quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Detalhe Final – Mais um pouco de Harlan Coben


Se tem alguém que volta e meia está passando aqui no blog é o Harlan Coben, um dos meus autores preferidos. Com thrillers policiais sempre com uma pitadinha de humor irônico dos seus personagens, seus livros são inteligentes, com reviravoltas e geralmente me pegam de surpresa no final. O que eu li mais recentemente, Detalhe Final, faz parte da série do Myron Bolitar, o protagonista de uma série com 10 livros, finalmente toda lançada no Brasil. 


Detalhe Final é o sexto volume da saga. A Editora Arqueiro, responsável pela publicação, lançou fora de ordem os livros e eu li primeiramente o nono, depois o décimo, aí o primeiro, em seguida o quarto e assim por diante. Mas, não tem problema, como cada livro é um caso diferente, eles são “fechados”, apesar de que pegamos spoilers aqui e ali sobre a vida pessoal de Myron. Pode ser lido fora de ordem, mas, se você puder, leia certinho. Agora só falta para mim o quinto, o sétimo, recém-lançado, e o oitavo, lançado por outra editora anos atrás.

Para quem não sabe, Myron Bolitar é um ex-jogador de basquete que, após uma lesão séria no joelho o afastar das quadras, se tornou advogado e em seguida agente esportivo. Mas ele e seu melhor amigo Win, um playboy milionário quase psicopata, são no tempo vago uma espécie de detetives, justiceiros com as próprias mãos. Solucionam casos de amigos e clientes que os procuram quando algo dá errado, como desaparecimentos, assassinatos e roubos.

Detalhe Final começa com Myron exilado por vontade própria numa minúscula ilha do Caribe. Após uma tragédia do livro anterior, ele e Terese, uma jornalista que acabou de conhecer, se refugiaram lá para lamberem suas feridas, para curarem seus corações machucados e para terem um romance. Mas sua autopiedade acaba quando Win chega lá para dizer que Clu Haid, um amigo da faculdade e um dos seus primeiros clientes, foi assassinado e Esperanza, sócia e amiga de Myron, foi presa acusada do crime.

Harlan Coben, meu carequinha querido
Agora cabe a Myron e a Win correrem atrás das poucas pistas disponíveis para descobrirem o que realmente aconteceu, já que eles têm certeza que Esperanza não o matou, mesmo que ela se recuse a falar com eles. Feridas antigas serão abertas, assim como eles irão frequentar o submundo sexual e do crime de Nova York. 

Como todos os livros do Harlan Coben, sejam da série do Myron Bolitar, sejam do seu sobrinho Mickey Bolitar, sejam os independentes, a leitura dessa obra é bem dinâmica e rápida. O autor vai te enrolando na trama, te deixando curioso e tudo o que você pode fazer é continuar a ler para descobrir logo o final. Às vezes o desfecho é excelente, às vezes é muito bom e às vezes é meio bobo. No caso de Detalhe Final achei muito bom. Não esperava o que aconteceu.

Os capítulos são pequenos e narrados em terceira pessoa, mas sempre pelos olhos de Myron. Então a história é constantemente pelo seu ponto de vista, o que poderia comprometer o desenrolar do enredo, mas isso não acontece. Harlan Coben sabe dirigir um livro e nos leva para onde quer.

Um dos pontos que mais gosto dos livros do autor é o toque irônico e sarcástico que ele coloca nas histórias. Myron sempre tem um comentário desses, principalmente sobre si mesmo. E Win é um dos preferidos de todo mundo que lê a série. Ele é maluco, gosta de violência e sua moral é um tanto torta, mas é impossível não se apaixonar por esse bad boy que tem as melhores tiradas ácidas.

Detalhe Final é mais uma leitura viciante de Harlan Coben para a minha já vasta coleção.

Ordem cronológica dos livros Myron Bolitar:

1- Quebra de Confiança
2- Jogada Mortal
3- Sem Deixar Rastros
4- O Preço da Vitória
5- Um passo em Falso
6- Detalhe Final
7- O Medo mais Escuro
8- A Promessa
9- Quando Ela Se Foi
10- Alta Tensão

Depois vem a série Mickey Bolitar, seu sobrinho, que ainda não está completa:

2- Uma Questão De Segundos

Recomendo bastante.

Teca Machado

P.S.: Você já viu o projeto no Catarse, site de financiamento coletivo, do meu livro Je T’aime, Paris? Entre aqui para conhecer!

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Águas Rasas – Praia paradisíaca e tubarão do mal


Esqueça o tubarão bonzinho de Procurando Nemo. O tubarão do filme Águas Rasas, do diretor Jaume Collet-Serra, tem uma sede assassina de sangue. Talvez não seja tão surtado quanto o espécime do clássico Tubarão, de Steven Spielberg e está longe dos tubarões mutantes e malucos de filmes como Sharkinado, mas bonzinho? Não, ele não é nada bonzinho.


Águas Rasas é um daqueles filmes de um ator só. No caso, atriz. A protagonista Nancy é Blake Lively (a eternamente querida Serena Van Der Woodsen e esposa do Ryan Reynolds). Ela passa praticamente a produção toda sozinha. Aliás, sozinha não. Temos sempre por perto uma gaivota toda fofa e o tal tubarão ensandecido. Há poucos outros atores, que fazem pontas e servem para dar profundidade à Nancy (sua família) ou para mostrar a fúria do tubarão (as outras vítimas).

Muitas vezes o ator escolhido para atuar sozinho não consegue segurar o filme ou criar empatia com o espectador. Mas Blake Lively faz isso muito bem. Ela não é nenhuma atriz de Oscar, mas seu crescimento e evolução nos últimos anos mostram que ela até pode chegar lá. É só vermos também A Incrível História de Adaline, em que ela também é protagonista. E em Águas Rasas ela soube dar o tom de tristeza, de melancolia, de estar perdida que a personagem precisava, além de mostrar que é uma lutadora, que não desiste mesmo quando as condições são as mais cruéis.



A produção não recebeu muito marketing no Brasil, mas ainda assim está fazendo certo barulho, principalmente nas redes sociais. Águas Rasas tem como foco Nancy, uma estudante de medicina que deixou o curso após a sua mãe perder uma batalha para o câncer. Precisando espairecer, ela saiu de casa e foi até o México procurar uma praia secreta na qual sua mãe descobriu que estava grávida dela. Ao chegar no local paradisíaco e muito deserto, Nancy, que é surfista, pega ondas maravilhosas.

Mas uma delas a leva perto de uma carcaça de baleia, onde um tubarão está se alimentando. Ao ver Nancy por perto, ela vira a nova presa. E ao ser atacada, sem possibilidade de voltar para a costa, a garota fica ilhada num rochedo com o tubarão a cercando. Então, ela precisa lutar contra todas as possibilidades para conseguir voltar a terra firme mesmo machucada, sangrando, sem água ou comida, no frio e com um tubarão maníaco doido para dar mais uma mordidinha nela.



O filme dá muita tensão. Me peguei sem ar e agoniada várias vezes. Algumas cenas são um tantinho exageradas, como quando o tubarão pula da água para comer um surfista, mas de um modo geral é mais real, como durante o primeiro ataque, em que ela sai batendo em corais e no fundo do mar. É realmente apavorante se imaginar na situação de Nancy, que parece piorar a cada minuto. 

A fotografia, como não poderia ser diferente, é maravilhosa. A locação de Águas Rasas é simplesmente divina. A praia é maravilhosa, com mar em vários tons de azul e verde. O começo do filme mostra várias cenas de Nancy curtindo a praia, surfando e tudo o que você pensa é “caramba, eu queria estar aí também!”. Parece muito um comercial da Mormaii. Não se sabe ao certo o local das filmagens, mas alguns sites dizem que parte do filme foi gravado em uma enorme piscina na Austrália e que a parte realmente de praia foi em Lord Howe Island, um local meio deserto nunca antes filmado.


O final podia ter sido um pouquinho mais crível, mas isso não tira a graça do filme, que é muito bom. Águas Rasas te faz ficar com receio de ir para o mar num futuro próximo e te faz pensar em como o oceano é realmente apavorante, mesmo que lindo.

Recomendo.

Teca Machado

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Músicas inspiradas em literatura


Muitas músicas que amamos e conhecemos foram inspiradas na literatura e nem sabemos disso. Se bem que o contrário também é verdade, tem muito livro que foi inspirado por causa da letra de uma música. Essas duas artes caminham juntas e podem ser ótimas influências uma para a outra.

Assim, o site Homo Literatus (É muito bom, gente, vocês deveriam ser leitores dele <3) fez uma lista com as 10 melhores canções inspiradas em literatura:


Pet Sematary, Ramones

Foi composta originalmente para compor a trilha do filme homônimo, baseado no romance também homônimo de Stephen King. Segundo o próprio King, a canção, hoje, é mais conhecida que seu romance e a adaptação para o cinema juntas.

Paranoid Android, Radiohead

O nome, além da visão pessimista sobre o mundo, vieram do personagem Marvin, o androide paranoide, da série O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. Segundo Thom Yorke, o título seria uma piada ao estilo do autor britânico.

Don’t Stand So Close to Me, The Police

Sting, ex-professor de inglês, compôs essa canção no intuito de mostrar o desejo, o medo e a culpa sentidos por uma aluna pelo professor e vice-versa. Para mostrar essa relação tão próxima de um homem mais velho com uma jovem, a inevitável referência a Lolita, Vladimir Nabokov, foi inevitável. Ao cantar “Just like a old man in that book by Nabokov”, Sting confirma a referência aos mais desavisados.

Hallelujah, Leonard Cohen

Baseado em várias histórias da Bíblia, de Sansão e Dalia a Davi e Bateseba, essa canção, uma das mais regravadas e conhecidas, tem todas as marcas do também poeta Leonard Cohen. Desenvolvendo temas profundos, como redenção e medo, Hallelujah é um grande ponto de convergência de temas religiosos, literários e musicais.

Bohemian Rhapsody, Queen

Dizem que Freddie Mercury inspirou o famoso verso, “mama, I killed a man” no plotwist do romance O estrangeiro, de Albert Camus, sendo o resto da canção uma descrição metafórica da mudança passada pelo personagem principal, Mersault.


The Trooper, Iron Maiden

Se há uma banda que gosta de partir da literatura para compor suas letras, é o Iron Maiden. Se você quer ter uma ideia disso, clique aqui. Esse clássico, por exemplo, foi inspirado no poema The Charge of the Light Brigade, de Alfred, Lord Tennyson, um dos poetas preferidos do baixista Steve Harris.

The Sound of Silence, Simon & Garfunkel

Conhecida por sua representatividade, The Sound of Silence é um símbolo dos anos 1960, da contracultura e do sentimento americano após o assassinato de John Kennedy – além de compôr a belíssima cena final do filme A primeira noite de um homem. Para tanto, Paul Simon baseou a atmosfera pesada dos versos no recém lançado romance, Fahrenheit 451, do então jovem romancista  Ray Bradbury.

A Revolta dos Dândis, Engenheiros do Hawaii

Humberto Gessinger nunca negou a influência da literatura francesa na sua obra, em especial das obras dos existencialistas. Assim, boa parte das suas canções desde o início da carreira dos Engenheiros do Hawaii tem influencia direta de Sartre e Camus. Não é surpresa, pois, que A revolta dos dândis seja inspirado pelas questões do capítulo homônimo do livro de ensaio O homem revoltado, de Albert Camus.

Talk Shows On Mute, Incubus

Brandon Boyd, vocalista da banda, assistia um talk show em um voo enquanto lia O caçador de androides, Phillip K. Dick. Ao pensar na banalidade desse tipo de programa, dos quais ele mesmo já havia participado, lembrou de um dos seus romances preferidos na juventude: 1984, de George Orwell. Nessa mistura de Dick e Orwell, nasceu a inspiração para a canção.

Another Brick in the Wall (part II), Pink Floyd

Uma das mais conhecidas canções da banda, sua letras e seu famoso clipe mostram o abuso do sistema educacional inglês, excessivamente rígido e antiquado na época. O famoso verso “hey! Teacher! Leave them kids alone!”  demonstra o desejo da geração da contracultura de mudança. O que poucos sabem é que a canção é baseada no poema Mending wall, do poeta americano Robert Frost.


Vocês conhecem mais alguma música inspirada na literatura?

Teca Machado

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Eternamente Você: Livro 1.5


Há algumas semanas fiz aqui a resenha do livro Desejo Proibido, de Sophie Jackson, que recebi em parceria com a Editora Arqueiro. A continuação, chamada Paixão Libertadora, já foi publicada, mas antes dela decidi ler o conto extra, também conhecido como livro 1.5: Eternamente Você. 


E sabe o que é o melhor de tudo? Ele é grátis. Você pode fazer download dele aqui, no site da Editora Arqueiro. Mas, como é uma sequência de tudo o que aconteceu no primeiro volume, não recomendo que leia antes de Desejo Proibido. Além de não entender nada, você vai pegar um monte de spoilers do livro anterior.

Como Eternamente Você passa entre os dois livros, nada muito importante para o enredo acontece. É um “a mais” para quem quer saber o pouco mais do que se passou entre Carter e Kat após o pedido de casamento em Desejo Proibido. São apenas 51 páginas.

Como todos imaginávamos, a mãe de Kat não ficou nada feliz com o noivado da filha com Carter. Ele é um novo homem, não é mais o presidiário violento e nervosinho, só que isso não significa que a sogra aceita-o de bom grado.

Li esse conto tomando chá <3
Enquanto precisa lidar com a mãe da noiva, Carter ainda tem que tomar conta da empresa da família, da qual agora é CEO. Pelo menos com o primo fora do caminho, as coisas parecem se ajeitar, mesmo que ele pareça estar querendo dar a volta por cima.

Para deixar tudo ainda mais complicado, Max, o seu melhor amigo, está finalmente internado numa clínica de reabilitação. Ela parece estar seguindo o tratamento, mas Carter sabe que isso não é nada fácil, ainda mais ao saber que o vício em drogas começou após uma desilusão amorosa e uma tragédia.

Do mesmo jeito que Desejo Proibido, Eternamente Você tem uma escrita fácil, fluida, doce, sensível e sensual. Claro, temos os momentos de “amor” entre Kat e Carter, e, como sempre, a autora dosa bem a mão no erotismo. É sexy, é bonito e é amor, mas não é vulgar (mesmo que de vez em quando as cenas hots são compridas demais...).


Pelo que pude entender, você não precisa ler esse conto para ler o próximo livro. Nada realmente importante do enredo acontece, então é só um plus mesmo para quem sempre sente saudades dos personagens quando um livro acaba.

Ler esse conto 1.5 só me deu mais vontade ainda de começar logo Paixão Libertadora, já que quero muito conhecer mais sobre Max, que será o protagonista desse segundo volume.

Recomendo.

Teca Machado


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Soluço para que te quero! – Projeto Drama Queen #92


Enquanto digito isso, estou soluçando. Soluçando muito. Com um barulho que parece de porquinho guinchando. Sexy, né?


Desde muito pequena eu soluço demais. Na verdade, segundo minha mãe, quase todos os dias eu soluçava enquanto estava na sua barriga. Disse que o abdômen dela ficava dando pulinhos e tremidinhas. E depois que nasci a história não foi diferente. Até hoje, 28 anos depois, os soluços não me abandonaram. Pelo menos umas três vezes por semana eu sou presenteada com eles.

Um médico me disse uma vez que geralmente quem tem refluxo soluça muito. Como eu tenho um refluxo cabuloso, acredito que é a causa dos meus soluços sem fim. 

E o pior de tudo é que meus soluços são altos e doem. Eles parecem vir do fundo do meu ser e me fazem perder a concentração em qualquer coisa que eu estiver fazendo. E no intervalo entre um e outro fica aquela expectativa de “quando vai vir o próximo?” ou de “será que finalmente parou?”. Fora que todo mundo escuta e fica me olhando.

E quanto mais eu penso e me incomodo com o bendito soluço, mais rápido e forte ele vem. E ele não para. Geralmente só sossega quando eu finalmente entrego nas mãos de Deus e tento parar de pensar nele. Mas isso acontece depois de muitos e muitos minutos soluçando loucamente.



Aí você me fala: 

“Teca, mas soluço para quando você tranca a respiração”.

Comigo não funciona.

“Teca, mas soluço para quando você bebe um copão de água sem respirar”.

Comigo não funciona.

“Teca, mas soluço para quando você bebe um copo de água enquanto faz uma bananeira”.

Comigo não funciona. Até porque eu nem consigo fazer bananeira!

“Teca, mas soluço para quando você toma um susto”.

Comigo não funciona. Uma vez minha irmã me deu um susto tão grande para parar meu soluço que naquele momento tive certeza que não tinha problema cardíaco. Agora me pergunta se o soluço parou? Não.

Às vezes, quando ele me incomoda muito e não para, começa o drama. Reclamo até não querer mais, mas o porcaria vai embora? Vai nada.

Talvez seja mais psicológico do que realmente soluço, já que ele geralmente passa quando esqueço dele. Talvez seja por isso que enquanto escrevo esse texto estou soluçando igual uma doida. Então acho que vou parar por aqui para ver se me esqueço...

*** 

Conhece o Projeto Drama Queen? É uma parceria entre os blogs Casos, Acasos e Livros e Pequena Jornalista. Todas as quintas-feiras tem um post novo falando sobre pequenos, grandes, médios e irrelevantes dramas da vida. Quer participar? Mande seu texto para a gente.

Teca Machado

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Hogwarts Cafe


Nunca senti vontade de ir para o Paquistão, mas depois que vi no BuzzFeed Books esse café temático de Harry Potter aberto lá minhas prioridades magicamente se reorganizaram.


Com o tema dos nossos amados livros da J. K. Rowling, o restaurante chamado Hogwarts Cafe foi lançado há poucas semanas em Islamabad. 

A decoração lembra do Grande Salão e é cheio de referências a tudo desse universo, como feitiços, objetos mágicos pendurados na parede, fotos (que, infelizmente não se movem), miniaturas de personagens, livros lidos pelos alunos e mais.











No menu há pratos inventados pelos proprietários Hassan Khan, Ouj e Zahoor e Emad ur Rahman. Os clientes podem experimentar cerveja amanteigada (a deles, não a da Universal Studios), o Cálice de Fogo, que é uma limonada de maçã verde, o Hambúrguer Dragão, pratos da Cozinha de Cho Chang, além de muitas outras invenções.



Há produtos que você pode comprar, como o Vira-Tempo, canecas, varinhas e mais.


Quem queremos ir lá? Eu! Eu! Eu!

Teca Machado


terça-feira, 23 de agosto de 2016

O Caçador e a Rainha do Gelo – Tudo fica melhor sem a Kristen Stewart


Antes de começar o post, deixa eu te contar uma coisa: Meu novo livro, Je T’aime, Paris, está quase sendo lançado! Para isso, vou precisar de uma ajudinha de vocês. Deem uma olhadinha aqui no projeto e conheçam mais sobre isso.

Um dos maiores acertos do filme O Caçador e a Rainha do Gelo, do diretor Cedric Nicolas-Troyan, continuação de Branca de Neve e o Caçador, é a ausência da Kristen Stewart (argh), a volta de Charlize Theron e a aparição de Jessica Chastain e Emily Blunt. Além, é claro, do protagonista Chris Hemsworth (insira aqui a quantidade de suspiros de sua preferência). 


O Caçador e a Rainha do Gelo, que é um prelúdio e uma continuação da obra anterior, é uma espécie de Frozen mais sombrio, tanto que até o figurino de Freya (Emily Blunt) é parecido com o de Elsa. Esperei muito tempo ela sair cantando Let It Go (spoiler: não rolou).

Apesar do protagonista ser Chris Hemsworth, Eric, o Caçador, o filme foca muito mais nas personagens femininas, todas fortes a sua maneira. Freya, a Rainha do Gelo, é fria (juro que não é um trocadilho) e vive completamente isolada de qualquer sentimento bom depois que o seu coração foi partido e seu bebê morto. Ela governa com punhos de ferro um reino e um exército onde o amor foi banido. Sarah (Jessica Chastain) é a melhor guerreira de Freya. Ágil, forte, inteligente, bota qualquer homem no chinelo. Ravenna (Charlize Theron) está de volta e, como sempre, toma as cenas para si, tão linda, poderosa, incrível (e do mal) que é. Até mesmo as mulheres coadjuvantes, Sheridan Smith e Alexandra Roach, as anãs que acompanham Eric e seus amigos numa jornada, são muito mais interessantes que os homens.



O enredo de O Caçador e a Rainha do Gelo passa antes e depois de Branca de Neve e o Caçador. A história começa anos antes mostrando uma feliz e doce Freya, irmã de Ravenna. Ao contrário da irmã, ela não tem poderes. Até que um dia uma tragédia faz com que sua mágica se liberte, a transformando numa impiedosa rainha que odeia o amor e que o proíbe em seu reino, vizinho ao de Branca de Neve. Para conquistar mais terras, ela cria um exército de Caçadores, que treina desde que são crianças. Entra aí Eric e Sarah, que desde muito pequenos estão aos cuidados da rainha e são seus melhores soldados. Mas, o impossível acontece, eles se apaixonam. E Freya, sentindo-se traída, dá um jeito de separá-los.

Agora, anos depois de Branca de Neve ter tirado seu reino das mãos de Ravenna, o espelho mágico da antiga rainha desaparece. Eric é enviado para recuperá-lo, numa jornada perigosa em que encontra outra vez sua esposa há muito desaparecida. Mas Freya também deseja o antigo artefato da irmã e fará de tudo para tê-lo.




O filme tem como ponto alto o elenco maravilhoso e muitíssimo competente. É basicamente impossível errar quanto se tem Charlize Maravilhosa Theron e Jessica Incrível Chastain. Emily Blunt está muito bem também, assim como Chris Hemsworth, uma espécie de Flynn Ryder (de Enrolados) cheio de defeitos e arrogância, mas com um ótimo coração.

Outro acerto de O Caçador e a Rainha do Gelo são os figurinos incríveis, principalmente das duas rainhas, que sempre que aparecem enchem nossos olhos. Emily Blunt com o azul e prata, muito mais sóbria e elegante, e Charlize Theron abusando dos dourados e pretos, uma mulher fatal. Os efeitos especiais e fotografia da produção também são muito bonitas e bem feitas, enchem os olhos do espectador.



O único ponto em que o filme peca um pouco é no roteiro, que por vezes parece preguiçoso ou até mesmo simplista em resolver conflitos. Não deixa pontas soltas e nem falta coesão, só fica um pouco sem profundidade, principalmente no relacionamento do casal principal. Mesmo assim, isso não faz com que o filme seja ruim, pelo contrário. Ele é um conto de fadas, é entretenimento puro e simples. Não precisamos ficar procurando fio de cabelo em ovos.

Recomendo.

Teca Machado

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Imagens olímpicas


Segundas-feiras podem ser cruéis. Mas hoje é uma das segundas-feiras mais duras dos últimos tempos: Acabaram as olimpíadas. #TODOSCHORAM

Me diz como vamos ficar sem aqueles jogos maravilhosos que passavam umas 40 vezes por dia? Como vamos ficar com o coração tranquilo, sem emoção? Como vamos ficar sem se esgoelar torcendo para os nossos atletas preferidos? Como vamos ficar sem a torcida mais engraçada e criativa de todos os tempos? Como? Como? Como?

Então, o que nos resta é ficar com as imagens emocionantes que os jogos nos proporcionaram. As imagens abaixo são a seleção do jornal El País:



























Por último, a minha preferida <3

Agora um bônus: Tentei colocar aqui o clipe que passou no encerramento das Olimpíadas ontem, mas não consegui. Então segue o link da ESPN aqui para quem quiser assistir.

E aí, a saudade já bateu em vocês? Em mim já!

Teca Machado

P.S.: Vocês viram que o meu novo livro Je T’aime, Paris está participando de um projeto de financiamento coletivo no Catarse? Clique aqui e saiba mais sobre isso.