sábado, 31 de agosto de 2013

O sombrio e gótico Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos

Filmes de livros: Amo. Filmes de livros para o público infanto-juvenil: Amo mais ainda. Harry Potter, Saga Crepúsculo, Percy Jackson, Jogos Vorazes... Todos eles fazem parte da minha gigantesca lista de livros preferidos. Agora eu sou obrigada a acrescentar mais um: A série dos Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare. É verdade que eu vi o filme sem ler o livro, coisa que eu raramente faço, mas a Marcinha, minha companheira de cinema de todas as semanas, vai me emprestar o livro e eu vou poder mergulhar na história de um jeito que filme nenhum faz por você. Enquanto isso não acontece, vou falar sobre a produção hollywoodiana que está em cartaz no cinema, do diretor Harald Zwart, o mesmo do último Karate Kid.


Apesar de ser mais focado em adolescentes, Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos é bem sombrio. Está na moda essa pegada mais dark de histórias, principalmente de contos de fadas, mas esse filme dá mais sustos do que os outros para esse público. Eu mesma dei uns gritinhos. Para se ter ideia, numa das cenas uma menininha do mal corre atrás da personagem principal. Pois é, odeio crianças macabras.

Tudo sempre em tons escuros

Ouvi dizer que o enredo é praticamente igual ao livro, o que já ganhou pontos comigo. Na história, Clary (Lily Collins, que eu descobri ser filha do cantor Phil Collins e que precisa URGENTE depilar a sobrancelha) era uma garota normal vivendo em Nova York. Até que numa noite, junto com seu amigo Simon (Robert Sheehan, um nerd super fofo), vai para uma boate punk e vê um assassinato. No meio da pista, no meio das pessoas. Mas, ao que tudo indica, ela foi a única que viu o que aconteceu. Não porque os outros estavam distraídos, mas porque para todo o resto a cena foi invisível. O suposto assassino é Jace (O sem sal e sem bunda Jamie Campbell Bower), que passa a acompanhar e dar respostas para a menina cada vez mais confusa. E assim os dois mundos, o real e o que se acha que é o real, colidem. A vida de Clary vira de pernas para o ar.

Clary e Jace

Clary vai descobrindo aos poucos que todas as histórias que ouviu desde muito pequena, de que existem vampiros, lobisomens, bruxas, demônios e anjos, são verdadeiras e que ela é uma Caçadora de Sombras, uma espécie de entidade protetora do mundo contra o mal. O objeto sagrado deles, o Cálice Mortal, está desaparecido e cabe a Clary descobrir onde ele se encontra, pois o mapa está em algum lugar da sua mente enfeitiçada desde criança.

Clary combatendo o mal

Em Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos é tudo é muito preto e em tons de cinza, da roupa dos personagens ao cenário e a fotografia da produção. Mas é legal, tem todo um lado meio punk gótico sem ser caricato ou exagerado. Os efeitos especiais são muito bem feitos, em alguns momentos chegando a dar medo. 

Alguns vilões

As cenas de ação são ótimas. Muito corridas, com muitos socos, pontapés e pulos no ar. E o legal é o fundo sonoro da a maioria delas. Além dos barulhos de costelas quebrando e murros, há música meio clássica tocando junto. Estranhamente combina.

A trilha sonora é ótima. Tem na sua composição Jessie J, Colbie Caillat e Demi Lovato. Ela é incrivelmente doce, comparada ao resto do filme.

O grupo de Caçadores de Sombras

Um dos pontos fracos do filme é a atuação dos protagonistas e o desenvolvimento dos personagens, esse último comprometido por causa das inúmeras cenas de ação. Lily Collins não é grandes coisas, mas também não é péssima. Jamie Campbell Bower tem hora que parece que morreu e esqueceu de cair. Talvez eu peguei birra deles porque ela precisa tirar a sobrancelha e ele precisa cortar o cabelo. Já Robert Sheehan, que aparece bem menos, faz um trabalho muito mais convincente.

Capa do livro

Fiquei feliz em saber que a continuação já está em produção. Muita coisa não fica explicada em Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos. Agora é esperar ansiosamente o próximo lançamento (Como eu vou ler os livros, vou saber antes de vocês o que acontece, haha).

Recomendo.

Teca Machado

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Cenas que te fazem acreditar no amor verdadeiro

Sexta-feira é um dia bem lindo, né?  Todo mundo mais feliz, mais calmo e com a alma leve (A não ser quem trabalha no final de semana, aí acho que o dia não é dos mais legais). Então, resolvi colocar hoje para vocês um post que me emocionou muito quando vi pela primeira vez. Juro que eu cheguei a chorar, haha. É que quando se fala sobre amor, meu coração que já é mole, termina de derreter.

Vi no Tumblr A Boa Notícia do Dia. Antes de mais nada, essa página é muito legal. Cansado de só ler matérias e reportagens sobre tragédias, destruição, sofrimento e violência? A Boa Notícia do Dia é totalmente o contrário. Só posta material de coisas boas que acontecem ao redor do mundo. Duvido que você não vai ficar com um sorriso no rosto depois de ler algumas matérias.

Esse post que me inspirou se chama 25 fotos que vão fazer você acreditar no amor verdadeiro. As minhas preferidas abaixo:

1- O pedido de casamento surpresa do Daniel



2- Ahmad e Fatima, um casal que, apesar de Ahmad não ter braços e Fatima não ter pernas, cuidam um do outro.



3- O homem que está ensinando sua namorada o alfabeto após ela perder sua memória.



4- Os pais que tatuaram bombas de insulina para seu filho diabético não se sentir “diferente”.



5-  Este rapaz pendurado na janela de um trem, despedindo-se de sua mulher em 1950.



6- Este homem tentando encontrar um doador de rim para sua esposa.



7- A rainha Elizabeth II e o príncipe Philip em seus 66 anos de casamento.



8- Louis Armstrong tocando para sua mulher em Giza, 1961.



9- Estes noivos vendo suas futuras esposas pela primeira vez.



10 - Todas essas fotos.



11- Esta notinha de uma garota para seu veterinário. "Bryant, obrigado por consertar meu cachorro; eu o amo mesmo com três pernas".



12- Este casal que deixou suas roupas de casamento juntinhas.



13- A mulher cujo marido já faleceu, mas ela ainda almoça com ele todos os dias.



14- Este homem que nada com seu cachorro para aliviar suas dores.




Não é para morrer de tanto carinho?

Boa sexta-feira, seus lindos.

Recomendo muito amor para vocês!

Teca Machado

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Comédia pastelão para todas as idades com Bette Midler e Billy Crystal

Uma Família Em Apuros. Com um título desses você com certeza pensa que é mais um filme bocózinho, daqueles sem graça que passa na Sessão da Tarde. Mas não, esse longa, que tem uma péssima tradução de Parental Guidance (Orientação Maternal ou algo do tipo), é divertido e recomendado para adultos e para crianças, além de ter uma boa mensagem no final de amor e respeito entre gerações.


Para começar, o filme é com a rainha das comédias dos anos 1980, Bette Midler, e com o melhor apresentador de Oscar de todos os tempos, Billy Crystal. Eles, que já são engraçados separados, quando juntos são melhores ainda (E em Uma Família em Apuros é a primeira vez que atuam juntos). Tem também Marisa Tomei, sempre engraçada e carismática, e a atriz mirim Bailee Madison (A menina de Esposa de Mentirinha), que é um charme só e tem se mostrado uma excelente profissional, apesar da pouca idade.

Avó com dois dos netos

Em Uma Família em Apuros, Diane (Bette Midler) e Artie (Billy Crystal) são avós, mas têm pouco contato com os netos. A filha Alice (Marisa Tomei) mora com a família em outra cidade e tem um método de criação totalmente tecnológico, moderno, sem diversão, sem punições e sem alimentação com açúcar, carne ou gorduras. Quando a filha precisa viajar, o casal é convocado para cuidar dos três netos: Uma menina séria demais para a idade que tem, um garotinho gago que sofre bullying e um terceiro muito louco que tem um canguru imaginário como amigo.

Avós e todos os netos

Artie e Diane querem conquistar o afeto das crianças e descobrem que é praticamente impossível (E chato) seguir as milhares de regras e recomendações deixadas por Alice. Então colocam um pouco do seu tipo de criação na vida dos netos, o que acaba gerando muitos conflitos (Engraçados) na família. Uma das melhores cenas é quando as crianças comem bolo pela primeira vez. Parecem monstrinhos das cavernas de tão desesperadas.

O episódio do bolo

Um dos roteiristas é o próprio Billy Crystal, por isso algumas das melhores piadas do filme são com o seu personagem, que apesar de ser um pateta, tem um coração de ouro e boas intenções. Ele e Bette Midler são o tipo de avós que você provavelmente ia querer ter quando era criança. Eles te envergonham, te dão raiva, mas te fazem rir muito.

"Não me deixe,  mamããããããe!"

O diretor é Andy Fickman (De Ela é o Cara – Adooooro! – e Treinando o Papai). Assim como no seus filmes anteriores, Uma Família em Apuros é focado em comédia e em conflitos entre pais, filhos e gerações diferentes. Há os momentos de clímax, quando há uma carga emocional maior, e mesmo nessas cenas ele sabe conduzir muito bem os seus atores.

O muito louco

Filme para assistir com a família reunida, dos filhos e sobrinhos com quatro anos aos bisavós com 90. Vai garantir bons momentos de união.

Marisa Tomei

Recomendo.

Teca Machado

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Casamento, modo de usar – Do blog Palavra Crônica

Romântica incurável, água com açúcar, chorona, manteiga derretida. Acho que essas são palavras muito boas para me descrever. Quem me conhece “ao vivo”, pelo menos um pouco, sabe que essas características são bem fortes em mim. 

Sendo assim, não tinha como não me apaixonar pelo texto “Casamento, Modo de Usar”, do Diego Engenho Novo, do blog Palavra Crônica. Óbvio que eu tinha que compartilhar com vocês.


Casamento, Modo de Usar

Case-se com alguém que adore te escutar contando algo banal como o preço abusivo dos tomates, ou que entenda quando você precisar filosofar sobre os desamores de Nietzsche.

Case-se com alguém que você também adore ouvir. É fácil reconhecer uma voz com quem se deve casar; ela te tranquiliza e ao mesmo tempo te deixa eufórico como em sua infância, quando se ouvia o som do portão abrindo, dos pais finalmente chegando. Observe se não há desespero ou  insegurança no silêncio mútuo, assim sendo, case-se.

Se aquela pessoa não te faz rir, também não serve para casar. Vai chegar a hora em que tudo o que vocês poderão fazer é rir de si mesmos. E não há nada mais cruel do que estar em apuros com alguém sem espontaneidade, sem vida nos olhos.


Case-se com alguém cheio de defeitos, irritante que seja, mas desconfie dos perfeitinhos que não se despenteiam. Fuja de quem conta pequenas mentiras durante o dia. Observe o caráter, antes de perceber as caspas.

Case-se com alguém por quem tenha tesão. Principalmente tesão de vida. Alguém que não lhe peça para melhorar, que não o critique gratuitamente, alguém que simplesmente seja tão gracioso e admirável que impregne em você a vontade de ser melhor e maior, para si mesmo.


Para se casar, bastam pequenas habilidades. Certifique-se de que um dos dois sabe cumpri-las. É preciso ter quem troque lâmpadas e quem siga uma receita sem atear fogo na cozinha; é preciso ter alguém que saiba fazer massagem nos pés e alguém que saiba escolher verduras no mercado. E assim segue-se: um faz bolinho de chuva, o outro escolhe bons filmes; um pendura o quadro e o outro cuida para que não fique torto. Tem aquele que escolhe os presentes para as festas de criança e aquele que sabe furar uma parede, e só a parede por ora. Essa é uma das grandes graças da coisa toda, ter uma boa equipe de dois.

Passamos tanto tempo observando se nos encaixamos na cama, se sentimos estalinhos no beijo, se nossos signos se complementam no zodíaco, que deixamos de prestar atenção no que realmente importa; os valores. Essa palavra antiga e, hoje assustadora, nunca deveria sair de moda.


Os lábios se buscam, os corpos encontram espaços, mas quando duas pessoas olham em direções diferentes, simplesmente não podem caminhar juntas. É duro, mas é a verdade. Sabendo que caminho quer trilhar, relaxe! A pessoa certa para casar certamente já o anda trilhando. Como reconhecê-la? Vocês estarão rindo. Rindo-se.


Simplesmente algumas das maiores verdades que eu já ouvi.

Dedicado àquelas amigas que estão perto de subir ao altar (E mesmo as que não estão. Conselhos assim são sempre úteis, claro).

Teca Machado

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Mais uma dose de Revenge, por favor! – Por Mah Prioli

Sou aquele tipo de pessoa que sofre de ansiedade. Fico ansiosa por viagens, festas, finais de semana e até trabalho. Mas se tem algo que me deixa MUITO ansiosa é esperar pela estreia de filmes e séries de TV. Quando era mais nova, e como pottermaníaca que fui, minha vida se baseava em esperar pelos livros e filmes do Harry Potter... Depois veio a espera por Crepúsculo e mais recentemente pela trilogia Cinquenta Tons (que aliás eu continuo aguardando os filmes...). Mas, no momento, minha maior ansiedade é pela estreia da terceira temporada de Revenge.  A data de volta de Emily Thorne e cia está prevista para o dia 29 de setembro nos Estados Unidos (e por aqui deve desembarcar lá por meados de outubro, no canal Sony). 

Para completar a ansiedade (e a curiosidade) a ABC (emissora que transmite a série nos states) divulgou um vídeo nesta semana só pra deixar a gente com gostinho de quero mais. O pessoal da fan page de Revenge no Facebook divulgou nesta semana algumas avaliações sobre o vídeo e eu resolvi compartilhar algumas aqui junto com as minhas opiniões... E se você quer saber mais ou relembrar o enredo de Revenge, dá uma olhadinha AQUI.


A primeira cena do vídeo já é pra deixar a gente num desespero só. Emily Thorne aparece toda linda em um vestido branco e tacinha de champa na mão e leva DOIS tiros! Será o fim da mocinha? E esse vestido, gente? Será que Emily vai casar? E quem será que atirou nela? Morro junto...


Pelo que entendi do teaser, após a cena do tiro, a série deve voltar no tempo e mostrar o que aconteceu até chegar novamente à cena do navio (o que deve levar até a metade da temporada pra acontecer).

A notícia boa é que Nolan Ross aparece todo lindo e feliz descendo de um paraquedas numa festa nos Hamptons, o que significa que ele vai conseguir sair da cadeia (pra quem não lembra, o nerd fofo terminou a segunda temporada atrás das grades por sua ligação com a "iniciativa"). Ele volta em uma entrada triunfante bem digna dos bilionários. Hahaha, esse Ross sempre nos surpreendendo! Amo/sou!


Já Emily Thorne antes de levar os tais tiros, vai beijar muiiiiiiiiiiiiiiiiiitoooooooooooooooo na terceira temporada. Tem cena dela beijando loucamente Jack (que descobriu no último capítulo da segunda temporada que Emily, na verdade, é seu amor de infância, Amanda Clarke). Uiiiii! Emily também aparece beijando Daniel Grayson, de quem, até onde a gente sabe, continua noiva. Mas e o Aiden, Emily? Cadê aquele amor todo? A fila anda, né? Muito confuso...


Mas se o Aiden sumir mesmo da terceira temporada, podemos ficar tranquilas porque um novo boy magia surge pra gente babar. Estou falando do Patrick, filho bastardo de Victoria Grayson que ela abandou quando jovem e agora ressurge pra assombrar a rainha dos Hamptons. Será que ele vai aprontar muito?? Veremos.. De uma coisa eu tenho certeza, ele vai arrancar MUITOS suspiros da mulherada! Hahaha


O teaser termina com Conrad Grayson caindo em frente à todos numa festa dos Hamptos. Será que o novo governador sofreu um ataque cardíaco??? Será outra revenge de Emily Thorne que assista à cena com aquela carinha de surpresa que a gente sabe que é falsa? Aiaiaia...


Por enquanto são especulações. Uma coisa é certa, a terceira temporada promete ser bem cheia de acontecimentos velozes, confusões e é, claro, muita vingança! Mas até a volta a gente continua aqui, sofrendo de ansiedade!

Besos, Mah Prioli.


Maíza Prioli é jornalista, assessora de imprensa e nas horas vagas uma viciada em novelas, séries, filmes, livros e reality shows (quanto mais fútil, melhor). Mah para a família, Prioli para os amigos, é uma paulista apaixonada por Cuiabá e Mato Grosso. Ela também adora animais e vive com a sua gatinha Preciosa, companheira de futilidades. Sonha em viajar o mundo e tem preguiça de pessoas certi

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Quer um amor? Vá para a Carolina do Norte

Mulheres, vou dar uma dica para vocês: Estão solteiras? Se divorciaram? Viúvas talvez? Querem encontrar um homem lindo, querido, generoso, apaixonado e todas as qualidades possíveis e imagináveis num amor? Vão para a Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Porque é lá que, de acordo com o autor de romances Nicholas Sparks, se encontra 90% dessa raça masculina quase extinta. No último livro dele que li, chamado Uma Curva na Estrada, o protagonista, é claro, mora lá.


Nessa obra o subxerife Miles Ryan vivia uma vida plena e feliz ao lado da esposa Missy e do filho pequeno Jonah. Até que em uma noite, numa curva na estrada, tudo mudou. Missy foi atropelada, morreu e o motorista fugiu. Dois anos se passaram e Miles continuou atormentado pelo fato de nunca ter encontrado nem paz e nem justiça.

Jonah, então com sete anos, apresentou problemas na escola e Miles precisou conversar com a professora. Sarah Andrews, nova na cidade, divorciada e muito bonita, logo se encantou pelo pai do seu aluno e a recíproca foi verdadeira. Miles ajudou Sarah a consertar o seu coração despedaçado e Sarah ajudou Miles a seguir em frente e a abrir outra vez o seu coração.

Mulherada, a Carolina do Norte é esse laranjinha, tá?

Quando tudo parecia caminhar na mais perfeita ordem, o passado bateu a porta e mexeu com o equilíbrio estabelecido pelo casal. Mais do que deixar que os fatos antigos sejam esquecidos, essa é uma história sobre perdão.

Sendo bem sincera, eu gostei bastante do livro. Não se tornou um dos meus preferidos. Tem outros do Nicholas Sparks que eu gosto muito mais, como Um Porto Seguro (Aqui), A Escolha (Aqui) e Um Amor Para Recordar. É bonito, em alguns momentos faz a emoção florescer, mas não chegou a me fazer chorar (E olha que é super fácil me fazer derramar litros de lágrimas).

Uma das lindas praias da Carolina do Norte

Os personagens são bem construídos e são reais. Miles, apesar de ser mais um dos "homens perfeitos" criados por Nicholas Sparks, acaba sendo mais verossímil. Ele é um doce e um pai exemplar, mas tem seus momentos de raiva, frustração e tristeza. Grita, berra, age impulsivamente e chora. Do mesmo jeito que todo ser humano faz, por mais calmo que seja. Assim como Sarah, que por ter cicatrizes profundas é meio arredia quando o assunto é amor. Jonah é um fofinho, como são as crianças nos livros do autor. Ainda bem que ele nunca fala de crianças macabras, tenho medo delas, haha.

É uma leitura fácil, simples e rápida. Li em três noites antes de dormir e terminei. Como em quase todos os livros do autor, é uma história que poderia muito bem acontecer em qualquer lugar do mundo.

Aí o Nick (Já sou íntima depois da quantidade de livros dele que eu li. Posso chamar pelo apelido, haha)

Previsível, eu sei (Desvendei o mistério do livro na metade), mas geralmente romances são, ainda mais do Nicholas Sparks.

Vi num blog especializado em livros que a TNT comprou os direitos de Uma Curva na Estrada para fazer uma série de televisão. Não sei se é verdade, mas se for, vai ser interessante.

Recomendo.

Teca Machado

sábado, 24 de agosto de 2013

Água com açúcar numa tarde preguiçosa: O Casamento do Ano

Eu já tinha visto o trailer e o cartaz do filme O Casamento do Ano e tinha achado bonitinho. Fiquei com vontade de assistir. Só que o cartaz está pendurado nos cinemas da minha cidade há meses e nada do filme estrear (Alô, interior do Brasil!). Quando viajei esses dias, estava passando no avião, então não perdi a oportunidade. Pesquisando, descobri que ele deveria ter começado a passar em junho e já estamos no final da agosto. É, acho que por aqui nada de salas de cinema para esse longa.


Roteiro fofo, totalmente previsível e engraçadinho, elenco de peso e fotografia e direção de arte de encher os olhos. Assim é o Casamento do Ano e muitos outros filmes de comédia romântica. Não que isso seja ruim, ainda mais se você gosta do gênero. Eu mesma sou uma fã confessa de filmes água com açúcar. E gostei desse. Talvez não seja uma produção que vai ficar eternamente gravada na minha memória, mas me proporcionou momentos de diversão e de relaxamento. O que mais você pode querer de um filme desse tipo?


Al e Missy, os noivos

Em O Casamento do Ano, Alejandro, mais conhecido como Al (Ben Barnes, bonitinho que só), vai se casar com Missy (Amanda Seyfried, linda de doer). Ele, colombiano de nascimento, foi adotado por Don (Robert de Niro) e Ellie (Diane Keaton) quando era criança e cresceu nos Estados Unidos.

Irmã e mãe biológica de Al e seus pais adotivos

Para a cerimônia de casamento, Al convida Madonna (Patricia Rae), sua mãe biológica, muito católica e tradicional, que não fala uma palavra de inglês e não pode saber que seus pais adotivos são separados e nada conservadores. Como não quer decepcioná-la, Al pede para que os pais finjam ainda serem um casal, enquanto Bebe (Susan Sarandon), a madrasta e motivo do divórcio, é deixada de lado e fica extremamente magoada e vingativa. O detalhe é que os pais não se suportam, o que é deixa para as maiores piadas do filme.

Jared, Ellie e Al

Além da história principal, outras tão boas quanto vão se desenrolando paralelamente. Lyla (Katherine Heigl), irmã de Al, tem que se reconciliar com o pai enquanto vive um drama pessoal. Jared (Topher Grace), também irmão, é médico, virgem e fica loucamente apaixonado pela irmã biológica de Al. O padre Moinighan (Robin Williams) é rígido com o casal de noivos, mas é alcoólatra por causa do vinho da Santa Ceia. Os pais de Missy são falidos e fúteis. E assim por diante.

Bebe, a outra, madrasta e meio vingativa

Nenhuma das atuações é digna de Oscar (Apesar de os atores serem). Mas é tudo leve e descontraído, principalmente os diálogos e o semblante dos atores. É possível perceber que eles se divertiram nas filmagens, que ninguém se levou muito a sério. Não se pode esperar pouco de Susan Sarandon, Robert de Niro e Diane Keaton. O trio é a alma do filme, responsável pelas melhores tiradas cômicas.

Lyla e Don, pai e filha com problemas de relacionamento

Vale a pena comentar que o cenário do casamento de Al e Missy é simplesmente lindo. Faz toda mulher sonhar com o próprio matrimônio.

Do diretor meio estreante Justin Zackham (Que também foi o roteirista do excelente Antes de Partir), O Casamento do Ano é bom para tardes de sábado ou de domingo com as amigas recheada com pipoca e brigadeiro.

Mãe da noiva. Mais botox, impossível

Recomendo.

Teca Machado

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Escolhas, destinos, caminhos, acertos


Ela acordou e escolheu qual sapato usaria naquele dia de trabalho. Mal sabia que essa escolha seria crucial para o seu futuro, assim como são todas. Quando se fala em escolhas, as pessoas pensam que as importantes são apenas aquelas como “qual profissão seguir?”, “com quem vou me casar?”, “qual carro vou comprar?”. Mas não. As pequenas decisões do dia a dia, as mais simples, podem ter um papel fundamental no desenrolar da vida.

Ela ficou em dúvida se usaria aquele seu salto lindo, alto, de bico fino, ou se queria ser mais casual com a sapatilha de pedraria que combinava com praticamente todas as peças de roupas do seu armário. O que não sabia era que se usasse o sapato de salto, a caminho do trabalho perderia o equilíbrio ao pisar numa pedra e esbarraria nele, o tão esperado amor da sua vida, que até o momento só tinha aparecido em seus sonhos e devaneios. Pediria desculpas por ser tão desastrada e se encantaria pelos olhos verdes dele. Ele ficaria vidrado no seu sorriso tímido de pedido de perdão e perguntaria o seu nome. A partir daí, seriam inseparáveis. Mas ela escolheu a sapatilha e o caminho percorreu sem maiores emoções.

Quando sentou em sua mesa de trabalho, cheia de miniaturas de desenhos animados, percebeu que precisava de um café urgentemente antes de começar as suas atividades diárias. Ao chegar na copa, serviu um pouco na sua caneca preferida. Ao ver uma caixinha de leite em cima da mesa, pensou em misturar um pouco na sua bebida quente. O que não sabia era que aquele leite estava vencido e que se colocasse um pouco no seu café teria uma intoxicação e passaria alguns dias tomando soro no hospital. Por estar com sono, pensou que precisava apenas de cafeína e deixou o leite esquecido. Seu estômago ficou bem, muito obrigada.

Na hora do almoço, apesar de estar atarefada e de o mais sensato ser comer sentada na sua mesa para não perder tempo, resolveu que almoçaria no shopping. Ao passar pela portaria do prédio de escritórios onde era a sede da empresa, deu bom dia ao porteiro e perguntou como ele estava, como tinha sido a sua semana. Havia sido sincera, gostava dele. O que não sabia era que se não tivesse saído para almoçar, conversado com ele e se importado com os sentimentos do homem, ele levaria a sério a decisão que havia tomado de se matar. Ele estava em depressão, solitário, achando que o mundo era um lugar frio e cruel. Mas aquela moça havia sido simpática e afetuosa, como em todos os dias que a via, e ele percebeu que talvez ainda havia alguma esperança e deixou os seus planos de lado, pelo menos por enquanto.

No expediente da tarde, ela precisou pegar um pacote na portaria do prédio. Trabalhava no terceiro andar e tinha que decidir se iria de escadas ou de elevador. Como tinha optado pelas sapatilhas, resolveu que seria mais rápido, prático e saudável ir de escadas. O que não sabia era que naquele momento, dentro do elevador, estava o seu ator preferido, que havia ido até o edifício conversar com o seu agente, que trabalhava alguns andares acima ao dela. Não viu o ator, mas perdeu algumas calorias, isso é verdade. Não foi de todo perdido.

Ao final do dia, juntou as suas coisas e saiu do trabalho. Ficou em dúvida se passava no supermercado ou se ia direto para casa. Por o dia ter sido puxado, estava louca de vontade de deitar no sofá para ver um filme, mas resolveu ir ao supermercado, afinal a sua geladeira estava vazia há quatro dias e não aguentava mais pedir comida ou comer lasanha congelada. O que não sabia era que essa simples decisão afetaria toda a sua vida dali em diante.

Enquanto passeava com o carrinho de compras pelos corredores do supermercado, seu celular recebeu uma mensagem. Distraída ao olhar para o telefone, fez uma curva para a esquerda, ao invés de para a direita, que era a sua intenção para pegar um pacote de Doritos que ficava para aquele lado. Sem olhar para a frente, trombou no carrinho de outra pessoa. Um rapaz. Aquele em quem ela deveria ter esbarrado no início do dia se tivesse saído de salto alto. Às vezes, quando as coisas precisam realmente acontecer, mesmo que a nossa decisão não seja a acertada, o destino faz com que apareça outra oportunidade, mesmo que a gente nem perceba. Ainda bem.

Ela pediu desculpas, ele também. Sorriram e sentiram que não queriam ir embora sem saber um pouco mais um do outro. Foi a vez dele tomar uma decisão. Virava as costas e ia embora, pensando apenas que ela era uma garota muito bonita, ou perdia a timidez, perguntava o seu nome e via se tinham algo em comum, além de frequentar o mesmo supermercado. Resolveu que perguntaria o nome. E isso fez toda a diferença.

A partir daí, todas as decisões, mesmo as mais simples, foram tomadas pelos dois, não apenas só por ele ou só por ela.

Teca Machado