terça-feira, 31 de março de 2015

Caminhos da Floresta: O dia em que a Disney perdeu a mão numa produção


Estava empolgadíssima para assistir Caminhos da Floresta. Tinha todos os ingredientes que me fazem morrer de amor: Disney, Meryl Streep, Johnny Depp, musical, contos de fadas, elenco de peso e o gostoso gato Chris Pine. Empolgadíssima, assisti nesse final de semana e fiquei decepcionada. Não é ruim, mas também não é tão bom. Segundo o Felipe, meu companheiro eterno de filmes no cinema e no Popcorn Time, ele adorou o final. “Principalmente porque acabou”, completou logo em seguida a frase.


A verdade é que Caminhos da Floresta, do diretor Rob Marshall, poderia ter terminado na metade. O roteiro segue aquele fim iminente, quando tudo se resolve e, por ser contos de fadas, caminha para o “e viveram felizes para sempre”. Mas em seguida tudo se embanana de novo e o filme começa mais uma vez em um ato quase separado do primeiro, parecendo até basicamente outro filme que foi colado ali. E é nesse momento que tudo se perde.

A trama central de Caminhos da Floresta tem o padeiro (James Corden) e sua esposa (Emily Blunt), que desejam desesperadamente ter um filho. Descobrem que o motivo para a infertilidade é uma maldição da Bruxa (Meryl Streep). O pai do padeiro, quando teve a esposa grávida da primeira filha, roubou verduras do seu jardim, por isso a Bruxa roubou o bebê, no caso a Rapunzel (Mackenzie Mauzy), e jogou um feitiço em todos os seus descendentes. 

A esposa do padeiro e o padeiro

Bruxa

Para desfazer essa trágica maldição, o padeiro e sua esposa devem pegar quatro itens para a Bruxa: Uma capa vermelha como sangue, um sapato puro como ouro, uma vaca branca como o leite e um cabelo dourado como milho. “Invadindo” a história da Chapeuzinho Vermelho (Lila Crawford), da Cinderela (Anna Kendrick - no caso o seu sapatinho é de ouro, não de cristal), de João e o Pé de Feijão (Daniel Huttlestone) e da Rapunzel, o casal basicamente perde os escrúpulos no desejo de realizar seus sonhos.

Enquanto o casal sai em busca dos objetos, os outros contos de fadas acontecem paralelamente, com a Cinderela fugindo de um príncipe gato, mas muito cafajeste (Chris Pine), o lobo (Johnny Depp) engolindo a Chapeuzinho, a Rapunzel se apaixonando pelo seu príncipe (Billy Magnussen) e João subindo o pé de feijão até o céu dos gigantes.

Cinderela

Lobo mau, ui! Hahaha

Chapeuzinho Vermelho

João do pé de feijão



Um dos maiores problemas de O Caminho das Florestas é que o roteiro parece certas vezes preguiçoso, já que muitas coisas ficam sem explicação. O fim da Bruxa é um exemplo. Por que aquilo aconteceu e qual foi o sentido? E também por que a Cinderela foge todo dia a meia-noite sendo que dessa vez ela não tem toque de recolher e a festa dura três dias? 

Vai aí um pequeno spoiler que precisa ser comentado: Um personagem após uma traição conjugal cai de um penhasco. Sim, senhoras e senhores, a morte vem para os infiéis, tomem cuidado! Fora que para os mocinhos não tem problema nenhum matar o suposto vilão, que apenas estava desnorteado após ter sido saqueado três vezes e ter seu marido morto por um dos bonzinhos. Está tudo errado e não é pelo fato de ser uma releitura mais sombria das histórias da Disney baseadas nos Irmãos Grimm. É porque muito não faz sentido mesmo.

Mas não podemos reclamar do elenco. Temos nomes de peso que são incríveis. Meryl Streep, Johnny Depp, Emily Blunt, Anna Kendrick, Chris Pine, Christine Baranski e outros. E mesmo que muitos deles apareçam pouco transformam a cena. Meryl Streep é maravilhosa sempre, mas não acho que merecia uma indicação ao Oscar por Caminhos da Floresta. 


Disney é Disney e não podemos esperar pouco da produção no quesito técnica. O cenário e os efeitos visuais são lindíssimos, etéreos, mas sombrios, assim como o figurino. Uma das melhores sequências é quando os dois príncipes competem entre si para saber quem é mais apaixonado no melhor número musical do filme em uma cachoeira de encher os olhos.

Por falar nas músicas: Chatas. Agony, dos príncipes, e Into The Woods, número de abertura, são maravilhosas, mas as outras são todas iguais e cansam o espectador. Talvez por ter sido baseado num musical de 1987, com o mesmo nome, a direção não tenha sabido passar a história dos palcos para as telas. Só sei que não combinou.

A melhor e mais verdadeira frase do filme:

"Fui criado para ser encantado, não sincero" - Chris VERY HOT Pine
Recomento um pouco, só para você ver o visual do filme e o Chris Pine, haha.

Teca Machado


segunda-feira, 30 de março de 2015

Supernova - O Encantador de Flechas: Distopia brasileira


Se tem uma coisa que tem me enchido de orgulho nos últimos anos é ver autores nacionais lotando as prateleiras de livrarias com livros incríveis. É muito amor para esse meu coração de escritora! E não é bom só ver os autores ousando cada vez mais, mas também perceber o público se interessando por obras brasileiras e consumindo nossa literatura. Posso dizer com gosto que Supernova – O Encantador de Flechas, de Renan Carvalho, é uma das produções brasileiras que você deveria ler. É muito bom, muito bom mesmo.

Livro cedido pela editora

Supernova – O Encantador de Flechas, lançamento de março da Editora Novo Conceito, é uma distopia diferente de todas as outras que já li. Um dos pontos que mais gosto do gênero é a criatividade dos autores ao criar sociedades totalitárias e ditatoriais e o Renan Carvalho criou um mundo, uma cidade, na qual foi possível mergulhar e se sentir parte do enredo, parte do cenário. A empatia com os personagens foi tanta que enquanto lia, me sentia super oprimida como eles.

Acigam é uma cidade atrasada. Enquanto todas as outras vivem e respiram os ensinamentos e avanços da Ciência e do uso de energias, o local teve a sua fronteira fechada há 15 anos, ninguém entra, ninguém sai, nem conhecimento. Tudo o que é ensinado nas escolas é aprovado pelo governo e quem utiliza esse tipo de “mágica”, vulgarmente chamado de mago, é caçado por terríveis soldados chamados Silenciadores

Leran Yandel, um rapaz de 17 anos, sabe que o mundo lá fora é muito diferente de Acigam. Seu avô conheceu outras cidades antes das fronteiras fecharem e aprendeu a Ciência, por isso é um mago membro da Guilda, uma associação clandestina reprimida pelos Silenciadores. O homem passa seus ensinamentos ao neto, que tem sede de conhecimento e se aprimora cada vez mais nas habilidades. 

Prestes a terminar a escola, o futuro de Leran é incerto e sem muitas opções nessa cidade atrasada. Mas de repente ele se vê no meio de uma guerra civil entre governo e magos, uma revolução sem precedentes que envolve os Yandel mais profundamente do que ele poderia imaginar. É um conflito que além de acabar com a cidade, separar sua família e atentar contra a sua vida, pode partir o seu coração de forma inimaginável.

Com muita ação, lutas, traições, mortes e correria, Supernova – O Encantador de Flechas me tirou o fôlego várias vezes. A leitura foi fluida, rápida e fácil. Uma frase que utilizei muito enquanto lia foi “Mas que vaca!”, me referindo a vários personagens, haha. Foram muitas surpresas e reviravoltas. O Renan Carvalho soube criar um enredo instigante que me deixou extremamente curiosa para saber como terminaria.

E ele terminou muito bem. Deu um fechamento para vários aspectos do livro, mas não da história toda, então podemos esperar mais obras, oba! Ficamos com a curiosidade satisfeita em quase tudo, mas ainda instigados a ler os próximos volumes porque tem muita coisa para acontecer. Tanto que no final dessa edição já temos uma prévia do que vem por aí, A Estrela dos Mortos.

Recomendo bastante.

Teca Machado


sábado, 28 de março de 2015

História mundial, viagem no tempo e um cachorro que adota um menino: As Aventuras de Peabody e Sherman


Não sei vocês, mas eu sempre gostei muito de aula de História (Nerd...). Saber o passado, o que aconteceu, qual foi o resultado. Acho que isso é reflexo de amar ler (ou amar ler é reflexo disso, vai saber). Outra coisa que eu gosto demais são desenhos animados. Então, uma animação que junta aulas de História, personagens carismáticos, tiradas inteligentes e um visual muito bacana com certeza ia ganhar o meu coração. Foi o caso de As Aventuras de Peabody e Sherman, do diretor Rob Minkoff, que tem no seu currículo O Rei Leão.


O desenho da Dreamworks, que já tem um ano, é um pouco mais infantil do que estamos acostumados com o gênero ultimamente. Tem piadas e sacadas para os adultos, mas ele é mais focado no público mais novo. Não que isso tire o charme da produção, que brilha na sua inocência e ingenuidade.

O Sr. Peabody, dublado no português por Alexandre Borges, é um cachorro. Mas não é um cão comum. Ele é o cachorro mais inteligente que já passou na face da Terra e tem até Ph.D em Harvard. Depois de várias realizações científicas e de carreira, aprender a fazer drinks, cozinhar e a dançar flamenco, resolveu se lançar a um novo desafio: Adotar uma criança. Ele foi o primeiro cachorro a adotar um menino, e não o contrário.



Como o bom cientista que é, para ensinar história ao Sherman, seu filho, cria uma máquina do tempo. Dessa forma o garoto pode ver em primeira mão a Revolução Francesa, o descobrimento da América, como a guerra estourou e outros fatos importantes. Mas tem um porém. Como estamos falando sobre a linha do tempo, todo cuidado é pouco. Há duas regras: 1) Não mudar nada no passado e 2) Não voltar para um dia em que você já tenha nascido e correr o perigo de encontrar com você mesmo.

Aprendendo sobre Maria Antonieta

Mas regras estão aí para serem quebradas, ainda mais quando Penny, a fofa arqui-inimiga e rival de colégio de Sherman, vai até a sua casa e duvida que ele tem uma máquina do tempo. E é nesse momento que a História mundial começa a sofrer colapsos, já que a menina deseja ser rainha do Egito, eles atrapalham Leonardo DaVinci e sem querer vão parar dentro do Cavalo de Troia, além de encontrarem com eles mesmos no passado.


Como como rainha do Egito

Divertido ao mesmo tempo que é educativo, emocionante em vários momentos de relacionamento entre pai e filho, As Aventuras de Peabody e Sherman foi uma grata surpresa para mim. Minhas sobrinhas queriam assistir e eu sentei com elas na sala só para fazer companhia. No fim das contas, não sei quem gostou mais, eu ou elas, haha.

Em Troia

A produção foi baseada num desenho dos anos 1960 chamado História Improvável. Já tinha muito tempo que o diretor Rob Minkoff desejava transformar o projeto de Sherman e Peabody em realidade, mas sua primeira tentativa foi num live-action que o estúdio descartou. Ainda bem que virou desenho, porque tenho sérios problemas com filmes com pessoas reais que tenham cachorros falantes. Animações eu aceito numa boa.

Recomendo.

Teca Machado

sexta-feira, 27 de março de 2015

A Vingança dos Sete – Penúltimo livro de Os Legados de Lorien


Por mais que eu seja uma pessoa super com cara de que só ama romances e chick lits, sou fã de fantasia, distopia, ficção, aventura, thriller e policial. Ou seja, gosto de tudo um pouco quando o assunto são histórias. Não importa o gênero, importa se é bem contada. E os livros de ficção da série Os Legados de Lorien (Mais conhecido como Eu Sou o Número Quatro), de Pittacus Lore, são muito bem contadas, viciantes e cheias de reviravoltas. A Vingança dos Sete, quinto livro e último lançado até o momento, continua esse enredo instigante e termina com um gancho sensacional para o sexto volume, que dizem ser o final.


O livro de Pittacus Lore, pseudônimo de James Frey e Jobie Hughes, que peguei em parceria com a Livraria Janina, continua exatamente onde o volume anterior, A Queda dos Cinco (Comentei aqui), finalizou. Se você não leu as obras anteriores, a partir de agora pode conter spoilers do enredo.

A Garde está em frangalhos. O Cinco, no fim das contas, era um traidor (Ahá, eu sabia!), matou Oito na missão da Flórida e machucou feio Seis e Nove. Marina está completa e totalmente furiosa e lhe dá uma bela de uma lição. Enquanto isso em Chicago, John (Quatro) finalmente acordou do seu coma, mas despertou em meio ao caos, pois Ella foi sequestrada pelos Mogadorianos, Sam, seu pai e Sarah quase morreram e agora eles estão sem rumo, sem casa e sem o conforto do apartamento que era o seu quartel general.

Com a narrativa dividida entre três personagens - Quatro, Seis e Ella – temos uma visão bem abrangente de tudo o que acontece, pois cada um deles está numa frente de batalha diferente. Quatro, Sam e seu pai querem destruir os Mogadorianos por dentro, descobrir suas falhas e derrubar o governo corrupto que deixou esses aliens se infiltrarem. Para isso eles contam com um aliado inusitado: Adam, um Mogadoriano do bem que conhece os pontos vulneráveis da sua raça.

Esse "é" o Pittacus Lore
Seis está tentando voltar da Flórida e se encontrar com Quatro e o restante da Garde que permaneceu em Chicago. Quando se reúnem, ela parte numa missão para o México com Marina para descobrir um local sagrado lorieno que pode ajudar a vencer a guerra.

Já Ella descobre uma terrível verdade do seu passado, que envolve Sétrakus Rá, o líder Mogadoriano, e tenta se libertar a todo custo do futuro que viu em visões e da nave onde tem sido mantida prisioneira.

Só digo uma coisa: Continuo gamada pelo Quatro e o Nove é o personagem mais badass e divertido que já passou pela minha vida.

A Vingança dos Cinco é um livro corrido, ágil e surpreendente, assim como os outros da série.  E tem aquela pontinha de humor que deixa tudo melhor e leve. Para mim foi um dos melhores volumes do Legados de Lorien. A única coisa que continuo reclamando é que apesar de usar fontes de letras diferentes para caracterizar cada narrador, sem o nome deles no início da página fica meio difícil saber sobre quem é o capítulo se você não ler alguns parágrafos.

Como sempre, o final tem uma amarração para o próximo volume e essa definitivamente me deixou de queixo caído, gritando com o livro “COMO QUE EU VOU ESPERAR UM ANO PELO PRÓXIMO LANÇAMENTO?”. Enquanto ele não chega, que talvez será chamado de O Destino dos Dez, vou me divertir com os contos avulsos chamados Os Arquivos Perdidos.


Legados de Lorien


Eu Sou o Número Quatro 
O Poder dos Seis 
A Ascensão dos Nove
A Queda dos Cinco
A Vingança dos Sete
O Destino dos Dez (Ainda não publicado)


Os Arquivos Perdidos


Os Arquivos Perdidos: Os Legados da Número Seis
Os Arquivos Perdidos: Os Legados do Número Nove
Os Arquivos Perdidos: Os Legados dos Mortos
Os Arquivos Perdidos: A Busca por Sam
Os Arquivos Perdidos: Os Últimos Dias de Lorien
Os Arquivos Perdidos: Os Esquecidos
Os Arquivos Perdidos: A Origem do Número Oito
Os Arquivos Perdidos: Os Legados do Número Cinco
Os Arquivos Perdidos: De Volta a Paradise
Os Arquivos Perdidos: A Traição do Número Cinco

*Ainda falta traduzir quatro

Recomendo um monte.

Quer comprar? Tem aqui na Livraria Janina

Teca Machado

quinta-feira, 26 de março de 2015

O drama de ser dramático – Projeto Drama Queen #23


Vivemos falando aqui na coluna Projeto Drama Queen sobre o drama de ser isso, o drama de ser aquilo, mas nunca falamos sobre o drama de ser dramático! É, minha gente, não é fácil ter que *ajeitar a coroa* o tempo todo, se melindrar com os pequenos aspectos da vida e ainda ouvir as pessoas reclamando que você faz tempestade num copo d’água. 
Me desculpa, sou assim, o meu coração é sensível e sempre será. Quase canto a música de Gabriela toda vez que alguém me manda engolir o choro ou parar de fazer drama. “Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim...” Deal with that, my friend! Desses olhinhos sempre cairão lágrimas por qualquer motivo aparentemente besta. Costumo dizer que não tenho culpa de fazer drama, meus canais lacrimais vieram com defeito. Eles só respondem a si mesmos, não a mim.

Um ponto muito importante de ser dramático é que qualquer coisinha que sai fora do roteiro nos descabela. Se você assiste Friends, vai entender quando eu disser que nesse ponto me identifico com a Monica (Courtney Cox). Se acho que a pessoa está chateada comigo, mesmo por algo bobo, fico sem paz, quero fazer de tudo para que ela me ame loucamente de novo. E sei que a Carol Daixum me entende, já que ela é igualzinha e nossos papos sempre tem um “Você está chateada comigo? Desculpa”. Bom que as duas loucas se completam.

Claro que eu preferia não me deixar ser atingida por quase tudo nesse mundo, mas o que posso fazer? Sou basicamente feita de manteiga, derreto fácil fácinho. Então o que me resta é abraçar esse meu lado dramático e ser feliz assim. Lady Gaga já dizia em Born This Way, “just love yourself and you’re set” (Apenas ame você mesmo e você está pronto). Estou me amando, estou me amando!

Ser dramático não é uma escolha. Você é. A drama queen pode até tentar mudar isso, mas é basicamente impossível. Traços de personalidades não são mutáveis, atitudes sim. Então você pode até ter aprendido a segurar o choro, não reclamar em voz alta ou dar chilique. Por fora pode até ser uma pessoa ponderada, mas com certeza por dentro você estará se remoendo. Eu sei do que estou falando, já tentei.

***

Lembrando que o Projeto Drama Queen é uma parceria entre o blog Pequena Jornalista e o Casos Acasos e Livros. Achou que nós somos exageradas demais? Relaxa, é de propósito, aí que está a graça! Quem quiser ler os textos anteriores, é só procurar na caixa de busca ao lado. Quer participar dessa coluna? Mande um e-mail para casosacasoselivros@gmail.com. Quer ver um tema que te faz ter dramas? Dê sugestões.

Em breve teremos novidades, fique de olho!

Beijos,

Teca Machado

quarta-feira, 25 de março de 2015

Unbreakable Kimmy Schmidt – Uma série para não deixar de assistir


Imagine ter passado os últimos 15 anos afastado do mundo num bunker subterrâneo. Agora, quando você retorna para a sociedade, precisa entender coisas como selfie, redes sociais, celulares sem botões, descobrir que o Michael Jackson morreu e que os Hansons cortaram o cabelo. Por essas e outras dificuldades passa Kimmy Schmidt (Ellie Kemper), na ótima série Unbreakable Kimmy Schmidt.

"A vida começa quando o mundo não acaba"

Criada por Tina Fey, a mesma do clássico filme Meninas Malvadas (Regina George rules!) e do seriado 30 Rock, a série tem 13 episódios e já tem uma segunda temporada confirmada. Yeah! 

Uma produção do Netflix, ela é engraçada, inusitada, positiva, fofinha, cheia de tiradas inteligentes, referências e por vezes otimamente nonsense. Unbreakable Kimmy Schmidt é uma grata surpresa entre tantos seriados de comédia sempre iguais lançados nos últimos anos.


Kimmy Schmidt (Ellie Kemper), ainda adolescente, foi sequestrada e obrigada a participar de um culto apocalíptico que prendia mulheres num bunker subterrâneo. Depois de 15 anos acreditando que o mundo tinha acabado, elas foram resgatadas pela CIA e jogadas no mundo real. Kimmy não quer ficar no estado de Indiana, no interior dos EUA, onde tudo aconteceu e se dirige para Nova York. Munida de uma mochila, tênis de luzinha e um sorriso perseverante no rosto, a garota precisa aprender as mudanças drásticas pelas quais o planeta passou na última década e meia e correr atrás das experiências da juventude que não teve.

Companheiras de bunker

Aprendendo sobre selfie

Além do roteiro da ótima Tina Fey, Unbreakable Kimmy Schmidt não seria o que é sem o elenco escolhido. Não há ninguém realmente famoso, mas isso dá todo um charme a mais. Ellie Kemper, a protagonista, foi um achado. Quando ela sorri (o que acontece com muitíssima frequência) queremos sorrir com ela também. Ela tem um toque de ingenuidade, perseverança e doçura, mas não é boba. Nos faz querer torcer desesperadamente pela sua personagem.


Ellie Kemper

Tituss Burgess também é uma ótima pedida. No papel de Tituss Andromedon, ele é um ator de teatro da Broadway que não consegue ingressar na Broadway. Está esperando a sua grande chance. Colega de apartamento de Kimmy, ele é grande, espalhafatoso, egoísta, engraçado e cria uma relação paternal com a protagonista. Jane Krakowski, que era do elenco fixo de 30 Rock, é outra que brilha sempre que aparece. Interpretando uma socialite de Manhattan muy loca, se torna chefe de Kimmy quando esta pede emprego como babá do seu filho. Acontece que mais do que babá, Kimmy se torna uma espécie de amiga da patroa toda problemática.

Tituss Burgess
Jane Krakowski

Tina Fey geralmente aparece nas suas próprias produções, mas infelizmente dessa vez ela só faz um ponta nos últimos três episódios da temporada. Jon Ham, o gatão de Mad Men, também faz ótimas participações especiais.

Unbreakable Kimmy Schmidt é uma delícia de assistir, ainda mais se você gosta da Nova York. A cidade é quase uma personagem em sua fotografia lindíssima, cosmopolita com um quê de residencial. Logo no primeiro episódio temos uma cena maravilhosa em que Kimmy e Tituss, vestido de um genérico Homem de Ferro, cantam a trilha sonora de O Rei Leão no meio da Times Square. Só assistindo para você entender como a sequência faz muito sentido, haha.

Uma das melhores cenas ever

Cada episódio tem apenas 25 minutos e como a série é ágil e divertida, dá para assistir quase tudo numa sentada só. E se prepare: A música de abertura vai grudar na sua cabeça para sempre! 

Depois disso só posso dizer: Tina Fey, amo você! Recomendo muito.

Teca Machado

terça-feira, 24 de março de 2015

Fingindo - New adult para se apaixonar


Sei que digo isso com uma frequência absurda, mas estou apaixonada por mais um personagem de livro e dessa vez minha paixonite é seríssima. Me encontrei com Cade em Fingindo, de Cora Carmack, da editora Novo Conceito, e mesmo já fazendo quase uma semana que terminei o livro ainda não superei esse cara lindo, atencioso, querido e com uma pegada...

Livro cedido pela editora Novo Conceito

Fingindo é a continuação de Perdendo-me. Mesmo não tendo lido o primeiro livro da série, pude entender muito bem a história, pois apesar de entrelaçadas e com personagens em comum, as tramas são independentes.

Em Fingindo o foco é Cade, o melhor amigo da protagonista de Perdendo-me. Ele está arrasado. Bliss, a menina que amava, preferiu ficar com outro cara ao invés dele. Cade acreditava que os dois seriam o casal perfeito: ambos certinhos, estudantes de artes cênicas, sérios, muito parecidos. Mas ela escolheu o cara com sotaque britânico. Agora lhe resta ser amigo do casal e ainda ter que sair com eles. 

E é numa dessas saídas que Cade é abordado por uma menina ruiva, toda tatuada, completamente o oposto dele. Ela deseja que o rapaz seja seu namorado de mentira por um dia. Cansado de sempre fazer o que se espera dele, responde: “Meu nome é Cade Winston. Aluno de mestrado em belas-artes, voluntário, abraçador de mães e seu namorado pelas próximas vinte e quatro horas. Prazer em conhecê-la”.

Max, a ruiva tatuada, é uma musicista. Levando um estilo de vida que os pais desaprovam, fica desesperada ao descobrir que eles chegaram de surpresa na cidade, vão encontra-la em menos de cinco minutos e querem conhecer o genro. Seu namorado Mace é o ápice da desaprovação dos pais, por isso manda-o embora e pede para o desconhecido com cara de bom moço sentado ali perto, no caso Cade, finja ter um relacionamento com ela. 

Serem completamente diferentes é o que inicialmente faria com que não se apaixonassem. Mas será esse o efeito em Max e Cade? Ao invés de afastá-los, talvez as diferenças sejam o motivo que faz com que se completem.

A escrita de Cora é ágil, divertida e muito real, uma história quase verídica. Mesmo escrevendo um romance, não é melodramático e nem cheio de açúcar demais, é sexy sem ser vulgar (a expressão é clichê, mas encaixa perfeitamente). Max e Cade são lindamente construídos pela autora, pois ela escreve em capítulos em primeira pessoa alternando os personagens, então conhecemos a fundo os dois protagonistas que tem uma química incrível.

E mesmo sendo tão diferentes um do outro, Cora soube lhes dar voz, personalidade e características marcantes. Cade, apesar de bonzinho, não é um banana, pelo contrário. É só um rapaz apaixonado que pensa no futuro, o Menino de Ouro. Ele é altamente apaixonante e tem o meu coração. Já Max, mesmo sendo muy loca e raivosa, fora dos padrões de mocinhas que estamos acostumados, no fundo é doce e sofrida, apenas precisando de um cara legal que a ame por ser quem ela realmente é e que a lembre que ser autentica é o melhor caminho.

Me apaixonei por Cora Carmack e estou completamente ansiosa para ler Perdendo-me, o primeiro livro, e Encontrando-me, o próximo da série a ser lançado.

Recomendo muito.

Teca Machado

segunda-feira, 23 de março de 2015

Big Hero ainda mais fofinho


Eu ainda não assisti a lindeza que é Big Hero, mas o personagem tem feito muito sucesso, ainda mais porque ele é super fofinho! 

A artista Demetria Skye, da Escócia, uma ilustradora de apenas 18 anos, desenhou o gigante branco em adoráveis personificações de outros ilustres personagens Disney. Ficou uma graça!
















Fonte: Meu amado e adorado site preferido – Bored Panda

Me deu ainda mais vontade de assistir logo Big Hero!

Teca Machado