quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Destinos turísticos de séries


Viajar nos livros, viajar nos filmes e nas séries é sempre bom, mas viajar de verdade é tão bom quanto (e é melhor ainda viajar nos livros enquanto você viaja de verdade, né?).

Pensando nisso, o BuzzFeed fez um apanhado de locais que você passou a querer conhecer só por causa de algumas séries. Vai dizer que você nunca pensou nisso?

1- Nova York, EUA


Sex And The City

Essa é clichê, mas é a mais pura verdade! Por causa de Sex And The City, Friends, Gossip Girl, How I Met Your Mother e muitas outras que tem a Big Apple como cenário, queremos andar por suas avenidas gigantes, pela Times Square, por Chinatown, pela Ponte do Brooklyn e muito mais. E para explorar NY nem precisa ser rico como as meninas de Sex And The City e Gossip Girl. (E a cidade é também é quase uma personagem do meu livro I Love New York, que você pode conhecer e comprar aqui).


2- Dubrovnik, Cróacia


Game of Thrones

Se você não sabia onde é filmado grande parte das cenas de Game of Thrones, te apresento Dubrovnik! As sequências de Porto Real (King’s Landing) são todas feitas lá. E olha que coisa boa: Você nem precisa se preocupar com dragões e intrigas políticas que vão cortar a sua cabeça.


3- Medellín, Colômbia


Narcos

Eu ainda não assisti Narcos (Shame on you, Teca! Shame on you!), mas sei que a Colômbia é lindíssima! Além de Medellín, a capital, o país tem praias paradisíacas que valem muito uma visita.


4- Orange County, Califórnia, EUA


The O.C.

Duvido que aqueles que têm mais ou menos a minha idade (29 anos) não assistiram The O.C. e sempre – SEMPRE – cantavam junto com a abertura da série “California here we come, right back where we start from, Califooooooooooornia”. Considerado um paraíso, o Orange County foi meu sonho de consumo durante muito tempo. Pena que eu não tinha – e ainda nem tenho – o dinheiro dos personagens. 


5- Seattle, Washington, EUA


Grey's Anatomy

Shonda Rhimes é a rainha do drama e adora nos fazer chorar, principalmente com Grey’s Anatomy, que passa em Seattle (Confesso que parei de assistir quando um certo acidente de avião matou quase todo mundo!). Mas a cidade tem pontos turísticos lindos e vale muito uma visita. Só torça para não chover, porque lá é só chuva o ano todo.


6- Sana'a, Yemen


Prison Break

Não assisti Prison Break (mas está na lista, juro), então nem tinha ideia que passava no Yemen (tudo o que sei do país é que uma época o Chandler de Friends quase mudou para lá para fugir da Janice), mas o país árabe deve ser lindo, como todos na região. Só que é melhor deixar a sua visita em stand by porque eles estão passando por uma guerra no momento.


7- Albuquerque, Novo México, EUA


Breaking Bad

Desertos tem um quê de beleza, não tem? Breaking Bad que o diga! Passear em Albuquerque deve ser realmente uma viagem inesquecível, ainda que muito, mas muitooooo, quente (só que quando o assunto é calor e baixa umidade eu sou expert, já que moro em Brasília e sou de Cuiabá. Estou pronta, Albuquerque!).


8- Islândia


Sense 8

Sense 8 eu comecei a assistir, mas não entendi NADA e acabei desistindo. Quem sabe uma hora eu volte a ver. Mas sei que a série passava em vários locais do mundo, inclusive na Islândia e, olha, esse é um destino que eu já tinha interesse, porque uma amiga conheceu e disse que era incrível!


9- Oahu, Havaí


Lost

Não preciso que série nenhuma me incentive a ir para o Havaí! Lost e Hawaii Five.0 tem como cenário esse cantinho do mundo que tem lugares lindíssimos. Dá até vontade de se perder numa ilha deserta por lá, né? (Desde que essa ilha tenha um hotel 5 estrelas para você, haha).


10- Miami, EUA


Dexter

Muitas séries passam em Miami, mas Dexter foi uma que mostrava bastante a cidade, assim como CSI Miami (gente, assisti todos episódios e direto vejo reprises). Não tem o que reclamar da cidade: sol, pessoas bonitas, praia linda, drinks, comida e a Disney ali do ladinho.


11- Condado de Wicklow, Irlanda


Vikings

Se você assiste Vikings, com certeza fica babando naqueles cenários lindos, naquelas vilas entre as montanhas e o mar maravilhoso (Além de babar no Ragnar e na Lagherta, né? Maravilhosões!). A Irlanda já era um lugar que eu tinha muita vontade de conhecer, agora mais ainda. Vamos?

***

Fonte: BuzzFeed

E aí, quais outros lugares do mundo você quis conhecer por causa de uma série, de um filme ou de um livro? Se eu for parar para contar todos que eu quero, vocês ficam aqui até amanhã!

Teca Machado 


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Eu Amo Hollywood – Livro dois da série Eu Amo


Em 2013, pouco antes do meu primeiro livro, o I Love New York (já tem o seu? Compre aqui), ser publicado, quando ele já estava na gráfica, por acaso caiu no meu colo uma versão em inglês do livro Eu Amo Nova York, da Lindsey Kelk, publicado no Brasil pela Editora Fundamento. Fiquei preocupada por o título ser basicamente o mesmo e o li o mais rápido possível a procura de mais semelhanças (por falar nisso, leia a resenha aqui). A não ser o fato de ser um chick lit e de passar em NY, os dois livros são bem diferentes e eu adorei o meu xará. Agora li o segundo volume da coleção que se chama Eu Amo, cujo nome é Eu Amo Hollywood.


No primeiro volume, a inglesa Angela Clarke pegou seu noivo a traindo durante o casamento de uma amiga. Munida de uma bolsa, um par de sapatos Louboutins e toda sua coragem, Angela foi para Nova York recomeçar a vida sem planos de voltar para a Inglaterra. Depois dos primeiros perrengues para se adaptar ao novo lar, a garota está feliz: tem um namorado lindo, uma melhor amiga maravilhosa, um emprego super bacana e ama a cidade onde vive. 

Até que a sua chefe a manda para Los Angeles para entrevistar James Jacobs, um ator muito badalado, lindo e com péssima reputação entre as mulheres. Angela não quer ficar longe do namorado, afinal, o namoro não está tão firme, e ela não quer sair de NY para fazer um trabalho que ela nunca fez antes. E no fim das contas tudo dá errado! Fotos comprometedoras dela com James caem na rede. Ela agora precisa convencer sua chefe que não está dormindo com o entrevistado e precisa convencer seu namorado que nunca o traiu, além de lidar com a melhor amiga tendo uma crise de nervos durante a viagem.

Muita gente adora a Angela Clarke, afirma que ela é corajosa e destemida. Na verdade eu a acho insegura, imatura, dependente e cheia de mimimi. Sem a Jenny, a melhor amiga, ela aparentemente não consegue sobreviver. Esse é aquele tipo de livro em que eu tenho sérios problemas com a protagonista (o que não é tão raro de acontecer comigo). A história é bacana, é bem chick-lit, mas a protagonista me dá nos nervos.


  

Eu Amo Hollywood não é tão bom quanto Eu Amo Nova York, mas é uma leitura leve e divertida. Talvez não tenha sido o meu preferido por eu não conhecer Los Angeles, por Angela reclamar o tempo todo da cidade (então por que o nome do livro é Eu Amo Hollywood?) e por NY ter um lugar muitíssimo especial no meu coração.

Os rolos em que a protagonista se enfia são engraçados e sem noção, mas totalmente críveis. Afinal, não podemos acreditar em tudo o que vemos publicado pelos paparazzi, né? Angela é a maior prova disso. Veículos de comunicação sensacionalistas estão pelo mundo todo.

Somos apresentados a novos personagens (oi, James <3), mas também encontramos conhecidos do livro anterior, como Alex, Jenny e outros. Esse é aquele tipo de leitura que precisa ser feita na ordem cronológica para entender bem o contexto, ainda que se você começar por Hollywood vai entender a maior parte da história.

A leitura corre rápida, já que é um livro leve, para se divertir e descansar a mente. Lindsey Kelk escreve ótimos chick-lits. Você pode até não rir das situações, mas com certeza vai dar alguns sorrisos ao longo do livro. 

Acho as capas fofas – mesmo que muito femininas – e a diagramação muito bacana. A Editora Fundamento está de parabéns pela identidade visual.

A coleção Eu Amo conta com sete volumes, cinco já publicados no Brasil:


1- Eu Amo Nova York
2- Eu Amo Hollywood
3- Eu Amo Paris
4- Eu Amo Las Vegas
5- Eu Amo Londres
6- I Heart Christmas
7- I Heart Forever

Recomendo.

Teca Machado

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Polícia Federal – A Lei é Para Todos: A Operação Lava-Jato no cinema


Num país onde as opiniões políticas estão tão divididas e tão extremas, é até difícil falar sobre o filme Polícia Federal – A Lei é Para Todos, do diretor Marcelo Antunez. Mesmo que tenha como mote ser uma produção apartidária, muita gente não irá enxergar dessa maneira, principalmente porque durante vários momentos mostram a figura do ex-presidente Lula de maneira pouquíssimo exaltada. Mas posso dizer que o filme é muito bom e vale uma ida ao cinema. O longa é baseado no livro homônimo escrito pela dupla Carlos Graieb e Ana Maria Santos. 


Polícia Federal – A Lei é Para Todos explica que a corrupção no Brasil é algo antigo, que chegou basicamente junto com os portugueses. Não é exclusivo hoje de um ou de outro partido, é da nossa colonização. E a partir daí o enredo chega ao início da Operação Lava-Jato, que na verdade não tinha a intenção de ser algo tão grande. Ela começou com a investigação de doleiros em Brasília, que culminou na descoberta de que pessoas muito maiores estavam envolvidas, de que muito, mas muito mais dinheiro, havia sido desviado. E tudo começou a andar depois que a primeira delação premiada foi feita e toda sujeira foi jogada no ventilador.

Polícia Federal – A Lei é Para Todos foca em duas vertentes: a operação em si e suas descobertas e a vida pessoal de alguns dos agentes, principalmente do juiz Sérgio Moro, apesar de mostrar muito pouco da sua rotina, e de Júlio (Bruce Gomlevsky), que tem discussões acaloradas com o pai por causa do PT. Ele afirma que o filho está perseguindo Lula e o partido, ao que ele responde que investiga os fatos, não as pessoas, e que ele fica triste com isso, porque afinal também votou neles, fez campanha para eles. Há muitas conversas sobre crises existenciais, no melhor estilo “por que vou continuar fazendo o meu trabalho se o bandido em seguida acaba solto?”. Coisas do nosso país.




O elenco do filme faz muito para que o público se conecte com o enredo. Os agentes da Polícia Federal ganham rostos e histórias. Os atores escolhidos não deixam a desejar. A força tarefa que contou com delegados interpretados por Antonio Calloni, Flávia Alessandra, Bruce Gomlevsky e João Baldasserini, foi quem começou tudo. Tem ainda o juiz Sérgio Moro, interpretado por Marcelo Serrado de forma muito sóbria. E apesar das frases de efeito no melhor estilo clichê hollywoodiano, o elenco trabalha muito bem.

Mesmo acompanhando diariamente a Operação Lava-Jato, tantas coisas acontecem que a gente fica meio perdido e esquece de muitos fatos (pelo menos foi assim comigo). Polícia Federal – A Lei é Para Todos é bem explicadinho e mostra de forma que todos possam entender tudo o que aconteceu, ainda que talvez até tenha faltado um pouco de profundidade em alguns assuntos e em alguns aspectos, que ficaram bem rasos. É bem interessante que ao final cenas reais de matérias, delações, entrevistas coletivas e processos foram mostrados, dando um ar muito mais real a tudo.




O filme tem sofrido críticas de meios de comunicação especializados por exaltar a Polícia Federal e rebaixar figuras políticas reais, Lula principalmente, interpretado por Ary Fontoura. Mas o público tem ido ao cinema, tanto que no final de semana de estreia quase meio milhão de pessoas já tinham assistido e foi considerada a produção nacional com melhor bilheteria de estreia de 2017.

O filme vai até março de 2016, então muita coisa já aconteceu depois disso e podemos esperar continuações, como fica bem claro nas cenas pós-créditos. Segundo li, o diretor deseja fazer uma trilogia. E, olha, tem material, viu? Porque milhares de coisas aconteceram depois de março do ano passado – inclusive um impeachment – e tem muito o que acontecer, porque a Lava Jato não tem ares de que vai terminar tão cedo.

Recomendo.

Teca Machado

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Alias Grace: Outro livro de Margaret Atwood vai virar série e ganha teaser


Amanhã tem vídeo novo no canal, mas enquanto isso que tal assistir aqui ao mais recente, sobre a minha visita a São Paulo e a tarde de autógrafos com a autora Leisa Rayven?

Eu ainda não assisti The Handmaid’s Tale, mas pretendo começar essa semana, entretanto sei que a série já está sendo considerada uma das melhores do ano e dos últimos tempos. Só de ver o trailer já deu para sentir que o negócio é tenso.

Baseada no livro de Margaret Atwood, de 1985, que no português se chama O Conto da Aia, a história se passa num futuro distópico, onde os EUA, agora República de Gilead, é governada por um regime totalitário e teocrático em meio a uma guerra civil. As mulheres são propriedade do Estado, não têm direitos e são divididas em castas. As mulheres férteis, muito raras, pertencem ao grupo das aias e têm a função de procriar para famílias de homens poderosos e suas esposas estéreis. 

Sinistro, né? Mas tem outra história da autora que vai virar série ainda esse ano: Alias Grace, livro publicado em 1996. E vai ser até mais fácil de assistir (hoje The Handmaid’s Tale é da Hulu) porque os direitos foram comprados pela Netflix, que está produzindo a série.

Na obra, baseada em fatos reais, uma imigrante irlandesa que vive no Canadá chamada Grace Marks (Sarah Gadon) é acusada de assassinato, pois tudo leva a crer que ela matou a sangue frio seu patrão (Paul Gross) e sua empregada doméstica (Anna Paquin). 

Alias Grace, que irá contar com seis episódios, ainda não tem data de estreia, mas a previsão é para ainda em 2017.

Veja algumas fotos e o teaser de Alias Grace:






Quem vamos assistir?

Em breve tem resenha de The Handmaid’s Tale. Fiquem de olho!

Teca Machado

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

White Gold: Longe do politicamente correto


Conhece a Leisa Rayven? A maravilhosa autora de Meu Romeu? A conheci em São Paulo na semana passada. Vem assistir como foi (e aproveite para se inscrever no canal)!

Se você só gosta do politicamente correto, passe longe da série White Gold, da Netflix, uma produção da BBC. Para começar, o seu protagonista é ninguém mais, ninguém menos do que Chuck Bass. Opa, peraí! Chuck Bass era de Gossip Girl, mas a cafajestagem, machismo, babaquice e libertinagem do personagem interpretado por Ed Westwick estão presentes com Vincent Swan, também Westwick.


"Vendedores são como vampiros. Não os convide para entrar em casa" 

White Gold se passa nos anos 1980 e tem como cenário uma loja de janelas em Essex, na Inglaterra. Na época o plástico começou a ganhar espaço nas residências – daí o nome White Gold, Ouro Branco – e Swan, apesar de ser egocêntrico, egoísta, inconveniente, idiota e machista, é o maior vendedor do ramo. Sua equipe comercial é completa por Brian Fitzpatrick e Martin Lavender (James Buckley e Joe Thomas), dois vendedores tão diferentes que é difícil acreditar que são amigos e que trabalhem no mesmo ramo.

Swan é capaz de tudo para fechar uma venda. Até mesmo de participar de grupos de oração e segurar a vontade de ir ao banheiro por horas a fio. Fitzpatrick é um babaca, mas quando entra na pele do vendedor é capaz até mesmo de convencer velhinhas que compraram janelas há 2 meses recomprarem o produto. E Lavender é quase um bichinho de estimação do grupo, pois é bonzinho, avesso a falcatruas e doce, quase não vende nada.



A trama gira em torno disso, das vendas e das estratégias que o trio, principalmente Swan, usa para se dar bem. Mas as técnicas de venda passam longe, muito longe, do politicamente correto e vemos os personagens enfiarem o pé na jaca várias vezes. Também acompanhamos de perto Swan e sua vida familiar. Casado com uma mulher maravilhosa e pai de dois filhos, ele é o perfeito exemplo do pior homem que existe – e não faz nada para mudar.

Dá para rir, mesmo que de nervoso, de White Gold e suas situações quase absurdas. É escrachado, é insano, é engraçado. Na primeira cena mesmo nos deparamos com Swan se arrumando para o trabalho enquanto se admira no espelho com uma cuequinha vermelha, muito perfume e um clássico dos anos 1980 tocando ao fundo.



Vincent Swan é odioso, mas tem um charme retrô e muito caricato que faz o público gostar dele. É quase um Lobo de Wall Street só que sem todo aquele dinheiro e com sotaque britânico. É paradoxal, eu sei, mas é verdade. Por incrível que pareça a gente até torce para que ele se dê bem, ainda mais porque o diretor e roteirista Damon Beesley faz com que quase seja um documentário da vida de Swan, já que ele conversa com a câmera constantemente, sem nenhuma vergonha do que é e do que faz.

Visualmente falando White Gold é bem bonita, com uma Essex antiga, charmosa e colorida. As roupas são vintage e cheias de cores, mas não chegam ao exagero daquela época – afinal, os ingleses sempre foram bem mais contidos. 

Ed Westwick nasceu para esse tipo de papel. Na verdade, nunca vi ele atuar em outro tipo de personagem que não Swan ou Chuck Bass. Nesse sentido, ele é um excelente ator.



White Gold é rapidíssima de assistir. São apenas seis episódios com menos de meia hora cada. E para alegria de uns e horror de outros (tudo depende do tipo de humor que você gosta) a série já foi confirmada para uma segunda temporada com data de estreia no ano que vem.

Recomendo.

Teca Machado


terça-feira, 12 de setembro de 2017

Poder – Final da Saga Encantadas


Já se inscreveu no canal do blog? Tem vídeo toda semana! O mais novo é sobre a visita da escritora Leisa Rayven ao Brasil. Vem ver aqui!

É fã de contos de fadas? Eu sou. Mas não só das histórias da Disney, bonitinhas e meigas, mas também das releituras, das novas versões. E se tem alguém que transformou totalmente esses enredos foi a Sarah Pinborough, com a Saga Encantadas. Terminei recentemente o último volume da série, Poder, e posso dizer que a Bela Adormecida nunca mais será a mesma para mim (ou a Bela e a Fera).


Leia resenhas do primeiro e do segundo livro: Veneno e Feitiço.

A Saga Encantadas é formada por três livros, mas eles são de certa forma independentes, não precisa ler um para entender o outro ou ler na ordem, apesar de que eu sempre acho bom ler cronologicamente porque tenho TOC com isso, haha. Tanto que no final descobri nos agradecimentos da autora que o último da série é Feitiço, não Poder, apesar da numeração ser ao contrário, só não me pergunte o porquê.

Em Poder, um príncipe mimado, egoísta e meio burro é obrigado por seus pais a viver uma aventura. Cansados de ver o filho sempre bebendo, farreando e sem responsabilidades, o rei e a rainha convocam um caçador para que leve o príncipe para explorar outros reinos. No meio do caminho, Petra, uma garota que mora na floresta e usa uma capa vermelha, se junta a eles. 

Sarah Pinborough
O trio chega a um reino isolado onde todos dormem há cem anos. O príncipe vê a mais bela princesa do mundo adormecida, quase morta, e a desperta com um beijo. Mas o que ele não sabia, é que por trás da face adorável e de toda gentileza e bondade a princesa tem um lado cruel, libertino e muito maligno que às vezes fica livre.

Poder mistura alguns contos de fadas: A Bela Adormecida, A Bela e a Fera, Chapeuzinho Vermelho e Rumpelstiltskin (eu NUNCA vou aprender a escrever esse nome sem olhar no Google). Todas as histórias são bem diferentes das originais e das versões Disney, mas todas são muito interessantes. A Bela e a Fera é uma das mais bacanas, porque a princesa é tanto a Bela quanto a Fera. 

Os únicos personagens recorrentes dos outros livros são o príncipe e o Caçador. Acredito que podemos dizer que o Caçador é o protagonista da Saga, pois em todos os livros teve um papel muito importante. Adorei Petra, Rumpelstiltskin e outros secundários, como o lobisomem.

Veneno e Feitiço já tinham cenas de sexo e palavrões, mas Poder é o mais “pesado” nesse sentido, com orgias, homossexualismo, assassinato e tortura. Nos agradecimentos Sarah Pinborough até mesmo comenta que teve que cortar muitas das cenas da festa porque estava um pouco exagerado.

Saga Encantadas completa

A leitura é super dinâmica e rápida. A autora não fica de enrolação e nem adiciona sequências desnecessárias para que o livro fique maior. Pelo contrário, ele é bem fininho e com letra grande, tanto que é possível ler de um dia para o outro. Eu até sinto falta de um pouco mais de desenvolvimento no enredo, porque é tudo um pouco acelerado. 

Poder, aliás, a Saga Encantadas como um todo, é muito bacana, nos trazendo outra visão das histórias que conhecemos desde crianças. Vale bastante a pena!

Recomendo.

Teca Machado


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Nu: Comédia besta e legalzinha da Netflix


Hey, já assistiram o novo vídeo do canal? É sobre a tarde de autógrafos com a Leisa Rayven, autora da trilogia Starcrossed (Meu Romeu, Minha Julieta e Coração Perverso). Veja aqui!

Me julguem o quanto quiserem (apesar de eu ter certeza que muitos de vocês acham a mesma coisa), mas As Branquelas é um dos filmes mais legais que existem! É aquele tipo de produção que sempre que está passando eu paro o que estou fazendo para assistir. Depois disso nenhum filme do Marlon Wayans foi tão bom, apesar de que ele bem tenta. O seu longa mais recente é da Netflix, chamado Nu, do diretor Michael Tiddes.


Nu não é nem de longe tão engraçado quanto As Branquelas, mas foi uma diversãozinha num sábado a tarde semanas atrás. Apesar de ser comédia, não deu para rir de verdade, mas é aquele filme completamente leve, despretensioso e que nem ele se leva muito a sério. Era o que eu precisava para relaxar e não pensar muito.

Rob (Marlon Wayans) é um professor substituto sem grandes ambições na vida prestes a se casar com Megan (Regina Hall), uma médica bem sucedida que tem um pai rígido que é contra a união. No dia do casamento, Rob acorda pelado, sem lembrar o que aconteceu, dentro do elevador de um hotel que não é o que está hospedado. Atrasado para a cerimônia, tudo dá errado. Só que não dá errado só uma vez, mas sim várias. Ele entra num looping de tempo e o mesmo dia, as mesmas horas, se repetem infinitamente, sempre com ele tentando – e falhando – chegar ao casamento a tempo e vestido.



Nu é bem besteirol, bem bobinho, e com um roteiro que não explica muita coisa, mas dá para se divertir. Muita gente tem comparado com o filme Feitiço do Tempo, com o Bill Murray, por causa do dia repetido mil vezes, mas não chega nem perto. Nu não inova nos dias vividos por Rob, sempre sendo uma variação pouco diferente do que aconteceu da última vez, o que por vezes é cansativo. Mas não chega a exaustão porque o filme em si é rapidinho, apenas 90 minutos. E o desfecho é meio preguiçoso, meio “ah, é claro que era assim que ia terminar”, só que é bem ok. Não há reviravoltas e nem tanto suspense.

Marlon Wayans por vezes força a barra na piada, por vezes é engraçado. Pelo trailer achei que era mais divertido. E temos no elenco também Regina Hall (de Código de Conduta e Black-ish), Scott Foley (de Scandal e Felicity), Eliza Coupe (de Quantico e Qual é o Seu Número?) e Dennis Haysbert (de 24 Horas e A Torre Negra).



O visual de Nu é bem bonito (não, não estou falando do Marlon Wayans pelado o tempo todo, haha). Ambientado no sul dos Estados Unidos, naquelas pequenas cidades charmosas e ensolaradas, o filme é bem agradável aos olhos.

Quando você estiver procurando algo bem despretensioso para assistir na Netflix, veja Nu. Não garanto o melhor filme do mundo, mas garanto que você não vai precisar pensar muito e de quebra ainda vai dar umas risadinhas, se é do tipo que gosta de humor bobo.


Recomendo.

Teca Machado