quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Homem-Aranha: De Volta ao Lar – Vem, Tom Holland! Vem!


Finalmente consegui assistir Homem-Aranha: De Volta ao Lar (provavelmente amanhã o filme sai de cartaz, já que tem mil anos que está nos cinemas). E a sensação que ficou é a de que Tom Holland, interprete do herói, nasceu para esse papel. Ele é meninão, realmente adolescente (tem apenas 21 anos) e tem aquele charme maroto que conquista muita gente.


O diretor Jon Watts acertou em cheio ao não começar o filme com a origem do Homem-Aranha. Depois de três filmes com o Tobey Maguire (odeio!) e dois com o Andrew Garfiled (amo!), era totalmente desnecessário que o enredo tivesse início no passeio de escola no laboratório onde Peter Parker é picado por uma aranha radioativa e ganha seus novos poderes.

O prólogo mostra Toomes (Michael Keaton), que trabalha com reciclagem de destroços, sendo impedido de tocar seu negócio após o primeiro filme dos Vingadores porque o governo é quem irá lidar com toda a tralha alienígena que destruiu NY. Então ele passa a desenvolver armas com destroços contrabandeados e a comercializá-las. Em seguida anos passam e vemos Peter. Ele está gravando um vlog pessoal de toda a sua aventura em Berlin, quando foi ajudar os Vingadores na Guerra Civil, e em seguida somos jogados na sua vida cotidiana de herói que espera a grande próxima missão. Enquanto isso ajuda as pessoas do seu bairro ao impedir assaltos e ao dar informações para velhinhas perdidas, mas acha que isso não é o bastante, ele quer mais emoção na sua vida, ele sabe que é capaz de mais.



O grande tcham de Homem-Aranha: De Volta ao Lar é que os dramas de Peter não são dramas de um herói. Ele quer ser aceito, quer fazer parte de um grupo, quer impressionar a garota que gosta e quer impressionar Tony Stark (Robert Downey Jr.), quer equilibrar a vida comum com a do herói, ao mesmo tempo que esconde tudo da tia (Marisa Tomei). O que fazer: dançar com a sua paixonite ou ver o que explodiu ali perto?

Mesmo o vilão, que é chamado de Abutre, mas em momento algum isso é dito, tem uma construção bem feita. Toomes não quer tocar o terror, dominar o mundo ou simplesmente explodir coisas. Ele é um cara normal que foi impedido de fazer seu trabalho e achou uma maneira ilegal de continuar. Michael Keaton foi uma escolha de elenco muito bem feita e deu o tom ideal ao vilão, a ponto de fazer com que nos importemos com ele.




O diretor acertou muito ao mostrar o Peter mais humano possível, muito tranquilo e divertido (o que levou muita gente a achar o filme bobinho). E ao focar nisso, as cenas de ação se tornam segundo plano. Claro que quando elas são altamente importantes – e muitíssimo bem feitas, mas o foco é salvar pessoas no dia a dia, não salvar o mundo inteiro.

Tom Holland, como eu já disse, foi a escolha perfeita. O filme não seria tão divertido se não fosse por ele. O mais legal é que ele é apenas um nerd fã de Star Wars que foi picado pela aranha errada. E pelo que vi das entrevistas por aí é o próprio Peter Parker. O elenco de apoio também é muito bom, principalmente Ned (Jacob Batalon), o melhor amigo que descobre sua identidade secreta, Tia May (Marisa Tomei), que não é a velhinha fofa dos filmes anteriores, e nosso querido e amado Tony Stark (Robert Downey Jr.) e Happy (Jon Favreau). Só não fiquei muito fã de Liz (Laura Harrier), achei meio sem graça.



Homem-Aranha: De Volta ao Lar é mais uma produção divertida da Marvel, que se encaixa no padrão do universo cinematográfico já recheado de filmes e é um alívio encontrar o extremo oposto do chato Tobey Maguire (desculpa se você é fã, mas eu tenho um horror muito grande do ator, sempre tive).

E que venha mais do Homem-Aranha de Tom Holland!

Recomendo bastante.

Teca Machado

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

As caixas de assinaturas de livros mais lindas e legais do mundo


Eu AMO caixas de assinatura! 

Se pudesse assinava todas e mais algumas. Infelizmente o orçamento da gente não deixa, porque elas não são muito baratinhas, mas estou doida para assinar. ALGUÉM ME SEGURA!

Uma vez assinei por 9 meses a Kawaii Box, cheia de coisinhas SUPER FOFAS que vinham do Japão e da Coreia do Sul (veja um post sobre isso aqui).

Aí estou eu passeando pelo feed do meu Facebook e uma das minhas páginas preferidas – BuzzFeed Books – mostrou uma lista com caixas de assinaturas de livros que vai te fazer querer comprar todas. E eles têm razão, eu quis quase todas. Pena que elas são dos EUA (e uma da Europa), mas algumas você consegue importar para cá, mesmo que com o frete. Mas, não custa sonhar, né? Então trouxe as minhas preferidas para vocês:

1- Book Bath Box


Pensa numa caixa aconchegante, que junta duas das coisas mais relaxantes da vida: banho e livros. Ela vem com um livro e alguns produtos de banho, como sais, velas e chá. 


2- Cozy Reader Club


Assim como a anterior, essa é para o aconchego. Ela vem com um livro recém-lançado em capa dura e mais seis itens feitos regionalmente nos EUA, como café, chá, chocolate quente, meias artesanais e outras coisinhas gostosas.


3- PageHabit


Um dos pontos mais legais dessa caixa é que o leitor escolhe o gênero do livro e ele vem com anotações do próprio autor. Também tem artigos bem úteis para leitura, como marcadores, lâmpada de livros, caderninhos e outras coisas. O legal é que parte do dinheiro da assinatura vai para grupos de incentivo a literatura para crianças.


4- The Book Drop


Essa caixinha é voltada para amantes de leitura independente, para livros que você não acharia numa livraria comum. Então não espere grandes lançamentos, mas saiba que as obras são de muita qualidade. O leitor escolhe o gênero: histórico/contemporâneo, ação/suspense, young adult e infantil.


5- My Book Box


Para os indecisos, essa é a melhor caixinha, porque nela você pode escolher dois gêneros literários e receber mensalmente um livro de cada. E também ganha um monte de mimos que tenham a ver com o livro.


6- OwlCrate


Para os que adoram uma leitura mais adolescente. Na OwlCrate você escolhe entre duas opções: young adult ou infanto-juvenil. Mensalmente vem um livro do gênero escolhido e mais várias coisinhas, como bottons, adesivos, bolsinhas, marcadores, doces e muito mais.


7- Red.Blk.Grl


Diversidade é importante na vida, né? Essa é uma caixa voltada para garotas negras se sentirem empoderadas e representadas. Cada mês vem com um livro de ficção com protagonistas negras e cheia de fofuras que tem a ver com a história.


8- BookLoot


A BookLoot sempre tem livros com autores a serem lançados ou recém-lançados, então é ideal para quem gosta de conhecer novos escritores. Junto com o livro, tem várias fofurinhas. E cada mês é voltado para um tema, então é sempre uma surpresa.


9- Shelflove Crate


Essa caixa junta duas das minhas paixões literárias: young adult e fantasia! Vem com livros que misturam esses dois gêneros e mais um monte de delícias e coisas bonitinhas e úteis, como velas, chás, marcadores, sabonetes e bottons.


10- My Thrill Club


Agora é a vez de quem gosta de terror! Essa caixinha vem com a escolha de gênero: suspense, mistério ou horror. E o mais legal é que não necessariamente são só livros. Você pode escolher entre dois livros e um filme ou um livro e dois filmes.


11- Book Voyage


Isso é algo que quero fazer: ler livros dos mais variados lugares do mundo. Nessa caixa a cada mês vem um livro de um país ao redor do globo traduzido para o inglês, um chá ou um café oriundo desse país e mais algum brinde local. 


12- Magic Chest


Como o próprio nome já diz, esse é um baú mágico! Voltado para lançamentos do gênero de fantasia, a caixa vem também com várias coisinhas literárias para melhorar ainda mais a sua experiência. Essa, infelizmente, só vende na Europa.


13- Blitberry


Numa caixa anterior os personagens eram garotas negras. Essa aqui é voltada para autores negros contemporâneos. Mensalmente você recebe um livro de alta qualidade, coisinhas gostosas para comer e presentes relacionados à obra.


14- Book of the Month


Essa é para quem gosta de escolher livros pela capa e de lançamentos! O leitor recebe uma seleção de capas de obras que serão publicadas no próximo mês e escolhe aquela que lhe chamou mais a atenção. E pagando um pouco mais você pode comprar mais um, se dois volumes ganharam o seu coração.


15- Your Audiobook Club


Tem gente que gosta de ler, mas não tem tempo. Tem gente que não gosta de ler, mas gosta de histórias. Então os audiobooks são perfeitos. Nessa assinatura a pessoa escolhe entre uma variedade de gêneros e recebe em casa dois CDs, cada um com um livro.



As caixas de assinatura desse post são de outro país, mas aqui no Brasil há várias opções maravilhosas, como por exemplo:

TAG - Experiências Literárias
Skoob
Turista Literário
Garimpo
Leiturinha
The Gift Box

Vocês podem me indicar mais algumas?

Teca Machado 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

A Garota do Calendário - Outubro


Depois de altos e baixos – mais baixos do que altos -, a série A Garota do Calendário, de Audrey Carlan, está chegando ao fim para mim – até que fim! Semana que vem leio o último volume, o de Dezembro, e hoje trago para vocês a resenha de Outubro.


Leia a resenha dos outros volumes: JaneiroFevereiroMarçoAbrilMaioJunhoJulhoAgosto e Setembro.

Além de ser uma pessoa que não desiste de um livro ou de uma série, ainda tem o fato de que se eu já li 10 livros da saga, preciso ler os últimos dois, né? Eu sou curiosa, mesmo que a história seja bem mais ou menos. A cada volume que passa tenho a certeza que a autora escreveu 12 livros só para vender mais. Ela podia muito bem ter escrito só dois volumes, um para cada metade do ano, e ainda cortar milhares de cena de sexo, e a história seria bem melhor. Outubro foi uma enrolação sem fim.

Audrey Carlan
Depois de ser finalmente resgatado do sequestro no Sri Lanka, Wes volta para casa, para o lado de Mia. Mas depois de passar tanto tempo na mão de extremistas religiosos que o torturavam e de ver a amiga e ex-namorada Gina ser estuprada diariamente, Wes está sofrendo de stress pós-traumático. E o único jeito que Mia encontra de trazê-lo de volta para a realidade após pesadelos é deixa-lo fazer sexo com ela de forma alucinada, doentia e possessiva (alô, psicólogos! Deem uma olhada nisso!). Outra maneira que ela acredita que irá ajudar é envolve-lo em seu último trabalho como acompanhante: o de apresentadora de um quadro num programa matinal sobre beleza e saúde. Como Wes trabalha com roteiro e edição, Mia o convida a ajuda-la nessa empreitada para que ele se distraia e redescubra sua paixão.

O livro inteirinho – sorte que ele é bem curto – se divide entre Mia e Wes fazendo um sexo nada saudável e Mia e Wes fingindo que trabalham. Wes basicamente trocou de personalidade. É entendível que ele tenha se tornado um outro homem após o trauma, mas, ainda assim, sua essência foi mudada.

Eu esperava que Wes fosse tratado medicamente de forma muito mais real e profunda, mas a autora não soube explorar isso. Os momentos de maior delicadeza foram quando ele encontrava Gina, mas tais cenas eram estragadas por Mia estar com ciúmes (sério? A mulher foi estuprada e violada de todas as maneiras possíveis e imagináveis e a Mia sente ciúmes quando ela conversa com Wes sobre o que eles viveram).

Em breve termino A Garota do Calendário e confesso que estou curiosa com o desfecho. A série começou de uma maneira, caminhou para um rumo, de repente tudo mudou, mas as cenas de sexo desnecessárias continuaram. Vamos ver no que isso vai dar.

Recomendo só se você já leu os outros da série e é meio bobo que nem eu e não para na metade.

Teca Machado


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Insetos floridos


Insetos podem ser terrivelmente nojentos? 

Podem.

Mas nas mãos do artista plástico Rei Kan, nascida no Japão, mas criada no Canadá, esses bichinhos se tornam lindas peças de arte feitas de flores.

Tenho certeza que a partir de agora a sua visão de insetos irá mudar.











Fonte: Bored Panda

Veja mais dos trabalhos de Rei Kan no instagram: @reikan_creations.

Teca Machado

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Darth Vader e filhos


Gosta de Star Wars? Gosta de livros fofinhos?

Então a dica de hoje é para você!

A Princesinha de Vader e Darth Vader e Filho, de Jeffrey Brown, publicados pela Editora Aleph.


São livros rapidinhos de serem lidos, historinhas curtas – geralmente de uma página – no estilo comics

Ambos mostram como seria a vida do Darth Vader se ele ao invés de ter ido tentar dominar a galáxia e ser todo malvado, tivesse sido um pai presente na vida do Luke Skywalker e da Princesa Leia. Ele ainda governa o Império Galáctico, mas os deveres de pai vêm em primeiro lugar.






Darth Vader e Filho mostra as bagunças que Luke criança faz na vida do pai, como ele vive atrapalhando seus planos malignos e chegando nas reuniões mais importantes só para encher a paciência. Mesmo não sendo tão comportado assim, nosso vilão preferido cai de amores pelo filho.

A Princesinha de Vader tem como protagonista a Princesa Leia, mas ao contrário de Luke, com o passar do livro ela vai crescendo – temos até participação do Han Solo tascando altos beijos na nossa heroína quando jovem. Ela é mais obstinada que Luke e sempre desafia o pai, mas derrete o seu coração, afinal, é a princesinha dele.





Há ainda outros dois livros nessa coleção de Jeffrey Brown – Academia Jedi e Boa Noite, Darth Vader.

Os dois livros foram uma das leituras mais fofinhas que fiz esse ano. Como sempre gostei do universo Star Wars me deliciei com os quadrinhos e com essa visão diferente do Darth Vader. O humor de Jeffrey Brown varia entre o infantil e o irônico e é uma diversão para todas as idades.




Recomendo muitão.

Teca Machado


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O Mínimo Para Viver – A magreza em seu terrível ápice


Quando emagreceu para o papel de Ellen, em O Mínimo Para Viver, filme da Netflix, Lily Collins, atriz filha do cantor Phil Collins, encontrou uma amiga que lhe disse que estava ótima magérrima e queria dicas para perder tanto peso. Isso não teria sido tão terrível se Lily Collins não estivesse cadavérica propositadamente para interpretar o papel uma anoréxica em fase quase terminal e ela mesma já não tivesse passado por distúrbios alimentares. A produção, que foi um filme independente escrito e dirigido por Marty Noxon e comprado pelo serviço de streaming, tem um viés muito cru, real e nada glamourizado do que é consumir apenas o mínimo para viver – às vezes nem isso.


Lily Collins vive Ellen, uma garota anoréxica de 20 anos, com a família extremamente problemática, que já passou por quatro internações e nada parece surtir efeito. Ela continua comendo pouquíssimo, fazendo abdominais obsessivamente e sem muita pré-disposição para aceitar ajuda. Já chegou num ponto de quase morte quando sua madrasta Susan (Carrie Preston) consegue marcar uma consulta com o dr. Beckham (Keanu Reeves), conhecido por métodos menos ortodoxos para tratar distúrbios alimentares, e é internada em sua clínica nada convencional.

O Mínimo Para Viver não glamouriza os distúrbios alimentares – os outros pacientes da casa são bulímicos, obsessivos por comida e outros – mostrando o que há de pior na doença. Ellen parece um fantasma e seu corpo já está consumindo músculos para sobreviver, Pearl (Maya Eshet) é obrigada a comer por tubos, Anna (Kathryn Prescott) esconde um saco de vômito pós-jantar embaixo da cama, Megan (Leslie Bibb) está grávida, mas não consegue comer para alimentar o bebê, Kendra (Lindsey McDowell) come descontroladamente manteiga de amendoim e Tracey (Ciara Bravo) quer saber como as colegas fazem para induzir vômito. Luke (o ótimo Alex Sharp) é o único que parece estar conseguindo reagir ao tratamento, ainda que com seus altos e baixos.



Algumas pessoas podem dizer que O Mínimo Para Viver, assim como 13 Reasons Why, é uma forma de incentivar jovens doentes a alcançar suas metas de emagrecimento. Mas o filme é bem didático nesse sentido. A produção mostra a feiura da doença, como ela afeta não só a pessoa, mas toda sua família. Os parentes de Ellen já são problemáticos por si próprios e a sua condição só piora ainda mais as coisas. Ellen passa por variações de humor quando pensa que está no controle do que faz e quando assume ter um medo absurdo de engordar.

O filme não busca o motivo de os personagens serem assim e não apresenta ao espectador o padrão de beleza vigente e os distúrbios que ele pode gerar. Nem mesmo é mostrado como Ellen chegou a esse ponto e nem o porquê, apesar de sermos apresentados a um fato que decididamente mexeu com ela quando já estava doente. Mas como o dr. Beckham salienta muitas vezes o problema está no passado, cabe a você decidir como agir no presente para ter um futuro, porque se continuarem dessa maneira, o futuro será muito breve.


Lily Collins foi uma ótima escolha para o papel principal, pois seu tom sombrio e de deboche combinou perfeitamente com Ellen. A atriz disse numa entrevista que foi seu trabalho mais gratificante, pois foi uma espécie de libertação dos seus próprios fantasmas.  Alex Sharp também é uma estrelinha que brilha sem parar sempre que em cena. Seu jeito carismático e irônico conquista. Keanu Reeves está muito bem, mesmo que eu quisesse que seu personagem fosse melhor explorado. Muito se fala sobre seus métodos, mas ele mesmo como médico pouco aparece.


A diretora e roteirista foi bem sucedida, pois poderia ser apenas mais um filme sobre anorexia. Tem alguns problemas de enredo, claro, como o pequeno romance totalmente desnecessário e o final um tanto fantasioso de alucinação de Ellen, mas nos dá um tom positivo, ainda que num desfecho meio aberto, mas otimista.

Recomendo.

Teca Machado