sexta-feira, 15 de novembro de 2019

A Revolução das Princesas


Os príncipes sempre salvam as princesas no final, certo?

Errado!


As princesas também podem ser fortes, destemidas e corajosas. Foi pensando em mudar esse estereótipo e criar uma nova consciência nas meninas que a Plan Internacional lançou a coleção A Revolução das Princesas, que eu tive a honra de ser convidada a participar e ser umas das autoras.

A ideia foi pegar tradicionais contos de fadas e reescrevê-los, atualizando histórias que pararam no tempo. O objetivo é criar um movimento que inspira meninas a serem heroínas de suas próprias histórias e contribuir no desenvolvimento de uma geração que acredita que a igualdade de gênero é um direito, mostrando para as meninas, desde cedo, o seu poder.

Nessa primeira edição foram quatro livros:



A Revolução da Rapunzel, escrito por mim e ilustrado pela Lorena Giostri
A Revolução da Ariel, escrito pela Clara Averbuck e ilustrado pela Lorena de Paula
A Revolução da Aurora, escrito pela Sebastiana Hoyer e ilustrado pela Natália Lima
A Revolução da Cinderela, escrito pela Thaís Lira e ilustrado pela Suryara Bernardi

E a instituição já está preparando novos livros.

O valor arrecadado com a venda da coleção será revertido no projeto Escola de Liderança Para Meninas, da Plan International Brasil, que empodera meninas no Maranhão, no Piauí e em São Paulo.



Ficou interessado?

É só adquirir a coleção em arevolucacaodasprincesas.com.br.

E aí, vamos juntos ensinar as meninas que elas podem ser heroínas – e podem ser o que quiserem?

Teca Machado


quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Deixe a Neve Cair - Crítica


Que comece a temporada de filmes de Natal!

Ano passado a Netflix lançou vários, como Crônicas de Natal, A Princesa e a Plebeia, O Feitiço do Natal, O Príncipe do Natal e outros. E esse ano já entrou no catálogo do serviço a primeira produção do tipo: Deixe a Neve Cair, do diretor Luke Snellin e baseado no livro de mesmo nome escrito por John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle.


Acho que podemos descrever Deixe a Neve Cair como um Simplesmente Amor adolescente. E apesar de bonitinho e charmoso, nem se compara com a produção de 2003 (e eu sou suspeita para falar, porque é um dos meus filmes preferidos da vida). Ele gira em torno de vários núcleos de personagens separados cujas histórias acabam se cruzando.

Temos o enredo de Julie (Isabela Merced) e Stuart (Shameik Moore), ela cuja mãe está doente e ele um cantor famoso que quer fugir um pouco da loucura da turnê, de Addie (Odeya Rush), que está atrás do namorado que não se importa com ela e ainda por cima briga com a melhor amiga Dorrie (Liv Hewson), que está chateada porque a menina com quem ela teve um encontro finge que nem a conhece, de Keon (Jacob Balaton) que quer dar uma festa de Natal e tocar para impressionar um DJ que está na cidade e conta com a ajuda do amigo Tobin (Mitchell Hope), que é apaixonado pela melhor amiga, Duke (Kiernan Shipka), mas está caidinha por JP (Matthew Noszka).



A história acontece numa cidadezinha americana cheia de neve e todo o filme passa em um só dia, na véspera de Natal. Parece pouco para desenvolver tantas coisas, mas o roteiro dá conta. Claro que não há nenhuma profundidade maior em nenhuma das histórias, até porque são muitas acontecendo ao mesmo tempo. Mas é tudo o suficiente para um filme tranquilinho de Natal, do tipo que deixa o coração quentinho, mas que provavelmente não vai virar tradição de assistir todos os anos (eu faço isso com Simplesmente Amor).

O elenco é competente. Nenhuma atuação espetacular (até porque o roteiro nem dá margem para isso), mas ninguém é canastrão. Todos parecem bem à vontade nos seus papeis, principalmente Kiernan Shipka, totalmente despojada e parecendo leve e livre.



A fotografia é bem bonita, bem típica de filmes do tipo, com muita neve e jovens bonitos com sorrisos mais bonitos ainda, uma trilha sonora bacana, vários amores, desamores e um monte de clichês do tipo que a gente ama (garoto famoso conhece garota simples que nem quer saber dele, melhores amigos apaixonados, melhores amigas que brigam e fazem as pazes e muito mais).

Deixe a Neve Cair é fofo e apenas isso. Não espere que ele seja um grande clássico de Natal.


Recomendo.

Teca Machado 

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Recordes literários


Não sei vocês, mas eu adoro saber os recordes mundiais. E quanto mais estranho, melhor!

E o Guinnes Book é um prato cheio para quem gosta. Ele tem realizações de todos os tipos, desde quem fez o tempo mais rápido em corrida 100 metros até qual o tamanho da maior bolha de sabão do mundo (7,36 metros de bolha e esse recorde é de um brasileiro!). E, é lógico, há registrado nele alguns recordes literários.

Vamos conhecer quais são?

1 - Livro inédito mais grosso do mundo


Das Buch des dickste Universums, editado pela Zeitgeist Media GMBH. Ele reúne textos e desenhos feitos por crianças num concurso realizado pelo Ministério Federal dos Transportes da Alemanha. A lombada do livro mede pouco mais de 4 metros. São 50.560 páginas e pesa 220 kg. Ficou interessado? Você pode encomendá-lo em qualquer livraria da Alemanha por “apenas” 9.999 euros.


2 - Pessoa mais velha a publicar seu primeiro livro


Bertha Wood, uma inglesa, teve seu primeiro livro publicado em seu 100 º aniversário em 20 de junho de 2005. Ele se chama A História de uma Colônia de Férias Blackpool, e são memórias, as quais começou escrever aos 90 anos.


3 - Romance mais antigo do mundo 


Callirhoe (também chamado de Chaireas e Callirhoe), de Chariton, um grego. Pelos papiros encontrados, acredita-se que seja do primeiro século depois de Cristo. A história se passa em Siracusa e narra as aventuras de uma noiva chamada Callirhoe.


4 - Autor de série de livros best-seller mais jovem do mundo


Esse é um conhecido do público infanto-juvenil: Christopher Paolini. O jovem publicou o primeiro livro da série Ciclo da Herança, cujo volume inicial é Eragon, aos 15 anos. Em seguida vendeu mais de 20 milhões de livros em todo o mundo.


5 - Livro mais caro vendido em leilão


Um raro exemplar de Birds of America foi arrematado por um comprador por 7,3 milhões de euros em 2018.  O livro do século 19 contém 1.047 ilustrações em tamanho real de 435 aves desenhadas e coloridas a mão.


6 - Autora mais traduzida em todo o mundo


Essa categoria é fácil: Agatha Christie. Conforme inventário da UNESCO de traduções de livros, a rainha do crime conta com 6.598 traduções de seus contos, romances e peças teatrais.


7 -Maior título de livro do mundo

Só o nome dele já é gigante! Haha

São 5.633 caracteres - 1.086 palavras - e foi escrito pelo Dr. Sreenathachary Vangeepuram, da Índia, em 2010. E você quer saber o título?  Nem mesmo o site do Guinnes disponibilizou-o no site e eu procurei no Google, mas não encontrei.


8 - Maior livro do mundo 


A XIII Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em 2007, contou com um recorde. Havia uma edição de O Pequeno Príncipe que media 2,01 m de altura e 3,08 m de largura quando aberto, com 128 páginas. 


9 - Maior tempo girando um livro na ponta dos dedos

Thaneswar durante a prova

30 minutos e 1,08 segundos. Esse foi o tempo que Thaneswar Guragai, do Nepal, conseguiu ficar girando um livro com o dedo.


10 - Mais rápido maratonista fantasiado como um personagem literário


Esse recorde vai para David Ross, que terminou a maratona de Londres em 3 horas, 2 minutos e 30 segundos vestido de Dennis, o Pimentinha.

Fonte: Listas Literárias

E aí, qual foi seu recorde preferido?

Teca Machado 

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

The Politician - Crítica


Ryan Murphy é um homem de muitos talentos. Principalmente quando está com Brad Falchuk e Ian Brennan. O trio de produtores e roteiristas foi responsável por séries como Glee, American Horror Story e Scream Queens. E se juntaram mais uma vez, agora com a Netflix, em The Politician, no catálogo no serviço de streaming desde o final de setembro.


É difícil categorizar The Politician. É comédia? De certa forma. É drama? Também. É reflexivo ao extremo? Sim. É excêntrico? Aham. Tem acidez, ironia e crítica social e política? Com certeza. A série parece se encaixar num tipo de produção que pode ser descrita como marca pessoal de Murphy. Apesar do nome e da temática, não se trata de uma séria adulta, por assim dizer (ainda que todos façam papel de 16 anos com cara de mais de 30). Tem um teor adolescente, como Glee e Scream Queens.

Em The Politician, acompanhamos Payton (Ben Platt), um garoto que desde que se lembra tem o sonho de se tornar presidente dos Estados Unidos. É o seu chamado, o seu destino, e para isso precisa estar no mundo político desde jovem. Então a primeira temporada foca na disputa eleitoral do grêmio estudantil do abastado colégio onde estuda.




Parece uma simples trama adolescente de campanha, mas a série é mais profunda do que isso. Ela de certa forma é um retrato do mundo político americano, tanto dos que aspiram poder – e sua equipe disposta a tudo – quanto dos eleitores. O quinto episódio, por exemplo, é focado no eleitor. Esse, particularmente, é chato. Mas mostra de forma fiel o eleitorado americano e traz muita reflexão, principalmente porque o voto no país não é obrigatório, mas eles acreditam que deve ser seu dever como cidadão. E é interessante que o roteiro fala sobre o assunto sem tomar partidos (por lá está tudo polarizado como aqui). Mas uma curiosidade, um mero detalhe que é a cara de Murphy: Na abertura da série aparecem livros com nome de presidentes, na ordem em que estiveram no poder. Reagan, Clinton, Bush, Obama e, em seguida, “O guia dos idiotas para ser um palhaço”, numa clara gozação a Trump, que deveria ser o próximo nome.

A trama principal de The Politican, com foco em Payton, é ótima, com todos os exageros e excentricidades típicas dos três roteiristas. Mas às vezes ela perde um pouco do foco por causa de histórias paralelas. Como o caso de Infinity (Zoey Dutch) e sua avó (Jessica Lange), a insatisfação com a vida de Astrid (Lucy Boyton), a relação de Payton com River (David Corenswet) e mais. A partir do quinto episódio, todo o resto acontece, enquanto a corrida presidencial fica de lado, o que tira um pouquinho o brilho de The Politician, ainda que os enredos sejam ótimos. E, então, temos o último episódio e oitavo episódio. 




De início, ele parece fora de contexto com todo o resto da série, mas ele se transforma em quase um primeiro episódio da segunda temporada e dá o tom do que podemos esperar. Ele é sensacional e nos faz quicar de ansiedade por mais, principalmente por causa da participação de Bette Middler – sempre maravilhosa! – e de Judith Light.

E falando do elenco, que escolha incrível foi Ben Platt para viver Payton. O ator consegue algo muito difícil, que é fazer com que o público enxergue seus defeitos e suas falhas de caráter sem o tornar nem remotamente odiável. Em todo o momento ele nos entrega um Payton muito crível. E ainda por cima mostra todo o seu talento musical (ele esteve em Pitch Perfect e no musical Dear Evan Hansen). Desde que terminei de assistir a série não consigo parar de escutar sua interpretação de Vienna, de Billy Joel, e de River, de Joni Mitchell. Ryan Murphy não faria uma série sem algo musical, né?



E há ainda outros nomes que merecem destaque, como Lucy Boynton, Jessica Lange, Gwyneth Paltrow, Laura Dreyfuss, Theo Germaine, Rahne Jones, Zoey Dutch, Julia Schaepfer e David Corenswet, além de participações de January Jones e Dylan McDermott.

The Politician é interessante, diferente, com um visual lindo e merece sua atenção.

Recomendo.

Teca Machado

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Crush à Altura - Crítica


Ninguém pode negar que a Netflix está se jogando em comédias românticas. Algumas excelentes, como Para Todos os Garotos Que Já Amei e Meu Eterno Talvez, e outras mais mornas, como A Barraca do Beijo e Megarromântico. Quando assisti ao trailer de Crush à Altura, da diretora Nzingha Stewart, achei que ele se encaixaria na primeira seção, mas no fim das contas ficou na segunda. A produção, que é um original Netflix não desagradou, mas também passou longe de encantar.


Muitas das protagonistas do gênero são marcadas pela inadequação que sentem durante a adolescência. Em Dumplin, Willowdean está fora do peso que os padrões de sociedade impõem. Sierra, de Sierra Burgess É Uma Loser, é considerada feia. Já Violet, de Felicidade Por Um Fio, apesar de não ser mais adolescente tem problemas com o seu cabelo crespo. E em Crush à Altura não é muito diferente. Jodi (Ava Michelle) sofre com a sua altura: a garota, aos 16 anos, tem 1,85 metro.

Jodi está longe de fazer parte do grupo de populares e quase todo mundo da escola fica de gozação com a sua altura. “Como está o clima aí em cima?” é o que ela mais escuta. Como é mais alta do que todos os garotos, acredita que nunca vai encontrar a sua alma gêmea, ainda mais porque se recusa a dar uma chance a Dunkleman (Griffin Gluck), seu amigo baixinho que é apaixonado por ela há anos. Mas então um aluno de intercâmbio sueco chega na escola. Stig (Luke Eisner) é lindo e, o mais importante para Jodi, muito alto. Jodi acredita que finalmente achou alguém com quem pode namorar, mas antes precisa se aceitar.



Pensem em todos os clichês que já viram em comédias românticas: Eles estão nesse filme. O mocinho que se apaixonou pela mocinha mesmo quando ninguém a enxergava, a melhor amiga estilosa e sempre com sábias palavras, a vilã popular, bonita e fresca, a transformação de visual, os pais sem noção, mas fofinhos, o discurso inspirador no fim e muito mais. E isso não é o problema, afinal, quem não ama um filme previsível, gracinha e com certeza de final feliz? O problema é que quando isso não é feito de forma criativa ou mesmo bem escrita, se torna mais do mesmo, um filme que com o tempo se torna esquecível.

O elenco é bacana. Nada muito excepcional, mas segura bem as pontas. Ava Michelle, aparecer de estreante como atriz (ela é cantora e modelo), vai bem como a protagonista, apesar do roteiro que a renega apenas à garota alta sem muita profundidade, quanto ela parece bem mais. Quem vai melhor é Griffin Gluck, que é muito competente, nos faz ter compaixão pelo personagem e que teve a sua construção melhor estruturada no roteiro. Mas posso dizer: eles tinham zero química. Talvez fizesse mais sentido ela apenas aceitar quem é e ser maravilhosa sozinha.



Fareeda (Anjelika Washington) é desperdiçada, porque a melhor amiga de Jodi tinha muito potencial para agregar muito para a história, como ela mesma diz. Já o pobre do Luke Eisner tem pouco com o que trabalhar. Seu Stig passa de fofo, para malvado para ok em questão de poucos minutos. Seu papel é uma bagunça sem fim! Fora que seu sotaque é tudo, menos sueco.

No fim das contas, Crush à Altura é ok, mas apenas isso. E ela é alta, mas não tão alta assim, as pessoas perto dela que eram minúsculas. Para completar a história que é razoável, tem cenas bonitas de Nova Orleans, uma trilha sonora bem escolhida e não te faz pensar muito. Minha nota seria um 5.


Nem sei se recomendo para alguém.

Teca Machado


segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Os Sete Maridos de Evelyn Hugo - Resenha


Como acompanho o clube do livro da Reese Whiterspoon, sempre vejo as indicações de leituras incríveis que a atriz e produtora posta. Em março ela falou sobre Daisy Jones and The Six: Uma História de Amor e Música, de Taylor Jenkins Reid. Logo depois a editora Paralela, selo do grupo Companhia das Letras, publicou no Brasil a obra, que foi um sucesso. E agora o segundo livro da autora chega às nossas mãos: Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, que tive o prazer – prazer mesmo! – de ler.

Fotos @casosacasoselivros

A Editora Paralela disponibilizou a prova do e-book da obra para o seu Time de Leitores ler via NetGalley. E posso dizer sem medo de errar que foi uma das melhores leituras que fiz em 2019 até o momento. Ela é uma biografia fictícia, mas tão bem escrita que durante todo o tempo esquecemos que não estamos lendo sobre uma pessoa real.

Evelyn Hugo é uma loira bombástica. Estrela de cinema das décadas de 1950 e 1960, o mundo se derreteu pelas suas curvas, pelo seu rosto perfeito, pelo seu carisma e pela sua ousadia. E, para completar, pelos seus escândalos. A musa de Hollywood teve nada menos do que sete maridos. Agora, quase aos 80 anos e reclusa dos holofotes há um tempo, Evelyn resolveu leiloar alguns dos seus vestidos mais icônicos e doar o valor arrecadado para uma instituição beneficente. A atriz decide dar entrevista apenas para uma jornalista e escolhe Monique Grant. Mas Evelyn tem planos muito maiores para Monique do que uma simples matéria: sua biografia. Então passa a contar toda a sua vida para a repórter, sem esconder segredos, alegrias e seus piores lados. E a pergunta que fica a todo instante é: quem foi, afinal, o grande amor da vida de Evelyn Hugo?

Taylor Jenkins Reid - Crédito: instagram
Se eu discorrer muito sobre o enredo, os maridos, os atos de Evelyn e seus relacionamentos, vai perder muito da graça da obra, então me contento em dizer que Taylor Jenkins Reid faz uma belíssima construção dos personagens, principalmente da protagonista.

Evelyn é marcante. Acho que essa é a melhor forma de descrever o estouro que é a loira que arrancou suspiros de todo o mundo ao longo de várias décadas. É uma personagem complexa, com tantas camadas – boas e ruins – que é até difícil descascar e descobrir quem é a mulher que vive embaixo do peso que é ser Evelyn Hugo. Ele é magnética, obstinada, egoísta, teimosa e ambiciosa, mas tudo o que faz é em benefício daqueles que ama, além de si mesma, é claro, porque o seu instinto de autopreservação é imenso. Para acrescentar, é forte, porque a vida lhe deu várias bofetadas, mas ainda assim ela seguiu em frente.

Apesar dos sete maridos, o foco é na mulher. Afinal, como ela mesma diz: “Porque eles são só maridos. A Evelyn Hugo sou eu”.

Ao final do livro o leitor fica com a dúvida de se quer abraçar, matar, admirar, estapear ou consolar Evelyn. E não só ela, mas Monique também, que apesar de não ser a protagonista, tem um papel muito importante na vida de Evelyn, mas que nem mesmo ela sabe até que a atriz revele.


Os Sete Maridos de Evelyn Hugo é um livro que te faz sentir. Taylor Jenkins Reid nos joga na cara todo tipo de emoções e em certos momentos tudo o que você deseja é apenas ficar deitado na BR se sentindo atropelado por vários sentimentos. A autora fala sobre tantos assuntos importantes que nos pegamos refletindo sobre eles. Não posso discorrer sobre isso, devido ao spoiler imenso que seria, mas afirmo com convicção que são necessários para reflexão.

Essa é uma obra estonteante sobre uma mulher fabulosa. Com certeza merece todo o burburinho que está gerando.


Recomendo muito.

Teca Machado

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Dia Nacional do Livro


Você sabia que ontem, dia 29, foi o Dia Nacional do Livro?

E eu amo tanto essas histórias incríveis que decidi que tentaria levar para outras pessoas os sentimentos maravilhosos que tenho ao ler uma obra que mexe comigo.

Por isso me joguei no mundo da literatura e me tornei escritora, além de ser uma leitora compulsiva.

Já tenho publicado as comédias românticas I Love New York e Je T’aime, Paris, além do conto Conversas Literárias na antologia Blogueiras.com e o livro infantil A Revolução da Rapunzel, como parte do projeto A Revolução das Princesas, da Plan International.

Foto @casosacasoselivros



Estou produzindo Te Quiero, Madrid, terceiro livro da série de cidades, e um outro projeto que ainda não posso divulgar.

Conheça um pouco mais de cada um:

I Love New York

Alice cresceu apaixonada por Nova York. Mas sempre que tentava ir à Big Apple acontecia algo para atrapalhar seus planos. Quando um vídeo na internet fez com que ela virasse a piada de sua cidade e também do país, largou tudo e finalmente foi para Manhattan passar um tempo e tentar ser “esquecida por todos”. Estudando numa universidade americana, com novos amigos, um lindo namorado e um apartamento de cair o queixo, Alice pensou que tinha deixado o passado um tanto comprometedor para trás. Só que não foi bem assim que aconteceu. Ela não era mais anônima nem mesmo na nova cidade".

Je T’aime, Paris

Com um pai milionário encrencado com a Justiça e seus bens bloqueados, Ana Helena precisa aprender a viver com poucos recursos e decide se refugiar em Paris. Peraí! Como viver com pouco dinheiro em Paris? Não tem jeito! Arles acaba sendo a alternativa mais modesta. Mas a tranquilidade dessa pacata, porém charmosa, cidade do interior da França logo dá lugar a um turbilhão de acontecimentos envolvendo um novo amor, obras de arte importantes e homens tão ambiciosos que farão de tudo para colocar as mãos no que desejam.

A grande aventura leva Ana Helena de volta a Paris, com perseguições alucinadas, romance, estratégia, muita ação, drama e reviravoltas.

O que você faria para salvar um grande amor e alguns milhões de euros?

Blogueiras.com

Oito histórias. Oito protagonistas. Uma paixão em comum: blogar!
Nas páginas desse livro, você conhecerá oito garotas diferentes com um sonho em comum. Seja falando de livros, música, comportamento ou viagem, tudo o que elas querem é compartilhar interesses e fazer novos amigos. No caminho, contudo, elas descobrirão que a blogosfera tem muito mais a oferecer. Embarque com elas nessa aventura e viva o sonho intensamente. Bárbara, Amanda, Mafalda, Valentina, Lilia, Helena, Aline e Clara vão te surpreender.

A Revolução da Rapunzel

“Príncipes são sempre os heróis.” “Princesas nunca fazem nada, são frágeis e fracas.” Essas são frases de meninas e meninos na faixa dos sete anos e suas percepções refletem o que crescem ouvindo. Já era hora de atualizar essas histórias que pararam no tempo, trazendo uma perspectiva mais inclusiva para as crianças.

A convite da Plan International Brasil, escritoras e ilustradoras recriaram as histórias de Ariel, Bela Adormecida, Rapunzel e Cinderela com o objetivo de inspirar meninas a serem as heroínas de suas vidas. Nessas versões modernas, as princesas não são nada indefesas. São heroínas fortes e corajosas que montam em seus cavalos, lutam contra bruxas e dragões e salvam príncipes, que também precisam de ajuda. 

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Se interessou por algum? Você pode comprar as versões digitais aqui ou as físicas comigo. É só dar um alô no meu instagram: @tecamachado e @casosacasoselivros.

Para comemorar o Dia Nacional do Livro, que tal me contar qual é o seu preferido ou aquele que te fez gostar de ler?

Teca Machado