sábado, 30 de julho de 2016

Para Sir Phillip, Com Amor – Os Bridgertons 5


Vivo dizendo isso aqui, mas se tem uma família literária que eu amo de todo o meu coração são os Bridgertons. Os personagens criados por Julia Quinn em oito romances de época são extremamente apaixonantes, assim como seus cônjuges. A série, que foi trazida ao Brasil pela Editora Arqueiro, parceira do blog, teve seu último volume recém-publicado. Mas, como eu sou do tipo que não engole uma franquia de livros inteira porque odeia ficar órfã depois, acabei de ler o quinto, chamado Para Sir Phillip, Com Amor.



Confesso que tinha certo receio com Para Sir Phillip, Com Amor porque todo mundo dizia ser o mais fraco entre os oito. Então li com as expectativas baixas. No fim das contas, não foi o meu preferido até o momento (Esse lugar fica com O Duque e Eu e Um Perfeito Cavalheiro), mas achei de uma delicadeza incrível. É fofo, é lindo, é doce, é maravilhoso. Afinal, é da Julia Quinn.

Esse quinto volume é sobre Eloise Bridgerton, a sexta filha de Violet. Ela, que sempre foi falante, otimista, sem papas na língua e totalmente segura de quem era, nunca se importou com o papel de solteirona. Afinal, já tinha 28 anos e não havia se casado. Nunca havia amado um homem e tinha como companheira de solteirice sua melhor amiga Penelope Featherington. Só que Penelope acabou de se casar com Colin, irmão de Eloise, e a Bridgerton se viu sozinha. 

Por isso quando Sir Phillip, o viúvo de uma prima distante com quem se correspondia por cartas há mais de um ano, faz um convite para que ela vá até sua casa no campo para ver se são compatíveis para casar, Eloise vai tentar dar uma chance ao amor, mesmo que não haja um pingo de romantismo na proposta.

Julia Quinn
Eloise não é como Phillip pensava. Ele acreditava que ela era feia, mas é muito bonita e encantadora, apesar de falar sem parar. Ele também não é o que ela imaginava. Forte, um tanto rústico, totalmente introspectivo e pouco preocupado com as maneiras londrinas, eles basicamente são água e óleo quando o assunto é personalidade. Fora que tudo fica ainda mais difícil quando os filhos gêmeos de Phillip fazem de tudo para que Eloise vá embora.

Diferentemente dos outros livros da série, não temos os deliciosos trechos da coluna de Lady Whistledown e ele não se passa em Londres, mas praticamente inteiro na casa de campo de Sir Phillip e às vezes na de Benedict e Sophie. Não há bailes, não há glamour e não há as fofoqueiras de plantão, mas há um relacionamento muito doce sendo construído aos poucos, sem aquela paixão fulminante à primeira vista. Essa é uma característica dos livros da Julia Quinn, relacionamentos cheios de amor, mas que foram moldados devagar.

Sir Phillip é muito diferente dos três irmãos Bridgertons que já tiveram livros e de Simon, marido de Daphne, mas é apaixonante à sua maneira simples, sem frescuras. Ele é um pai que não enxerga o quanto pode ser incrível e sabe que precisa de Eloise para encaminhar sua vida. Depois de uma primeira esposa depressiva, tudo o que ele precisa é da vivacidade de Eloise, mesmo que ele às vezes fique cansado do seu estado de espírito sempre otimista e falante. E Eloise é teimosa, afinal é uma Bridgerton. E com uma personalidade cintilante, que acaba cativando (ou cansando) a todos. Ambos foram excelentes protagonistas, assim como os filhos de Phillip, Amanda e Oliver, que são umas fofuras, apesar de terríveis.

Um destaque para quando todos os irmãos homens de Eloise aparecem no livro: Anthony, Benedict, Colin e Gregory. Quando junta esse povo todo é amor (e bom humor) demais para o meu coração.

Como todos os outros livros dos Bridgertons, Para Sir Phillip, Com Amor é impossível de ser lido devagar. A gente vai se apaixonando, se entregando à história e quando percebe, já se envolveu totalmente com esses personagens maravilhosos e suas vidas. O livro passa no século 19, mas a linguagem é extremamente atual e é possível nos identificar com os problemas de relacionamentos que eles vivem.

Representação dos Bridgertons


Enfim, continuo recomendando Julia Quinn e seus Bridgertons com toda força do seu ser.

Teca Machado 


sexta-feira, 29 de julho de 2016

Agnus Dei – No Mar de Água Doce


Adoro escrever sobre autores nacionais aqui no blog, mas gosto mais ainda quando os autores são amigos meus e pessoas por quem tenho admiração. Esse é o caso do Rui Matos, que venceu o Prêmio Mato Grosso de Literatura em 2015 com o livro Agnus Dei – No Mar de Água Doce.

Crédito: Página de Agnus Dei no Facebook

O Rui, além de ser um jornalista incrível com especialização em filosofia e marketing, mora no meu coração porque durante mais de cinco anos foi meu editor. Ele me “adotou” na revista em que trabalhávamos quando eu ainda estava na metade da faculdade e me ensinou basicamente tudo o que sei sobre jornalismo. Ele foi meu professor, me deixou livre para tomar decisões em textos e reportagens e sempre se mostrou muito altruísta quando o assunto era quem teria matérias de destaque. Só tenho a agradecer! Por isso fiquei imensamente feliz quando ele me disse que também ia embarcar nesse mundo doido da literatura.

O Agnus Dei – No Mar de Água Doce, segundo a descrição do próprio Rui, é um romance épico que resgata encantos da paixão num cenário de tirar o fôlego. “Poderia ser mais uma saga apimentada por beijos cheios de desejo, sexo tendo o céu como cobertor, intrigas apaixonantes e uma trama de mexer com a libido até dos mais tímidos. É mais do que isso! A obra, editada pela Tanta Tinta, com ilustrações de Flávia Scheel, lança o jornalista como romancista que extravasa sentimentos campestres”.

Uma das ilustrações de Agnus Dei

No site da editora Carlini e Caniato, responsável pela publicação do livro, temos o seguinte texto:

De autoria do jornalista Rui Matos, o livro “Agnus Dei – no mar de água doce”, traduz a vida no singular que se conjuga no pantanal mato-grossense de 1930. A obra é uma das dez vencedoras do Prêmio Mato Grosso de Literatura, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC).

A história de “Agnus Dei – no mar de água doce” resgata o cotidiano rural pantaneiro da década de 30. A cultura, a culinária e o modo peculiar do falar são os temperos da lida com o gado, das conduções de boiadas, caçadas, pescarias, histórias de assombração, vidas que chegam e que vão. Ficção e realidade dividem a mesma canoa imaginada pelo autor no arraial de Poconé, distante 100 quilômetros de Cuiabá.

É neste cenário que somos apresentados aos personagens, a exemplo de Agnus de Borgonha e Maria Cecília, que permeiam naqueles longínquos anos a realidade contemporânea.  O romance é inspirado na saga real da camponesa Laurinda Cintra e do vaqueiro Odário Nunes, que tiveram seus nomes inseridos na história de Mato Grosso. “O amor está debaixo de um palácio suntuoso ou de uma choupana de palha. Busquei esses elementos e criei personagens e situações que levam o leitor a refletir sobre o amar, felicidade, sonhos e fantasias. Uma leitura para mergulhar e se apaixonar”, comenta o autor.

Rui Matos
“Felizmente, em Mato Grosso não se colhe apenas grãos. Como cantaram Arnaldo Antunes e Fromer, ‘a gente não quer só comida’. Brotou aqui uma nova safra de escritores e Rui Matos germinou com este primeiro romance”, avalia o ex-presidente da Academia Mato-grossense de Letras, Eduardo Mahon.

Para Eduardo Mahon, que prefacia a obra, “trata-se de um aboio caboclo, de trama densa, ambientado num mar de água adocicada pela paixão de duas mulheres a um vaqueiro misterioso, que carrega consigo um passado medieval e baú de ilusões. É uma alegria ver o romance ganhar esse novo fôlego e, daqui, palmilhando coisas nossas, espraiar-se para sabe-se lá onde. Um alcance que só a literatura possibilita”.

Em “No mar de água doce”, Rui Matos busca o tortuoso caminho do sucesso, tão ansiado por escritores que se lançam no mercado editorial. Para o presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, João Carlos Vicente Ferreira, ao romancear fatos ocorridos com gente pantaneira e o próprio Pantanal, o autor vai atrair a atenção dos leitores, não só pelo tema, mas também pela qualidade e apuro na elaboração do texto. “Falar do Pantanal, de sua gente e suas histórias, das terras ricas e férteis, dos pássaros que buscam suas lagoas para pesca e alimentos necessários, das plantas que se reproduzem e cria toda vegetação exuberante que marca com beleza este oásis biológico, de água, luz e terra é, sem dúvida alguma, uma forma de arrebatar leitores. Uma narrativa cheia de sensualidade que aguça a imaginação”, observa João Carlos.

Onofre Ribeiro, que também é jornalista e apresenta o autor, afirma que a obra surpreende com uma vertente leve, torneando personagens e fatos numa doçura quase inocente de quem vê a vida como uma estrada que não precisa necessariamente ser sinuosa. “Agora, é esperar que Rui Matos nos conduza com a mesma doçura, em breve, com os próximos livros que completarão a trilogia ‘Agnus Dei’ para outros mares nunca dantes navegados”, concluiu Onofre Ribeiro.

Crédito: Página de Agnus Dei no Facebook

*** 

O meu exemplar de Agnus Dei – No Mar de Água Doce já está a caminho e em breve faço uma resenha completa. Enquanto isso, você pode garantir o seu livro na Livraria Cultura aqui e na próxima semana o ebook estará na Amazon.

Teca Machado

quinta-feira, 28 de julho de 2016

O dia que virei um meme – Projeto Drama Queen #88



O dia estava normal. Era um domingo de manhã. Até que uma amiga me mandou por Snapchat uma imagem de um print do Facebook dizendo “É você?”.

Sim, era eu.

Infelizmente era eu.

O meu eu cabuloso de 18 anos.


Se você não entendeu bem o meme, eu explico: A página é de humor de uma série chamada Pretty Little Liars. Uma das protagonistas é a Sasha Pieterse, que quando começou as gravações tinha apenas 13 anos, mas era toda linda como nessa foto e parecia ter muito mais. Enquanto isso, eu aos 18 (apesar de acharem que eu tinha 13!), era essa coisa, hahaha.

Apesar de meio chocada de ser a “realidade”, não a “expectativa”, ri bastante da situação, até coloquei no meu Facebook e os dias passaram. A minha surpresa veio semanas depois, quando essa praga voltou. As pessoas começaram a postar em várias páginas de humor no Instagram e o negócio espalhou. Vi em vários lugares, alguns com 2, 7 e 10 mil curtidas.

Várias pessoas, várias mesmo, começaram a me marcar em perfis diferentes, perguntando se era eu, se era uma sósia ou dizendo “caramba, essa menina parece muito com você”. 

Virei meme. A vida é assim, uma hora ou outra você se transforma em um.

Mas o mais bizarro dessa história é que a foto usada para fazer o meme é uma que coloquei no Orkut mil anos atrás (para vocês terem noção, quando ele foi fechado essa foto já nem estava lá fazia tempo). E não era uma foto qualquer, que estava num site de fotos de balada ou algo assim. Foi no culto de formatura de uma das minhas melhores amigas, uma foto da minha câmera. Nem eu tenho mais essa foto.

A Sasha Pieterse hoje, aos 20 anos

Tudo isso só me leva a pensar que alguém (um stalker, talvez?) guardou essa coisa por anooooooos e quando surgiu a oportunidade usou a foto. Caramba, onde acharam aquela foto?

Nesses momentos você percebe que as coisas na internet são realmente eternas...

#medo

O lado bom é que eu sempre comento bem humorada nas postagens, apesar de ler comentários como “Essa menina é bem feia, mas eu era mais”, hahaha, e as pessoas tem me mandado mensagem rindo, dizendo que pelo menos hoje eu aos quase 30 tenho cara de menos e a Sasha aos 20 tem cara de 30.

A lição que fica é: Se a vida te deu limões, faça uma caipirinha e deite-se ao sol para aproveitar o dia.

*** 

E você? Também já virou meme? Quem sabe eu não vire uma webcelebridade e ganhe milhões #SQN hahaha. 

O Projeto Drama Queen é uma parceria entre os blogs Casos, Acasos e Livros e Pequena Jornalista que conta de forma bem humorada e às vezes irônica os dramas da vida (São muitos, acredite!). Toda quinta-feira tem texto novo. Aproveite e mande sua participação especial para a gente.

Teca Machado

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Precisamos conversar sobre Sansa Stark (e todas as mulheres de Game of Thrones)


Ok, eu sei, estou atrasada algumas semanas em relação ao resto do mundo que assistiu ao final da 6ª temporada de Game of Thrones logo que foi ao ar. Mas eu terminei no domingo e tudo o que eu podia pensar era:

Sansa, me desculpa por ter te odiado por algumas temporadas e por alguns livros.

Me desculpa até mesmo por ter feito um post do Projeto Drama Queen dizendo que você era uma das personagens mais chatas e cheias de drama em todo o universo.


A garotinha insuportável, fútil, dramática e cheia de mimimi sofreu para caramba. Ô, se sofreu. Foram abusos e mais abusos, tanto psicológicos quanto físicos de vários homens. E agora, felizmente, ela tomou as rédeas do próprio destino. Sansa Stark não é mais uma menina inocente, é uma mulher cheia de cicatrizes que vai passar como um trator em cima de todo mundo que a maltratou.

E já começou a passar. Ramsay Bolton que o diga.

Meu marido até comentou durante a cena da sua tão aguardada vingança que “a Sansa ficou fria como uma pedra de gelo”. Ficou mesmo, ela não é uma Stark, que abraça o frio no melhor estilo Elsa e Let It Go? Apesar disso, não acho que foi frieza da parte dela, foi limpeza de alma, foi finalmente saber que aquela criatura NUNCA mais colocaria as mãos nela e nem em ninguém. Nunca mais.


Personificando o Girl Power, Sansa Stark tem sido motivo de orgulho para mulheres do mundo. Aliás, não só ela como basicamente todas as mulheres de Game of Thrones. Elas são completamente badass. Até mesmo as vilãs (Cersei, te amo/odeio). Essa temporada definitivamente foi delas.

Daenerys é uma das personagens mais incríveis da literatura/TV, com seu porte de rainha e sem medo de ninguém. Homem nenhum pode domar aquela mulher. Aí temos Arya, que está cada dia mais cabulosa, sensacional e incontrolável. Já a Brienne é honrada, honesta e teimosa, mais macho que muito homem por aí. Margaery é uma das mais inteligentes e escorregadias que já vi na vida, assim como a sua avó Rainha dos Espinhos. A Cersei é um caso a parte, uma leoa que atropela qualquer um que estiver no seu caminho e no daqueles a quem ela ama. Catelyn, mesmo já falecida, ninguém pode dizer que não defendia os filhos e a família com unhas e dentes. Melissandre, que não consigo decidir se quero estrangular ou adorar, deixa os homens fazendo o que ela deseja. E até mesmo Yara (No livro Asha) Greyjoy, que samba na cara de todos, principalmente na do seu irmão e da sociedade.






Só posso dizer que as mulheres reinam em Game of Thrones e Sansa tem sido uma das maiores estrelas delas. 

Já dizia Beyoncé: "Who run the world? GIRLS!"

Nunca achei que diria isso, mas SANSA MARAVILHOSA!

Teca Machado

terça-feira, 26 de julho de 2016

Não Pare – Young adult e fantasia nacional


Sempre ouvi falar muito bem dos livros da brasileira FML Pepper, que é fenômeno de vendas pela Amazon, e há algum tempo comprei o primeiro da sua trilogia Não Pare, publicado pela Editora Valentina. Mas com a lista infinita de livros a ler, acabei deixando ele um pouco na estante. Até que descobri que no sábado, 23, a autora estaria em Brasília numa feira do livro para conversar com seus leitores. Era o incentivo que eu precisava. Antes do encontro com ela devorei Não Pare e entrei completamente nessa história young adult cheia de suspense, ação e muito mistério, além de um mocinho (na verdade anti-mocinho) totalmente bad boy e que deixa a gente na dúvida se é para amar ele ou não (meu veredicto é amando, mesmo que com reservas sobre a sua dualidade).


Antes mesmo de ler o livro, já estava encantada com a FML Pepper. Sempre muito simpática nas redes sociais, ela comenta, curte e conversa com seus fãs. Aí quando a conheci na Feira do Livro de Brasília, vi que o que ela é na internet, é na vida real. Na verdade é ainda mais sorridente e querida. É muito bom quando um escritor que adoramos e admiramos se mostra super bacana e em contato com seus leitores, né?

Enfim, vamos ao Não Pare?

Nina Scott, ao contrário de todas as adolescentes do mundo, só quer ser normal. Desde que nasceu vive uma vida nômade ao lado da mãe, que muda de país como muda de roupa, e nunca soube nada sobre seu pai. Além de não parar em nenhum lugar e nunca conseguir criar relações duradouras de amizade, outra coisa que faz de Nina ser diferente das outras meninas da idade é que ela sempre parece atrair acidentes e mortes. Facas voando em sua direção, quase atropelamentos, andaimes que despencam, fora os desmaios constantes.

Quando o que parecia impossível acontece e sua mãe decide se estabelecer em NY por tempo indeterminado, Nina acha que conseguiu o que sempre queria. Tem uma amiga, arruma um emprego e até mesmo parece ter um cara lindo que gosta dela. Mas acontecimentos ainda mais estranhos começam a persegui-la e Nina é jogada no meio do olho do furacão em situações inexplicáveis, a ponto de ela duvidar da sua própria sanidade. O que seria toda aquela bizarrice que passou a rodeá-la? Será que a Morte finalmente a encontrou?



Todo o tcham do livro está no que eu não posso contar para vocês, senão seria spoiler, mas o enredo é criativo, diferente, com dimensões paralelas e bastante mistério (Não, não tem vampiros ou lobisomens, se é isso que você está pensando). FML Pepper criou um universo muito bem estruturado e nos insere nele de forma fácil. A gente até quase acredita que tudo o que ela explica lá é verdadeiro.

Narrado em primeira pessoa por Nina, temos a sua visão ampla dos acontecimentos e dos seus sentimentos. A conhecemos por inteiro e muitas vezes o que queremos é estrangular a garota insegura. Mas é compreensível, já que ela não teve uma vida normal, amigos, namorados e de repente quando finalmente consegue algo, tudo é tomado a força, a fazendo questionar até mesmo seu psicológico. Do início para o final do livro ela já cresceu bastante e imagino que nos próximos volumes, Não Olhe e Não Fuja, ela vai ficar totalmente badass. É um processo de transformação, o que eu acho ótimo, já que a autora construiu a personagem de forma crível.

Com a FML Pepper e suas "mortes"

Com um final no melhor estilo cliffhanger que te faz falar “eu PRECISO ler a continuação agora” (tanto que lá na feira mesmo comprei o resto da série), Não Pare tem uma leitura dinâmica, rápida, cheia de ação e mistério atrás de mistério, o que te faz querer ler logo para saber a explicação o mais rápido possível. Confesso que foi difícil parar a leitura para fazer coisas triviais, como dormir, comer e trabalhar, haha.

Recomendo bastante.

Teca Machado

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Tatoooed princesses


Se têm alguém que passa por mil transformações em ilustrações são as princesas da Disney. Artistas gráficos adoram dar uma repaginada nessas moças e a gente adora ver!

Dessa vez trago para vocês a versão de Emmanuel Viola, um italiano que desenhou essas garotas de forma totalmente badass e sexy, diferente das moças meigas e ingênuas que a gente conhece.

Tem hipster, gótica, pin up, glam e outras.

Vem ver que lindas!







Fonte: Geek x Girls, mais uma vez dica do Adriano Crestani

Teca Machado

sábado, 23 de julho de 2016

Desejo Proibido – Uma libra de carne


Há meses vejo elogios atrás de elogios sobre o livro Desejo Proibido, de Sophie Jackson, trazido para o Brasil pela Editora Arqueiro. Curiosa como sou e fã de um romance, fui atrás de um para chamar de meu. Solicitei para a Arqueiro, que é editora parceira do blog, e posso agora dizer que todos os comentários positivos que vi sobre ele tem razão de ser: o livro é maravilhoso!

Livro cedido em parceria com a Editora Arqueiro

São vários os motivos que me fizeram adorar a leitura:

A escrita de Sophie Jackson é fluida, simples e você lê horas a fio sem cansar.

Carter, o “mocinho”, não é um príncipe encantado. É um bad boy gostosão e sexy tatuado que sofreu a vida toda, mas no fundo tem um coração bom.

Kat, a protagonista, é tudo menos donzela indefesa. Sabe se defender, corre atrás do que quer e não leva desaforo para casa.

O enredo, apesar dos seus momentos clichês, traz um romance diferente, profundo, com uma conexão vista em poucos lugares.

Em Desejo Proibido conhecemos Kat e Carter. Kat nasceu em berço de ouro, filha de um falecido senador, linda, ruiva, com ótima condição financeira e amigos. Tinha tudo para ser uma pessoa extremamente feliz. Mas quando era criança seu pai foi assassinado na sua frente, o que a deixou traumatiza. Ela só não teve o mesmo destino que o pai porque um garotinho a salvou. Antes de morrer, ela fez uma promessa ao pai: que iria fazer a diferença na vida das pessoas. Por isso se tornou professora e dá aulas num presídio.

Um de seus alunos é um dos detentos mais difíceis da prisão: Wes Carter. Cheio de ódio e fúria, totalmente marrento, irônico e muito inteligente, ele precisa das aulas para conseguir a liberdade condicional. Carter e Kat logo de início já sentem as faíscas um pelo outro, mas ela é uma mistura de paixão e ódio. Ambos vivem em pé de guerra, mas não negam que há algo entre eles muito mais profundo. Embora todos digam que é perigoso, que é um relacionamento fadado ao fracasso, ambos não conseguem refrear os sentimentos.

Você sofre, sonha, se emociona e vive tudo aquilo junto aos personagens. Sophie Jackson escreve de uma maneira que te coloca ali dentro, como um espectador privilegiado, já que a narração é em terceira pessoa e tem acesso aos sentimentos, pensamentos e inseguranças tanto de Wes quanto de Kat. Desse modo, passamos a conhecer a fundo os dois e a entender suas motivações.

Só achei que a autora pesou um pouco a mão na quantidade de cenas de sexo e nas suas descrições. Eu sabia que esse era um romance hot, mas em alguns momentos achei exagerado demais e com detalhes demais. Por isso em certas passagens a leitura foi um pouquinho arrastada, mas nada que atrapalhasse o andamento do livro. É algo pessoal. Gosto do gênero, mas prefiro quando é mais leve.

Algo que achei interessante foi o título em inglês, “A Pound of Flesh” (Uma Libra de Carne), que tem tanto a ver com a história e é tão maravilhoso quando você descobre o porquê do título. Gostaria muito que tivesse sido mantido, mas talvez editorialmente falando não chamasse tanto a atenção quanto Desejo Proibido.

E um ponto bem bacana é que o desfecho dá um gancho para o próximo volume, que é Paixão Libertadora. Kat e Carter aparecem, mas o foco é outro personagem, que foi secundário em Desejo Proibido. Paixão Libertadora já foi lançado pela Editora Arqueiro.

Segundo volume

Outra coisa boa é que a autora lançou um conto gratuito que passa entre o livro 1 e 2 chamado Eternamente Você. É possível fazer o download de graça no site da própria Editora Arqueiro aqui.

Volume 1.5 - Conto Gratuito

Recomendo bastante.

Teca Machado


sexta-feira, 22 de julho de 2016

Fofura em formato de buldogue


Hoje é sexta-feira e o que eu trago é uma OVERDOSE DE FOFURA!

Conheçam Milo, o buldogue francês narcoléptico de 3 anos que é uma das coisas mais lindas do instagram. Impossível ver as fotos dele sem vomitar arco-íris!

O seu dono o enrola em edredons e cobertinhas gostosas e Milo faz as carinhas mais fofas do mundo ao adormecer, algo que faz bastante por causa da narcolepsia.

Tente ver as fotos sem falar “ooooohn”.













Status atual:


Vi o Milo no Bored Panda. Você pode segui-lo no instagram @frenchiebutt.

Teca Machado

quinta-feira, 21 de julho de 2016

O que eu aprendi com a personagem literária mais dramática da vida - Projeto Drama Queen 87! ♥ - Por Carol Daixum


Algumas semanas atrás embarquei em uma história literária com uma das personagens mais dramáticas que já vi. Aliás, toda drama queen deveria ler e abraçar mentalmente a Tetê, protagonista do livro "Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática", da autora Thalita Rebouças. Você não está sozinha, Tetê!! AJEITA A COROA E SE JOGA NO DRAMA! Daí, para o PDQ da semana resolvi listar cinco coisas que me chamaram atenção na leitura (e que eu concordo totalmente) e que eu aprendi (ou só comprovei mais ainda). Bom post para vocês! ;-) 


1. People... NINGUÉM ama a gente, mas a gente AMA GERAL. ATÉ UMA POBRE DE UMA FORMIGA! Isso que é uma drama queen com bom coração. Arrasou, Tetê! Mil ♥♥♥♥♥ para você (e para as formiguinhas)! 

2. No fundo, todo mundo se sente um pouco excluído, mal-amado e tem os seus dramas. E isso não tem nada a ver com a idade, gente. TODO MUNDO. Escutem bem: T-O-D-O M-U-N-D-O TEM SEU MOMENTO DRAMA QUEEN. Confessa, gente. Tem problema não. E abraça aqui! =DD

3. Ir ao psiquiatra e/ou terapeuta não quer dizer que você é maluca, não, viu? Pelo contrário! Quando precisamos de ajuda, loucura é não procurar um especialista por medo do que os outros vão pensar! E não falo só pela Tetê não. ;-) TODO MUNDO PRECISA DE UM ROMILDÃO NA VIDA! (esse item foi o menos dramático da vida, mas achei válido acrescentar ;p) ♥♥♥

4. Outro draminha muito frequente na vida de uma dramática de plantão: tagarelar quando não pode. Por exemplo, chamar o amor da sua vida de lindo, assim, na lata, na frente dele e de todo mundo que não pode (inclusive da “vaca-mór”, se é que você me entende, cara leitora). Aí você tenta consertar e... Tagarela mais ainda. Senta e chora, miga sua louca! Têm certas palavras que é melhor guardar para o seu "eu" interior. 

5. Não existe drama pior do que mudar de bairro, de colégio e não ter amigos. MAS QUANDO VOCÊ ESCUTA QUE ALGUÉM MENCIONOU A PALAVRA AMIGO E VOCÊ NA MESMA FRASE (No sentindo bom)... Seu coraçãozinho fica tão feliz, que as lágrimas saem e você dá pulinhos de alegria! O lado drama queen nessa hora aflora mais ainda. Ainda bem que no sentindo bom da coisa. Não entendeu? Eu explico: drama queen que é drama queen é drama queen até na hora de ficar feliz! Tetê sabe disso e a gente também! ♥♥♥♥♥


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É isso, gente! Amei esse livro e mega recomendo! Principalmente para quem ama ler histórias dramáticas e divertidas. Aliás, se alguém quiser acrescentar mais lições dessa história literária, fique à vontade. Ah! De outros livros com a mesma proposta também.  

Vale lembrar que o Projeto Drama Queen é uma parceria entre o Pequena Jornalista e o blog Casos, Acasos e Livros. Toda quinta, escrevemos com todo amor um textinho com draminhas diários, da vida ou de livros. Quer contribuir com esse nosso lindo projeto? Escreve para a gente: projetodramaqueen@gmail.com

Beijocas, 
Carol. 

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Sorteio do blog parceiro #LOHS


Um dos meus blogs preferidos quando o assunto é literatura é o Livros Ontem, Hoje e Sempre, também chamado carinhosamente de #LOHS. Direto falo com vocês aqui sobre a Carol Garcia, que é uma das meninas da página e de quem eu fiquei muito amiga. Nunca nos vimos ao vivo, mas costumo dizer que ela é minha gêmea literária.

Então, quando as meninas me convidaram para participar do sorteio de aniversário de dois anos do Livros Ontem, Hoje e Sempre aceitei na hora.

Eu, se fosse você, participava. Têm 5 kits super incríveis (um inclusive com o meu I Love New York) <3

Vem ver:





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Regras do Sorteio

1. Possuir endereço de entrega no Brasil;

2. O Sorteio tem início dia 17 de Julho e término dia 15 de Agosto à meia noite, e terá 05 (cinco) ganhadores, cada um levando 1 (um) dos cinco Kits para casa;

3. Todas as entradas obrigatórias dos blogs serão conferidas ao término da promoção; Caso o vencedor não tenha cumprido todas as entradas obrigatórias será desclassificado;

4. As entradas extras: serão chances extras de ganharem. Mas, para participar, é necessário cumprir apenas as obrigatórias.

5. O vencedor terá 48 horas para retornar o contato, que será feito através de e-mail (bloglohs@gmail.com). Na falta do retorno, o livro será sorteado novamente.

6. Os blogs terão até 45 dias úteis para enviar o prêmio e não serão responsabilizados por eventuais extravios, roubos ou perdas cuja responsabilidade cabe aos Correios;

7. Perfis falsos serão desclassificados! Sejam conscientes!

Parabéns, meninas! E que essa data seja comemorada muitas e muitas vezes ainda.

Como diriam em Jogos Vorazes: "May the odds be ever in your favor".

Teca Machado