sábado, 30 de janeiro de 2016

Creed: Nascido Para Lutar – O novo e o velho Rocky Balboa


Não assisti a todos os filmes da franquia Rocky Balboa, mas vi alguns picados, principalmente os mais recentes. Há alguns dias fui ao cinema ver Creed: Nascido Para Lutar e posso dizer que Sylvester Stallone melhorou, e muito, com o tempo. 


Essa nova produção é uma mistura de continuação com reboot. Ela mescla muito bem uma história alterada e moderna do primeiro longa apresentando um novo personagem cheio de potencial para crescer com um aparente final, talvez, da carreira do lutador mais amado de Hollywood. Tem o antigo e os personagens famosos, o que vai agradar aos fãs que acompanham a saga desde o começo, e uma história atual com novos rostos, o que vai agradar aos fãs da geração atual que não conhecem bem o enredo. E foi exatamente aí que o diretor Ryan Coogler acertou.

Adonis Johnson (Michael B. Jordan) é filho ilegítimo de um antigo rival de Rocky (Sylvester Stallone), Apolo Creed. O garoto órfão ainda criança foi acolhido pela viúva de Creed, que cuidou de Adonis como se fosse seu filho. Ele leva uma vida luxuosa em Los Angeles, com trabalho no ramo financeiro e regalias. Mas o seu coração está na luta, no boxe, mesmo que nunca tenha tido treinamento formal. Tudo o que o pugilista amador sabe veio de observação de antigas lutas do pai e experiência nas ruas.



Quando larga tudo para ir para a Filadélfia treinar boxe profissional, Adonis busca a ajuda de Rocky, que é muito relutante em relação a isso. Ele insiste que essa fase da sua vida já acabou. Mas Adonis é insistente, leva o antigo lutador ao limite e o ganha na simpatia e sorriso aberto. Mas a dúvida que sempre paira é, o rapaz tem o talento do pai ou é uma fraude?

As cenas de luta e treinamento são os pontos altos do filme. O diretor soube filmar de modo cru, como se fosse realmente de verdade. Às vezes dá quase a impressão de ser um documentário ou luta real. Os planos em close up com sangue escorrendo e suor voando, além de socos distribuídos, a câmera que rodeia os atores, o movimento ensaiado, mas natural, tudo isso cria um ambiente tenso, dramático, de ação, que me fez agarrar muito o braço do meu marido de tão nervosa que eu fiquei.



Michael B. Jordan está crescendo em Hollywood e a cada filme que passa mostra seu talento. O rapaz é muito bom, muito crível. Sabe alternar de momentos de ira profunda para relacionamentos delicados de paternidade com Stallone, Tessa Thompson, no papel de Bianca, sua namorada, e Phylicia Rashad, como sua mãe adotiva. E é impossível não comentar o físico de Michael em Creed. Minha nossa, ele está enorme, mas muito bonito. O comprometimento corporal que ele deu ao filme é de cair o queixo.

Stallone trabalha muitíssimo bem em Creed, uma das suas melhores performances como Rocky. Apesar da estrela de ação que se tornou, ele foi humilde o suficiente para deixar espaço para os jovens e soube que seu tempo como lutador saradão já ficou para trás. A carga dramática dele está ótima (Nunca achei que fosse dizer isso, mas Stallone quase me fez chorar!), assim como seus momentos de alívio cômico, os melhores. Não acredito que ele vai levar o Oscar, mesmo tendo ganhado o Globo de Ouro, mas vejo que a indicação foi muito justa, principalmente devido ao conjunto da obra.

A nova versão da clássica cena da escadaria


Creed: Nascido Para Lutar é um filme que nos apresenta um novo “Rocky”, que faz sua versão da corrida na escadaria (Adonis correndo nas ruas do gueto com o mesmo figurino do antecessor rodeado por garotos em motos dando apoio) e nos dá a possibilidade de uma nova franquia dentro da antiga.

Meninas, sei que às vezes é chato acompanhar os namorados/maridos em filmes do gênero, mas garanto que Creed é muito bom. Vale a pena.

 Recomendo.

Teca Machado

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A Hora Mais Sombria – Série A Mediadora


Meg Cabot é uma das minhas divas supremas, vários dos livros dela são meus xodós. A minha fase leitora começou pouco antes de me aventurar por seus livros do Diário da Princesa, quando tinha uns 12, 13 anos. Apesar de hoje achar que essa série é muito infantil, morro de carinho por ter feito parte da minha vida literária. Uma das minhas sagas preferidas da autora é A Mediadora, cujos três primeiros livros comentei aqui, aqui e aqui. Hoje trago para vocês o quarto volume: A Hora Mais Sombria.


A paixão de Suze pelo fantasma que mora no seu quarto está cada vez maior e nesse livro é ainda mais arrebatadora. Jesse, o cara que morreu há 150 anos na casa em que ela mora, é lindo, latino, gente boa e muito gostoso. Por ser uma mediadora, alguém que vê e ajuda os mortos a passarem para a próxima “fase”, ela pode tocar em Jesse, sentir seu corpo, mas ele não parece ter interesses amorosos nela e, além disso, não é como se eles pudessem ter um relacionamento normal, saindo para passear, se casar e tudo o mais.

Só que em A Hora Mais Sombria partes do passado de Jesse vêm a tona quando o padrasto e o meio irmão de Suze desenterram seu corpo no jardim e Maria, a ex-noiva de Jesse, aparece para assombrar a mediadora e fazer ameaças contra a sua vida. Como se isso tudo não fosse suficiente, Suze precisa trabalhar no verão de babá num hotel de luxo e um dos garotinhos é mediador também. Ela precisa ensiná-lo o “ofício” enquanto o irmão mais velho dele dá em cima da garota. Tudo bem que ele é lindo e charmoso, mas tem algo estranho nele, parece que há algum segredo num nível mais profundo.

Meg Cabot
Se Suze achou que tinha se metido em confusão nos livros anteriores, é porque não sabia o que ainda estava por vir!

O começo desse quarto volume é mais cheio de mimimis do que os outros, apesar de Suze ser uma garota durona, super badass e divertida. Mas assim que o enredo realmente começa, posso dizer que é um dos melhores da série até agora. Ação, mistério, sobrenatural e romance, tudo isso num desfecho de tirar o fôlego e de fazer o leitor ficar pensando “Por favor, dê tudo certo, por favor”. Meg Cabot sabe escrever um ótimo livro e te prender à história!

Nos aprofundamos no relacionamento de Suze com Jesse e conhecemos um pouco mais sobre esse fantasma pelo qual todas as mulheres gostariam de ser assombradas, haha (Jesse, você pode me chamar de hermosa quando quiser, tá?). Ainda assim há vários fatos sobre sua morte e sobre ele que ainda estão escondidos, além de outro mistério ainda mais cabuloso que a autora inseriu nas últimas páginas.

A Hora Mais Sombria é tão divertido e arrebatador que eu precisei me segurar para não começar o 5º e o 6º volume logo em seguida, já que eu gosto de “saborear” uma série e não ficar órfã rápido. Mas confesso que li muito rápido, num pedaço de uma manhã e uma tarde. Todos os livros da saga são assim, de leitura facílima, letras grandes e diagramação bacana.

Meg Cabot mais uma vez arrasou e me deixou ainda mais apaixonada por Suze e Jesse.

Recomendo bastante toda a série.

Teca Machado

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Quando o pneu do carro fura! - Projeto Drama Queen #64 – Por Carol Daixum



- Bia, vou buscar a sua mãe no trabalho. Quer ir comigo? 
- Posso ir de pijama? 
- Claro. Vai ser rapidinho! Nem vamos sair do carro. 
- Beleza. Vou colocar um chinelo. 
- Coloca um bonitinho, vai que o pneu fura, né? 
- AI MEU DEUS. VOU ME TROCAR... 
- É brincadeira, Bia. Vamos logo! Não vamos demorar nem 5 minutinhos. 
- Ok (desconfiada)

(5 minutinhos)

- Ôôuuu...
- Que foi, tia?
- Então, não está sentindo o pneu meio bambo? 
- NEM BRINCA, TIA! Carrinho do coração, estou de pijama. Não faz isso comigo, por favor! 
- Bia, Sem drama! Vou encostar, chamo o seguro e pronto... (Boa noite, aconteceu um pequeno acidente...)
- TIA!! NÃO ACREDITO QUE VOCÊ NÃO DEIXOU EU TROCAR DE ROUPA. E AGORA? 
- Shiu! Bia, estou no telefone. Calma! É só um pneu. Ninguém vai te ver! 
- Hahaha, do jeito que a minha sorte está a meu favor. 
- Pronto. Em 15 minutos eles chegam. Vou ter que sair do carro para pegar as coisas. Quer ir comigo?
- DAQUI EU NÃO SAIO, DAQUI NINGUÉM ME TIRA! 
- Obrigada pela ajuda, querida sobrinha! 
- Tia, foca no meu pijama com um monte de minion e no bumbum também. 
- Hahaha. Tá bem. Já volto! Vou ligar para a sua mãe e falar para ela ir de táxi. 
- Ai, Deus, faça o cara do seguro ser um barango, por favor!!! 
- Deus não atende pedido de piriguete, viu? 
- RIDÍCULA. Eu tenho direito de não querer deixar ninguém ver meu look derrota total. 


(De repente o cara aparece…)

- Dona Lídia? 
- Eu mesma... Uau... Er... Quer dizer... Você é o cara do seguro? 
- Isso mesmo. Tem gente no carro? Preciso que todo mundo saia. 
- Sabe o que é? Minha sobrinha está bem gripada! E esse tempinho.... 
- Senhora, está quase 40º aqui fora. 
- Verdade, mas sabe como é.... 
- Não, não sei. Desculpa senhora. Vai ser rápido!
- Ok. 
- Eu juro que te mato, tia. JURO!
- Bia, eu tentei. Você viu!!!! 

(O cara do seguro…)

- Moço, tudo bem? 
- CARACA QUE PIJAMA IRADO. MINHA SOBRINHA TEM UM IGUAL. TEM UM MONTE NA BUNDA, NÉ? 
- O senhor não tem que trocar o pneu? Deixa o meu Minion em paz. 
- Foi mal, senhora. Não vou demorar nada. 

(Eu vou matar a minha tia...)

- VIU, TIA??? OLHA A MINHA REPUTAÇÃO!
- Bia, você nunca mais vai olhar para esse cara. 
- Se você não sabe, o mundo é um ovo de codorna. Ele pode ser muito bem o melhor amigo do meu futuro marido. E aí? Não vou suportar ser chamada de "a garota com a BUNDA DE MINION". 

(O sem noção voltou…)

- Senhoras, acabei. Podem entrar!
- Obrigada! Só isso? Podemos ir? 
- Sim. Depois é melhor passar no posto, ok? Ah! Você se importa de eu tirar uma foto do seu pijama? Minha sobrinha vai adorar ver o irmão gêmeo do pijama preferido dela...
- Preciso responder? 
- NÃO SENHORA! TCHAU PARA VOCÊS E CUIDADO. 

(Eu ainda vou matar a minha tia...)

- Eu juro que te mato, tia. 
- Bia, relaxa. Poderia ser pior... Poderia ter acontecido numa rua movimentada, né? 
- MESMO ASSIM!
- Relaxa, quer dar um pulinho no MC? 
- Drive-Thru?  
- Pensei em comer lá dentro... Se importa? 
- PRECISO RESPONDER?????? ARGHHHH!!! 
- Iiiiii... É brincadeirinha, bumbum de minion! 

Depois de chorar litros, fiquei mais calma. Contamos para os meus pais e acabou que todo mundo riu do meu novo apelido. E há males que vem para o bem, aprendi uma lição mega importante: NUNCA, EM HIPÓTESE ALGUMA, SAIA DE PIJAMA. NEM POR CINCO MINUTINHOS. NÃO CAIAM NESSA EMBOSCADA! O RESULTADO PODE SER UM DRAMA CATASTRÓFICO! ;-) 

***

Lembrando que o Projeto Drama Queen é uma parceria entre os blogs Pequena Jornalista e Casos, Acasos e Livros. Todos os textos têm uma dose extra de exagero e muita imaginação. Nem todos são 100% reais. Por exemplo, esse foi inspirado quando minha irmã furou o pneu e eu estava de pijama da Alice. Mas não tinha um chapeleiro maluco no meu bumbum não. Era cheio de coraçãozinho. Ainda bem que tenho cara de criança, ai deu para disfarçar! ; p

Quer participar desse Projeto lindão? Manda um e-mail: projetodramaqueen@gmail.com ou avisa aqui nos comentários. ;-) 

Beijos, Carol. 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Mais um livro de Harry Potter?


O meu mundo caiu e o seu?

Talvez, TALVEZ, a saga Harry Potter ganhe mais um livro.

Ééééé, meu povo, será que teremos mais do nosso bruxinho preferido e sua gangue?

Segundo o The Rowling Library, um blog sobre os livros da J. K. Rowling, duas editoras estão interessadas em publicar como livro o roteiro de Harry Potter and the Cursed Child (Harry Potter e a Criança Amaldiçoada), peça que estreia em julho em Londres. 

Como seria o livro, segundo The Rowling Library

A história começa dezenove anos depois do término de Harry Potter e as Relíquias da Morte e mostra Potter, agora um empregado do Ministério da Magia, e seu filho Albus Severus Potter. Mas não se sabe mais do que isso sobre o enredo, só que será divido em duas partes.

Não foram citados os nomes das editoras no artigo, mas o livro não teria como autora apenas J. K. Rowling, já que o escritor é o dramaturgo Jack Thorne.

Por favor, J. K. Rowling e Jack Thorne, nunca te pedi nada! Lancem mais um livrooooo (ou dois)! E depois o filme, é claro.

O mundo inteiro agradece.

Mãe, posso ir para Londres ver a peça? :P

Teca Machado


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

D.U.F.F: Comédia high school moderninha


Você já viu esse filme um milhão de vezes e gosta, mesmo que não confesse a ninguém. Comédias americanas ambientadas no intimidante high school onde apenas os lindos, sexys e populares sobrevivem estão aí aos montes, principalmente aquelas em que a garota feia e excluída deseja mudar seu lugar na cadeia alimentar escolar e sofre uma repaginada ficando linda e desejada enquanto a rainha do baile morre de ódio. O filme D.U.F.F., do diretor Ari Sandel, tem tudo isso e mais um pouco usando uma linguagem moderna, atual e divertida, contando com um casal protagonista carismático e com química.


Sim, D.U.F.F. é clichê, mas com um desfecho um tanto diferente. Não foca em “Vamos transformar a feia (que nem é tão feia assim) em bonita”. A produção preza mais pelo “Sou estranha, a melhor estranha que você poderia conhecer, lide com isso”. O filme não prega o makeover para a personagem se transformar em desejável. Ela até passa por algumas transformações, mas mais de aceitação interior do que embelezamento exterior.

No enredo, Bianca (Mae Whitman) fica indignada ao descobrir por meio do vizinho amigo de infância e bonitão babaca do colégio Wesley (Robbie Amell) que é a D.U.F.F. das amigas Jess (Skyler Samuels) e Casey (Bianca A. Santos). D.U.F.F. significa Designated Ugly Fat Friend, algo como a amiga feia e gorda que é mais acessível do que as gostosonas, então os caras conversam com a D.U.F.F para conseguir pegar as amigas gatas. Mesmo que Jess e Casey não tenham culpa disso, Bianca resolve cortar relações com as meninas e pede conselhos a Wesley para deixar de ser D.U.F.F. e para conquistar o cara pelo qual é apaixonada.


Jess e Casey com sua DUFF Bianca

Bianca e Wesley

Mesmo que o relacionamento entre Bianca e Wesley não seja romântico, já que eles não suportam muito um ao outro, a ex do rapaz, Madison (Bella Thorne), a megera popular, não gosta nada disso e fará de tudo para que Bianca continue sendo a rainha dos D.U.F.F.s.

Além de toques modernos sobre smatphones, virais e compartilhamento de informações, o que mais agrada em D.U.F.F. é o elenco, principalmente Mae Whitman e Robbie Amell. Mae pode até não ser linda e maravilhosa (algo que o figurino contribuiu muito), mas está longe de ser feia e gorda. Seu carisma é tamanho que é impossível não amá-la logo de início. A atriz é extremamente competente e nos entrega uma Bianca maravilhosa. E a química com Robbie é muito divertida e nenhum pouco melosa ou com mimimis. Robbie não é tão bom ator quanto Bianca, mas sua simpatia e sorriso aberto conquistam qualquer um (Fora que é bem lindo, bem lindo mesmo). Ótimas escolhas do diretor, ainda mais porque temos uma ponta de Allison Janney, como mãe de Bianca, e Ken Jeong, como professor meio louco.

A rainha dos DUFFs

Lindo, beeeem lindo

Madison, a megera do bullying tecnologico

Com uma fotografia bacana, um figurino lindo, tiradas engraçadas, roteiro amarradinho e cativante e elenco competente, D.U.F.F. é diversão garantida e um filme perfeito para descansar a mente e dar umas risadas.

O longa foi baseado no livro de mesmo nome, de Kody Keplinger, que acabou de ser lançado no Brasil. Alguma dúvida de que eu quero ler?

Recomendo.

Teca Machado


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Colares de contos de fadas


Contos de fadas e tudo relacionado a eles são os xodós da minha vida!

Por isso achei de uma delicadeza extrema os colares da Laliblue e vim compartilhar com vocês.

A empresa, acredito que canadense, nasceu em 2006 com o objetivo de criar acessórios com um ar vintage usando temas relacionados à fantasia, como contos de fadas, circo, cinema, natureza e todo um mundo de mágica.

As peças são feitas principalmente com metal, madeira e resina e as criadoras dedicam a todas aquelas mulheres que ainda se sentem como menininhas por dentro.

Chapeuzinho Vermelho

A Pequena Sereia

Bambi

A Garota na Caixa de Fósforos

Alice no País das Maravilhas

Pinóquio

Cinderela

A Ratinha Vaidosa

A Garota Cogumelo

O Patinho Feio

Fonte: Bored Panda

Achei uma graça, mas não se se usaria como acessório. Talvez colocaria como enfeite em casa. E vocês, gostaram? Usariam?

Teca Machado

sábado, 23 de janeiro de 2016

Shadowhunters: Impressões iniciais


Muita gente detestou, algumas pessoas adoraram e tiveram aqueles que, como eu, ficaram meio sem saber o que pensar, pelo menos no episódio piloto. Mas esperei o segundo sair para fazer uma resenha aqui no blog. Estou falando da série Shadowhunters no Netflix, baseada nos livros Os Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare.


Shadowhunters é a segunda tentativa de transformar os livros da autora em live action. O filme Cidade dos Ossos (Comentei aqui) foi um fracasso de bilheteria em 2013 e as continuações foram canceladas, o que me deixou chateada, porque eu gostei bastante do filme, mesmo que o ator que fazia o maravilhosíssimo personagem Jace fosse o extremamente horroroso Jamie Campbell Bower e a Lily Collins tivesse uma sobrancelha que me agoniava profundamente.

Shadowhunter acompanha Clary Fray, uma garota que no seu aniversário de 18 anos descobre que todas as lendas são reais. Vampiros, lobisomens, feiticeiros e, principalmente demônios e anjos, existem e a história da sua família faz parte de uma luta milenar contra o mal do mundo. Seu sangue é de Caçadores de Sombras, que mata demônios. Quando sua mãe é sequestrada por Valentim, um antigo vilão que julgava-se estar morto, Clary e seu melhor amigo Simon encontram Jace, Alec e Isabelle, jovens Caçadores de Sombras que irão ajuda-los a descobrir onde sua mãe está e porque Valentim a quer tanto.



Com várias mudanças do enredo do livro, algumas que me incomodaram e outras não, a série é boazinha. O piloto, confesso, é bem mais ou menos, quase com um pezinho no trash. Mas melhorou no segundo episódio e espero que a tendência seja sempre crescer, porque a história é incrível e cheia de nuances e profundidade.

O elenco ficou bem bacana, apesar da protagonista Katherine McNamara ser péssima atriz. Ela é bonita, tem a cara que Clary é descrita no livro e possui a atitude necessária, só precisa ser menos canastrona. O resto do elenco ficou muito bom, principalmente Dominic Sherwood como Jace, muito mais bonito e cheio de marra que seu antecessor, Alberto Rosende como nosso amado nerd Simon, Emeraude Toubia cheia de sex appel como Isabelle e Matthew Dadario como o mal humorado Alec (Curiosidade: Matthew é irmão de Alexandra Daddario, de Percy Jackson e San Andreas).

Jace, Clary, Simon, Magnus Bane, Isabelle e Alec

Os efeitos especiais estão bem mixurucas. Achei que o Netflix ia investir um pouco mais nisso. Em compensação, a fotografia está muito bonita, sombria, mas com algumas cores fortes aqui e ali. E o figurino ficou bem legal também, com cabelos maravilhosos e roupas lindas (Ainda que meio periguetes, haha).

O que eu senti mais falta foi do tom lúgubre dos livros, da acidez e da ironia de Jace, que tem aparecido moderadamente. No original ele é muito mais mordaz e sarcástico, o que nos faz morrer de amores por ele. Pesquisando sobre a série, vi que a proposta original era que fosse mais sombria e pesada, mas optaram por algo mais adolescente, o que foi uma pena.


Vamos ver como a temporada de 13 episódios se desenrola daqui para frente. Assim que ela tiver finalizado, volto a fala sobre isso aqui.

E vocês, o que acharam de Shadowhunters?

Recomendo.

Teca Machado 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Para Todos Os Garotos Que Já Amei: Favoritei!


Quem nunca escreveu uma carta de amor na adolescência não sabe o que é emoção! Lara Jean, protagonista do livro Para Todos Os Garotos Que Já Amei, de Jenny Han, tem nesse tipo de escrita uma espécie de “libertação”. Quando ela deseja se desapegar do amor que sente por um cara, escreve uma carta bem verdadeira, sem julgamentos, sem medo, totalmente de coração aberto e diz tudo o que sente e o que acha. Ao fim da escrita, sente que está livre desse amor e guarda a carta numa caixa.


Mas certo dia a caixa, juntamente com as cartas, some. E os garotos destinatários começam a receber as cartas, totalmente surpresos pelo o que aconteceu. Ou seja, a vida pacata e tranquila da certinha e quase invisível Lara Jean vira de ponta cabeça, principalmente porque um deles é o ex namorado da irmã e outro um cara popular meio babaca do colégio que foi seu primeiro beijo.

Para piorar a situação, sua irmã mais velha, Margot, sua melhor amiga, conselheira e uma espécie de mãe, foi para a faculdade em outro país. Agora é responsabilidade de Lara Jean cuidar da casa, do pai viúvo e da irmã mais nova que tem mais atitude do que uma rock star. E para sair das confusões geradas pelas cartas, a garota se enrola cada vez mais. É, não está fácil para a Lara Jean!

Dedicatória toda linda da Dudi

Fazia muito tempo que eu queria ler Para Todos Os Garotos Que Já Amei, tantos foram os comentários positivos sobre ele. Até que em dezembro, no amigo secreto do meu clube do livro, minha amiga Dudi Kobayshi me tirou e me presenteou com essa maravilha! Passei ele na frente da fila de quase 200 livros que tenho me esperando e não me arrependo nem por um minuto.

A obra é divertida, é tocante, é delicada e é sobre crescimento e amadurecimento. Sim, tem romance, é óbvio, e é de uma fofura sem fim! Fui pega de surpresa, confesso. Mas o foco é a Lara Jean deixando de ser criança e enfrentando novos desafios, inclusive expor seus sentimentos, algo que ela sempre deixou guardadinho no seu íntimo. É possível perceber que a menina vivia à sombra da irmã mais velha. Era acomodada em viver com ela e por ela. Mas quando Margot vai embora e parece se transformar em outra pessoa, uma desconhecida para a família (Eu acho ela meio vaca), Lara Jean percebe que é necessário tomar as rédeas do seu futuro e isso é mais difícil do que parecia. Vemos também que as aparências enganam e que as pessoas têm camadas muito mais profundas do que parecem à primeira vista.


Com personagens apaixonantes e uma escrita muito encantadora, deliciosa e de leitura rápida, Para Todos Os Garotos Que Já Amei superou as minhas expectativas (Que eram altas) e se tornou um dos meus livros preferidos sem muito esforço. Saber que a continuação, P.S. Eu Ainda Amo Você, acabou de ser lançada, me faz querer ler o mais rápido possível (Certeza que o livro vai furar fila de novo!).

Jenny Han, você definitivamente ganhou um espaço no meu coração e eu virei fã. Terminei a leitura com os olhos brilhando e a pupila em formato de coração.

Recomendo muito.

Teca Machado

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A zumbi da manhã: Eu odeio acordar cedo! – Projeto Drama Queen #63



Se tem uma coisa que eu odeio, simplesmente odeio, é acordar cedo.

Durante muito tempo achei que eu fosse simplesmente preguiçosa, até que como jornalista fiz uma matéria sobre distúrbios do sono e o neurologista me disse que cada corpo tem seu ritmo. Segundo ele, o organismo tem o seu tempo. Alguns são do tipo “dorme cedo, acorda cedo”, outros são “dorme tarde, acorda tarde” e entre isso há os que ficam completamente satisfeitos com quatro horas de sono enquanto outros precisam de mais de dez. Ele me explicou que posso passar a vida toda fazendo o contrário do que o meu corpo quer, mas ele nunca vai se acostumar e ficar feliz. Serei sempre “escrava” do meu organismo

Então preferi acreditar que sou do tipo “dorme tarde, acorda tarde” e que precisa de muitas e muitas horas de sono por noite. Melhor isso do que pensar que sou preguiçosa, né?

A vida praticamente inteira acordei cedo e sempre, sempre odiei. Não que eu acorde mau humorada ou da pá virada. Eu simplesmente nem tenho forças para mau humor muito cedo. Viro uma espécie de zumbi meio em coma. Meus anos de colégio foram levantando às 6h da manhã, na faculdade às 7h e depois para o trabalho mais ou menos nesse horário também. 


Teve uma época em 2014 que eu começava o expediente 7h30, o que já é absurdamente cedo, e morava a uns 50 minutos do escritório. Então, precisava sair de casa umas 6h30 e para conseguir isso precisava acordar 5h30. Pensa numa pessoa que ficava infeliz e indignada?

Agora me pergunta se depois de quase 20 anos levantando antes das 8h eu acostumei acordar cedo? Não. É um drama sem fim!

E para piorar a situação arrumei um marido igualzinho, que ama dormir. Nos finais de semana, se deixar a gente acorda sempre muito tarde e perde metade do dia. Estamos tentando criar compromissos sábados e domingos de manhã para levantar pelo menos 9h. Nem tarde, nem cedo.

Essa semana mesmo foi cruel. Meu trabalho voltou das férias coletivas e em Brasília, onde moro, está chovendo tanto, mas tanto, que estou me sentindo em Forks (Fãs de Crepúsculo me entenderão, haha). Todos os dias, de manhã, de tarde e de noite, está aquele clima chuvoso, nublado e friozinho. Me diz cadê o ânimo para acordar e ir para o escritório? Cadê? Tudo o que eu mais desejava era ficar na cama enrolada em lençóis macios sabendo que a chuva está caindo lá fora de modo poético e melancólico...

Mas a vida não é assim, minha querida.


*** 

O Projeto Drama Queen, essa parceria entre os blogs Casos, Acasos e Livros e Pequena Jornalista, tem posts todas as quintas-feiras com uma dose de exagero e bom humor sobre os dramas e problemas da vida. Se identificou? Chega mais! Você pode mandar a sua participação especial para a gente. É só entrar em contato pelos comentários que a gente conversa.

Teca Machado

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Je t’aime, France: Livro novo – A alegria e a dor que é escrever


"Era uma vez..."

Para quem não sabe, eu sou escritora.

Mas não sou do tipo normal. Eu não invento histórias ou crio os personagens e sei onde o livro vai acabar.

Na verdade, os personagens já existem na minha cabeça e falam comigo. E falam tanto, mas tanto, que eu fico curiosa e preciso colocar no papel para que eles me contem o que vai acontecer depois. Então, no fim das contas, eu não invento nada, só relato o que está acontecendo no meu cérebro.

Meio perturbador isso, não?

E o mais engraçado é que enquanto escrevo várias pessoas me perguntam “Mas e agora? O que vai acontecer?”.

Minha resposta? 

Não sei. Eu nunca sei o que vai acontecer. Tanto que quando eu termino é uma surpresa, como se eu estivesse só lendo o livro, não escrevendo.

Fico indignada com os acontecimentos, brava ou apaixonada pelos personagens, sofro junto, choro, me descabelo quando algo sai errado. Quando escrevo uma cena tensa, depois meus ombros estão totalmente doloridos. Às vezes passo dias pensando “Eu não acredito que o fulano fez isso!”, bem brava mesmo, aí lembro “Opa, fulano não é real...”.

"Lá está ele escrevendo de novo"

Passei os últimos dois anos nesse processo de escrever um livro. Em 2013 terminei e publiquei o meu primeiro, I Love New York (Conheça mais sobre ele aqui) e logo em seguida comecei outro, com uma história que o meu pai tinha sonhado certa noite. Só que demorei para escrever, foi mais lento. Nesse tempo o trabalho tomou minha agenda, aí fiquei noiva e quem tomou minha agenda foram os preparativos do casamento e escrevi muito devagar e pausado, algo que me fez de certo modo sofrer. Mas desde setembro de 2015 peguei firme e sexta-feira passada terminei meu segundo romance chick lit, Je t’aime, France.

Nas últimas duas semanas peguei firme porque estava de férias. Demorei dois anos para escrever 140 páginas e duas semanas para as últimas 60. Foi intenso, foi louco, foi sofrido, por vezes amargo, mas foi delicioso e eu digo de todo o meu coração: Isso me deixa completamente feliz.

A sensação de colocar o último ponto final é algo extremamente realizador e amedrontador. As pessoas vão saber o que passa na sua cabeça, você está vulnerável para ser julgado, seus personagens vão conhecer o mundo. Isso dá medo.

Mas é só o começo. Na verdade, escrever é a parte mais fácil. Agora é que vem o complicado.

Estou na fase de releitura e edição. Depois vou mandar para a revisão ortográfica. Em seguida registrar a obra. E, só aí, procurar editoras (A pior parte!).

I Love New York foi pela Editora Novo Século, mas para esse segundo, Je t’aime, France (que não é uma continuação, mas é interligado ao primeiro), vou procurar novos ares. Talvez uma editora nova, talvez publicação independente, talvez Whattpad... Vamos ver o que a vida me reserva, certo?

Capa do meu primeiro romance <3

Mas já fiquem de olho que em breve tem livro novo por aqui. Vou postando as atualizações para vocês.

Beijos,

Teca Machado

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

As Sufragistas – O direito do voto feminino nos anos 1910


Sabe quando você assiste a um filme e vai ficando completamente indignado com a situação dos personagens e quer entrar na tela e dar uns socos nos responsáveis pelo sofrimento alheio? Pois é, fiquei assim assistindo As Sufragistas no cinema. Durante o longa da diretora Sarah Gavron fui ficando tão contrariada com as situações dessa produção que mistura registro histórico real e drama que todo o tempo virava para o meu marido e dizia: “Eu estou muito indignada”.


Apesar de falar sobre acontecimentos reais na Inglaterra em 1912, As Sufragistas gira em torno de Maud Watts (Carey Mulligan), uma personagem fictícia. A protagonista trabalha numa lavanderia desde os 13 anos incansavelmente, ganha pouco e foi abusada pelo chefe ao longo dos anos. Agora na casa dos vinte e poucos, esposa e mãe, ela continua no mesmo emprego, onde o marido também trabalha, mas sua carga é menor e o salário bem maior. Maud não se incomoda com isso, tudo o que ela deseja é viver sua vida e cuidar da família.

Até que ela é arrastada para o meio de uma confusão política do movimento pelo sufrágio, luta pelo direito de voto às mulheres. As sufragistas (e até alguns homens simpatizantes) sempre foram pacíficos e muito engajados, mas quando perceberam que ações são maiores do que palavras, começou uma espécie de guerra civil entre mulheres e polícia, que é bem o momento em que Maud é inserida nesse universo. Juntamente a ela, o espectador é sugado para o coração desse movimento e passa a aprender, entender e sofrer com a garota, que pelo simples ato de pedir voto para as mulheres vira uma pária da sociedade.



Vejam bem o motivo de tanta indignação minha: As mulheres não pediam igualdade de salário, de tratamento ou qualquer outra coisa, elas apenas desejavam votar, ser parte da vida política e da tomada de decisões do país. Mas os homens constantemente afirmaram que não, que as mulheres são psicologicamente desequilibradas para poderem escolher governantes.

Algumas pessoas podem até assistir ao filme e pensar “Nossa, aquelas mulheres sofriam, hein? Ainda bem que tudo mudou”. Sim, sofriam, mas nós também ainda sofremos. De maneira diferenciada ainda há machismo, mas de modo um tanto mais velado e um pouco menos absurdo. Nossas lutas são outras e agradecemos a essas mulheres de 1912 pelo início da caminhada. O foco aqui não é falar sobre o sofrimento feminino, e sim sobre o filme, mas eu precisava fazer esse pequeno desabafo. :)


Foto real do movimento Sufragista em 1912 na Inglaterra

Voltando a As Sufragistas, o filme é cru, sóbrio, sempre em tons escuros tanto em questão de roteiro quanto em questão de fotografia, o que representa muito bem a luta das mulheres numa década em que eram (mais) menosprezadas. É difícil não solidarizar com aquelas que faziam parte ativamente do movimento e foram consideradas quase como lixo. Poucas tinham sorte de ter seus maridos acompanhando-as e lutando com e por elas.

O elenco é enxuto e muito bem escolhido e trabalhado. Carey Mulligan infelizmente foi esquecida no Oscar. Sua atuação está tão excelente, tão sofrida, mas ainda assim otimista. Helena Bonham Carter é outra que nunca decepciona. Sua interpretação de uma das líderes das Sufragistas é comovente ao mesmo tempo em que é forte e destemida. Meryl Streep, uma das minhas divas supremas, vive a personagem real Emmeline Pankhurst, uma das fundadoras do movimento e mentora intelectual. Infelizmente aparece pouquíssimo, mas sua cena é impactante. Ben Whisaw, como marido de Maud, trabalha tão bem que eu estou até agora com ódio dele, haha.



As Sufragistas teve pouca divulgação no Brasil e não passou em muitos cinemas, mas, se você puder, procure para assistir. É excelente.

Recomendo.

Teca Machado