sexta-feira, 24 de maio de 2019

Nossas Noites – Resenha do livro



O que mais vemos na literatura são grandes histórias de amor, muitas vezes épicas. Mas e os romances simples, mas ainda assim profundos, não merecem páginas sobre eles? É o caso do enredo de Nossas Noites, de Kent Haruf, publicado no Brasil pela Companhia das Letras, um livro doce do tipo que esquenta seu coração.

Foto @casosacasoselivros

Addie é uma viúva de setenta anos que vive sozinha há muito tempo. Cansada da solidão, vai até a casa de Louis, seu vizinho também idoso, para fazer uma proposta: que passem a dormir juntos. Não, não envolve sexo. É uma questão de companhia, de ter um corpo quente ao seu lado durante a noite e de ter alguém com quem conversar. Surpreso com a iniciativa dela, afinal, nunca foram realmente amigos, Louis aceita a proposta e começa assim uma relação doce que sofre com comentários maldosos dos outros habitantes da pequena cidade onde moram.

Com uma escrita peculiar, Haruf nos mostra a vida como realmente é. São duas pessoas de idade que viveram, erraram, tiveram arrependimentos e numa fase em que não esperam mais emoção, encontram ternura, carinho e mesmo amor. É um livro que vai te conquistar pela simplicidade e pelo realismo, sendo uma história que realmente poderia ter acontecido com alguém que conhecemos.

Meus trechos preferidos são os que Addie e Louis conversam sobre suas vidas e podemos conhecer o passado deles e o que os levou a serem as pessoas que são no presente. Não são vidas extraordinárias e nem mesmo realmente felizes, sentimos que eles finalmente passam a experimentar juntos. E isso nos leva a refletir sobre nossas escolhas: Será que estou caminhando para onde realmente quero chegar ou só estou me contentando com o confortável e conhecido? Além dos diálogos antes de dormir, o casal passeia pela cidade – escandalizando os conhecidos -, acampa, vai ao teatro e curte a vida nenhum fazia há anos.

Addie e Louis são carismáticos e passamos a gostar deles desde as primeiras páginas. E mesmo depois de conhecermos seus erros e seus piores lados, o carinho pelos personagens continua. Eles são humanos, complexos, repletos de frustrações, problemas, alegrias e satisfações, como qualquer pessoa. Diferentes, juntos e shallow now encontram as melhores versões de si mesmos. E ainda há alguns personagens secundários interessantes, sendo o melhor e de maior destaque Jamie, neto de seis anos de Addie. Uma criança que sofre com pais problemáticos e que encontra paz com Addie e Louis. Só queria um pouco mais de Holly, filha de Louis que aparece pouco, mas me pareceu maravilhosa, e Ruth, vizinha ainda mais idosa da dupla e que tem uma alegria e simplicidade que vemos pouco por aí. Só odiei Gene, filho de Addie, que é a razão dos maiores embates do livro.

Um dos pontos que mais gostei de Nossas Noites foi o casal protagonista ser fora do padrão. São pouquíssimos os enredos em que os personagens são idosos e são o foco. Esse é um livro para fugir da zona de conforto literária ao mesmo tempo que é uma história extremamente cotidiana e rotineira. E mesmo sendo “vida real”, a maneira como Kurt escreve nos envolve. E é extremamente rápido de ler, com apenas 160 páginas, dá terminar em poucas horas.

Nossas Noites é sensível, encantador, maduro e íntimo.

A Netflix produziu um filme baseado no livro, com Jane Fonda e Robert Redford. Agora que terminei a leitura foi assistir e em breve conto para vocês o que achei.


Recomendo.

Teca Machado

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Disque Amiga Para Matar - Crítica


Não deixe que o título ruim te afaste: Disque Amiga Para Matar, série da Netflix que entrou no catálogo no início do mês, é muito boa! Deveriam ter mantido o nome original, Dead To Me (Morto Para Mim), que faz muito mais sentido e é mais sutil. Essa dramédia (drama + comédia) de Liz Feldman, com produção de gente de peso - Adam McKay (diretor de A Grande Aposta e Vice) e o ator Will Ferrel – é perfeita para quem quer maratonar, porque são apenas 10 episódios com menos de meia hora cada um.


Em Disque Amiga Para Matar encontramos uma amizade estranha, mas profunda. Jen Harding (Christina Applegate) e Judy Hale (Linda Cardellini) se conhecem num grupo de apoio a pessoas em luto. Jen recentemente perdeu o marido, que foi atropelado e não recebeu socorro do motorista, enquanto Judy participa depois de perder o noivo. A partir daí as duas criam um laço profundo para se apoiarem nesse momento difícil, mas há muitos segredos entre elas e a relação está sempre numa corda bamba.

Disque Amiga Para Matar mistura comédia com suspense, mas um suspense em que sabemos de antemão um dos fatos mais importantes da trama (eu não vou dar spoiler, mas só pelo trailer e pela sinopse oficial da série você já sabe). E mesmo assim o enredo consegue te prender com essa fusão entre momentos de comédia ácida e quase sombria e passagens de carga emocional mais densa. O sofrimento das protagonistas é muito palpável e sentido. Principalmente quando Jen chora pelo marido morto enquanto escuta o rock mais pesado possível e lágrimas escorrem sem que ela use máscaras e apenas sente toda perda e desesperança.



Além do luto, muitos assuntos são tratados no programa. Relacionamentos familiares, relações tóxicas, culpa, raiva, amizade, sororidade, perda, aborto e mais. E tudo num roteiro inteligente, ágil e recheado de humor negro que não perde a mão nem para comédia demais e nem para drama demais. Os dois gêneros convivem bem e de forma equilibrada.

Mesmo que o trabalho dos roteiristas seja excelente, ele não seria nada se a dupla protagonista não se entregasse tanto. É inegável que Christina Applegate e Linda Cardellini estão numa das melhores interpretações das suas carreiras. Enquanto Jen é raivosa, sarcástica e durona e quer fazer justiça com as próprias mãos por achar que a polícia não faz nada para resolver o caso do atropelamento do marido, Judy é doce, problemática, meio good vibes e extremamente dúbia. São uma mistura extremamente improvável, mas que dá certo. As atrizes conseguem transitar de modo muito fluido entre um momento dramático e outro cômico. Ambas as personagens têm inúmeros defeitos, o que nos faria sentir zero empatia, mas a construção do roteiro junto com a atuação faz com que nos importemos com elas – e muito! E há ainda ótimos personagens secundários, sendo o de maior destaque Steve (James Marsden), o ex-noivo de Judy que nos faz querer torcer seu pescoço.



Como foi recém-lançada, ainda não há uma confirmação de segunda temporada, mas pelo que andei pesquisando é quase certo que ela tenha um segundo ano. Agora aguardo ansiosamente (e sei que se você assistir vai pensar a mesma coisa).

Recomendo.

Teca Machado

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Sangue e Fogo - Resenha


Nas últimas semanas, quando se fala sobre Game of Thrones os ânimos estão exaltados – seja a favor, seja contra. E justamente na semana que a série da HBO se encerra, finalizei a leitura do novo livro de George R. R. Martin, Fogo e Sangue, publicado no Brasil pela Editora Suma (Grupo Companhia das Letras), que me enviou um exemplar.

Fotos @casosacasoselivros

Fogo e Sangue não é o tão esperado novo volume de As Crônicas de Gelo e Fogo, a saga que deu origem à série e hoje conta com cinco livros. Ele é um prequel da história principal e é sobre os três séculos em que a dinastia Targaryen ficou no trono de Westeros.

Começamos com Aegon, O Conquistador, que após a queda da Valyria era o único senhor de dragões do mundo, junto com as suas irmãs esposas. Ele conquistou os Sete Reinos a fogo e sangue, construiu e Trono de Ferro com as espadas dos inimigos e assim começou a monarquia da família. Passando por vários e vários reis e rainhas, chegamos até Aegon III, que é o último retratado nesse primeiro livro.

Essa primeira parte engloba mais ou menos 150 anos da dinastia Targaryen e vou falar uma coisa: A Daenerys é umas mais sensatas da família (e olha que ela não é nenhum exemplo de equilíbrio). Os Targaryens sempre tiveram um pezinho na loucura, na fúria. Provavelmente por toda questão do casamento entre irmãos, que é um ponto importante do livro. No último episódio exibido da série Varys (Conleth Hill) disse uma frase parecida com a de Sangue e Fogo que exemplifica bem a psique da família: “O rei Jaehaerys uma vez me disse que loucura e grandeza são dois lados da mesma moeda. Toda vez que um novo Targaryen nasce os deuses jogam a moeda no ar e o mundo prende a respiração para ver como ela irá pousar”.


Além da loucura, a Casa sempre foi vista em Westeros como uma espécie de divindade. Por serem descendentes ancestrais da antiga Valyria, senhores de dragões com cabelos platinados e olhos violetas, se diferenciavam de todos. Inclusive, raramente os Targaryens adoeciam ou sofriam de males do povo comum.

A história da dinastia é extremamente interessante e te envolve. Há intrigas, guerras, conspirações, brigas e assassinatos. George R. R. Martin nunca nos decepciona no quesito criatividade, enredo e reviravoltas. Fora que encontramos muitas Casas já conhecidas do leitor/fã da série, como Stark, Tully, Baratheon, Lannister, Greyjoy e outras.


Mas Sangue e Fogo tem um problema: a fluidez. Ele não é um livro fácil de ler. Eu mesma demorei 2 meses para terminar as 670 páginas (muito porque eu estou com tempo corrido, mas também por causa do livro em si). Sabemos que Martin não é um escritor de poucas palavras. Ele é detalhista e constrói seu universo de maneira extremamente completa. Mas isso nunca foi problema em As Crônicas de Gelo e Fogo, porque era uma prosa, apesar da leitura mais lenta. Só que em Sangue e Fogo, para inovar, o autor fez como se o livro fosse escrito pelo Arquimeistre Gyldain, então é um enredo denso de historiador, com pouquíssimos diálogos e muitos e muitos fatos. Fora que os nomes dos personagens são muito parecidos e muitas vezes me senti perdida. Mas algo muito legal é que o Gyldain usou várias fontes para compor a história, então às vezes o mesmo fato tem três versões e ainda fica claro que nenhuma delas pode ser a verdade. 

A edição da Suma está lindíssima! A capa tem tudo a ver com o livro e ele conta com 80 ilustrações de Doug Wheatley que ajudam a nos inserir ainda mais na história dos Targaryens. E é bacana porque vemos, por exemplo, como é o Trono de Ferro real. Muito maior e mais imponente que o da série da HBO.

O Trono de Ferro como George R. R. Martin pensou

Sangue e Fogo é difícil de ler, mas tem uma história ótima, típica de George R. R. Martin. Para quem já é fã é um prato cheio. É ótimo ver toda história de glória e auge dessa família que foi quase extinta.

Produtores e HBO já estão conversando sobre ao fim de Game of Thrones adaptar Sangue e Fogo para uma série. E já posso dizer que se seguirem o material original vai ser bem louco! Agora ficamos aqui esperando o autor terminar As Crônicas de Gelo e Fogo e a segunda parte da história dos Targaryens, que vai até o Rei Louco, pai da Daenerys.


Recomendo bastante.

Teca Machado






quarta-feira, 15 de maio de 2019

Livros com títulos bizarros


Que nunca se interessou por um livro porque o título era chamativo?

Mas e quando o título é tão criativo, mas tão criativo, que fica bizarro? É o caso dessa seleção de livros no mínimo estranhos que vão te fazer pensar “o que esses escritores tinham na cabeça?”.

1- É véspera de Ano Novo. Seu melhor amigo morreu em setembro, você foi assaltado duas vezes, sua namorada está deixando você, você perdeu seu emprego... E o único que ficou para conversar é o ladrão gay que você amarrou na cozinha. P.S.: Seu gato está morto - James Kirkwood Jr


(Mas esse título pode ser reduzido para P.S.: Seu gato está morto e descobri que virou uma peça de teatro, além de um filme em 2002)


2- Todo mundo pode ser legal… Mas ser incrível precisa de prática, de Lorraine Peterson.



3- Como começar seu próprio país, de Erwin S. Strauss.



4- A arte Zen do peido, de Reepah Gud Wan.



5- Mais uma noite besta na cidade de merda, de Nick Flynn.



6- Como ser feliz embora casado, de Tim LaHaye.


7- Como assaltar bancos sem violência, de Roderic  Knowles.



8- A síndrome da princesa com cara de bunda, de Michael Carr-Gregg.



9- Como defecar na floresta, de Kathleen Meyer.



10- Como aumentar o seu Q.I. comendo crianças superdotadas, de Lewis Burke Frumkes.



11- Como desaparecer por completo e nunca mais ser encontrado, de Doug Richmond.



12- Como falar sobre livros que você não leu, de Pierre Bayard.



13- As mulheres são humanas?, de Catherine MacKinnon.



14- Como fazer xixi de pé: dicas para garotas descoladas, de Anna Skinner.



15- Aprendendo a brincar com testículos de leão, de Melissa Haynes.


16- Como falar gatês: Os princípios essenciais da língua dos gatos, de Alexandra Sellers.


17- Caixões: Faça você mesmo, de Dale Power.



18- Como ser papa, de Piers Marchant.



19- Seja corajoso com banana, um livro de culinária sem assinatura de autor.



20- O livro do sexo & cozinha judaico-japonês e como criar Lobos", por Jack Douglas.



Fonte: A internet, esse lugar maravilhoso e bizarro

Não sei vocês, mas acho que vou ler o número três da lista e construir meu próprio país: Tecalândia!

Teca Machado


segunda-feira, 13 de maio de 2019

Motivos para assistir Coisa Mais Linda


Há um tempinho assisti Coisa Mais Linda, da Netflix, mas acabei esquecendo de falar sobre isso para vocês. Como hoje a Netflix anunciou que em breve chega a segunda temporada, relembrei dessa série brasileira que deixou meu coração quentinho (e também despedaçado).


Se você ainda não conhece, com o perdão do trocadilho, essa coisa mais linda, trouxe motivos para você mergulhar nas desventuras de Malu (Maria Casadevall), Adélia (Pathy Dejesus), Lígia (Fernanda Vasconcellos) e Thereza (Mel Lisboa). 

1- Cenário, ambientação e roteiro


Vamos começar com algo óbvio, mas parte muito importante: o cenário. O Rio de Janeiro dos anos 1960 é praticamente um personagem da série. Linda, em todo o seu esplendor, a cidade é fundamental para o caminhar do enredo. Além disso, é uma história divertida, com partes cheias de emoção, que fala sobre temas muito importantes e nos surpreende quando menos esperamos.


2- Sororidade


Coisa Mais Linda é uma aula linda de sororidade (se você não sabe o que é isso, significa união e aliança entre mulheres, baseada na empatia e companheirismo). A amizade e o apoio, mesmo que em momentos fiquem balançados, é o ponto principal da série. Nenhuma das protagonistas é perfeita. Elas erram, se embolam e brigam, mas se amam.


3- Empoderamento feminino e negro



E já que estamos falando sobre as mulheres, impossível não comentar o fato de que essa é, sim, um hino ao feminismo, mas sem levantar a bandeira de forma extremista. Cada uma com a sua particularidade, as quatro lutam para serem iguais aos homens, para terem direito sobre suas vidas, seus corpos, suas finanças. Quando se libertam é quando mais brilham. E ainda há a questão de não ser uma série tímida para falar sobre as dificuldades da mulher negra.


4- Música


Uma série que se passa nos Rio de Janeiro nos anos 1960 não poderia deixar de mostrar a Bossa Nova, né? Vemos o nascimento desse ritmo tão brasileiro na voz de Chico (o lindo Leandro Lima), que é uma representação fictícia de João Gilberto. A trilha sonora é ótima e nos ajuda ainda mais a entrar no clima.


5- Produção brasileira


Dirigida por Caito Ortiz, Hugo Prata e Julia Rezende, Coisa Mais Linda dá um show em termos de enredo, fotografia e figurino (E, meu Deus, que figurinos maravilhosos!)  de uma série de época. A Netflix disponibilizou Coisa Mais Linda no catálogo de mais de 180 países.

E, além de tudo, são apenas 7 episódios, então é rapidinho de assistir e é super “maratonável”. 

E aí, você já assistiu Coisa Mais Linda?

Mal posso esperar pela nova temporada!

Recomendo muito.

Teca Machado

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Curiosidades sobre Os Vingadores: Ultimato


Finalmente assisti essa semana Os Vingadores: Ultimato. Mas como demorei 12 dias (e consegui passar esse tempo sem nenhum spoiler, YES!), sei que já saiu um zilhão de críticas e resenhas. Então decidi que não faria um texto com a minha opinião sobre a produção (mas digo uma coisa: EU AMEI DESESPERADAMENTE ESSE FILME! MINHA GENTE, O QUE FOI ISSO? O FINAL ÉPICO DE UMA ERA). 


Então, trago hoje para vocês curiosidades sobre Os Vingadores: Ultimato.

Claro que para quem não assistiu, esse post está cheio de spoilers. Continue por sua conta em risco.


1. Os Vingadores: Ultimato é o 22º filme da franquia e marca o capítulo 10 da Fase Três do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU).

2. Robert Downey Jr. foi o único membro do elenco a receber o roteiro completo.

3. Talvez você não tenha percebido, mas na sequência de abertura todos os personagens afetados pelos eventos de Guerra Infinita foram removidos.

4. Paul Rudd filmou simultaneamente Homem-Formiga e Vespa e Ultimato.

5. Brie Larson filmou primeiro sua participação em Ultimado e depois seu filme, Capitã América.

6. No começo do filme, Tony Stark (Robert Downey Jr.) fala que a franquia Ben & Jerry’s fez um sabor de sorvete inspirado nele e um no Hulk. Depois, enquanto falam sobre viagem no tempo, Hulk está comendo o Hunka Hulka Burnin’ Fudge, seu “sabor”.


7. Natalie Portman não filmou novas cenas da sua personagem em Ultimato. As passagens em que aparece são “sobras” das filmagens de Thor: O Mundo Sombrio, que não foram utilizadas.

8. Robert Downey Jr. é o ator que mais interpretou o mesmo herói. Antes de Ultimato estava empatado com Hugh Jackman, que viveu Wolverine.

9. Joe Russo, um dos diretores do filme, interpreta o homem em luto que vai num encontro do grupo de terapia do Capitão América. Seu personagem, ainda que de forma discreta, foi o primeiro abertamente homossexual da franquia.

10. Os Vingadores: Ultimato foi o primeiro filme da história a alcançar U$ 1 bilhão no final de semana de estreia e, até o momento, arrecadou U$ 2,3 bilhões, atrás apenas de Avatar.


11. Os ingressos mais caros de Ultimato foram vendidos no eBay, para uma sessão em IMAX num cinema de Nova Jersey. O par custou U$ 15 mil.

12. Nos quadrinhos, Morgan não é o nome da filha do Tony Stark, mas sim de um primo que depois se torna antagonista do Homem de Ferro.

13. Morgan dizer que ama Tony 3 mil vezes é uma referência: Juntos todos os filmes da Marvel somam 2.998 minutos.

14. O rapaz que aparece no funeral de Tony Stark perto da Feiticeira Escarlate e Bucky e deixou todo mundo se perguntando quem era ele é Harley, que ajudou o Homem de Ferro no terceiro filme do herói.



15. Essa é a última participação de Stan Lee, criador da Marvel, num filme.

16. Steve dançando com Peggy é uma referência ao filme Capitão América: O Primeiro Vingador, quando antes de ser congelado ele diz a ela que ainda lhe deve uma dança.

17. Traduzido no Brasil como Ultimato, o subtítulo original de Vingadores 4 é Endgame, que significa, literalmente, fim de jogo. A expressão vem do último estágio das partidas de xadrez, quando há poucos peões remanescentes no tabuleiro.


18. Ultimato é o primeiro filme do MCU sem cenas pós-créditos. Ao final de tudo, a tela fica preta e é possível escutar ao fundo um som de metal. É o barulho de Tony Stark construindo sua armadura no primeiro filme e indica que os eventos são finais e marcam o fim oficial da primeira década da Marvel e da saga Infinito.

Fonte: IMDB

E vocês, o que acharam de Ultimato?

Teca Machado

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Desafio um ano sem comprar livros – Mês 12



Depois de longos 365 dias, eis que o desafio um ano sem comprar livros terminou!

Queria dizer que o balanço foi muito positivo, porque não desviei do meu propósito nem uma vezinha que foi. Claro, bateu vontade, a tentação foi grande em várias ocasiões, mas confesso que foi mais fácil do que pensei que seria – mas isso também não significa que foi tão tranquilo que queria fazer de novo, haha.

Aprendi algumas coisas nesses últimos doze meses:

1- Sou mais forte do que imaginava quando o assunto é não ceder as tentações.
2- O que os olhos não veem o coração sente menos mesmo (todas as vezes que entrei numa livraria ou site fiquei abalada, mas se nem lembrava que eles existiam ficava bem)
3- Não tem problema demorar a ler os lançamentos. Isso não é uma competição de quem lê primeiro.
4- Eu não preciso comprar 29 mil livros de uma vez, posso fazer isso aos poucos e com moderação.
5- Não tenho tempo hábil para ler tudo o que gostaria, mesmo com a estante diminuindo de tamanho.

Durante esse período li 34 livros, o que pensei que desafogaria a minha estante, mas ganhei uns 20 outros durante esse tempo – principalmente graças à parceria com o Grupo Companhia das Letras -, então não foi bem o que aconteceu. Continuo tendo mil livros. Pelo menos se estivesse comprando no ritmo normal teria ainda mais.

Não nego que estou feliz com o fim desse desafio e muito satisfeita que ele teve um final do jeito que eu gostaria.

E já comemorei o fim desse período de abstinência comprando um livro novo: Princesa Pocahontas, romance escrito por Virginia Watson em 1916, que estava em campanha de financiamento coletivo da Editora Wish (falei sobre isso no post passado). É uma edição linda de colecionador toda feita de forma eco-friendly que deve chegar só em agosto. 

Foto: Divulgação Editora Wish

Ou seja: acabei o desafio, mas o livro novo só chega daqui alguns meses. Tenho certeza que até lá já comprei outros, haha.

E vocês, já pensaram em se desafiar a ficar um ano sem comprar livros? Acham que conseguiriam?

Obrigada por estarem aqui e me darem força durante esses 365 dias.

Teca Machado