sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Para Sempre Lara - Resenha


Além de escrever aqui no blog, eu acompanho várias outras páginas que também comentam sobre literatura, cinema, séries e mundo pop em geral. Então acaba que várias das leituras que faço são indicações de outros blogueiros. E esse é o caso do livro da resenha de hoje,
Para Sempre Lara, da brasileira Malu Simões, publicado pela editora The Books.

Foto @casosacasoselivros

Li pelo Kindle Unlimited, mas sei que ele também se encontra na versão física.

Para Sempre Lara é uma espécie de contos de fadas moderno. Após ter o coração partido pelo namorado que não quis mais saber dela, a protagonista embarca numa viagem para a Suíça com as duas melhores amigas Marina e Luana. Sua mãe sempre lhe contou sobre uma lenda que envolve um lago no país e Lara finalmente vai conhecer o local. Mesmo ainda muito chateada, seu coração começa a se curar ao conhecer Christer, um lindo ruivo que se hospedou no mesmo hotel que as meninas e que é bastante misterioso sobre quem é e de onde vem. Em meio a neve, paisagens lindíssimas e o Natal, Lara começa a se apaixonar outra vez, mas descobre que ficar com esse garoto dos sonhos é mais complicado do que parece.

Malu Simões
Apesar da sinopse do próprio livro e de todas as resenhas que vi falarem de um ponto muito importante da trama, preferi acreditar que isso seria um spoiler e deixar como surpresa para quem se interessar por Para Sempre Lara.

O livro é bem curtinho, apenas 175 páginas, e a gente lê bem rápido. É escrito em primeira pessoa, narrado pela própria Lara. Isso é bacana, para podermos conhecer melhor a personagem - eu sempre adoro ler em primeira pessoa. Mas eu tive um problema bem sério com a protagonista. Achei chata. De verdade, muito chata. Ela é imatura, birrenta e fala algumas pérolas como que não vai chegar num cara porque ela foi ensinada que mulheres não devem fazer isso. Alô, século 19!

Suas atitudes, seus pensamentos e suas ações e muito do que aconteceu me incomodaram bastante, o que atrapalhou muito a leitura para mim e fez com que achasse o livro legal, mas nada extraordinário. O que é uma pena, porque a história tem todo o clichê - e digo isso como um elogio, porque quem acompanha o blog sabe que eu adoro clichês bem escritos! -, magia, romance e leveza que eu estava esperando quando comecei a leitura.

Christer é um daqueles mocinhos para a gente suspirar e se perguntar porque não existe um desses na vida real. Ainda mais que ela diz que ele parece o Jamie de Outlander, obviamente um dos homens mais lindos do mundo. E Marina e Luana são bem legais também. Terminei o livro querendo ser amiga das duas, assim como filha da mãe de Lara, que é uma fofa.

Para Sempre Lara nos leva para a cidade de Interlaken e para o lago Blausee e fiquei surpresa ao descobrir que ambos realmente existem. E posso falar uma coisa? Com certeza entrou na minha lista de lugares que preciso conhecer, ainda mais na época do Natal. Olhem que coisa mais linda:

Fotos: Google


Enfim, Para Sempre Lara não me encantou como achei que encantaria, mas é legal.


Recomendo.

Teca Machado

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Yesterday - Crítica



Imagine acordar num mundo onde os Beatles não existem? Não só eles, mas outros ícones da nossa cultura pop, como a Coca-Cola e muito mais. Esse é o cenário em que se encontra Jack Malik (Himesh Patel). Ele é um músico que durante um apagão global é atropelado por um ônibus e quando desperta, percebe que as pessoas nunca ouviram falar dos quatro rapazes de Liverpool. Então começa um sucesso estrondoso como se músicas como Yesterday, She Loves You, Let It Be e muitas outras fossem criação sua. Esse é o enredo de Yesterday, do diretor Danny Boyle, que está nos cinemas desde a semana passada.



Nos últimos dois anos, vimos vários filmes biográficos de cantores e bandas, sendo os mais famosos Bohemian Rhapsody, do Queen, e Rocketman, de Elton John. Temos em Yesterday mais uma produção musical, com obras que todo o público conhece e ama, mas no caso não é a história dos artistas, e sim exatamente o oposto, sobre um universo paralelo em que os Beatles não existiam.

A ideia é diferente e divertida, assim como o filme. Ele tem uma pegada Sessão da Tarde, no melhor sentido da palavra. Está sendo descrito como uma comédia romântica e "feel good movie", daqueles para você se sentir bem. Essa é a sensação que fica ao final de Yesterday, de coração quentinho e um excelente entretenimento. Pode até haver alguns momentos mais reflexivos, como o fato de toda ética e culpa de Jack por ser tratado como um gênio e como o fato de que é dito que um mundo sem os Beatles é um lugar pior, mas, de modo geral, é um enredo leve.



Himesh é carismático e tem charme. Uma boa escolha para o papel, ele mesmo canta e toca todas as músicas, o que dá um toque ainda mais legal. Mesmo nos seus momentos mais "diva" e incorreto, é possível gostar de Jack. Vai dizer que você não faria o mesmo? Mas não podemos deixar de citar Lily James, uma das minhas atrizes favoritas, com toda a sua doçura característica. Ellie é a melhor amiga, empresária e apaixonada por Jack desde sempre. Sempre que aparece brilha, com sua voz doce e sorriso fácil. A química entre eles é bem forte e real. Há ainda Kate McKinnon, hilária como a agente de Jack, e até mesmo Ed Sheeran, como ele mesmo, numa participação divertidíssima.

Yesterday é um filme muito bom, mas perde um pouquinho o ritmo quando foca muito no romance-não-romance de Jack e Ellie ao invés de ter como ponto principal a premissa do mundo sem os Beatles. Mas, não se preocupe, isso não faz com que o filme perca sua graça e charme.



O roteiro é de Richard Curtis, conhecido por Simplesmente Amor (um dos meus filmes preferidos da vida!), Questão de Tempo (que também amo de paixão), O Diário de Bridget Jones, Um Lugar Chamado Notting Hill e outros. Então toda a sua sensibilidade, delicadeza, romance e mesmo melancolia estão em Yesterday.

Danny Boyle, o diretor, brilha mais em outros tipos de trabalho. É só olhar a sua carreira, que conta com títulos como Quem Quer Ser Um Milionário - onde ganhou Oscar, Trainspotting, Steve Jobs, 127 Horas, Extermínio, A Praia e mais produções um tanto quanto pesadas e de temas pouquíssimo leves. Mas, faz um trabalho de direção bacana. Não espetacular, mas a altura do que o filme pede.



Yesterday não contou com a participação ativa de nenhum Beatle na produção, mas teve a benção de Paul McCartney e Ringo Starr. Um toque legal é o nome de vários personagens fazerem referência às músicas, como Ellie, de Eleanor Rigby, Rocky (Joel Fry), vem de Rocky Racoon, e Lucy, (Ellise Chappell) de, obviamente, Lucy in the Sky With Diamonds.

Yesterday é, antes de mais nada, uma homenagem aos Beatles e a toda sua genialidade.

Recomendo muito.

Teca Machado

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

O clube do livro de Reese Whiterspoon


Você com certeza conhece a Reese Whitespoon, mas já ouviu falar no Hello Sunshine?

Essa é uma plataforma de conteúdo, criada por ela, baseada principalmente em storytelling focado em produções femininas. E daí surgiu o clube do livro Reese’s Book Club (@reesesbookclub) fundado pela atriz de Legalmente Loira (e tantos outros filmes e séries, inclusive Big Little Lies, que comentei aqui).


O mais bacana desse clube são os livros. Ok, isso é óbvio, mas Reese, que é quem ajuda pessoalmente a escolher cada um deles e realmente os lê, não seleciona obras famosas ou best sellers. A Hello Sushine trabalha com editoras um pouco mais “obscuras”, mas que tem histórias incríveis. E um detalhe: Todas escritas por mulheres! 

Os livros escolhidos são dos mais variados gêneros e muitas vezes falam sobre segmentos minorizados. Autores estrangeiros (leia-se: Fora dos EUA e Inglaterra), são celebrados, por isso é comum encontrar enredos com foco em diferentes culturas e costumes. 




Apesar de o clube do livro não ter nenhum viés políticos - é apenas a celebração de boas histórias - os leitores não devem ficar surpresos ao encontrar obras com temas do tipo, assim como de assuntos que importam às mulheres.

A cada mês o Reese’s Book Club escolhe um livro e no instagram todos conversam sobre ele. Muitos dos livros eram desconhecidos até aparecem como indicação de Reese e hoje são best sellers. Além de comentários sobre a obra do mês, há na página muitos memes de literatura e fotos lindas do universo literário.



A leitura coletiva de setembro é The Secrets We Kept, de Lara Prescott, que infelizmente ainda não foi traduzido para o português.

Criado em 2017, veja a lista de todos os livros indicados pelo Reeses’s Book Club:

2017
Eleanor Oliphant está muito Bem - Gail Honeyman / Editora Fábrica231
A Rede de Alice - Kate Quinn / Publicado pela TAG Inéditos
O Jogo da Mentira - Ruth Ware / Editora Rocco
Pequenos Incêndios por Toda Parte - Celeste Ng / Editora Intrínseca
As Regras do Amor e da Magia - Alice Hoffman / Editora Jangada
This is the Story of a Happy Marriage - Ann Patchett
A Outra Sra. Parrish - Liv Constantine / Editora HarperCollins Brasi

2018 
Braving the Wilderness - Brené Brown
A Luz que Perdemos - Jill Santopolo / Editora Arqueiro
Erotic Stories for Punjabi Widows: A hilarious and heartwarming novel - Balli Kaur Jaswal
Happiness: A Memoir: The Crooked Little Road to Semi-Ever After - Heather Harpha
You Think It, I’ll Say It: Stories - Curtis Sittenfeld
Something in the Water - Catherine Steadman
Next Year In Havana - Chanel Cleeton
Still Lives - Maria Hummel)
Um Lugar Bem Longe Daqui - Delia Owens / Editora Intrínseca
This Is How It Always Is - Laurie Frankel
Tudo Pelo Amor dele - Sandie Jones / Única Editora
Um Dia em Dezembro - Jodie Silva - Editora Bertrand

2019
The Library Book - Susan Orlean
The Proposal - Jasmine Guillory (Segundo livro da série Aliança de Casamento)
Daisy Jones and The Six: Uma História de Amor e Música - Taylor Jenkins Reid / Editora Paralela
The Night Tiger - Yangsze Choo
From Scratch - Tembi Locke
The Cactus - Sarah Haywood
Rede de Sussurros - Chandler Baker / Publicado pela Intrínseca para a caixa de agosto do Intrínsecos. Deve ser lançado em breve para os leitores em geral. 
The Last House Guest - Megan Miranda
The Secrets We Kept -  Lara Prescott

Conheça os instagrams:

Visite a Hello Sunshine

Teca Machado

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Meu Sócio Me Odeia - Resenha


Lá em 2017 fiz aqui a resenha de Minha Chefe Me Odeia, romance nacional da Olivia Molinari, amiga minha. No ano passado ela lançou a parte 2, chamada Meu Sócio Me Odeia, mas como eu estava no meio do Desafio 1 Ano Sem Comprar Livros, só pude ler mês passado. Estava morrendo de ansiedade, porque ela nos deixou com um cliffhanger absurdo no livro 1, e agora pude me aventurar mais uma vez no romance de Edward e Elizabeth.

Foto @casosacasoselivros

Se você não leu Minha Chefe Me Odeia, o próximo parágrafo pode conter spoilers (mas pode ler o resto da resenha sem problema nenhum)::

Depois que Edward e Elizabeth terminam de um jeito abrupto e sofrido, o inglês volta despedaçado para casa e para as atribuições de membro da Família Real britânica. Enquanto isso, a CEO da Adams Corporation vive seu inferno pessoal. Seu noivo a chantageia a todo instante e nem mesmo os negócios, que antes a faziam tão feliz, conseguem alegrá-la. A verdade é que ambos estão quebrados por dentro. Até que uma reunião em Londres vai mudar o destino do casal, que precisa deixar de lado todas as mágoas e mentiras do passado para seguir em frente e fugir das ameaças de Michael.

Meu Sócio Me Odeia é intenso, cheio de reviravoltas e muitas emoções. A trama é envolvente e, apesar do livro não ser curtinho, a leitura é rápida, tão imerso você fica na história. E é aquele tipo de livro que te faz sentir amor, ódio, compaixão e muitos outros sentimentos por quase todos os personagens. Foi um desfecho bacana, ainda que de certo modo clichê (mas a gente ama clichês!), e que foi coerente com todo o enredo.

Olívia Molinari (Arquivo pessoal)
Elizabeth mudou muito de um livro para o outro. E isso é bom, mostra um desenvolvimento da personagem, que não fica parada no tempo. Ela já não é mais aquela mulher altiva e arrogante, mas muito mais doce, ainda que extremamente triste. Edward, assim como Elizabeth, mudou. Amadureceu e se tornou um homem. Não é nem de perto o garoto que era assistente da “megera”, mas o bom humor continua o mesmo. 

Dos secundários, continuamos com aquele amor profundo por Anthony - nosso alívio cômico preferido -, ódio eterno por Michael (agora mais ainda!) e conhecemos outros personagens ótimos, como Serena, amiga de Edward, e Becky, a sua irmãzinha que é uma fofa!

Pude notar uma evolução muito grande na escrita da Olívia e a senti mais madura e já com as “manhas” e confiança. E o que me incomodava no primeiro livro - uso de muitas expressão brasileiras na boca de personagens estrangeiros -, já não está mais lá, então sou só elogios.

E, como é de praxe, o que a autora fez? Nos deixou um cliffhanger absurdo mais uma vez. Ah, dona Olívia, por que faz isso com a gente? A história de Edward e Elizabeth parece ter chegado ao fim e agora teremos um livro do Anthony. Oba. Mal posso esperar.

Os livros da Olívia Molinari está na Amazon e você pode lê-los comprando individualmente ou de forma gratuita se tem o Kindle Unlimited. Os títulos são:




Recomendo.

Teca Machado

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Motivos para assistir Big Little Lies


Depois de muito tempo consegui assistir Big Little Lies, produção da HBO, inspirada no livro de mesmo nome (Pequenas Grandes Mentiras), de Liane Moriarty. E quando comecei não teve jeito: precisei maratonar e vi as duas temporadas seguidas!


Se você ainda não se aventurou por essa série incrível, vem comigo que vou te contar alguns motivos para assistir:

Elenco


Além de uma história fantástica, Big Little Lies tem um elenco fantástico. Começando com o trio principal, que conta com Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley. E ainda temos com destaque Zoe Kravitz, Laura Dern, Alexander Skarsgard, Adam Scott e, a partir da segunda temporada, Meryl Streep. Tem como não ser incrível?


Suspense


Big Little Lies não é aquela série corrida, cheia de ação, explosivos e pancadaria, mas tem um roteiro interessante e que te prende desde o começo. Sabemos que aconteceu um assassinato, mas não sabemos quem morreu, quem matou e quais foram os motivos - apesar de que todos na pequena cidade são suspeitos. Até o último episódio da primeira temporada há o mistério, que você quase rói as unhas de curiosidade, e a segunda temporada soube continuar muito bem a história, sem parecer que fez mais uma temporada apenas para continuar o hype. 


Complexidade

Perry (Alexander Skarsgard) é um dos personagens mais densos e complexos da série (além de lindo, a gente não pode negar, né?)

Big Little Lies mostra além da aparência. Na cidade onde eles vivem, Monterey, Califórnia, todos são lindos, ricos e felizes. Mas será? A série vai além, mostra a complexidade de cada pessoa. Vemos ali que ninguém é 100% bom ou 100% mal. Sentimos ódios, pena, amor e todo um misto de sentimentos pelos personagens. Alguns a gente quer abraçar ao final de cada episódio e dizer que vai ficar tudo bem. A construção deles foi muito bem feita e é um ponto alto da série.

Mulheres


Big Little Lies tem personagens masculinos, mas ela é uma série sobre mulheres. E não, elas não são perfeitas. Muito pelo contrários. Todas têm seus defeitos e suas fraquezas.  Madeleine, Celeste, Jane, Bonnie e Renata são complexas, cheias de camadas que a série vai desvendando pouco a pouco. E há ainda a sororidade, mostrando como a amizade e mulheres se apoiando conseguem ir muito além.

Prêmios


Até o momento, Big Little Lies ganhou 25 prêmios, incluindo Globos de Ouro e Emmys. Se a série não fosse excelente, dificilmente ganharia tantas premiações, certo?


Trilha sonora

A maior parte das músicas da série são tocadas por Chloe (Carby Camp)

Big Little Lies tem uma excelente trilha sonora, do tipo que você coloca para escutar e passa horas se perdendo nas músicas. É só jogar lá no Spotify o nome da série que você vai encontrar a playlist oficial.

***

Se você não viu ainda, vai correndo. Tenho certeza que  vai maratonar - até porque são poucos episódios, 7 em cada temporada! 

E se puder, leia o livro antes. É sempre mais interessante e completo.


Recomendo muito.

Teca Machado

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Missão no Mar Vermelho - Crítica


Chris Evans pode eternamente ser nosso Capitão América, mas ele se recusa a ser reconhecido apenas como o herói da Marvel. Há anos ele trabalha em todo tipo de produção - inclusive é roteirista, diretor e produtor - e mostra todas as suas facetas. Apesar de que em Missão no Mar Vermelho, do diretor Gideon Raff, ele seja uma espécie de herói, aqui o tom é muito mais realista. 


O filme original Netflix que entrou no catálogo no dia 31 de julho, passa no final dos anos 1970, início dos anos 1980, e conta a história real de um grupo altamente qualificado do Mossad - serviço secreto israelense - que gerenciava de fachada um hotel no Sudão, mas que na verdade transportava por água refugiados judeus etíopes para Jerusalém. Na época, o país vivia uma guerra civil na qual nem mesmo crianças eram poupadas de violência e assassinato, como é mostrado na primeira sequência da produção.

O diretor soube criar momentos de tensão. Em várias cenas me peguei prendendo a respiração ou quase levantando do sofá. Com um tema tão delicado quando perseguição religiosa e refugiados, tudo o que o espectador quer é que dê tudo certo.



De certa forma, Missão no Mar Vermelho não foge muito dos filmes do tipo, já que temos aqui um plano mirabolante, com personagens corajosos (e sem juízo algum!) e resgates. Mas o roteiro foi bem estruturado, de forma que nos envolve e nem ao menos vemos o tempo passar.

O elenco é bem afiado e o grupo principal de agentes, chefiado por Evans, conta com Haley Bennett, Alessandro Nivola, Alex Hassel e Michiel Huisman. Há o sempre ótimo Ben Kingsley, ainda que num papel relativamente pequeno, e Greg Kinnear. E não posso deixar de citar Thabo Bobape, como um capitão sudanês responsável pelos momentos mais intensos do filme (a cena do jantar!) e Michael Kenneth Williams, na pele de Kabede, incumbido pelo transporte dos refugiados da Etiópia até Jerusalém.



Mas um problema em relação aos personagens é a falta de desenvolvimento pessoal. No caso de Evans, que vive Ari/Guy, há um “ensaio” de falar sobre sua vida além da missão e sobre como ele chegou até lá, mas não é o suficiente para mostrar toda a complexidade do protagonista. Sobre o resto do esquadrão do hotel pouco se sabe, assim como de Kabede, que merecia mais destaque.

Extremamente bem feito e cativante, uma crítica em relação ao filme é o fato de que ele foca apenas na operação, enquanto o tema da perseguição política e religiosa aos judeus é um pano de fundo. Com mais fatos sobre o assunto, quem assiste e nem ao menos conhece o que acontece na região poderia ter uma dimensão mais apurada do terrores que aconteciam - e ainda acontecem - na Etiópia e no Sudão. Mas o filme já tem pouco mais de duas horas e isso talvez o deixasse ainda mais longo.

O legal é que ao final temos cenas reais dos resgates e da equipe de agentes do Mossad, o que torna tudo ainda mais incrível.


Missão no Mar Vermelho é um filme muito bom e que fala de uma história heróica e interessante que pouca gente conhece. Vale a pena. 

Recomendo.

Teca Machado

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Dicas para começar a escrever


Além de ler você gosta de escrever? Ou gostaria de começar a escrever?

Às vezes você já tem na mente que tipo de história deseja escrever no livro. Mas organizar as ideias e começar pode ser o passo mais difícil para quem ainda não tem muita prática. Por isso trouxe algumas dicas que podem te ajudar a encontrar uma direção nesse primeiro momento.

Foto: Pixabay




1- Pense para quem você vai escrever

Antes de qualquer coisa – qualquer coisa mesmo! – descubra quem é o seu público. Isso vai te ajudar a definir o tipo de linguagem, de enredo, quais estratégias de marketing usar e outros pontos. Com isso claro, você vai conseguir se comunicar de forma mais assertiva e se aproximar do leitor.

2- Defina seu conteúdo

Escolha um tema central e pense em subtemas relacionados a ele que podem ser explorados. Com essa espinha dorsal do livro feita é mais fácil desenvolver todo o conteúdo, seja de ficção, seja uma prosa ou seja técnico.

Algumas pessoas trabalham melhor assim, já com uma espécie de roteiro para seguir, enquanto outras preferem seguir o fluxo, sem muita organização. Entenda o que funciona melhor para você.

3- Escreva algo bom

Não estamos dizendo aqui que precisa ser algo extraordinário como os autores de seus livros preferidos (mas se for o caso, melhor ainda!).

Para isso, você precisa escrever de uma maneira clara, objetiva e que qualquer pessoa interessada no tema consiga entender todo o texto.

4- Impacte o leitor desde o início

A começar pelo título, é sempre importante chamar a atenção do leitor. Por isso, uma dica é iniciar o texto com uma pergunta ou respondendo uma dúvida de sua audiência.

Além disso, aproveite a introdução para impactar. Faça uma introdução curta, mas que dê ao leitor uma ideia clara do que será abordado no texto. 

5- Seja sucinto

Isso não quer dizer que você deva escrever pouco, mas sim que você pode e deve criar parágrafos e frases curtas. Essa regra é ainda mais fundamental quando seu conteúdo é disponibilizado na internet.

Quando você escreve parágrafos curtos, faz com que o leitor tenha a sensação de que seu conteúdo é agradável e fácil de ler.

*** 

Essas são algumas dicas, mas nunca podemos esquecer dos pontos mais fundamentais: Gramática correta, revisão durante e depois de pronto e uma edição assertiva.

Teca Machado