quinta-feira, 30 de junho de 2016

Chorona, eu? Claro! – Projeto Drama Queen #84


Eu sou uma das pessoas mais choronas que vocês jamais conheceram. Costumo dizer que os meus canais lacrimais vieram com defeito e eles funcionam na hora que querem, sem pedir a minha permissão. Tanto que a maioria das pessoas próximas a mim nem levam mais minhas lágrimas a sério.


Eu choro de tristeza, de raiva, de alegria, de rir, de frustração, de TPM, de emoção e de quase todos os outros sentimentos que existem. Às vezes é um tanto constrangedor.

Sim, é um alívio chorar, botar para fora aquilo que está explodindo por dentro, mas no fim das contas não é muito legal se você faz isso com frequência. Segue, então, uma lista dos maiores dramas de ser uma chorona assumida e inveterada:

1- Ouvir alguém falar “não chora”.

Aí, meu amigo, é que a gente chora mesmo! Usar essas duas palavras juntas é sinônimo de é-agora-então-que-eu-vou-abrir-as-comportas-e-desidratar. Não sei porque, mas essa pequena frase libera todas as lágrimas que existem dentro do meu ser.

2- Sentir vontade de chorar no ambiente de trabalho.

Seja porque o seu chefe é um babaca, seja porque alguém lá brigou com você ou seja porque você está passando por alguma situação difícil fora da empresa, chorar no trabalho pega mal. Mas tem dias que não dá, que a gente vai chorar. Aí precisa decidir se vai chorar virado para a tela do computador enquanto finge que trabalha, mas as lágrimas (e um pouco de catarro, claro) escorrem ou se vai ao banheiro chorar e se sentir no fundo do poço fazendo isso escondido e chorar mais ainda.

3- Não conseguir disfarçar a cara depois do choro.

Há anos eu tento técnicas de fingir que não estava chorando, mas não me aperfeiçoei ainda. As pessoas sempre sabem que eu chorei, por causa dos olhos vermelhos e brilhantes, o nariz fungando, a voz trêmula e as bochechas vermelhas (e as minhas ficam mesmo, eu tenho um pouco de rosácea, então quando eu estou estressada de algum modo, elas pipocam de vermelho e calor).

4- Chorar sozinha em público.

Toda vez que penso sobre isso, relembro o dia em que li o final do livro Melhor de Mim, de Nicholas Sparks, no avião. Eu chorava tanto, mas tanto, que o cara sentado ao meu lado perguntou se eu estava bem ou precisava de algo, porque tinha ficado preocupado comigo. E essa não foi a única vez em que isso aconteceu.

5- Não ter motivos, mas chorar mesmo assim.

Não sei vocês, mas isso às vezes acontece comigo, principalmente na TPM. Eu estou lá, tranquilona e feliz, e de repente bate aquela vontade louca de derramar umas lágrimas. Por que? Não sei. O problema é tentar explicar isso quando alguém pergunta o motivo de você estar chorando.

Eu na vida

*** 

E você? É chorona (chorão) também? Já passou por situações constrangedoras por causa de choro? Conta para a gente!

O Projeto Drama Queen é uma parceria bem divertida entre os blogs Casos, Acasos e Livros e Pequena Jornalista, que fala de maneira bem humorada sobre os dramas terríveis e nem tão terríveis da vida. Participe você também enviando um texto bem dramático.

Teca Machado

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Teoria das cores no cinema


Nada em um filme é mera coincidência ou está ali por acaso. Tudo tem um porquê, um motivo, uma explicação. E falar de cores numa produção é falar de qual mensagem o diretor quis passar.

Não é novidade para ninguém que as cores realmente passam sentimentos e sensações. Principalmente quem estuda comunicação, marketing, artes, arquitetura e outros cursos relacionados a visual se aprofunda nesse assunto que é super interessante.

A film maker Lilly MTZ-Seara fez um curta que mostra com exemplos de dezenas de produções cinematográficas como a psicologia das cores é importante numa produção:


Bacana, né?

Vocês conseguiram descobrir as referências? Reconheci vários dos filmes.

Conheça também o instagram dela (@filmcolors) e entre ainda mais nesse universo colorido.

Teca Machado

terça-feira, 28 de junho de 2016

Novidades Donna Rita


A nossa querida parceira Donna Rita, loja on line com os maiores mimos e fofuras da internet, tem um recadinho para os leitores:


"Estou aqui para te avisar, em primeira mão, que até o dia 30 de junho as compras a partir de R$99,00 terão frete grátis para a região sudeste e 30% de desconto para os demais estados.


Neste mês também teve início um projeto que tem como objetivo te ajudar a olhar a vida com outros olhos e desenvolver um sentimento que teimamos em deixar para trás, a gratidão. Tem dado super certo e tem muita gente bacana, o que me deixa toda orgulhosa, falando dele por aí. Dá uma olhada no texto da Teca Machado do blog Casos, Acasos e Livros e também no blog Seis Mil Milhas, escrito pela Sarah Lynn e veja como o projeto está fazendo diferença para elas. 



E para terminar, outro presente: em parceria com a Scolastika's Crochê Criativo, todas as compras a partir de R$50,00 em produtos leva junto esse chaveiro lindo, feito a mão e com muito carinho pela Gil e sua Mamis - as mãozinhas de fada por trás da marca Scolastika's. 

O mimo será enviado para as compras realizadas até 15 de julho ou enquanto durar o estoque, o que acontecer primeiro, ok? Então aproveite!



Um abraço quentinho pra você e inté!"

E aí? Vamos aproveitar essa promoção toda maravilhosa?

Clique aqui e acesse a loja Donna Rita e fique apaixonado pelos produtos feitos a mão com muito amor, carinho e qualidade.

E não se esqueça: Leitores do Casos, Acasos e Livros tem cupom de desconto! É só na hora da compra utilizar o código CasosAcasoseLivros.

Teca Machado

segunda-feira, 27 de junho de 2016

The Ranch – Ashton Kutcher no Colorado


Pela primeira vez a Netflix produz uma série no formato de sitcom: The Ranch, com Ashton Kutcher. Mas, ao mesmo tempo que tem plateia em estúdio para rir, cenários pré-determinados, claquete sonora e todo o jeito do gênero que fez tanto sucesso principalmente nos anos 1990, The Ranch tem suas diferenças com as originais.


De acordo com os produtores, os mesmos de Two and a Half Man, e Ashton Kutcher e Danny Masterson, que são produtores executivos além de protagonistas, a série se diferencia na estrutura de enredo. Por exemplo, as cenas não acabam sempre em piada, como é normal nas sitcoms. Fora que também não é uma caricatura da vida americana num rancho ou da família disfuncional. Apesar de comédia, The Ranch tem bastante drama, brigas, arrependimentos, conflitos e emoções. Não é simplesmente para nos fazer rir (e ela faz em vários momentos), mas sim pensar nas nossas próprias relações desgastadas.

Não chego a exagerar dizendo que é uma série profunda, cheia de sentimentalismo e chororô, afinal, é de uma comédia que estamos falando e é do Ashton Kutcher, mas, na medida do possível, ela é sim diferente das outras comédias. Então, mesmo se você não seja muito fã do gênero, dê uma chance para The Ranch. Vai que você gosta da maneira como ela foi montada.

Kutcher e Masterson, parceria antiga

No enredo, Colt Bennett (Kutcher) volta para casa, um rancho no Colorado, após sair da sua cidade natal muito novo para jogar futebol americano. Apesar do sonho ser muito intenso, ele apenas conseguiu jogar na liga semi profissional do Canadá. Quando passa uns dias no rancho, onde seu pai Beau (Sam Elliot) ainda mora com o seu irmão mais velho Rooster - Galo (Masterson), Colt percebe que eles passam por sérias situações financeiras. Então decide deixar sua carreira um tanto fracassada de lado para ajudar sua família. Mas isso é muito difícil de se fazer, já que Beau e Colt não se dão bem de jeito nenhum e a mãe deles, Maggie (Debra Winger), mesmo separada do pai, está sempre no rancho ou tentando ajudar na relação do pai com os filhos.

É interessante ver a química e a dinâmica de Kutcher e Masterson, já que há 10 anos eles foram colegas de elenco em The 70’s Show (Eu amava!). Amigos desde então, eles são responsáveis hoje por The Ranch. É impossível ver os dois juntos em cena e não pensar em Hyde e Kelso.



Não nego que Ashton Kutcher é basicamente ele mesmo, como quase sempre. Apesar de que The Ranch tem uma carga dramática maior e ele não faz papel de burro ou idiota. Mesmo não sendo o ator mais espetacular do mundo, gosto muito dele como artista, porque muito mais do que interpretar, ele é um empreendedor, um homem de negócios, um produtor, um investidor de startups. Tenho a impressão que hoje ele só atua porque gosta, não porque precisa, já que soube trabalhar com a sua fama e seu dinheiro de maneira que poucos em Hollywood souberam.

Todo elenco se encaixa muito bem com The Ranch. Danny Masterson, além da dinâmica muito boa com Kutcher, tem o mesmo com Sam Elliot. Irônico e engraçadão, ele é aquele amigo que todo mundo tem, que a gente nunca sabe se está brincando ou falando a verdade. Sam Elliot, com sua voz grave e jeitão de cowboy, é sério, mas a gente sabe que no fundo seu coração machão é mole igual manteiga. E Debra Winger é um ótimo acréscimo ao quarteto, sempre com uma boa tirada engraçada.



A Netflix encomendou 20 episódios da primeira temporada de The Ranch divididos em dois blocos. Os 10 primeiros já estão no ar e no segundo semestre os outros 10 serão liberados. Com menos de um mês no ar, a segunda temporada já foi anunciada e deve ser lançada em 2017.

Recomendo.

Teca Machado

sábado, 25 de junho de 2016

Assombrado – Livro 5 da série A Mediadora


Como muitíssimo em breve o sétimo e último livro da série A Mediadora, de Meg Cabot, da Editora Record, será lançado, resolvi dar uma acelerada e li o volume cinco da saga, Assombrado. Como já tomei ALTOS SPOILERS NA CARA sobre a sinopse desse próximo lançamento, achei melhor deixar o meu medo de ficar órfã de lado e me jogar logo na leitura. O que acontece é que eu amo/detesto terminar uma série, já que eu vou me afastar dos personagens que eu amo. E vou falar uma coisa para vocês: Eu amo a Suze e o Jesse.

O passaporte na foto é que li Assombrado na semana passada durante uma viagem

Veja as resenhas dos outros livros aqui, aqui, aqui e aqui.

Como em todos os livros de A Mediadora, esse próximo volume acontece logo depois do anterior. As férias de verão em que Suze trabalhou como babá no hotel de luxo acabaram e sua vida escolar recomeça. Apesar de tentar esquecer tudo o que aconteceu, principalmente em relação a Paul Slater, aquele gato que tentou mata-la, os pesadelos não a deixam dormir em paz. Para piorar, Jesse resolveu se afastar da sua casa, já que as coisas ficaram complicadas entre eles.

Quando tudo parece começar a se encaixar, um novo aluno entra em sua escola: Paul Slater. O cara é insistente e quer de todo modo conversar com Suze sobre o dom que eles têm, além de afirmar que sabe muito mais sobre o assunto do que ela. Suze fica curiosa, mas com o pé atrás. Para piorar, tem um fantasma, Craig, que não a deixa em paz e quer tentar matar seu irmão, que ele acredita que deveria ter morrido em seu lugar. Além de lidar com Paul e Craig, Suze está sofrendo absurdamente por Jesse. Homens são trazem problemas para a sua vida!

Meg "diva" Cabot
Assombrado é um dos mais interessantes da série até agora, porque começamos a nos aprofundar no assunto dos dons de Suze de mediadora e o que ela consegue fazer com ele, mas desconhecia até o momento. Enquanto nos outros o foco era em como a protagonista ia despachar os fantasmas que a procuravam, nesse volume o principal é Suze. Tanto que o caso de Craig é até meio bobinho e podia ser deixado de lado no enredo.

Jesse, como sempre, todo caliente e latino, nos faz nos apaixonarmos ainda mais por ele, já que ganha mais destaque nesse livro. JESSE, ME CHAMA DE MI HERMOSA! Temos mais acesso a Jesse e aos seus sentimentos, mesmo que Paul Slater apareça mais do que ele. O Paul pode ter vários defeitos, mas não nego que o cara é gostoso gato. Há algo a mais nele que ainda não descobrimos, mas que acredito que será relevado no próximo volume. Ainda há muito o que se saber sobre ele, há muito mistério sobre quem é e sobre suas motivações. É um personagem interessante.

Suze é uma das minhas protagonistas femininas preferidas. É durona, é independente e é inteligente, mas ao mesmo tempo é aberta às suas vulnerabilidades, sabe que precisa de amigos e pessoas que a amam ao seu redor. Nunca se isola completamente e isso mostra ainda mais o quanto ela é forte. E apesar de ser toda badass, ainda é uma garota comum, que ama sapatos, roupas e se preocupa com cabelo e maquiagem.

Meg Cabot, essa musa literária da minha vida, escreve de forma ágil, dinâmica e divertida. É possível rir, se emocionar e ficar com raiva dos personagens em seus livros, principalmente em A Mediadora. Seus livros são para ser lidos de um dia para o outro.

Por favor, leia a série inteira! É muito boa.

Recomendo.

Teca Machado


sexta-feira, 24 de junho de 2016

Como curar uma ressaca literária


Sabe quando você termina um livro muito bom e fica com uma sensação de vazio existencial e parece que nenhum outro livro irá te preencher novamente? Ou quando o livro é tão intenso, tão triste, que o seu coração fica extremamente despedaçado e você simplesmente não sabe como continuar a vida? O nome disso é ressaca literária

E é um mal que todo leitor sofre de vez em quando, uns mais, outros menos (Eu sou da turma do mais. Os livros da Colleen Hoover geralmente me quebram ao meio).

 Mas como a gente se cura dessa ressaca? Com hidratação e descanso? Não, ela não é igual a ressaca de bebedeira. É um tanto mais complexa. Por isso o BuzzFeed Books fez uma lista com maneiras para se recuperar após ler um livro que acabou com você:

1- Faça uma espécie de funeral, com direito a muito choro, com os seus amigos que também leram o livro. Complemente com salgadinhos, pipoca, chocolate e lenços.


2- Ou simplesmente faça com que seus amigos leiam o livro também para que eles possam sofrer com você.

3- Você também pode falar sobre o assunto com uma pessoa que não leu, mas que não ligue de tomar spoilers e nem de ter você chorando em seu ombro ou desabafando.

4- Comece logo em seguida outro livro de um gênero completamente diferente para que você não fique comparando os dois.

5- Ou, se você gosta de sofrer, procure livros parecidos para terminar de se afundar no poço.


6- Leia algo com final feliz garantido (Eu recomendo romances de época e Meg Cabot. Sempre tem um final feliz!).

7- Ou mesmo um livro favorito da sua infância para te confortar e relembrar momentos felizes.

8- Procure toda e qualquer arte de fãs relacionados ao livro, não importa se ilustrações, book trailers, discussões on line e até mesmo fanfiction. Isso pode te ajudar a colocar um ponto final na dor.


9- Tome um longo banho quente repleto de choro. Você pode se sentir melhor depois dele.

10- Escute playlists criadas por fãs que tenham a ver com o livro para sofrer um pouco mais.

11- Ao invés de ler, escute um audiobook.

12- Compre produtos (colares, canecas, bloquinhos, cadernos...) ilustrados com o livro para carrega-lo sempre com você.


13- Leia uma fanfiction com final alternativo que você goste mais.

14- Se o livro tiver uma adaptação cinematográfica, assista. Então você vai conseguir se animar vendo em como a história nem se compara.

15- Concentre-se nos momentos felizes do enredo, assim quando as partes tristes chegarem o seu coração vai doer menos.


16- Comece um livro novo imediatamente, para que você nem tenha tempo de pensar sobre o assunto.

17- Saia para o mundo real para tomar um ar fresco e lembrar que as coisas que aconteceram no livro não são verdade.

18- Distraia-se ficando obsessivo com uma nova série. E então quando ela quebrar o seu coração, volte para os livros. E fique assim para sempre.

19- Tenha por perto um “kit de ressaca literária”, com fotos, filmes, músicas e livros que te animam, para não precisar pensar nisso quando seu coração já estiver despedaçado. (Eu particularmente recomendo Mamma Mia, o meu filme alegre preferido).

20- Simplesmente sinta a dor. E depois siga em frente.

21- Leia a droga do livro de novo. Imediatamente. Talvez seja menos traumatizante da segunda vez.



Todas essas dicas foram dadas por leitores do site que são apaixonados por livros. Quem sabe uma delas não funciona com você.

O que eu sempre faço quando dá uma ressaca literária que despedaçou o meu emocional é ler um livro imediatamente em outro gênero, geralmente mais feliz ou de fantasia.


Teca Machado

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Um drama chamado: nada para fazer... - Projeto Drama Queen #83! - Por Carol Daixum



- Argh! Que tédio! 
- Por que você não sai? 
- Para onde, pai? Nada para fazer! :( 
- Por que você não arruma o seu quarto? 
- Pai, eu trabalho a semana inteira. Não quero arrumar o meu quarto em pleno sábado, né? 
- Filha, você precisa de um namorado. 
- Obrigada pai por lembrar que a minha vida é um saco. 
- Começou o drama? Por que você não assiste algo na TV? Tipo aquela série do Game alguma coisa no Net alguma coisa. 
- Game Of Thrones e Netflix, pai. E eu me sinto tão excluída do mundo por não assistir, mas é tanta matança que eu não aguento não. Droga! Nada para fazer. 
- Por que você não vê outra série, filme ou documentário? 
- Nada de interessante, pai. 
- Tá chata hoje, hein? 
- Obrigada por sempre me animar, pai. 
- O que você quer fazer? 
- Não sei. Só não queria ficar entediada. Queria ligar a TV e plim: ter alguma coisa lá que eu quisesse assistir, sabe? Não é pedir muito! Ai fico aqui entediada. Em pleno sábado. Já vi que meu dia vai ser bombástico... #sqn
- Vamos lá: você quer rir ou chorar? 
- Acho que nenhum dos dois. 
- Sentir medo? 
- Credo, pai. Claro que não! 
- Por que você não vai ler alguma coisa? 
- Nada na minha estante...
- Oi??? E aqueles quinhentos milhões de livros que você comprou essa semana? 
- Ainda não é o momento certo para ler aquelas histórias
- Filha, não sei mais o que sugerir... 
- Queria tanto, sei lá... 
- Por que você não... Dorme? Liga para alguém? Sai, lava louça... 
- Pai, eu fiz as minhas unhas 
- Por que você não vai malhar, nadar, dar uma volta, tentar lamber o cotovelo...
- Háháhá! Só queria fazer alguma coisa, sei lá... Diferente! Sabe? 

{nesse momento o senhor meu pai me deixou falando sozinha, vai entender.... hahaha às vezes nem eu me aguento ;p}

Eu fazendo vários nadas. 

Têm dias que a gente acorda assim, né? Nada para fazer e parece que cada sugestão desanima mais ainda. Nessas horas, é melhor respirar e vai... Fazer um brigadeiro, sei lá hahaha. Mas se nem isso melhorar o seu tédio: taca a coroa mesmo, senta e chora que amanhã é outro dia. ;-) 

*** 

O Projeto Drama Queen é uma parceria entre os blogs Pequena Jornalista e Casos, Acasos e Livros. Toda quinta-feira um texto com draminhas cotidianos inspirados na vida real ou apenas fruto da imaginação das blogueiras. Tem algum tema para sugerir ou quer enviar um relato para a gente? Anota aí: projetodramaqueen@gmail.com

Beijos, Carol. 

quarta-feira, 22 de junho de 2016

O Guia Definitivo do Mochileiro das Galáxias – “A trilogia de cinco em um único volume”


"Não entre em pânico!"

Assim diz a capa do Guia do Mochileiro das Galáxias. Com ele você pode navegar pelo universo tendo informações sobre todo tipo de vida, planetas, guerras e o que mais aconteceu nos últimos milhões de anos. Então pegue sua toalha e chegue junto, vamos explorar por aí!

Sempre ouvi falar sobre a série O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Adam Douglas, e a curiosidade esteve comigo esse tempo todo, já que os livros são considerados estrelas do mundo geek. Quando a Editora Arqueiro, parceira do blog, lançou uma edição de capa dura chamada O Guia Definitivo do Mochileiro das Galáxias com “a trilogia de cinco em um único volume”, percebi que era o momento certo para conhecer Arthur Dent, Ford Prefect e todos os outros malucos que eles encontram pelo caminho.

Livro cedido em parceria com a Editora Arqueiro

Dos cinco livros, já li o primeiro, que leva o nome da série, O Guia do Mochileiro das Galáxias, e me diverti muito com a história que quase nunca faz sentido. Arthur Dent, um cara normal e até mesmo meio sem graça, vive na Terra. Numa quinta-feira comum descobre que sua casa será demolida para construírem no lugar um desvio na estrada. Ele está arrasado! Mas as coisas ficam piores ainda quando descobre em seguida que a Terra será demolida para a construção de uma via expressa interespacial, nesse cantinho meio brega da galáxia.

A sorte é que Ford Prefect, amigo de Arthur, é um etê que estava no nosso planeta em busca de informações novas para o Guia do Mochileiro das Galáxias. Vendo a destruição iminente, Ford sai da Terra de carona com uma nave e leva Arthur junto. E começa aí uma viagem muito louca aos confins do universo que envolve probabilidades, impossibilidades, a questão sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais, além de muitos alienígenas e ratos.



A questão é que O Guia do Mochileiro das Galáxias é muito doido. Muito. Só que no bom sentido. Tem várias partes sem sentido, que se ligam lá na frente com algum acontecimento importante e outras que, acredito, serão só nos próximos volumes. São tantos planetas, raças, nomes quase ou totalmente impronunciáveis que às vezes você fica meio perdido. É até mesmo difícil imaginar alguns dos alienígenas, mas se esforça que você chega lá.

O ponto chave dessa série é o tom irônico e mordaz com que Adam Douglas escreve. Cheio de deboche contra a vida em sociedade, à religião e às questões burocráticas e morais, o texto é diferente de quase tudo o que você já leu, o que pode por vezes deixar a leitura mais lenta, mas ainda assim muito agradável. Aliás, esse não é um livro para se ler numa sentada só. Ele deve ser degustado.

Douglas Adams

Apesar de muito falar sobre viagens no espaço e física, não é preciso entender do assunto para compreender bem a história (eu mesma sou uma mula em exatas e o livro fluiu super bem). O foco da série são as aventuras muito loucas de Arthur, Ford e os companheiros que eles fazem no meio do caminho.

O Guia do Mochileiro das Galáxias me fez rir em vários momentos, principalmente quando tentava imaginar algumas das cenas absurdas descritas pelo autor. A frase “Não entre em pânico!” nunca faz tanto sentido quanto durante os sufocos que os personagens se metem, principalmente Arthur, um principiante no mundo dos viajantes espaciais.

Divisão entre um livro e outro

Essa edição em capa dura da Editora Arqueiro ficou muito bacana, ainda que de diagramação simples. A letra é pequena e a página amarelada, o que deixa a leitura super tranquila. Entre cada um dos livros tem uma divisão que deixa muito claro que é o fim de um e início do outro. Junto com o livro, recebi um bottom com a resposta às todas as dúvidas do universo, além de uma ecobag muito legal.

Adorei ter todos os volumes num só livro e em breve começo o segundo. Mal posso esperar para saber o que mais vai rolar de bizarrices.

Recomendo.

Teca Machado

terça-feira, 21 de junho de 2016

Mulheres de Westeros


Eu não vi o episódio de Game of Thrones dessa semana ainda, mas, pelo jeito, ele foi DESTRUIDOR. Curiosidade me define!

Sabemos que as mulheres dos livros e da série são muitas vezes mais interessantes que os homens. Elas são personagens que manipulam, alteram e lideram a história, o que faz com que nós as amemos e odiemos em igual intensidade.

Pensando na maravilhosidade que elas são, a artista Leann Hill criou em desenhos estilizados e lindos todas as mulheres importantes das Crônicas de Gelo e Fogo em Westeros. Ao mesmo tempo em que se parecem que as descrições do livro, elas em muito se assemelham às atrizes que as interpretam.


Daenerys Targaryen

Melisandre

Shae

Arya Stark

Ellaria Sand

Margaery Tyrrel

Sansa Stark

Catelyn Stark

Brienne de Tarth

Ygritte

Cersei Lannister

Yara/Asha Greyjoy

Fonte: Geek x Girls

Dica do Adriano Crestani :D

Teca Machado

segunda-feira, 20 de junho de 2016

“Para... para... paradise” – Conhecendo San Blas, no Caribe


Na quinta-feira fui para o Panamá, visitar minha amiga Lala Rebelo, do lalarebelo.com, que é parceira do blog e aparece com posts incríveis e maravilhosos sobre viagens.

Várias e várias vezes ela fala e posta fotos de San Blas, um arquipélago indígena também chamado de Kuna Yala, do lado do Oceano Atlântico perto da Cidade do Panamá. Segundo ela, lá é um dos seus lugares preferidos do mundo (e olha que ela conhece MUITO do mundo). No sábado finalmente fui até esse lugar que pouca gente já ouviu falar e posso dizer: O NEGÓCIO É BONITO PARA CARAMBA!



Da Cidade do Panamá para San Blas atravessamos o país (sorte que ele é pequenininho). Em duas horas saímos da casa da Lala, do lado do Oceano Pacífico, e chegamos ao porto de saída para as ilhas. Não vou mentir. A estrada não é fácil. Quem enjoa no carro, tipo eu, vai sofrer um pouquinho. Para chegar lá é preciso atravessar as montanhas por 40 quilômetros, que são um finalzinho da Cordilheira dos Andes. A pista não chega a ter nem 100 metros sem uma curva acentuada. Não passei mal, mas foi quase.

Só que a recompensa vale muito!

Chegamos a um pequeno porto e pegamos um barquinho a motor. Por meia hora atravessamos um oceano sem ondas em direção ao paraíso. São 360 ilhas que formam o arquipélago, todas de posse indígena e com pouquíssima estrutura, o que é o charme do lugar. Tem ilhas minúsculas e outras enormes, mas o que podemos dizer de todas elas é que são lindas, lindíssimas.

Quase todas ilhas são assim: pequenininhas, rodeadas de mar azul e umas cabaninhas.


Como o governo panamenho não tem jurisdição no arquipélago, já que é uma comarca indígena, os índios é que controlam o local. Você até precisa do passaporte para atravessar a fronteia. Os índios administram de forma muito inteligente e empreendedora, sem deixar que o local vire comercial. Por exemplo, as ilhas não podem ser vendidas para ninguém. Elas são da tribo apenas, por isso não tem muita estrutura, apesar de alguns dos índios montar restaurantes e pequenas pousadas em suas ilhas.

Nós fomos até duas ilhas, Isla Perro Chico e Isla Perro Grande.

Isla Perro Chico

Apesar de não muito grande, é uma das mais cheias de turistas. Tem restaurante e alguns alojamentos, mas o foco é a faixa de areia branca rodeada de mar azul turquesa e o barco afundado perto da margem que é possível explorar com snorkel. Foi uma experiência muito linda ver peixes de perto, coral e aquela água cristalina e de temperatura morna e gostosa. Fora que o mar é tranquilo e raso, ótimo para crianças.




Isla Perro Grande

Ai, meu Deus! Que lugar é esse? Eu que já tinha amado a Perro Chico, fiquei loucamente apaixonada pela Perro Grande. Ela, ainda que maior que a outra, tem apenas uma cabaninha com índias vendendo artesanato e uma extensão enorme de areia branquíssima seguida por um gigante banco de areia coberto por água azul quase resplandecente. É o lugar perfeito para relaxar, tomar sol e se divertir. Ela dá aquela sensação de praia quase deserta, de ilha em que nos filmes as pessoas naufragadas ficam a espera de um resgate. Mas será que eu iria querer ser resgatada dali?





O dia ficou meio fechado nas ilhas perto do continente, já que lá essa época é estação de chuvas, mas onde estávamos ficou aberto e o céu azulzinho. Eu que passei protetor solar algumas vezes por dia fiquei nesse estado:


Agora eu entendo a Lala Rebelo: Realmente San Blas é um dos lugares mais lindos do mundo! Não deixe de visitar. Você pode ir e voltar no mesmo dia, acordando bem cedo, como nós, ou passar a noite numa das pequenas e rústicas pousadas ou num veleiro.

Saiba tudo, TUDO MESMO, sobre San Blas aqui no blog da Lala Rebelo. E aproveite para pegar dicas completíssimas sobre vários lugares do mundo aqui também.


Lala, obrigada pelo passeio, pela recepção e por esses dias inesquecíveis!

Recomendo San Blas de todo o meu coração.

Teca Machado