segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Projeto um ano sem comprar livros – Mês 7



E o mês mais temido por mim do projeto um ano sem comprar livros chegou, passou e eu nem percebi. Estamos no mês 7 e até agora foi muito mais tranquilo do que eu imaginei que seria, mas o meu grande medo se chamava novembro, mais especificamente Black Friday.

Há anos tenho o costume de comprar muitos livros nessa data. Inclusive teve uma vez que comprei 21 exemplares. E imaginei que com os preços maravilhosos e uma lista de obras que quero ler que não para de crescer, fora o fato de que eu amooooo comprar, achei que seria uma prova de fogo cruel, mesmo tendo prometido para mim mesma que não iria cair em tentação. Bom, no fim das contas eu nem precisava ter medo porque foi bem facinho passar por isso, porque eu meio que esqueci e bloqueei o evento.

A minha sorte foi que eu trabalhei muito na semana pré-Black Friday, no dia específico e nos dias seguintes. E o melhor de tudo é que não trabalhei usando computador, porque se fosse a vontade de pelo menos dar uma olhadinha nas promoções seria maior do que eu. Tenho uma loja, então eu e meu marido ficamos por conta disso no período, enfurnados no shopping o dia todo. Na sexta-feira mesmo eu nem lembrei de olhar sites de nada e acabei perdendo descontos de algumas coisas que queria comprar, o que no fim das contas foi bom, porque não adquiri absolutamente nada.

Bom, para não dizer que não foi nada de nada, porque comprei marca-páginas de imã lindos que vendem na minha própria loja. (Relacionado a livro, mas não é livro, que fique bem claro).

Dizem que ignorância é uma benção e nesse caso foi bom demais. O que meus olhos não viram, meu coração e nem o meu projeto sentiram.

Confesso que vi no Facebook alguns amigos divulgando uma promoção do Submarino que dizia que os livros estavam a 99 centavos. Quase abri o link, mas fui firme e nem olhei.

Ponto para mim.


Foram 7 meses. Só faltam 5.

Teca Machado

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

As Viúvas - Crítica

Se tem Viola Davis e Liam Neeson no elenco, Steve McQueen (de 12 Anos de Escravidão) na direção e Gillian Flynn (autora de Garota Exemplar, um dos livros mais geniais que eu li já) no roteiro, pode ter certeza que vai ser um filme bom. Por isso mesmo sem ter visto nem ao menos o trailer, fui ao cinema assistir As Viúvas. E eu estava certa: O filme é muito bom! Com uma cena de abertura que mostra a força tanto do diretor quanto do enredo, a produção prende do início ao fim.


Inicialmente pode parecer que esse é apenas mais um filme de roubo. E roubo com mulheres, seguindo a onda de Oito Mulheres e Um Segredo. Mas As Viúvas é tão mais do que isso que é impossível comparar. Sim, há roubo na trama e mulheres que o realizam, mas há muito mais por trás disso, com uma história interessante, de empoderamento – ainda que sem levantar bandeira alguma do feminismo – e de se tornar protagonista da própria história em meio a homens fortes.

Logo após enterrar seu marido, Veronica (Viola Davis) recebe a visita de Jamal (Brian Tyree Henry), candidato a vereador de um distrito de Chicago. Segundo ele, Harry (Liam Nesson), falecido esposo dela, tinha uma quadrilha e morreu ao roubar U$ 2 milhões dele. Agora Veronica herdou a dívida e tem um mês para saldar o débito. Em posse de um caderno de Harry, onde explicava todos os golpes que já deu e que pretendia dar, ela vai atrás das outras viúvas, afirmando que juntas elas podem realizar um assalto que irá pagar a quantia e sobrar um bom montante para elas.



Por mais interessante que seja o roubo, a história das viúvas é muito mais instigante. Temos quatro mulheres diferentes – e mais uma que entra no grupo sob outras circunstâncias – que perdem com a morte do marido. Para começar, elas não sabiam ao certo o que eles faziam. Veronica tinha um casamento feliz, ainda que marcado por uma tragédia, e uma vida muito confortável financeiramente. Linda (Michelle Rodriguez) é mãe de dois filhos e vê sua loja ser tirada de si porque seu falecido marido a perdeu para o vício em jogo. Alice (Elizabeth Debicki) vivia um casamento abusivo e no qual dependia totalmente do marido, então passa a vender seu corpo para não perder o padrão. E Amanda (Carrie Coon) é uma dona de casa que ficou sozinha com um filho de quatro meses e não quer se envolver. E temos ainda Belle (Cynthia Erivo), que se torna a motorista do assalto. Logo no início McQueen criou uma montagem de cenas que mostra o assalto que deu errado e levou à morte dos cônjuges mesclada com a vida que levavam em família. Em poucos segundos o diretor e o roteiro mostram para o espectador o necessário para entender cada um dos núcleos. 

Ao mesmo tempo em que as mulheres se organizam, há q trama que envolve Jamal e Jack (Colin Farrell), também candidato a vereador, que é de família política, envolvido em corrupção. Apesar de parecer que tais histórias não se cruzam, elas são intrínsecas uma a outra e se amarram de maneira surpreendente.



O foco em As Viúvas são as mulheres. As protagonistas, principalmente Davis e Debicki, brilham. Elas crescem, se fortalecem e mostram que mesmo odiando tudo o que os maridos fizeram, não vão abaixar a cabeça para homens e sua vontade de intimidação. Viola Davis parece no mesmo papel de sempre, mas equilibrou uma mulher fria e racional, por vezes até mesmo grossa, com uma esposa que sofre e que tem um lado muito emocional, principalmente na relação com seu cachorrinho (um westie como o meu. Quase morri de paixão!). É um momento importante quando Veronica diz que elas irão fazer o roubo e ser bem-sucedidas porque ninguém acredita que são capazes. E elas são, com certeza são.

Além das quatro mulheres protagonistas, temos uma atuação sólida, ainda que curta, de Liam Neeson e Colin Farrell. E Daniel Kaluuya, de Corra!, mostra um lado psicopata e terrível. Sempre que ele estava em tela eu ficava muito nervosa, prova de que é um excelente ator.



As Viúvas mistura ação, reviravoltas, roubo, política, relacionamentos, momentos de tensão e mulheres incríveis. Mas a produção ainda toca em temas importantes, mesmo que por vezes de forma sutil. Há racismo, relação inter-racial, o estereótipo do negro pobre, a facilidade da compra de armas nos EUA, a violência policial contra negros e mães solteiras que precisam deixar seus filhos em casa para cuidar dos filhos de outras pessoas.

É um excelente filme que está sendo cotado ao Oscar, principalmente por roteiro, pela atuação de Viola – maravilhosa - Davis e direção de McQueen.




Recomendo muito.

Teca Machado

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Leituras de novembro


Olá, dezembro!

Novembro acabou e o último mês do ano já fez sua entrada triunfal (isso significa que já posso assistir Simplesmente Amor, o melhor filme de Natal de todos os tempos?). E apesar de ter lido pouco esse ano até agora, porque eu trabalhei um monte e faltou tempo, mas sobrou livro, tive a sorte de ler histórias muito boas.

Novembro foram só duas leituras, mas adorei as duas.

Foto @casosacasoselivros


Quer ler as resenhas? É só clicar ali em cima no nome dos livros.

Uma Coisa Absolutamente Fantástica é uma ficção-científica super bacana e atual do irmão do John Green (se você não gosta do estilo do autor de A Culpa é das Estrelas, não se preocupe, porque Hank não tem nada a ver com ele) e Em Pedaços é uma releitura de A Bela e a Fera com um veterano de guerra com cicatrizes físicas e psicológicas e uma garota que busca redenção pelos seus erros. Lindo!


E vocês, quais livros leram em novembro? Algum desses?

Teca Machado


sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Em Pedaços, série Recomeços - Resenha


Quando li Mais Que Amigos, da Lauren Layne, que recebi da Editora Paralela (Companhia das Letras) – resenha aqui – fiquei tão apaixonada pelo modo dela escrever e pela maneira deliciosa que construiu o maior dos clichês, que soube que queria ler muito mais da autora. Por sorte o grupo editorial me enviou logo depois Em Pedaços, também dela, o primeiro volume da série Recomeços. E posso dizer que gostei ainda mais desse do que do anterior.


Em Pedaços é uma releitura moderna de A Bela e a Fera. Temos aqui um veterano de guerra com sequelas físicas e emocionais do seu tempo no Afeganistão e uma garota que deseja fugir da sua vida depois de partir o coração das duas pessoas que mais amava. Ele deseja se afundar em autopiedade e desespero. Ela procura uma espécie de redenção.

Paul voltou do Iraque há alguns anos, mas simplesmente não consegue seguir em frente. Seu rosto possui cicatrizes, uma das suas pernas sofreu danos e ele viveu momentos de horrores em que perdeu amigos e parte da sua vontade de viver. Já Olivia faz parte da nata da sociedade nova-iorquina, mas decepcionou seu namorado e seu melhor amigo e simplesmente não consegue mais ficar na cidade, perto de tudo e todos. Ela quer absolvição dos pecados, então vai para o Maine, no cargo de cuidadora de um veterano de guerra. Imagina que irá encontrar algum homem com sérias restrições físicas, mas na verdade trabalha para Paul, que apesar das marcas e de um mau-humor terrível, é um homem lindo e que desperta emoções que ela nunca sentiu.

A leitura de Em Pedaços é fluida e deliciosa, me conquistando logo no começo. Como a história é contada em primeira pessoa em capítulos alternados entre os dois protagonistas, temos uma visão bem mais intimista e completa do enredo. Conhecemos Paul a fundo e todo o motivo por ter aparentemente desistido do mundo, assim como Olivia e tudo o que essa jornada pelo Maine muda nela.

Lauren Layne
Tanto Olivia quando Paul são bem construídos. Claro que as feridas emocionais dele são muito mais profundas e complexas do que as dela, mas nem por isso a autora desmerece o sofrimento que a personagem tem. Ambos se encontram num momento em que precisam de cura e de alguém que os diga que são bons, e encontram isso um no outro. Paul é terrível, mau humorado, grosso e mesmo manipulador, mas seu coração é enorme – ainda que destruído – e a mudança que a chegada de Olivia tem nele é visível. Aos poucos e de maneira muito natural Lauren Layne nos apresenta o Paul verdadeiro, por baixa das armaduras da dor. E Olivia era a moça fofa, boa e doce, que perto do seu veterano de guerra descobre um lado atrevido, sarcástico e sexy, além de tudo o que já era. Sim, ela errou, mas quem nunca? Ela se pune diariamente e quer pagar pelos problemas que causou.

Em Pedaços é considerado um livro adulto, por conter cenas de sexo. Tem até mesmo um aviso na capa do livro, mas já li outros muito mais “pesados” que não continham essa recomendação. Lauren Layne não pesa a mão, não coloca cenas calientes só por colocar. Pelo contrário, todas as vezes que há algo nesse sentido tem um motivo para o enredo. Não é só sexo por sexo, como aconteceu em Despertar, de Nina Lane, e me incomodou muito. E fiquei muito feliz que a autora não exagerou em quantidades de cenas do tipo, o que é ótimo para o desenrolar da história.

Esse primeiro volume da série Recomeços me fez suspirar em vários momentos e mesmo emocionar em outros. A dor deles foi mostrada de uma maneira que fez com que eu me importasse. E isso é um dos pontos positivos do livro. Quando o autor faz com que você se importe com os personagens, cumpriu seu objetivo.

Não consegui achar notícias do livro dois de Recomeços, mas há o e-book de Como Num Filme, que é o prequel da série e, é claro, me deixou muito interessada. Porque como eu disse quando li Mais Que Amigos, quero tudo de Lauren Layne.

Recomendo.

Teca Machado


quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Elite - Crítica


Impossível não lembrar de Gossip Girl ao assistir Elite, da Netflix, com toda a questão de uma escola de alta classe, figurinos bonitos e enredo que mistura de alunos muito ricos com outros que não são do mesmo nível da pirâmide social. E é impossível também não lembrar de La Casa de Papel, já que três atores dela estão no elenco e é uma produção espanhola. Confesso que comecei a assistir Elite acreditando que seria uma série bem adolescente, com os dramas e problemas da idade, de certa forma leve, mas encontrei algo muito mais profundo, misterioso e mesmo “pesado”. E isso foi uma grata surpresa, por ser realmente inesperado.


Após o desabamento do teto da escola em que estudavam, três adolescentes – Samuel (Itzan Escamilla), Christian (Miguel Herrán, o Rio de La Casa de Papel) e Nadia (Mina El Hammani) – ganham bolsa para um colégio de elite, onde os líderes do futuro da Espanha estão. Em meio a todo estranhamento causado ao inserir novos “espécimes” no habitat, como uma das alunas diz em certo momento e todos os dramas de relacionamentos da idade, o assassinato de Marina (María Pedraza, a Alison de La Casa de Papel) acontece. Com uma cena inicial mostrando Samuel todo ensanguentado dizendo ser inocente e flashbacks e cenas do presente, Elite vai construindo um enredo que prende e surpreende o espectador e nos leva até a descoberta de quem matou Marina.

O grande acerto da série foi colocar temas importantes em meio a uma série que poderia ser superficial. Em basicamente todos os episódios da primeira temporada há alguma crítica social, ou pelo menos um apontamento de problema. Temos Marina, que é portaria do vírus HIV, Nano (Jaime Lorente, o Denver, de La Casa de Papel), um ex-presidiário que está afundado até o pescoço em problemas com dívidas, Guzmán (Miguel Bernardeau), o típico playboy valentão, irmão de Marina que convive com o fato de que o pai é um corrupto, Omar (Omar Ayuso), mulçumano, gay e traficante, que precisa esconder dos pais quem é de verdade, Nadia que sofre preconceito por usar o véu da religião nos cabelos, Lucrecia (Danna Paola), que acredita que sua posição social a coloca acima de todos, Polo (Álvaro Rico) e Carla (Ester Expósito) que tem uma relação amorosa tediosa e desejam voyeurismo e poligamia e outros.




O elenco foi bem escolhido e há bons atores ali. Miguel Herrán e Jaime Lorente já conhecia de La Casa de Papel, mas se mostraram ainda mais versáteis. Nem mesmo lembramos do apaixonado Rio e do maluco Denver, tão bem eles trabalham aqui. E não podemos deixar de citar Miguel Bernardeau e Ester Expósito, na minha opinião dois dos destaques.

E Elite não poupa o espectador da verdade. Há cenas de sexo sem muito pudor com heterossexuais, homossexuais e mesmo de trios, um pouco de violência e sangue, uso de drogas e investigação criminal. Os personagens não são bons ou maus. Todos têm mais de uma faceta e as mostram. Marina começa doce e fofa para você se apaixonar, até que descobrimos que não é bem assim (eu mesma terminei só o ódio por ela!). Guzmán dá a entender no início que seria o antagonista de Elite, mas descobrimos muito mais nele. Nano fica entre a vontade de se redimir e da facilidade do crime. Acredito que apenas Christian não tem segredos. Desde o primeiro momento mostra quem é, o que quer, sem joguinhos, sem máscaras.




Elite usa como recurso para nos manter interessados os cliffhangers. Geralmente no fim de cada episódio, em meio a investigação do assassinato, recebemos alguma informação vital que traz curiosidade para continuar. E é rápido de assistir. São apenas oito episódios de uma hora nessa primeira temporada. E o sucesso foi tão grande que apenas 12 dias após o lançamento a série já foi renovada, o que é ótimo, porque o último episódio nos deixa com cara de “!!!!!!!!!”. Foi realmente inesperado.

Costumo dizer que produções espanholas tem um quê de mexicanas, pelo dramalhão e exagero, com um pezinho do cafona, mas não chegam a ser Maria do Bairro ou A Usurpadora. E Elite não foge disso. É o tipo de série que posso chamar de guilty pleasure (prazer culposo), aquele programa que pode até dar um pouquinho de vergonha de assumir que gosta, mas não deixa de assistir. Quando me perguntam o que eu achei respondo com um “é ruim, mas é bom”, que acho que define bem.


Recomendo.

Teca Machado



segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald - Crítica


“É possível você gostar de uma coisa e ainda assim reconhecer que ela tem defeitos”. Essa é a frase de abertura do vídeo do canal Toga Voadora sobre o filme Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, do diretor David Yates, e eu não podia concordar mais. Sim, eu amo Harry Potter e todo esse universo incrível e criativo que a J. K. Rowling criou e inclusive amei o primeiro filme da franquia Animais Fantásticos, mas vamos ser bem sinceros aqui: Esse longa tem problemas seríssimos, principalmente de roteiro.


Aqui continuamos acompanhando Newt Scamander (Eddie Redmayne), o magizoologista que soltou sem querer vários animais mágicos em Nova York. Apesar de ele ser o protagonista, o enredo agora gira em torno de Grindelwald (Johnny Depp), um bruxo que acredita que a sua raça deve dominar a humanidade que não é mágica. Após conseguir escapar da prisão americana, ele vai para Paris a procura de Credence e o obscurial (Ezra Miller), que segundo ele terá papel fundamental na sua busca de supremacia. Newt, Jacob (Dan Fogler), Tina (Katherine Waterston) e o Ministério da Magia seguem na caça ao fugitivo, enquanto ele tenta angariar seguidores a sua causa.

Mesmo sendo super fã de toda a saga fiquei perdida em inúmero momentos. Parecia que vários arcos foram jogados ali e pronto, sem grandes explicações. Eu que sou fã e acompanho até de perto todo esse universo muitas vezes fiquei “ahn?”, imagina quem não é tão fã assim. Achei que talvez fosse eu, que não estivesse prestando tanta atenção ao filme, mas ao sair do cinema perguntei para os meus amigos – um que gosta muito da saga e conhece super bem e outra que gosta, mas apenas isso – e o sentimento de roteiro problemático foi geral, inclusive do que ouvi outras pessoas comentando ao sair da sessão. 



A sensação que tive foi que o enredo andou muito pouco. Em mais de duas horas de filme quase nada foi concreto para o desenvolver da saga de modo geral. O primeiro volume é uma introdução dos personagens e do universo, enquanto esse foi apenas um capítulo com algumas informações que devem ser importantes para o caminhar das próximas produções, já que serão cinco filmes que levarão até o nascimento de Harry Potter. Há alguns momentos bem inspirados, como quando Leta (Zoe Kravitz) explica a história da sua família – mesmo isso achei um pouco fora de contexto -, Newt tenta falar palavras bonitas para Tina, Dumbledore (Jude Law) dá aula para os alunos de Hogwarts e mesmo o discurso inflamado de Grindelwald no fim do filme. Além disso alguns personagens parecem permanecer na história apenas porque o público gosta deles, como Queenie (Alison Sudol) e Jacob, que pouco acrescentam numa perspectiva maior.

Mas claro que Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald tem seus méritos. O elenco é espetacular. Eddie Redmayne com seu Newt de pouco traquejo social, mas muito carisma foi uma escolha super acertada para o protagonista. Sempre acreditei o personagem talvez estivesse dentro do espectro autista e essa semana vi uma matéria em que o próprio ator tem essa impressão. Dan Fogler e Alison Sudol são os queridinhos da saga, no sentido que todo mundo ama essa dupla altamente improvável. Jude Law encaixou perfeitamente como um jovem Dumbledore. Ele traz a aura de sabedoria, calma e de quem sabe das coisas que o nosso amado diretor sempre teve. Sobre a relação do personagem com Gridelwald dá a entender que era mais no sentido amoroso do que de amizade, mas é tudo muito sutil. Acredita-se que mais para frente teremos o desenrolar disso.



Ezra Miller também está muito bem, ainda que o seu personagem não tenha tanto espaço nesse filme como no outro. Mas, pelo cliffhanger do final, fica claro que ele será muito mais explorado nos próximos. Zoe Kravitz tem um papel interessante, ainda que muito sobre a sua personagem não tenha sido muito explicado (como ela passou de namorada de Newt a noiva do seu irmão? Por que nunca se deu bem em Hogwarts, mas tem um papel fundamental no Ministério?). Suas cenas do terço final do filme são muitíssimo bem atuadas. E quer você goste ou não do Johnny Depp depois dos escândalos envolvendo seu divórcio, não podemos deixar de falar bem dele aqui. Grindelwald tinha tudo para ser mais um Jack Sparrow caricato, mas o autor deu espaço para o personagem ser quem precisava e isso é muito bom. Tudo bem que no título se fala dos crimes dele, mas pouco ele fez. Ele mais fala e faz discursos do que realmente cria o caos. Espero que nos próximos volumes ele realmente tenha um papel ativo, como foi tanto dito durante os livros de Harry Potter.

Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, como já era de se esperar, tem um visual espetacular. Os animais mágicos que aparecem, os cenários, a cena do cemitério, o circo francês, tudo isso é de encher os olhos. E esse foi um dos casos que valeu a pena assistir em 3D, já que em vários momentos as coisas “voam” da tela até o espectador. 



E para quem é fã de Harry Potter, o filme é um prato cheio de referências. Nicolas Flamel (Brontis Jodorowsky), o inventor da Pedra Filosofal aparece, assim como o próprio objeto que nomeia o primeiro livro de Harry Potter, também a professora Minerva MacGonagall (Fione Glascott), ainda que pela linha do tempo ela não teria nem nascido nessa época. Também encontramos o bicho papão na aula de Defesa Contra as Artes das Trevas, o espelho de Ojesed e muito mais.

Se não fosse o roteiro tão truncado e problemático, Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald seria um filme muito bom. Mas J. K. Rowling foi a roteirista e pelo que foi dito por aí ela não deixou que ninguém colocasse a mão no seu trabalho. Ninguém pode negar que ela é uma excelente escritora, um fenômeno na verdade, mas já como roteirista não podemos dizer o mesmo, infelizmente.


Recomendo.

Teca Machado


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Black Friday – I Love New York e Je T’aime, Paris


A Black Friday é uma época maravilhosa para comprarmos o que?

Livros!

E que tal em 2018 comprar livros nacionais, chick-lit (comédia romântica) e que passam em duas cidades maravilhosas, cada uma mágica a sua maneira?

I Love New York e Je T’aime, Paris, minhas duas obras, estão em promoção por todo novembro para aproveitar essa época de descontos. 

Se você adquirir os dois livros na versão física o combo que vem com brindes sai por R$ 40 + frete (se você morar em Brasília não tem frete, é só a gente combinar que eu te entrego em mãos). E se você comprar separadamente cada um sai por R$ 25 – e vem com brinde também, porque quero que todo mundo tenha esses mimos.


O e-book de Je T’aime, Paris também está em promoção aqui na Amazon por apenas R$ 3,99 e se você tem o Kindle Unlimited pode ler de graça.

Vem conhecer um pouco mais sobre cada uma dessas histórias:

I Love New York


Alice cresceu apaixonada por Nova York. Mas sempre que tentava ir à Big Apple acontecia algo para atrapalhar seus planos. Quando um vídeo na internet fez com que ela virasse a piada de sua cidade e também do país, largou tudo e finalmente foi para Manhattan passar um tempo e tentar ser “esquecida por todos”. Estudando numa universidade americana, com novos amigos, um lindo namorado e um apartamento de cair o queixo, Alice pensou que tinha deixado o passado um tanto comprometedor para trás. Só que não foi bem assim que aconteceu. Ela não era mais anônima nem mesmo na nova cidade.

Je T’aime, Paris

Com um pai milionário encrencado com a Justiça e seus bens bloqueados, Ana Helena precisa aprender a viver com poucos recursos e decide se refugiar em Paris. Peraí! Como viver com pouco dinheiro em Paris? Não tem jeito! Arles acaba sendo a alternativa mais modesta. Mas a tranquilidade dessa pacata, porém charmosa, cidade do interior da França logo dá lugar a um turbilhão de acontecimentos envolvendo um novo amor, obras de arte importantes e homens tão ambiciosos que farão de tudo para colocar as mãos no que desejam. 

A grande aventura leva Ana Helena de volta a Paris, com perseguições alucinadas, romance, estratégia, muita ação, drama e reviravoltas. 

O que você faria para salvar um grande amor e alguns milhões de euros?

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Gostou? Quer um de cada para chamar de seu? Me manda um e-mail pedindo no teca@casosacasoselivros.com ou me manda mensagem pelo instagram @tecamachado. Vou adorar enviar para você minhas histórias.


E se quiser ver outras várias promoções da Amazon é só clicar aqui.

Teca Machado