terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Dicas de Nova York com Gossip Girl


Nova York é definitivamente uma das cidades que mais aparecem em filmes, livros, séries e músicas. Mas, convenhamos, há muitos motivos para isso. Também conhecida como a Cidade Que Nunca Dorme e Grande Maçã, Nova York é uma personagem de Gossip Girl tanto quando Serena, Blair, Chuck e todos os outros Upper East Siders da série que ficou no ar de 2007 a 2012.

E como NY é parte importantíssima do show, se tinha algo que eles faziam muito bem era escolher cenários bacanas pra filmar. Pessoas que moram na cidade dizem que era super normal ter que desviar o caminho porque a rua por onde gostariam de passar estava sendo usada para gravar cenas da série. Há até mesmo empresas que fazem tour pelos locais onde os personagens passaram. 

Vamos conhecer alguns?

Grand Central Terminal - 89 East 42nd Street



Quem assistia Gossip Girl sabe que a estação é icônica, afinal foi ali que tudo começou, com Serena Van Der Woodsen (uma Blake Lively ainda desconhecida, mas já estonteantemente linda), chegando em NY depois de uma temporada num internato.


Metropolitan Museum of Art –1000 Fifth Avenue at 82nd Street



As escadarias do Met, como o museu é carinhosamente chamado, apareceram inúmeras vezes, afinal era ali que Blair (Leighton Meester) almoçava e fazia planos com as amigas.






O hotel foi casa do Chuck Bass (Ed Westick), o cafajeste que todo mundo amou odiar e depois apenas amou, inclusive a própria Blair. Há muitas e muitas cenas de Gossip Girl dentro do hotel, que é muito bacana e tem baladas legais e uma vista linda. E se você deseja se hospedar no The Empire e sentir como é ser um Bass, é só vir aqui nesse link


Lincoln Center - Entre a West 62nd e a West 66th Street



O complexo de edifícios funciona como sede de companhias artísticas e foi parte de Gossip Girl, tendo alguns dos bailes da série filmados lá. E ele fica ao lado do The Empire Hotel, então é possível visitar os dois de uma vez.


Bethesda Terrace e Bethesda Fountain – Central Park




Esse cenário é famoso e aparece em inúmeros filmes e séries. Quem não se lembra do número musical de Encantada que Amy Adams e Patrick Dempsey fazem na fonte? Mas para Gossip Girl Bethesda é imprescindível, porque ali dois momentos muito importantes da série aconteceram: Quando Blair e Serena fazem as pazes e quando Blair e Chuck se casam.


The Gapstow Bridge – 59th Street/5th Avenue, entrada sudeste do Central Park



A ponte lembra muito o casal Nate (Chace Crawford) e Blair, ainda mais num cenário de inverno. E se você está achando o cenário familiar, é porque Esqueceram de Mim 2 também usa o local, que fica em frente ao Plaza Hotel.





Do lado de fora do icônico hotel Chuck declarou seu amor por Blair. E o local também é famoso por causa de outros filmes, como Esqueceram de Mim 2, que é onde Kevin (Macaulay Culkin) se hospeda, e Noivas em Guerra, cenário do casamento de Liv (Kate Hudson) e de Emma (Anne Hathaway). Elas falam várias vezes sobre fazerem seus casamentos no Plaza em junho. Saiba mais sobre ele aqui.





O hotel também é importante para o clã Bass. Nele ficava o escritório de Bart (Robert John Burke), assim como o apartamento dos infames Van Der Woodsen. Para conhecer mais do hotel e se hospedar nele é só vir aqui.

Pulitzer Fountain – Central Park



Na fonte Serena e Blair fazem um ensaio fotográfico logo na primeira temporada.

E até mesmo as casas dos personagens são locais reais em Nova York:

Van der Woodsen penthouse - 300 East 55th Street



Loft dos Humphrey – 455 Water Street, Apartment #6, DUMBO, Brooklyn.



Apartamento da Blair- 1136 5th Avenue



Casa do Nate- 4 East 74th Street


Esses são apenas alguns dos cenários de Gossip Girl ao redor de Nova York. Quando for visitar a cidade, que tal fazer os passos dos personagens e se sentir um Upper East Sider?

Nova York é lotada de hotéis, além dos apresentados no post. Você pode ver várias opções de hospedagem em Manhattan e mesmo no Brooklyn aqui, nos mais variados preços e localidades. 


*** 

Esse post é o primeiro de uma série semanal onde vamos explorar os locais reais usados em filmes, livros e séries. Infelizmente ainda não podemos ir para Hogwarts, Nárnia, Westeros, País das Maravilhas e outras terras lindas, mas o mundo tem lugares maravilhosos que podemos conhecer por aqui.

Não percam o próximo post na semana que vem que terá como tema as locações de Meia-Noite em Paris.

Teca Machado

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

You - Crítica


A essa altura você provavelmente já ouviu falar de You. Alguém deve ter recomendado, a Netflix sugeriu que você assistisse ou até mesmo já viu tudo. A série tomou conta do serviço de streaming – e das redes sociais - nas últimas semanas e muitas pessoas, assim como eu, maratonaram os dez episódios.


Por ser uma série de suspense, um thriller psicológico, grande parte da graça dela está nas reviravoltas. Então pode ficar tranquilo que essa crítica não tem spoilers.

You é baseada no livro de mesmo nome – Você – de Caroline Kepnes, publicado no Brasil pela Editora Rocco. Nele conhecemos Joe (Penn Badgley, o Dan de Gossip Girl), um gerente de livraria que é apaixonado por livros e pelos clássicos. Mas ele também é muito intenso. E quando se apaixona por uma garota é sempre loucamente. Quando Beck (Elizabeth Lail, a Anna de Once Upon a Time) entra na livraria a procura de uma obra, ele sabe que é amor. E passa assim a tentar de tudo para conquista-la.



A sinopse parece simples demais, mas You tem muitas camadas psicológicas. Joe é claramente um stalker, um psicopata, um maníaco. O que ele faz por o que ele acredita ser amor vai muitíssimo além dos limites do aceitável (e da legalidade). Nos primeiros episódios vemos que ele a segue, monitora suas redes sociais, ouve suas conversas, observa a sua janela (meu Deus, quem é que mora em NY e não tem uma cortina?). Parece quase inofensivo. Mas suas ações vão ganhando proporções catastróficas, enquanto Beck se mantém alheia a tudo.

Além de mostrar como um relacionamento tóxico pode alterar sua vida, You fala sobre manipulação – que surpreendentemente não é feita apenas por Joe -, assédio sexual, uso de drogas, aparências nas redes sociais e relacionamentos familiares ruins. As pessoas no universo social de Beck a fizeram ser quem é, uma pessoa quebrada, problemática e como ela constantemente fala “a mess”, uma bagunça. Se você acha que vai se compadecer da mocinha enquanto Joe está sendo um maluco se engana. Beck está longe de ser perfeita, o que a torna ainda mais real e nos faz odiá-la em vários momentos.


You é muito bem construída, com um roteiro cheio de reviravoltas, sempre colocadas no momento certo. Ela te prende a todo instante e dá um final surpreendente, com um super gancho para a segunda temporada, que inclusive já foi confirmada. Em alguns episódios não há tantas revelações, mas é basicamente impossível não assistir a tudo correndo. 

Um dos maiores acertos da produção foi manter o tom de narração em primeira pessoa do livro. A todo momento sabemos o que se passa na cabeça de Joe, o que deixa tudo ainda mais sinistro. Ele pode estar conversando com as pessoas, fazendo cara de bonzinho, enquanto sabemos que em sua mente não é bem assim que acontece. A maneira que a câmera segue os personagens, em muitos momentos extremamente próxima dos rostos, nos mostrando sutilezas das expressões, dá um ar ainda mais intimista.


Penn Badgley está ótimo como Joe. Ele tem o quê de bom moço e de esquisitão que o personagem pede. O protagonista tem uma lógica torta, mas que para ele é verdadeira e quase acreditamos nos seus motivos. Para Joe, os fins justificam os meios de maneira muito literal. E é estranho que muita gente está um tanto apaixonada pelo personagem, o que o próprio ator diz ser muito errado. Isso só mostra como as relações tóxicas estão enraizadas na nossa mente. Tanto que a Netflix fez um vídeo muito bacana sobre isso:


Elizabeth Lail está ótima também como Beck. Mas mais do que ela, Shay Mitchell (a Emily de Pretty Little Liars), dá um show. Como Peach, melhor amiga de Beck, que secretamente – ou nem tanto assim – é apaixonada por ela e tenta manipular sua vida. 

You se passa em Nova York. E a cidade é basicamente uma personagem da série. Vemos o Central Park, o ferry boat que vai até a Estátua da Liberdade, o charmoso West Village e muito mais. Ficamos querendo andar pelas ruas com Beck. Você vai sentir vontade de visitar essa cidade linda, que nunca dorme e que é efervescente, cheia de cultura e muito o que fazer. E se está planejando uma viagem para lá, venha aqui conhecer hotéis incríveis, super bem localizados, que irão transformar sua visita à Big Apple.


A série pode ser considerada como suspense, mas não do tipo que dá medo (aliás, dá sim, de pensar que você pode ter um Joe na sua vida e nem saber). É excelente e é completamente possível compreender porque ela teve todo esse hype das últimas semanas.


Recomendo muito.

Teca Machado

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Retrospectiva literária 2018


E 2019 chegou!


Mais 365 dias para enchermos de leituras e histórias incríveis.

E nada como começar um ano novo fazendo uma retrospectiva de como foi o anterior, não é?

2018 foi muito bom profissionalmente e pessoalmente para mim, mas de leituras nem tanto. Na verdade, li livros maravilhosos, mas numa quantidade bem menor do que estava acostumada. 

Meu ano literário foi o seguinte:

Li 34 livros.
Comecei em maio um desafio de um ano sem comprar livros (no qual ainda estou firme e forte).
Escrevi A Revolução da Rapunzel, uma releitura do conto de fadas, para o projeto A Revolução das Princesas, uma iniciativa da Plan Internacional, uma entidade que luta pela igualdade de gênero.
Ganhei algumas obras de presente.
O Grupo Companhia das Letras me enviou vários exemplares dos seus lançamentos.
Fiquei alucinada com os livros dois e três da série Corte de Espinhos e Rosas, assim como com a novela que faz parte da saga.
Fui em evento literário da Editora Arqueiro, do Grupo Editorial Record e do Princesas GPower.
Falei que iria ler cinco clássicos da literatura mundial, mas só li dois.
Fiz vídeos para o Canal Teca Machado, mas desde maio parei, porque fiquei atolada com o trabalho.
Vi amigos lançando livros.
Conheci melhor e me apaixonei por Ernest Hemingway em Paris É Uma Festa.
Li alguns livros em inglês.
Conheci mundos imaginários e locais reais por meio da leitura.
Não consegui diminuir a quantidade de livros não lidos na minha estante.
Chorei de novo com os livros da Colleen Hoover e de outros autores também (Sim, Jeff Zentner, eu estou falando de você).
Escrevi muito pouco os meus próprios livros.
Dei uma chance para ler no Wattpad e me diverti.
Li livros brasileiros.
Conheci ao vivo alguns escritores brasileiros.
Vi filmes e séries que eram adaptações de livros que li (o que queria ler).
Descobri que tudo o que falavam bem de O Ceifador, de Neal Shusterman, era verdade.
Postei fotos no instagram do blog sempre que consegui (@casosacasoselivros).
Li poucos livros que não gostei.
Fiquei ainda mais apaixonada por Rhys, Feyre e toda a Corte de Sonhos.
Abracei alguns livros quando terminei a leitura, de tão bons que eram.

E em 2019? Pretendo ler muito mais, aproveitar cada oportunidade que tiver para mergulhar nas páginas, assim como escrever e mostrar para o mundo as histórias que tenho dentro da minha cabeça, além de I Love New York e Je T’aime, Paris, que você pode comprar me enviando um e-mail: teca@casosacasoselivros.com.


Quais livros eu li no ano que terminou? Desde 2008 anoto as minhas leituras do ano, para ter uma noção do quanto estou lendo.

1- Tartarugas Até Lá Embaixo - John Green (janeiro)
2- Corte de Névoa e Fúria - Sarah J. Maas (janeiro)
3- A Geografia de Nós Dois - Jennifer E. Smith (janeiro)
4- Papel, Caneta e Ação - Aimee Oliveira, Clara Savelli e Thati Machado (fevereiro)
5- Peter Pan - J. M. Barrie (fevereiro)
6- Novembro 9 - Colleen Hoover (fevereiro)
7- We Should Hang Out Sometime - Josh Sundquist (fevereiro)
8- Champion - Marie Lu (março)
9- Doce Perdão - Lori Nelson Spielman (março)
10- Os Tambores do Outono - Parte 2 - Diana Gabaldon (abril)
11- Quando Tudo Volta - John Corey Whaley (abril)
12- Corte de Asas e Ruínas - Sarah J. Maas (abril)
13- Origem - Dan Brown (maio)
14- Prometida - Série Perdida - Carina Rissi (maio)
15- Reações Químicas - Clara Savelli (maio)
16- A Mulher Entre Nós - Greer Hendricks e Sarah Pekkanen (maio)
17- Aos Dezessete Anos - Ava Dellaira (junho)
18- A Caçadora de Dragões - Série Iskari - Kristen CIccarelli (julho)
19- Paris É Uma Festa - Ernest Hemingway (julho)
20- Mais Que Amigos - Lauren Layne (julho)
21- A Parte Que Falta - Shel Silverstein (julho)
22- Finding Love In a Coffe Shop - Jordan Lynde (agosto)
23- Interferências - Connie Willis (agosto)
24- O Ceifador - Neal Shusterman (agosto)
25- Dias de Despedida- Jeff Zentner (setembro)
26- A Court of Frost and Starlight - Sarah J. Maas (setembro)
27- Despertar - Série Espiral do Desejo - Nina Lane (outubro)
28- Céu Sem Estrelas - Iris Figueiredo (outubro)
29- Uma Coisa Absolutamente Fantástica - Hank Green (novembro)
30- Em Pedaços - Lauren Layne (novembro)
32- Graça e Fúria - Tracy Banghart (dezembro)
33- Dumplin’ - Julie Murphy (dezembro)
34- O Beijo Traiçoeiro - Erin Beaty (dezembro)

***

E como foi o ano literário de vocês? Me contem nos comentários.

Feliz 2019!

Teca Machado

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Crônicas de Natal - Especial Filmes de Natal 2018


Estamos quase no Natal e cheguei com mais uma resenha natalina! Hoje o filme é Crônicas de Natal, do diretor Clay Kaytis, com Kurt Russel no papel de Papai Noel e também produção original Netflix.


Seguindo uma linha bem diferente dos últimos filmes temáticos que comentei no blog (A Princesa e a Plebeia aqui e O Feitiço de Natal aqui), Crônicas de Natal não tem a vibe Halmmark e nem é um romance. Ele é aquele filme natalino para toda família com um Papai Noel badass, crianças fofas, elfos bonitinhos e mensagem de amor e família, típico dessa época do ano.

O filme conta a história dos irmãos Pierce. Kate (Darby Camp) é uma garotinha de 11 anos que ainda acredita em Papai Noel e Teddy (Judah Lewis) é um adolescente revoltado desde que perdeu o pai. Esse é o primeiro Natal da família sem ele, que amava as comemorações e era a alma dos Pierces. Na véspera de Natal, a mãe (Kimberly Williams-Paisley) precisa trabalhar, deixando os irmãos sozinhos. Após uma chantagem, Kate convence Teddy a tentar filmar o Papai Noel e eles surpreendentemente conseguem, tanto que fazem com que ele sofra um acidente de trenó, o que atrasa a entrega de presentes e pode acabar com o espírito natalino no mundo.



Crônicas de Natal é fofo e divertido, mas ele não seria nem metade do que é se não fosse pelo carisma de Russel. Seu Papai Noel é mais moderno, mais esbelto ("por que eles insistem em me desenhar tão grande? Minha bunda não é desse tamanho"), que não fala Ho Ho Ho ("isso é mito!"), que dirige carros esportes e canta Blues na cadeia com uma galera presa na véspera de Natal (e que é uma banda de verdade). Ele é bonzinho, afinal, o Papai Noel precisa ser o bom velhinho, mas não é ao extremo, o que o deixa muito mais humano e identificável. O papel caiu como uma luva nesse sessentão que está voltando à Hollywood. Com uma barba que disseram ser 80% natural, roupa de couro que em muito lembra a original, mas com um ar muito mais bonito e descolado, Russel é o melhor Papai Noel.

O roteiro não tem nada de extremamente original, mas é divertido e com doses certas de emoção e de comédia, vinda principalmente das ótimas tiradas de Russel. Várias vezes ele encontra adultos que se recusam a acreditar que ele é o verdadeiro Papai Noel, mas ele os convence ao saber de tudo de suas vidas e trazendo presentes que queriam na infância. O único problema foi a sensação de que o espírito natalino só existe se houver presentes. Ali, sem eles o Natal não acontece, mas a gente releva, porque afinal é um filme sobre o Papai Noel, né?



O visual de Crônicas de Natal é muito bonito, mesmo ao usar muito CGI. Tem quase um ar de história em quadrinhos, com muitas cores. O escritório de São Nicolau no Polo Norte é aconchegante, do jeito que deveria ser. E a direção de arte na cena musical da cadeia é quase brega e deliciosa de assistir.

Kurt está tão inserido no filme que parte dele gira em torno da sua vida real. Temos uma pequena participação de Goldie Hawn, sua esposa, como a Sra. Noel e muitos dos nomes das crianças em sua lista de presentes são de seus filhos e netos. Achei esse um toque fofo.

A Netflix divulgou que na primeira semana que o filme estava disponível foi visto mais de 20 milhões de vezes. Isso é um marco para carreira de Russel, porque nunca uma produção em que esteve teve uma estreia tão boa. Isso só mostra a força do streaming.



O sentimento que fica ao final de Crônicas de Natal é o de coração quentinho e de que se existisse mesmo o Papai Noel, ele deveria ser Kurt Russel. O filme é fofo e daqueles que vou querer ver mais algumas vezes em outros Natais.

Recomendo bastante.

Teca Machado

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

O Feitiço do Natal - Especial filmes de Natal 2018


Na segunda-feira comecei uma série de postagens sobre filmes de Natal disponíveis na Netflix – para facilitar nossa vida – com A Princesa e a Plebeia. E hoje trago mais uma produção, também do próprio streaming: O Feitiço de Natal.


Como sobre o longa anterior, posso dizer que é ruim, mas é bom. Tem toda aquela aura de filmes do Hallmark (aquele canal cheio de histórias feitas para televisão, com cenários tão lindos e perfeitos que soam superficiais, histórias clichês cheias de romances inocentes e pessoas bonitas e sorridentes). E O Feitiço de Natal, do diretor Bradley Walsh, não foge a regra. Tanto que meu marido está me julgando, hahaha. Disse que eu estava vendo um filme muito ruim, isso porque ele só pegou os 10 minutos finais.

Mas O Feitiço de Natal é fofo, altamente clichê em vários aspectos, muito bonitinho e que nos insere no clima natalino facilmente com mensagens de amor, esperança e união. O elenco trabalha meio mal, mas quem se importa quando está nessa vibe de filmes estilo Hallmark?



A história gira em torno de Abby (Kat Graham, que sorri o tempo todo), uma fotógrafa completamente insatisfeita com a vida profissional que leva. Além de não estar usando todo o seu potencial no emprego em um estúdio onde tudo o que faz é tirar fotos de família e crianças com o Papai Noel vestida de elfa, perdeu a paixão pela fotografia e a sua família não apoia sua escolha de carreira. A volta do seu melhor amigo Josh (Quincy Brown) ajuda a reacender um pouco a fagulha da profissão, mas nem tanto. Até que seu avô (Ron Cephas Jones), lhe dá um calendário do Advento (que conta com 25 dias, e que faz a contagem regressiva de 10 de dezembro até o Natal, em que cada dia uma portinha abre). Abby começa a perceber que diariamente o calendário lhe dá pequenos presentes que preveem o futuro daquele dia e passa a se perguntar se ele é mágico, ainda mais porque ele te leva até Ty (Ethan Peck), um médico bonitão que parece perfeito para ela.

O Feitiço do Natal tem vários problemas de roteiro, mas ele nunca se propôs a ser um filme profundo, realmente coeso e instigante. Ele é comédia romântica fofa para essa época do ano e não busca grandiosidade e nem ser o filme mais incrível de Natal de todos os tempos (deixamos isso para Simplesmente Amor, O Amor Não Tira Férias e Esqueceram de Mim 1 e 2). Abby, por exemplo, reclama que é uma artista que quase passa fome, mas seu loft é incrível, muito bem mobiliado e nem de longe simples como ela aparenta. Além disso, seu relacionamento com Ty e o motivo da briga deles parece sem graça e preguiçoso.



Podemos esperar do filme uma cidade bonitinha, neve nos dias que antecedem o Natal, triângulo amoroso, amizade real e cúmplice, uma relação de avô e neta muito linda, pessoas felizes e boas e aquela sensação de “é mágica ou é destino?”.

O Feitiço do Natal é uma gracinha e bem fofo, ótimo para ver essa semana e indicado para qualquer idade.



Recomendo.

Teca Machado


segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

A Princesa e a Plebeia - Especial filmes de Natal 2018


Daqui uma semana vamos comemorar o Natal (bom, comemorar oficialmente, porque não sei vocês, mas eu estou curtindo a data já tem umas boas semanas), então resolvi fazer posts especiais com filmes sobre o tema. E para facilitar a vida de todo mundo, vou falar de produções que estão na Netflix.

Na verdade, o melhor filme de Natal de todos os tempos é Simplesmente Amor (mas também amo Esqueceram de Mim). Anualmente assisto essa lindeza incrível para encher o meu coração da sensação de quentinho que essa história me traz. Não vou fazer resenha sobre ele porque é antigo e todo mundo já conhece, mas tem bem aqui, se você quiser ler.

O primeiro post especial de Natal de 2018 é sobre A Princesa e a Plebeia, do diretor Mike Rohl.


Sabe quando é ruim, mas é bom? É clichê até onde não pode mais, é meio cafona e a gente tem certeza absoluta de tudo o que vai acontecer, mas A Princesa e a Plebeia é fofinho, encantador e nos mergulha nesse ambiente natalino do reino fictício de Belgravia. A produção é mais uma adaptação do clássico de Mark Twain, O Príncipe e o Mendigo, por isso a história nos parece tão conhecida.

Stacy (Vanessa Hudgens) é uma confeiteira de Chicago que ainda não esqueceu o ex e está triste porque o Natal era uma época especial para eles. Então quando seu melhor amigo e parceiro de trabalho Kevin (Nick Sagar) os inscreve na competição anual de bolos de Belgravia, eles embarcam para o país. Mas o que Stacy não imaginava era que uma duquesa (também vivida por Hudgens), de casamento marcado com o príncipe Edward (Sam Palladio), era idêntica a ela. Então Lady Margareth faz uma proposta a Stacy: que elas troquem de lugar por três dias. Margareth quer viver como uma pessoa normal e a confeiteira pode passar um tempo como realeza.


Acho que adorável é uma palavra que descreve bem A Princesa e a Plebeia. A história fala muito ao público, porque qual menina nunca quis ser uma princesa, pelo menos por uns dias? Tudo bem que o título fala sobre princesa, mas na verdade a personagem é uma duquesa. Enfim. Vanessa Hudgens não é uma atriz das mais excelentes do mundo, mas leva bem Margareth e Stacy ao mesmo tempo. Ambas são bem diferentes e é possível ver quão opostas são. O sotaque de Margareth é um pavoroso inglês britânico que até ele nos diverte, tão envolvidos ficamos com o filme fofinho.

O filme tem cenas engraçadas, fofas e que te fazem sorrir. A filha de Kevin (Alexa Adeosun) tem ótimas tiradas e nos traz ótimos momentos. E é bem legal que Stacy, na pela de Margareth, se recusa a ser uma mulher que vive a sombra do príncipe, sem papel ativo no país. Tem um pouquinho de girl power, já que ela não é alguém indefesa em busca de proteção.E é bem legal que Stacy, na pela de Margareth, se recusa a ser uma mulher que vive a sombra do príncipe, sem papel ativo no país. Tem um pouquinho de girl power, já que ela não é alguém indefesa em busca de proteção. Podemos dizer que essa é uma comédia romântica no melhor sentido da palavra.



Claro que o enredo envolve romance e o legal é que não é de Stacy com o melhor amigo, como pareceria óbvio. Ali não rola sentimentos platônicos, nem nada. Eles são amigos. Ponto. Mas é claro que o amor vai rolar é com o príncipe. E apesar de passar no Natal, não temos Papai Noel propriamente dito no filme, mas um senhor gentil que de certa forma orquestra tudo para que as pessoas fiquem felizes.

O cenário natalino do fictício reino de Belgravia é impressionante. Parece um local de contos de fadas, com uma fotografia que você tem certeza que se tem um lugar onde o Natal existe é ali. Gostaria de morar lá, não só no Natal, mas em todo o ano!


Recomendo.

Teca Machado