terça-feira, 30 de setembro de 2014

O melhor de Meg Cabot – Série A Mediadora


Apesar de ser super fã da Meg Cabot, por mais incrível que pareça nunca tinha lido a série A Mediadora, uma das mais famosas e considerada a melhor da autora. Minhas amigas do Meg’s Army Book Club ficaram chocadas, todas com cara de “Como assim?”, já que o nome do blog é até em homenagem a ela, nossa líder suprema. Então, resolvi comprar o box com a série de seis livros (Gente, veio até numa bolsinha para guardar os livros, super amor) e li o primeiro, A Terra das Sombras, em uma tarde. Juro, uma tarde e 280 e poucas páginas. Não, eu acho que não tenho mesmo muito o que fazer da vida.


Em A Mediadora, conhecemos Suzannah Simon, que prefere ser chamada de Suze. Com 16 anos, ela está trocando a metrópole Nova York pela ensolarada cidade de Carmel, na Califórnia. O seu pai morreu quando tinha apenas seis anos, então agora a mãe se casou de novo, com Andy, e eles se mudaram para o outro lado do país. Ele, também viúvo, tem três filhos mais ou menos na idade da garota, Jake, Brad e David (Ou Soneca, Dunga e Mestre, como ela prefere chama-los). Suze está feliz com isso, gosta da ideia de mudar de ares e ir para um lugar onde os problemas do passado talvez não a encontrem. 

A protagonista até pode parecer uma garota normal, mas é uma Mediadora: uma pessoa que vê fantasmas e os ajuda a fazer a travessia para o outro lado. Isso já rendeu muitas situações difíceis para Suze, como ser presa algumas vezes, ser pega falando sozinha e ter que explicar porque quebrou algumas janelas, portas e cadeados e estar em cemitérios de noite. Pensando que finalmente está livre dos fantasmas de Manhattan, ela se dá conta que vai morar numa casa com mais de 200 anos, o que para ela nunca é bom sinal. E mais: além da cama linda de dossel e da vista extraordinária da praia, seu quarto conta com um inquilino, Jesse, um fantasma de 1800 e pouco que mora ali. O problema não é só o fantasma em si, mas ele ser muito gato, educado e inteligente. Suze está pela primeira vez feliz por sua habilidade de tocar as aparições (Habilidade que ela usa geralmente para bater nelas).

Meg Cabot
No primeiro livro da série, A Terra das Sombras, somos apresentados aos personagens principais e ao universo da Mediadora. A história nesse caso gira em torno do novo colégio onde Suze vai estudar, que conta com uma notícia boa e uma notícia ruim. Boa: O diretor, o padre Dom, também é um Mediador, o primeiro que ela encontra. Ruim: Heather, uma ex-aluna que suicidou por causa do término de um namoro nas férias de Natal, está furiosa e quer matar o ex-namorado a qualquer custo. E quanto mais furiosa, mais poderes ela tem. É o fantasma mais difícil, teimoso e poderoso que tanto Suze quanto o padre Dom encontraram.

Apesar do tema muitas vezes dramático, A Mediadora é uma série bem humorada, divertida e com uma leitura super rápida. Meg Cabot faz você querer ler todos os livros de uma vez só. Suze é sarcástica, ácida e cética. Parece sempre durona, mas no fundo tem um coração mole. É teimosa e meio fútil como toda adolescente, mas tem seus momentos maturidade. Jesse é apaixonante, mesmo eu tendo lido só o primeiro livro ainda. Já estou gamada e entrou na minha lista de periguete literária. David, irmão de Suze, é a coisa mais gracinha do mundo, assim como o Padre Dom, o Andy e a mãe dela. Quero ser amiga de todos! Me falaram muito sobre o pai dela também, mas como nesse volume ele aparece pouco, não posso dizer muito.

O livro tem alguns erros de tradução e digitação, mas isso não chega a incomodar, tão imerso você fica na história.

A série já está completa, são seis livros:

1. A Terra das Sombras
2. O Arcano Nove
3. Reunião
4. A Hora Mais Sombria
5. Assombrado
6. Crepúsculo

Mas Meg Cabot nos deu um bônus em maio: Anunciou que em 2015 vai lançar um 7º livro de A Mediadora (E o 11º do Diário da Princesa), para comemorar o 15º aniversário da série. Ele se chamará Remembrance (Lembrança) e terá muitas páginas. Oba! Fãs de Meg no mundo todo já estão quicando de alegria.

Recomendoooo!

Quer comprar? Tem aqui na Livraria Janina.

Teca Machado

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

"Retorno 201": um livro e 186 coautores!


Lá no blog do Meg’s Army Book Club tem muito post legal que eu e mais seis leitoras compulsivas escrevemos todos os dias da semana sem falta. Um da semana passada que eu adorei e achei que tinha a cara do Casos Acasos e Livros foi o da Emily Antonetti, que passou por aqui há um tempo com o texto Conversas Imcompletas.

"Retorno 201": um livro e 186 coautores!

Um bom livro é fruto de diversos fatores, entre eles está a interação de quem conta uma história e aquele que a consome. Supondo que cada leitor interpreta um livro de forma diferente, as pessoas acabam criando sua própria história em paralelo àquela que está sendo contada. Eles se tornam, de certa forma, simbólicos coautores de cada obra que leem. Uma editora romena quis provar essa teoria propondo algo novo ao seu público: assinarem uma página misteriosa de um livro que estavam prestes a lançar. 

A Editura Vellant convocou seus voluntários por meio do facebook para participarem dessa empreitada. Em pouco tempo, 186 pessoas - entre leitores, amigos e formadores de opinião - receberam uma página do livro online sem qualquer tipo de informação sobre o autor ou a condução narrativa da obra. Cada participante foi convidado a personalizar a página recebida à vontade, libertando a imaginação. Estava valendo tudo: desenhar, corrigir, comentar, questionar ou, até mesmo, deixar uma mancha de café. A primeira página (p. 75) retornou à editora em um prazo surpreendentemente rápido, em menos de 24 horas após a apresentação do projeto ao público.

(Imagem/Reprodução: Editura Vellant - "Retorno 201", Guillermo Arriaga)

(Imagem/Reprodução: Editura Vellant - "Retorno 201", Guillermo Arriaga)

Após esse processo, a Vellant reuniu as páginas que retornaram por e-mail e preparou uma surpresa: uma edição especial - e limitada - do tão ilustrado livro. Logo, as duas versões da obra foram lançadas (a "original" e a "colaborativa") em uma festa conjunta reunindo seus 186 coautores. Nela, os participantes descobriram o resultado de todo mistério: o livro de contos "Retorno 201", do prestigiado autor mexicano Guillermo Arriaga e seus cúmplices. A revelação mostrou que, até mesmo, o próprio Arriaga participou do projeto - esboçando, em uma das páginas, os contornos da rua Retorno 201 e as casas habitadas pelos personagens de sua narrativa. 

(Imagem/Reprodução: Editura Vellant - "Retorno 201", Guillermo Arriaga)

Um contador de histórias consagrado, Guillermo Arriaga segue a cartilha de que a obrigação de um escritor é descobrir o significado da morte para celebrar a vida. As 14 histórias que compõe o volume de "Retorno 201" retornam obsessões literárias presentes em seus romances: "Esquadrão Guilhotina", "Um Doce Aroma de Morte" e "O Búfalo da Noite". Um universo sem enfeites e que apresenta a indiferença, a violência, a promiscuidade, a falta de respeito e o absurdo de maneira crua. Por vezes, despertando nos leitores uma espécie de compaixão pela humanidade devastada retratada em seus roteiros e livros. Vale destacar que Arriaga é o responsável pelos roteiros de filmes como "Amores Perros", "21 Gramas" e "Babel", sob direção do cineasta mexicano Alejandro González Iñarritu.

"Retorno 201" faz parte do projeto "O CARTE ÎNSEMNATĂ" ("Um Livro Significativo"). A obra colaborativa é um labirinto de emoções que ultrapassam as mensagens do enredo ao inserir meta-informações de dezenas de histórias pessoais. É livro que vem da vida. Seja ao evocar o "Retorno 201", a rua homônima localizada num caótico bairro isolado na Cidade do México, ou seja ao expor traços da personalidade de quem o percorreu munido de caneta em mãos. No Brasil, a edição "original" está disponível no mercado, em português, pela Gryphus Editora.    

Gostou da ideia? Confira mais imagens da versão colaborativa de "Retorno 201" clicando aqui.

Emily Antonetti

Legal, né?

Emily, obrigada por me “emprestar” seu texto de novo, hehe.

Teca Machado

sábado, 27 de setembro de 2014

Brilho – Sobre espaço, uma Nova Terra e atrocidades do ser humano


Costumo dizer que eu sou que nem um gatinho: Vejo coisas brilhantes e já vou em direção a elas. Foi assim com o livro Brilho, de Amy Kathleen Ryan, que peguei em parceria com a Livraria Janina. Foi mais um daqueles casos em que aconteceu amor à primeira vista pela capa, uma das mais lindas que já vi. E não só a capa é excelente, mas também o enredo fantástico criado pela autora que tem mestrado em escrita criativa.

Não dá de ver na foto, mas TODOS esse pontos brancos da capa são glitter!

Não deixe o título bonito e capa cintilante te enganarem a ponto de você achar que é só mais um romance adolescente bobinho. Até tem romance, mas nem de longe é o foco, nem de longe mesmo. Brilho é comparado a Jogos Vorazes em complexidade de personagens, enredo, mortes e mundo onde estão inseridos. Ele é um livro que te deixa sem fôlego. Passa no espaço, com situações onde o oxigênio falta, então acaba que meio que me sinto como os personagens. Amy soube nos prender, amarrar, deixar curiosos e implorar para saber como termina.

Em Brilho a Terra não tem mais condições de abrigar a raça humana e nem os animais (Algo recorrente em filmes e livros, né?). Mas os cientistas encontraram um planeta habitável, o chamaram de Nova Terra e construíram duas naves para enviar para lá a humanidade e a nossa fauna e flora para que não fôssemos extintos. 

Há mais de quarenta anos viajando, a nave New Horizon foi lançada um ano antes da Empyrean, por isso, as duas nunca deveriam se encontrar durante o caminho, pois são milhões de quilômetros que a distanciam. Mas não é isso que acontece. Por algum motivo, as mulheres da New Horizon se tornaram inférteis, então, para poder continuar com a missão de repovoar um novo planeta, eles desaceleraram, se encontraram com a Empyrean no meio do caminho, sequestraram todas as garotas, mataram quase todos os adultos e deixaram os meninos praticamente sozinhos.

Amy Kathleen Ryan
Kieran e Waverly, primeiros filhos da nova geração da nave Empyrean, namoram há um tempo e espera-se que logo casem e tenham filhos. Para Kieran isso é óbvio. Bom moço, ajudante do capitão e inteligente, ele é o próximo na linha de comando da nave. Já Waverly não pensa o mesmo sobre seu futuro, não quer ser vista apenas como uma reprodutora, e por vezes fica incerta, ainda mais que também pensa bastante em Seth, um rapaz antissocial e brilhante. Mas quando Waverly é sequestrada e Kieran fica para trás tendo que cuidar de centenas de garotos desesperados, ambos precisam criar estratégias para salvarem a si próprios e aos outros tripulantes daqueles que deveriam ser seus aliados, mas se tornam inimigos: os vizinhos da nave New Horizon.

Brilho tem o trunfo de mudar a lealdade do leitor facilmente. Num momento você não gosta de um personagem, depois de outro e não sabe ao certo quem é vilão, quem é bonzinho. O que se tem certeza é: Ninguém é perfeito. E, pelo que vi da sinopse de Centelha, continuação lançada mês passado, isso vai acontecer mais ainda. Os personagens vão evoluindo, às vezes de maneira que você nem imagina.

Amy Kathleen Ryan criou um universo (No caso, literalmente universo) fantástico, com o espaço e as naves sendo cientificamente precisos, mas com explicações que qualquer leigo no assunto entenda. Narrado em terceira pessoa, o livro é dividido em atos, sendo o foco alternado entre Waverly e Kieran.

É interessante como há todo um debate sobre os seres humanos serem seus próprios sabotadores, com nós mesmos sendo responsáveis pela nossa extinção. Fora que a autora explorou bem a atitude das pessoas frente ao caos e ao desespero, principalmente crianças e adolescentes totalmente despreparados para a situação. Enquanto de um lado rola ditadura e rebelião, do outro há uma teocracia inquestionável.

Agora, cá estou eu, curiosíssima para saber o que acontece em Centelha (Apesar de que estou muito triste que a capa, mesmo bonita, não seja cheia de glitter, haha).


Recomendo muito.

Quer comprar? Então corre aqui no site da Livraria Janina!

Teca Machado

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Princesas Pop


Já perdi as contas de quantos posts sobre princesas Disney já passaram por aqui. Aneis de noivado de princesas, princesas da vida real, finais infelizes das princesas, princesas historicamente precisas, atrizes e cantoras na pele de princesas, princesas com Annie Leibovitz, princesas, princesas, princesas. E o legal é que vocês nem reclamam, porque dia de post com elas sempre tem muito acesso no blog. E hoje, adivinha sobre o que eu vou falar com vocês?

Bruxas!

Não, mentira, sobre princesas mesmo, haha.

O site Rabisco Pop transformou nossas doces, ingênuas, boazinhas, puras e cuti cuti princesas Disney em outro tipo de realeza: As princesas Pop! Então nem preciso dizer para vocês que a pureza e a ingenuidade foram lançadas pela janela, né?

Pocahontas de Nicki Minaj


Adeus canções sobre as cores do vento e alô músicas sobre sexo e coração fazendo bumburumbumbum.


Ariel de Lady Gaga


Combinou bastante porque de vez em quando Lady Gaga aparece por aí com umas conchas no lugar do sutiã e até mesmo com rabo de sereia.


Rapunzel de Miley Cyrus


Acho que o Flynn vai ter uma surpresa quando chegar em casa hoje. Pelo menos ela não está pelada pendurada numa bola de demolição.


Branca de Neve como Katy Perry


Combinou bastante pelo cabelo preto e olhos azuis. 


Tiana (A Princesa e o Sapo) de Rihanna


Divou total! A Princesa vai ser a rainha do pântano se chegar vestida assim em Nova Orleans.


Bela de Ariana Grande


O cabelo é idêntico e sempre o mesmo. As duas adoram isso e detestam mudanças.


Aurora de Lana del Rey


Uma só dorme e a outra tem uma voz que dá sono. Par perfeito!


Jasmine de M.I.A.


A Jasmine sempre teve essa pegada meio M.I.A., né? 


Merida (Valente) de Geri Halliwell, das Spice Girls


Combinou totalmente e maravilhosamente. Gente, e esse cabelo indomável, como a personalidade das duas?

Fonte: Rabisco Pop

Teca Machado


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Encontrada – À Espera do Felizes para Sempre: Continuação de Perdida


Como eu disse há pouco tempo, meu coração tem um novo dono e o nome dele é Ian Clarke, do livro Perdida (Comentei aqui), da autora brasileira Carina Rissi. Agora que li Encontrada – À Espera do Felizes para Sempre, a continuação, fiquei ainda mais loucamente apaixonada por ele (Me desculpa, Caio, mas é a verdade). Carina nos tinha entregado um livro sensacional com Perdida e agora deu uma sequência igualmente maravilhosa, que peguei em parceria com a Livraria Janina. Nem sei de qual dos dois eu gosto mais.



A partir de agora, spoilers do primeiro livro. Se não leu, não continue, por favor.

Depois de ter conseguido ficar permanentemente em 1830 ao lado de Ian, seu verdadeiro amor que estava num tempo diferente do seu por um erro de percurso, Sofia tem certeza que agora vai ser feliz para sempre, simples assim. Mas ela não tem ideia de como é difícil se adaptar a um século diferente do seu em costumes e tecnologia, por isso cada vez mais se mete em apuros e diz coisas absurdas para a sociedade da época, como falar palavrões e a insistência de construir um banheiro com privada, algo que nem existia ainda.

Prestes a se casar com Ian, a falta de diálogo entre eles, algumas mentiras (Ou fatos omitidos, como Sofia prefere pensar) e uma tia Cassandra mais do que chata e intrometida, podem fazer com que o tão esperado feliz para sempre de Sofia esteja longe, ou mesmo impossível. E a culpa de quase tudo é dela mesma. Amor verdadeiro nem sempre é o suficiente para que atritos e brigas não aconteçam.

Carina Rissi
Sofia continua bem carpe diem, divertida, impulsiva e espontânea. Fatos que fizeram Ian se apaixonar logo de cara, assim como o leitor. Tudo bem que ela é uma mula de teimosa, nos fazendo ter vontade de sacudi-la e gritar “Vai logo contar tudo para o Ian, senão eu vou!”. E é ela quem nos proporciona os momentos mais engraçados da história. Ian continua Ian, mas numa versão melhorada e muito mais apaixonante (Pausa para suspiros por ele). Extremamente apaixonado, querendo dar o mundo a Sofia, não muito recatado e muito educado (Além de bem rico, haha), é o sonho de toda e qualquer mulher. Se eu fosse escolher um personagem da ficção para casar, com toda certeza do universo seria ele (E olha que eu sou uma periguete literária).

Os personagens secundários são maravilhosos também. Madalena, Gomes, Elisa, Teodora, Lucas, Dr. Almeida, Padre Antônio e até mesmo a chata da tia Cassandra. Todos bem construídos, com personalidades marcantes e importantes para a história de alguma maneira.

É engraçado como Carina Rissi descreve ser sem detalhada demais e nos transporta facilmente para o século XIX. Conhecemos alguns costumes da época, como a maneira que as mulheres encontravam para não engravidar (O que deve ter resultado em milhares de bebês), as peças de roupas absurdas, os bailes e festas e muito mais. E, como da outra vez, a autora deixa de fora a escravidão, como se ela nunca tivesse acontecido.

Com um final extremamente sensacional, mágico e que ninguém espera, Encontrada tem um enredo divertido, diferente e cheio de confusões (Me senti a narradora das propagandas da Sessão da Tarde usando essas palavras, haha).  Carina, você arrasa! Pode nos encher de livros e histórias maravilhosas sempre que quiser.

Recomendo um monte, um tanto, muitão.

Quer um para você? Compre aqui na Livraria Janina.

Teca Machado

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O Doador de Memórias – Sobre o filme


Não é muito do meu feitio assistir ao filme antes de ler o livro, mas no caso de O Doador de Memórias, de Lois Lowry, fiz isso. Queria ler, mas ainda não tinha a obra em papel, já estava o filme nos cinemas e tudo o mais, então fui logo de uma vez porque estava curiosa. A produção do diretor Phillip Noyce é interessante, diferente e um ótimo entretenimento.


Alguns críticos disseram que por vezes o filme é insípido. Mas é para ser mesmo, porque a sociedade passa a ser assim, na mesmice. O mundo como conhecemos não existe mais e a raça humana teve que recomeçar e realizar mudanças para que dessa vez não houvesse mais guerras ou ódio. Todas as diferenças entre as pessoas foram eliminadas e ninguém sabe o que aconteceu com o planeta antes do período do recomeço, apenas uma pessoa, o Receptor (Jeff Bridges). 

Vivendo numa comunidade onde tudo é igual, sistemático, preto e branco (literalmente), sem sentimentos profundos e cada um tem um lugar pré-definido na sociedade, Jonas (Brenton Thwaites) é diferente. Ele consegue ver além, de vez em quando até algumas cores, por isso que quando entra na idade adulta, é escolhido para um dos cargos mais importantes da comunidade, ser o próximo Receptor.

O Doador de Memórias e o novo Receptor

Em treinamento com o Receptor sênior, que passa a ser o Doador de Memórias a Jonas, o rapaz começa a enxergar a história da humanidade, as cores, a alegria, o amor, as risadas, os sentimentos, tudo do que as pessoas foram privadas. Mas também as guerras, as chacinas, a tristeza, a perda e todo o mau. Com todas essas novas informações, Jonas passa a questionar os Anciões, o governo da comunidade, e pretende revolucionar e expor a verdade a todos.

O grande trunfo de O Doador de Memórias é a produção de fotografia, que é muito bonita, mesmo quando o filme está em preto e branco. Jonas passa a ver as cores devagar, uma de cada vez, tornando tudo mais brilhante com o tempo. Quando passa a ter acesso das memórias do Doador, a velocidade das imagens é contagiante. Fora que a comunidade onde vivem é muito bem projetada, com suas casinhas todas iguais, pessoas iguais, móveis iguais e vidas iguais. Me lembrou bastante o setor da Abnegação de Divergente.

Das cenas em preto e branco, Fiona e Jonas

Outro destaque é Brenton Thwaites e Odeya Rush, no papel de Fiona, amiga de Jonas. Os dois são jovens, sem muita experiência no currículo (Ele foi o Príncipe Phillip de Malévola), mas se sobressaem. Quando passa a conhecer o nosso mundo, Jonas realmente fica emocionado e a alegria e espanto estão estampados em seus olhos. Meryl Streep, como a Anciã Chefe, é sempre a diva da atuação mundial. Meryl, te amo! E Jeff Bridges entrega um Doador que faz o espectador gostar muito dele. Mas o melhor personagem, para mim, foi o Gabe, um neném lindo, maravilhoso e fofinho interpretado pelos gêmeos Alexander e James Jillings.

O enredo de O Doador de Memórias é muito interessante. É cheia de pontos inexplicados e sem amarração final, que acredito que serão desvendados nas próximas produções. A obra de Lois Lowry é uma das primeiras distopias e foi fonte de inspiração para muitas outras (Desconfio que Veronica Roth, de Divergente, se inspirou aí). Talvez não seja algo que hoje, para nós que estamos acostumados com Jogos Vorazes, Delírio, Estilhaça-me e outras histórias do gênero, seja completamente ousado e inusitado, mas para a época em que foi escrito sim. Mas nada disso tira o brilho do filme.

Meryl Diva Streep e Jeff Bridges

Como não li o livro, não posso dizer se a produção cinematográfica é realmente parecida ou não. Fui ao cinema com a Dudi Kobayshi e ela me disse que lembra, mas mudou bastante coisa. A ideia central é a mesma, segundo ela. Bom, já já eu leio e falo para vocês mais sobre isso.

Recomendo.

Teca Machado

terça-feira, 23 de setembro de 2014

O Lip Art de Laura Jenkinson


Aí você, mulher, fica toda felizinha porque conseguiu passar batom vermelho sem errar a linha da boca. Só que quando vê a obra da beauty artist inglesa Laura Jenkinson percebe que ela é quem sabe pintar os lábios. Ela chama o que faz de Lip Art (Arte Labial).

É meio estranho o trabalho da Laura quando você começa a olhar, mas é impressionante, isso a gente não pode negar. Usando maquiagem artística, ela transforma seus lábios e o queixo em personagens infantis que conhecemos e amamos.





























Fonte: Ipidia

Uma pessoa com talento é outra coisa, né? Não sei desenhar nem no papel, quanto mais em mim mesma.

Laura, está de parabéns, viu?

Teca Machado