sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Conhecendo os pinguins da Isla Martillo e as lindas Árvores Bandeira - Por Iara Vilela


Hoje vou contar como foi nosso passeio até a chamada Pinguinera, passando pela famosa Estância Harberton, Isla Martillo e também pelas lindas Árvores Bandeira! Muita gente que vai para Ushuaia quer ver pinguins e comigo não seria diferente, principalmente em um lugar que não é um zôo e sim onde eles ficam livres. Prova de que tudo é muito bem organizado, é que os animais voltam em maior número a cada ano.

Muito amor por essa árvore Bandeira! <3

Há duas formas de se fazer esse passeio: por terra e de barco, pelo Canal de Beagle. Mas, ver as Árvores Bandeira foi determinante para eu fazer o passeio por terra. Para isso, logo cedo nós caminhamos até o porto para esperar o guia que nos levaria até lá. Acho que umas 15 pessoas faziam parte do nosso tour, mas foi bem traquino.

Assim que o ônibus apareceu, partimos pela Ruta 3 por uns 20 minutos e depois entramos em uma estrada de terra que nos levou até Harberton. Já próximo a Estância, paramos para conhecer as Flag Trees e que coisa interessante. A vista de lá é linda e as árvores deixam tudo ainda mais lúdico!


Foto versão "hadouken"! #OsNerdPira

Eu já falei isso em posts anteriores, mas vou repetir: venta MUITO por toda Patagônia Argentina e esses ventos são os responsáveis, digamos assim, pela “criação” dessas árvores. Isso porque, como eles são fortes e constantes, a copa das árvores vai crescendo moldada pelas rajadas de vento. Coisa linda de natureza que me choca com tamanha grandeza!


Sim, sou do tipo que senta no chão mesmo que a terra esteja molhada só para aproveitar a vista.

Tivemos cerca de 20 minutos para apreciar a paisagem, tirar fotos e caminhar um pouco. Desse ponto se tem uma vista linda do Canal de Beagle com montanhas ao fundo. Uma cena constante, mas encantadora por toda Ushuaia.


Voltamos ao ônibus e em menos de 5 minutos já estávamos na fazenda. De lá pegamos um pequeno barco até a Isla Martillo, onde as colônias de pinguins ficam durante todo o verão. Fomos no final do verão e muitas famílias de pinguins já tinham caído na água e partido para outro lugar. Mesmo assim deu para ver alguns.

Estância Harberton! 

No início foi divertido ver várias espécies e filhotes andando desengonçado e algumas mães bravas. No início… porque 15 minutos depois já não tinha tanta graça assim. Acho que se tivéssemos ido em uma época com mais pinguins ou viajando com crianças, talvez fosse mais interessante.

Pude ver essa mesma sensação nos olhos de quase todos que estavam lá. Fora que, neste dia em especial, o vento estava acima do normal e muitos pinguins estavam escondidinhos no calor de suas tocas. Acho que ficamos quase uma hora lá e foi mais que o suficiente.


É claro que essas são as dores e delícias de se ver os animais em seu hábitat natural. Prefiro assim do que em um zoológico onde ele não tem muita opção do que fazer.

Então o saldo é esse: pinguinera vale a pena, mas a não ser que você seja um pesquisador, um apaixonado por pinguim ou esteja com crianças, não compre o passeio para um dia inteeeeiro apenas na Isla Martillo. Esse que eu fiz está de bom tamanho.

Na volta paramos para um lanche na Estância Harberton. Esta fazenda foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, então é muito bacana passar um tempo lá e tudo estava delicioso.


Valores

Este foi um passeio longo com vários pontos turísticos visitados. Fizemos com a Piratur e pagamos $ 800 pesos por pessoa, algo em torno de R$ 228. Achei um pouco salgado, porém justo.

Iara Vilela é jornalista e como boa wanderluster, ama viajar e já conhece mais de 50 cidades em 11 países. Ela também gosta de chocolate, esmaltes, cervejas especiais, tulipas, moda e é dona de um São Bernardo e de um Golden Retriever. Pseudo-nerd que é, adora toda a obra de J.R.R. Tolkien e Isaac Asimov, além de ter paixão por festivais de música! Entre uma viagem e outra, ela escreve para este lindo blog e também para o"Com Erros Aprendi", que conta furadas e erros de navegação em muitas de suas viagens pelo mundo!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Venha ser Marshmallow você também! – Por Larissa Klein


Existem algumas séries que marcam os fãs para a vida. Veronica Mars é uma dessas. Durou apenas três temporadas e terminou bruscamente, forçando os fãs a preencherem por si só as lacunas do futuro das personagens. O amor dos fãs, que são conhecidos como Marshmallow, é tanto que em 2013, após sete (longos) anos fomos presenteados com um filme em um feito até então inédito: os fãs doaram mais de 5 milhões por meio do kickstarter (em um tempo recorde), possibilitando assim que o filme finalmente se tornasse realidade em março de 2014.

Poster do filme

Mas em primeiro lugar, para quem não conhece, Veronica Mars contava a história da estudante do ensino médio Veronica (Kristen Bell), cuja amiga (Amanda Seyfried em começo de carreira) e irmã de seu namorado, foi assassinada. O pai de Veronica, Keith, é o xerife da cidade e acaba indiciando o pai de Lily, o bilionário de indústria de informática Jake Kane, como autor do homicídio. Acontece que Keith não consegue provar a autoria do crime e a pressão exercida pelo bilionário faz Keith perder o emprego e cair no ostracismo. Lyanne, mulher de Keith e mãe da Veronica, não aguenta a exclusão social e abandona os dois, entregando-se ao seu alcoolismo. Ah, pra piorar as coisas, Veronica toma um “boa noite cinderela” e perde a virgindade num estupro.

Sim, Veronica está numa pior. E é nesse estado de coisas em que a conhecemos. Ninguém gosta dela, seu pai agora tem uma pequena empresa de investigações particulares e ela tem como obsessão descobrir quem matou Lilly Kane. Ao longo da temporada, vemos Veronica usar as habilidades aprendidas com o pai e sua própria inteligência afiada para resolver crimes pequenos e grandes, bem como ajudar a colegas da escola que antes a desprezavam e de quem ela, um a um, vai angariando admiração. E em meio a isso ela cuida de seus próprios problemas do coração. Especialmente aqueles que envolvem Logan Echolls (Jason Dohring), um jovem milionário com quem ela vive uma história com várias idas e vindas. Juntos viraram LoVe, um casal com direito a diversos vídeos feitos por fãs no You Tube.

Todo elenco

Uma das marcas da série é à força da sua personagem título. Veronica é sem dúvida uma das personagens mais bacanas que eu tive a oportunidade de ‘conhecer’. Independente, inteligente e ligeiramente maluca V. poderia facilmente tornar-se uma grande amiga se realidade e ficção pudessem se misturar. Sem falar na construção fantástica de Kristen Bell para a personagem, sem isso a série não seria nem 10% do que foi.

O próprio título da série é o nome da personagem e todo o roteiro girava ao seu redor. É um risco muito grande depositar todo o sucesso da série nas costas de um único personagem, e Veronica Mars entra para o seleto grupo de séries que conseguiram sucesso dessa forma, como House e Dexter. Mas convenhamos, com o brilhante trabalho de Kristen Bell e seu carisma estonteante, era impossível não se apaixonar por Veronica desde a primeira cena. É sua voz que nos conta toda a história dos Kane no episódio piloto, e são seus olhos que nos mostram como devemos ver Neptune, cidade com maior número de famílias ricas do litoral americano, ganhando até de Orange County, se duvidar.

Kristen Bell

Mas nem só da Veronica vivia a série. Os outros personagens poderiam não ser tão profundos quanto à protagonista, mas conquistavam e não nos surpreendiam com atitudes contraditórias, como ocorre em outras séries do gênero.

Veronica Mars pode não ser tão profunda e nem ter um roteiro tão sofisticado quanto The Wire e Breaking Bad, mas a simplicidade com que Rob Thomas, criador da série, nos mostrou que é fácil fazer uma série teen boa, gostosa de se ver, e com personagens que poderiam ser nossos amigos, foi o que fez com que ela ganhasse meu coração!

Mesmo com sua vida curta, a série marcou seu nome na história da TV, alavancou a carreira de Rob Thomas e Kristen Bell e se tornou uma boa lembrança na memória de todos os fãs, principalmente na minha.

Se você não puder conferir a série, veja o filme! Pode matar a curiosidade vendo o trailer aqui.   

Bônus: confira o talento de Kristen Bell, em vídeo aqui que ela exibe seus dotes de cantora. O material mostra a atriz cantando com 3 vozes distintas da personagem Anna, a qual ela dubla, a música "Do You Want to Build a Snowman?", do filme Frozen - Uma Aventura Congelante.

Larissa Klein


Uma maníaca por seriados, acompanha mais de 40 durante o ano, apaixonada por futebol e pelo meu time de coração Palmeiras. Cinéfila de carteirinha, devoradora de livros (na maioria infato-juvenil) nas horas vagas e jornalista. Ler, assistir e escrever é comigo!

sábado, 23 de agosto de 2014

Movie dances


Hoje é sábado e sábado é dia de que?

De dançaaaaaaaaaar e curtir a vidaaaaaaaaa!

Nessa vibe, queria mostrar para vocês o vídeo We Can Dance: Movie Dance Tribute. O usuário do Youtube Robert Jones pegou cenas de danças de 93 (!) filmes e fez uma sequência sensacional que bate exatamente com o ritmo da música que ele colocou como trilha sonora.




Incrível!

É nessas horas que eu penso: As pessoas não têm mesmo mais o que fazer da vida? Hahaha. Detalhe: Essa é a parte 3. Ele já teve esse trabalho outras vezes.

Teca Machado

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Fatos científicos sobre o amor que eu duvido que você soubesse


Ah, o amor! Ele é tão lindo, tão feliz, todo mundo o quer. Mas você sabe alguns fatos científicos sobre ele? Sobre o que ele faz de verdade com o seu corpo e com o seu cérebro? Não? Ele é mais complicado do que a gente imagina, muito mais complexo do que a dor de um coração partido e pior do que a gente pensava. O site da Superinteressante fez uma matéria sobre quatro características científicas sobre esse sentimento tão desejado por todos os seres humanos.

Vem com a tia aprender um pouco mais sobre isso:

Quatro curiosidades científicas sobre o amor


Tudo acontece muito rápido. Em um quinto de segundo, naquele rápido momento em que a pessoa mais divertida do escritório passou por você, seu cérebro já ativou 12 áreas diferentes e liberou quatro substâncias químicas: dopamina, ocitocina, adrenalina e vasopressina. E, pronto, num passe de mágica, você se descobre apaixonado.

Foi isso que descobriram alguns cientistas americanos da Universidade Syracuse.  Depois de analisar uma porção de estudos sobre o assunto também concluíram que o amor é que nem droga: vicia tanto quanto cocaína – isso porque estimula a produção de dopamina, substância ligada ao sistema de recompensa, que libera sensação de prazer e faz você ficar viciado.

Aí ferrou. Você passa a se dar mal até no trabalho. É que seu cérebro, avoado e com os pensamentos concentrados no novo amor, não dá conta de fazer outras coisas. Aconteceu com 43 voluntários que, a pedido de psicólogos, responderam a alguns testes. Os recém-apaixonados sempre perdiam alguma informação e se saíam pior que os outros. “Altos níveis de paixão em indivíduos que estão no começo de um relacionamento romântico são associados com menor controle cognitivo”, conclui a pesquisa americana.

E se esse amor todo terminar em pé na bunda, fuén, pior ainda. Seu QI vai lá para baixo. Quem descobriu foi um pessoal da Universidade de Ohio, numa pesquisa bem malvada. Eles apresentaram os voluntários a pessoas desconhecidas. E os fizeram acreditar que ninguém havia gostado deles. Os que se mostravam mais tristes com a rejeição registravam uma queda de 25% no QI.

A culpa toda é do autocontrole. Ou melhor, da falta dele. Segundo o estudo, quando se sentem rejeitadas, as pessoas agem mais por impulso – e avaliam com menos cuidado, por exemplo, um problema de um teste de QI.

Mas, calma, também não precisa desistir desse tal de amor. Se tudo der certo, vocês casarem e tudo mais, sua poupança vai engordar até 5 mil reais por ano. Sério. Pesquisadores do Reino Unido entrevistaram mais de 2 mil pessoas, entre casados e solteiros, de 16 a 55 anos de idade. É que os solteiros torram mais dinheiro em festas, bebidas e baladas. Enquanto isso, os casados, apesar de trocar de carro e viajar com mais frequência, gastam bem menos em um mês. É que eles também dividem as dívidas e despesas, aí a vida fica mesmo mais barata. Com isso, no fim do ano, uma pessoa comprometida gasta 5 mil reais a menos que um solteiro.

Ou seja, caso seu cérebro te pregue uma peça e libere essa descarga de substâncias químicas, melhor torcer para que tudo acabe em festa.


E aí, ainda quer se apaixonar? Eu sempre quero! *.*

Teca Machado


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Pedidos de casamento, anos bissexto e Irlanda – Casa Comigo?


Desde a primeira vez que vi Amy Adams em Encantada (Comentei aqui), sendo uma princesa de contos de fadas da Disney em plena Nova York do século XXI, já sabia que dificilmente não ia gostar de algum filme dela. O tempo foi passando, vários filmes dela foram lançados e a minha previsão se concretizou. Eu realmente gosto de produções dela. E Casa Comigo?, de 2010 e do diretor Anand Tucker, é definitivamente um dos meus preferidos.


Em Casa Comigo?, Anna (Adams) sofre do mesmo problema que muitas mulheres: É enrolada pelo namorado. Ela e Jeremy (Adam Scott) namoram há mais de quatro anos e ainda não há nenhum sinal de uma aliança ou avanço no relacionamento. Querendo resolver esse impasse, ela aproveita uma tradição irlandesa que diz que nos dias 29 de fevereiro dos anos bissextos os homens não podem recusar pedidos de casamento feitos pelas mulheres. Está aí a sua oportunidade!

Amy Adams como Anna

Como Jeremy foi para Dublin numa reunião uns dias antes dessa data, Anna vai atrás dele para pedi-lo em casamento em 29 de fevereiro. Bom, pelo menos tenta ir. O mau tempo faz com que o avião dela não desça no destino certo e ela se vê presa numa cidadezinha minúscula do outro lado da Irlanda. O único modo de chegar à capital a tempo é pedindo ajuda a Declan (Matthew Goode), o grosseiro dono da pousada local. Eles se odeiam, mas dão um jeito para cumprir o objetivo.

Casa Comigo? é engraçado, divertido, adorável e, principalmente, charmoso. É aquele tipo de filme que te faz sorrir e te dá sensação de leveza quando termina. Amy Adams, como sempre, encanta a todo momento e tem ótimo timing de comédia, mesmo que o filme não seja risos o tempo inteiro. Matthew Goode também, é aquele tipo de cara chato que a gente ama desesperadamente, como quando a gente é criança e o menino que a gente gosta fica puxando o nosso cabelo. Fora que o sotaque dele é lindo. Entre as melhores cenas, está uma sequência dos dois de quando invadem um casamento e praticamente destroem tudo que havia lá.

Fotografia toda linda em lugares fantásticos

Um dos pontos que mais chamam a atenção de Casa Comigo? é a fotografia. Todo e qualquer filme que passe na Irlanda, com aquelas montanhas verdes maravilhosas e cenários mágicos, é lindo que chega a doer. Muito lembra o excelente O Melhor Amigo da Noiva, cujos roteiristas são os mesmos.

É comédia romântica, tem muita coisa que acontece em todos os filmes do gênero, mas mesmo assim Casa Comigo? não é clichê e cumpre muito bem a sua proposta de diversão.

Declan e suas tiradas sem fim

É, definitivamente, aquele tipo de filme para se assistir sempre que estiver passando na televisão.

Recomendo.

Teca Machado

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

E você, quem é? – Do The Bro Code


O The Love Code tem uns textos tão legais que é impossível não querer compartilhar com vocês. O que está abaixo me emocionou. Achei tão real, tão sensível e tão lindo! Ainda bem que existe gente que escreve bonito assim (E homens que pensem e ajam assim).



E você, quem é? – Ique Carvalho

Eu só tenho um amor para oferecer.

E, na maior parte das vezes,

esse amor é aquele,

que ninguém vê.

Até que um dia,

uma garota,

resolveu mudar a história.

Ao invés de:

“Não quero sofrer.”

Ela disse:

“Prazer. E você, quem é?”

Eu sou aquele,

do primeiro beijo,

ao arrepio e tremor no joelho.

Que todos os dias vai acordar e,

enviar uma mensagem:

“Bom dia.”

Que todas as noites, antes de dormir,

vai ligar e dizer:

“Boa noite. Até amanhã.”

Eu sou aquele,

que vai esperar você secar o cabelo,

para roubar um beijo.

Que vai te abraçar, girar e,

tirar o seu ar.

Eu sou aquele,

que vai andar de mãos dadas e,

ficar do lado de fora da calçada.

Que está disposto,

a esperar a noite toda,

para beijar a sua boca e,

descer até a nuca.

Arrepia, né?

Eu sou aquele,

que vai pegar a sua mão pequena e,

te chamar pra dançar.

No início,

não vai dar muito certo.

Sou tímido.

Vou pisar no seu pé e,

abrir aquele sorriso meio bobo.

Eu sou aquele,

que vai achar engraçado,

o seu all star furado.

Que vai dirigir por horas,

para te buscar na porta.

E claro,

vou esperar do lado de fora do carro.

Eu sou aquele,

que depois da primeira vez,

vai dançar com você em cima da cama,

ao som de Michael Bublé.

Eu sou aquele,

que antes de ir,

vai fazer cafuné e,

esperar você dormir.

Que colo e,

coração acelerado,

não é por acaso.

Eu sou aquele,

que vai deitar na areia e,

contar as estrelas.

Eu sou aquele,

que não precisa de hashtags ou anel,

para ser fiel.

Sacanagem, só na cama,

tudo bem?

Ah!, não levante.

Só uma vez,

não é suficiente, ok?

Eu sou aquele,

que vai te ligar,

no meio da tarde.

Muitos acham isso bobo,

mas sempre vou dizer eu te amo,

na frente dos outros.

Eu sou aquele,

que vai te aceitar do jeito que você é.

Ansiosa, apaixonada e,

um pouco desajeitada.

CARAMBA! – ela disse.

Eu perguntei:

“O que foi?”

Bom, isso tudo realmente vai acontecer? – ela perguntou.

E se acontecer? – respondi.

Duvido!

Um mês, eu dou um mês para você se tornar um idiota. – ela respondeu.

Ok. — falei.

Não! NÃO! Três meses! – ela disse.

Ok.

NÃAOOO!!!! PARA!! SEIS MESES! – ela disse.

Ok. – respondi.

Ela se inclinou e,

me beijou.

Um ano se passou.

Ontem,

ela sentou ao meu lado e,

disse:

“Você fez tudo,

o que disse que iria fazer.

Obrigado,

por me oferecer um amor,

que ninguém vê.” – ela suspirou.

— Bem, assim — falei – esse amor não existiria,

se naquele dia,

você não tivesse dito “sim”.

Eu quero mais um ano – ela falou.

— Não — eu disse.

— Sério?  — ela perguntou, boquiaberta.

— Vem, chega mais perto — falei, baixinho —

Eu só tenho um amor para oferecer.

E, entenda,

esse amor é aquele,

que tem início,

mas não tem fim.”


Chorou?  Eu quase, hahaha.

Teca Machado 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Fangirl – Morrendo de amor por Rainbow Rowell


Nos últimos tempos tenho visto muita gente falando maravilhas sobre Eleanor & Park, da autora Rainbow Rowell. Não sei porque, não me interessei muito pela sinopse, apesar das críticas positivas. Mas quando vi Fangirl, da mesma autora, numa livraria dos EUA, a capa me chamou a atenção, assim como a sinopse. Comprei um para chamar de meu e li as 448 páginas em inglês em apenas três dias. Agora entendi porque Rainbow Rowell é tão amada! O livro ainda não foi traduzido para o português, mas em breve a editora Novo Século (A que publicou meu lindão I Love New York), vai lançar a obra aqui no Brasil, até com o mesmo título e capa.


Em Fangirl conhecemos Cath. Apaixonada pelos livros do Simon Snow (Uma espécie fictícia de Harry Potter), ela praticamente devota sua vida ao personagem desde criança. Tem camisetas, pôsteres, desenhos, filmes e tudo o mais relacionado a ele. E não é só isso, escreve fanfiction (Quando alguém escreve histórias e contos sobre livros de outras pessoas) de Simon e tem um blog muito acessado. Sua irmã gêmea Wren também era assim, até que ao irem para a faculdade, ela resolve que quer se desligar um pouco de Cath e de tudo relacionado aos livros. Tanto que nem quer ser colega de quarto da irmã, que ficou “presa” a Reagan, uma garota meio maldosa e sem interesse em amizade com um namorado que vive no quarto delas, Levi.

Wren é toda descolada e divertida, já Cath é introspectiva e sem traquejo social. Tudo o que Cath quer é ficar quieta no seu canto, tendo as aulas e sem fazer amizades. Para piorar a situação, sua professora de Escrita Criativa (Eu PRECISO ter esse tipo de aula) acredita que fanfiction é a pior coisa do mundo. Mas alguns amigos vão surgindo, inclusive Reagan, Levi e Nick, um rapaz da sua aula de Escrita Criativa que tem mais interesse em pegar as histórias de Cath do que ser seu amigo.

Rainbow Rowell
Fangirl é divertido e tocante. Impossível não se identificar com Cath, ainda mais quando o assunto é Simon Snow. Tudo bem que nós somos mais normais, mas quem nunca ficou louca em relação a uma série de livros, especialmente Harry Potter? Ela é exagerada e meio doida, mas conheço gente assim. Com o passar do livro, vamos conhecendo Cath e gostando dela cada vez mais, mesmo que às vezes dê vontade de sacudir ela e dizer “Sua burra! Acorda e larga de bobeira”. 

O livro é narrado em terceira pessoa, mas Cath é o foco, temos acesso a todos os pensamentos e medos da garota. Wren é meio vaca, principalmente quando tenta afastar Cath da sua vida, mas é impossível não amar o seu jeito “Mundo, me ame! Nasci para brilhar”. Levi é um dos personagens masculinos mais carismáticos e gracinhas que eu já vi. Sei que vivo falando isso, mas acho que estou apaixonada! Hahaha. Reagan é ótima, do tipo que você PRECISA ser amiga, por baixo do exterior durão e intimidador há uma pessoa incrível.

A escrita de Rianbow Rowell é doce, divertida e muito leve, mesmo nos momentos de tensão que acontecem aqui e ali. No fim da vontade de abraçar o livro e ficar ninando ele, dizendo “Amo você e nunca vou deixar nada de mal te acontecer”. Além de criar toda a história de Fangirl, a autora ainda se deu ao trabalho de escrever trechos (Às vezes meio longos demais) dos livros de Simon Snow. Haja criatividade, foram praticamente vários livros em um.

O meu veredicto sobre Fangirl é: AMOR POR TODA A VIDA ETERNAMENTE BFF’S 4EVER.

Recomento muuuuuuuuito.

Teca Machado

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Peppy, o gatinho motivacional


Ai, não! Segunda-feira de novo? Não fiquem tristes! (Bom, eu não estou. Nesse momento passeio alegremente pelas ruas de Barcelona. Beijinho no ombro, haha). Vou apresentar para vocês o Peppy, um gatinho cheio de estilo que vai te deixar mais feliz.

Vocês se lembram do October Jones, aquele ilustrador sobre quem eu falei aqui que desenhava personagem na cara das pessoas no trem? Ele atacou novamente, mas dessa vez com o Peppy. Querendo motivar as pessoas em seus cansativos dias de trabalho, ele deixa bilhetes com o gatinho em trens e ônibus com frases bem-humoradas.

Bom, sei que eu sorriria ao ver isso.
















October Jones, sou mais ainda sua fã agora!

Boa semana para vocês!

Teca Machado

sábado, 16 de agosto de 2014

Dark Horse em 20 estilos musicais


Anthony Vincent consegue cantar em qualquer estilo. Qualquer estilo mesmo. Tanto que tem uma “banda” chamada Ten Second Song (Música de Dez Segundos). Ele pega canções já consagradas e as regrava em outro gênero ou outros vários gêneros.

Uma das melhores criações dele é a Dark Horse, da Katy Perry, em 20 estilos musicais.

Genial é uma das palavras que dá de descrever. 


Gente com talento é outra história...

Eu queria saber quanto tempo ele demora para fazer isso.

Teca Machado


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Engarrafamento de barcos no Mercado Flutuante de Bangkok - Por Iara Vilela


O Mercado Flutuante é do tipo de passeio que você ama ou odeia. Eu amei, mas confesso que o ar de “coisa para gringo ver” incomoda um pouco. Ele já foi um mercado de verdade usado pelos moradores da região, mas hoje é uma mistura de camelô aquático com 25 de Março e uma praça de alimentação. Ainda assim, é muito legal ver as senhorinhas com suas canoas lotadas de frutas, flores e tem até “barco lanchonete”.


Esse mercado não fica beeeem em Bangkok. Na verdade ele fica na província de Ratchaburi, a uns 100 km de Bangkok e na boa, não vale a pena ir sozinho! Bangkok é uma cidade que tem um trânsito um tanto quanto caótico, portanto, chegar nesse vilarejo não é das tarefas mais fáceis. 

Os passeios não costumam ser caros. Eu paguei uns ฿500 na alta temporada, o que equivale a R$ 36,00 e isso no passeio completo, com translado de ida e volta desde o hotel. Não é impossível ir sozinho, mas esse é do tipo de passeio que um translado faz diferença.


O Float Market foi um dos lugares que me fez refletir sobre as nossas necessidades. A Tailândia é um país pobre, em que qualquer trocado significa muito dinheiro e o turismo é a fonte de renda de dezenas de famílias. Em todo o mercado você pode ver senhoras, já de bastante idade, remando os barcos para os turistas ou vendendo suas mercadorias.


Chegando na cidade você vai até uma espécie de mini-porto, onde te colocam nos barcos. São – no máximo – 8 pessoas por barco e é aí que o passeio começa de verdade. Nós fomos em um barco com motor, mas é possível alugar um barco à remo por 5 dólares, mas aí é bem mais lento.


Bem antes de chegar ao mercado o barco passa pelo labirinto de canais, que mais parecem ruas. Nesse trecho já é possível constatar que os moradores usam mesmo esses canais e cada um tem seu barquinho em casa. Achei essa parte mais interessante do que o próprio mercado, porque a gente passa em frente as casas e vê a “vida real”, costumes e a arquitetura do povo tailandês. Vimos barcos lotados de crianças uniformizadas para a escola, passamos por um templo e por plantações.


Somente depois de uns 15 minutos é que chegamos ao mercado, que também é bem bacana. Como fomos em alta temporada o mercado estava super cheio e tinha até um engarrafamento de barcos. Foi divertido ver o pessoal discutindo para ver quem passaria primeiro! Descemos em um ponto para andar e o lugar é absolutamente cheio de lojas de souvenir. Particularmente achei os preços caros já que no Weekend Market estava tudo com preço menor.



Fomos andando até cruzar uma rua (sim, essa é de verdade) e chegar em um outro ponto. Nesse lado existem mais lojas e restaurantes. Como sempre, comi muito bem! Há muita opção de restaurantes e lojas. Mas, sem dúvidas o mais legal é conversar com esse povo magnífico, que sempre se mostrou interessadíssimo pelo Brasil. Por várias vezes buscaram mapas para que a gente pudesse mostrar onde ficava nossa casa e claro, sempre citavam o futebol e nosso ex-presidente Lula, sério! o.O

Iara Vilela é jornalista e como boa wanderluster, ama viajar e já conhece mais de 50 cidades em 11 países. Ela também gosta de chocolate, esmaltes, cervejas especiais, tulipas, moda e é dona de um São Bernardo e de um Golden Retriever. Pseudo-nerd que é, adora toda a obra de J.R.R. Tolkien e Isaac Asimov, além de ter paixão por festivais de música! Entre uma viagem e outra, ela escreve para este lindo blog e também para o"Com Erros Aprendi", que conta furadas e erros de navegação em muitas de suas viagens pelo mundo!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Os anos 1950 revividos em 2014


Sabe quando você tem a impressão de que nasceu na década errada? De que acha que se divertiria muito mais se dançasse jazz nos anos 1920, ou se fosse jovem nos loucos anos 1970 ou mesmo vestisse as roupas bregas, mas divas, dos anos 1980? 

Tem um pessoal nos EUA que resolveu esse problema. Como acham que os anos 1950 eram os melhores, decidiram fingir que ainda estão na década de dourada de Elvis, milk-shakes e dinners.

Olhem que coisa louca:

Comunidade Rockabilly: Conheça a cidade onde todos se comportam como se vivessem em 1950


À primeira vista, você pode confundir e pensar que essas fotos são muito antigas.

Mas, elas estão ganhando fama mundial por serem de um grupo de pessoas que vivem em uma comunidade chamada Rockabilly nos Estados Unidos – eles se vestem, dirigem e decoram suas casas exatamente como os americanos faziam em 1950.

Jennifer Greenburg, de 36 anos, é professora e assistente de fotografia na Universidade de Indiana Northwest. Ela acompanha os Rockabillies há mais de 10 anos e afirma: “Há pessoas lá fora que legitimamente querem imitar a década de 1950. Eles se mudaram para os subúrbios, tiveram filhos e vivem atrás de uma cerca branca”.

O nome Rockabilly se refere a um gênero de música popular nos anos 50 que mistura rock’n roll com outros estilos. Agora, o nome serviu para classificar um grupo de pessoas que compartilham afinidades por uma determinada fase que deixou marcas em suas vidas, de uma forma ou de outra.

“No começo eu pensei que a cultura era sobre moda”, disse Greenburg. “Então eu percebi que era muito, muito mais do que isso. Eu percebi que isso era uma cultura de pessoas que funcionavam como em uma comunidade”.

No ‘coração’ da comunidade Rockabilly encontra-se um grande amor pela qualidade e pelo design. Os anos 50 foram um momento em que os produtos de grande consumo ganharam os EUA, sendo produzidos por grandes designers industriais que aliavam estética com funcionalidade.

“Nós não tínhamos produtos descartáveis como ‘Made in China’, como temos agora. Quando você comprava uma torradeira, ela durava décadas e funcionava perfeitamente. Se quebrasse, você apenas consertava, não jogava em um aterro sanitário como ocorre agora”, declarou Greenburg.

O grupo não é restrito a um tipo de pessoa específica, ou seja, é possível encontrar nele vários ramos da sociedade como médicos, engenheiros, professores, banqueiros, etc. A cultura criada pela comunidade agrada muitos membros da alta sociedade.

“Alguns participantes fazem a sua vida dentro da cultura, mas a maioria tem a mesma diversidade de trabalhos que qualquer pessoa tem. Alguns trabalham vestindo roupas misturando o passado com o presente. Outros já são mais radicais e se vestem como antigamente, mesmo no trabalho”, disse.

Ainda segundo ela, muitos usam roupas da época e não são identificados nas ruas. Isso ocorre porque a moda não mudou tanto quanto as pessoas pensam: “A saia lápis agora é a mesma saia lápis que encontrávamos em 1950. A diferença é que agora, provavelmente, a saia vem da China e não vai durar mais do que três lavagens”, disse.

Ser da comunidade é mais do que apenas usar objetos e ter uma casa retrô. Eles usam Cadillacs bem preservados e sabem resolver qualquer problema que apareça no motor. O grupo sabe restaurar e consertar qualquer produto, de lâmpadas a costuras de roupa.

“As crianças da comunidade adoram o jeito que vivem e odeiam cantores como Justin Bieber”, salientou.


 



E aí, alguém me acompanha até lá? Eu também acho que os anos 1950 foram a melhor década.
:D

Teca Machado