quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Despertar – Série Espiral do Desejo - Resenha


Quem gosta de romances levanta a mão! A resenha de hoje é sobre um romance adulto – um outro nome para livros hot, haha.

Entre os livros que recebi da parceria com o grupo Companhia das Letras nos últimos meses veio Despertar, de Nina Lane, da editora Paralela. Esse, que é o primeiro volume da série Espiral do Desejo, diferencia um pouco dos romances comuns, porque o foco é um casal já apaixonado, estabelecido, casado e feliz. Geralmente no gênero conhecemos os protagonistas separados, eles vão se apaixonando – e a gente junto – e aí ficam juntos no final. Ou não.

Foto @casosacasoselivros

Dean e Olivia já estão casados há alguns anos e são muito felizes. o relacionamento é baseado em muito amor, desejo e companheirismo. Mas, desde o início, eles decidiram que não teriam filhos. Quando um alarme falso de gravidez acontece, feridas aparecem e se instala uma grave crise conjugal, que em muitos momentos parece sem saída. Olivia conhece facetas desconhecidas do marido, que abalam ainda mais o casamento e eles descobrem que talvez só o amor não seja suficiente para ficarem juntos.

Gostei de Despertar, mas não foi um livro que amei ou que nunca vou esquecer. Foi interessante a maneira como Nina Lane começou o livro, com o casal já estável. Foi um livro fácil de ler e as páginas passaram rápido, assim como os capítulos, em geral curtos. É possível sentir o amor entre eles, o desejo real, e saber que eles cresceram juntos e se ajudaram ao longo do caminho.

Foi muito bacana que a autora alternou os pontos de vista. O livro quase todo acontece pelo olhar de Olivia, mas há alguns capítulos, principalmente no terço final da história, que é Dean quem conta. E isso é muito bom para vermos o enredo de forma mais completa e sabermos se as impressões que Olivia tem de Dean estão certas.

Mas tive alguns problemas com a leitura. Os protagonistas não me convenceram muito, por isso não consegui me conectar tanto com a história. Dean é lindo, bem sucedido e o porto seguro de Olivia. Ele sempre foi o lado “forte” do casal. Mas, apesar de realmente ser tudo isso, não me apaixonei, não fui arrebatada por ele. Algo me pareceu fora do lugar. Em muitos momentos tive a impressão de que ele gostava dessa posição superior a da esposa. E Olivia se coloca no posto de mulher indefesa e se sente confortável lá. Se esconde em seus medos e fica na sua bolha de segurança, sendo que muitas vezes podia ter resolvido seus problemas de forma simples, mas ficou se remoendo eternamente. E o passado traumático da personagem, eu esperava algo muito mais profundo. Claro que não foi fácil, mas não achei tão terrível e traumatizante quanto ela deixou a entender durante tantos e tantos capítulos.

As cenas mais calientes foram inúmeras. Em alguns momentos, principalmente no começo do livro, até demais. Parecia até que o relacionamento deles se baseava nisso. Nina Lane não mede palavras e escreve cenas de sexo sem pudor – sem pudor mesmo! -, o que no começo achei um pouco estranho, já que não estava muito acostumada com autores que realmente falam o que está acontecendo sem usar linguagem figurada.


Nina Lane termina o livro com um gancho gigante para o próximo, nos deixando extremamente curiosos pelo segundo volume. Espiral do Desejo é uma série com cinco livros e ao contrário do que tem sido moda, todas as obras serão sobre o mesmo casal Dean e Olivia. Eu gostei deles, mas fico me perguntando: Tem assunto para tantas páginas sobre eles?

 

A sequência de Despertar, chamado Desejar, já foi publicada e eu inclusive também recebi da Companhia das Letras e em breve vou ler. E o livro três, Declarar, está quase saindo do forno. Apesar dos pontos negativos quero saber como continua a saga dos protagonistas.

Recomendo.

Teca Machado


segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Papillon – Filme - Crítica


Quando eu era bem novinha, meu pai disse que Papillon, de Henri Charrière, baseado em fatos reais, era o melhor livro que ele tinha lido na vida. Sempre fiquei curiosa com a história e até mesmo lembro da capa do livro, mas não podia ler, ainda era muito criança. Meu pai perdeu o livro, esqueci dele, até que há dois meses vi o trailer do remake (em 1973 foi lançada a primeira versão cinematográfica da história, com Dustin Hoffman) e voltei a me interessar. Ganhei o livro do meu pai, mas o filme foi lançado no final de semana passado e não deu tempo de ler, afinal, são 800 páginas. Então decidi assistir antes de me aventurar pela obra literária.


Papillon, do diretor Michael Noer, é muito bonito visualmente. Os planos em que pega as paisagens da América Latina, a fotografia, os detalhes dos desenhos de um dos personagens, tudo é da qualidade hollywoodiana que estamos acostumados. O cineasta soube dosar momentos de ação, com lutas e correria, com cenas psicológicas e mais introspectivas – destaque para a sequência em que o protagonista está quase enlouquecendo na solitária. O roteiro tem um ótimo ritmo, sem correr demais e sem ser muito lento, nos dando tempo para absorver todas as nuances da história.

Charlie Hunnam – que me lembra demais o Channing Tatum -, vive Henri Charrière, conhecido como Papillon, por ter uma borboleta (papillon é o nome do animal em francês) tatuada no peito. Na Paris de 1931, Papillon é um golpista, assaltante, que vive rodeado de gangsters e do submundo. Ele é bem-sucedido em seus roubos, até que armam para que seja acusado de um assassinato. A pena naquela época era ser enviado para a Guiana Francesa, colônia do país, para que fizesse trabalhos forçados em condições pavorosas até o fim da sua vida. No caminho, Papillon conhece Degas (Rami Malek), um falsário milionário, a quem ele protege em troca de dinheiro para uma fuga mirabolante.



O enredo é muito interessante. A verdade é que o público gosta de uma história de fuga – e quanto mais mentirosa, melhor. E Papillon foi incansável em suas tentativas. Cada escapada frustrada resultava em anos de solitária, mas ele se recusou a ficar trancafiado, ainda mais injustamente (bom, mais ou menos, né, porque ele era criminoso). Apesar de ser um malandro, o público se pega torcendo para que o protagonista escape e deixe tudo aquilo para trás.

Charlie Hunnam está muito bem como Papillon. Ele é um ator que ainda não é muito conhecido, apesar de papeis importantes em grandes produções. Ainda não emplacou, mas acredito que é só uma questão de tempo. Ele tem a habilidade necessária para filmes de ação – é só ver a cena de luta, em que ele briga com uma galera totalmente pelado -, mas soube dar a fragilidade necessária para os momentos mais profundos, psicológicos e sentimentais. Seu corpo passa por transformações, devido aos anos de confinamento, e é visível em seus olhos e em seu porte todo o peso da prisão. Rami Malek também faz um bom trabalho, apesar de que sempre pega papeis “esquisitos” (mal posso esperar para vê-lo como Freddie Mercury dia 1º de novembro).


 

A amizade de Papillon e Degas é muito bonita, assim como a sintonia entre os dois atores. Ela começa como oportunismo, mas a dupla se torna amiga, sendo extremamente leais – e algumas pessoas dizem que até algo mais, mas não sexualmente, apenas com um sentimento muito intenso de pessoas em situações terríveis. Essa interação foi bem trabalhada por todo o filme, e acredito que mais do que sobre as tentativas de fuga, Papillon é sobre a relação dos dois.

Papillon tem alguns problemas, como o fato de que todo mundo fala um inglês maravilhoso mesmo sendo francês (cadê aquele sotaque lindo, minha gente?). Mas isso é normal de Hollywood e a gente deixa passar esse detalhe, até mesmo esquece depois de alguns minutos. Outra coisa, que reclamaram em relação ao filme anterior, é que tudo é muito limpo. Sim, as prisões são terríveis e pavorosas, mas as cenas não mostram sujeira, imundície e podridão, apesar de dar a entender. Até mesmo quando Papillon passa anos na solitária, sem colocar o pé para fora, sua cela parece limpa, assim como ele mesmo.



Algo muito questionado, aí sendo um problema da história em si, não do filme, é que hoje sabe-se que Charrière deu uma exagerada boa em vários trechos da sua biografia. Ele mesmo assumiu um tempo depois que apenas 70% era real, e depois que usou história de outros prisioneiros como sua. Sendo verdade ou não – e provavelmente não é – a narrativa de Papillon é interessante, prende o espectador e fala sobre determinação, amizade, lealdade, resiliência e não se deixar abalar.

Recomendo muito.

Teca Machado


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Projeto um ano sem comprar livros – Mês 5


E se passou o quinto mês do projeto um ano sem comprar livros.

Setembro foi um mês morno para esse desafio que eu me auto impus (com um tantinho de pressão dos amigos e marido). 


Não ganhei nenhum livro, não teve nenhum evento literário e também não fiquei me coçando toda para comprar novos exemplares. Seria esse um sinal de que estou amadurecendo? Acho que não. 

Até mesmo ler eu li pouco, porque a vida está corrida. Trabalho, estudo, abri um quiosque de papelaria, e ainda preciso passear com o cachorro, enfim, sobra pouco tempo para ficar desejando livros tão ardentemente.

Mas confesso que estou sofrendo um tantinho com filmes que estão no cinema e que são baseados em livros. O negócio é que eu sempre gosto de ler o original antes de ir ao cinema (às vezes não dá, principalmente quando eu não sabia que era um livro) e alguns que vão estrear não tenho na estante e não posso comprar, aí estou nessa de “quero, não quero assistir ao filme”.

Um dos exemplos é Asiáticos Podres de Ricos, que estreia no Brasil dia 1º de novembro e cuja obra, de Kevin Kwan, foi lançada no Brasil pela Editora Record. Estou me coçando para ler, mas pretendo continuar forte e não desistir do desafio. Ele tem uma pegada de história que gosto muito, já que pelo que li de resenhas é quase um Gossip Girl que passa na Ásia.

Outro que está fazendo isso comigo é Um Pequeno Favor, livro de Darcey Bell, da Bertrand Brasil, e que já está passando nos cinemas brasileiros. Ele é tido como o sucessor de Garota Exemplar, que é um dos meus livros – e filmes - preferidos da vida, e já vi o trailer e amei. Fiquei tão curiosa que acho que não vou aguentar esperar até maio (!) do ano que vem para me jogar nessa história.

A sorte é que o terceiro filme baseado em livro que quero ver tenho o exemplar em casa. Ainda bem que eu comprei Dumplin’, de Julie Murphy, publicado pelo Brasil pela Editora Valentina, na última leva de livros antes do desafio. A história, que foi comprada pela Netflix, conta é de uma garota plus-size, filha de uma ex-miss, que se inscreve num concurso de beleza.

E não é porque eu não posso comprar que vocês não podem:


Bom, Dumplin’ eu vou conseguir ler antes do filme, já Asiáticos Podres de Ricos e Um Pequeno Favor eu estou na dúvida se assisto mesmo sem o livro ou se espero até o ano que vem. Dúvida cruel. O que vocês fariam?

Foram 5 meses. Só faltam 7.

Self-five de parabéns para mim

Teca Machado

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Buscando... - Crítica


De vez em quando você assiste a algo despretensiosamente e encontra uma boa surpresa. Foi o que aconteceu com Buscando..., do diretor Aneesh Chaganty. Queria ir ao cinema sexta-feira, não tinha nada que me interessasse, mas acabamos assistindo Buscando..., porque meu marido escutou na CBN uma crítica boa do Thiago Bellotti, do canal Meus Dois Centavos. E como confiamos nele, fomos ao cinema. Melhor decisão.


A história não é revolucionária, mas a maneira como é contada, assim como as reviravoltas, são, o que o transformam num filme muito bom e muito diferente.

Em Buscando... somos apresentados à família Kim. Após perder a esposa para o câncer, David (John Cho) cuida sozinho da filha Margot (Michelle La). Eles possuem uma relação boa, mas distante desde que a mãe se foi. Quando a garota de 16 anos, desaparece e a polícia não consegue respostas, David decidi fazer uma investigação por si próprio, buscando informações no computador de Margot ao traçar seu rastro digital. David descobre que pouco conhecia da filha, dos seus amigos e da sua vida.


Um dos pontos principais do filme é que ele é todo contato por meio de telas de computador, estilo o terror Amizade Desfeita. Todas as conversas acontecem por Facetime, e-mails, vídeos, fotos, iMessage, ligações de Skype e outros recursos tecnológicos. No começo isso pode parecer estranho – eu mesma ficava pensando que sentiria falta de planos cinematográficos mais tradicionais -, mas Chaganty tocou isso de forma genial. Tanto que o tempo de filmagem foi curtíssimo: 13 dias. Mas a pós-produção demorou dois anos, porque foi preciso animar por tecnologia todo o longa, que vai desde o sistema operacional do Windows 95 até o macOS da Apple.

Além de ser extremamente bem feito, o roteiro é muito inteligente. O diretor, que também é um dos roteiristas, nos leva a pistas falsas, pistas verdadeiras e caminhos tortuosos, que muitas vezes nos deixam de queixo caído. Em todo o tempo há tensão, até porque o espectador constantemente é enganado pelo enredo. É difícil descolar os olhos da tela.

É interessante ver muitas semelhanças com a internet real: mobilização por meio de hashtags, pessoas que mentem para atrair atenção, teorias da conspiração, pessoas que atacam outras gratuitamente, adolescentes que postam vídeos idiotas para conseguir audiência, fakenews e muito mais. Buscando... é altamente atual, o que de certa forma faz com que não seja um filme atemporal. Talvez daqui 5, 10, 15 anos, as pessoas vão olhar os programas, o Facebook e outras tecnologias e achar altamente ultrapassado.


John Cho é uma surpresa. Conhecido pelos besteiróis que fez mais novo (Madrugada Muito Louca e American Pie) e mais recentemente por ser Sulu, na nova franquia de Star Trek, ele realmente interpreta um pai atormentado. Sua dor o deixa um pouco entorpecido, ao mesmo tempo que maníaco para descobrir o paradeiro de Margot. Ele faz loucuras e toma atitudes perigosas, mas é impossível não pensar que ele está fazendo certo, já que precisa tomar as rédeas da situação. Vale comentar também a atuação de Debra Messing, a eterna Grace de Will & Grace, a detetive responsável pelo caso da família Kim. Ela mostra que não é uma atriz apenas de comédia, em um trabalho que mostrou seu potencial para abrir horizontes para novos gêneros.

Buscando... parece um quebra-cabeça que vai se construindo aos poucos, até formar um quadro completo e inesperado. A maneira de contar a história por meio de telas de dispositivos pessoais torna o enredo mais intimista, o que faz o espectador se sentir parte da família Kim. E mesmo sendo um filme de ficção, ele poderia muito bem ser real.


Vale ressaltar que a Sony Pictures fez um trabalho imenso ao traduzir TUDO o que aparece em tela para o português, não apenas as legendas. Em poucos países a distribuidora trabalhou dessa maneira, então podemos nos considerar sortudos. Quem sabe inglês não ficaria tão perdido se não estivesse na nossa língua, mas como muitas vezes as imagens passam rápido, apenas alguém fluente no idioma pegaria tudo – e olha lá. Então o estúdio optou por nos dar uma experiência mais incrível para o filme, e posso dizer que valeu muito a pena.

Recomendo muito.

Teca Machado

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

TAG E(leitor)


Você é um e(leitor)? Eu sou!

Nessa vibe de eleições que estão chegando e todo mundo só sabe falar sobre isso, achei interessante a TAG E(leitor) criada pela Carol, do blog A Colecionadora de Histórias. Como há anos eu não respondia uma, decidi me aventurar por essa.

Eleições 2018 
O melhor livro e o melhor personagem de 2018 (até o momento)


Arte da Charlie Bowater, espécie de ilustradora oficial da série

Vai ser um festival de Sarah J. Maas por aqui, porque ando alucinada nessa mulher e nos seus livros. Então o melhor livro do ano (e um dos melhores da vida!) é Corte de Névoa e Fúria. Li em janeiro e ainda não superei essa maravilhosidade incrível. E o melhor personagem de 2018 é o Rhysand, porque, gente, como não amar todas as camadas desse crush literário que todos deveriam conhecer?


Promessas vazias
O livro tinha uma capa linda, uma premissa maravilhosa, só recebia elogios, e no entanto... 


A Menina da Neve, de Eowyn Ivey. Capa linda – e um marca página mais lindo ainda que veio junto -, ganhou prêmios literários, mas, céus, que livro difícil de ler. Não é que seja ruim, é bom, baseado num conto de fadas russo, mas é intrincado e lento demais. Me deu preguiça dele.


Essa causa eu apoio 
Um livro que aborda uma temática que você acha importante. 


Perdão, Leonard Peacock, de Matthew Quick. Além de ser um livro incrível, sensível e que te dá nós e nós na garganta, fala sobre suicídio, depressão, ética, assassinato e até mesmo nazismo. Mas o foco principal é como os traumas podem marcar tanto a vida de alguém a ponto de sentir que não há mais como seguir em frente, em que tudo o que pode fazer é matar e morrer. 


No meu governo... 
Qual clichê literário você proibiria na "Constituição dos Autores"?


Não posso dar muito opinião nesse caso porque eu adoro um clichê nessa vida, mas talvez esse joguinho de “te odeio, te amo” pode cansar, se não for bem escrito.


Voto de confiança
Um livro que você ainda não leu, mas acha que tem grandes chances de favoritar.


Asiáticos Podres de Ricos, de Kevin Kwan. Além da capa linda, uma sinopse que me chama a atenção e vários elogios feitos por leitores em quem confio, esse livro tem vários elementos que adoro na literatura. 


1% das intenções de voto
Essa é a hora de indicar aquele livro que ninguém conhece, mas você ama.


No Escuro, de Elizabeth Haynes. Esse é um dos melhores thrillers psicológicos que já li. A autora não é tão conhecida, mas seus livros valem a pena demais!


Numa democracia, vence a maioria, mas todos devem ser ouvidos 
Deixe aquela sua opinião polêmica sobre o livro que todo mundo gostou, menos você ;) 


A série A Garota do Calendário, de Audrey Carlan. Ai, gente, todo mundo adora, todo mundo ama, todo mundo fala super bem da protagonista. Mas para mim foi muito forçado, muita encheção de linguiça e muito sexo para pouca história. E olha que eu li os 12 livros, para pelo menos falar mal com propriedade.


Quando o horário eleitoral rende boas risadas
Um livro que mais te divertiu do que qualquer outra coisa.


Como (Quase) Namorei Robert Pattison, de Carol Sabar. Só pelo título a gente já vê que deve ser divertido e eu ri muito, curti horrores a leitura e ainda fiquei com as pupilas dos olhos em formato de coração, de tão fofo que é.


Mandato de 4 anos
 Se você fosse obrigado a escolher um único autor para ler nos próximos 4 anos, quem seria? 


Como ando numa vibe extremamente de Sarah J. Maas a escolhida da vez é ela.


É golpe! 
Se um vilão literário tomasse o poder do país, quem você gostaria que fosse e por quê? 


Ah, gente, eu adoro um vilão! Eles muitas vezes são a alma do livro. E vou ser bem polêmica e escolher a Cersei Lannister, da série Crônicas de Gelo e Fogo (Game of Thrones), de George R. R. Martin, por mais que não seja propriamente dita uma vilã. Acho a “rainha louca” maravilhosa, diva, maluca e destruída por dentro.


O discurso perfeito
Parece que esse livro foi feito para me agradar! 


Todos da Carina Rissi, principalmente a série Perdida. Essa mulher tem o poder de fazer me apaixonar por todos os livros dela. Tem tudo o que eu gosto: Romance de época, uma protagonista divertida, um mocinho lindo e delicioso, trama envolvente e aquele toquezinho de drama para nos dar uns sustinhos.


Que debate!
Dois personagens de livros diferentes que você gostaria de ver juntos na mesma história. 

Fanart de Jace Wayland

Fanart de Nove

Jace, de Os Instrumentos Mortais – Cassandra Clare -  e Nove, de Os Legados de Lorien - de Pittacus Lore. Ia rolar muita ironia e tiradas sensacionais.


Voto é secreto! 
Mas eu sei que tu quer contar o spoiler daquele livro pra todo mundo! Hahaha. Mostre o livro e nos conte, mas seja discreto e não esqueça de deixar a LETRA EM BRANCO, ok? 


Ninfeias Negras, de Michel Bussi. Se quiser ver o spoiler, selecione com o cursor do mouse o texto a seguir: Geeeeeeeeeeeeeeeeente, você passa o livro inteiro achando que as três mulheres  protagonistas são diferentes, mas no fim das contas é a mesma, em diferentes fases da vida. Você só se dá conta lá no finalzinho da história. Passa o livro inteiro tentando montar o quebra-cabeça, mas ele estava ali o tempo inteiro e você não viu. É simplesmente sensacional e é basicamente impossível descobrir esse plot twist antes da hora.

*** 

Quais livros e personagens ganhariam a sua eleição?

Teca Machado

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Vamos visitar Westeros?


Por mais que a gente ame Game of Thrones, não pode dizer que Westeros seja um local bacana e tranquilo para se visitar. Tem morte, tem guerra, tem conspiração, tem envenenamento, tem cabeças cortadas, tem dragão e tem até mesmo os White Walkers e gente ressuscitando. Então, não, obrigado, não é o mundo literário que eu gostaria de conhecer. Mas os fãs da série/livros em breve vão poder visitar Westeros, sem correr os riscos e nem se congelar no inverno que finalmente chegou.

É um lugar super seguro de se visitar...

A HBO anunciou seus planos de converter várias locações e cenários de Game of Thrones, que ficam no nordeste da Irlanda, em atrações turísticas. Você vai poder conhecer Winterfell, Castle Black, Kings Landing e outros, que são verdadeiras construções e castelos, além de visitar os estúdios usados ao longo das temporadas.

Cada local terá figurino, armas, decoração, modelos e outros itens, além de algumas instalações digitais e interativas com a mesma tecnologia usada na série. Jeff Peters, vice-presidente da HBO de licenciamento e varejo, comentou que essa é uma forma de celebrar o trabalho do time criativo do estúdio, além de incentivar o turismo na Irlanda, para divulgar sua cultura, beleza e acolhimento. Ele ainda disse que terá proporções extraordinárias, algo nunca antes visto. Será?


Locações na Irlanda que serão abertas para visitas

A previsão é que as atrações, chamadas Game of Thrones Legacy, sejam abertas para o público em 2019, após o fim da exibição da última temporada (eu ainda não estou preparada para esse triste momento).

E aí, vamos visitar Westeros?


Fonte: Variety

Teca Machado

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

A Court of Frost and Starlight - Resenha


Sarah J. Maas, sei que esse ano já tinha lido dois livros seus (dois calhamaços, na verdade), mas eu estava com saudades! E deu para matar um pouquinho com A Court of Frost and Starlight, sua novela, que passa entre os três livros da série Corte de Espinhos e Rosas e os próximos da saga, que terão como foco as irmãs de Feyre. 

Foto @casosacasoselivros

Mais do que um conto e menos do que um livro, a novela é tipo um recorte de tempo, no qual a autora nos mostra como estão todos depois do desfecho de Corte de Asas e Ruínas, e nos encaminha para os novos volumes. Acredito que não seja um livro obrigatório, mas eu sempre gosto de ler essas histórias “a mais”. Eu li em inglês, porque uma amiga que mora na Inglaterra me mandou de presente, mas nas próximas semanas a Galera Record, que publica as histórias da Maas, vai lançar esse volume em português também, chamado de Corte de Gelos e Estrelas.

Depois de todo caos e guerra e mortes do livro três, tudo ficou bem. Bom, não tanto assim. A batalha deixou cicatrizes profundas, não só nos habitantes de Prythian, mas em toda Corte Noturna, principalmente nas irmãs Archeron. Em A Court of Frost and Starlight, todos se preparam para o Solstício de Inverno, a noite mais longa do ano e aniversário de 21 anos de Feyre. Entre as compras de presentes, jantares e tempo juntos, todos carregam dores e traumas, mas tentam seguir em frente e reconstruir esse mundo novo, ainda muito frágil.

Um dos pontos mais interessantes dessa novela é termos pontos de vista de outros personagens além de Feyre. Eu amo a protagonista – apesar de às vezes querer sacudi-la -, mas depois de três livros enormes e densos é ótimo ver como outros personagens pensam e se sentem. Rhysand tem vários capítulos dedicados a ele, o que é ótimo, já que se tem um crush literário nessa vida é o Grão-senhor da Corte Noturna. Assim como sua parceira, os trechos dele estão em primeira pessoa. E também temos alguns de Cassian, nosso general que é “um bebê ilyriano”, de Mor e de Nesta, todos esses em terceira pessoa. Elain e Az não ganharam pontos de vista, mas acredito que é porque o próximo volume vai ser sobre Cassian, Nesta e Mor.

Feyre e Rhys são amorzinhos, e temos um pouco mais dessa relação tão íntima e de cumplicidade deles. Maas dá a entender que o seu arco está fechado, apesar de que ainda serão parte muito importante dos próximos volumes, o foco da saga mudou. Mas, antes de finalizar, caramba, eles fazem sexo na mente! QUE COISA MAIS LOUCA É ESSA? #feyshandforever

O que falar de Nesta? Para mim, ela é uma personagem mal interpretada por muita gente. Sim, ela é insuportável, grosseira e um tanto cruel, mas é uma força da natureza. Não podemos desprezar Nesta e toda sua grandiosidade. Afinal, uma das coisas que mais falam dela é que tem o porte de “uma rainha sem trono”. Ela é complexa e muito bem construída, além destruída por dentro num nível em que ninguém consegue imaginar. Estou muito ansiosa pelo livro que terá ela como foco, principalmente depois do aperitivo que Maas nos deu, com um trecho do momento em que ela é transformada em feérica e, gente, é insano. Fora que poderemos esperar que o romance dela com Cassian comece a se desenrolar. O guerreiro ilyriano, assim como todos, está quebrado, precisa lidar com muito, mas tenta curar sua dor da maneira que sabe melhor, sendo engraçado, bem humorado e na presença da sua família. 

Foto @casosacasoselivros

Mor promete muito, porque em A Court of Frost and Starlight conhecemos o momento em que ela quase morreu, a extensão do seu medo e rancor pelo pai e pelo herdeiro da Corte Outonal. Só sei que quero mais dessa feérica incrível e diva. Amren perdeu quase todo seu poder, mas nenhum pouco da atitude e continua maravilhosa. Elain e Az tem pouco sobre eles mostrado na novela, mas acho a relação deles fofa – e espero de coração que não vire um romance, porque acho que eles são almas parecidas, mas não no sentido de paixão. Além disso, Lucien, de quem eu gosto apesar dos pesares com Tamlin, acho que merece um final feliz com a sua parceira. E por falar no Grão-senhor da Corte Primaveril, ele, sim, está destroçado. Não lembra nem remotamente aquela espécie de rei que conhecemos no primeiro livro. Acho que Maas ainda tem algo na manga para seu arco dramático. É esperar para ver.

Vi muita gente reclamando de A Court of Frost and Starlight. Entendo o porquê das críticas, apesar de não compartilhar da opinião, já que gostei bastante. Como estávamos acostumados com livro frenéticos, cheios de reviravoltas, mortes e o escambau, é de estranhar um pouco que nessa novela não aconteça nada muito de explodir a cabeça. Temos um livro mais introspectivo com todos os personagens, curando suas feridas, querendo que elas pelo menos se cicatrizem e não doam tanto. Tá, confesso que tem muitas sequências da Feyre preocupada com a compra de presentes, mas isso não chegou a me incomodar, como com muita gente. Há alguns ganchos, mesmo que sutis, sobre a próxima parte da saga e, é claro, acho que vai desandar tudo de novo.




    

Feyre e Rhys, foi incrível acompanhar a história de vocês e quero que continuem por perto, porque tem um espaço bem grande no meu coração por vocês. Mas também quero conhecer melhor os outros personagens da Corte Noturna.

Recomendo muito.

Teca Machado

P.S.: Nossas capas são muito mais bonitas do que as estrangeiras, né?