sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Casamento surpresa na Tailândia: Conto de fadas da vida real


Você acha que histórias maravilhosas de amor são exclusividade dos contos de fadas? Bobinho. Elas são reais. São meio raras, é verdade, mas existem sim. Vou dar um exemplo. Esses dias a minha amiga Iara Vilela, que escrevia posts sobre viagens aqui e é dona do blog Como Os Erros Aprendi, foi protagonista de uma das surpresas mais lindas que eu já vi: O marido dela organizou uma cerimônia de casamento surpresa na ilha Phuket, na Tailândia, na última viagem dos dois no início de janeiro.

Eberson e Iara

Em junho de 2014 eles vão fazer 10 anos de relacionamento, contando namoro e casamento. Como não fizeram festa e nem nada quando ficaram juntos, ela disse que há algum tempo o casal estava planejando uma cerimônia simples, do tipo mini wedding, em alguma praia. Mas esses eram projetos só para o final desse ano e olhe lá.

A Iara me contou que o marido não é do tipo mais romântico. É mais racional e faz os “agradinhos básicos de todo marido”. E foi exatamente por isso que ela não desconfiou de nada, mesmo que os sinais tenham sido super claros. “O Eberson começou a perguntar coisas demais como ‘O que é um casamento na praia? Precisa de vestido de noiva?’. Outro sinal foi quando pedi a opinião dele para escolher entre um vestido longo na cor verde ou preta e ele respondeu ‘Compra o branco, você não tem nada dessa cor’", disse. E mesmo assim ela não desconfiou. 

Para elaborar esse plano, o marido da Iara procurou a agência de viagens onde eles compraram passagem, hospedagem e alguns passeios. Eles deram uma lista de lugares para fazer esse tipo de cerimônia e ele escolheu o que melhor encaixava com o gosto dos dois. “Três meses antes de viajarmos já estava tudo organizado”.

É muita lindeza para esse meu coração

O problema foi que o Eberson teve que revelar a surpresa um pouquinho antes de a cerimônia acontecer. O marido disse para ela que eles tinham ganhado um jantar de um guia. “Na verdade, esse ‘jantar’ era o casamento, mas como eu não sabia de nada achei que seria um golpe, pois na Tailândia - infelizmente - existem muitos golpes contra os turistas”. Como já passou por alguns apertos em viagens e já está profissional no assunto, não queria ir no tal jantar de jeito nenhum. Então ele foi forçado a contar para ela umas três horas antes que se tratava do casamento deles. 

Quando ficou sabendo da surpresa, ela duvidou que era verdade. “Mas depois que ele repetiu umas 10 vezes eu fiquei tão surpresa que mal consegui chorar (e acredite, sou chorona). Fiquei em estado de choque mesmo. Quando pude refletir e pensar em tudo que aconteceu me senti uma pessoa de sorte, pois como todo relacionamento temos nossos problemas e diferenças. Só que que quando um homem toma uma atitude dessas é uma prova não só de amor, mas do quanto esses problemas do dia a dia de um casal são pequenos e podem sempre ser resolvidos com parceria”, conta a noiva tailandesa. 

A cerimonia aconteceu no Laguna Hotel na ilha de Phuket, Tailândia, no dia 6 de janeiro. Apesar de não serem budistas, foi um monge quem celebrou o casamento.

Cerimônia

E já que estamos falando da Iara, tenho novidades: Nas próximas semanas ela volta com posts regulares aqui no blog! Se você estava sentindo falta de um pouco de wanderlust no Casos Acasos e Livros, se prepare para matar a saudade.

Iara, obrigada por me ceder a sua história para o post de hoje. Tenho certeza que muitas mulheres por aí estão suspirando! Bem vinda de volta.

Teca Machado

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Mais uma série legal cancelada antes da hora: Friends With Benefits


Tenho uma queda por seriados que retratam grupos de amigos na casa dos 20 e poucos anos vivendo enlouquecidamente em grandes cidades procurando as suas almas gêmeas. Acho que foi por causa do vazio deixado pelo meu amado idolatrado salve salve Friends (Comentei aqui). Não é a toa que eu me apaixonei por How I Met Your Mother (Aqui), que lembra muito a melhor série ever. Agora descobri um seriado bem legal no mesmo estilo que se chama Friends With Benefits. Claro não chega aos pés de Friends e nem é tããão bom quanto HIMYM, mas é divertido e rapidinho de assistir, só tem 13 episódios de 25 minutos cada.


Friends With Benefits foi gravado em 2011 e mostra a vida de cinco amigos, três homens e duas mulheres, que moram em Chicago (Aquela linda!) e procuram o amor. Claro que uns querem o amor “passageiro”, mais especificamente de uma noite só ou duas. E outros estão desesperados pelo sentimento de verdade, por encontrarem o par perfeito para viverem felizes para sempre.

Ben (Ryan Hansen, a cara do boneco Ken, namorado da Barbie) quer só noitadas, mas a sua melhor amiga Sara (Danneel Ackles) quer um marido. Enquanto não conseguem se envolver profundamente com ninguém, os dois ficam e escondem o fato do resto do grupo. Tem também o Aaron (Zach Cregger), um nerd ultra milionário que deseja deixar o lado geek de lado e fazer sucesso com as mulheres. Riley (Jessica Lucas) é uma bartender muito louca que sai com praticamente todos os caras em quem põe os olhos. E, por último, tem Julian (Andre Holland), amado pelas mulheres e querido pelos amigos.

Ben, Riley, Julian, Aaron e Sara

Os principais são Ben e Sara. Suas desventuras amorosas sempre acontecem ao mesmo tempo, o que acaba levando um para os braços do outro. É óbvio que eles são um casal perfeito, só não sabem disso ainda, uma coisa meio Ross e Rachel, tirando as devidas proporções, é claro.

O meu personagem preferido é o Aaron. Ele é tão esquisitinho, tão cara de cachorrinho sem dono que você quer pegar para cuidar. As tiradas mais engraçadas são dele, além das situações mais absurdas, já que sendo muito rico, pode comprar quase qualquer coisa. Em um dos episódios ele coloca um pula-pula gigantesco em formato de castelo no meio da sala e em outro ele compra o labrador Marley, de Marley & Eu, que até veio com um autógrafo da Jennifer Aniston na barriga.

Casal perfeito, só não sabem disso

Um dos pontos que eu mais gostei de Friends With Benefits é que mostra muito a paisagem de Chicago, um dos meus lugares preferidos do mundo. E, pelo que eu percebi, não é montagem, é a cidade mesmo. É legal reconhecer os lugares por onde eu passei.

Infelizmente, a série não foi para a frente e nem teve uma primeira temporada completa. Mas tudo bem, eu já estou acostumada. Já virei órfã antes. Fizeram isso com The Event (Aqui), Pan Am (Aqui) e muitas outras que eram as minhas paixões. Friends With Benefits é engraçada e divertida, mas não foi um baque ser cancelada como foram as citadas acima. É uma pena, mas, enfim, é a vida televisiva.

Recomendo.

Teca Machado 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Trailer de A Culpa é das Estrelas #TecaLoucaDeAmorPeloFilme


Já saiu um post hoje sobre a Malévola (Aqui), mas eu não aguentei esperar até amanhã. PRECISAVA colocar aqui agora o trailer de A Culpa é das Estrelas (Comentei um dos meus livros preferidos aqui).



Ele foi ao ar hoje de manhã num programa americano e agora está on line. A prévia ia ser lançada só daqui algumas semanas, mas vazou semana passada e o estúdio resolveu adiantar. 

Sorte nossa!


Geeeeeeeeeeeeeeeente, já estou quase chorando só de assistir e lembrar da história.

Que alcance os nossas expectativas.

#amoreternopeloGus

"Alguns infinitos são maiores do que outros. Okay? Okay." (Quem leu vai entender)

Teca Machado

Trailer e curiosidades sobre Malévola


No início da semana foi lançado o novo trailer de Malévola, filme da Disney que mostra a versão da vilã de A Bela Adormecida sobre o clássico de 1812 dos Irmãos Grimm. Angelina Jolie é a personagem-título e, por mais que seja uma bruxa e muito má, está linda de cair o queixo (Tirando os chifres). A estreia é no dia 3 de maio e eu já estou quicando de ansiedadeeeee! A Bela Adormecida é um dos meus desenhos preferidos da Disney.

Sei que quase todo mundo já viu o trailer, porque muita gente compartilhou no Facebook, mas vamos lá:


Malévola está macabro. Sério. Lana Del Rey cantando no fundo Once Upon a Dream (Era Uma Vez Num Sonho, no português) deu um toque a mais. Foi meio estranho ver a música que marcou a minha infância (E que eu escuto até hoje, confesso) numa versão tão dark e sombria.

Lendo sobre o filme no IMDb, descobri algumas coisas interessantes:

1- Angelina Jolie foi na Disney D23 Expo em 2013, uma convenção dos estúdios e dos parques, vestida de Malévola. Todas as crianças ficaram apavoradas e uma delas até pediu para a mãe “por favor, faça a bruxa má parar de falar comigo”. A única que nunca teve medo dela foi a sua filha Vivienne, de cinco anos.

2- Por falar na Vivienne, ela interpreta Aurora criança. É aquela coisa fofa loirinha que aparece correndo num campo numa cena do trailer.

3- Todos os atores de Malévola foram escolhidos devido a semelhança com os personagens do desenho da Disney.

4- Quando começaram a conversar sobre o filme, os executivos da Disney não queriam “enfeiar” Angelina Jolie e nem deixar Malévola com cara de má, mas a atriz insistiu que ficasse assustadora como é no desenho para ser mais fiel à história.


5- Angelina Jolie quis muito participar da produção porque cresceu assistindo A Bela Adormecida e sempre gostou da vilã, que ela achava incompreendida por todos.

6- Angelina Jolie foi quem escolheu Lana Del Rey para cantar a música Once Upon a Dream e para dar essa “darkinizada” nela.

7- Aurora adolescente é interpretada por Elle Fanning, irmã de Dakota Fanning. 

8- É a estreia de Robert Stromberg na direção de um filme, já que antes ele era supervisor de efeitos especiais e da produção de design. Nunca foi usada uma verba tão grande para um novato (Novato entre aspas, porque ele tem no currículo filmes como Avatar, Alice no País das Maravilhas e outros).

Enquanto Malévola não estreia, a gente fica aqui, babando no trailer.

Teca Machado

P.S.: Estão dizendo que hoje sai o trailer de A Culpa é das Estrelas (Comentei aqui). Já que vazou na internet na semana passada, vão adiantar o lançamento do trailer. OBA! Se ele aparecer, coloco um post aqui também.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Ensaio Sobre a Cegueira: livro e filme


Como digo constantemente, eu leio de tudo um pouco. Tudo bem que os gêneros preferidos são chick-lit, romance, fantasia e suspense policial, mas não tenho muito preconceito, não. Se a sinopse me interessou, lá vou eu mergulhar nas páginas, não me importando com quem é o autor. Claro que nomes conhecidos me chamam a atenção (Quando vejo um Harlan Coben novo até hiperventilo), mas não ignoro um livro pelo escritor (Talvez pela capa feia eu ignore). O português José Saramago não é um autor que eu tenha desejo pelas obras, apesar de já ter ganhado o Prêmio Nobel da Literatura. Mas achei que seria bom ler pelo menos uma para poder formar uma opinião sobre ele. Minha escolhida foi uma dos mais famosas: Ensaio Sobre a Cegueira. E, apesar da estranheza inicial pelo modo como é escrita, gostei.


José Saramago foi meio malvado com os leitores: Escreveu parágrafos que se alongam por páginas, frases com 58 vírgulas, 25 linhas e sem pontos finais, além de que as falas dos personagens não são marcadas por travessão, estão perdidas no meio do texto. Fora que ninguém tem nome. As pessoas são denominadas pela sua aparência física ou profissão. No início fiquei meio perdida e me incomodou o estilo da narração, mas a história é interessante e diferente, então acabei me acostumando e relevando esse fato. A leitura fluiu rápido mesmo assim, porque fiquei extremamente curiosa sobre o final. Não leria vários livros desse estilo, mas foi bom para mudar a rotina.

Em Ensaio Sobre a Cegueira, num local e num tempo não especificados, as pessoas começam a perder a visão sem nenhum aviso prévio e sem dor. Não de uma forma convencional, “enxergando” tudo preto, mas como se tivessem sido mergulhados no leite ou em uma névoa branca. A doença, que ninguém sabe do que se trata, começa a se espalhar virando uma epidemia. Os primeiros infectados são colocados em quarentena, trancados em um manicômio abandonado para que a cegueira não se espalhe. Uma mulher que ainda enxerga finge ter ficado cega para que possa acompanhar o marido. O leitor tem a percepção do ambiente narrado por causa dos olhos dela.

Cartaz da versão cinematográfica

Com cada vez mais cegos trancafiados naquele local horrível, sujo e sem cuidado maior do governo, o manicômio vira um caos. Os instintos mais animalescos vêm à tona, transformando as cadeias brasileiras num paraíso perto daquilo. As necessidades mais básicas passam a ser prioridade. O mundo sem enxergar não possui frivolidades nem divertimento, só uma urgência em sobreviver a qualquer custo. Qualquer custo mesmo. José Saramago não economiza na descrição da sujeira, da podridão tanto humana quanto de resíduos reais e do desespero. O leitor vai se sentindo com um peso no peito, uma agonia pelos personagens, pelo mundo.

José Saramago deixa uma dúvida no ar: Ele falava sobre a cegueira literal ou sobre não enxergar o seu redor? No livro não há grandes explicações sobre o caso, então fica à cargo do leitor fazer a interpretação que quiser.

Em 2008, depois de muito recusar e de dizer que “o cinema destrói a imaginação”, José Saramago deixou que o diretor brasileiro Fernando Meirelles transformasse Ensaio Sobre a Cegueira em filme. Filmado em São Paulo e em Montevidéu, o resultado é extremamente parecido com o livro e dá a mesma sensação incômoda e claustrofóbica que a obra de papel. Não é um filme comercial, se tornando às vezes lento.

A mulher do médico guiando os cegos

A fotografia do longa é toda em tons brancos, claros e saturados, uma referência à cegueira branca. Julianne Moore é a mulher do médico que enxerga tudo e Mark Ruffalo o médico, um dos primeiros a ficarem cegos. A brasileira Alice Braga também faz o filme, como uma das companheiras de manicômio do casal, assim como o mexicano Gael García Bernal, na pele do odioso e ditatorial companheiro de quarentena. Ótimo elenco escolhido a dedo.

Recomendo livro e filme.

Teca Machado

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Disney Dream Portraits


E a Síndrome de Princesa ataca novamente! 

Gente, desculpa, eu sei que é demais, mas é que essa série fotográfica está tão linda que eu não posso não compartilhar com vocês.

Há cinco anos a Disney queria divulgar seus parques (Como se precisasse de divulgação) e contratou a renomada fotógrafa Annie Leibovitz para colocar celebridades na pele dos personagens desse nosso tão amado estúdio. Claro que tem muita edição de imagem, mas mesmo assim é impressionante. Alguns ficaram muito parecidos.

O projeto é chamado de Disney Dreams Portraits.

O trabalho tem sido contínuo e fotos vivem sendo divulgadas. A última foi com a atriz Jessica Chastain como princesa Merida, de Valente.

Vamos ver o resultado que é praticamente mágico:

Jessica Chastain como Merida, de Valente

Jennifer Hudson como Tiana, de A Princesa e o Sapo

 Taylor Swift como Rapunzel, de Enrolados

Jack Black, Will Ferrel e Jason Segel como os fantasmas de A Mansão Mal-Assombrada

Johnny Depp (Óbvio) e Patti Smith em Piratas do Caribe 

Jeff Bridges e Penelope Cruz em A Bela e a Fera 

Alec Baldwin e Olivia Wilde como Espelho Mágico e Rainha Má de Branca de Neve 

Queen Latifah como Ursula, de A Pequena Sereia 

Jessica Biel como Pocahontas (Achei esse nada a ver) 

Jennifer Lopez e Marc Anthony em Alladin (Detalhe que eles já se separaram) 

Gisele Bundchen e Mikhail Baryshnikov como Wendy e Peter Pan

Julie Andrews e Abigail Breslin como Fada Azul e Fira, de Pinocchio (Eu não lembro dessa Fira) 

Julianne Moore e Michael Phelps em A Pequena Sereia

Beyonce, Oliver Platt e Lyle Lovett em Alice no Pais das Maravilhas (Gosto da Beyonce, mas não acho que ela tinha algo a ver com a Alice)

David Beckham como o Príncipe Philip, de A Bela Adormecida 

Zac Efron e Vanessa Hudgens em A Bela Adormecida (Mais um casal separado. A Vanessa Hudgens não está com cara de adormecida. Está com cara de morta mesmo)

Rachel Weisz como Branca de Neve 

Scarlett Johansson como Cinderela 

Russell Brand como Capitão Gancho, de Peter Pan



Teca Machado

sábado, 25 de janeiro de 2014

Megalomaníaco, milionário e maluco: O Lobo de Wall Street


O Lobo de Wall Street, filme do diretor Martin Scorsese e quinta parceria com o ator Leonardo DiCaprio, fala o palavrão f***k 506 vezes. São exatas três horas de filme, o que dá uma média de 2,8 por minuto, de acordo com a revista Variety, que teve o trabalho de contar. Eles são ditos em momentos de euforia, em momentos de desgraça e até em momentos de calmos jantares. Só por aí já dá para perceber que o filme não é dos mais politicamente corretos.


A produção é baseada na autobiografia de Jordan Belfort, que nos anos 1980 e 1990 ganhou (E gastou) milhões e milhões de dólares com fraudes na Bolsa de Valores. Como o filme bem mostra, sua vida foi marcada por excessos: Dinheiro, drogas, mulheres, poder, drogas de novo, mentiras, bebida, luxo, orgias e drogas mais uma vez. Ele é tão megalomaníaco e bem sucedido que literalmente joga dinheiro fora. Em uma cena amassa notas de dólares em bolinhas de papel e joga na lixeira, como nós costumamos fazer com papel já usado.

Belfort praticamente cria um culto de adoração ao seu estilo de vida

A produção começa com um tímido e pobre Belfort (DiCaprio) aos 22 anos casado com uma simples cabeleireira. Quando chega a Wall Street é altamente influenciado pelo seu novo chefe Mark Hanna (Matthew McConaughey), uma espécie de Mestre Yoda Wall Streetiano. Ele o convoca a entrar num mundo de vendas irreais (E de muita droga e prostitutas) onde “o único dinheiro de verdade é a comissão que vai para o bolso do corretor”.

Belfort e Mark Hanna

Deslumbrado, Belfort acaba sendo engolido por esse ambiente. Arruma uma mulher mais bonita (E bota bonita nisso. Margot Robbie é uma loira escultural lindíssima), cria a sua própria empresa de nome pomposo com o ainda mais transtornado Donnie Azoff (Jonah Hill, excelente em seu papel) e se torna milionário em pouco tempo. Consegue tudo isso porque o seu poder de persuasão e motivação é incrível. Ele quer inspirar seus funcionários a serem iguais a ele. Como faz isso? Promovendo orgias colossais no escritório, oferecendo dinheiro para as funcionárias mulheres rasparem o cabelo e atirando anões em alvos como se fossem dardos. Cada vez mais rico, mais ambicioso, mais viciado e mais maluco, Belfort, é claro, vira alvo do FBI. E isso tudo acontece antes dos seus 30 anos.

Mais um dia comum de trabalho no escritório

O Lobo de Wall Street nos faz amar/odiar Belfort. Além disso, é um filme com cenas fortes. Carreiras de cocaína são cheiradas a todo instante sem nenhuma discrição, além da ingestão de outras drogas em pílulas. O sexo é praticado o tempo quase todo e de forma leviana, há muita nudez e diálogos politicamente incorretos. É tudo tão escancarado e maluco que parece irreal. E, na verdade, pode até ser irreal. Como Jordan passa o filme praticamente todo chapado, o espectador muitas vezes vê o mundo através dos olhos dele, da sua visão distorcida por causa do abuso de substâncias tóxicas (E de mulheres tóxicas).

A esposa

Há uma corrente crítica, principalmente nos Estados Unidos, que afirma que a produção é uma exaltação ao estilo “vida loka” de Jordan Belfort. Leonardo DiCaprio rebate os comentários. Em entrevista disse que “a proposta do longa pode não ser entendida por alguns espectadores. Nossa intenção não foi defender, mas justamente acusar esse mundo. O livro de Jordan Belfort que inspirou o roteiro é uma obra de advertência sobre esse universo intoxicante”.

Festas, drogas, luxo, mulheres, orgias e muita loucura

Mas não podemos negar que o filme é engraçado. Sim, no final das contas, é uma comédia e é bem divertido. Nunca imaginei ver o Leonardo DiCaprio, que passa a impressão de ser tão sério, em situações tão constrangedoras como em O Lobo de Wall Street. Em uma sequência seu personagem toma uma droga muito poderosa. Como não faz efeito, ele toma mais pílulas. Quando acontece o efeito retardado, ele fica completamente dopado, mas precisa voltar para casa dirigindo. Esse é uma das coisas que dá para contar, o resto é praticamente impublicável.

Só um tantinho de dinheiro

O Lobo de Wall Street está concorrendo a cinco estatuetas do Oscar: Melhor filme, melhor diretor (Scorsese), melhor ator (DiCaprio), melhor ator coadjuvante (Jonah Hill) e melhor roteiro adaptado. Scorsese tem muitas chances, pois a sua direção foi diferente, magistral e criativa. Já Leonardo DiCaprio nem preciso dizer. Ele deve ter ficado exausto no fim das filmagens, tanto psicológica quando fisicamente. Para mim ele é um dos melhores atores dessa geração do cinema e também um dos mais injustiçados. Por que ninguém dá um Oscar para ele? Por queeeeeee? Será que dessa vez vai? O Globo de Ouro ele levou. E ainda disse no palco que não esperava ganhar nada por um filme de comédia. Espero que dessa vez ele possa voltar para casa feliz depois da cerimônia do Oscar. Vai ser mais do que merecido para esse ator que entra na essência do personagem como ninguém.

Recomendo muito. Mas só se você tiver mais de 18 anos, ok?

Teca Machado

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Meu pedido veio errado!



O meu príncipe encantado não veio bem do jeito que eu pedi. Aposto que o seu também não. Dificilmente eles têm o rosto do Henry Cavill ou o corpo do Ryan Gosling em Amor a Toda Prova (“Cara, você fez Photoshop no abdômen?”). Estou falando de príncipes, mas o mesmo vale para as princesas. Muitos dos homens podem ficar decepcionados por não encontrarem lábios como os da Angelina Jolie por aí e por descobrirem que a mulher que veio para eles também arrota, solta pum e tem uma TPM das bravas.

A pessoa ideal não é como a gente pediu, mas provavelmente é a que a gente precisa, é aquela que faz bem e que dá paz. Não estou falando dos amores passageiros de verão ou só aqueles flertes, como diria a nossa avó. Esses podem até dar felicidade por um tempo, mas são uma dor de cabeça que só. O ponto aqui é sobre aquele que é para sempre, por mais contos de fadas que isso pareça.

O verdadeiro amor (Me perdoem pela breguice do termo) pode vir com a péssima mania de não responder o seu What’s App na hora. E também ter um gosto musical meio duvidoso e cantar extremamente desafinado no seu ouvido sempre que começa a música preferida dele. Ele pode ter um pouquinho de chulé e a barriga levemente saliente ou umas celulites. Pode fazer piada com a sua cara o tempo todo e ainda rir das coisas que você mais odeia em você mesmo. Pode te irritar profundamente por sempre chegar atrasado aos compromissos e ser educado demais com aquele(a) ex que você simplesmente detesta.


Mas esse seu verdadeiro amor te olha de uma maneira que ninguém mais faz. Ele também tem o cheiro mais gostoso do mundo. Não é perfume, é dele mesmo. Ele te deixa com raiva quando te zoa, só que faz de um modo que você ri e passa logo a irritação. Essa pessoa tem uma marca de expressão nos cantos da boca que apareceu porque ela sorri muito. Sorri para você. Te faz surpresas quando você menos espera e escuta suas lamúrias mesmo que já esteja enjoado do seu papo e o dia dele tenha sido pior do que o seu. Ele também reclama um pouquinho, mas acaba assistindo os programas que você quer. E quando você deita em seu colo para assistir um filme e você acaba dormindo cinco minutos depois, ele passa todo o tempo te fazendo cafuné porque sabe que você gosta disso, mesmo quando não está acordado.

A gente não escolhe alguém porque a pessoa tem as melhores qualidades, mas porque tem os melhores defeitos, vamos assim dizer. Defeitos que não incomodam a ponto de você querer sair correndo sem nem olhar para trás. Defeitos suportáveis. Defeitos que não ferem a sua visão de mundo. Defeitos considerados até bonitinhos depois de um tempo. 

E é por isso que os príncipes e as princesas não são do jeito que a gente pediu. Príncipes e princesas não são humanos, não têm falhas, não tem graça. E qual é a graça de viver uma vida sem graça?

Teca Machado

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Minha Vida Daria Um Filme: Família disfuncional, protagonista falha e carisma de sobra


Gente, está rolando na página do Facebook da Talentos da Literatura Brasileira, que é da Editora Novo Século, um sorteio do meu livro I Love New York. Vai até amanhã! Para participar, entre aqui.

Kristen Wiig é de uma nova leva de humoristas mulheres dos Estados Unidos que interpreta personagens disfuncionais, sarcásticas, malucas e simpáticas aos olhos do público que passam por momentos difíceis, como perda de emprego, de namorado, de amiga, de vida. Seus filmes tem um quê de comédia dramática (Ou seria drama cômico?). No longa Minha Vida Dava Um Filme tive a impressão de que a protagonista era a mesma de Missão Madrinha de Casamento, também com a atriz (Comentei aqui). Não estou reclamando, porque Kristen Wiig é excelente, sem medo de mostrar o seu pior e o pior da sua personagem. 


Em Minha Vida Dava Um Filme, Imogene (Wiig com um dos piores nomes da história do cinema) tem uma vida até bem satisfatória. Mora com o namorado em Manhattan, tem amigas ricas e bem sucedidas, vai a eventos de gala e trabalha numa revista. É verdade que queria mesmo ser escritora (Quem não quer?) e até conseguiu por um tempo, mas a sua carreira de meteórica ascensão também teve uma queda meteórica. 

Imogene em um dos momentos mais baixos da vida

Quando o namorado termina com ela e todo o resto da sua vida também desanda, Imogene acha que a melhor maneira de reatar o namoro é com uma falsa tentativa de suicídio. Ela não consegue a atenção do ex, mas consegue a da mãe Zelda (Annette Bening), com quem não falava há anos. Imogene se vê obrigada então a voltar a morar com a surtada mãe na terrível Nova Jersey (O que as pessoas que moram em Manhattan tem tanto contra o lugar?). Na casa também estão o seu irmão Ralph (Christopher Fitzgerald), que precisa de atenção especial,  Lee (Darren Sexy Criss), um qualquer que aluga um quarto, e George Bouche (Matt Dillon), o namorado novinho de Zelda que se diz agente da CIA. Ou seja: é o inferno pessoal de Imogene.

Lee, o avulso da casa

Enquanto tenta recuperar a sua antiga vida, Imogene vai percebendo que às vezes as melhores coisas não estão apenas na grande glamourosa Nova York. E que família, por mais disfuncional e maluca que seja, pode trazer a maior felicidade do mundo (Pausa para enxugar as minhas lágrimas causadas devido à frase cafona, porém verdadeira).

Zelda, a mãe muito doida

Minha Vida Daria Um Filme foi dirigido por Shari Springer Berman e Robert Pulcini em 2012, mas só foi lançando em novembro de 2013. Não é um blockbuster, não é permeado por uma trilha sonora cheia de artistas e não tem efeitos especiais maravilhosos e caros. Mas isso não tem problema, porque a história e as atuações dão conta do recado. E o figurino também. No início Imogene é toda it girl, depois em Nova Jersey usa roupas dos anos 1980 e 1990, como coletes jeans e vestidos parecendo de lambada.

Não dá de ver, mas o vestido é de lambada, haha

A produção é divertida e alterna momentos de risada de situações absurdas (Como os sonhos de Imogene quando toma um sonífero em seu falso suicídio) com minutos dramáticos que te fazem ficar com dó dos personagens. Todo elenco é excelente, mas Kristen Wiig e Annette Bening dão um show a parte como filha problemática e mãe mais ainda.

Mãe e filha até se parecem

O título é ruim, eu sei, mas é mais uma vez culpa da tradução feita porcamente. No original é Girl Most Likely (Algo como A Garota Mais Provável). Uma das coisas que eu achei mais interessantes no filme é que a roteirista Michelle Morgan se baseou em sua viva para escrever o enredo. Entrou para o time de roteiristas sinceros e sem medo de julgamentos que colocam seus mocinhos falhos em situações completamente embaraçosas e desesperadoras. E mesmo com todos os defeitos, o público acaba amando esses anti-heróis tão simpáticos e humanos, como Imogene.

Recomendo.

Teca Machado

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Batman num prédio abandonado


Antes de mais nada, deixa eu contar um negócio para vocês. Comecei um projeto novo ontem: Um Tumblr chamado I Love New York Pelo Mundo (Clique aqui).

Estou postando fotos do meu livro que meus amigos leitores têm me enviado mostrando onde moram ou onde estão passeando. Por enquanto a maioria é de imagens de outros países, mas quero do Brasil também, das cidades mais famosas e das mais inusitadas.

Tem o livro? Então tire uma foto e mande no e-mail tecamachado@gmail.com. Vou postar lá e colocar os créditos para você.

Agora, vamos ao post?

Às vezes você olha um prédio aparentemente abandonado, todo pichado e pensa que lá dentro ou não tem nada ou que é pelo menos um tantinho assustador. O que não passa pela sua cabeça é “Nossa, que vontade de entrar aí”, não é verdade? Bom, ainda bem que um casal fazendo exploração urbana na cidade de Ronse, Bélgica, pensou isso de um determinado edifício depredado. Quando eles começaram a andar pelos corredores e cômodos deram de cara com uma galeria de grafite com o tema do Batman Tananananana Batmaaaaaaaaaaan que é simplesmente sensacional.

Vem ver essas fotos:








Incrível, né? Prova mais literal de que não se pode julgar nada pelo exterior.

Fonte: Fawe (Aquele mesmo do post sobre locais assustadores ao redor do mundo - aqui)

Teca Machado

P.S.: Quero colocar o link para o Tumblr novo aqui na barra lateral. Alguém se habilita a me ajudar? Sou burra nessas coisas, haha.