é uma praga. A Kate Beckinsale está igual em Anjos da Noite: matando tudo o que tem direito. Na fuga, Doug se junta a Melina (a também sempre linda Jessica Biel), a tenente da revolução que aparecia em seus sonhos.

Doug Quaid com Melina, a mulher dos seus sonhos, literalmente.

Muito bem feito, O Vingador do Futuro tem efeitos visuais muito bonitos. Imagens de cidades suspensas, labirintos de elevadores e do The Fall são de cair o queixo. As cenas de ação, luta e correria também são muito boas e críveis. Os três atores principais são excelentes em filmes do gênero, apesar de não serem dignos de Oscars.

Claro, é um blockbuster comercial. Claro, não tem nenhuma profundidade e não te faz pensar. Claro, os diálogos são superficiais e a fórmula do filme não é nenhuma novidade. Mas, é bom. Muito bom. Vale a pena gastar duas horas da vida assistindo, mesmo se você é fã apenas da versão antiga.

Só por curiosidade: O título em inglês é Recall, que significa Recordar. O que faz muito mais sentido do que esse nome imbecil de O Vingador do Futuro. De acordo com o meu pai, na época que lançaram a primeira versão, O Exterminador do Futuro estava no auge, então, para chamar atenção para o filme e para o Schwarzenegger, colocaram esse parecido.

Recomendo.

Teca Machado

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Vendemos O QUE???


Eu sei que o mundo está em crise e a economia está entrando em colapso.

Eu sei que de vez em quando a gente precisa vender alguns bens para não falir.

Mas acho que o meu pai não precisava tomar medidas tão drásticas...




Hahaha.

Teca Machado

P.S.: Como disse um amigo meu, “Teca” é árvore. “Machado” corta árvores. Caramba! Olha a ironia! Agora tudo faz sentido, haha.

sábado, 18 de agosto de 2012

Gosto de nostalgia e ogro/duende/ser indeterminado

Quem tem mais ou menos a minha idade (24 anos) deve se lembrar dessa frase que marcou a infância de muitos de nós: “Não tem chororô, esse jogo acabou!”.

 A maior diversão DO MUNDO era no final da tarde, depois da escola, ficar assistindo a TV Cultura (Ou seria TV Gazeta?) para ver o programa do Hugo.

"Não tem chororô, esse jogo acabou!"

O Hugo era um ogro/duende/ser indefinido que de tão feiosinho era uma graça. Ele vivia numa floresta encantada e teve a família sequestrada pela bruxa Maldícia (tão má que até o nome dela tem maldade). Então, as pessoas tinham que ligar para o programa para jogar o joguinho (olha o pleonasmo...) utilizando os números do telefone e ajudar o Hugo a encontrar outra vez sua esposa.

A bruxa Maldícia

Apesar de ter que apertar só para direita, esquerda, pular e abaixar, era muito difícil. A criançada quase nunca chegava à fase final. Não me lembro de muitas vezes que o telespectador zerou o jogo e ajudou o Hugo.

Gente, o sonho da minha infância era participar do programa do Hugo. Mas era quase impossível! A linha do telefone estava sempre ocupada e congestionada. Um dia, recorde de ligações, a emissora recebeu 170 mil (!) chamadas, isso num programa que durava pouco, mais ou menos meia hora.

Visual do Hugo para iPhone e Android

Uma vez um amigo meu me disse que conseguiu participar. Diz que ficou tão nervoso que nem conseguia apertar o botão do telefone direito e perdeu logo de início. Mané! Haha.

Enfim, falei tudo isso para situar vocês porque os órfãos do programa do Hugo não precisam mais ficar tristes. Agora o jogo está no celular. Chama Hugo Retro Mania.

Hugo correndo pela mina para salvar a sua família

Virou o meu novo vício da semana (São tantos aplicativos sensacionais que eu troco de preferido semanalmente!). Fico um tempão jogando o Hugo. Tem o modo corrida, como era na televisão, e o modo labirinto.

O mais legal de tudo é que é igualzinho o original. Até a voz dele acho que é a mesma. 

Ele explode quando você pisa na bomba.

Para IOS e Android, ele é pago (Ahhhh!), mas, para a noooooossa alegria, é baratinho. Custa U$1, o que não dá nem R$2.

Imaginem a felicidade dessa criança quando descobriu que existia o aplicativo! Dei pulinhos e gritei “Viva! Viva!” algumas vezes.

É para ficar com um gostinho de nostalgia na boca.

Recomendo.

Teca Machado 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Mato Grosso é realmente lindo!


Para quem não sabe, eu moro em Cuiabá, Mato Grosso. 

Fui abençoada por Deus por ter nascido num local tão bonito, quente, com gente feliz e sem guerras ou desastres naturais, como furacões, vulcões e outros.

É um Estado cheio, lotado, entupido de belezas da natureza. Eu ia começar a descrever todas elas aqui para vocês, mas, sabe aquela história de que uma imagem vale mais do que mil palavras? Ela é verdade. Um vídeo de mais de três minutos recheados de imagens bonitas, então, é melhor ainda.

Se você não conhece MT, vale a pena ver o vídeo e visitar a região.

Se você já conhece, vale a pena ver o vídeo para sentir vontade de voltar.

Se você é daqui, vale a pena ver o vídeo para se lembrar de como o Estado que você mora é sensacional.

Campanha Mato Grosso é lindo:


Bato palmas de pé para o diretor e editor desse vídeo.

Recomendo o meu Estado.

Teca Machado

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Capitão Kirk e Bane entram em guerra


Tem dias que depois de resolver pepinos durante todo o expediente, tudo o que a gente quer é chegar em casa, sentar num sofá e assistir a um filme despretensioso e de riso fácil. Nada de roteiros como Syriana, do George Clooney, ou O Bom Pastor, com o Matt Damon (Dois filmes que desafiaram o meu cérebro , me deixaram intelectualmente cansada e sem entender nada). Para dias como esse, uma boa dica é Guerra é Guerra.


Ok, meninos, é uma comédia romântica e tem caras bonitões (e bota bonitões nisso...), mas eu garanto que não é melodramático e nem água com açúcar. Tem muitas sequências de ação e explosões e o romantismo que aparece está sempre encoberto por humor. Mesmo as cenas que vão fazer as meninas fazerem “Ahhhuuum, que lindo!”, poucos segundos depois vão fazer todos rirem.

Lauren (a ótima Reese Whiterspoon) é uma moça bonitinha e loira que, como todas nós, mortais, teve o coração partido certa vez. FRD e Tuck (Chris Pine e Tom Hardy, que arrancam suspiros do meu coração todas as vezes que aparecem na tela, ou seja, o filme todo) são dois agentes da CIA que, mais do que amigos, são praticamente irmãos. Por infortúnio do destino, ambos se apaixonam por Lauren e ela pelos dois, sem saber que se conhecem, e sai com ambos ao mesmo tempo.

Chris Pine - FDR e Capitão Kirk. Coração suspirando 1...

Como estragaram tudo numa missão secreta, estão de “castigo” no escritório da CIA, o que lhes dá bastante tempo para utilizar os recursos da agência para espionar Lauren e descobrir os seus gostos. E ao espionar a namorada, eles espionam também um ao outro. As melhores sequências são quando um tenta atrapalhar o encontro do outro e os seus avanços com a garota.

FDR e Tuck são tão lindos, fofos, engraçados e dedicados que você não sabe por quem torcer. E essa é uma das diferenças desse filme em relação às comédias românticas comuns quando você sempre adivinha quem é o par principal. Imagina a dúvida: Um é o Capitão Kirk (interpretado em Star Trek por Chis Pine) e o outro é o Bane (vilão do último filme do Batman, Tom Hardy). Não é de se espantar que Lauren não saiba qual escolher. Eu também não saberia. 

Tom Hardy - Tuck e Bane. Coração suspirando 2...

Os três atores estão ótimos em seus papéis, perfeitamente naturais na pele dos personagens. Não é um filme que concorre ao Oscar, é óbvio, mas eles fazem um trabalho muito bem feito. Fora que a química entre os dois amigos é totalmente crível. Não é possível que Chris Pine e Tom Hardy não sejam amigos na vida real. E a química dos dois rapazes com Reese Whiterspoon também é muito grande. Ela tem uma personalidade diferente com cada um. Com FDR ela é mais louca e espontânea, com Tuck é mais doce e frágil.

Do diretor McG (o mesmo do horror de As Panteras) acertou em cheio na escolha do elenco, do cenário, dos roteiristas e da produção como um todo. 

Como eu disse, não é um filme para se emocionar, te marcar ou lembrar para o resto da vida, mas é deliciosamente engraçado e relaxante, o que não tira o seu brilho.

Recomendo.

Teca Machado 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Amor e ódio eterno


Como quase toda menina, quando eu era criança, queria ser aeromoça e/ou professora. Depois mudei de ideia e enfiei na cabeça que queria ser jornalista (Tudo bem que de vez em quando mudava de ideia e queria virar atriz/modelo/cantora). Quando fiz inscrição para o vestibular, vi muitos amigos se descabelando escolhendo o que cursar. Para mim foi muito fácil. Sem nenhuma hesitação, marquei o X na bolinha que indicava Comunicação Social/Jornalismo.

Mais do que poder escrever, o jornalismo, na verdade a comunicação em geral, me apresentou uma vantagem muito grande em relação a outras profissões. Ele é tudo, menos rotineiro, menos chato. E eu detesto chatice e todos os dias serem iguais. Independente de trabalhar em TV, jornal, revista ou o que seja, eu sempre estaria fazendo entrevistas, conhecendo pessoas interessantes e indo para lugares diferentes (Nessa época eu não sabia da existência da assessoria de imprensa e seu dia-a-dia de escritório).

Trabalhando no Prêmio Top of Mind (Eu não trabalho em TV, mas finjo que é uma beleza)

Ser jornalista significava que eu não ficaria o tempo todo fechada numa sala olhando para a parede, como na maioria das outras profissões. Isso chamou a minha atenção. A verdade é que eu gosto de ser livre e me sentir livre (Talvez seja por isso que eu gosto de ler. Tem sensação mais libertadora do que ler e de repente estar em outro país, outro planeta ou em outra realidade?).

Como todo jornalista que se preze, eu falo mal da profissão, óbvio. Somos mal pagos, explorados e estressados. Eu até que não sou tudo isso porque dei sorte de arrumar empregos tranquilos. No momento sou jornalista da Revista RDM e dona de uma empresa de assessoria chamada Monerat Comunicação (Ai, gente! Virei empresária na semana passada! Olha que lindo!) contratada pelo Sicredi. 

Entrevistando um golfista e aprendendo a jogar (de salto alto!)

E, como todo jornalista, eu passo por umas situações engraçadas. Uma vez um velhinho de 80 (!!!) anos tentou me beijar, outra vez eu estava numa pauta, escrevia e olhava para baixo enquanto andava com o entrevistado e meti a cara numa placa de trânsito. Também fui ameaçada de processo pelo assessor de um figurão aí porque fiz uma simples pergunta. Joguei golfe de salto alto e andei num barquinho meio furado no rio Cuiabá. Viajei para o Rio de Janeiro e também para o meio do mato. Entrevistei o Bernardinho, aquele mesmo, da seleção de vôlei. Me estatelei no chão da redação VÁRIAS vezes, com direito a cadeira quebrada e sapato voando. Saí do carro da empresa, meu pé agarrou no cinto de segurança e eu caí de boca no asfalto na frente de todo mundo. E já arrumei uns fãs muito doidos (quase stalkers) no meio do caminho e um pedido de casamento de um quase desconhecido. Isso tudo em 4 anos e meio que eu trabalho na área.

Além das coisas engraçadas, tive momentos extremamente gratificantes. Quando o entrevistado vem falar que ele adorou a matéria que eu escrevi, não tem preço. Na vez que fiz a matéria com os meninos do Quake Red Alert, um trabalho tão sério e que salva vidas, que teve uma repercussão tão legal, me senti felicíssima. Fiz também uma matéria sobre amor com personagens com histórias tão lindas que emocionam e nunca vou esquecer. 

Entrevistei, tietei e não me envergonho por isso, haha.

Ser jornalista é amar e odiar o que se faz. É ter dias em que se pensa “Eu odeio essa porcaria de profissão! Por que eu não fiz direito ou medicina?”, mas cinco minutos depois entrevistar alguém que faz a diferença no mundo e pensar “Ainda bem que eu posso transmitir para as pessoas a notícia de que nem tudo está perdido nesse planeta”. 

Ser jornalista é ser feliz, ser estressado, ser ocupado. É morrer de orgulho de si mesmo quando seu nome está ali impresso na revista/jornal/créditos. É gostar de aprender um pouco sobre todos os assuntos possíveis e imagináveis e conhecer gente chata, gente louca e gente super legal. 

Na beira do rio Cuiabá com o meu bloquinho amor!

Jornalismo pode ser tudo, até algumas coisas ruins, mas não é chato. E, como eu disse lá em cima, de chatice eu quero distância.

Teca Machado

P.S.: Eu AMO jornalismo, mas quero dividir meu tempo entre isso e ser escritora, que também é meu sonho junto com jornalismo desde sempre.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Vida extraterreste e corrida presidencial – Maratona Dan Brown

Chegamos a sexta e última parte da Maratona Dan Brown. Foi divertido, mas estou com overdose de Dan Brown de tanto escrever sobre ele. Enfim, o livro de hoje é Ponto de Impacto. 


Acho que entre todas as obras do autor, essa é a minha preferida (Anjos e Demônios é tão legal também que os dois disputam espaço no meu coração cheio de livros). 

Depois de três livros que misturavam religião e ciência e eram pelo menos um pouco polêmicos, esse não tem nada a ver com os outros. A polêmica surgiu nos Estados Unidos, não no resto do mundo, pois fala sobre a queridinha dos EUA, a NASA.

No enredo, o país está prestes a votar para presidente. O candidato de oposição, senador Sedgewick Sexton, é contra a NASA. Afirma que seus gastos são bilionários e os resultados irrelevantes. O candidato a reeleição é Zack Heyner, ferrenho defensor da instituição. Quem está ganhando a disputa é Sexton e a população é a favor do fechamento da NASA.


Só que nesse meio tempo, a NASA encontra um meteorito numa plataforma de gelo no Ártico que contém um esqueleto que pode ser a prova irrefutável de vida fora da Terra. Para validar a descoberta, cinco civis altamente capacitados são convidados pelo governo para atestar a veracidade do fóssil de 190 milhões de anos. Entre eles, estão três cientistas, Rachel Sexton (E, pasmem, ela é bonita, inteligente e boa de briga), filha do senador e depuradora do NRO (órgão responsável por elaborar relatórios para a Casa Branca) e Michael Tolland (Ai, gente! Sou apaixonadinha por ele. Pena que ele não existe), oceanógrafo apresentador de um programa de televisão sobre fundo do mar muito respeitado.

Depois que os cincos pesquisam e atestam que é real, o presidente faz um pronunciamento prematuro ao mundo, a NASA volta a ser amada pelos americanos e a corrida presidencial toma outro rumo. Só que os cientistas, Rachel e Michael começam a suspeitar de algumas inconsistências no material coletado no meteorito e querem expor a verdade. Como em todo livro do Dan Brown, o casal é perseguido por assassinos profissionais a mando de alguém misterioso no alto escalão da conspiração.

A correria do livro acontece nesse lugarzinho gelado

É o livro do Dan Brown com menos blá blá blá filosófico e um dos com mais correria. A história é empolgante e muito bem amarrada. Sempre a linguagem fácil e dinâmica do autor está presente, o que torna a leitura prazerosa e rápida (o que é uma pena, já que eu amo/odeio quando um livro termina).

Quando eu li, via que virava as páginas, já estava praticamente no fim e não tinha explicado quase nada do desfecho. Faltando cinco páginas, eu pensei “Se esse autor não der um final, se acabar sem eu saber o que aconteceu, vou jogar o livro pela janela”. Para sorte do meu livro, não precisei jogar o pobre coitado pela janela. Tudo encaixou perfeitamente e foi muito legal.

Esse livro é o que eu mais queria de todos do autor que virasse filme, mas até agora nada. Alguns sites nada confiáveis dizem que vão filmar. Outros afirmam que não porque o livro fala mal da NADA. O que me resta é esperar que algum estúdio concorde comigo.

RECOMENDO MUITO (Letra maiúscula para enfatizar que é muito bom).

Teca Machado

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Meio sinistro. Meio doido. Bem interessante – Maratona Dan Brown


Em mais um episódio da Maratona Dan Brown, vou comentar o livro O Símbolo Perdido. Ele foi o último lançado pelo autor, mas, como faz parte da série do Robert Langdon, resolvi falar sobre ele antes de Ponto de Impacto, post de amanhã.


Outra vez nos deparamos com Robert Langdon, o homem que resolve todos os problemas do mundo. Dessa vez, a ação acontece em Washington. A pedido de um dos seus melhores amigos, Peter Solomon, o simbologista vai até a cidade para uma conferência. Chegando lá, descobre que, na verdade, o convite era falso e Peter foi sequestrado pelo enigmático e ocultista Mal’akh, o vilão mais doido que já saiu da cabeça de Dan Brown.

Mal’akh negocia a vida de Peter em troca de um estranho resgate: Quer o símbolo que lhe abrirá o caminho de acesso aos Antigos Mistérios de Maçonaria. Ele acredita que isso trará para si um poder de destruição inimaginável (Típico de vilões, né? Só faltou querer dominar o mundo), de construção de um mundo novo imerso em trevas.


Robert Langdon não tem a mínima ideia do que é o tal símbolo e nem o que são os Antigos Mistérios, mas, como é o Super Simbologista (Esse título fui eu que criei!) ele segue pistas de enigmas (de novo...) por toda a cidade para descobrir do que se trata. Washington foi fundada por maçons, por isso em praticamente todos os prédios oficiais há a presença de marcos de maçonaria, assim fica fácil para ele.

A mulher da vez é Katherine Solomon, irmã de Peter (E adivinhem! De novo é inteligente, bonita e boa de briga), uma cientista que pesquisa a Noética (Gente, esse é um trem muito doido. Não consigo nem explicar para vocês. Mas, perguntei para o Google e ele respondeu bem assim: “Noética é uma disciplina que estuda os fenômenos subjetivos da consciência, da mente, do espírito e da vida a partir do ponto de vista da ciência. Em linhas gerais define a dimensão espiritual do homem.”). Juntos, eles percorrem cantos obscuros de Washington em busca de Peter.

Sempre agitado e de fazer o leitor prender a respiração, há dois episódios nesse livro que são sinistros. O primeiro é quando Katherine é perseguida por Mal’akh num ambiente totalmente escuro, silencioso, privado de todos os sentidos do corpo humano. É apavorante, juro. E outro é quando Robert tem uma experiência mais ou menos pós-morte (quem ler vai entender o que é o mais ou menos).

Vista aérea de Washington, cidade onde passa a trama

É um livro muito bom, mas meio louco. Tem uns conceitos muito novos, como da noética e outras coisinhas mais. Como toda obra de Dan Brown, é controversa e com pontos religiosos aqui e ali. 

Leitura fácil e dinâmica, mas acho que poderia ter acabado umas 50 páginas antes do final. Um dos únicos livros do autor que o vilão é revelado desde o início (isso é até legal) e que o desfecho não é nas últimas cinco páginas. Depois de tudo resolvido, ele fica num blá blá blá interminável sobre mente, corpo e maçonaria. 

Esse ainda não tem filme baseado nele.

Recomendo.

Teca Machado