quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Maze Runner – Prova de Fogo: Sobre o livro e sobre o filme


Como li o Maze Runner – Prova de Fogo, de James Dashner em parceria com a Livraria Janina, e logo em seguida assisti a adaptação no cinema, a resenha de hoje é dupla, parte sobre o livro, parte sobre o filme. Vamos começar com a obra original:

Livro:


Esse volume dois começa exatamente onde o primeiro terminou (Comentei sobre ele aqui): Os Clareanos foram resgatados por uma equipe e levados para um local seguro. Bom, pelo menos é o que eles pensam. Em poucas horas tudo desanda. Seus salvadores morrem, Teresa desaparece, outro cara é colocado no lugar dela, Aris, e todos os garotos foram tatuados com mensagens estranhas enquanto dormiam. Desse modo, descobrem que a CRUEL tem mais um teste para eles: Foram infectados com Fulgor, serão soltos no mundo real e terão que chegar a um local determinado em exatamente duas semanas para que aí sim sejam salvos e curados. O problema é que o mundo real basicamente acabou. As explosões solares transformaram vastas regiões em desertos impiedosos, o sol queima de forma absurda e grande parte da população do planeta se tornou Crank, pessoas infectadas pelo vírus Fulgor.

Os rapazes percebem que os desafios do Labirinto foram fichinha perto do que enfrentam dessa vez. Terrores muito piores e mais reais os perseguem o tempo todo e eles precisam confiar em Brenda e Jorge, dois Cranks no estágio inicial da doença, para chegar ao ponto demarcado pela CRUEL.

James Dashner
Mais uma vez James Dashner nos faz ficar sem fôlego. Correria sem fim, tudo sempre dando errado e Thomas precisando inventar um jeito de sobreviver e reencontrar Teresa. Os Verdugos eram dos males os menores perto das criaturas que os Clareanos encontram agora. É um livro com muito mais mortes, violência e tristeza do que o primeiro, deixando bem claro que apesar de ser uma série infanto-juvenil, não é necessariamente para criança.

O leitor se sente preso nesse universo pavoroso e fica com ainda mais dúvidas sobre os mistérios que rondam a trilogia. Algumas perguntas são respondidas em Prova de Fogo, mas poucas. O autor joga ainda mais suspense e reviravoltas (#TeresaVaca). Em alguns trechos muito malucos tudo o que eu conseguia pensar era “What the hell?”.

Basicamente engoli o livro, precisava saber aonde ele ia chegar. Alguns momentos foram meio chatinhos, principalmente quando Thomas se perde do grupo com Brenda, com quem forma um triângulo amoroso meio bizarro, mas passa rápido e vale muito a pena.

Ainda não li o terceiro, mas imagino que James Dashner tenha sido legal ao responder tudo o que deixou em aberto, senão ficarei muito frustrada. Curiosidade me consome.

Recomendo muito. Compre a trilogia Maze Runner aqui na Livraria Janina.

Filme:



A adaptação do diretor Wes Ball é boa. É muito muito boa. É completamente diferente do livro, mas não me incomodou muito porque tenho bem claro que linguagem de cinema é diferente de linguagem de livro. E o roteiro no qual ele se baseou funcionou muito bem.

Prova de Fogo começa exatamente onde acabou o primeiro (Comentei o filme aqui) e onde o livro dois tem início: os rapazes sendo resgatados e levados para um local seguro, mas a partir daí fica diferente. É uma fortaleza contra o terrível mundo exterior. Mas logo Thomas (Dylan O’Brien) desconfia que algo não está certo, que eles continuam nas mãos da CRUEL. Com um pouco de investigação com a ajuda de Aris (Jacob Lofland), rapaz resgatado de outro Labirinto, ele descobre que a CRUEL irá fazer experimentos com todos eles. E junto com seus amigos dá um jeito de fugir.



Quando chegam ao mundo real, com deserto, Cranks, explosões solares e muita devastação, Thomas e seu grupo precisa encontrar o Braço Direito, uma espécie de exército rebelde que luta contra a CRUEL e salva os jovens dos Labirintos. Com a ajuda de Jorge (Giancarlo Esposito) e Brenda (Rosa Salazar), dois remanescentes da humanidade ainda não infectada, os Clareanos enfrentam perigos muito piores do que os do Labirinto um dia foram.

Como vocês podem ver, é basicamente outra história que a do livro, mas com alguns pontos em comum. Começou igual, só que foram por caminhos diferentes. Acreditei que o desfecho seria o mesmo, o que não aconteceu nem de longe. Senti o tempo todo que estava assistindo um filme que não li o livro, então os fatos e as reviravoltas me deixaram surpresa.



Vou confessar algo que quase nenhum leitor amante de livros faz: Acho que gostei mais da história do filme. Foi mais esclarecedora e mais crível, apesar de que o ponto chave, que era que eles tinham mais uma prova a realizar, ficou de fora.

Os cenários e os efeitos especiais ficaram muito bem feitos, as cenas de ação são de tirar o fôlego, as atuações são boas (Nada de Oscar, mas enfim) e a direção fez um trabalho excelente. Alguns personagens ficaram meio apagados, como Newt (Thomas Brodie-Sangster), Minho (Ki Hong Lee) e Teresa (Kaya Scodelario), mas acredito que no terceiro serão mais importantes.



Me disseram que misturaram muitos fatos do livro 3, Cura Mortal, e que outras inventaram. Vou ler o livro em breve e aí conto para vocês. Agora é esperar o último filme, que será só em 2017. :(

Recomendo muito.

Teca Machado


terça-feira, 29 de setembro de 2015

Dez Coisas Que Aprendi Sobre o Amor – Leitura emocional


Dez Coisas Que Aprendi Sobre o Amor, de Sarah Butler, que recebi em parceria com a Editora Novo Conceito, me pegou desprevenida. Quando vi o título tinha certeza absoluta que era sobre amor de um casal. Quando o livro chegou de surpresa na minha casa (Obrigada, NC!) e li a sinopse atrás, vi que era sobre o amor entre pai e filha. Mas ao começar a leitura percebi que tudo o que eu pensava sobre o livro, tudo o que eu achei que estava escrito nele, não era bem assim. E digo com toda certeza: foi uma grata surpresa.

Livro cedido pela Editora Novo Conceito

Alice nunca sentiu que era parte de verdade da sua família. Sua mãe morreu quando era pequena, sofreu um acidente de carro quando ia busca-la no balé, por isso a garota acaba sentindo que o falecimento de algum modo foi culpa sua. Seu pai a trata diferente das irmãs. Não sem amor, mas diferente. Uma das irmãs sempre a provocou dizendo que eram todos mais felizes antes de Alice nascer. Por essa falta de sentido de lar, a mulher de 30 anos nunca parou em casa, sempre foi de um lugar ao outro do mundo sem criar raízes. Mas agora seu pai está com câncer terminal e ela precisa voltar para casa em Londres para se despedir e para encontrar fantasmas do seu passado.

Daniel é um senhor de quase sessenta anos que vaga sem rumo pelas ruas da capital da Inglaterra por anos e anos a fio. Ele não tem dinheiro, não tem emprego, não tem casa, não tem nada, só o amor pelas cores, pelas listas e uma busca: a filha que nunca conheceu, mas que espera encontrar em cada esquina pela qual passa. Ao longo da vida perdeu tudo e todos que passaram pelo seu caminho, mas tem fé de que se encontrar a filha será diferente.

A leitura de Dez Coisas Que Aprendi Sobre o Amor demora a te prender. Começa devagar, sem grandes explicações de quem é Alice, quem é Daniel, por que os dois narram o livro se aparentemente não têm nenhuma ligação. É tudo muito introspectivo, reflexivo e nostálgico. Os personagens são apresentados até que logo em seguida o leitor junta as informações e diz: “Aaaaah, então é isso...” e tudo o que aconteceu na vida de Alice, e mesmo os infortúnios de Daniel, passa a fazer sentido. 

Sarah Butler
E aí, meu amigo, a leitura se torna bem mais interessante, mesmo que continue com um ritmo devagar. Não é um livro cheio de ação, correria ou mistérios, não tem nada disso, mas a autora te prende, te faz amar esses dois seres humanos cheios de defeitos que passaram por muita coisa ruim na vida, te faz torcer muito por um final feliz, por pelo menos um alívio para seus corações pesados e magoados. Além disso, te faz enxergar Londres de forma mais viva, mesmo que quem não conhece a cidade fiquei meio tonto com tantos nomes de ruas e locais sendo despejados sobre o leitor.

A leitura dessa obra é tão doce, sabe? Tão poética, principalmente quando estamos em capítulos narrados por Daniel, que enxerga o mundo em cores. Para ele cada palavra, cada letra tem um tom e com isso o cinza que é sua vida se torna mais colorido.

Em primeira pessoa com capítulos alternados entre os dois protagonistas, Dez Coisas Que Aprendi Sobre o Amor inicia cada capítulo com uma lista de dez pontos sobre algum tema no qual os personagens estejam pensando ou refletindo. E isso deu todo um charme a mais para a leitura e para a diagramação do livro.

Vi algumas pessoas desistindo da leitura ou reclamando do ritmo do livro, então já aviso: Vá de coração aberto para uma obra diferente e mais sentimental. E mesmo com o final um tanto em aberto, achei que foi condizente com tudo o mais que lemos antes, por isso não me decepcionou. Claro que eu preferiria um ponto final ou algo mais concreto, mas a maneira que Sarah Butler encontrou de fechar a história foi leal a tudo o que ela escreveu antes.

Recomendo.

Teca Machado


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Promoção de aniversário do blog Além da Contra Capa



Semana passada o Além da Contracapa completou 4 anos e para coroar as comemorações que vem acontecendo durante todo o mês de setembro com conteúdos especiais é chegada a hora dos presentes. 

Para isso, nós convidamos vários blogs amigos e também as nossas editoras parceiras para fazer uma super promoção que dará 30 livros para 15 leitores. A todos vocês o nosso muito obrigado! E agora vamos à festa!


Regulamento:

A promoção terá início no dia 22 de setembro e término no dia 22 de outubro.


Para participar, basta preencher os formulários abaixo, usando sua conta do Facebook ou seu e-mail, e ter um endereço de entrega no Brasil.

Todas as entradas são opcionais.

O resultado será divulgado no blog e nas redes sociais até três dias após o encerramento da promoção, sendo que os sorteados serão contatados por e-mail, tendo o prazo de 48 horas para fornecer seus dados e o blog se responsabiliza por confirmar o recebimento das informações. 

Os livros sorteados são:

Além Da Contracapa - Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer
Artesã Literária - Ligações
Blog Prefácio - O Inocente
Conjunto da Obra - Seis Coisas Impossíveis
Constantes & Variáveis - O Pequeno Principe
Desbravadores de Livros - Mensageiros da Morte
Estante Diagonal - Loving The Band
Memórias de Leitura - A Máquina Antibullying
My Dear Library - O Grande Ivan
Revelando Sentimentos - Colin Fisher
Roendo Livros - Soldier, leal até o fim
S2 Ler - Sedução no Convento
The Tony Lucas Blog - Extraordinário
Tô Pensando em Ler - As Cores do Entardecer
Universo Literário - Sal
Vida de Leitor - Easy

primeiro sorteado poderá escolher oito livros entre as dezoito opções, o segundo sorteado poderá escolher seis livros entre as dez opções, e o terceiro sorteado ficará com os quatro livros restantes. 

O prazo para envio dos livros é de 40 dias úteis


A Equipe do Além da Contracapa se reserva ao direito de dirimir questões não previstas neste regulamento. 

Para conferir as demais promoções, não deixe de acessar o blog Além da Contracapa. 



a Rafflecopter giveaway

sábado, 26 de setembro de 2015

Isla e o Final Feliz – Ah, Stephanie Perkins, que saudades!


Se têm dois lugares nesse mundo que posso considerar os meus preferidos são Nova York e Paris. Se tem uma autora que posso considerar uma das minhas preferidas é Stephanie Perkins. Então, quando esses três ingredientes estão juntos, BUUUUUUM, receita certa para a felicidade da Teca! E foi isso que aconteceu com o livro Isla e o Final Feliz, que peguei em parceria com a Livraria Janina.


Seguindo a mesma linha dos meus favoritos Anna e o Beijo Francês (Comentei aqui) e Lola e o Garoto da Casa ao Lado (Aqui), Isla e o Final Feliz é lindão. Não supera os dois primeiros volumes da série, que são totalmente awesome na vida, mas é muito muito bom também. Continua sendo um livro independente dos demais, mas nos mostra o que aconteceu com os personagens dos anteriores (E, olha, vou falar para vocês, a parte em que todos aparecem é sensacional e Anna e Étienne roubam a cena total. Foi um final simplesmente incrível!). Pode ler fora de ordem, mas é tão melhor se ler na cronologia certa.
Isla e o Final Feliz é também um conto de fadas moderno, mas um tanto mais denso do que os outros. Isso acontece porque segundo o que pesquisei a autora demorou anos escrevendo esse romance numa fase difícil de depressão profunda e acabou colocando muito disso no texto e na história. Enquanto o primeiro é fofo e o segundo é ousado, esse terceiro é mais reflexivo e talvez até mesmo mais real, menos idealizado.

Isla sempre foi apaixonada por Josh, que estuda na mesma escola que ele, mas nunca teve coragem falar com ele. Nas poucas vezes que ele puxou assunto, ela respondeu com sons estranhos que nem podem ser considerados palavras. Nas férias de verão em NY, Isla arrancou os dentes siso e tomou analgésicos fortes que a deixaram meio valente. Ao encontrar por acaso Josh numa cafeteria, finalmente criou coragem e conversou com ele, mesmo que dopada. Receita para o desastre.

Stephanie Perkins. Dá vontade de ser amiga dela, né?
De volta ao colégio interno em Paris (*.*) para o último ano de ensino médio, eles se aproximam cada vez mais e um relacionamento muito doce entre eles cresce. Mas o futuro é incerto, afinal, Isla não sabe o que quer fazer de faculdade, Josh já tem todo seu caminho escolhido, dramas familiares aparecem, inseguranças dão as caras e muito mais. O tal do final feliz não é tão simples quanto parece, no fim das contas, e eles precisam aprender isso.

Isla é uma fofa, mas não é uma personagem tão marcante quanto suas predecessoras. Anna era corajosa e divertida, já Lola criativa e única, mas Isla é tímida, quieta, sem uma personalidade que a faça sobressair. Suas atitudes por vezes foram infantis, mas é completamente compreensível por causa da idade e por tudo o que ela passou. Já tivemos um vislumbre dela no livro da Anna, mas foi um trecho muito pequeno, eu nem lembrava. 

Josh é um querido, um personagem apaixonante. Um artista um tanto solitário e rebelde, com um histórico familiar meio complicado. Mesmo amando ele, Étienne e Cricket, os meninos dos livros anteriores, ganharam mais meu coração. Para quem não lembra, o Josh era do grupo de amigos de Anna e Étinne, só que um ano mais novo, por isso enquanto todos já se formaram, ele ainda está na escola com Isla.

O livro fica entre Paris e Nova York, nos dando vislumbres das duas cidades maravilhosas enquanto o amor entre os protagonistas vai crescendo. A escrita da Stephanie Perkins continua fácil, divertida, fluída e muito deliciosa. Leio fácil até a lista de compras dessa mulher, minha gente. E por mais que o livro seja um romance, longe dela ser meloso. 

A capa de Isla e o Final Feliz é diferente das demais porque mudou a editora. Antes da Novo Conceito, agora é da Intrínseca, que segue o padrão de identidade dos livros dos EUA. Não sei de qual eu gosto mais.


O fim dessa trilogia maravilhosa já deixou um buraco no meu coração. Preciso que eles virem filme! Precisoooooooo!

Recomendo muito.

Compre todos os livros da Stephanie Perkins aqui na Livraria Janina.

Teca Machado

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Clementinum, a biblioteca mais linda do mundo


Antes do post, um aviso:

Gente, um blog muito querido, o Além da Contra Capa, está de aniversário e por isso organizou um sorteio muuuuuuuito bacana. Tem um monte (um monte mesmo!) de livros para vários vencedores. Têm muitos blogs participantes, o Casos, Acasos e Livros foi um deles e cedeu o I Love New York, que foi escrito por essa que vos fala no momento. Clique aqui e concorra. :D

Agora vamos ao post:

Os bookaholics piram!

Quem é fã incondicional de livros, vai numa biblioteca ou livraria bem mais ou menos e já fica meio surtado, então imagina se conhecer a maravilinda Clementinum, que fica em Praga, na República Tcheca.

Eleita pelo Bored Panda (Aquele site MUITO AMOR NESSA VIDA que eu vivo citando aqui) como a biblioteca mais bonita do mundo, ela foi construída em 1722 em arquitetura barroca. A Clementinum abriga cerca de 20 mil livros e foi por muito tempo considerada como o terceiro maior colégio jesuíta do mundo (Imagina o maior). O teto é repleto de afrescos do pintor Jan Hiebl.

Olhem que coisa mais maravilhosa:






Vi a matéria sobre a Clementinum no site da Revista Galileu e o jornalista André Jorge de Oliveira escreveu um parágrafo incrível sobre a magia desses lugares:

“Bibliotecas definitivamente não são apenas edifícios construídos para abrigar livros. Em termos práticos, elas podem até ter essa finalidade, mas a verdade é que são algo muito mais especial do que isso. Há algo de mágico no ar das bibliotecas. É como se as incontáveis obras literárias que repousam serenas em suas prateleiras concedessem sacralidade ao lugar. Penso nos livros como materializações empoeiradas das ideias de seres humanos que deixaram este mundo há muito tempo. Ou, em alguns casos, de autores que ainda vivem - todos se encontram na biblioteca. É ali, naquele templo democrático do saber, que o conhecimento da humanidade se condensa dentro de miolos e lombadas, tornando-se eterno e maravilhosamente acessível.”

Alguém mais quer morar na Clementinum ou só eu? Eu já estava doida para conhecer Praga, agora mais ainda!

Teca Machado


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Waze é vida! – Projeto Drama Queen #47


Quando você passa a vida inteira morando na mesma cidade, acaba conhecendo a maior parte dos cantinhos e bibocas, aprende a se situar, a achar o caminho de casa mesmo que o bairro seja desconhecido. Você sabe pelo menos qual é a direção certa. Mas quando após 27 anos você se vê numa cidade nova, todos os sentidos de direção que você tinha se foram, puft! Esse é o meu caso atual, que há dois meses saí de Cuiabá e vim para Brasília.


Graças a Deus pelo Waze! Sem essa coisa linda eu me perderia muito mais do que o que eu já me perco normalmente. E olha que Brasília é a cidade mais bem sinalizada do universo. A cada dois metros tem uma placa te indicando os pontos da região. Mas nem sempre viver de placas funciona, principalmente quando a bateria do seu celular (E consequentemente o Waze) acaba no meio de um lugar que você não tem a mínima ideia de como voltar para casa.

Me diz, como mandam o homem para a Lua, enviam robozinhos para Marte e criam a bomba atômica, mas ainda não fizeram uma bateria do iPhone que dure pelo menos 24 horas? E olha que eu estou pedindo pouco, um diazinho só.

Então, ontem lá estava eu dirigindo alegremente por Brasília. Deixei o marido no aeroporto, fui fazer vistoria do carro para o seguro, resolvi encomendas com o marceneiro e finalmente peguei o caminho de volta para casa que fica a uns 20 quilômetros de onde eu estava. Como era um lugar que não tenho muita segurança ainda, liguei o Waze. Ele me pediu para virar em determinado lugar, mas eu perdi a entrada. 

Ops! Não tem problema, recalcular a rota está aí para isso mesmo. 

Fonte: BuzzFeed - Post 15 coisas que os apps diriam se fossem sinceros

Só que a rota que ele recalculou é uma por onde eu nunca andei. Ok, ok, eu estava com o Waze ligado, então vamos nessa sem medo de ser feliz. Quando cheguei num lugar no meio do nada, ainda a 15 quilômetros de onde moro, olhei a minha bateria: 3%. Com 3% eu não chego nem na esquina. Bateu aquele desesperozinho, tentei olhar o mapa do caminho para ver se eu decorava alguma coisa e logo em seguida o celular morreu. O CELULAR MORREU!

Ai, Jesus! E agora? As placas! É isso, as placas em Brasília sempre salvam.

Só que o lugar que eu estava não tinha placa nenhuma para a direção que eu precisava ir. Comecei a andar a esmo. Via de longe, muito longe, a região de prédios onde eu moro e tentava ir para lá, mas aqui é uma infinidade de rodovias, viadutos, retornos, contornos e blá blá blá.

Só sei que depois de mais de meia hora rodando, me embrenhando em cidades satélites e rodopiando por buracos em Brasília, achei a placa que eu mais precisava na vida e, enfim, o caminho para casa. Acho que eu nunca fiquei tão feliz de encontrar uma rua!

Quase me senti no desenho Caverna do Dragão (Quem aí tem mais de 20 anos e lembra desse desenho levanta a mão!), quando os personagens tentam desesperadamente encontrar o caminho de casa,  mas sempre dá um pipoco e tudo desanda.

Nessa experiência aprendi algumas lições:

1- Waze é vida.
2- Sempre ande com um carregador de celular no carro.
3- Brasília não é tão fácil quanto parece.
4- Placas desaparecem quando você mais precisa delas.
5- Não confie no seu próprio senso de direção.
6- Nunca desobedeça o Waze.

*** 

O Projeto Drama Queen é uma parceria bem humorada entre os blogs Casos, Acasos e Livros e Pequena Jornalista. Todas as quintas-feiras falamos sobre dramas da vida de modo leve, descontraído e às vezes com bastante exagero. Quer participar? Mande um texto bem dramático para projetodramaqueen@gmail.com e curta a nossa Fan Page.

Teca Machado

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Conhecendo Bella Andre: Preciso Do Seu Amor


Romances fazem minhas pupilas ficarem em formato de coração e me derreter todinha, mas nunca fui muito fã de livros eróticos, principalmente porque as poucas experiências que tive com o gênero me pareceram meio forçadas. Pelo que já tinha ouvido sobre as obras da autora Bella Andre achei que fossem quase que exclusivamente hots, sem nada mais que não fosse sexo e um relacionamento superficial entre os personagens.  Mas quando a Editora Novo Conceito, parceria do blog, disponibilizou o novo livro da escritora entre os lançamentos do mês, Preciso Do Seu Amor, resolvi que era hora de dar uma chance. Vai que eu estava enganada? E estava mesmo.

Livro cedido pela Editora Novo Conceito

Preciso Do Seu Amor é o 11º livro da série Os Sullivans. Fiquei morrendo de medo de não entender a história, já que uma dezena de obras anteriores é coisa demais. Mas a Bella Andre tem o cuidado de fazer livros independentes, mesmo que vários personagens de outros volumes deem as caras. Nesse mesmo temos contato com basicamente todos os membros do clã Sullivan em um casamento que acontece entre um casal de livros passados. 

Claro que é melhor ler na ordem, já que você pode pegar alguns spoilers, como foi o meu caso. Mas nem me importei, pois no caso desse gênero em específico o que importa não é o que acontece no final, mas como acontece, como os personagens chegaram a essa ponto. E mesmo sabendo um pouco sobre vários casais que já estavam juntos, fiquei com muita vontade de ler a coleção inteira e conhecer mais de cada um que passou pelas minhas páginas.

Em Preciso Do Seu Amor conhecemos a história de Mia e Ford. Ela é uma bem sucedida dona de imobiliária em Seattle. Ele é um rock star mundialmente famoso que não tem raízes, a estrada é seu lugar. Cinco anos antes eles se conheceram num show dele e viveram uma intensa semana de noites calientes. Ford deu à Mia apenas o seu corpo, mas Mia queria mais, queria também alma e coração. Ford não sabia, mas ele também desejava mais dela, só que o amor jovem é imprudente, ainda mais com um roqueiro experimentando a fama pela primeira vez, e por egoísmo e um pouco de machismo, o casal se separou em péssimos termos.

Bella Andre
Nesses cinco anos afastados, apesar de alguns casos no meio do caminho, nenhum deles entregou o seu coração a mais ninguém. Até que Ford percebe que não adianta lutar, Mia é a mulher da sua vida e sem ela nem ao menos a música faz sentido. Então ele volta à Seattle na esperança de reconquistar Mia. Mas foram cinco anos de feridas não cicatrizadas e mágoa sendo cultivada, ainda mais que a garota tem uma personalidade forte. A tarefa que ele tem não vai ser fácil. Assim como não será fácil para ela abrir seu coração outra vez ao único homem que tem o poder de machuca-la, como também de deixa-la nas nuvens.

Algumas pessoas podem achar que o romance entre eles aconteceu de forma rápida, em questão uma semana, mas como Mia e Ford já estavam nesse enrosco há cinco anos não vi problema algum na intensidade dos sentimentos. E por falar em intensidade, vamos falar sobre o poder de sedução do Ford. Ai, minha nossa! Ele usa todas as formas possíveis para deixar Mia doida de paixão e amor (E nós também!). Como ele quer um relacionamento baseado em amizade e confiança, não deseja ir para a cama com ela na primeira oportunidade, por isso vemos tudo isso sendo construído de forma incrivelmente sexy.

E mesmo as cenas realmente hots, são doces e bonitas. A autora não utilizou o sexo como personagem principal do livro e sim como um coadjuvante, como um meio para poder expressar de uma vez por todas o amor entre os protagonistas. Mesmo com bastante descrição do que acontece entre eles, não é vulgar, porque não são tantos detalhes assim.

Não é um romance denso ou muito problemático. É uma leitura de entretenimento, de linguagem muito fácil, para desanuviar a cabeça, do tipo que o leitor pode e deve esperar um final feliz. Preciso Do Seu Amor foi um livro leve que me fez dar vários sorrisinhos e me deixar apaixonada por Ford, por Mia e por todos os Sullivans. E a Bella Andre ainda deu dicas de quem é o próximo casal a ter um livro dedicado a si. Bem, mal posso esperar por ele e por todos os 10 primeiros da série que ainda não li.

Recomendo.

Teca Machado


terça-feira, 22 de setembro de 2015

We Love Disney – Músicas que vazaram


Tem uma lindeza acontecendo no mundo da música e ela se chama We Love Disney!

É um álbum do estúdio mais amado do mundo com uma compilação das músicas mais famosas das animações produzidas por eles.


As canções foram regravadas e repaginadas por artistas atuais, como Jessie J, Jason Derulo, Ariana Grande, Gwen Stefani, Rascal Flatts e outros.

O álbum vai ser lançado só no final de outubro, mas nesse final de semana algumas músicas vazaram. Ops!

Aperte o play e se delicie!

Lista completa das músicas:

01 –  Ne-Yo – Friend Like Me (Aladdin)
02 – Jessie J – Part of Your World (A Pequena Sereia)
03 – Jason Derulo – Can You Feel the Love Tonight / Nants’ Ingonyama (O Rei Leão)
04 – Gwen Stefani – The Rainbow Connection (Os Muppets)
05 – Ariana Grande – Zero To Hero (Hércules)
06 – Jhené Aiko – In a World of My Own / Very Good Advice (Alice no País das Maravilhas)
07 – Fall Out Boy – I Wan’na Be Like You (The Monkey Song) [Mogli, o menino lobo]
08 – Tori Kelly – Colors of the Wind (Pocahontas)
09 – Kasey Musgraves – A Spoonful of Sugar (Mary Poppins)
10 – Charles Perry – Ev’rybody Wants To Be a Cat (Aristogatas)
11 – Jessie Ware – A Dream Is a Wish Your Heart Makes (Cinderela)
12 – Rascal Flatts & Lucy Hale – Let It Go (Frozen)
13 – We Love Disney Artists – It’s a Small World
14 – Brenna Whitaker – It’s Not Easy Being Green (Os Muppets)
15 – Yuna – A Whole New World (Aladdin)

O que é essa versão de Jason Derulo de Can You Fell The Love Tonight? E Ariana Grande com Zero to Hero? Amei também I Wan’na Be Like You, Let It Go com essa pegada diferente, e, como sempre, A Dream is a Wish Your Heart Makes.

Estou há horas escutando e não consigo parar. Mal posso esperar para escutar tudo. Com certeza vou comprar um para chamar de meu e escutar até furar o CD, haha.

UPDATE:

As músicas que vazaram foram retiradas do ar. :(

Só temos acesso agora ao que a própria Disney divulgou, que é um teaser de We Love Disney e a música Friend Like Me, do Ne-Yo, tema do desenho Aladdin:




Mesmo só com esses dois vídeos, dá um gostinho de quero mais, né?

A dica de post veio do Felipe Cacite, meu companheiro de cinema preferido :D

Teca Machado


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Zac & Mia – E depois da cura, o que sobra?


Por mais que o livro Zac & Mia, de A. J. Betts, da Editora Novo Conceito, parceira do blog, possa parecer à primeira vista mais uma produção sobre adolescentes com câncer que se apaixonam, essa obra vai tão mais além. Na verdade, a temida palavra com “c”, como eles dizem, nem é tão citada assim. E apesar do tema sobre doença, que pode encaixar o livro no gênero sick-lit, Zac & Mia não é do tipo tristeza sem fim “Vamos todos nos afogar em lágrimas”, mas nem por um momento deixa de ser emocionante ou de tocar o seu coração.

Livro cedido pela Editora Novo Conceito

Foi o tipo de leitura vapt-vupt, li em duas sentadas. E olha que o livro nem é fininho, tem quase 300 páginas. Mas é tão apaixonante e tem diálogos tão ágeis e inteligentes, fora aquela sensação urgente de você precisar saber o que vai acontecer aos personagens, que as páginas voam em sua mão e quando você termina sorri para o livro e pensa em como a experiência foi uma lindeza.

Zac & Mia, mais do que falar sobre o tratamento do câncer, se atenta ao depois, algo muitas vezes renegado. As pessoas focam tanto na cura que quando ela chega não sabem o que fazer com o que sobrou de si próprios depois de uma luta física, emocional e espiritual tão intensa. Tanto o paciente quanto a família estão mudados, passaram por experiências que alteraram tanto sua rotina quanto a sua maneira de encarar a vida. Então, como continuar depois que se junta os cacos que quebraram?

Zac é um rapaz de 17 anos que está de quarentena após receber uma nova medula devido ao tratamento contra a leucemia. Ele precisa passar semanas no quarto do hospital, sem contato com os germes do mundo exterior e tem apenas a companhia da sua mãe e dos médicos. Quando uma nova vizinha de quarto chega já quase colocando o hospital abaixo, Zac sabe que a garota, Mia, não tem nada em comum com ele, ainda mais quando ela coloca uma terrível música da Lady Gaga para tocar no som extremamente alto em modo repeat. Quem pensa que é para acabar com a paz do santuário da ala oncológica? A única forma de se comunicar com ela é batendo na fina parede de gesso que os separam e assim, de modo estranho, começa uma amizade entre eles, que passa de toc tocs, para Facebook, telefone e vida real.

A. J. Betts
Depois que ambos saem do hospital, de uma forma ou de outra estão mutilados e não sabem bem como continuar a viver, mesmo com a cura. Zac ainda tenta, volta para a escola, está com a família, finge não se amedrontar com a chance de 50% de recaída, mas Mia, que já era um furacão, se transforma num terremoto de ódio e raiva, principalmente por Zac, que lhe dizia que tudo ia ficar bem, mas não ficou, pelo menos na sua visão distorcida de realidade. Mas, no fim das contas, um precisa do outro e o outro precisa do um, então ambos necessitam encontrar um jeito de seguir em frente, mesmo que as circunstâncias não sejam as melhores.

Romance até tem, mas ele definitivamente é plano de fundo para uma história muito mais profunda. Fora que o amor aqui acontece como na vida real: Devagar e vai se infiltrando de forma discreta, até que quando você percebe não há mais como ficar sem a pessoa.

Zac é um anjo que caiu na Terra para aguentar o mau humor e o mimimi eterno da Mia. Minha nossa, que garota rebelde terrível! Nas primeiras duas partes do livro tudo o que o leitor quer é dar uns tabefes na personagem. Sim, o que aconteceu com você é terrível, mas seja grata com as novas oportunidades que surgiram. Felizmente ela consegue se redimir aos nossos olhos mais para frente. Zac é divertido, ingênuo, mas ácido, um garoto bonzinho, um nota dez (Não sete ou seis e meio, como ele gosta de afirmar). Desde o começo faz o leitor cair de amorzinhos por ele e desesperadamente desejar um final feliz. Quem também ganha nosso coração é Wendy e Bec, mãe e irmã do rapaz. Elas não são protagonistas, mas são de grande importância para a história.

Zac & Mia é narrado em primeira pessoa pelos dois personagens principais. O livro foi dividido em três partes. Na primeira apenas ele é o narrador dos fatos, na do meio ambos dividem em capítulos alternados e na terceira a garota é quem conta a história. A escrita de A. J. Betts é maravilhosa, doce e mordaz, inteligente, rápida, reflexiva e muito poética.

O livro passa na Austrália, numa fazenda que tem alpacas. Então aqui estão uns exemplos dessa fofurice

Você pode até deixar um lencinho do lado do livro para o caso de choro, mas acredito que não vai precisar dele.

Recomendo demais.

Teca Machado

sábado, 19 de setembro de 2015

172 Horas na Lua – Suspense Young Adult de tirar o fôlego


Quem aqui assiste Friends sabe que quando o Joey está com medo de um livro, ele o enfia no congelador. Em alguns momentos, principalmente de madrugada, quase fiz isso com 172 Horas na Lua, de Johan Harstad, lançamento da Editora Novo Conceito, parceira do blog. O livro não é de dar medo, não é terror, mas tem alguns trechos que me deixaram tensa, principalmente nas últimas 50 páginas quando ele estava pipocando.

Livro cedido pela Editora Novo Conceito

A leitura de 172 Horas na Lua é meio devagar no começo. O autor primeiro nos apresenta aos personagens e as situações nas quais eles se encontram para então iniciar a parte realmente interessante. Mas a partir do momento que eles vão para o espaço, ou mesmo um pouco antes disso, é que o livro gruda na sua mão de tal forma que é basicamente impossível largar. E, olha, o desfecho é inesperado, louco e te deixa com cara de “What???”.

A história de 172 Horas na Lua passa em 2018 e 2019. Para comemorar os 50 anos do pouso do homem na Lua, a Nasa resolve enviar astronautas outra vez para o nosso satélite, juntamente com três adolescentes sorteados. A ação de marketing acontece para reanimar o prestígio da agência junto ao mundo, além de conseguir recursos financeiros com investidores. Mas, na verdade, a Nasa quer mais do que isso, quer voltar para investigar fenômenos sobrenaturais que aconteceram na Lua em todas as viagens anteriores.

Os três sortudos adolescentes são a norueguesa Mia, a japonesa Midori e o francês Antoine, escolhidos entre milhões. Eles irão passar 172 horas na Lua, uma semana, na base lunar Darlah 2, que até então era apenas conhecida pelo mais alto escalão da Nasa. Nenhum deles realmente era um aficionado pelo espaço ou tinha o sonho de conhecer a Lua, mas cada um teve o seu motivo para querer ir, para ficar longe de casa, de tudo e de todos.

Johan Harstad - Cara de doido
Depois de meses de preparação e testes físicos e psicológicos, a equipe embarca para a Lua, mas não sem antes fatos realmente estranhos acontecerem com os adolescentes. E quando a expedição começa, absolutamente nada sai como o planejado. Como fugir de algo e voltar para casa quando se está isolado a milhões de quilômetros de casa?

172 Horas na Lua vai ficando cada vez mais agoniante, principalmente quando chega a parte do espaço. Além dos eventos inexplicáveis, há a vastidão deserta do satélite, a falta de oxigênio, a pouca preparação da equipe de astronautas que vai com eles, ou seja, tudo colabora para um cenário amedrontador. Johan Harstad sabe manter o suspense no ar, sabe escrever sobre algo terrível do qual ninguém entende ou tem alguma informação. E não saber o que está por trás dos mistérios na lua vai matando o leitor. Mas confesso que quando finalmente temos a explicação, o conceito do ser tão temível, apesar de ser muito criativo e diferente, não foi muito explorado. Poucas linhas são destinadas para isso, sem maiores detalhes, o que pode te deixar com uma sensação de “Por favor, conte-me mais sobre isso”.

A obra é dividida em três partes, antes de ir, a estada na Lua e o depois. Narrado em terceira pessoa, temos o ponto de vista dos três personagens principais em capítulos alternados, além de alguns outros que são importantes para a história, como os astronautas da expedição. Quem tem mais destaque é Mia. E apesar da primeira parte do livro focar bastante na vida pessoal dos três, depois fica superficial, principalmente quando o assunto é Midori. Antes uma garota forte e independente, parece que muda de personalidade ao chegar à Lua, regride na idade. Mas fora isso, eles são ótimos, do tipo que o leitor se apega e sofre junto.

A edição da Novo Conceito está realmente impecável, mesmo com alguns errinhos de revisão. Confesso que a capa já me apavorava um pouco, depois que prestei atenção e percebi detalhes nela fiquei mais com medo ainda, haha. E algo que amei no livro é que a editora utilizou bastantes recursos visuais. Entre as páginas há imagens da lua, de lugares onde os personagens estão, de mapas, a planta da estação lunar Darlah e mais. Isso ajuda muito o leitor a se situar.

Página interna de 172 Horas na Lua

172 Horas na Lua te deixa inquieto, tenso, agoniado e um tantinho com medo se você é como eu. Um suspense Young Adult que ao terminar me tirou o sono. Queria ver o livro no cinema.

Recomendo bastante.

Teca Machado


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Conhecendo Sophie Kinsella! Projeto Drama Queen #46 ♥ - Por Carol Daixum


Meta dramática do dia: conseguir pegar a senha para conhecer a minha autora preferida na Bienal do Livro. Status atual: sofrendo por antecipação, óbvio! Será que vai dar certo? Se eu não conseguir, vou levar numa boa. Tudo bem que a probabilidade de pintar outra chance de conhecê-la é 0,1%. Mas não custa tentar, né? Vai que... Se não rolar, ok. Vida que segue! Vou ficar deprimidinha, chorar um pouquinho, reclamar da vida. No final, vai passar... Né? :( Apesar do medo, não vou desistir. Coloquei o despertador para seis da manhã, acordei com o barulhinho de chuva e deixei a preguiça de lado. Para prevenir, coloquei na bolsa um gelol, vai que eu ganho uns roxinhos de presente, né? Pensamento positivo, Carol. Respira! Vai dar tudo certo. Me ajuda aí santinho dos leitores desesperados. Fico um mês  sem ler e sem comprar livro, JURO! Brincadeirinha, viu? Mas dá uma forcinha aí! ;-) Voltando: desci e o táxi estava me esperando. Quando chegamos na porta da Bienal, o taxista olhou horrorizado a fila gigantesca. Aí ele me perguntou se eu teria coragem de encarar tudo aquilo SÓ para encontrar a "autora da consumista". Óbvio que eu vou, né? E lá vamos nós (eu, no caso).


Pergunto para a sortuda, a primeira da fila (sério, que HORAS ELA ACORDOU????), se todo mundo está ali para ver a Sophie Kinsella e ela me dá a melhor resposta do mundo: "não, é uma fila para tudo". Ou seja? Minhas chances de pegar uma senha aumentaram. Será que a Sophie tem muito fã? Ela merece, sem dúvida, mas quero tanto pegar uma das 380 senhas. Quero tanto perguntar para a Sophie o motivo da echarpe ser verde e não off-white, azul bebê, algo do tipo. Nada contra a cor, mas NUNCA CONSEGUI ACHAR UMA BENDITA ECHARPE VERDE! Por isso, ainda não encontrei meu Luke. Ela tem noção do que isso significa? Enfim...  Enquanto viajo nos meus pensamentos, o portão da Bienal finalmente abre. Uhul \o/!!! Mas querida leitora, nunca subestime um evento desse porte! Se eu achava que lá fora estava cheio, não sabia o formigueiro que me aguardava lá dentro. A sorte é que eu estava com ingresso na mão. Não que a fila fosse mini, mas já era um grande avanço. A hora passou e, finalmente: 10h00. A partir de hoje, o número 10 vai ser meu número da sorte (se ele me der sorte, claro!). Enquanto a fila andava, eu e uma amiga (que fiz na fila mesmo) pegávamos fôlego para correr uma meia maratona. A minha asma teria que me dar uma folga! Passamos pela entrada do Pavilhão laranja e CORREMOS TANTO! SÉRIO, SE EU NÃO MORRI, NÃO MORRO MAIS! =D


E mais uma fila nos aguardava. Depois de muito suspense: CONSEGUIMOS!!!!!! Tanto para o autógrafo quanto para a senha. AHHHHHH! Eu, Carol Daixum, apaixonada por chick-lit, vou ficar cara a cara com a criadora da BECKY BLOOM!!!! AI MEU DEUS!!!!!!!! Só tem um detalhe: será que ela entende algumas palavrinhas em português? Ai, será que o pessoal da editora deixa eu usar o Google Tradutor? Ai, meu Deus, eu sabia que ia rolar um arrependimento. Por que eu faltei as aulas do curso de inglês, hein? Droga! Nunca façam isso... Vocês podem encontrar um ídolo e nem sinais malucos com as mãos vão ajudar. :( Mas, tudo vai dar certo! Respira, Carol! E a grande hora chegou: bate-papo com a Sophie. Com tradução simultânea! Uhuuullll \o/!!!! Primeira etapa concluída com sucesso. Entretanto, o nervosinho continuava firme e forte, mega companheiro. Mesmo com a pulseirinha, a fila estava giga para pegar um autógrafo dela. A sessão era até às 14h e 13h30 parecia que tinha triplicado o número de leitores. O pior é que a salinha teria que ser liberada para entrar outra autora. Tentei não pensar no pior, mas era quase impossível! Eis que um cara da editora pede silêncio e lá vem a bomba:  A SOPHIE NÃO VAI PODER FICAR MAIS. OI??? Quando meu lado "vou manifestar" foi acionado, as palavras seguintes do moço (fofo) alegraram o meu dia. A Sophie não poderia ficar lá, porém... Tinha uma salinha para atender os leitores no estande da editora (t-♥ Grupo Record!!! - não é publi!!!!). Todos os fãs seguiram para o estande de mãos dadas (até a metade do caminho) e ninguém furou a fila (eu acho). Depois de horas, finalmente, eu era a próxima. ^^

Ieiii!! Pequena dramática que vos bloga e Sophie!!! ♥

O carinha da editora me chamou e não acreditei. A criadora de uma das minhas personagens literárias preferidas na minha frente? Autografando o meu livro???? Com o meu nome? C-A-R-O-L? Muita emoção, gente! Tentei enrolar com um inglês fajuto, mas não deu certo. A sorte que tinha um tradutor acompanhando a sessão. ♥♥♥♥♥♥ Enfim... Agradeci, falei que ela era a minha escritora gringa preferida, que os livros dela eram os melhores e que eu ainda não tinha encontrado o meu Luke porque não achava uma echarpe verde para comprar. Não tinha como perder essa oportunidade, né???? =D Ai tirei foto, dei meu marcador de livro (vai que ela usa a parte de trás como rascunho para uma nova história???), me despedi e sai da salinha com um sorriso gigantesco. Valeu correr meia maratona, ficar em pé na fila com os meus dedinhos do pé doendo e sentir um pouquinho de falta de ar.... Pelo menos um draminha com final feliz. \o/ Ajeitei a coroa, mas nem tive vontade de tacar longe. Ieiii!!! Tá, tirando o fato que pediram de volta a pulseirinha rosa, que era a tal da senha (e tinha o nome da autora), tudo caminhou como manda o figurino. Sou a leitora mais sortuda! E daí que não deram muita bola quando eu ajoelhei implorando para levar a pulseira de lembrança? Acontece! Tem que relevar.... Modéstia parte, estou evoluindo muito. Becky teria orgulho de mim! ♥


Tinha que terminar o post com um draminha, né? ;-)

***

O texto de hoje é inspirado na vida real com um pouquinho de ficção. Conheci a Sophie ao vivo e não me decepcionou nadinha. Uma fofa e mega atenciosa! Mas não perguntei a história da echarpe verde e nem me ajoelhei para conseguir ficar com a pulseira de lembrança (até tive vontade, massss). JURO!!! Ah! Já passou por um drama assim? Conta na caixinha de comentário. ;-)

Lembrando que o Projeto Drama Queen é uma parceria entre o Pequena Jornalista e o blog Casos, Acasos e Livros. Toda 5ª feira um draminha peculiar. Quer compartilhar seus momentos dramáticos? Manda um e-mail para a gente: projetodramaqueen@gmail.com. E não esqueçam de curtir a nossa Fan Page. ♥

Beijo, Carol.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Bolos e cupcakes animados


Eu duvido que você vai conseguir ler o post de hoje sem querer lamber a tela do seu computador! Sei que a minha já está toda babada.

A ilustradora brasileira Fernanda Abarca já trabalhou na DreamWorks, mas resolveu usar o seu talento artístico em outra arte: a confeitaria.

Ela reproduz personagens animados em bolos e cupcakes. Seu trabalho é bastante realista e minucioso. Com certeza quem tem em mãos seus produtos pensa 10 vezes antes de comer. Me diz, como morder a cabeça da Elsa ou tirar um pedaço do Banguela sem sentir um mínimo de remorso?

Aos 19 anos, Fernanda ganhou uma bolsa de estudos na Maryland Institute College of Art para o curso de ilustração. Depois foi aceita na Ringling College of Art & Design onde estudou 3D. Enquanto trabalhou na DreamWorks fez parte de várias produções do estúdio, entre elas Como Treinar o Seu Dragão 1 e 2, Os Croods, Kung Fu Panda 1 e 2, Madagascar 2, Shrek no Natal e Megamente.

Em janeiro de 2013 resolveu trocar de área e abriu a Fernanda Abarca Cakes, uma boutique de bolo on-line especializada em reproduzir personagens de animações da Disney e DreamWorks com muito açúcar.

Algumas de suas esculturas mais complexas são feitas de fondant em armação de arame, mas a maioria é totalmente comestível.

Formigas de plantão, preparem-se para surtar (Eu já surtei!):

















Encomende o seu aqui.

Sou maníaca por doces, então estou na dúvida se comeria ou não... Bom, comeria sim, haha.

Teca Machado