quinta-feira, 31 de março de 2016

Minha nada mole vida canina! - Projeto Drama Queen #72 ♥ - Por Carol Daixum


Oi. Meu nome é Jeannie (do seriado Jeannie é um gênio) e minha irmã humana, a Carol Daixum, me chama de dramática e eu não entendo. 


A primeira vez que fui chamada de drama queen foi quando ela e a minha outra irmã resolveram dar o meu primeiro banho, justamente quando eu completei um mês na minha nova casinha. Achei muita sacanagem! Sou um bebê de dois meses e água, que não seja para beber, me assusta. Quente ou fria. Não importa. Mas elas foram lá. Me enganaram direitinho! Preparam uma armadilha cheia de amigos bichinhos de pelúcia e... Lá estava eu dentro do box com a minha irmã sendo apresentada a uma tal de água assustadora. Falaram que ia ser legal, que não ia demorar. Aí, para completar, começaram a tirar foto minha, gravar vídeo. Só porque eu estava chorando! Elas não se colocaram no meu lugar, gente. Fiquei indignada. Tudo bem, fiquei cheirosinha. MAS POXA! 

Depois de horas assustadoras, achei que o pesadelo tinha acabado. POBRE JEANNIE. Me apresentaram a um tal de S-E-C-A-D-O-R, que sai uma fumaça tenebrosa. Elas não têm noção do quanto aquilo é quente e pode queimar sério o meu pelinho. O frio até passou, mas fiquei com muita raiva quando escutei o discurso: que cachorrinha DRAMÁTICA. Dramática, eu? Passei pelo meu 1º trauma e elas falam que é drama??? Elas não entendem como água junto com esse aparelho esquisito é assustador. 

Aí depois disso tudo pedem para eu ficar boazinha para tirarem foto minha e colocar num tal de Instagram. Só não fiquei mais irritada porque segundo elas e minha mamãe humana eu faço muito sucesso por lá.... 

Quando acabou, fui lá quietinha roer a parede da minha irmã. Estava dando um jeito no quarto dela, gente. E em troca recebo gritos do corredor. A PAREDE FICOU MUITO MELHOR GENTE. Deu um toque rústico, sabem? 


Falando nesse esporro que levei, preciso falar uma coisa: minha família humana RECLAMA MUITO!!! Faço xixi no corredor, reclamam. Número dois, reclamam. Eu não consigo chegar a tempo para fazer num tapetão. Se bem que das últimas vezes que eu fiz lá, ganhei uma tal de maçã. Ô coisa boa, gente. Vou pensar se vou fazer lá. Cansa muito andar até a área. Elas poderiam facilitar a minha vida e colocar no corredor, né? Ia dar um toque de charme nessa parte da casa. Essa família não entende nada de decoração. 

Voltando às reclamações. Elas reclamam de simples mordidinhas no dedão do pé, na canela. Gritam toda vez que faço isso, ainda mais quando faço de surpresa. E ainda dizem que a drama queen sou eu... Vai entender. A última da minha irmã: “Jeannie não pode comer a minha bonequinha de profissão”. Mas, gente, que troço mais feio! Fiz um favor. “Não pode comer a minha cama. Não pode pegar remédio! Não pode isso, não pode aquilo”. MEU DEUS! Não posso fazer nada nessa vida que elas reclamam. Aí de vingança colocam um spray para eu não roer os móveis. Mal sabem que eu amo aquele troço e só me dá mais vontade de morder. Mas para dar uma moral, na hora deixo o móvel de lado e vou para os meus brinquedinhos. Precisam ver a cara de felicidade delas!!! ELAS NÃO ENTENDEM O QUANTO É BOM ROER AS COISAS. Sabem, meu dentinho dói e acho que eu precisava ser compreendida nessa fase da minha nada mole vida. 


Vou parar por aqui. Não quero chegar na parte que tomei DUAS VACINAS HOJE. Estou chocada até agora. Crente que eu ia dar um passeio de carro, mas não. Elas me levaram para uma tal de clínica veterinária. Eu sei que é para o meu bem, elas conversaram comigo. Mas dói muito, gente. É a pior picada da vida! Prefiro mil gritos desnecessários da minha irmã do que aquelas picadas. E elas ainda acham bonitinho o meu drama. Tudo bem, sou charmosa mesmo. Mas elas não compreendem o meu lado.

 Ahhhh! Quase esqueci. Também estou aqui para defender meu amiguinho Calvin, que foi totalmente injustiçado na semana passada pela Teca. Que culpa ele tem se gosta de devorar um livro literalmente? Ler não é o que importa? Pensem nisso! #cãesunidos #vamosdevoraroslivros #euapoiooCalvin 


Por hoje é só. E apesar dos momentos de tensão que a gente vive, amamos muito os humanos que cuidam da gente com todo amor e carinho! Eu tenho um verdadeiro lar doce lar e por elas aguento até vacina e ser chamada de dramática. Agora é melhor acabar por aqui mesmo, antes que ela perceba que eu mordi a tecla F1 do computador dela. Alguém usa essa tecla? Não, né?? NÉ??? Ai!!! Santinho protetor dos animais mordedores de teclas, me ajude, por favor. Prometo não reclamar do próximo banho. Pera aí! Não vai ter próximo, né? Diz que não, por favor. 

Lambeijos, Jeannie (é um gênio). 


***

Minha irmã de quatro patas não é linda? ♥ Apesar de todo drama charmoso, ela faz a vida ficar mais divertida e leve, e sei que as mordidinhas (que doem muito por sinal) são de amor. Como viver sem eles, né??? :) Vale lembrar que o Projeto Drama Queen é uma parceria entre os blogs Pequena Jornalista e Casos, Acasos e Livros. Toda quinta um texto dramático cheio de exageros. Falando nisso, a parte da tecla F1 é brincadeirinha da Jeannie, mas de resto é tudo verdade hahaha. ;-) Ah! Querem participar do Projeto? Enviem relatos para a gente. Seus cães, gatos e tal também podem soltar o verbo por aqui. 

Beijos, Carol.

quarta-feira, 30 de março de 2016

A Sereia – Kiera Cass, essa linda


Meu coração literário é grande e cabe muita gente, de personagens a universos e autores, e se tem alguém com um lugar especial reservado lá dentro é a Kiera Cass. Com a sua série da Seleção, já fiquei fã, e agora fiquei um pouquinho mais com A Sereia, da Editora Seguinte, o primeiro livro que ela escreveu, mas que foi lançado só agora no Brasil.


Podemos descrever esse livro como um conto de fadas moderno. A obra é uma releitura do mito das sereias, de porque elas supostamente existem, como são formadas e qual é o seu verdadeiro trabalho. Não é altamente inovador ou surpreendente, mas é de uma sensibilidade e simplicidade incrível.

Em A Sereia esqueça as mulheres metade humanas, metade peixes que vivem no fundo do mar. Aqui as sereias nadam, mas vivem entre humanos. Descobrimos que a Água sente fome e precisa se alimentar de vidas. Para que ela não perca o controle e devaste toda a terra firme do planeta, ela se contenta com alguns milhares de pessoas uma, duas vezes por ano. E para atrair vidas para as suas profundezas, ela tem as sereias, que cantam e hipnotizam, o que leva as pessoas a se jogarem de barcos de boa vontade e se afogarem. Uma delas foi Kahlen, uma garota que fazia uma viagem de barco com a família na década de 1930. Ao afundar, tudo o que ela pensava era que desejava viver, desejava crescer, se apaixonar, se casar... Então a Água escutou o seu apelo e a tornou sereia. Por 100 anos Kahlen viveria linda, sem envelhecer, se machucar ou adoecer, tendo que cantar – e matar – para alimentar a Água. 

80 anos se passam e Kahlen cada vez mais se torna introspectiva e deprimida. Nem suas incríveis irmãs sereias ou o cuidado e carinho da Água a deixam feliz. Matar, mesmo que por um bem maior, não é uma atividade prazerosa. Além disso, as meninas precisam se manter afastadas dos seres humanos, e ela sente falta de relacionamentos. Até que conhece Akinli, um rapaz que a enxerga de verdade, além dos encantos naturais que uma sereia tem, e esse amor que surge pode ser a sua salvação, mas também condenação.

Kiera Cass
Kahlen é uma ótima protagonista. Diferente do que estamos acostumados nos livros atuais, com mulheres líderes de revolução e tudo o mais que mal pensam em romance, tudo o que ela deseja é ser feliz, ter amor. A garota é de uma época em que isso era prioridade e luta pelo que quer, mesmo que vá contra os desígnios da Água. E Akinli é um verdadeiro príncipe, mesmo que sem o sangue nobre. É impossível não nos apaixonar pela bondade e carinho que ele demonstra não só por Kahlen, mas por todas as pessoas ao seu redor. É contagiante.

A relação das sereias com a Água é interessante e ambígua. Kiera Cass soube passar todo o cuidado e amor de uma mãe, mas ao mesmo tempo a fúria e possessão de um poder tão grande da natureza. Ela quer ser amada enquanto é temida, não sabe que carinho é mais eficaz. Esse aspecto do livro foi muito bem trabalhado.

A linguagem, como é típico da autora, é doce, melodiosa e muito fluída. Em primeira pessoa, conhecemos todo o coração de Kahlen, e isso é fundamental para o enredo. O livro é aquele tipo de leitura que vai num piscar de olhos, tanto pela facilidade das palavras quanto pela história envolvente. Um aspecto interessante é que você nunca diria que esse livro é o primeiro da autora. É tão bem escrito e amarrado que não parece de início de carreira. Fora que é volume único. Numa época de tantas trilogias e séries que parecem não ter fim, é bom de vez em quando cruzar com um livro com começo, meio, fim e acabou.

A Sereia nos encanta com fantasia, amor, irmandade, lindos vestidos de sal, mitos e beleza, além de uma capa maravilhosa, como é típico dos livros da autora. Quase até da vontade de ser sereia. Quase.

Recomendo bastante.

Teca Machado


terça-feira, 29 de março de 2016

Conspiração e Poder – Mídia, vespeiro e reeleição


Em certo momento do filme Conspiração e Poder, roteiro e direção de James Vanderbilt, me senti olhando o meu Facebook nos dias atuais. Por mais que o filme, baseado numa história real, passe em 2004, na época da reeleição do presidente americano George W. Bush, os partidarismo, as ofensas e a humilhação na internet já aconteciam, algo que tem aos montes na nossa timeline.


Conspiração e Poder, apesar de ter uma história muito interessante e ser conduzida de forma muito competente pelo diretor, tem como trunfo a maravilhosa e diva Cate Blanchet. Preciso dizer que a cada filme que passa ela trabalha melhor, o que é difícil de acontecer já que ela é fantástica sempre. E no caso desse filme não foi diferente. Quando ela aparece em cena, nossos olhos grudam na atriz. A câmera a ama (e nós também)! Todos os outros atores do elenco são muito bons, mas Blanchet é fora de série. Além disso, a cada dia que passa ela está mais linda e atemporal. Cate é como vinho, a cada ano melhora em todos os sentidos.

O filme gira em torno de Mary Mapes (Cate Blanchet) e Dan Rather (Robert Redford), produtora e âncora do programa de TV 60 Minutes. Após pesquisa inicial, Mary descobre em pleno período de reeleição do presidente que Bush pode ter sido um dos riquinhos privilegiados dos anos 1970 que usaram influência e poder da família para fugir da Guerra do Vietnã. Não só isso, ele ainda ludibriou o Exército em alguns aspectos. Ao fazer uma reportagem detalhada e com muita informação oficial como base, começa uma guerra de poder velada no momento que vai ao ar.



Bush nunca se posiciona sobre o assunto, assim como a Casa Branca, mas é claro que eles estão fazendo de tudo pelos bastidores para derrubar tanto os dados da matéria quanto Mary e Dan. Os jornalistas têm suas vidas e carreiras viradas de ponta cabeça, assim como toda a equipe por trás da reportagem.

Conspiração e Poder mostra o que acontece quando se mexe num vespeiro: Você é picado. Tudo bem que o roteiro foi baseado no livro de Mary Mapes, “Truth and Duty: The Press, the President, and the Privilege of Power”, ou seja, é apenas o seu lado da história, mas é possível ver como as coisas desandam, dão errado e prejudicam carreiras moldadas ao longo de 25, 30, 40 anos quando há alguém poderoso por trás. Eu, como jornalista, fui ficando cada vez mais indignada e tensa com os problemas de Mary, principalmente com a comissão de investigação da emissora que continha integrantes do governo e amigos de Bush.



A confusão em torno da veracidade ou não do material do 60 Minutes acabou ofuscando o verdadeiro problema para o povo americano: Que Bush mentiu. O circo ao redor da suposta falsificação de Mary tirou das manchetes naquele ano (e nos seguintes) o fato e o presidente acabou sendo reeleito. A verdade é que se não houvesse essa caça às bruxas, hoje John Kerry poderia ser ex-presidente dos EUA. Ou não. Nunca saberemos ao certo.

A história é bem amarrada, não fica maçante em momento algum, mesmo que às vezes a gente se perca em meio à investigação jornalística com tantos fatos e jargões oficiais das Forças Armadas. As informações foram tornadas acessíveis a todos os leigos, sem fazer que com pareçamos idiotas. Além disso, o elenco faz sua parte muito bem, principalmente Cate Blanchet. É um prazer ver Robert Redford no auge dos seus 80 anos (!) atuando tão bem, firme e forte. Não posso deixar de citar os atores que fazem parte da equipe de pesquisa do programa: Dennis Quaid, um coronel com contatos, Elisabeth Moss, uma professora de jornalismo premiada, e Topher Grace, quem descobre as sujeiras, mais uma vez o alívio cômico dos filmes em que atua.


Conspiração e Poder é um tapa na cara do espectador ao mostrar o quanto a mídia pode ser manipulada (e manipular) de acordo com os interesses políticos tanto do governo quanto dos anunciantes e da emissora. O jornalismo é mesmo imparcial? Fica aqui o questionamento em época de eleições americanas e impeachment brasileiro.

Recomendo.

Teca Machado


segunda-feira, 28 de março de 2016

Ligações entre filmes da Disney


Que muitas das histórias da Disney são de alguma forma interligadas, a gente já sabia. Até falei há um tempo aqui sobre a doideira que é a Teoria da Pixar. O site Incrível.club listou mais 10 detalhes sobre essas ligações. Alguns deles eu sabia, outros não, mas tudo faz bastante sentido, mesmo que não seja informação oficial vinda do estúdio:

1. Hércules é tio-avô de Ariel


De acordo com a trama, Ariel é filha do rei Tritão, enquanto Hércules é filho de Zeus. O rei Tritão é filho de Poseidon, que de acordo com a mitologia grega, é irmão de Zeus. Isto faz de Hércules um parente próximo de Ariel.


2. O livro favorito de Bela é ’Aladdin’


“Meu livro favorito é sobre um país distante, batalhas com espadas, feitiços e um príncipe disfarçado. A heroína conhece um belo príncipe, mas só descobre quem ele é no fim da história”, conta Bela. Tudo isso se parece muito com a descrição de Aladdin: no começo, ele resgata a princesa Jasmine das mãos de um guarda e depois, graças à magia do Gênio, esconde sua origem pobre por trás da aparência de um príncipe.


3. A mãe de Andy é a verdadeira dona de Jessie


O chapéu de Andy em Toy Story 1 é igual ao usado pela boneca Jessie em Toy Story 2. Por outro lado, o mesmo chapéu é usado pela primeira dona de Jessie. Mas como este chapéu chegou às mãos de Andy? O mais provável é que a senhora David, mãe de Andy, tenha dado o objeto de presente ao filho. O que significaria que a mãe do personagem principal de Toy Story é a primeira dona de Jessie.


4. Capitão Gancho matou a mãe de Ariel


Uma das sereias amigas de Peter Pan se parece muito com Athena, mãe de Ariel: o mesmo cabelo ruivo e a cauda cor de esmeralda. As sereias de Peter Pan tinham pavor do Capitão Gancho. No segundo filme da Pequena Sereia, contam que Athena foi assassinada por um pirata malvado. Tudo isso permite que suponhamos que o Capitão Gancho matou a mãe de Ariel.


5. Jane, de ’Tarzan’, é neta da Bela e da Fera


Elas são fisicamente parecidas, ambas gostam de amarelo e se dão bem com homens ’não educados’. Jane demonstra bondade e paciência com Tarzan, assim como faz Bela com a Fera. Você ainda não acredita? Jane levou a uma expedição um jogo de chá que é idêntico ao que aparece em A Bela e a Fera.


6. Os pais de Anna e Elsa morreram a caminho do casamento de Rapunzel


A diretora de Frozen, Jennifer Lee, em uma entrevista para o site Reddit, admitiu que o rei e a rainha de Arendelle iam a um casamento em um reino vizinho. Os recém-casados Rapunzel e Eugene estão presentes no dia da coroação de Elsa. O mais provável é que os reis de Arendelle viajavam justamente para comparecerem ao casamento, mas encararam uma tempestade horrível e morreram. Ou não?


7. A Pequena Sereia explorou o navio no qual o rei e a rainha de Arendelle viajavam


O reino de Arendelle, de onde saiu o navio, fica na Noruega, e o reino de Rapunzel, na Alemanha. Os acontecimentos da Pequena Sereia se desenrolam na costa da Dinamarca, que fica justamente na metade do caminho da rota que o navio deveria percorrer.


8. Tarzan é irmão de Anna e de Elsa

Pais do Tarzan e os pais da Elsa e da Anna

Na entrevista que mencionamos anteriormente, Lee disse: "De acordo com Chris (Chris Buck, co-diretor de Frozen e diretor de Tarzan), o rei e a rainha de Arendelle não morreram num naufrágio. As águas os levaram para o litoral de uma ilha tropical. Eles construíram uma casa numa árvore, onde a rainha deu à luz um menino. Mas a família sofreu um ataque de um leopardo, e só o bebê sobreviveu". Logo, Anna e Elsa têm um irmão, e ele é Tarzan!


9. Carl morre no começo de Up


Os primeiros cinco minutos do filme contam a história de amor entre Carl e sua esposa, história comovente e também realista. Por isso, parece estranho que o resto da animação esteja cheia de elementos mágicos, por exemplo, cachorros falantes e uma casa que voa. Porém, supondo que tudo isso acontece na vida após a morte, na qual Carl tenta encontrar sua esposa, tudo faz sentido. Neste post, um usuário do Reddit dá muitos argumentos em defesa desta teoria.


10. Aladdin é só uma história inventada por um comerciante que quer vender uma lâmpada


No começo do filme, vemos um comerciante esperto que quer lhe vender algo de qualquer forma. Você quer ir embora e ele usa seu último recurso para lhe convencer: tira da manga uma lâmpada. O vendedor assegura que não é uma lâmpada comum, e começa a contar a história de Aladdin.



Ok, ok, tem muita coisa legal aí, MAS QUE HISTÓRIA É ESSA QUE O CARL MORREU??? NÃO DESFAÇA MEUS SONHOS, POR FAVOR!

Sobre o Tarzan ser irmão da Elsa e da Anna eu já sabia, assim como os pais delas terem morrido indo para o casamento da Rapunzel e que a Ariel explorou exatamente esse navio. Mas, de resto, muitas informações novas!

Teca Machado

sábado, 26 de março de 2016

#porqueelevive


A Páscoa é só amanhã, mas já podemos comemorar desde hoje. 

Aliás, devemos comemorar sempre! Porque ela, meus amigos, significa a ressurreição de Jesus e isso é algo que devemos lembrar e festejar diariamente.

A mensagem desse vídeo é especial para a data, mas vale a pena ser visto em qualquer época do ano:




E não se esqueçam:

Feliz Páscoa! Jesus ressuscitou ao terceiro dia para nos salvar. Quer presente melhor do que esse? Duvido que o coelhinho da Páscoa faria isso por você.

Teca Machado


sexta-feira, 25 de março de 2016

O Lado Feio do Amor – Colleen Hoover acerta mais uma vez


Se tem uma autora que eu leio sem nem saber alguma coisa sobre o livro e que eu recomendo sem medo de que a pessoa não vá gostar (porque é meio impossível não amar) é Colleen Hoover. Quando me falaram sobre Um Caso Perdido (Comentei aqui), achei a história bobinha, mas todas as pessoas que eu conheço que leram me disseram “não deixe a sinopse te enganar”. Posso dizer que foi o maior acerto da vida. Então em seguida li Sem Esperança (Aqui) e me apaixonei igual e o mesmo posso dizer de Em Busca de Cinderela (Aqui). Agora me aventurei por O Lado Feio do Amor.


Apesar das sinopses dos livros que parecem açucaradas ou meio clichês, as obras da Colleen são num nível tão mais profundo e intrigante que a sinopse só é superficial para que não haja spoilers. E eu posso dizer com toda certeza do mundo: Ela nunca fica no que é esperado. E, é óbvio, O Lado Feio do Amor é muito mais do que aparenta ser.

Assim conhecemos Tate, uma enfermeira que se mudou para São Francisco para fazer mestrado. Seu irmão Corbin, piloto de avião, mora na cidade e lhe dá abrigo. Mas quando ela chega ao seu apartamento, tem um rapaz completamente bêbado e desmaiado na porta do seu novo lar. Depois de tentar entrar sem sucesso e ter uma espécie de briga com o embriagado, Tate descobre que se trata de Miles, vizinho, melhor amigo, colega de profissão de Corbin e muito, muito gato.

Apesar da impressão ruim que ficou de Miles, Tate aos poucos descobre que ele é um homem muito centrado e correto, apesar de extremamente misterioso (e gostoso). A atração entre eles surge num estalar de dedos, só que por causa de cicatrizes muito profundas de acontecimentos antigos, ele não aceita um relacionamento, apenas um “amigos com benefícios” com duas regras: Sem perguntas sobre o passado e sem esperança de um futuro. Apaixonada, Tate aceita as condições, mesmo que a cada dia que passe, o que quer que eles tenham evolui, mesmo que Miles não abra nem uma frestinha do seu coração duro. Assim, ela conhece o lado feio do amor, algo que ele já tinha conhecimento há anos.

Colleen Hoover
Por favor, não odeie Miles por causa da sinopse. Se você ler o livro, vai entender (e compreender) a sua falta de compromisso. Não é apenas o fato comum de que ele não quer se prender a ninguém. As suas dores e traumas são num nível muito ruim que vão sendo explicados pouco a pouco com o passar do livro. E Tate não é apenas uma boba apaixonada que faz tudo o que um homem quer. Ela sente que a ligação entre eles é muito mais do que física e luta pelo que quer, mesmo que às vezes dê um chega para lá em Miles. Ela é durona, independente e uma protagonista sem mimimis, apesar de que como toda mulher sofre bastante com coração partido e ações autodestrutivas.

A narrativa de O Lado Feio do Amor fica entre Tate no presente e Miles no passado. Enquanto ela nos conta o quanto ele é fechado e estranho, Miles nos mostra um lado seu que é difícil de imaginar. Os fatos são apresentados devagar, mas o sentimento de que algo ruim vai acontecer é iminente, o que deixa a leitura apreensiva e extremamente envolvente, difícil de parar, tanto que eu li de um dia para o outro.

Esse é o livro com mais cenas de sexo da autora até agora. E, olha, são bem calientes, muchachos. Mas sem vulgaridade ou exagero, o deixa a leitura agradável. Por causa da natureza do relacionamento de Miles e Tate, o sexo é parte importante do livro.

Os personagens secundários são muito amores, como Corbin, o irmão superprotetor de Tate, e Cap, um velhinho que é o ascensorista do prédio em que eles moram e é o melhor amigo e confidente de Tate. Impossível não amar!

A leitura é apaixonante e emocionante. Se você não derrubar lágrimas, vai pelo menos ter que segurar algumas ou aguentar o nó na garganta, porque a história de Miles é de partir o coração. Quando as pessoas descobriam que eu estava lendo O Lado Feio do Amor, todo mundo me dizia “ah, coitadinho do Miles”. E, sim, coitadinho do Miles!

O Lado Feio do Amor vai virar filme e o Miles será interpretado pelo maravilhoso Nick Bateman. Tate ainda não foi definida. Só que não há informações novas sobre a produção desde o ano passado, já que ele seria feito por meio de crowdfunding (financiamento coletivo) e não conseguiu arrecadar muito. Vamos ficar de olho nas próximas notícias!

Nick Bateman, nosso futuro Miles 

Recomendo bastante.

Teca Machado


quinta-feira, 24 de março de 2016

O drama (e a delícia!) que é ter um filhotinho – Projeto Drama Queen #71



Se você me tem no Facebook ou no instagram pessoal e do blog, com certeza percebeu a enxurrada de fotos do Calvin, meu filhotinho delícia de West Terrier. Com três meses, ele é uma das coisas mais engraçadas que já passou pela minha vida e eu tenho me divertido muito, mas muito mesmo. Eu trabalho de home office e o meu marido geralmente só chega em casa lá pelas 21h ou mais tarde, então me sentia bem sozinha. Agora não mais. Tenho companhia até todas as vezes que vou ao banheiro.

O nome dele foi escolhido por causa dos quadrinhos do Calvin e Haroldo, de Bill Watterson. Há exatamente dois meses ele chegou lá em casa de surpresa do meu marido, justo quando eu estava lendo um livro dele. Aí o nome caiu como uma luva. E como! Porque se tem um personagem que é um mini terremoto é o Calvin e o meu Calvin puxou isso do seu predecessor. Ele tem só três meses de vida, mas já está cheio de histórias para contar:

1- Comeu o papel de parede

E ele nem está com cara de culpado!

Ele arrancou com os dentes um pedaço do meu papel de parede e COMEU. O papel de parede que não tem como comprar igual para repor. O papel de parede que estava escondendo um pedaço quebrado do espelho (isso ele que descobriu, porque a casa é alugada e já veio assim, mas a gente não sabia).


2- Grudou um pedaço de velcro na barriga


Isso foi ontem. Eu me distrai por dois segundos e ele pegou uma fita com um pedaço de velcro para morder, mas ela grudou na barriga peluda dele. Para tirar foi um horror. Ele não deixava de jeito nenhum e fez o maior escândalo. Posso dizer que ele está levemente depilado agora.


3- Comeu um pedaço do meu livro novo


O correio tinha acabado de chegar com três livros novos, sendo um deles o terceiro volume do meu amado Outlander, um tijolão com umas 700 páginas. Deixei em cima do sofá e fui beber água. Quando eu voltei, ele tinha puxado o livro para o chão e comido um pedaço. Se fosse qualquer outro eu já teria um troço, MAS TINHA QUE SER O OUTLANDER, CALVIN? VOCÊ TINHA QUE COMER UM PEDAÇO DO JAMIE FRASER? Fiquei de cara virada para ele mais de meia hora. O Calvin redefiniu o conceito de “devorar um livro”.


4- Pensa que é um carrapato


É sempre assim, é só eu colocar uma calça, principalmente de ginástica, ou meia, que o Calvin gruda nela como se a vida dele dependesse disso. E não larga de jeito nenhum, só quando enjoa. Aí o resultado sou eu andando pela casa com um carrapato grudado nas pernas. E o mais engraçado é que eu fazia isso com o meu pai quando era pequena. Todas as vezes que ele ia sair, eu colava na perna dele pedindo para me levar.


5- Descobriu o papel higiênico


Eu estava na sala trabalhando quando ele desapareceu. E filhote é igual a criança, se está muito quieto, é porque está aprontando. De repente ouvi o barulho do rolo de papel higiênico sendo puxado. Já sabendo o que provavelmente era aquilo, cheguei ao banheiro com a câmera ligada. Resultado: Eu estava certa. Agora desde esse dia eu preciso deixar os rolos sem nenhuma pontinha para baixo, senão ele pula até alcançar.


E isso é só uma parte do que ele anda fazendo. Se fosse escrever tudo, ia ser um post mais gigantesco ainda. E mesmo com todas as artes, eu amo o meu furacãozinho de todo o coração. Adoro cachorros que me fazem rir (Eu brigo, mas no fim das contas choro de rir das coisas que ele faz, MENOS COMER MEUS LIVROS).

Os Calvins - Nessa foto ele tinha 2 meses, logo que chegou em casa. Nas outras tem 3 meses. Olha como cresceu!

*** 

O Projeto Drama Queen é uma parceria entre os blogs Casos, Acasos e Livros e Pequena Jornalista, com dramas cotidianos ou inusitados, cheios de bom humor, todas as quintas-feiras. Quer participar também? Mande um texto para a gente.

Teca Machado

quarta-feira, 23 de março de 2016

Lenços literários


Quem gosta muito de livros (meu caso!), às vezes gosta até de “vestir” a literatura. Há muitas camisetas inspiradas em livros e séries, assim como colares, brincos e outros acessórios do incrível mundo das palavras. Mas uma das peças mais lindas que vi nos últimos tempos foram os lenços estampados com o tema.

A loja Fresh Comfy, no site Etsy, é da designer tailandesa Pimolpan. Ela faz echarpes de chiffon estampadas com páginas ou capas de livros clássicos conhecidos no mundo todo.

As ilustrações vão desde o mapa de O Senhor dos Anéis até a icônica personagem de Mary Poppins, passando por Alice no País das Maravilhas, Os Miseráveis, Harry Potter, Romeu e Julieta, Peter Pan e muitos outros.

Olhem que lindos:

Os Miseráveis, Victor Hugo


O Apanhador no Campo de Centeio, J. D. Salinger


O Senhor dos Anéis, J. R. R. Tolkien


To Kill a Mockingbird – O Sol é Para Todos, Harper Lee


Harry Potter, J.K. Rowling


Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle


Romeu e Julieta, William Shakespeare


O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald


Peter Pan, J. M. Barrie


Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll


Mary Poppins, Pamela Lyndon Travers


Os lenços são enviados da Tailândia para o mundo todo e custam em média 25 euros. Veja todas as estampas e a loja Fresh Comfy aqui.


Teca Machado

terça-feira, 22 de março de 2016

Os Arquivos do Semideus – Contos de Percy Jackson


Minha paixão pela saga do Percy Jackson, de Rick Riordan, é muito clara. Já li e trouxe para vocês a resenha dos 10 livros dele. Sempre gostei de mitologia grega e com as obras do autor pude aprender mais e ainda por cima ter acesso a uma história divertida e cheia de ação. Já tem bastante tempo que o livro extra Os Arquivos do Semideus foi lançado, mas só li agora e foi ótimo, deu para matar as saudades que eu estava desses personagens queridos.


O melhor é ler esse extra entre o quarto e o quinto livro da primeira série (São duas sagas com cinco volumes cada – Percy Jackson e os Olimpianos e Os Heróis do Olimpo), mas não tem problema nenhum ler antes ou depois.

Bem curtinho, Os Arquivos do Semideus conta com três contos vividos pelo protagonista: Percy Jackson e a Quadriga Roubada, Percy Jackson e o Dragão de Bronze e Percy Jackson e a Espada de Hades. O interessante é que eles se ligam a fatos que acontecem depois nos livros, então quem não leu os próximos tem um gostinho do que está vindo. O dragão de bronze, por exemplo, é importantíssimo na saga seguinte, Os Heróis do Olimpo, e em Espada de Hades conhecemos o Bob, um personagem que é de muita ajuda na luta contra Gaia, que queria destruir o mundo nos últimos livros.

Além disso, há uma carta de Rick Riordan aos leitores, entrevistas com alguns personagens, caça-palavras, palavras cruzadas, mapas e até ilustrações de alguns dos protagonistas.





De capa dura e muito bem diagramado, Os Arquivos do Semideus é visualmente muito bonito e completa a coleção de Rick Riordan que eu tanto adoro.

Mas a obra só faz sentido para aqueles que já conhecem Percy Jackson e suas aventuras de semideus grego. Se você ainda não está familiarizado com a série, indico que você leia desde a primeira e se maravilhe. Sei que eu me maravilhei.

Recomendo.

Teca Machado

segunda-feira, 21 de março de 2016

Maroon 5 no Brasil: EU FUI!


“Sugaaaaaaaaaaaar, yes please!”

Nesse sábado estava em São Paulo com um único objetivo: Assistir ao show do Maroon 5!



Saí de Brasília 5h da manhã na sexta (argh) e passei o final de semana nessa cidade que tanto amo com o meu marido e um grupo de 10 amigos. Dizer que foi divertido é pouco. São algumas das pessoas mais animadas que eu conheço.

Gosto muito do Maroon 5 desde a época em que eles lançaram This Love, mil anos atrás. E fora que é impossível não amar o Adam “Muso” Levine, né? Vamos respeitar, o cara tem o borogodó.




O show foi no Alianz Parque e estava lotadíssimo. Eu estava na pista e ao olhar para cima não via um lugar vazio sequer nas arquibancadas. E na pista também não tinha.

O show foi muito bom e a seleção de músicas maravilhosa. Só os maiores sucessos da banda e algumas novas, que são hits tocados o tempo todo, como Sugar, Animals e Daylight. Pulei, gritei, me esgoelei e dancei um monte.




Só que eu esperava mais.

O Adam é o Adam, só que ele não foi muuuuito simpático, sabem? Só foi dar boa noite lá pela quinta música (o que já era na metade do show!), falou pouco e a voz estava falhando. Ele me pareceu muito cansado. Essa maratona de vários shows deve cansar muito, mas enfim. Ele nem dançou muito. Achei que em Moves Like Jagger ele ia dar pelo menos uma reboladinha e nada.

Foi apenas um show, não um espetáculo. Eu já fui a shows do Michael Bublé, meu preferido da vida, e saí de lá mais apaixonada ainda por ele, porque além de cantar, ele é um showman, conversa, brinca, leva pessoas ao palco e parece se divertir para caramba. O Adam me deu a impressão de que foi só lá cantar, dar oi e pronto, fez seu trabalho e agora quer ir para casa.






De qualquer modo, a ida a São Paulo e ao show do Maroon 5 valeu muito a pena e eu iria de novo, com certeza. Música boa, Adam lindo, marido e amigos divertidos, eu iria querer mais o que da vida?

Alguém aí foi em algum dos shows pelo Brasil? O que acharam?

Teca Machado