sábado, 30 de maio de 2015

Você já fez a lista da sua vida?


Você gosta de listas? Eu gosto, desde pequena. E de contar a sua vida? Eu também gosto. E se você pudesse juntar as duas coisas, sua biografia e listas? Melhor ainda! Essa é a premissa do livro Listografia – Sua Vida em Listas, criado por Lisa Nola e com ilustrações de Nathaniel Russel.


É mais um livro daquela leva de livros que não são apenas para ler. Hoje em dia tem livro para colorir, para destruir, para desenhar, para rasgar, para furar... Enfim, uma interação com o leitor para que ele possa fazer a sua obra exclusiva, que ninguém mais tem igual.

A autora afirma que teve a ideia de Listografia porque é nostálgica e ama pequenos detalhes da vida, então queria um local para compartilhar suas experiências, mesmo que no final das contas seja lido apenas por você mesmo ou só pelos amigos e parentes mais próximos. “Acredito que todos deveriam ter a sua biografia”, ela afirma.


O livro tem perguntas comuns, como “Liste os lugares as pessoas que você ama” ou “Liste os seus maiores medos”, mas tem também algumas peculiares, como “Liste seus hábitos embaraçosos” ou “Liste os lugares mais estranhos onde você já fez sexo”.

No final há uma listagem dos seus “primeiros” e “últimos”. Primeiro carro, emprego, namorado, beijo e etc, assim como os últimos.





As ilustrações de Nathaniel Russel deixam tudo mais divertido e um pouco mais maluco.

Ainda preenchi pouco do meu, mas tenho me divertido.




Listrografia é divertido e um ótimo exercício para memória, além de ser uma forma simples e fácil de guardar a sua história.

Compre um para você aqui na Livraria Janina.

Recomendo.

Teca Machado

sexta-feira, 29 de maio de 2015

"Em caso de emergência: coma esse livro!" - Por Emily Antonetti


Há de se ponderar que o Jeep seria um dos veículos mais porretas para um possível apocalipse maluco. Pense nisso, ele é conhecido por sua durabilidade e capacidade off-road - além de ter um papel de destaque em quase todos os filmes e séries sobre zumbis desde "A Noite dos Mortos-Vivos". Certo? No entanto, a britânica Land Rover está disposta a oferecer uma pequena competição saudável nesse quesito "fim de mundo": incluiu um guia de sobrevivência comestível ao automóvel!

(Imagem: reprodução/Y & R Dubai - "In Case of Emergency: eat this book", Land Rover)
A famosa marca de veículos, em parceria com a agência de publicidade Y & R Dubai, criou um manual de sobrevivência que serve como um valioso suplemento ao tradicional manual do proprietário: "In Case of Emergency: eat this book". A princípio voltado para o mercado no Oriente Médio, o guia oferece os conceitos básicos para sobreviver no Deserto da Arábia e, em caso de extrema necessidade, pode ser ingerido. Já que os desafios no deserto seriam muitos: altas temperaturas, falta de água e, talvez, palavras de apoio. Se você não é telespectador assíduo do Discovery Channel e perdeu todas aquelas informações úteis sobre o mundo afora não se preocupe. Especialistas já fizeram isso por você. Eles pesquisaram sobre todos os animais e plantas nativas que as pessoas pudessem encontrar no local e como eles poderiam ser usados para sobreviverem. Assim como, estudaram a topografia da região e colocaram à disposição um mapa para orientar as pessoas em um trajeto seguro.  

Tudo foi milimetricamente pensado em "nível hard" de aventuras para a vida real. O super guia é feito de um papel de fécula de batata - especialmente desenvolvido para a confecção do pequeno livreto. A impressão só foi possível ao utilizarem uma tinta à base de glicerina, dando-lhe um sabor ligeiramente doce e aquele impulso de energia para a desafiadora jornada. O metal em espiral da encadernação banca o espeto de cozinha improvisado e, para completar, ele vem acompanhado por uma embalagem reflexiva - semelhante a dos exércitos - que pode ser utilizada como sinalizador para pedir ajuda. Vale destacar que, mesmo lacrado, o livro tem um prazo de validade de até, no máximo, dois anos. 

(Imagem: reprodução/Y & R Dubai - "In Case of Emergency: eat this book", Land Rover)
(Imagem: reprodução/Y & R Dubai - "In Case of Emergency: eat this book", Land Rover)
(Imagem: reprodução/Y & R Dubai - "In Case of Emergency: eat this book", Land Rover)
Mas, como você poderia se perder e necessitar dele mesmo? Eles explicam: "há traição e perigos por toda parte. Você poderia despencar de repente em uma vala por centenas de metros. Ficar submerso em uma duna em colapso. Ou ficar desorientado em uma tempestade de areia e acabar o combustível. E, se você tiver sorte suficiente para sobreviver a tudo isso, ainda há desidratação, fome, insolação, alucinações e criaturas com pomposos nomes em latim para você lidar". 

Não tenho certeza do quão apetitoso um manual de sobrevivência poderia ser.. mas, se rolar um inevitável apocalipse zumbi você pode ter que recorrer à medidas drásticas. Ideal não seria. Porém, com o valor nutricional de um cheeseburguer (372 calorias), só ele poderia salvar sua vida um dia. Melhor prevenir do que remediar. Aliás, o recomendável é não comer de uma só vez e racionar algumas páginas. E, principalmente, não se esqueça de ler antes de mandá-lo para o seu sistema digestivo - você pode perceber que engoliu todas as informações necessárias para mantê-lo vivo à longo prazo.

E não para por aí. A empresa criou recentemente outro livro que promete dar uma mãozinha na camuflagem perante a natureza selvagem: o "Personal Extinction Prevention Book"Além de dar dicas sobre como se proteger de animais perigosos, ele literalmente o faz. Cada página possui um pacote selado que contém lenços umedecidos em óleos naturais e ingredientes voltados à repelir ou neutralizar a ameaça oriunda dessas criaturas. O banho, na base da gambiarra, pode salvar a sua pele, literalmente.   

(Imagem: reprodução/Y & R Dubai - "Personal Extinction Prevention Book", Land Rover)
(Imagem: reprodução/Y & R Dubai - "Personal Extinction Prevention Book", Land Rover)
"In Case of Emergency: eat this book" foi enviado para 5 mil clientes cativos da marca, doado para novos consumidores e colocado à disposição, gratuitamente, em lojas de produtos esportivos. O conceito do livro comestível alcançou a estatueta de bronze na categoria Direct Marketing no Cannes Lion Awards. Enquanto que o "Personal Extinction Prevention Book" obteve a tiragem de 3 mil exemplares e venceu o Grand Prix de Design no Dubai Lynx Award. O sucesso, de ambos, foi tão grande que a empresa planeja fazer novas impressões e distribui-los em ampla escala. Agora, se você fosse mordido por um zumbi, inclassificável, a única coisa que falta é uma pílula de cianeto ou uma bala de revólver. Mas, tenho certeza que os advogados não concordariam com esses termos. Loucura ou não, a literatura se confirma como uma verdadeira "salva-vidas'.  

Gostou da ideia? Então, confira alguns trechos das preciosas dicas que o guia proporciona e pense em como adaptar para as nossas redondezas - só por garantia.

PERDIDOS NO DESERTO  
"Primeiro, pergunte a si mesmo a seguinte questão: será que alguém sabe que eu sumi e vão dar o alarme? Se você respondeu 'sim', fique em seu carro. Ele vai ajudar as equipes de resgate a encontrá-lo. Se você respondeu 'não', você precisa se ​​mover. Viajar à noite economiza energia e evita a exposição ao calor e desidratação".

ABRIGO 

"Proteja-se contra as condições climáticas montando um abrigo. Fixe uma das extremidades de um pedaço de tecido (como um casaco) ao solo utilizando estacas de madeira. Angule a outra extremidade do material para cima e prenda-o em dois ramos verticais. Coloque as folhas sobre o material e mergulhe-o com um pano para o melhor isolamento do sol. O ângulo do abrigo deve ser baixo o suficiente para formar um espaço morto entre você e o sol". 

SINALIZANDO POR AJUDA 

"Se um avião ou um helicóptero voar perto, levante ambos os braços em um 'formato Y'. Não grite, eles não podem te ouvir".

Emily Antonetti 



quinta-feira, 28 de maio de 2015

Não pise num ouriço-do-mar – Projeto Drama Queen #32



Você está lá na praia, toda feliz e bronzeada, vendo tanto acima da água quanto embaixo um dos cenários mais lindos que já viu na vida. Fica tão vidrada com o recife e com a vida marinha que nem percebe que tinha um ouriço no meio do caminho, no meio do caminho tinha um ouriço. E entre o caminho e o ouriço, pior ainda, tinha o seu pé. Um pé com pé de pato, ou seja, só com a pontinha do calcanhar para fora. Mas como Murphy é malandrinho e adora aplicar a Lei dele em você só para saber quanto drama você faz, você pisa no ouriço, justo com a pontinha do pé que estava para fora.

Droga, Murphy!

Esse foi um dos meus dramas mais recentes. Estava numa viagem para Punta Cana com o meu noivo e o pessoal do seu trabalho. Tudo lindo, tudo maravilhoso, um passeio de barco em mar aberto em piscinas naturais. Era apenas o segundo dia de viagem ainda. Aí eu fui e pisei em um ouriço-do-mar.

Posso dizer uma coisa para vocês: Doeu para caramba.

Numa paisagem dessa eu NÃO estava preocupada com ouriço-do-mar

O recife onde eu pisei estava logo ali à direita...

Dei um berro, sem saber porque estava doendo (Ai, Jesus, um tubarão mordeu meu pééé???) e levantei o calcanhar para fora da água. Quando olhei, uns seis espinhões enormes metade para dentro da pele e metade para fora. Meu noivo me rebocou para o barco em que estávamos e juntou aquele tanto de gente para ver o que aconteceu com a desastrada que não consegue passar uma viagem sem machucar, cair ou sofrer um acidente.

O motorista do barco, um dominicano, tirou os espinhos, passou um antibiótico e pediu para eu não colocar o calcanhar no chão pelo resto do dia. Não que eu tivesse intenção de fazer isso, estava latejando. Vi que tinham quatro pontinhos pretos ainda no pé, perguntei se era espinho e o cara disse que não, que era tinta do ouriço, para nem preocupar que saia. Ok. Não deixei isso estragar o resto do passeio. Continuei nadando, me diverti e tudo o mais, mesmo que doendo.

Enfiei meu pé em vinagre (Porque segundo os locais e o Google, ele dissolve o espinho), mas não adiantou. No outro dia estava doendo e inchado. E no seguinte também. E no outro. Até o fim da viagem, já estava colocando o pé no chão, mesmo que meio incomodo. 

Parece piscina, mas é mar. E o meu pé já estava carimbado aí.

Voltei para casa quase uma semana depois do ocorrido, vida normal, vida que segue. Mas o troço ainda estava incomodando. Tinha certeza que tinha espinhos lá dentro do pé. Até que não aguentei mais. Fui ao hospital, no Pronto Atendimento. “Vai ser simples. Fazer um cortezinho, tirar e voilá”. Fui sozinha, bem tranquila. Chegando lá, o médico disse que estava bem fundo e que ia precisar fazer uma mini cirurgia para tirar. Oi? “E vai doer muito, viu? Calcanhar é sensível”. Que “legal”. Quando o médico diz que não vai doer, sempre dói. Se ele diz que vai doer muito, o que será de mim?

Fiquei tensa, mandei mensagem para o noivo: “Cadê você para segurar minha mão?” e para a amiga “Bel, estou sozinha, vou tomar anestesia e a minha bateria está acabandooooooo”. Fora que a minha mãe não podia vir me acudir e o meu pai estava fora da cidade.

No fim das contas, DOEU PARA CARAMBA. Eu não falo palavrão, mas na hora que o médico aplicou a anestesia local quatro vezes, uma para cada espinho, xinguei mentalmente, confesso. No fim saí de lá com o pé enfaixado, mancando e latejando. E voltei dirigindo para casa ainda.

No outro dia tive dois casamentos e um evento de trabalho. Fui com a faixa no pé, fazer o que. Passei mais quatro dias mancando, mas acho que agora, mais de uma semana depois, está 100%. Ou quase.

Então, uma dica para a vida de vocês: Não pise num ouriço-do-mar.

***

O Projeto Drama Queen é uma parceria dramática, exagerada e humorística entre os blogs Casos, Acasos e Livros e Pequena Jornalista, com participação especial de outras blogueiras que queriam dar o seu relato. Procure os outros textos na barra lateral de busca. Tem um drama para nos contar? Envie para projetodramaqueen@gmail.com.

Teca Machado

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Grizzler, o “phodographer”,


Você vive tirando foto do seu cachorro? Eu sei, ele merece, afinal, ele é lindo. Mas já pensou se fosse o contrário, se o seu cachorro fotografasse você ou tudo o que gosta, assim como nós fazemos? Ia ser legal, né? Ainda bem que a Nikon pensou nisso.

Usando o trocadilho “phodographer”, a empresa arrumou seu primeiro cão fotógrafo: Grizzler.

Usando um monitor cardíaco acoplado numa câmera da empresa pendurada no pescoço do cachorro, cada vez que Grizzler fica empolgado ou feliz (Ou seja, tem seus batimentos cardíacos elevados), a máquina bate uma fotografia. Há até um slogan fofinho: “Photography Straight From the Heart” (Fotografia direto do coração).

O resultado é super interessante e podemos ver como é a vida dos cachorros do seu ponto de vista.



Esse é o Grizzler:



E essas são suas fotos:













Fonte: Vi no Bored Panda

Engraçado como um par de chinelos deixa ele empolgado, haha.

Estou querendo fazer isso com o meu cachorro, mas tenho certeza que só vai ter foto de comida...

Teca Machado

terça-feira, 26 de maio de 2015

Apenas Um Dia: Gayle Forman ataca novamente!


Você já parou para pensar que apenas um dia, só um diazinho de nada, pode mudar a sua vida para sempre? Trágico e meio exagerado, eu sei, mas essa é a verdade. Quando você se permite experimentar aquilo que é diferente, que te dá medo, tudo pode virar de ponta cabeça. E isso pode ser maravilhoso.

Depois de Se Eu Ficar (Comentei aqui) e Para Onde Ela Foi (Aqui), Gayle Forman ganhou um espaço especial no meu coração literário. Essa mulher sabe escrever histórias emocionantes, interessantes e que vão de acordo com as batalhas que os jovens adultos travam diariamente. Seu livro Apenas Um Dia, da editora Novo Conceito que peguei em parceria com a Livraria Janina, é um dos melhores que li esse ano (E olha que já foram muitos!). E se você está com o pé atrás por medo de essa ser uma história tristíssima como dos outros livros, não se preocupe. Essa não é de chorar.


Alysson é uma garota certinha, organizada, sistemática, que anda na linha e tem o seu futuro todo traçado. Ou seja, vive uma vida meio chata e previsível. Ao terminar o ensino médio, seus pais lhe dão de presente uma viagem pela Europa para visitar os pontos turísticos e culturais mais famosos do mundo. Claro que o grupo de jovens que está com ela nesse curso de extensão gosta de se divertir, beber, ir à festas e fugir da programação. Mas Alysson não. Ela é do tipo que após a visita ao museu passa a noite no hotel vendo filme ou dormindo.

No final do tour, Alysson resolve fazer um pequeno desvio da agenda quando Willem, um holandês espírito livre, a chama para assistir a sua apresentação ao ar livre de uma peça de Shakespeare. Em seguida, ele a convida para trocar de planos e passar um dia com ele em Paris. Sem destino, sem planos, sem saber o que esperar. Contra todas as expectativas, Alysson vai. Esse período de 24 horas com Willem transforma profundamente a garota, para o bem e para o mal. Um livro sobre amor, mágoa, vida, destino, crescimento, amadurecimento e se perder para se encontrar.

Gayle Forman
Apesar de parecer que a obra inteira passa em apenas um dia, como o título dá a entender, o período em Paris, o dia que transforma Alysson, é só uma parte. A partir daí vemos como a vida da protagonista se desenrola e o que mudou. Isso é ainda mais interessante do que eu esperava, pois vemos as consequências dos atos e entendemos de uma maneira muito mais profunda os sentimentos, as revelações e o amadurecimento dela. Enquanto lia, Gayle Forman foi me surpreendendo e levou a história a rumos que eu não imaginava lá no começo. Temos um panorama geral do que apenas um dia, se permitir viver de verdade, pode fazer conosco.

Alysson é meio chata. Certinha demais, é óbvio perceber que ela está perdendo o melhor da vida e da juventude. Mas suas inseguranças, problemas familiares e modo de agir são totalmente justificáveis, de modo que podemos nos identificar com ela. Mas ainda bem que Willem aparece para sacudir um pouco das coisas, mesmo que ele seja uma incógnita. Ele gostou mesmo de Alysson? Ou é uma conquista de um dia só? Ele é um paquerador? Só um ótimo ator ou tem sentimento envolvido? Mesmo sem saber qual é a dele, dá para se apaixonar pelo cara juntamente com Alysson, mesmo com o alto risco de um coração partido.

Gayle Forman descreve Paris e outros locais de forma linda e real. Dá detalhes dos lugares por onde Alysson passa, mas só o suficiente, em momento nenhum fica chato ou com descrição exagerada da Cidade Luz. Dá até vontade de falar “Alysson, espera aí que eu vou com vocês!”.

Apenas Um Dia é um livro doce, empolgante e maravilhoso. Estou esperando ansiosíssima a continuação, Apenas Um Ano, que pelo que entendi é o ponto de vista de Willem de toda essa história. E quem leu o primeiro, com certeza está curioso para saber o que ele tem a dizer.

Recomendo muito.

Compre um para você aqui na Livraria Janina.

Teca Machado


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Que tal livro digital onde a história viaja junto com leitor? - Por Larissa Klein




O escritor Marcelo Rubens Paiva escreveu uma história diferente, que vai viajar junto com seus leitores. É um romance que muda de locação de acordo com o lugar do mundo onde o leitor está. A história é sempre a mesma, a trama também, mas as referências culturais e geográficas [museus, praças, restaurantes, etc.] mudam de acordo com o roteiro de viagem do leitor.

Se você viajar durante a leitura, a história viaja junto, num ótimo contexto para promover o programa de milhagem Smiles. Há limitações, claro, por isso só estão disponíveis dados para Nova York, Paris, Rio de Janeiro, Lisboa, Roma e Buenos Aires, com a promessa de adição de novas capitais no futuro.





Para criar o “Trip Book Smiles”, a FCB Brasil desenvolveu uma tecnologia especial que identifica onde o leitor está por geolocalização. Ele estará disponível em e-reader especial e também em um aplicativo, que poderá ser baixado gratuitamente para usuários de iOS e Android.

O “Trip Book” tem como a data de hoje o seu lançamento e abre caminho para um novo jeito de contar histórias. É o primeiro do gênero no país e faz parte das comemorações de 20 anos do programa de fidelidade Smiles.

Confira vídeo sobre o livro:




Larissa Klein

sábado, 23 de maio de 2015

Maquiagem é uma arte


Hey, ama Nova York? Quer ganhar um exemplar do meu livro I Love New York (Tem resenha dele aqui) e de Crônicas de Nova York (Resenha aqui), de Ana Célia Cavalcante? Vai lá no meu perfil do instagram (@tecamachado) que está rolando um sorteio duplo. Eu se fosse você participava, hein?

Saber maquiar-se não é apenas um conhecimento, é uma arte (Uma arte que eu ainda não dominei, diga-se de passagem). Quando vamos a alguma festa ou evento, procuramos ajuda de maquiadores profissionais, mas no dia a dia é mais difícil encontrarmos tempo (e dinheiro, óbvio) para uma visita diária ao make up artist preferido.

Na internet encontramos muitos vídeos e tutoriais sobre maquiagem no estilo faça você mesmo. Eu até tento, mas fica razoável. Dá para enganar numa festa escura, haha. E por mais que sejam práticos e vastos em opções na rede, ainda prefiro livros. E um dos melhores e mais completos sobre o assunto é o Maquiagem, de Duda Molinos.


Com um layout despojado, clean e que brinca com cores, rostos, diagramas, fotos e ilustrações, desde o início o autor deixa claro que a obra “é um convite para você aprender maquiagem sem achar que está entrando num reduto de especialistas. Maquiagem não é ‘coisa de artista’. Ao contrário: Ninguém melhor do que você mesma para fazer uma boa maquiagem que, ao mesmo tempo que resolve pequenos problemas, afirma seu estilo pessoal”.


Todo tipo, faixa etária e cor de pele são contemplados com as dicas de Duda Molinos. Ele fala sobre cosméticos, como preparar a pele, o jeito correto e mais prático de aplicar sombra, rímel, delineador, batom e outros produtos, além da saúde do rosto e dos cuidados pré e pós maquiagem.

Mais do que ensinar a maquiar, o make up artista explica como conhecer e valorizar as suas feições. Para ele não há imperfeições ou idade ideal para uma boa maquiagem, desde que vá de acordo com a sua personalidade.





No final do livro temos como bônus, um editorial sobre a maquiagem no século XX, uma seção com atrizes e modelos e um making of dos trabalhos de Duda Molinos em desfiles.

Maquiagem é uma obra para aprender sobre maquiagem e para se deliciar com a identidade visual do livro, que é lindona!


Compre um para você aqui na Livraria Janina.

Teca Machado

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Silo – Para perder o fôlego


O outro post de livro essa semana foi sobre uma obra bem cuti cuti amor: A Herdeira, da Kiera Cass (Veja aqui). Para manter a variedade do blog e provar que esta que vos fala lê de tudo um pouco, a resenha hoje é sobre a distopia de ficção mucho loca de Hugh Howey, Silo.

Minha cara lendo Silo foi mais ou menos a do Minion: Olho arregalado e boca tensa

É incrível o poder desse livro, que peguei em parceria com a Livraria Janina, de deixar o leitor sufocado e tenso. Várias vezes me peguei segurando a respiração porque o mundo em que as pessoas viviam era tóxico. Imergi nas páginas da história e fiquei tensa, triste por aquele cenário de destruição, desolação e completamente sem esperança de reconstrução. O autor soube muito bem criar personagens e situações altamente críveis, mesmo que seja ambientado num futuro fictício (Será mesmo?).

Outro ponto importante foi a protagonista. Ao contrário da onda de distopias atuais onde adolescentes meninas são o foco (Katniss, Tris, Lena, Juliette...) que enquanto tentam salvar a sociedade vivem um triângulo amoroso, Silo tem uma mulher de 34 anos, madura, independente, forte, workaholic e muitíssimo inteligente que pouco se importa com relacionamentos, ela quer apenas sobreviver e fazer o seu trabalho o melhor que puder.

Em Silo o mundo praticamente acabou. Não há mais ar respirável, rios, matas, cachoeiras, animais ou cidades e países. A vida não existe mais, a não ser no Silo, uma estrutura descomunal com 150 andares subterrâneos no qual uma comunidade humana teve a sorte (ou o azar) de sobreviver. Ninguém sabe ao certo como chegaram lá ou o que aconteceu com o planeta, já que os documentos de centenas de anos atrás foram destruídos e apagados.

Hugh Howey todo fortinho
A vida no Silo não é boa, mas também não é de todo ruim. Ninguém nasce sem autorização. Nascimentos acontecem apenas quando há mortes. Superpopulação não é viável para a sustentabilidade do organismo que é a estrutura. Cada pessoa tem o seu papel, uma profissão a desempenhar que é vital para o funcionamento. E é terminantemente proibido falar sobre o mundo lá fora e expressar desejo de sair. Aqueles que apenas pensam no assunto, têm a punição máxima do Silo: A limpeza. Eles são enviados para o lado de fora para fazer a manutenção das lentes das câmeras que filmam o exterior. O problema é que não é possível voltar para o Silo e em poucos minutos morrem com as toxinas.

Juliette é uma das chefes da Mecânica, o setor mais profundo do Silo. Após a morte do xerife para a limpeza, ela é convocada pela prefeita para assumir o cargo devido à sua capacidade de resolver problemas. Mesmo a contragosto ela aceita, mas percebe logo que nada no Silo é o que parece. O que se tem como verdade é uma mentira fatal. Mas a verdade é tão mortífera quanto, talvez até mais. O que fazer quando não se tem o que fazer?

O Silo em si é quase um personagem do livro. Se prestarmos atenção, basicamente dá para o ouvir respirando. É até difícil imaginar uma construção subterrânea tão grande e tão organizada. Mas Hugh Howey descreve muito bem. Descreve tão bem que às vezes chega a ser cansativo. A primeira parte da obra é dinâmica e com um final surpreendente, mas a segunda é detalhada demais, mostrando cada passo que o personagem dá ao descer as escadas do Silo. Fica um pouco tedioso, mas não desista. Logo depois isso acaba e aí o bicho começa a pegar.

Mesmo que não haja muitas cenas de lutas, correria e ação, o autor soube criar um ambiente de tensão e suspense que deixa tanto o leitor quanto Juliette a um passo de surtar. Sua narrativa é envolvente, cheia de reviravoltas, mortes (Não se apega, não) e surpresas. Por mais que a ideia de um futuro onde o planeta está destruído e blá blá blá não seja a mais original, Hugh Howey criou uma história muito original em cima disso, a qual não temos a mínima ideia de como pode terminar. Ele seguiu caminhos improváveis e foi excelente.

Editora Intrínseca, você está de parabéns por publicar um livro tão complexo, interessante e diferente. Já tenho o próximo da série, Ordem.

Recomendo muito.

Compre uma maravilhosidade dessas para você aqui na Livraria Janina.

Teca Machado

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Vida de Blogueira - Cinco draminhas! - Projeto Drama Queen #31 - Por Carol Daixum



Sabe esse verbinho "blogar"? Me deixa tãoooo feliz, gente! Colocar um pijaminha, sentar o bumbum na cadeira, ligar o lap top e me desligar do mundo. Uma sensação maravilhosa. Mas como nem tudo são flores, vida de blogueira não é fácil. Muitas vezes precisamos ajeitar a coroa de cinco em cinco minutos. Encarar caras de paisagens quando você diz "sou blogueira" para algum parente e amigo que não entendem muito bem o que é isso. Dar "F5" mil vezes para ver se chegou algum comentário e quando chega é um simples: sdv! Pensando nisso, resolvi listar cinco draminhas que nós, meras mortais da blogosfera, temos diariamente. Senta aí, que lá vem desabafo. ;)

1. "Adorei o post. Te seguindo, segue de volta?" 


Eu queria entrar na cabecinha da pessoa que faz isso. Sério, eu não consigo entender esse comentário. Ainda mais de pessoas que têm um blog e sabem o trabalho que dá. Uma vez, respondi uma TAG e falei justamente sobre isso e vocês acreditam que teve gente que fez exatamente o que eu estava reclamando? Se você tem carinho e dedicação com o seu blog, sabe que não é fácil criar um post. Eu leio mil vezes antes de postar para ver se tem algum errinho. Escolho imagens. Ainda tem o tal do bloqueio. Amo escrever, mas às vezes a inspiração simplesmente te deixa na mão. Ai quando tudo fica bonitinho, do seu jeitinho, vem uma pessoa dessa? Queria que nessas horas tivesse uma teclinha dando um CHOQUE quando esse ´"ser" clicasse em "publicar comentário". Tem que ver isso aí Apple e amiguinhos! ;)


2. "Meu Deus, você não sai desse computador e nem larga esse celular!"

Oi??? Você sabe o trabalho que eu tenho? Impossível fazer tudo em uma horinha. Eu não sou uma blogueira "SDV". Faço tudo com muito carinho e sou muito perfeccionista. Leio mil vezes um post antes de publicar, escolho imagens. Ainda visito blogs amigos e pessoas que visitaram o meu cantinho. E leio palavra por palavra e faço um comentário decente. Tudo bem, Ninguém é obrigado a entender o que a gente faz. Eu não entendo o trabalho de muita gente, mas respeito. Minha irmã faz estatística e ama números. Eu entendo esse amor? Não, claro que não. E nem por isso vivo falando "larga esses gráficos e blá-blá-blá". Já taquei muitas coroas lá longe, mas hoje em dia eu faço "cara de paisagem" para quem não entende. Dica de ouro, gente! 


3. "Cadê o meu post que estava aqui?"


Esse foi o meu draminha mais recente. Emoticon frown Ainda é um assunto muito delicado pra mim. Fiz um post lindo de morrer, recebi comentários superfofos e fiquei tão feliz. Daí, no dia seguinte eu fui deletar um rascunho e acabei deletando o meu post queridinho. Deu um aperto no coração, um vazio. Fiquei com tanta raiva do blogspot não ter uma pastinha de "posts que eu deletei sem querer" e odiei quando procurei no Google "como resgatar posts excluídos" e descobri que era melhor começar do zero. Enfim, não gosto muito de falar sobre isso. Ainda dói muito! Não desejo isso para ninguém. Vamos para o próximo drama? #fuénmilvezes #ajeitaacoroa  ;p


4. "Oi? Snapchat? Peri o quê?"


Sabe quando a Alemanha ganhou do Brasil e cada vez que a gente respirava era mais um gol? Então, é assim que eu me sinto a cada semana. É muita rede social, gente! Tudo bem, eu amo esse mundinho, mas tudo tem limite. Ainda estou estudando a possibilidade de criar um canal no Youtube e as minhas blogueiras preferidas, autoras e amigas já estão gravando coisas lá no tal do Periscope (não tinha um nome mais bonitinho não?). Deixa eu respirar, sou lerdinha. Ainda estou descobrindo coisas no Instagram. Grata pela compreensão. 


5. "Sonhando acordada!"


Gente, eu queria tanto ganhar dinheiro com o meu blog. Mas acontece que eu não sei cobrar. Tô por fora desse tal de "mídia kit" e morro de medo do meu cantinho virar aqueles cadernos de anúncios, sabem? Não tenho nada contra as pessoas que fazem publipost, não mesmo. Elas estão certíssimas. Sonho em trabalhar de pijama. Mas acho que algumas acabam perdendo a essência. E tem outra coisa: eu amo criar conteúdo e quando entra essa parte mais técnica: eu fico perdidinha. Qual é a melhor hora para postar e publicar na Fan Page, engajamento, aparecer primeiro no Google, domínio e por ai vai. É muita coisa para uma cabecinha só. Mas espero que um dia a minha fada madrinha apareça e resolva tudo para mim. #ajeitaacoroa ;)

Agora conta pra gente, qual é o seu maior drama de blogueira? 

***


Apesar de todos os draminhas diários, eu amo fazer parte dessa blogosfera e não pretendo sair nunca (caguei para o Peri sei lá o que hahaha). Conheci muita gente bacana e que faz parte do meu dia a dia. Dá trabalho, mas quando a gente recebe um comentário fofo, faz tudo valer a pena.  #ownpegaolencinho #pequenadramáticavaichorar hahaha ;p

Lembrando, que todos os posts do Projeto Drama Queen têm uma dose extra de exagero. E quem quiser ler os outros 30 textos, é só procurar na caixinha de busca aqui do lado. Ah! Quer participar dessa coluna? Manda um e-mail para a gente contando o seu drama: projetodramaqueen@gmail.com. ;) Vamos dominar esse mundo, gente!!! 

Beijos, 
Carol.