quarta-feira, 31 de julho de 2013

Wolverine, vem ser lindo aqui perto de mim, vem!

Hugh Jackman é um gostoso lindo. Disso todo mundo sabe. Sou apaixonada por ele desde que o vi pela primeira vez no filme Kate & Leopold, de 2001. E gosto muito do Wolverine, que ele interpreta na série do X-Men, porque ele é bruto (Ui!), forte, explosivo, sarcástico, mas no fundo tem um coração enorme. Parece que Stan Lee tinha pensado no ator, há mais de 40 anos, ao escrever o personagem. E no seu novo filme, Wolverine – Imortal, do diretor James Mangold (De Encontro Explosivo), ele volta com tudo ao papel que o consagrou.


Em 1945, não se sabe bem o porquê, Logan (O nome verdadeiro do Wolverine) estava preso em Nagasaki, no Japão, bem no momento que a bomba atômica foi jogada na cidade. Yashida (Ken Yamamura), um jovem oficial do exército, o liberta bem no momento da explosão. Logan, que é praticamente invencível e se regenera de todos os ferimentos possíveis e imagináveis, salva o rapaz e desaparece no mundo nos anos seguintes.

Saradinho ele, não?

Décadas depois (Dá a entender que é na atualidade ou um pouco mais a frente), Logan vive uma vida sem propósito, sem companhia e atormentada por pesadelos nos quais a sua ex namorada morta Jean (Famke Janssen, dos primeiros filmes do X-Men) surge o tempo todo. Até que aparece Yukio (A excelente e estranha novata Rila Fukushima, quase uma boneca de mangá), uma japonesa que quer levar o mutante à presença da Yashida (Já idoso e interpretado por Hal Yamanouchi). Ele está severamente doente e precisa de despedir do seu salvador da II Guerra Mundial. Quando Logan chega ao Japão, o velho oferece algo que Logan deseja ardentemente: Ser mortal, como todas as pessoas. Mas ele prontamente recusa.

Yukio

Logan acaba se envolvendo com os problemas familiares de Yashida, que incluem a sua neta Mariko (Tao Okamoto, linda, alta, magérrima e de voz doce), sempre acompanhado de Yukio, e tenta salvar a garota a qualquer custo.

Yashida já idoso

Em Wolverine – Imortal, Logan apanha como em nenhum outro filme. Acho que em filme de heróis, só o Superman, em O Homem de Aço (Aqui), leva tanto soco e pauladas. Mas, como era de se esperar, a raiva, a personalidade difícil e a força descomunal de Wolverine se sobressaem a qualquer técnica de luta que os japoneses espadachins usam.

Cenas de ação

Esse é o filme mais diferente das séries do X-Men. É o com menos explosões, correrias, lutas e mutantes. Poucos deles aparecem, mas a Víbora (A bem linda Svetlana Khodchenkova) é uma adversária de porte que consegue subjugar qualquer homem, até mesmo o Wolverine. Dessa vez o roteiro foca mais nos relacionamentos do protagonista, nas conversas, no desenrolar dos fatos. Tem até menos efeitos especiais (Tirando a regeneração dele, que é o tempo quase todo). É, talvez, o filme mais introspectivo das séries. E isso não é algo ruim, pelo contrário. 

A Víbora e o Wolverine

Acostumada a ver o Wolverine fazendo par com mulheres poderosas e lutadoras, é um pouco estranho no início ver ele com a delicada Mariko. Mas ela se mostra tão forte quanto todas as outras que já passaram pelo seu caminho, até mesmo mais determinada.

Com Mariko

Um dos pontos mais interessantes do filme é que, apesar de ser de Hollywood, os personagens falam japonês, não inglês o tempo todo, como estamos acostumados a assistir. O diretor preservou a língua e a cultura do país sede do longa, o que foi algo bom de se ver.

Logan e sua "guarda-costas"

Dizem que desde os primeiros filmes o Wolverine não é muito fiel ao personagem original dos quadrinhos (A começar pela altura. Hugh Jackman tem 1,90 e na revista ele é baixinho) e que o roteiro de Wolverine – Imortal foi baseado em uma história específica de uma edição e mudou muita coisa. Mesmo não seguindo os preceitos da criação original de Stan Lee, esse filme segue o que já foi feito nos outros filmes em que o personagem aparece.

Recomendo.

Teca Machado

P.S.1: Não saia do cinema antes dos crédito subirem um pouco. Tem uma parte a mais muito legal.

P.S.2: Pela primeira vez num filme da Marvel não achei o Stan Lee em cena nenhuma. Alguém sabe me dizer se e quando ele aparece?

terça-feira, 30 de julho de 2013

O fio invisível que nos une

Há um provérbio chinês, que abre o livro Uma Lição Inesquecível, que afirma que as pessoas que devem se encontrar estão conectadas por um fio invisível que as liga pelo resto da vida. O fio pode encurtar, esticar, se enrolar, o que for, mas ele nunca se rompe. Alguns  chamam isso de destino. Para Laura Schroff, uma executiva que nos anos 1980 estava com a carreira em ascensão, o “fio” a fez encontrar Maurice, um menino de rua negro, pobre de 11 anos.


O livro Uma Lição Inesquecível, de Laura Schroff e Alex Tresniowski, é baseado na história real de Laura e de Maurice e de como a amizade entre eles salvou a vida dos dois de uma maneira completamente improvável.

Em certa tarde, uma segunda-feira em 1986, Laura estava caminhando pelas ruas de Manhattan. Um garotinho de repente lhe disse: 

- Com licença, senhora. Tem uma moeda? Estou com fome. 

Laura e Maurice logo após se conhecerem

Laura passou reto, pois como todo mundo na grande ilha de Nova York, estava acostumada a ver mendigos e pedintes, a tratá-los como invisíveis. Mas de repente a executiva parou, deu meia volta e disse que se ele estava com fome, ela o levaria para almoçar no Mc Donald’s. Começou assim uma amizade no mínimo inusitada que levou a encontros semanais entre os dois por mais 150 segundas-feiras.

Maurice sempre viveu um um mundo rodeado de drogas. Sua casa não foi um lar, e sim um antro de tráfico e prostituição. Ele nunca teve estabilidade e normalidade. Laura providenciou isso a ele, juntamente com amor, compreensão e compaixão, além de ensinamentos de valores e de ética. Já Laura teve uma infância difícil com o pai alcoólatra, mas sempre foi amada pela família e, apesar de simples, nunca lhe faltou nada. Maurice lhe providenciou algo que ele nunca teve: Um filho e amor incondicional. Maurice diz que Laura foi o seu anjo. Laura diz que Maurice foi o seu anjo. 

Laura e Maurice hoje

Uma Lição Inesquecível é um livro com aquele tipo de história que precisa ser compartilhada com o resto do planeta. Do tipo que aquece o seu coração e te faz perceber que, talvez, o mundo não esteja tão perdido assim. Ainda há pessoas boas por aí que fazem o bem realmente sem olhar a quem.

A leitura desse livro flui e vai rapidinha. Não são muitas páginas, só 256. A linguagem é fácil, simples e tranquila. Uma Lição Inesquecível não é nenhuma grande obra de literatura, mas pode fazer a diferença de uma maneira profunda. Mostra que pequenos atos são aqueles que, na verdade, fazem mais diferença na vida de quem precisa.


Recomendo.

Teca Machado

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Esperar Para Sempre. Não, obrigada.

Vamos começar a semana sendo meio azedos, haha.

Dificilmente eu falo mal de um livro ou filme. Meu pai mesmo vive comentando que eu sou boazinha demais aqui no blog, que sempre amo/adoro e recomendo. Não é que eu ame de paixão tudo o que eu leio ou assisto, mas gosto de escrever sobre aquilo que me agrada. Geralmente critico negativamente quando eu realmente, realmente não gostei, que foi o caso dos livros Morte Súbita (Aqui) e Um Mundo Brilhante (Aqui). Sobre o filme Esperar Para Sempre, que assisti na semana passada, não vou chegar a esculachar, como fiz com os livros citados, mas também não vou morrer de amores.


Esperar Para Sempre foi resultado da minha mania de literalmente “julgar o livro pela capa”, no caso, o filme. Geralmente acerto ao gostar das imagens que representam a história e também da sinopse, mas dessa vez não foi bem assim. Passeando pelo Netflix, procurando o que assistir, dei de cara com essa capa super fofa e uma descrição no melhor estilo água com açúcar que gosto. Confesso que só cheguei até o final do filme porque não sou de desistir sem saber o fim. Vai que no desfecho o negócio fica bom? Não ficou.

Os protagonistas Emma e Willy

No longa, Emma (Rachel Bilson, de The O.C.) e Willy (Tom Sturridge, de Os Piratas do Rock) eram amigos de infância. Fatos da vida levaram os dois a se separarem ainda quando crianças, mas isso não fez com que Willy deixasse de ser loucamente apaixonado por Emma. Tão loucamente apaixonado que ele passou a segui-la, sem que ela soubesse, em todas as cidades em que a moça morava. Uma coisa bem stalker e amedrontadora, sabe? Emma virou uma atriz de televisão e Willy um artista de rua. Ela é prática, meio coração de pedra, e ele um romântico totalmente incorrigível que prefere viver numa bolha de contos de fadas cor-de-rosa. Ela vive um relacionamento extremamente complicado e ele fica feliz apenas por estar perto do objeto do seu amor. Ou seja: Eles não tem nada a ver.

Reencontro

Quando o pai de Emma (Richard Jenkins) fica muito doente, ela volta para a cidade natal para visitá-lo. Willy, é óbvio, vai atrás, e promete que dessa vez vai declarar o seu amor platônico pela garota.

Parece até bonitinho, né? E é, se você gosta dessa coisa meio perseguidora. Willy, apesar de ter sérios problemas psicológicos, é um amor. Você passa a gostar dele, mesmo quando fica com raiva por ele ser bem burro. Fora que Tom Sturridge tem um olhar tão doce, uma ingenuidade tão cativante, que você passa a torcer por ele. Emma é meio chata e meio malvada. O espectador sente várias vezes que ela não merece um amor como o de Willy. E a Rachel Bilson parece que não evolui. Ela sempre faz o mesmo papel: De Summer, de The O.C.

Emma e Willy crianças

O ponto alto de Esperar Para Sempre é Richard Jenkins e Blythe Danner (Que faz a mãe de Emma). Eles são excelentes, apesar de terem sido pouco explorados pelo diretor James Keach.

O maior problema de Esperar Para Sempre é que a história não “colou”, não funcionou (Fora que ele é meio devagar demais). Parece que Willy e Emma são personagens de filmes separados e que não deveriam se juntar. O romance entre eles não tem muito sentido (Tanto que no filme as únicas pessoas que beijam na boca são o pai e a mãe de Emma numa ótima cena de briga). Além disso, tem toda uma parte de suspense policial que não encaixa. Tudo acontece e se resolve tão rápido que podia ser dispensável.

Richard Jenkins e Blythe Danner, ótimos

Pesquisei sobre o filme na internet e vi um monte de críticas pensando igual a mim, mas os comentários dos leitores sempre são “Você não gostou porque tem coração de pedra”, “Melhor filme que eu já vi”, “Amor lindo, puro e verdadeiro” e coisas do tipo. Quer saber? Acho que só falam isso (Um monte de meninas adolescentes, pelo que eu reparei) porque o Tom Sturridge é bem bonitinho e é o melhor amigo do Robert Pattison. Me desculpem, mas o filme não é bom. É simplesmente mais ou menos e esquecível. Eu mesma podia ter ficado sem ele que não faria diferença na minha vida (E olha que eu amo filme meloso). Pronto, falei.

Realmente, o Tom Sturridge é bem gatinho, né?

Não recomendo.


Teca Machado

sábado, 27 de julho de 2013

Princesas historicamente precisas na moda

Vocês sabem que eu tenho Síndrome de Princesa, né? Me acho A princesa do Castelo Encantado desde que nasci. Então, nada mais natural do que ser loucamente apaixonada pelos desenhos da Disney que as retratam.

Sabendo que eu sou super mulherzinha, o meu amigo Adriano Crestani (Que já me deu ideia de post dezenas de vezes), me mostrou uma postagem do blog Jovem Nerd que fala das minhas amadas princesas. Claro que eu adorei e resolvi compartilhar com vocês.

Claire Hummel, artista e Produtora Associada de Design da Microsoft Studios, está desde 2011 pesquisando sobre a precisão histórica das roupas das princesas da Disney (Sério, essa mulher não tem mais o que fazer, não?). Então, ela recriou as personagens com as roupas corretas utilizadas na suposta época dos contos de fadas.

Parece fácil, mas ela fez uma extensa pesquisa e deu um trabalho enorme. Em alguns casos, apenas detalhes, cores e prendedores de cabelo mudaram, em outros foi mais drástico.

Vamos ver?

 Branca de Neve – Alemanha, Século 16



Bela (A Bela e a Fera) – França, final do Século 18



Ariel (A Pequena Sereia) – Período Renascentista do Século 19



Jasmine (Alladin) – Moda clássica do Oriente Médio, mais precisamente Persa



Cinderela – Europa, 1860



Pocahontas - Tribo Powathan do Século 17



Aurora (A Bela Adormecida) – Século 15



Mulan – Uma mistura de detalhes das dinastias Wei, Ming e Han Ocidental, além da moda hanfu



Tiana (A Princesa e o Sapo) – Nova Orleans, Anos 1920



Rapunzel (Enrolados) – Século 18 com toques do Século 16



Mégara (De Hércules) – Período Grego Clássico



Malévola (Vilã de A Bela Adormecida) – Século 15



Marian (De Robin Hood) – Século 15 (Essa foi uma piada – Sem graça – sobre o fato de no desenho ela ser uma raposa)



Todas as imagens e explicações da artista aqui.

E eu usei como fonte aqui.

Teca Machado

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Ciência divertida, curiosa e meio inútil

Se tem uma coisa que eu adoro são curiosidades inúteis e fatos aleatórios sobre o Universo. Quanto mais sem sentido, melhor. Então, quando descobri no Facebook a página I F* Love Science (Eu não falo palavrão, nem escrevo, haha), fiquei viciada nas suas postagens divertidas, curiosas e um tanto inúteis sobre ciência. Vivo compartilhando no meu Facebook pessoal e no do blog o que eu acho interessante.

I F* Love Science tem mais de 6,2 milhões de curtidas. Moderada e fundada por Elise Andrew, uma mulher super nerd que vivia pesquisando curiosidades engraçadas sobre ciência e compartilhava com os seus amigos.


A descrição da página é a seguinte: “Nós estamos aqui pela ciência – pelo lado engraçado da ciência. Citações, piadas, memes e tudo o mais que o seu administrador achar incrível e estranho. Se você leva você mesmo a sério demais, você está na página errada. Nós somos dedicados a trazer o fascinante mundo da ciência diretamente para o seu Feed de Notícias de uma maneira divertida e acessível. Diga-nos o que faz você dizer ‘uau’”.

Confesso que eu não entendo algumas das coisas postadas lá, haha. Não sou tão nerd e geek assim, principalmente quando o assunto é física ou química orgânica, matérias nas quais na época de escola eu sabia só o necessário para ir bem nas provas.

O lado ruim da página é que ela é em inglês, então, tem que saber pelo menos um mínimo da língua. O lado bom é que se você sabe inglês, a página é boa para treinar.

Algumas das postagens mais recentes:

Porque asteroides colidem com a Terra no Século 21

 "Se as pessoas se sentassem do lado de fora e olhassem para as estrelas todas as noites, eu aposto que elas viveriam de modo muito diferente", Bill Watterson (Criador do Calvin e do Haroldo - Aqui)

Ferro sendo atraído pelo campo magnético do imã 

Leitura ávida durante toda a vida pode reduzir a taxa de diminuição de memória em 32% (Viu, gente? Leiam muito) 

Esses são os Mudskippers, um tipo de peixe anfíbio que vive fora da água 

Falar múltiplas línguas cria uma mente mais afiada e pode resistir ao começo de demência 

 Pulgas podem pular 220 vezes o comprimento do seu corpo e 150 vezes a altura do seu corpo. Se nós colocássemos na escala do nosso tamanho, seria como pular sobre duas Grandes Pirâmides.

Essas coisinhas fofas são as Stingrays, um tipo de raias 

"Eu sei que supostamente eu sou uma fruta, mas eu me sinto como um tomate..." 

 Veneno do Vespão Japonês Gigante pode dissolver carne humana

"Ei, gente, olha isso", "Buraco de Minhoca (Cuja tradução correta é buraco negro)", "Hahaha", "Olha, estou viajando através do espaço e do tempo", "Hahaha", "Astrofísicos", "É!" 

 Você está aqui - Vista da Terra pela perspectiva de Saturno

Álcool (Em uma festa)

Gostou e quer curtir? Entre aqui.

Gosta do Casos Acasos e Livros e não curtiu ainda? Entre aqui.

Recomendo I F* Love Science.

Teca Machado

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Uma Princesa de Marte – Livro que inspirou o filme John Carter

Há alguns meses falei do filme da Disney John Carter – Entre Dois Mundos (Aqui). Como a produção foi muito cara e a bilheteria foi apenas um pouco mais do que foi gasto, consideraram um fracasso. O que é uma pena, pois como eu disse na época, ele é excelente. Como tenho um lado geek nerd e vi que o filme foi inspirado no livro de Edgar Rice Burroughs chamado Uma Princesa de Marte, logo procurei a obra para comprar. Isso já tem meses, mas estava com uma pilha de livros na frente e acabei lendo só essa semana.


Pode-se dizer que Edgar Rice Borroughs, também criador de Tarzan, é um dos precursores da ficção-científica, já que Uma Princesa de Marte, o primeiro de uma série de 10 livros, é de 1912. Muitos autores que vieram depois dele escreveram inspirados nos mundos distantes e aventuras de John Carter. Apesar disso, principalmente no Brasil, esse personagem pelo qual me apaixonei (Ai, de novo!) não ficou tão conhecido.

No outro post fiz uma sinopse do filme, mas o livro é um tanto diferente. John Carter é um capitão do exército confederado que após a Guerra Civil Americana começou a procurar minas de ouro para enriquecer no Arizona. Fugindo de índios que povoavam aquelas terras, entrou em uma caverna e inexplicavelmente foi parar em Marte, que é chamada pelos habitantes locais de Barsoom. Os marcianos se dividem em o homens verdes, chamados de tharks, que tem quatro metros de altura e seis membros, e os homens vermelhos, iguais aos terráqueos, mas com a pele avermelhada.

Edgar Rice Borroughs

Por causa da gravidade diferente do planeta, John Carter é mais forte do que todos e consegue dar pulos de 20 metros. Ele, que já era militar, se torna praticamente invencível. O personagem se apaixona por Dejah Torris, a princesa de Hellium, a Cidade-Estado de um dos povos vermelhos. Para ficar com o seu amor, ele é capaz de tudo, até mesmo sair matando todos os habitantes desse estranho mundo.

Primeiro quadrinho que desenhou o herói John Carter

John Carter é descrito como alto, forte, sarado (Ui!) e muito bonito. Apesar de extremamente heróico e corajoso, é possível perceber que suas ações são movidas pelo egoísmo, não pela honra propriamente dita. O seu amor quase cego faz com que mate a torto e a direito, sem dar a ninguém o poder da conversa e do acordo. Dejah Torris, a princesa, é linda, com longos cabelos ondulados pretos, extremamente sensual e bem volúvel (Prova de que mulheres tanto em Marte quanto na Terra são igualzinhas, haha).

Taylor Kitsch, o ator que interpretou o protagonista no cinema 

Lynn Collins, a atriz que fez Dejah Torris

Não sei se é por causa da época quando foi lançado ou se é porque o autor não colocou muito esforço achando que não seria um sucesso, mas Uma Princesa de Marte não é muito bem escrito e construído. É engraçado que em muitos momentos a descrição de um lugar, de uma planta ou de um animal é extremamente detalhada, chegando até a ser meio chata, e em outros, uma batalha inteira é resolvida em apenas uma frase. Faltou um pouco de equilíbrio por parte do autor.

Apesar da escrita pobre, a história é muito interessante, criativa (Lembre-se que nessa época, há 100 anos, não havia tantos filmes e livros assim) e riquíssima em detalhes. O autor faz com que o leitor realmente imagine as estranhas criaturas descritas e queira ir para Marte (Apesar da falta de água e de recursos naturais). Gostei muito do livro, mesmo com esses defeitos.

Cartaz do filme

Uma coisa rara acontece com Uma Princesa de Marte. O filme é melhor do que o livro. Me desculpe, Edgar Rice Borroughs, mas a Disney pegou a sua história e deu uma melhorada boa. O mérito é seu, afinal, a inspiração é sua, mas gostei mais do longa. A motivação, as batalhas e a explicação do aparecimento de John Carter em Marte, tudo faz mais sentido e é melhor explicado. Apesar da história bem diferente, a criação dos personagens e das criaturas marcianas foi muito fiel ao original. Se alguém me perguntasse se era melhor ler o livro ou ver o filme, eu apontaria o filme, sem dúvidas.

Pelo que eu consegui descobrir, em português só tem o primeiro e o segundo livro da série. Fiquei curiosa para saber como continua. Vou procurar para comprar. E sobre o filme, infelizmente, a Disney disse que não fazer fazer uma continuação. #chateada Em compensação, há muitas histórias em quadrinhos do herói. Oba!

Ilustração de John Carter e da princesa nos quadrinhos atuais. Fortinho, não?

Apesar de todos os pesares, recomendo o livro. Vale a pena pela imaginação fértil e criativa do autor.

Teca Machado