sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Love is Easy – A minha nova música amor


Sabe o McFly? Aquela banda britânica de quatro rapazes gatchenhos que começaram a fazer sucesso em 2004? Então, esses dias eles lançaram uma música nova que é a coisa mais AMOR do mundo. Ela se chama Love is Easy. Fora que o clipe é MAIS AMOR AINDA! Estou apaixonada pela canção e pelo vídeo. Escuto cerca de 20 vezes por dia. Sério. 

Os rapazes do McFly

Eu estava zapeando pelos canais da televisão e passei pela MTV e, por mais incrível que pareça, estava passando clipes. Me senti no passado, lá pelo ano de 1998 (Ai, estou ficando velha!). Enfim, aí vi que o clipe que estava no ar era uma graça e resolvi assistir até o final. Descobri que era essa música dessa banda. Sabia que eu conhecia aqueles quatro bonitinhos com cara de meninos certinhos de algum lugar.

Então, não tinha como não colocar aqui Love is Easy, ainda mais numa sexta-feira, quando todo mundo está mais feliz e saltitante com a proximidade do final de semana. 

Mas, cuidado, essa música gruda na cabeça e você fica cantando o dia todo (O que é até bom, porque ela é legal).

Abaixo o clipe e a letra da música:
Love is Easy - McFly


Do do do do do do
Do do do do do do
Do do do do do do

Today I’m laughing the clouds away
I hear what the flowers say
And drink every drop of rain
And I see places that I have been
In ways that I’ve never seen
My side of the grass is green

Oh, I can’t believe that it's so simple
It feels so natural to me

If this is love then love is easy
It's the easiest thing to do.
If this is love, then love completes me
Cause it feels like I’ve been missing you
A simple equation,
With no complications to leave you confused.
If this is love, love, love,
Oh, it’s the easiest thing to do

Do do do do do do
Do do do do do do
Do do do do do do

Do you feel the way that I do?
Do I turn your grey skies blue
And make dirty streets look new?
And the birds sing
Tweedily tweet dee dee dee
Tweedily dee dee dee
And now I know exactly what they mean.

Oh I can’t believe that it's so simple
It feels so natural to me

If this is love then love is easy
It's the easiest thing to do
If this is love then love completes me
Cause it feels like I’ve been missing you
A simple equation,
With no complications to leave you confused.
If this is love, love, love,
Oh it’s the easiest thing to do

Do do do do do do
Do do do do do do
Do do do do do do

[What is it you want, Mary? What do you want?
You want the moon?
Just say the word now and I'll throw a lasso around it and pull it down.
Hey, that’s a pretty good idea.
I'll give you the moon, Mary]

If this is love then love is easy…

Não entendeu nada porque não fala inglês? A tradução aqui.

Teca Machado

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Argo – Excelente surpresa cinematográfica


Sabe quando você vai ao cinema mais por ir mesmo? O filme não te atrai, mas a companhia é boa, vai ter pipoca, chocolate e sala de cinema é sempre um local agradável, então acaba indo. Sábado isso aconteceu comigo. Fui assistir Argo. Já tinha visto o trailer, mas, tudo o que ele me fez pensar foi “ah...”. Guerra, política, Irã, confusão, terrorismo, blá, blá, blá. Como não tinha nada mais interessante passando (E eu já tinha assistido Amanhecer – Parte 2, haha), fui de bom grado, mas sem expectativas. Agora, tudo o que eu penso é: Ainda bem que eu fui. Argo é excelente.


Um dos motivos que me levou a não querer muito assistir Argo foi que era com o Ben Affleck. Nada contra. Mas também nada muito a favor. Só que depois desse filme, vejo-o com outros olhos. Ok, Ben Affleck pode não ser um ótimo ator, mas dá para o gasto. Melhorou muito desde que começou a aparecer. Só que ele é um tremendo diretor. Argo foi seu terceiro filme na direção e isso mostra que quanto mais fizer isso, mais consagrado será. Palmas para ele!

Ben Affleck como Tony Mendes.

A história de Argo é real, o que faz com que a gente goste ainda mais do filme. No início, a narradora contextualiza o momento político para o espectador. Os EUA deram asilo para um xá do Irã que maltratou o seu povo e que estava doente. Então, os iranianos ficaram MUITO bravos e atacaram a embaixada americana. Fizeram os funcionários de reféns. Só libertariam quando os EUA “devolvessem” o xá. Só que, pouco antes do ataque, seis deles fugiram numa passagem secreta e foram para casa do cônsul canadense, onde ficaram escondidos.

Enquanto bola o plano mirabolante de exfiltração.

Como eles não eram reféns, e sim fugitivos, os iranianos queriam matar os seis de qualquer jeito. Os reféns estavam “a salvo” por um tempo porque eram moeda de troca. Os seis não. A CIA, sabendo disso, chamou o especialista em exfiltração (Quem salva as pessoas de locais perigosos e de guerra) Tony Mendes (Ben Affleck, em uma boa interpretação – quem diria!) para bolar um plano de retirada. E é aí que entra a graça de Argo. A solução criada por ele foi fazer um filme falso, visitar o Irã em busca de locação e fingir que todos são da equipe de produção (Calma, não é spoiler! Isso fala no trailer e na sinopse).

Mendes no mercado de Teerã "procurando locações".

Mendes se alia a John Chambers, que foi vencedor do Oscar de 1969 por Melhor Maquiagem em O Planeta dos Macacos (Ótimamente interpretado por John Goodman, o eterno Fred Flintstone), e ao produtor Lester Siegel (O também excelente Alan Arkin), os únicos dois civis que sabem da farsa. Assim, eles começam a produzir de verdade um filme de mentira. De tão mirabolante, era quase certo que o plano fracassasse. Mas, de tão mirabolante, havia muitas chances de que desse certo. E esse era o argumento de Mendes.

Mendes explicando para os fugitivos o que precisavam fazer.

O roteiro é bem amarrado e deixa o espectador tenso. Enquanto ficam reclusos na casa do cônsul canadense, os fugitivos vão ficando cada dia mais estressados e seus dramas pessoais ficam mais acentuados. Eles se perguntam como confiar num estranho, com um plano que tem tudo para dar errado, mas quer salvá-los? É doloroso de se ver. O legal é que no final do filme mostram a foto das pessoas reais em comparação aos atores. Fizeram o figurino e a maquiagem quase idênticos. É impressionante.

O Mendes de verdade (atualmente) e Ben Affleck interpretando o papel dele na década de 1980.

Como a história é real, você sabe que nem tudo são flores e que nem sempre “o bem vence”. Eu prendia a respiração em alguns momentos e torcia de todo o meu coração que desse tudo certo. Ben Affleck, como diretor, soube utilizar bem esses recursos de tensão, juntamente com drama, um quê de comédia e uma trilha sonora de dar nos nervos.

Depois de Argo, nunca mais vou falar mal de Ben Affleck, que subiu consideravelmente no meu conceito. Acho que esse filme merecia alguns Oscars em 2013.

Recomendo.

Teca Machado

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Meu quadro Words no Pinterest


Você conhece o Pinterest? Se sim, ele não é uma GRAÇA? Se não, por que você ainda não conhece? Ele é uma graça!

Enfim, o Pinterest é uma rede social. Resumidamente, é um Twitter de imagens, quase o Instagram. Você segue e é seguido, sem precisar de reciprocidade. Mas é como os quadros que a gente tinha no quarto quando era adolescente, cheio de fotos, recados, imagens e desenhos. Tipo aqueles de cortiça, que você prendia algo que gostava com uma tachinha. O Pinterest é um desse digital. 

Lá você cria uma conta e coloca imagens (Pin) e “rouba” imagens das pessoas que você segue (Repin). Pode ser de autoria sua ou não, mas a maioria não é. Além disso, você pode dividir em temas de acordo com o seu gosto nos chamados Boards (Quadros) e nomeá-los como quiser.

Eu amo o Pinterest (O meu usuário é Teca Machado, se alguém estiver interessado)! Uso não para aparecer ou ficar “famosinha” na internet. Vejo ele mais como um lugar para guardar imagens que gosto muito. Ele é bem mulherzinha, tanto que mais de 80% dos usuários são mulheres.

Entre os meus Boards, tenho o Addictions (Vícios), Where I want to be (Onde eu quero estar), Crazy little things (Coisinhas loucas), Welcome to my world (Bem vindo ao meu mundo), Love love love (Amo amo amo), Yummi (Algo como “Delícia”), Things I’ll try to do (Coisa que eu vou tentar fazer) e, um dos meu preferidos, Words (Palavras).

O meu board Words é o mais cheio. E tem muitas palavras bonitas e de incentivo lá. Até quero transformar alguns em quadros. Então, vou compartilhar os que mais gosto aqui com vocês:

























Teca Machado


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Cartas Para Julieta: O Livro

Ontem falei sobre o filme Cartas Para Julieta. Hoje vou falar sobre o livro com o mesmo nome, das irmãs Lise e Ceil Friedman.


Apesar de dizer que o livro inspirou o filme, a versão em papel não conta uma história de ficção com personagens, reviravoltas e final feliz. Ele é como um documentário sobre o Club de Giulietta, um grupo de pessoas que se propõem a responder todas as cartas de todos os lugares do mundo que chegam para Julieta, assim como no filme Sophie (Amanda Seyfried) faz.

Fotos das cartas recebidas por Julieta e suas secretárias.

Em Cartas Para Julieta vemos o surgimento do clube, a história do seu primeiro presidente/secretário, que foi quem primeiro levou a sério o mito da heroína romântica, as transformações que a ideia sofreu, as reformas na casa que se acreditava ser de Julieta e do seu túmulo e também as mudanças que o mito provocou na cidade, antes esquecida no tempo.

O Club di Giulietta começou pequeno, com alguns poucos recados e notas deixados para Julieta em seu túmulo. Com a criação da Casa de Julieta, eles começaram a se tornar mais frequentes e a cidade viu nisso uma forma de ser mais notável e se tornar um ponto turístico. O Club di Giulietta, também chamado de Secretários de Julieta, foi montado para responder as cartas com os mais diversos assuntos relacionados ao amor, sejam eles felizes ou tristes, nas mais diversas línguas.

Uma das cartas transcritas no livro (Clique nela para aumentar e conseguir ler)

Hoje, as cartas são deixadas no muro de Julieta pela própria pessoa que sofre de amor e também podem ser enviadas por correio ou mesmo por e-mail. A Julieta está moderna, meu bem!

Por causa do mito e força de vontade de alguns, Verona virou o refúgio romântico de todos os tempos. Tudo no lugar inspira amor e Romeu e Julieta. Tem um ar de tragédia agridoce que permeia todos os cantos de Verona.

As pessoas levam tão a sério a história dos infortunados amantes que tem gente que até mesmo se casa aos pés do túmulo de Julieta para dar sorte. Bom, cada doido com a sua mania.

Um casal se beijando no túmulo da Julieta.

Mas, para mim, o melhor do livro foi poder ter acesso a algumas cartas. Elas são lindas, comoventes, engraçadas, sensíveis. Há de idosos falando da vida maravilhosa que tiveram junto ao seu amor, de adolescentes desesperadas porque o garoto dos seus sonhos não gosta delas, de mulheres e homens solitários que desejam um companheiro, de amores proibidos e muito mais. Até mesmo algumas pessoas pedem que Julieta mande uma carta para a pessoa amada para que veja que até mesmo ela, a rainha do amor, acredita no relacionamento deles. É uma delícia de ler e ver histórias de amor que dão certo (e outras que não dão tão certo).

Olha como o livro é lindo!

Além de muito interessante e diferente, Cartas Para Julieta é lindo visualmente falando. Repleto de fotos, ilustrações e paisagens de Verona, é daqueles livros para ficar em exposição. Tudo é da melhor qualidade possível. Pena que é fino e de rápida leitura.

Se você quer mandar uma carta para Julieta pedindo conselhos ou contando a sua história, ou apenas ficou curioso, basta acessar esse site e se deixar levar pelas histórias de amor.

Recomendo.

Teca Machado

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Cartas Para Julieta: o filme


Romeu e Julieta é com certeza a história de amor mais conhecida e contada pela humanidade. Já virou filmes, peças teatrais, novelas, pinturas, músicas e td mais o que você imaginar. Até hoje esse casal tão famoso é envolto em mistério. Eles realmente existiram ou foram fruto da imaginação fértil de William Shakespeare? Sendo verdade ou não, o mundo inteiro é apaixonado pela tragédia dos dois amantes que apenas puderam ficar juntos na morte. Sendo assim, Romeu e Julieta virou um produto comercial, como o filme Cartas Para Julieta.


Esse é um dos meus filmes preferidos (Essa é uma frase que vocês me veem falando muito, né? Acho que a minha lista é infinita) e é extremamente mulherzinha. Ele conta a história de Sophie (Amanda Seyfried, que eu adoro e acho linda), uma jornalista nova yorkina que viaja para Verona, na Itália, com o noivo (Gael García Bernal). O problema é que o seu noivo quer procurar receitas, queijos e vinhos para o seu restaurante nos EUA e deixa Sophie sozinha passeando a esmo. 

Sophie e seu noivo ainda em NY.

Na simpática cidade, que foi palco da história de Romeu e Julieta, há um ponto turístico chamado Casa da Julieta. Lá supostamente viveu a heroína romântica. Pessoas do mundo todo escrevem cartas contando seus problemas amorosos e pedindo conselhos a Julieta e as pregam na parede da residência. Sophie fica curiosa com o assunto e descobre que todos os dias as cartas são recolhidas e respondidas por um grupo de voluntárias. Como não estava fazendo nada sem o noivo, resolve ajudar.

Sophie recolhe cartas do muro de Julieta.

Sem querer, Sophie encontra uma carta escrita há 50 anos que estava escondida e nunca foi respondida. Nela, Claire, uma inglesa de 15 anos, conta que estava apaixonada por um italiano, mas precisava voltar para a Inglaterra e não sabia o que fazer. Mesmo sendo meio século depois, a jornalista responde. Então, Claire, hoje com 65 anos, vai até Verona e juntamente com o seu neto mal humorado Charlie (Christopher Egan) e Sophie começa uma busca na região pelo seu antigo amor, Lorenzo Bertollini. 

Sophie, Claire e Charlie

É claro que como toda comédia romântica, Cartas Para Julieta é completamente previsível. Mas quem se importa? O roteiro é tão doce, as atuações tão leves e as paisagens da Toscana tão arrebatadoras, que a gente nem liga para isso. É como disse Lisbela, no filme Lisbela e o Prisioneiro: “O importante não é o que acontece. É como acontece”. E acontece muito gracinha.

Alguém duvidou que eles se apaixonariam?

O filme foi inspirado num livro homônimo, sobre o qual eu vou falar no post de amanhã. Ele é tão diferente e tão especial que merece um post só dele.

Cartas Para Julieta é um doce dos mais açucarados. Recomendo.

Teca Machado 

sábado, 24 de novembro de 2012

Aprendendo a dançar na chuva




Eu gosto muito dessa frase aí de cima. “A vida não é sobre esperar a tempestade passar. É sobre aprender a dançar na chuva”. Na verdade, tenho ela como lema de vida. Ela e “Hakuna Matata”, que é algo como “Não há problemas”. Ou seja, tento levar tudo da maneira mais leve possível.

O Hakuna Matata não enxergo no sentido literal. Afinal, é impossível não ter problemas. Mas vejo como não transformar em problemas de verdade coisas insignificantes.

Eu acredito que tudo, tudo mesmo, mesmo as coisas mais terríveis, acontece por uma razão. Tudo tem um significado e, principalmente, um propósito. E temos que saber aproveitar isso. É o “aprender a dançar na chuva”, “o que não te mata te fortalece”. Tão clichê e tão verdadeiro. A situação pode parecer ruim, mas você pode tirar algo bom disso tudo.


Vou dar um exemplo: Você namora e tudo é lindo, feliz e saltitante de amor. Mas, por algum motivo (Leia-se: Pé na bunda), não dá certo. Seu mundo cai e tudo o que você tinha planejado perde o valor. Você chora, fica triste, faz besteira (Como ligar para o(a) ex de madrugada e implorar para voltar), mas passa. E quando passa, você conhece outra pessoa. Mais bonita, mais legal, mais inteligente e que combina muito mais com você. Então, naquele momento, todo o seu sofrimento anterior parece totalmente sem sentido e desperdiçado. Você provavelmente vai perguntar para si mesmo: “Onde eu estava com a cabeça quando gostei dele(a)?”. Mas, parando para pensar, tudo aquilo que você passou foi por um bem maior. Provavelmente você não teria conhecido essa pessoa nova se o anterior não tivesse terminado um tempo antes. Viu como a dor te levou para um lugar melhor? Eu já passei por isso e comprovo essa teoria.

Se você começar a tentar fazer essas ligações de “o que te levou a o que”, com certeza tudo ficará mais leve e mais fácil de ser enfrentado, além de guardar muito menos rancor e remorso. Por mais difícil que seja a situação, é preciso lembrar que você provavelmente está caminhando para frente. É o “aprender a dançar na chuva”, que eu falei lá em cima do texto. 

Gene Kelly, esse sim sabia dançar na chuva. Cena do filme Cantando na Chuva.

Quando me encontro em momentos complicados, sem esperança e sem saber o que fazer, me conforta pensar em Deus. Na Bíblia, no livro de Romanos, capítulo 8, versículo 28, diz bem assim: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”. E como eu O amo MUITO, sei que tudo é para o meu melhor, então, deixo nas mãos Dele e peço paciência para “enfrentar a chuva” e ânimo para “dançar na chuva”. 

Porque afinal, depois de toda chuva, vem o arco-íris. E vale a pena enfrentar alguns pingos para ver aquela maravilha de sete cores brilhando. E na vida é assim também: vem a chuva (dor), a dança na chuva (saber enfrentar) e o arco-íris (a recompensa de algo muito melhor do que antes da chuva).

Viu como vale a pena esperar a chuva passar?

Então, faça como o Gene Kelly. Dance na chuva. E dance feliz.

Teca Machado 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Os zumbis somos nós

Essa semana assisti pela primeira vez a série The Walking Dead. Adorei! E na hora pensei: “Ai, como eu quero um post sobre isso!”. Só que alguém que viu um mísero episódio não pode dar muita opinião, né? Então, resolvi pedir para a Daya Nascimento, que é a maior especialista sobre zumbis que eu conheço (Depois do namorado dela que é mais pirado ainda no tema) para escrever um post aqui no blog sobre o assunto.

Ela, que é uma ótima jornalista, prontamente aceitou e escreveu um texto SUPER legal. Divirtam-se!

Teca Machado

Os zumbis somos nós!




Um dia já achei seriados uma tremenda bobagem, verdadeira perda de tempo (true history!). Mas olha o que o amor me fez: foi só começar a namorar para conhecer o melhor da vida (oun!) e da cultura pop! Acreditem se quiser, atualmente, acompanho oito séries, mas uma das minhas preferidas é a norte-americana produzida pela AMC, The Walking Dead, que ganhou projeção por bater recorde de audiência em 120 países e agora achou espaço no coração da Teca! Rendida aos olhos esbugalhados e àquele andar troncho dos nossos adorados zumbis, ela me convidou para falar um pouquinho sobre esse universo de caos e de diversos questionamentos.

TWD estreou na Fox em 2010 e é baseada na HQ homônima criada e escrita por Robert Kirkman e o desenhista Tony Moore. Está na 3ª (e melhor!) temporada, na qual dá vida a dois excelentes personagens da HQ: a valente Michone (Danai Gurira) e o temido Governador (David Morrissey), eleito pela revista americana Wizard, como “vilão do ano”. O Governador é um personagem tão extremo que tem até um livro destacando sua biografia, o The Walking Dead: A Ascenção do Governador (editora: Galera Record). Mesmo sendo claramente uma adaptação, o seriado ainda recebe muitas críticas de quem já leu as HQs, pois alguns personagens que existem em uma obra não são encontrados na outra, assim como situações valorizadas nas HQs são minimizadas no seriado ou o contrário. Particularmente, curto ambos. Consegui perceber que são trabalhos diferentes e até mesmo para públicos diferentes.

Cena do primeiro episódio

A série conta a história de Rick Grimes (Andrew Lincoln) um policial que, após período em coma depois de ser baleado em um tiroteio, acorda em meio a um verdadeiro apocalipse: o mundo invadido por zumbis. A sociedade com ele conhecia não existe mais, no lugar só caos e abandono, dando a impressão de que é o único sobrevivente. A fotografia desse primeiro episódio é incrível e cria uma ambientação para o desconhecido. Ao conseguir chegar ao que era sua casa, Rick obviamente não encontra sua mulher Lori (Sarah Wayne Callies) nem seu filho, Carl (Chandler Riggs). A busca desenfreada e perigosa pela sua família começa até ser interrompida, brevemente, por um bando de zumbis famintos.

Imagina acordar num mundo cheio desse bichinhos?

Mesmo com altos e baixos, o seriado tem atraído espectadores de todos os lugares do mundo. Aqui no Brasil, a Band já anunciou que transmitirá os seis episódios da primeira temporada em janeiro de 2013. Mas o que precisa ficar claro para quem pretende se jogar nesse mundo de tripas e sangue ou para quem já é fã de carteirinha é que TWD não é uma história sobre zumbis, mas sobre seres humanos e tudo o que os envolve.

Esse é o Rick, o protagonista.

Como é/seria o comportamento das pessoas em meio à desordem e a capacidade em tomar decisões sob pressões derradeiras. Sabemos realmente conviver em grupo e com aqueles que fazem questão de nos contrariar? Seus pontos fracos afloram com facilidade quando pressionado? E como você se comporta diante da descoberta de uma traição? O que faria para se proteger ou cuidar dos seus? No final das contas, os zumbis sempre serão os menores dos problemas.

Esse foi um dos zumbis menos feios que encontrei. Não queria assustar vocês.

Questões como essas são extravasadas e jogadas em nossa cara a todo instante na série. Por isso, recomendo-a demais. Mas se você ainda continua com nojinho dessas criaturas de pele apodrecida, diga-me: qual a diferença, por exemplo, entre os zumbis (muito bem!) caracterizados de TWD e um grupo de pessoas que querem agredir e até linchar um criminoso: NENHUMA! Esse é o ponto, todos nos transformamos em zumbis quando a imobilidade social atrofia nossa capacidade racional, crítica e inventiva.

Daya Nascimento 

Ps.: adorei a oportunidade, Teca! Muito obrigada! 

O maravilhoso mundo de Nárnia


Se você quando era criança conheceu a série de livros As Crônicas de Nárnia, certamente tentou entrar no guarda-roupa para ver o que acontecia. Quer coisa mais maravilhosa do que abrir a porta, procurar o fundo do móvel e, de repente, estar num mundo cheio de mistérios, encantos, animais falantes, reis, rainhas e princesas?  Pois é, confesso que eu tentei. Várias vezes. Só que não funcionou, droga.

As Crônicas de Nárnia são sete livros escritos por C. S. Lewis entre os anos 1949 e 1954. Traduzidos para mais de 41 línguas e com mais de 120 milhões de cópias vendidas, são considerados parte das “obras literárias mais bem sucedidas e conhecidas de todos os tempos”. São eles:

Esse é o volume único, os setes livros em um só. É tão grande que é até difícil de segurar.

1- O Sobrinho do Mago
2- O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (Que tem filme e é muito bom)
3- O Cavalo e Seu Menino
4- Príncipe Caspian (Que tem filme e é bonzinho)
5- A Viagem do Peregrino da Alvorada (Que tem filme e é bom)
6- A Cadeira de Prata
7- A Última Batalha

Esses são os livros separados. Nenhum é muito grosso. Dá de ler rapidinho.

C. S. Lewis começou escrevendo para Lucy, sua sobrinha, uma história de magia e contos de fadas. A partir daí, a série surgiu e uma das personagens principais se chamou Lucy (em português Lucia). A ordem cronológica dos livros é a que eu citei acima, mas a maioria das pessoas pensa que o segundo, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, é o primeiro por ser o mais famoso e ser o primeiro a ser lançado.

As Crônicas de Nárnia contam a história do fictício Reino de Nárnia, um mundo numa realidade alternativa onde o tempo passa muito mais rápido do que na nossa dimensão.

Cartaz do filme O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa

Da criação ao seu final, Nárnia recebeu a visita dos irmãos Pevensie, Peter (Pedro), Susan (Susana), Edmund (Edmundo) e Lucy (Lucia). O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, passa na época da Segunda Guerra Mundial (Período que em C. S. Lewis vivia quando escreveu os livros). Os irmãos saíram da casa dos pais em Londres para viver no campo, longe das batalhas. 

Enquanto exploravam a residência para onde foram encaminhados, a caçula, Lucia, descobre dentro de um guarda-roupa mágico uma passagem que a leva a Nárnia. Logo em seguida seus irmãos a seguem. Conversando com os animais (Sim, lá eles falam!), descobrem que Nárnia era um lindo e maravilhoso reino. Só que o local foi escravizado pela Feiticeira e apenas Aslam, o Leão criador de Nárnia, pode salvar a todos.

Os irmãos Pevensie na versão cinematográfica logo quando chegam em Nárnia.

Os outros livros são continuações desse. E todos são interessantes. 

Apesar de infanto-juvenil, a série As Crônicas de Nárnia é recomendada a todas as idades. Nós nunca somos muito velhos para uma boa história de fantasia, não é verdade? Eu mesma estou pensando em reler, porque deve ter uns 10 anos que eu li a primeira vez e já esqueci de muita coisa.

O interessante é que As Crônicas de Nárnia têm elementos cristãos e de mitologia grega e nórdica. Aslam é claramente o Salvador, como Jesus Cristo, que deu sua vida pelo seu povo. C. S. Lewis afirmou na época que não eram livros evangélicos, mas que por ser cristão, suas crenças acabaram intrínsecas à história. 

Esse é o C. S. Lewis

Com certeza, os livros de As Crônicas de Nárnia vão ser os primeiros que vou dar aos meus filhos quando eles começarem a ler, juntamente com alguns de Júlio Verne.

Fato irrelevante, mas interessante: C. S. Lewis era melhor amigo de J. R. R. Tolkien, de O Senhor dos Anéis.

Recomendo.

Teca Machado