segunda-feira, 6 de abril de 2020

Produções cheias de feel good para a quarentena


É, a quarentena não está sendo fácil para ninguém, nem para os que estão isolados em casa e nem para os que precisam sair para trabalhar e se expor ao mundo real. E em meio a tantos filmes para ver, livros para ler, série para assistir e cursos para fazer, além de sermos bombardeados por milhões de notícias ruins o dia todo, às vezes tudo o que precisamos é de algo no melhor estilo “feel good”. 

Muitas produções são categorizadas como feel good, que como o próprio já diz em inglês é para se sentir bem, trazer sentimentos otimistas, leves e felizes. E nesses meses de caos que temos vivido, nada melhor do que se rodear do que vai te trazer sensações boas. 

Por isso, trouxe para vocês uma lista dos meus eternos feel good, não só em tempos de quarentena:

1- Filme: Mamma Mia e Mamma Mia: Here We Go Again



Ah, eu tenho uma paixão louca e enorme por esses filmes. Estou feliz? Assisto. Estou triste? Assisto. Estou doente? Assisto. Estou entediada? Assisto. Eles sempre me botam um sorriso no rosto. Afinal, quem não quer uma história divertida, num lugar belíssimo e com músicas do ABBA? Sei que eu quero.


2- Filme: Simplesmente Amor




Tudo bem que esse filme tem a temática de Natal e é muito mais propício para o fim do ano, mas eu assisto em qualquer época. Apesar de alguns enredos serem mais tristes, ele sempre deixa o meu coração quentinho, completamente aconchegado e eu termino de assistir com uma sensação de bem-estar.

E como bônus incluo aqui O Amor Não Tira Férias, também passado no Natal e que deixa uma sensação maravilhosa de otimismo.



3- Música: Michael Bublé


Quem me conhece pelo menos um pouquinho sabe do meu amor desenfreado pelo cantor. Seu estilo que mistura gravações de grandes clássicos de Frank Sinatra e outros ícones das décadas de 40, 50 e 60 e composições originais, é tudo o que eu preciso para acalmar mente e coração, ou mesmo para escutar em qualquer momento da vida. Sua voz, seu carisma e seu ritmo sempre me fazem sentir serena.


4- HQ: Calvin e Haroldo


Gosto tanto dos quadrinhos desse menino terrível e do seu tigre que o meu cachorrinho chama Calvin Haroldo. Eles nos fazem rir com humor às vezes infantil, às vezes non sense, sempre inteligente, ou mesmo trazem questões reflexivas. Com frequência tiro a minha coleção da estante e releio trechos.


5- Série: Friends



Sei que Friends é o feel good de muita gente. Já devo ter assistido 200 vezes cada episódio e ainda assim me divirto como nunca. É aquela produção que a gente vê quando quer a garantia de leveza, final feliz, risadas e saber que não há surpresas desagradáveis te esperando.


6- Filme: Cantando na Chuva


Provavelmente é um dos maiores filmes feel good de todos os tempos! Cantando na Chuva te deixa com um sorriso gigante no rosto do começo ao fim por inúmeros motivos: as músicas, as danças, o carisma dos atores, a história e muito mais. La La Land, outro filme que sempre me deixa radiante, bebeu na fonte de Cantando na Chuva e é possível ver inúmeras referências.

*** 

E você, o que mais indica de produções no melhor estilo feel good para apreciar na quarentena?

Teca Machado

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Persépolis - Resenha


Imagine ser livre, fazer o que bem entende e, de repente, quase toda sua liberdade de ir e vir, de vestuário, de relacionamentos e tudo aquilo que faz parte da sua vida ser tirado de você. Essa foi a realidade de Marjane Satrapi – e de milhões de outras pessoas – quando em 1979 começou a revolução que levou o Irã ao opressor regime xiita. E toda sua trajetória, dos 10 anos até a idade adulta é contada na HQ autobiográfica Persépolis, publicada pela Quadrinhos da Cia, do grupo Companhia das Letras.

Foto @casosacasoselivros

No livro, que é um compilado dos quatro volumes publicados por Marjane Satrapi, acompanhamos três fases da sua vida: a infância no Irã, a adolescência em Viena e a vida adulta já de volta ao Irã. Vemos de forma clara aspectos importantes da história, como as guerras que aconteceram nas décadas em que se passa a obra, a discriminação e a opressão direcionada às mulheres e o quanto as batalhas e a ditadura podem marcar profundamente um povo.

Marjane Satrapi
Criada numa família moderna e com a mente aberta, Marjane desde muito nova era politizada. Desse modo, foi muito difícil para a garota se adaptar ao novo ambiente arbitrário, extremamente conservador e ditatorial. E sua personalidade combativa e rebelde, como vemos ao longo da história, a levou a passar por vários problemas, assim como a levou por caminhos libertadores.

Seus pais nunca a privaram de educação e informação, por isso Marjane teve acesso ao conhecimento, a livros, a filosofia, e cresceu com pensamento crítico e reflexivo bem apurado. E o fato de viver numa sociedade em constante guerra, repressão e medo fez com que desenvolvesse um senso apurado de justiça e em busca de saber quem realmente era.

Apesar do tema pesado, com todas as perseguições políticas, mortes, mártires, prisões e repressões, Marjane Satrapi conta sua vida de forma bem-humorada e bem criativa. Ao longo das páginas nos deparamos com situações até mesmo engraçadas em meio a outras extremamente tristes. A narrativa é fluida, divida em pequenos capítulos, e quando percebemos já lemos páginas e mais páginas.

A autora poderia mostrar apenas o seu lado bom, político, rebelde com causa e com sede de justiça. Mas não priva o leitor dos seus defeitos. Principalmente a medida que vai crescendo, enxergamos outro lado de Marji, com o uso de droga, as más companhias e mesmo acusar um inocente de indecências para que guardas da revolução não reparassem na sua maquiagem, algo proibido na época.



O livro é riquíssimo em contexto histórico e nos mostra uma realidade muito longe da brasileira, com repressão, guerras e dificuldades quase inimagináveis para nós. Por vezes a gente fica um pouco perdido nas questões políticas e territorialistas da obra, mas nada que prejudique a leitura ou o entendimento.

Os quadrinhos em preto e branco têm traços simples, bonitos e fáceis de acompanhar. Além disso, Persépolis ganhou uma versão cinematográfica em 2007, seguindo a mesma estética das HQs originais. A produção francesa foi nomeada ao Oscar de Melhor Animação e ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.


Persépolis é uma leitura diferente, boa para abrir a mente e conhecer outras realidades.


Recomendo.

Teca Machado


quarta-feira, 1 de abril de 2020

Midway: Batalha em Alto-Mar – Crítica


Um dos eventos mais retratados pela humanidade em filmes, livros e séries é a II Guerra Mundial. Todos nós sabemos o básico: Hitler, nazismo, campos de concentração, Pearl Harbor, bomba atômica, Aliados vencem. Mas os anos de 1939 a 1945, período que durou o embate, é recheado de detalhes, pequenos – ou mesmo grandes – acontecimentos que mudaram o rumo da guerra e que nós muitas vezes não estudamos na escola. Não sei vocês, mas antes de Dunkirk, de Christopher Nolan, e O Destino de Uma Nação, de Joe Wright, ambos de 2017, eu não sabia sobre a Operação Dínamo, do Reino Unido, que resgatou cerca de quatrocentos mil soldados cercados por tropas da Alemanha Nazista. E o mesmo aconteceu para mim sobre Midway, batalha retratada no filme de mesmo nome do diretor Roland Emmerich, que assisti no fim de semana pela Amazon Prime.


Até o atentado contra Pearl Habor, em 1941, os Estados Unidos estavam relativamente neutros na II Guerra Mundial. O Japão, aliado à Alemanha, estava expandindo freneticamente o seu império nos territórios ao redor. Até que os EUA fizeram uma sanção de fornecimento de petróleo ao país oriente, que já havia avisado que retaliaria caso isso acontecesse. E foi esse o motivo do ataque à ilha havaiana. Começou, então, o embate entre EUA e Japão que terminou com o lançamento das duas bombas atômicas. Mas nesse meio tempo aconteceu a batalha de Midway, uma pequena ilha no Pacífico que pertencia aos EUA, mas que o Japão queria tomar.

Quando falamos sobre a questões políticas, militares e estratégicas, Midway: Batalha em Alto-Mar é um filme muito bom, mostrando bastante o trabalho da Marinha americana e a importância do serviço de inteligência. Apesar de não ser um fato muito conhecido sobre a guerra foi um acontecimento que mudou o rumo das vitórias do Japão. E logo depois que o filme terminou, assisti ao episódio sobre o tema do documentário da Netflix Grandes Momentos da Segunda Guerra em Cores (muito bom! Recomendo). E pude ver que a produção de Emmerich foi fiel ao que realmente aconteceu.




Entretanto Midway: Batalha em Alto-Mar falha um pouco na construção dos personagens. Eles foram pessoas reais, mesmo os protagonistas do filme, mas de certa forma o espectador não se conecta com eles. Tem um tanto de caricatura entre os soldados, como o novato com medo, o que não teme a morte, o audacioso, o arrogante, entre outros. E mesmo os protagonistas Dick Best (Ed Skrein) e Edwin Layton (Patrick Wilson), quando o roteiro tenta mostrar um pouco da sua humanidade e vida em família não aprofunda muito. Mas isso não chega a incomodar, porque o filme não se propõe a ser uma história romântica e densa, como foi com Pearl Habor, em 2001. Midway é um filme de batalha, guerra e estratégias, não dramas humanos. 

O elenco conta com nomes muito bons e conhecidos, como os já citados Ed Skrein, Patrick Wilson, Luke Evans, Woody Harrelson, Mandy Moore, Dennis Quaid, Aaron Eckhart, Nick Jonas e Darren Criss. Mas como o roteiro não foca em realmente nenhum deles ou nas suas subtramas seus papeis são pequenos. Todos retratam pessoas reais que deixaram o seu nome na História por causa das suas ações em Midway e em outros acontecimentos da guerra.




Rolland Emmerich tem em seu currículo vários filmes de destruição e patriotismo americano (ainda que ele seja alemão), como Independence Day, Godzilla, O Dia Depois de Amanhã e Soldado Universal. E Midway não deixa der seguir essa linha. O filme tem características muito próprias do diretor em suas cenas de ação, caos, destruição e esquema de cores. É um show visual, principalmente nas cenas em que acontecem as batalhas aéreas, nos dando uma sensação de aturdimento e cegueira que provavelmente os pilotos tinham.

Midway: Batalha em Alto-Mar é um ótimo filme de ação que nos mostra de maneira bem fiel os acontecimentos desse embate importante, mas pouco conhecido, da II Guerra Mundial.

Recomendo.

Teca Machado

segunda-feira, 30 de março de 2020

A Vida e a História de Madam C.J. Walker - Crítica


Imagine ser uma mulher negra, lavadeira, filha de escravos logo depois da abolição, com falhas no cabelo devido à vida que leva e com um marido que a espanca. Essa é uma trama com todo o potencial para ser um drama extremamente triste. Mas estamos falando de Madame C. J. Walker, a primeira mulher milionária por méritos próprios dos EUA, feito que a levou a entrar no Livro dos Recordes. E toda trajetória dela é contada na minissérie da Netflix A Vida e a História de Madam C.J. Walker, que entrou há poucos dias no catálogo.


Esse enredo parece fantasia, mas é baseado em fatos reais. Sarah Breedlove (Octavia Spencer), que depois se tornou Madame C. J. Walker, vivia quase na miséria e, para piorar, sofria com o cabelo caindo, cheio de falhas. Até que Addie (Carmen Ejogo) bate em sua porta. Ela apresenta seu produto milagroso que cuida do cabelo de mulheres negras. Sarah reconquista as madeixas e a autoestima. E decide que quer fazer o mesmo por outras mulheres. Então Sarah começa a construir um império da beleza e cosméticos para mulheres negras em pleno início do século XX.

Um dos maiores trunfos da série é que ela não foca apenas no fato de que uma mulher negra e pobre deu a volta por cima e mudou a suas circunstâncias e a de milhares de mulheres na época. A Vida e a História de Madam C.J. Walker navega por vários temas importantes e mesmo atuais. Fala sobre feminismo e o lugar da mulher no mercado de trabalho, já que naquele tempo era quase impensável uma empreendedora, ambiciosa e perspicaz. Assim como o machismo, porque se hoje muitos homens se sentem diminuídos pelo sucesso de uma mulher, imagina naquela década? Também é sobre a força e o empoderamento negro, principalmente das mulheres, já que ela não vendia apenas produtos de beleza, era autoestima e reconhecimento. E até mesmo sexualidade e saber quem é você e aceitar.




Outro acerto muito grande da minissérie é o elenco. Se tem a Octavia Spencer eu já fico interessada. Para mim ela é sempre sinônimo de uma excelente atuação em uma boa história. E eu não estava errada aqui. Madame C. J. Walker é retratada com seus defeitos, falhas, e, é claro, as qualidades. Além dela, temos Carmen Ejogo, Tiffany Haddish, Kevin Carroll e Blair Underwood, que trabalham muitíssimo bem.

A ambientação e figurinos são muito bonitos. A gente se sente no sul dos EUA no período de 1910. O design de produção é sem defeitos, tirando as músicas, que nem sempre combinaram com o século em que passa.

Há alguns probleminhas de roteiro, mas nada que incomode muito. Além do clima um tanto melodramático em alguns momentos, por terem sido apenas quatro episódios com cerca de 50 minutos cada parece em alguns momentos que tudo ficou corrido. Por exemplo: no terceiro capítulo ela está batalhando para crescer e se firmar. No começo do quarto já é milionária. Outro ponto é o tom fantasioso em alguns momentos, como quando ela sonha acordada com a sua fábrica ou as cenas de luta de boxe com Addie, sua concorrente, que tiram um pouco do brilho da história real de Madame C. J. Walker.



A verdadeira Madam C. J. Walker

E por falar na história, a maior reclamação que vi sobre a produção é a falta de comprometimento com a realidade. A “inimiga” Addie, retratada quase como uma vilã cartunesca que tem como objetivo de vida acabar com Madame C. J. Walker. Os registros mostram que na verdade elas trabalharam juntas e foram de certa forma colegas. Além disso, muitas pessoas afirmam que muito da trajetória da protagonista foi diferente e nos incentivam a pesquisar um pouco mais sobre ela, inclusive a ler o livro no qual foi baseada a trama, escrita por A'lelia Bundles, uma descendente da empresária.

A Vida e a História de Madam C.J. Walker é uma excelente minissérie. Assisti numa sentada só, como se fosse um filme de 3h ao invés de episódios. O espectador fica fascinado com a coragem, empreendedorismo e mente dessa mulher que se fez sozinha mesmo em meio a uma sociedade masculina, branca e que pouco espaço dava para o mercado da beleza.


Recomendo.

Teca Machado


sexta-feira, 27 de março de 2020

Daisy Jones & The Six - Resenha


Como falo com frequência, sigo o clube do livro da Reese Whiterspoon (@reesesbookclub), que todos os meses traz dicas de obras escritas por mulheres de todo mundo. E posso dizer que as indicações dela são maravilhosas. Uma das que mais me chamou a atenção no último ano foi Daisy Jones & The Six, da Taylor Jenkins Reid. Logo em seguida a Editora Paralela, do grupo Companhia das Letras, publicou a obra no Brasil e depois o outro livro da autora, Os Sete Maridos de Evelyn Hugo (resenha aqui), que eu li e digo que foi uma das melhores leituras de 2019. E esse ano finalmente consegui ler Daisy Jones & The Six. E posso dizer que fiquei completamente apaixonada e provavelmente será uma das melhores leituras de 2020.

Foto @casosacasoselivros

Daisy Jones & The Six: Uma História de Amor e Música, é exatamente o que diz o título. A banda foi a voz de uma geração nos anos 1970, encheu estádios e vendeu milhões de discos com músicas de rock que falavam fundo à alma. Daisy Jones era a personificação da garota descolada, linda e livre e The Six era o grupo do momento, com potencial para ser o maior de todos os tempos. Quando o caminho da cantora se cruza com a banda o resultado é explosivo, sucesso imediato. Mas após o show de 12 de julho de 1979 a banda se desfez em pleno auge, e ninguém nunca soube o porquê. Pelo menos até agora. Narrado por meio de entrevistas com todos da banda e com pessoas que fizeram parte da sua trajetória, podemos conhecer toda a história, do começo ao fim.

Algo que Taylor Jenkins Reid faz com maestria tanto em Daisy Jones & The Six quanto em Os Sete Maridos de Evelyn Hugo é falar de personagens fictícios de uma maneira que temos certeza de que são reais. Nos dois livros a todo momento eu tinha certeza de que estava lendo uma biografia, tão bem a autora constrói seu enredo. A vontade é jogar no Google para ver fotos de Daisy durante os shows, ver a capa dos discos, conhecer o rosto de todos os The Six, ouvir gravações das músicas tão incríveis. E aí você lembra – um pouco frustrado! - que não são pessoas que existiram. Poucos autores têm essa técnica tão aprimorada.

E por falar nos personagens, são extremamente bem elaborados. Como o livro é escrito em forma de entrevista, conhecemos cada um e os fatos de acordo como eles enxergaram a situação, então em vários momentos o mesmo fato tem duas ou três versões, o que deixa o enredo muito mais rico e diverso. Taylor Jenkins Reid não perde muito tempo descrevendo cenários, o que no fim das contas não faz diferença e deixa com que foquemos no que realmente importa: nas pessoas.

Taylor Jenkins Reid

“Os seis que deveriam ser sete.”

Apesar de todos da banda terem um papel fundamente na narrativa, os embates e sentimentos de Daisy e Billy, o vocalista do The Six, têm mais espaço. "Nós adoramos gente linda e destruída por dentro. E não dá para ser mais claramente destruída por dentro e ter uma beleza mais clássica que a Daisy Jones”. Essa é uma boa maneira de descrever ambos os protagonistas. Acredito que falar mais do que isso deles pode estragar a experiência de leitura de quem ainda não leu. Eles são complexos, ambíguos, bons, maus, talentosos, com defeitos, qualidades e muito mais. E o mesmo pode ser dito de Graham, Karen, Warren, Pete, Eddie e Camila, que apesar de não ser da banda é parte importante da trajetória deles. 

E um ponto importante é a força e a liberdade feminina, trazida por Daisy, Karen e Camila. Cada uma a sua maneira é empoderada e não deixa de fazer o que quer por causa do gênero. Uma das frases do livro exemplifica bem: "Os homens parecem achar que merecem um prêmio quando tratam as mulheres como seres humanos."

É bem claro a todo instante que a autora pesquisou muito o universo efervescente da música, principalmente do rock, nos anos 1970 e é uma mistura de realidade com ficção. E ao final do livro a autora disponibiliza a letra de todas as músicas da banda. E como participamos do processo criativo delas, ficamos morrendo de vontade de escutar. Gostaria que tivessem feito como em Talvez Um Dia, da Colleen Hoover, e As Cordas Mágicas, de Mitch Albom, em que as músicas foram gravadas e disponibilizadas no Spotify.


Descobri depois da leitura que a Reese Whiterspoon está produzindo para a Amazon Prime uma série de 13 episódios baseada no livro e já foram escalados Sam Claflin para viver Billy Dunne e Riley Keough como Daisy Jones. Ainda estamos sem maiores informações de datas, mas eu já estou quicando de ansiedade.

Daisy Jones & The Six é uma história de amor à música e pessoas quebradas, mas fortes. 

Recomendo demais!

Teca Machado

quarta-feira, 25 de março de 2020

A Luz Entre Oceanos - Crítica


Certa vez meus pais assistiram por acaso um filme e passaram anos me dizendo que era minha cara e que eu deveria assistir também. Finalmente vi e eles tinham razão: adorei. Eles estavam falando de A Luz Entre Oceanos, do diretor Derek Cianfrance, com Michael Fassbender e Alicia Vikander nos papeis principais. A produção é baseada no livro de mesmo nome de L. Stedman, publicado no Brasil pela Editora Rocco.


Em 1919, depois de participar da I Guerra Mundial, ver tanta morte e destruição, Tom (Fassbender) precisa recuperar sua alma, sua sanidade e seus traumas. Desse modo, aceita o solitário emprego de faroleiro na pequena e extremamente remota ilha de Janus, na Austrália. Para alguns pode parecer um tédio, mas para Tom é extremamente terapêutico. Faz trabalho manuais, cuida da ilha, do farol, da casa e tudo. Então numa visita ao continente se apaixona por Isabel (Vikander), com quem se casa. Tudo é lindo, idílico, apaixonado e os dois vivem num mundo só deles. Isabel engravida, mas perde o bebê. E isso acontece mais de uma vez. Até que o acaso intervém. Um barco com um homem morto e um bebê aos berros aporta na ilha e o casal adota a criança, como se fosse deles. Anos depois descobrem quem é a mãe da criança e começa o dilema moral de manter segredo sobre a identidade da filha ou acabar com o sofrimento da mãe que acredita que a menina morreu.

O grande conflito do filme é a culpa que Tom sente em relação a ter pegado a criança a pedido da esposa. Ao descobrir que Lucy é na verdade filha de Hannah (Rachel Weisz), não há mais sossego e felicidade em seu coração. Ele ama tanto a menina e só consegue imaginar o sofrimento pelo qual Hannah passa. Mas igual sofrimento pode acometer sua esposa, que corre o risco de perder a filha que tanto quis.



É uma questão que o espectador se solidariza com ambos os lados. Tom e Isabel apenas acolheram uma órfã, ainda que deveriam tem informado às autoridades. Ao mesmo tempo, Hannah perdeu o marido e a filha, tudo numa tragédia só. 

Não podemos negar que A Luz Entre Oceanos é delicado, com uma temática frágil, mas é um drama que mexe com a gente. Não chega a ser uma novela mexicana graças ao roteiro muito bem escrito pelo próprio diretor, que foi quem adaptou do livro, e ao trio de atores que conduz muitíssimo bem a história.



Michael Fassbender a todo o momento traz o olhar de um homem quebrado e traumatizado, que se ilumina a partir do momento que sua filha chega. E essa tortura interior volta quando descobre que sua filha tem uma mãe biológica. Alicia Vikander mostra uma fragilidade incrível, quase palpável. Sua Isabel tem uma enorme profundidade. O mesmo podemos dizer de Rachel Weizs, que sempre entrega o melhor de si. Mesmo aparecendo apenas no terço final do filme, seu trabalho é irretocável.

Com uma fotografia muito bonita, A Luz Entre Oceanos é sobre perdão, sobre o que somos capazes de fazer por amor, sobre perda, sobre luto e sobre a moralidade. É difícil não deixar cair umas lágrimas à medida que o filme se encaminha para o final.


E só uma curiosidade: Fassbender já havia sido escalado como Tom. Alicia Vikander admirava o trabalho do ator e se ofereceu ao papel de Isabel. Conseguiu. E poucos meses após o início da produção eles anunciaram que estavam juntos. O casal está casado desde então. 


Recomendo.

Teca Machado


segunda-feira, 23 de março de 2020

Para ler na quarentena: Je T’aime, Paris – E-book grátis na Amazon


“Com um pai milionário encrencado com a Justiça e seus bens bloqueados, Ana Helena precisa aprender a viver com poucos recursos e decide se refugiar em Paris. Peraí! Como viver com pouco dinheiro em Paris? Não tem jeito! Arles acaba sendo a alternativa mais modesta. Mas a tranquilidade dessa pacata, porém charmosa, cidade do interior da França logo dá lugar a um turbilhão de acontecimentos envolvendo um novo amor, obras de arte importantes e homens tão ambiciosos que farão de tudo para colocar as mãos no que desejam.

A grande aventura leva Ana Helena de volta a Paris, com perseguições alucinadas, romance, estratégia, muita ação, drama e reviravoltas.

O que você faria para salvar um grande amor e alguns milhões de euros?”

Venha descobrir comigo em Je T’aime, Paris, meu livro, que está de graça AQUI na versão e-book. (https://amzn.to/3dmHLzB)


Se você gosta de comédias românticas, histórias leves e divertidas, essa obra é para você.

Vai ser uma viagem literária por Paris e por Arles com muita história da arte e amor.

E não precisa ter um Kindle para acessar o livro. Com o app você consegue ler tanto pelo celular quanto por tablet ou computador.

Enquanto o mundo está tão complicado e tenso, leia algo leve, divertido e que vai te trazer sorrisos. Aproveite a quarentena para mergulhar nessa história!

O e-book fica disponível sem custo até dia 25.

E se você é da turma que prefere o livro físico, pode adquirir Je T’aime, Paris e meu outro livro, I Love New York, juntos com muitos brindes, diretamente comigo.


E aí, vamos fazer limonada do limão da quarentena e ler bastante?

Divirtam-se na leitura!

Teca Machado