segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Para Todos Os Garotos Que Já Amei – Filme - Crítica


Quando terminei de ler Para Todos Os Garotos Que Já Amei, de Jenny Han (Editora Intrínseca), meus olhos ficaram em formato de coração. Achei lindo, achei fofo, achei leve, achei gracinha. Por isso tinha a certeza de que se o filme baseado na obra seguisse a mesma linha, não teria como ser ruim. A Netflix disponibilizou a produção própria no seu catálogo na última sexta-feira e como eu estava empolgada há meses para assistir, não perdi tempo e me joguei na história no fim de semana.


Em Para Todos Os Garotos Que Já Amei, da diretora Susan Johnson, Lara Jean (Lana Condor) escreve cartas todas as vezes que se apaixona tão intensamente que tudo o que pode fazer é colocar esse sentimento para fora nas folhas de papel. Aos 16 anos ela tem cinco cartas de amor, todas escondidas no seu armário. Misteriosamente – ou não tanto assim – as cartas são enviadas para os remetentes. Lara Jean se desespera, porque um deles é Josh (Israel Broussard), seu vizinho, amigo e ex-namorado da sua irmã mais velha, e outro é Peter (Noah Centineo), o “rei” do colégio. Para despistar Josh e para fazer ciúmes na ex-namorada de Peter, ele e Lara Jean fingem estar namorando. A garota que sempre foi invisível e tímida e que gostava de viver dentro da imaginação agora é o centro das atenções e finalmente passa a ter experiências reais, não em livros.

O filme conseguiu me passar toda atmosfera que senti ao ler o livro. A casa da família de Lara Jean é aconchegante, as cores usadas e misturadas dão um ar de bagunça organizada, o guarda-roupa, principalmente de Lara Jean, é retrô e espelha bem a sua personalidade. Lana Condor foi uma ótima escolha para viver a protagonista. Ela é doce, inocente e fofa, mas com o passar da história passa a desabrochar, a sair da sombra de Margot (Janel Parrish, a Mona de Pretty Little Liars), sua irmã mais velha que foi para a faculdade em outro país e que sempre foi a encarregada da casa, já que a mãe das meninas morreu muito cedo. Impossível não sorrir com Lana e sua Lara Jean, assim como a sua química com Noah Centineo.




Um dos maiores acertos da história, não só do filme, mas do livro também, é a família de Lara Jean e a interação entre eles. Margot é pragmática e basicamente cuida para que tudo continue funcionando na casa. Kitty (Anna cathcart) é a caçula das irmãs e é a mais engraçada e vida loka, o alívio cômico na medida certa. John Corbett é o pai, dr. Covey, que se viu de repente com três meninas em casa e e é um excelente pai. Queria um pouco mais de Corbett em cena, porque é aquele pai maravilhoso que todos gostaríamos de ter. E apesar de não ficar tão explícito no filme, é lindo ver a cultura coreana, já que a mãe das meninas era do país e muito disso foi levado para a alimentação, roupas, casa e modo de viver.

Não espere grandes surpresas ou reviravoltas. É de uma comédia romântica americana para adolescentes que estamos falando. Há vários clichês do gênero – como a invisível começar a namorar o popular e eles se apaixonarem -, mas nós os adoramos, certo? É uma produção leve e isso funciona, porque Para Todos Os Garotos Que Já Amei nunca se propôs a ser um filme cult ou profundo, mesmo que em momentos há assuntos mais sérios a serem tratados, como o luto, a partida de um pai ou o vazamento de vídeos íntimos.



Apesar de termos presente algo tão retrô quanto cartas ou jukebox em restaurantes, o filme sabe em que época passa e deixa isso muito claro. Há mensagens de celulares, instagram, conversas por vídeo e mais da tecnologia moderna. Os objetos mais vintages dão um ar talvez mais intimista e pessoal para a história. E deixam a fotografia da produção ainda mais bonita (sério, que fotografia linda!), assim como os planos e cortes em que foram filmados.

O filme é uma boa adaptação do livro e consegue manter a essência do original e ainda assim fazer com quem não leu a trilogia de Jenny Han se apaixone por Lara Jean e suas cartas. Claro que alguns pedaços foram retirados da história, porque infelizmente a linguagem do cinema não comporta todos os detalhes de um livro, mas isso não comprometeu o enredo e nem a interação entre Lara Jean e Peter. Foi o tipo de adaptação cinematográfica que me deixa feliz.



E assim que os créditos finais começam a rolar, assista um pouquinho mais, porque há uma cena que dá gancho para a continuação - ainda não confirmada -, já que a história original é uma trilogia.


Recomendo muito.

Teca Machado

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Interferências - Resenha


Poder ler a mente das pessoas parece que resolveria vários dos nossos problemas. Mas como Connie Willis nos mostra no livro Interferências, que recebi da Suma Editora (Companhia das Letras), conhecer a mente dos outros talvez não seja uma ideia tão boa assim.

Foto @casosacasoselivros.com

Em Interferências estamos num futuro não muito distante, quando as pessoas conectadas emocionalmente podem se ligar ainda mais por meio de um procedimento médico chamado EED. Essa cirurgia abre as vias neurais do casal permitindo que um envie sentimentos e emoções para o outro, para que possam realmente sentir o amor entre si. Briddey é pega de surpresa quando seu namorado há apenas seis meses Trent sugerem que façam um EED, mas aceita, afinal, isso os tornará ainda mais próximos. Ambos trabalham numa empresa de telecomunicações onde é difícil guardar segredos, por isso todos ficam sabendo o que eles pretendem fazer, inclusive C.B., o recluso gênio da tecnologia que tenta a todo custo impedir que Briddey se submeta a isso, assim como a sua família. Quando finalmente realiza o procedimento, algo dá errado e ela se conecta a outra pessoa.

Interferências é uma mistura de romance com ficção científica, o que pelo que eu pude pesquisar é um gênero do qual Connie Willis gosta bastante. O livro até mesmo tem uma pegada um tanto Black Mirror, porque há uma crítica social presente, mesmo que ainda leve, sobre a forma incessante como nos comunicamos por meio de mensagens, textos, ligações e como sempre precisamos estar disponíveis para os outros, além da falta de privacidade. 

Connie Willis
Gostei do livro, apesar de ter algumas ressalvas. A história é interessante e com uma premissa diferente. Imagine ter acesso aos sentimentos da pessoa que você ama? Isso pode ser tanto bom quanto ruim. Briddey, mesmo com uma passividade quase debilitante em vários momentos, é uma personagem a se gostar, assim como de C.B., um cara que tem o coração do tamanho do mundo e ajuda sempre que necessário. Uma boa palavra para descrevê-lo é encantador.

Mas o meu amor pelos personagens termina aí, porque de resto é só o ranço. Trent é um babaca de marca maior que desde o começo não me convenceu e a família da protagonista é simplesmente insuportável. É uma relação tóxica, abusiva. Aparecem de surpresa sua casa, seu trabalho, seus jantares, tudo (na verdade invadem mesmo). Se intrometem em todos os aspectos da vida de Briddey e não lhe dão um momento de paz. É quase ridícula a maneira como sua irmã Mary Clare trata a filha com cuidado excessivo, assim como Kathleen tem encontros com homens por todos os aplicativos de namoros disponíveis e parece uma criança pedindo conselhos. E mesmo quando Briddey diz que não pode falar no momento, continuam insistindo, sem dar nenhuma espécie de espaço para a garota.

Interferências é narrado em terceira pessoa, sempre do ponto de vista de Briddey, e é recheado de diálogos, o que é sempre bom, mas o ritmo me incomodou um pouco. Às vezes você fica 20, 30 páginas no mesmo assunto e tem a impressão de que não sai do lugar. Há trechos supérfluos que poderiam ser facilmente retirados. Esse é um livro de mais de 450 páginas que em certos momentos fica estagnado, tanto que demorei um bom tempo para finalizar a leitura.


Mas toda crítica social é importante e válida, sobre como a comunicação exagerada e em tempo real tem o seu lado ruim. Sei que a maneira que Connie Willis retratou esse assunto foi um tanto exagerada, para criar mesmo uma hipérbole, por isso tudo parece ainda “mais”, ainda “maior”. Em certos momentos chega até mesmo a ser desesperador o tanto que Briddey perde sua privacidade, quando nem mesmos seus pensamentos e sentimentos são um lugar seguro para ser si própria. Por isso é impossível não se indagar se estamos seguindo nesse caminho e o qual ruim isso vai ser para a sociedade.

Há tiradas divertidas, referências ao mundo pop (Beyonce fez um EED!) e diálogos ágeis e inteligentes. Apesar de poder se considerado uma comédia romântica no melhor estilo cara nerd desengonçado fica com a garota linda que é muita areia para o seu caminhão, o foco não é tanto o amor, e sim tudo pelo que Briddey passa. 

Recomendo.

Teca Machado




quarta-feira, 15 de agosto de 2018

A Barraca do Beijo – Filme - Crítica


O bonde dos atrasados passou e só essa semana consegui assistir o queridinho da Netflix A Barraca do Beijo, filme baseado no livro homônimo de Beth Reekles. E, sim, é bem adolescente, engraçadinho e fofo, como o título e o pôster da produção sugerem, e sim, eu adorei. Podemos dizer que é um prazer culposo.


Um dos pontos mais legais de A Barraca do Beijo é que o livro estourou um tempo atrás no Wattpad. E, pasmem, Beth Reekles tinha apenas 15 anos quando começou a publicar a história. É um dos livros de maior sucesso da plataforma e hoje também já foi muitíssimo assistido na Netflix.

Em A Barraca do Beijo, do diretor Vince Marcello, Lee Flynn (Joel Courtney) e Shelly Evans (Joey King) se conhecem a vida inteira. Eles inclusive nasceram no mesmo dia, na mesma hora e no mesmo hospital e suas mães eram melhores amigas há décadas. Então nada mais natural do que eles serem também melhores amigos, inseparáveis. Shelly sempre teve uma queda por Noah (Jacob Elordi), irmão mais velho de Lee, mas nunca levou isso para frente, já que havia uma regra entre eles de que parentes um do outro eram proibidos para namorar. Quando durante um festival da escola, Shelly e Noah se beijam na Barraca do Beijo, descobrem algo que sempre esteve guardado dentro de si mesmos, mas não podem levar isso adiante para não magoar Lee.



Todas as vezes que temos histórias sobre melhores amigos, de uma forma ou de outra eles terminam juntos, o que acaba propagando a premissa de que homens e mulheres não conseguem manter amizade sem pelo menos um deles nutrir sentimentos platônicos. Em A Barraca do Beijo isso não acontece. Lee e Shelly são realmente amigos e um fica feliz pelo outro quando há alguma conquista amorosa. A grande questão de que estando juntos eles magoariam Lee é porque há um pacto entre os amigos e quando ele é quebrado, mentiras passam a fazer parte de uma relação que sempre foi muito honesta.

Mesmo que o romance entre Shelly e Noah seja importante para o filme, porque ele faz parte do amadurecimento da protagonista, o mais importante ali é a amizade. Mais do que seu amor por Noah, a relação de uma vida inteira com Lee é o imprescindível para Shelly e eu adorei ver isso, encontrar amigos que são realmente amigos, irmãos, que cuidam um do outro com um carinho imenso.



Joey King é uma gracinha e em muitas vezes me lembrou a Rory Gilmore fisicamente. Ao mesmo tempo é forte e inocente, uma adolescente normal e somos convencidos disso em todas as cenas. Ela é divertida e nos diverte ao mesmo tempo que emociona. Joel Courtney também. A amizade e carinho entre ele e Joey parece que vai para fora da tela e é bem competente. Jacob Elordi é o mais fraco dos três – ainda que lindo! Suas habilidades de interpretação são bem medianas, mas a gente releva. A Barraca do Beijo não é uma história cheia de profundidade, ainda que tenha seus momentos mais intensos, por isso não é necessário exigir tanto dos atores. Senti que ficou faltando trabalhar melhor o personagem Noah, mas nesse caso foi culpa do roteiro. E o legal é que apesar de não terem a mesma idade de Shelly, Lee e Noah – 16 e 18 anos -, os três atores são bem jovens. Joey tem 19 anos, Jacob 21 e Joel 22 (Sim, o irmão “mais velho” é um ano mais novo que o caçula). Joey e Jacob estão namorando desde as filmagens. Segundo dizem, foi amor à primeira vista e até mesmo já falam em casamento. Fofo, né?

Para quem sabe um pouquinho de cinema dos anos 1980, vai perceber que a mãe dos garotos é Molly Ringwald, de O Clube dos Cinco e de A Garota de Rosa Shocking. E a música que cantam no baile, uma versão de Don’t You (Forget About Me), tocou no filme clássico de Molly. E em uma forma de homenagem, na cena da detenção os alunos no fundo da cena estão vestidos como os personagens de O Clube dos Cinco. 



O cenário do filme é bem bonito. Temos ali o melhor da Califórnia e do Hollywood Sign. Deu até vontade de conhecer! Que tal acessar esse link e pesquisar hotéis em Los Angeles para a sua próxima viagem?

A Barraca do Beijo é um filme bonitinho, que merece todo esse hype ao seu redor. Vale a pena assistir, principalmente se você gosta de produções adolescentes sobre crescimento e amadurecimento.

Para comprar o livro que deu origem ao filme, clique aqui:


Recomendo.

Teca Machado

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Explicando, série da Netflix - Crítica


Meu marido anda numa fase de séries mais sérias, de documentários e de produções que agreguem alguma coisa (o que às vezes me deixa doida, porque eu adoro também uma produção bem “pipoca”, que a gente não precisa pensar muito, só se divertir). E assim acabamos descobrindo Explicando, da Netflix, que já ganhou minha atenção.


Explicando são documentários bem curtos, com entre 15 e 20 minutos cada episódio, sobre temas interessante, muitas vezes de difícil entendimento ou mesmo  polêmicos. Cada quarta-feira o serviço de streaming coloca novos episódios no ar e, até o momento já são 14. Segundo o site, serão ao todo 20 nessa primeira temporada.

Tudo bem que muita gente torce o nariz quando escuta a palavra “documentário”, mas não faça isso para Explicando. Ela tem um conceito muito interessante, leve, convidativo e até mesmo com bom humor. Há imagens, gráficos, entrevistas com especialistas e pessoas que possam agregar com o assunto. É uma linguagem bem de redes sociais, ainda que muito jornalística e com várias referências da cultura pop, quando pertinente (por exemplo, no episódio sobre monogamia há cenas de comédias românticas). Não é nada muito aprofundado ou extenso, mas contém muita informação e você termina realmente mais esclarecido.



E mesmo que o tema seja mais complexo e desperte paixões, como maconha, desigualdade entre negros e brancos e criptomoeda, há todo um cuidado do roteiro para não escolher lados, doutrinar e enfiar goela abaixo do espectador uma visão de mundo. Há fatos históricos, científicos e muitíssima pesquisa. E isso acaba criando um espaço para discussões e opiniões. Como o próprio nome da série já diz, eles estão apenas explicando determinado assunto.

A produção é da Netflix junto com o Vox, que é um site jornalístico que tem como objetivo “explicar as notícias”.  Eles também têm podcasts (que já fiquei interessada e coloquei no meu celular) e um canal no Youtube, com mais de quatro milhões de inscritos na mesma linha da série, mas mais focado em matérias e com vídeos mais curtos. Se você ficou interessado, além da série no streaming, o canal chama Vox e o podcast é Today, Explained.



Explicando é descontraída, inteligente e envolvente. Assisti apenas dois episódios e já estou apaixonada. Comecei com o tema monogamia e astrologia, mas já estou de olho em outros. Até agora os episódios são, além desses dois, sobre vida extraterrestre, ponto de exclamação (sim, eles fizeram um episódio sobre essa pontuação), K-Pop, diferença de riqueza entre negros e brancos, críquete, mercado de ações, falência das dietas, maconha, campeonato de games, tauagem e DNA projetado.

Explicando foi uma ótima descoberta na Netflix e que vale muito a pena. Veja aqui o trailer:


Recomendo.

Teca Machado


sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Finding Love In a Coffee Shop - Resenha


Nas últimas semanas resolvi me aventurar em leituras no Wattpad. Sei que tem muitos livros ótimos, muitos livros bons e muitos livros ruins, por isso precisamos garimpar um pouco. Como era a minha primeira experiência, resolvi procurar alguma obra bem pontuada e com muitas leituras. Acabei chegando em Finding Love In a Coffee Shop, de Jordan Lynde, que já conta com mais de nove milhões de leituras. Posso dizer que comecei com o pé direito na plataforma.

Foto @casosacasoselivros

Finding Love In a Coffee Shop tem como protagonista Katie, uma garota de 22 anos viciada em café que desde os 17 cuida sozinha do irmão mais novo Dustin, já que a sua mãe morreu num incêndio e o pai foi preso por dirigir embriagado e atingido uma adolescente. Ela se vira para dar conta de tudo financeiramente. Trabalha em dois empregos, faz faculdade e se desdobra. Quando a sua avó deixa de herança uma casa grande num bairro chique, a pequena família se muda para a nova residência. Bem próximo há um pequeno café, onde Katie toma o melhor café da sua vida e conhece Will, o dono da loja que é insanamente bonito e incrivelmente gentil. Mas Will esconde muito mais do que os seus lindos olhos azuis mostram.

A leitura foi rápida, fofa e divertida. Mesmo falando de alguns temas mais pesados, como uso e vício em drogas, acidente de carro, incêndio e problemas financeiros e problemas de relacionamento familiares, é um livro leve, do tipo de romance chick lit.

Os personagens são bem bacanas. Katie tem um bom coração, apesar de ser cabeça-dura e teimosa e às vezes meio burra, se recusando a ser feliz quando as oportunidades estão bem na cara dela. Will é o típico mocinho por quem vamos nos apaixonar, apesar do passado um tanto sombrio. É até meio difícil acreditar que o cara que foi é o mesmo no qual se transformou. É bondoso, fofo e tem um ótimo senso de humor, além de lindo de doer, claro. Dustin é um adolescente normal, bem maduro para a idade, apesar de alguns erros bem idiotas que comete, e é o coração, enquanto Katie é a razão. Mas não podemos deixar de comentar sobre Matt, o irmão mais velho de Will que é de longe o melhor personagem de todos. Seu senso de humor, alegria e tiradas irônicas são as melhores. Eu sorri todas as vezes em que ele apareceu.

Apesar de ter gostado de Finding Love In a Coffee Shop, o livro tem muitos problemas. Provavelmente por ter sido escrito de forma “picada”, muitas questões que podiam ter sido melhor trabalhadas foram deixadas de lado e algumas soluções para os problemas apresentados foram preguiçosas. As ideias eram muito boas, mas as execuções nem tanto. Ao final de cada capítulo Jordan Lynde colocava comentários sobre sua correria e seus dias, e pelo que pude entender, ela demorou muito tempo para escrever a história, às vezes com semanas entre um capítulo e outro, e sso acabou prejudicando a estruturação do enredo. E acredito que ela começou o livro sem ter ideia de como continuar, porque várias vezes a autora disse que tinha várias ideias, mas não sabia por qual caminho seguir.

A história foi envolvente e eu realmente fiquei interessada, com vontade de saber como terminaria. E quando acabou fiquei com um sorrisinho no rosto e o coração quentinho, porque foi fofo.


Como vocês podem ver pelo nome, o livro é em inglês, mas a linguagem é bem tranquila. De vez em quando eu olhava no Google Tradutor uma palavra ou outra, mas mesmo se não olhasse dava para entender pelo contexto. Ler em outra língua é uma ótima maneira para não esquecer o que você já aprendeu, aumentar o vocabulário e estudar gramática, ao mesmo tempo que lê uma história legal.

Se você se interessou, é só clicar aqui para ler. 

Recomendo.

Teca Machado

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Mamma Mia: Here We Go Again - Crítica


Se alguém me dissesse que eu poderia participar de um filme durante a minha vida, eu responderia sem sombra de dúvidas que o escolhido seria Mamma Mia e Mamma Mia: Here We Go Again. Esses musicais são o remédio para qualquer dia ruim, para qualquer doença, para qualquer momento. Esperei ansiosamente pela sequência, que assisti essa semana, do diretor Ol Parker, e, é claro, saí do cinema com um sorriso no rosto e um nó na garganta.


O primeiro Mamma Mia é um dos meus filmes preferidos e Mamma Mia: Here We Go Again entrou também nessa lista, apesar do original estar acima desse segundo volume. Um dos maiores acertos do roteiro foi mesclar passado e presente, além de escalar um elenco ótimo para viver nossos personagens preferidos na juventude.

Em Mamma Mia: Here We Go Again, Sophie (Amanda Seyfried) está prestes a reinaugurar o hotel da mãe Donna (Meryl Streep), totalmente reformado. Para a festa de abertura, convida seus três pais Harry (Colin Firth), Sam (Pierce Brosnan) e Bill (Stellan Skarsgard) e as amigas da mãe, Rosie (Julie Walters) e Tanya (Christine Baranski), enquanto precisa lidar com a distância do namorado Sky (Dominic Cooper), que está em NY num curso de hotelaria. Memórias da juventude da mãe surgem, e assim podemos conhecer melhor Donna e o período em que conheceu os três homens da sua vida.



Já conhecemos – e amamos! – o elenco do primeiro filme. Como não elogiar muito Meryl DIVA Streep, Amanda Seyfried, Stellan Skarsgard, Colin Firth, Pierce Brosnan, Christine Baranski e Julie Walters? Todo charme e todo carisma estão de volta e eu sorri toda vez que cada um deles apareceu em cena. Mas quem rouba a cena em Here We Go Again é a adorável Lily James. A atriz é um sopro de ar fresco, contagiante. Sou fã dela desde Cinderela e a cada filme que faz fico mais encantada. Ela soube personificar a jovem Donna, perdida sobre o que queria fazer da vida, mas completamente certa das suas convicções e liberdade. Acredito que não poderiam ter escolhido alguém melhor para viver a protagonista. E, além de tudo, ainda sabe cantar e dançar.


O restante do elenco jovem também faz muito bem seu trabalho. Alexa Davies e Jessica Keenan Wynn, que vivem Julie e Tanya quando novas, me fizeram acreditar que definitivamente eram Christine Baranski e Julie Walters décadas atrás. Só senti que ficaram pouco tempo em tela. Queria mais e mais delas! Assim como dos três pais, Hugh Skinner (Harry), Josh Dylan (Bill) e Jeremy Irvine (Sam). Cada um com seu relacionamento com Donna e personalidade que em muito lembrou dos atores mais velhos. Todos eles contribuíram para que as cenas de flashback fossem incríveis, principalmente os números musicais (Waterloo e Why Did It Had To Be Me? são sequências excelentes).






Um dos pontos mais incríveis de Mamma Mia como um todo, não apenas desse filme, é que o foco do filme é o relacionamento entre mãe e filha, não tentar descobrir quem é o pai biológico. E também não é o amor romântico, mas da família que escolhemos ter (Tem coisa mais linda do que o amor dos pais por Sophie e da amizade que eles têm entre si?). E o roteiro é feito de uma maneira, ainda mais em Here We Go Again, que fica impossível para qualquer um julgar Donna por ter dormido com os três e não saber de quem engravidou. Sabemos que a sociedade tem um peso diferente para as mulheres, mas isso não acontece aqui e é maravilhoso. Além disso, há um personagem abertamente gay e isso é apenas um fato, não algo que o define.

Claro, há alguns furos de roteiro, como o fato de que Cher (maravilhosa e lotadíssima de cirurgias plásticas), apenas três anos mais velha do que Meryl Streep, ser mãe dela. Fora que no primeiro filme Donna dá a entender que a mãe morreu e era uma católica conservadora, mas Ruby (Cher) está bem viva e com um show em Las Vegas. E Andy Garcia faz uma aparição bem pequena, mas bacana, e, quem diria, sabe cantar.



Cenários, músicas, figurino, danças, tudo é lindo, empolgante, além de brega e exagerado (o que a gente ama!), e nos faz querer estar ali junto de todos eles, desejando que todos sejam de verdade, não apenas fictícios. Há músicas clássicas do ABBA que não foram usadas no anterior, assim como a regravação de algumas do primeiro, além de outras menos conhecidas. A sequência de Dancing Queen e Mamma Mia são pontos altos.

Mamma Mia é considerado um “fell good movie” e essa afirmação não poderia ser mais verdadeira. A carga dramática de Here We Go Again é maior, principalmente na cena final (Sério, como não querer chorar com aquela música e aquela sequência?), mas isso não nos impede de sorrir e amar essa história.


Já quero assistir de novo. E de novo. E de novo. A playlist já está tocando no meu Spotify incansavelmente desde segunda-feira. Ah! E não deixe de assistir a cena pós-crédito, que tem cara de que foi improvisada e é ótima.

Recomendo muito muito, demais, bastante.

Teca Machado

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Projeto um ano sem comprar livros – Mês 3



Confesso que julho foi um mês fácil para o projeto. 

Não porque eu não fui tentada, porque, acreditem, eu sempre sou tentada. Por ter blog de literatura e instagram literário, sigo muitas editoras, muitos autores, muitos amigos que são apaixonados por livros como eu, então vejo as novidades, vejo os lançamentos, vejo as continuações de séries que quero muito o próximo volume. Fora que recebo mil newsletters de sites em promoção. Além disso, direto algum amigo me manda mensagem dizendo que viu uma promoção incrível de livros e achou que eu ia gostar.

Mas julho acabou sendo tranquilo porque o grupo Companhia das Letras me enviou cinco exemplares dos seus lançamentos. E como eu disse desde o começo que eu não podia comprar livros, nunca fiquei proibida de ganhar, que foi o caso.

Recebidos do grupo Companhia das Letras

Apesar de nenhuma das obras ter estado na minha wishlist (que dá última vez que eu contei já tinha passado de 60 livros), fiquei feliz demais. Até porque eu ainda não conhecia nenhuma delas, mas só de ler as sinopses fiquei bem interessada.

Mas esse pacote de livros que eu ganhei me trouxe um problema: A Nuvem, de Neal Shusterman, é o segundo volume de uma trilogia, que começou com O Ceifador. E eu não tenho o primeiro, mas não posso comprar até maio do ano que vem. Aí pensei em deixar a leitura para 2019, mas vi muita gente falando que O Ceifador é incrível e que A Nuvem está sendo mais incrível ainda. Não posso deixar passar essa oportunidade.

E agora? O que eu faço? Não posso e não quero trapacear no projeto. O jeito vai ser fazer algo que não gosto: Pegar emprestado com alguém (Por falar nisso, algum amigo se habilita? Juro que eu cuido com todo amor e carinho).

Não tenho o hábito de pegar livros emprestados porque eu gosto de ter todos os que eu li, ainda mais se eu gostei muito. Várias vezes eu peguei de alguma amiga, li, amei, e depois comprei um exemplar para chamar de meu, principalmente se fazia parte de alguma série, para ficar minha estante toda arrumadinha. E meu pai falava “mas você já leu, porque vai comprar?”. Oras! Porque eu sou metódica quando o assunto são livros!

Mais uma vez (YES!) passei o mês sem comprar livros e eu sobrevivi – mas confesso que só passei esses dias super bem porque a Companhia das Letras foi bem bacana comigo.


Foram 3. Só faltam 9.

Teca Machado