sábado, 30 de abril de 2016

O Último Verso – Os últimos dias de um poeta consagrado


Hoje a resenha é especial: É sobre o livro de uma amiga!

Há algumas semanas comentei aqui sobre o lançamento de O Último Verso, obra da Stéfanie Medeiros, que ganhou um prêmio de literatura em Mato Grosso. Assim que fui na festa, já peguei o meu exemplar (Com uma dedicatória linda, diga-se de passagem, e agradecimento a mim, beijo, Brasil) e quando terminei o livro que estava lendo, furei fila de todos os outros e comecei a leitura.

Foto: Bruno Pini

O Último Verso conta os últimos dias de um poeta muito renomado do país e os acontecimentos que viram sua vida de cabeça para baixo. O homem de 85 anos, ainda muito ativo e trabalhador, deseja terminar seu livro mais recente, pois já imagina que seja o último que irá conseguir lançar. Mas em meio à escrita e revisão dos seus poemas, tantas situações inesperadas aparecem para sacudir o seu universo tão pacato e calmo, que nada será mais o mesmo.

Para um observador mais atento, O Último Verso é inspirado no poeta Manoel de Barros, falecido em 2014. Não é a sua história, mas Edmundo Mesquita, o protagonista, tem muito do homem real que é considerado um dos maiores do país no segmento nos últimos anos. Como a Stéfanie é muito fã de Manoel de Barros, tanto que sua monografia na faculdade foi um livro sobre ele, não tinha como não escrever sobre o poeta, ainda que de modo fictício.

Stéfanie Medeiros. Foto: Bruno Pini

Apesar de eu ler todo tipo de gênero - não tenho preconceito com quase nada, a não ser autoajuda, que leio um ou outro livro só quando sei que é muito bom - O Último Verso foi uma leitura muito diferente do que eu estava acostumada, foi mais madura. Sem romance young adult, sem uma jovem que tem que salvar toda sociedade, sem fantasia, apenas a vida como ela muitas vezes é: Feliz, triste, atrapalhada e cheia de reveses. A história é tão real que poderia ser basicamente uma biografia

Difícil acreditar que O Último Verso foi escrito por uma garota de apenas 24 anos! A maturidade literária da Stéfanie é muito grande e ela tem uma bagagem muito bacana de alguém que lê e escreve basicamente a vida toda. E posso dizer isso com toda certeza porque somos amigas há anos e conheço sua rotina e paixão pela literatura.

Minha dedicatória maravilhosa (Nós duas costumamos dizer
que viver de literatura profissionalmente é correr atrás do nosso
Moby Dick)

A leitura do livro fluiu rapidamente, em três dias já tinha finalizado, e me interessei bastante pela temática. Narrado em terceira pessoa principalmente pelos olhos de Edmundo, temos acesso aos seus pensamentos, sua visão de mundo, seus medos e inseguranças e é legal ver como ele lida internamente com os problemas que caem no seu colo.

Curiosidade: No ano passado, a Stéfanie tirou uns meses sabáticos e foi morar na França para escrever esse romance. Inspirada por toda atmosfera francesa, pelo campo perto de onde ela morou, é possível ver todo cuidado e carinho que ela colocou em cada palavra de O Último Verso. Os meses próximos a Paris valeram a pena. Ô, se valeram!

Recomendo.

Compre o seu exemplar aqui.

Stéfanie e eu. Foto: Bruno Pini

Stéfanie, parabéns por mais essa conquista! Gostei muito do livro, de verdade. E tenho certeza que estamos próximas ao nosso Moby Dick!

Teca Machado

P.S.: Já está participando do sorteio de 10 exemplares de Tirania da Contingência? Saiba mais sobre isso aqui.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Mãe, estou na TV! - Meg’s Army Book Club entrevistadas


Antes de mais nada: GENTE, ESTÁ ROLANDO SORTEIO NO BLOG! Vejam esse post e saibam como ser um dos ganhadores dos 10 exemplares de Tirania da Contingência, de E. M. Pastore.

Como muitos aqui sabem, faço parte de um clube do livro chamado Meg’s Army Book Club. O nome é uma mistura de duas paixões das integrantes do grupo: Meg’s vem de Meg Cabot, nossa musa, e Army vem da Armada Dumbledore, de Harry Potter. Então nos somos a Armada da Meg Cabot (Isso só porque não conseguimos ser a princesa Mia e tals).

Nosso clube e nossa paixão literária virou essa semana tema de uma reportagem da Globo de Mato Grosso, no Bom Dia MT. A maioria das minhas amigas do Meg’s ficou em Cuiabá, enquanto eu hoje moro em Brasília, mas isso não foi impedimento para que eu não pudesse participar: Me filmaram pelo Skype!

Acessem esse link e assistam a reportagem (Como ela não está no Youtube, não consegui colocar direto aqui :/)



E, de quebra, no final ainda teve uma propagandinha do meu livro I Love New York, hahaha.

Beijos,

Teca Machado

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Minha irmã, a máquina de spoilers – Projeto Drama Queen #76



- Ô, Teca.
- Oi, Nana!* (Minha irmã)
- Você já terminou a temporada da série?
-Não, ainda não.
- Posso falar uma coisa que acontece?
- Não, nem vem. Não me dá spoiler de novo!
- Mas é que eu não aguento me segurar.
- Se vira!
- Preciso comentar com alguém! Deixa eu falar só quem morre!
- Alguém morre?

Meus olhos arregalam.

- Sim! Alguém que você adora.
- Ai, não. Saco... Tá, mas não me fala mais nada, não quero saber ainda quem morreu.
- Ok, não falo. Eu só fiquei muito triste porque você adora essa personagem.
- Peraí, é uma mulher?

Nesse ponto minha curiosidade já aguçou, o que significa que minha irmã me pegou em seu papo.

- É, é uma mulher. Na verdade é uma menininha.
- Ah, não, Nana! Pode parar por aí! Você já praticamente me contou quem é.
- Não contei! Só dei dicas.
- E quantas são as menininhas da série que eu adoro? Só duas!
- Ah, desculpa, não falo mais nada, então...

Momento de silêncio em que a Nana visivelmente segura para não falar mais nada, enquanto minha curiosidade fervilha e eu não aguento mais:

- Tá bom, tá bom! Quem morre é a Fulana?
- Siiiiiiiiim! Ela mesma! Ai, até que enfim posso falar sobre isso, já que você adivinhou.
- Eu não adivinhei, você é quem basicamente me contou.
- Que seja. Agora deixa eu explicar como ela morre.
- Não, aí já é demais! Já sei que ela morre, deixa o resto de surpresa.
- Mas...
- Não, sério, não me dá mais spoiler...
- Tá... Mas é que eu chorei tanto quando a madrasta dela deu um veneno para a menininha e ela morreu nos braços do pai!
- NANA!
- O que?
- Você agora me contou!
- Ah... Desculpa. Nem percebi.
- Sério, não posso conversar sobre séries com você. Você sempre me conta tudo.
- Que culpa eu tenho se você está sempre atrasada nos episódios?
- Acontece que eu vejo muito mais séries que você, e ainda leio livros, aí acabo atrasando um pouco.
- Tudo bem, vou tentar me conter. Mas sabe quem é outra pessoa que morreu nessa temporada?


*** 

A minha irmã é uma máquina de spoilers ambulante! Essa conversa acima realmente aconteceu na última vez que nos vimos e ela me contou fatos da quinta temporada de Game of Thrones que eu ainda não terminei de assistir. Esse foi só o spoiler mais recente, porque ela sempre, sempre me conta quem morreu, o que aconteceu, quem entrou na série, tudo isso com riqueza de detalhes. Eu tento fazer com que ela não fale, mas não tem jeito. Quando ela começa, não para mais. (Quem me deu a ideia de escrever sobre isso hoje foi a Carol, quando eu disse que estava sem inspiração, ela falou vários temas e spoiler foi um deles).

O Projeto Drama Queen é uma parceria entre os blogs Casos, Acasos e Livros e Pequena Jornalista. Relatamos dramas reais nossos e de amigos blogueiros que queiram participar. Falamos sobre os grandes dramas e também sobre os pequenos, sempre com bom humor e leveza para aprender a rir dos problemas da vida. Quer participar também? Entre em contato conosco.

Teca Machado

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Tirania da Contingência: SORTEIO


Vocês se lembram do livro Tirania da Contingência, de E. M. Pastore, que comentei aqui? Então, o autor e o blog têm uma surpresa para vocês.

A resenha do livro Tirania da Contingência está fazendo muito sucesso no Casos Acasos e Livros, por isso resolvemos sortear 10 cópias físicas para os fiéis leitores!

Link do formulário nessa foto

Para participar, basta registrar seus dados nesse formulário e pronto! Iremos distribuir 10 cópias físicas do livro, que serão entregues em qualquer lugar dentro do território brasileiro.

Participe e compartilhe com seus amigos!

Regras:
- Cadastre-se nesse link;
- Serão sorteadas 10 cópias físicas do livro Tirania da Contingência;
- Os livros serão enviados em até 20 dias úteis após o término do sorteio, para locais acessíveis a rede dos Correios.

Você tem até o dia 7, sábado que vem, para participar. O resultado sai no post do dia 9, na segunda-feira.


Eu, se fosse você, não deixava de concorrer! A leitura é deliciosa, musical e muito divertida!

Saiba mais sobre o livro no site do autor, na FanPage de Tirania da Contingência e na resenha feita no blog.

Teca Machado

terça-feira, 26 de abril de 2016

Cupom de desconto: Loja Donna Rita, ESSA LINDEZA


Vocês já devem ter reparado que na seção de parcerias ali do lado tem uma loja beeeem bacana chamada Donna Rita.

Toda cheia de mimos e coisas fofas, são produtos artesanais, super criativos, com uma qualidade alta que não se vê em muitos lugares. A maior parte dos itens é de papelaria, o que me deixa alucinada, já que eu sou A LOUCA DOS PAPEIZINHOS, haha.

Passeando tanto pelo blog quanto pela loja virtual da Donna Rita, dá vontade de comprar tudo (tudo mesmo!). Então a Donna Rita, junto com o Casos, Acasos e Livros, criou uma ótima oportunidade para você se jogar nos produtos: Um cupom de desconto!



Agora os leitores do blog podem acessar a loja virtual, a www.lojadonnarita.com.br, e ao fazer a compra utilizar o cupom CasosAcasoseLivros (É desse jeitinho mesmo, com as maiúsculas na primeira letra das palavras).

O cupom dá direito a 10% de desconto em qualquer produto da loja, inclusive os que já estão em promoção e pode ser usado uma vez por cliente cadastrado. Para usar, é só digitar o código no campo correspondente no carrinho de compras.

Viu que oportunidade incrível?

Só para te deixar já com água na boca, vou colocar foto de alguns dos produtos:







Carimbo de renda


Não se esqueça: Loja Donna Rita, com cupom de desconto CasosAcasoseLivros.

Teca Machado


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Disney GoT


Com a estreia da sexta temporada de Game of Thrones ontem (Eu não assisti, estou terminando a quinta ainda. NÃO ME CONTEM O QUE ACONTECEU), todo mundo só saber falar sobre isso ultimamente. E o post de hoje é sobre As Crônicas de Gelo e Fogo (nome original criado pelo Geroge R. R. Martin), mas de um modo diferente, não é uma resenha nem sobre a série e nem sobre os livros.

A artista mexicana Mariana Moreno fez um série de ilustrações com as Casas de Game of Thrones inspiradas nos animais da Disney, com os traços do Rei Leão, Bambi e outros. É diferente ver algo que não envolva as princesas, mas o resultado é beeeeeem lindo.





Fonte: Geek x Girls

Dica do Adriano Crestani, uma fonte inesgotável de links divertidos e diferentes.

Qual a sua casa preferida?

Teca Machado

sábado, 23 de abril de 2016

Outlander 3: O Resgate no Mar – Parte 1


Se você já leu os livros de Outlander, de Diana Gabaldon, ou assistiu a série (Cuja a segunda temporada acabou de começar), tenho certeza absoluta de que você se apaixonou perdidamente por Jamie e Claire. Esse casal é um dos mais incríveis da literatura, não só pelo amor mucho loco que sentem um pelo outro, mas também por todas as situações maravilhosas e terríveis que passam ao longo dos anos. O livro 1 da série, A Viajante do Tempo (Comentei aqui) é um dos meus preferidos da vida, seguido de perto pelo 2, A Libélula no Âmbar (Aqui), e agora também entrou na lista o volume 3, O Resgate no Mar – Parte 1.


O único problema desse livro é que ele é metade de um. A editora resolveu dividir o volume, por ele ser muito grande, e a história termina sem acabar, no melhor estilo dos filmes do Senhor dos Aneis com finais abruptos. Mas eu já esperava por isso por saber que dois livros eram um só.

Então vamos lá! Se você não leu os dois anteriores, posso te dar um spoilerzinho dos livros passados no próximo parágrafo. Cuidado!

Aí A Libélula no Âmbar termina de maneira incrível: Claire, em 1968, descobre que Jamie, afinal das contas, não morreu na terrível batalha de Culloden (Eu sabia! Eu sabia!). Só que vinte anos se passaram desde que eles se separaram e ela passou pelo círculo de pedras de volta ao seu tempo no século XX. Agora ela deseja saber o que aconteceu com seu marido depois que ele fugiu do fuzilamento inglês. Junto com o historiador Roger e sua filha Brianna, Claire tenta refazer os passos de Jamie por meio de pesquisas. 

Claire e o leitor descobrem simultaneamente os acontecimentos da vida de Jamie, já que em O Resgate no Mar o ponto de vista da protagonista não é o único. Claire narra seus trechos em primeira pessoa e temos a visão de Roger e de Jamie em terceira pessoa, às vezes com parágrafos intercalados e às vezes capítulos inteiros de apenas um deles. 

Foi maravilhoso finalmente ver a história pelos olhos do Jamie, esse personagem tão amado por milhões de mulheres (Jamie, te quiero! Casa comigo! Vem usar kilt perto de mim, vem! #PerigueteLiterária). Diana Gabaldon construiu esse homem sofrido, mas guerreiro, de forma incrível nos volumes anteriores e agora ao dar voz a ele não ficamos decepcionados, pelo contrário. Saber os sentimentos dele em primeira mão é ainda melhor e descobrir que ele é tão honrado por dentro quanto parece ser por fora é maravilhoso. Claire continua teimosa como uma mula, mas os 20 anos que se passaram a deixaram um pouco menos inconsequente, o que é até bom. Quantas vezes não quis estrangula-la em A Viajante do Tempo? Uma protagonista forte, destemida e sem frescuras que é impossível não amar. 

Temos mais vislumbres de Roger e Brianna, que acredito serem mais importante em próximos volumes (Se eu não me engano serão 8), assim como conhecemos novos personagens, sendo o melhor deles de longe o Jovem Ian, sobrinho de Jamie e filho mais novo de Jenny e Ian, que quase não aparecem nessa primeira metade.

A leitura é fluida, mesmo que longa, e quando você percebe o livro que tem quase 600 páginas já acabou. Tratando menos política do que o anterior, não tem trechos enrolados ou um pouco chatinhos de ler. Diana Gabaldon escreve de forma dinâmica, cheia de acontecimentos aparentemente não importantes que de certa forma se entrelaçam a trama principal mais para frente, mesmo em livros próximos (Isso ficou muito claro com a chegada do major Melton, que fez figuração em A Libélula no Âmbar). Então preste atenção a tudo o que acontece.

Sam Heughan e Caitriona Balfe, Jamie e Claire da série

Em O Resgate no Mar – Parte 1 o tal resgate não acontece, nem dá a entender do que se trata. O fato que dá o nome ao livro está na metade final e pelo que a Carol, do blog Livros Hoje, Ontem e Sempre, outra Jamie Maníaca, disse já desconfio quem seja a pessoa que precisa ser resgatada, só não sei o porquê.

Mesmo sentindo falta dos finais de cair o queixo dos livros da série Outlander, sei que não li o livro “inteiro” ainda, por isso a história não perdeu em qualidade. Diana Gabaldon é sensacional em todo o tempo.

Recomendo muitão, não deixe de ler a série toda.

Teca Machado

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Apps literários


Quem é realmente apaixonado por livros, não se contenta em apenas ler, mas em anotar quais já foram lidos, pesquisar sobre as obras, descobrir novos autores e ter sempre a mão o livro, seja em e-book, seja em papel.

Para todos aqueles que são assim, bookaholics ou livrólatras, o Itaú, que sempre incentiva a leitura, fez uma postagem no Medium sobre os oito apps que vão facilitar a vida dos leitores:


Audible

Não é bem um aplicativo, mas a biblioteca de audio books da gigante online Amazon. Que tal aproveitar o tempo no trânsito ou na academia para ouvir histórias ou aprender algo? Os livros em áudio não são novidade, mas ganharam força extra com as funcionalidades de apps para smartphones e tablets.

Colorfy

Os livros para colorir nunca deixaram as livrarias e não é por acaso: são uma delícia! E como nem sempre é possível ter lápis de cor e papel à mão, o formato existe também no digital. O Colorfy traz desenhos que você pode pintar para passar o tempo. 

GoodReads

O site é a mais usada rede social para amantes de literatura no mundo e reúne tanto leitores quanto escritores consagrados e novatos de diversos gêneros. O GoodReads promove grandes lançamentos e não raro permite que fãs possam enviar perguntas diretamente para escritores. O aplicativo é útil para quem gosta de manter organizadas as listas de livros que leu ou quer ler, e também para encontrar sugestões baseadas no seu gosto.

Instapaper

Quantas vezes você já deixou de ler uma reportagem ou artigo interessante porque guardou para depois e esqueceu? O Instapaper resolve isso guardando os links para você ler offline. Funciona não só no smartphone e tablet, mas também em e-readers como Nook e Kindle Fire. 

Itaú Criança

O aplicativo do Itaú coloca som, efeitos lúdicos e animações em cima de histórias que as crianças amam. É uma boa forma de passar tempo junto dos pequenos que só querem saber de telas. 

Skoob

Similar ao GoodReads, o Skoob é uma rede social de leitores. A diferença é que essa é criada no Brasil e reúne livros (nacionais ou não) em língua portuguesa. 

Syllable

Para leitores profissionais e para todo mundo que não consegue evitar a distração ao ler no iPhone ou iPad. Apenas para iOS, o Syllable ajuda você a manter a velocidade usando técnicas de leitura dinâmica. Não é só uma questão de ler rápido, mas de trabalhar concentração e absorver o texto.

Wattpad

A maior comunidade de escritores do mundo, a Wattpad é considerada um “Youtube da literatura” e pula os intermediários como editoras e lojas ao oferecer livros diretamente aos leitores. O aplicativo é bastante ágil e tem funcionalidades de rede social. 


Já conhecia alguns desses? Eu tenho conta no Wattpad, apesar de não usar muito, sou assídua no Skoob e já faz um tempinho que baixei o Colorfy, que é super gostosinho de usar enquanto você está numa sala de espera, por exemplo. Acabei de baixar o Instapaper, já que sou dona de dizer “leio isso depois” e nunca mais acho o link.

Teca Machado

quinta-feira, 21 de abril de 2016

O coração com raízes em duas terras – Projeto Drama Queen #75


Me sinto totalmente dividida. Desde que me mudei de cidade, deixando para trás tudo o que me era confortável e conhecido, não me senti completa um dia que fosse, mesmo que esteja adorando a nova fase. Quando estou aqui, quero estar lá. Quando estou lá, quero estar aqui. Isso é tão confuso! Estou absolutamente feliz na minha nova vida, mas sinto falta da antiga também, que era bem felizona. Como aplacar essa saudade? Como conviver com o novo e o velho apertando o seu coração?


Em Brasília, minha nova realidade, estou exultante de felicidade com tudo o que sempre sonhei. Meu marido maravilhoso, um filhotinho de West Terrier chamado Calvin que é o tchutchuco da minha vida, minha casa, meu cantinho, uma das minhas melhores amigas que mudou um ano antes de mim, amigos novos, trabalhando só com literatura, minha paixão, muitas opções de lazer e uma qualidade de vida enorme. Por outro lado, em Cuiabá tenho meus pais, minhas sobrinhas, minha irmã, meus amigos de toda uma vida, meu quarto que foi meu quarto por uns 20 anos, a casa com os cheiros e cômodos onde eu cresci e em quase todos os lugares da cidade vejo lembranças, algumas ótimas e outras nem tanto.

Casa? Eu tenho duas. Não consigo dizer que a casa onde eu morei a vida toda e onde meus pais moram não seja a minha casa. Mas o meu apartamento atual, meu lar com meu marido e cachorro, é a minha casa. Me senti em casa no momento em que entrei pela porta e disse “lar doce lar”.

Se eu quero voltar para a vida antiga?

Não, não quero. Sinto falta, é claro, mas não quero voltar. Fui feliz, muito feliz, mas hoje estou até mais, mesmo com o coração apertado por estar longe daqueles que eu amo. Só que eu amo pessoas aqui também, então de qualquer modo meu coração vai sofrer


E ele sofre. Ah, se sofre! Todas as vezes que vou para Cuiabá, principalmente se meu marido não vai, fico sentida por estar deixando para trás várias coisas boas, mas quando volto também me dá um aperto no peito por não ter conseguido ver todo mundo que eu queria e por deixar minha família.

Se você já se mudou, seja para perto, seja para muito distante, vai entender completamente como eu me sinto, esse drama de ter o coração com raízes em duas terras. Meu sonho da vida era poder mesclar minha vida antiga com a nova. Ou que inventassem o teletransporte, porque aí eu poderia ir de um lado para o outro o tempo todo. Ou poder utilizar o pó de Flu. Isso sim seria incrível!

Como diz aquela música “só se tem saudades do que é bom”. E eu tenho saudade, óbvio. Mas isso não significa que quero voltar ao que era antes. Só que sinto saudades mesmo.

*** 

O Projeto Drama Queen é uma parceria muito bem humorada (e às vezes mais séria, como hoje) sobre os pequenos, médios e grandes dramas da vida. Todas as quintas-feiras tem post novo aqui e no blog Pequena Jornalista. Quer participar também? Mande o seu texto para nós.

Teca Machado

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Kawaii Box – Parte 4


Mais uma Kawaii Box chegou, OBAAAA! 


Quando o correio me entrega, eu fico igual criança gritando e pulando pela casa. Abrindo as coisas, ao mesmo tempo que faço snaps, falando “ooohn”. #aloucadascoisasfofinhas

É a minha quarta caixa com coisinhas fofas do Japão e da Coreia que recebo todo mês durante a minha inscrição de seis meses. Já falei sobre as outras aqui, aqui e aqui

Vem ver que tem muita coisa cuti cuti e a desse mês, que é a referente a fevereiro, foi uma das que eu mais gostei até agora. E o melhor de tudo: Sabe-se lá porque não foi taxada! Geralmente eu pago entre R$25 e R$35 para retirar, mas a alfandega deixou livre dessa vez.

Para não perder o costume, um chaveiro de pelúcia. Dessa vez de um personagem chamado Moomin, que não sei se é um hipopótamo branco, um rato, uma vaca... Só sei que é amor!


Um kit de encher balões e fazer bichinhos (QUE MARAVILHOSO! Hahaha)


Clips de papel de coelhinhos *.*


Caneta de ponta fina de ovelha (É a terceira que vem e eu amo essas canetas)


Cookies de chá verde (Será que é bom?)


Uma bolsinha colorida, boa para colocar batons e coisas pequenas na bolsa sem perder


Um kit de fazer pulseirinhas da amizade (Minhas BFFs vão receber uma, preparem-se, hahaha)


Para não perder o costume, uma cartela de adesivos “gordinhos” no tema comida


Um cartão postal de coruja


Um chaveiro para você fazer ponto-cruz (Morri! Hahaha. Eu fazia ponto-cruz quando era criança)


Algo MUITO bizarro que acredito ser um chaveiro. É no formato de um peixe com boca aberta com um sorvete, um limão e canudinhos. Oi?


E aí, de qual vocês mais gostaram?

Acho que meus xodós foram os clipes. Vou usar até como marca-página de livro.

Se você gostou dessas coisinhas mais fofas do universo e quer fazer inscrição da caixinha como eu fiz, o site é www.kawaiibox.com. Não tem frete para o Brasil.

Na minha segunda caixinha veio um kit para fazer doce no formato de miojo japonês. Esperei encontrar com as minhas sobrinhas para tentar. Eu fiz e o resultado foi esse:



Huuuuum, delícia #SQN, hahaha.

Recomendo.

Teca Machado

terça-feira, 19 de abril de 2016

Invasão a Londres – Exército de um homem só


Gerard Butler adora um filme de ação. Quanto mais tiros e sangue melhor. Há poucos anos assisti Invasão a Casa Branca (Comentei aqui) e disse que a produção era no melhor estilo “Querem destruir os EUA, mas um herói solitário salva a pátria”. O mesmo acontece nessa sequência que vi no cinema semana passada, Invasão a Londres. E mesmo sendo na capital britânica, o foco são os EUA, claro.


Se você não assistiu ao filme anterior, não tem problema. Apesar de ser o segundo volume, as histórias são independentes, nem ao menos cita fatos do primeiro.

Mike Banning (Gerard Butler), chefe da Proteção ao Presidente, do Serviço Secreto americano, pensa em pedir demissão quando seu filho está quase nascendo. Mas o pedido é adiado quando o primeiro ministro de Londres morre e um funeral com 27 líderes de Estado do mundo é organizado. O presidente Benjamin (Aaron Eckhart) é presença confirmada, acompanhado por Banning. 

Mas um ataque terrorista de proporções épicas é orquestrado, matando vários presidentes e premiers, além de civis, e destruindo a maior parte dos pontos turísticos da cidade. O americano consegue fugir, graças ao seu super agente secreto. Só que a caçada continua e toda Londres é vigiada pelo grupo responsável pelo ataque, que tem ódio mortal dos americanos e deseja a todo custo que o presidente seja morto ao vivo para todo o mundo.




Banning deixa tanto McGyver quanto 007 no chinelo! Ele é o exército de um homem só e faz milagre com poucos (ou nenhum) recursos a mão. E não hesita em matar aqueles que merecem. Tanto que em certo momento, após uma breve tortura e morte a sangue frio, o presidente pergunta “Tinha necessidade disso?”, ao que o agente secreto responde calmamente que não. Não é a toa que a classificação do filme nos EUA é R (17 anos).


Gerard Butler é simplesmente perfeito para o papel, assim como foi Leônidas, em 300. Apesar de altamente letal e quase malvado, tem um rosto amável e tiradas cômicas que nos fazem gostar dele. E mesmo com a idade começando a chegar, continua gato. Aaron Eckhart também é sempre bom de assistir e é um ótimo presidente que entra na ação quando precisa. Não é muito uma donzela indefesa. A química entre os dois atores é ótima, principalmente porque a relação dos personagens não é apenas profissional, mas de amizade profunda. Outro bom nome do elenco é Morgan Freeman, esse maravilhoso. Existe alguém no mundo que não goste desse homem, gente?



Invasão a Londres é uma correria sem fim, explosões a todo tempo, incontáveis tiros (que milagrosamente não acertam Banning nem o presidente, claro) e ação pura e simples. Do diretor Babak Najafi (Só eu li “babaca”? Hahaha), o filme expressa bem o medo atual do mundo inteiro de ataques terroristas que atingem aleatoriamente civis, mas demonstra a tal supremacia americana que passa por todas as dificuldades e triunfa, no melhor estilo do bem contra o mal.

Não é um filme profundo que explora bem a questão do terrorismo ou da luta contra ele com estratégias muito bem pensadas. É uma produção de ação que te deixa tenso, te entretém e te faz sair do cinema dizendo “legal para caramba”. Eu gostei e espero que você goste também.

Recomendo.

Teca Machado 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Quando os escritores escreveram as melhores dedicatórias


Não sei vocês, mas eu nunca deixo de ler a dedicatória que um autor faz em seu livro. Gosto de saber quem ele ama tanto a ponto de dedicar um “filho” seu. Mas, às vezes, além de lindas, as dedicatórias são engraçadas.

O site Distractify fez uma lista com as mais épicas e melhores dedicatórias de livros pelo seu bom humor.

1. I Was a Child, por Bruce Eric Kaplan


“Esse livro é para os meus pais, que tentaram”


2. The End Games, por T. Michael Martin


“Tudo o que não for salvo, será perdido” – Nintendo, mensagem da página de finalização


3. You Might Be A Zombie and Other Bad News, por Editors of Cracked


“Por se recusar a colapsar num buraco negro devorador de terra sob a força da sua própria densidade de escalonamento, nós dedicamos esse livro ao testículo esquerdo de Theodore Roosevelt.”


4. Post Office, por Charles Bukowski


“Isso é apresentado como uma obra de ficção e dedicada a ninguém”


5. The House of Hades, por Rick Riordan (A Casa de Hades, quinto livro da série Os Heróis do Olimpo)


“Para os meus maravilhosos leitores: Sinto muito pelo último desfecho. Bom, na verdade não. HAHAHA. Mas, sério, eu amo vocês.”


6. An Introduction To Algebraic Topology, por Joseph J. Rotman


“Para a minha esposa Marganit e para os meus filhos Ella Rose e Daniel Adam sem os quais esse livro estaria pronto dois anos antes”


7. My Shit Life So Far, por Frankie Boyle


“Para os meus inimigos, eu vou destruir vocês”


8. The Selection, por Kiera Cass (A Seleção)


“Oi, pai! *Ondas*”


 9. Austenland, por Shannon Hale (Austenlândia)


 “Para Colin Firth. Você é um cara legal, mas eu sou casada, então acho que deveríamos ser apenas amigos.”


10. Let’s Pretend This Never Happened, por Jenny Lawson


“Eu quero agradecer a todo mundo que me ajudou a criar esse livro, menos para o cara que gritou comigo no Kmart quando eu tinha oito anos porque eu estava sendo ‘muito barulhenta’. Você é um babaca, senhor.”


11. The Land of Stories, por Chris Colfer (O Kurt de Glee,  quem diria!)


“Para a minha avó, por ter sido a minha primeira editora e me dado o melhor conselho de escrita que eu já recebi: ‘Christopher, eu acho que você deveria esperar até terminar o primário antes de se preocupar de ser um escritor fracassado.”


12. Perv: The Sexual Deviant in All of Us, por Jesse Bering 


“Para você, seu pervertido, você”


13. Ruins, por Dan Wells


“Esse livro é dedicado a todos aqueles que você odeia. Me desculpe. Às vezes a vida é assim.”


14. The Little Prince, por Antoine de Saint-Exupéry (O Pequeno Príncipe)


“Para Leon Werth. Eu peço que as crianças me perdoem por dedicar esse livro a um adulto. Eu tenho uma desculpa séria: esse adulto é o meu melhor amigo que tenho no mundo. Eu tenho outra desculpa: eu adulto consegue entender tudo, até mesmo livros para crianças. Eu tenho uma terceira desculpa: ela mora na França onde ele fica com fome e gelado. Ele precisa ser consolado. Se todas essas desculpas não forem o suficiente, então eu quero dedicar esse livro para a criança que esse adulto foi certa vez. Todos os adultos foram crianças primeiro. (Mas poucos se lembram disso). Então eu corrijo a minha dedicatória: Para Leon Werth, quando ele era um garoto”


15. Harry Potter and the Deathly Hallows, por J. K. Rowling (Harry Potter e as Relíquias da Morte)


“A dedicatória desse livro é dividida em sete partes: Para Neal, para Jessica, para David, para Kenzie, para Di, para Anne e para você, se você esteve grudado em Harry até o grande final.”


16. No Way Back, por Matthew Klein


“Para mamãe (Apenas pula as cenas de sexo, por favor)”


17. Nothing Can Possibly Go Wrong, por Prudence Shen e Faith Erin Hicks


“Para os meus pais, mesmo que eles nunca tenham me comprado um robô – P.S.
Para todas as garotas geeks – F. E. H.”


18. Drift: The Unmooring of American Military Power, por Rachel Maddow


“Para o ex-vice-presidente Dick Cheney. Oh, por favor, me deixe entrevista-lo.”


19. Billy Twitters and His Blue Whale Problem, por Adam Rex e Mac Barnett


“Essa história é para Jon. Se não fosse por Jon, essa história não existiria. – MB
Eu ia dedicar isso a Jon. Agora o que eu vou fazer, dedicar outro livro para a minha esposa? Como se ela ainda notasse. – AR”.


Fonte: Distracfity

A do Rick Riordan eu já tinha visto e na hora que comecei a ler o post pensei “Poderia ter a de A Casa de Hades”. Fiquei encantada de ver ela nessa lista!

Qual foi a sua preferida?

Teca Machado