quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Vem, John, vem!


O blog anda tão deixado de lado, né?

Me perdoem, mas a vida está corrida, frenética e cheia de mudanças. Essa semana foi tão doida de compromissos que nem consegui gravar vídeo (e amanhã era dia de vídeo novo, poxa vida!).

Mas eu prometo, prometo mesmo, que a partir de semana que vem voltaremos à programação normal por aqui, mesmo que eu fique sem dormir.

E o que eu trago hoje além de desculpas esfarrapadas?

Um clipe do John Mayer, só para entrar no clima, afinal, John Mayer nunca é demais. Amanhã tem show dele em BH e eu voooooooooou!



Depois conto como foi ou você pode acompanhar tudo pelo Stories do meu instagram (@tecamachado), inclusive a road trip para chegar lá.

E se você ainda não se inscreveu no nosso canal no Youtube, aproveita e assista os vídeos antigos. É só clicar aqui.

Beijos,

Teca Machado

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Centelha – Livro 2 da série Em Busca De Um Novo Mundo


Alguns livros nos tiram o fôlego. Brilho, de Amy Kathleen Ryan, primeiro volume da série Em Busca De Um Novo Mundo, que comentei aqui, foi um deles. E a sequência, chamada Centelha, é igualmente de perder o ar. Tensão, correria, situações de risco e muito pouca esperança de futuro ditam o enredo da obra.


Em Brilho conhecemos a realidade da humanidade: com a Terra destruída, duas naves-mundo – Empyrean e New Horizon - foram enviadas para a Nova Terra, um planeta aparentemente com condições iguais ao nosso. Mas durante o caminho uma nave entrou em conflito com a outra, muitas mortes aconteceram na Empryrean, as adolescentes meninas foram sequestradas, assim como os adultos. 

Centelha inicia exatamente onde o outro livro terminou. Waverly, a líder das garotas, conseguiu resgatar todas elas e voltar para a sua nave, mas precisou deixar todos os pais para trás, inclusive sua mãe. Retornou para uma nave que tem apenas adolescentes e crianças tentando sobreviver da melhor maneira possível. Seu ex-namorado Kieran, antes doce e gentil, se tornou uma espécie de capitão ditador da Empyrean e um líder religioso extremista que muito lembra a capitã da outra nave, responsável pelo sequestro e pelo massacre, jogando na cadeia todo mundo que é contra ele, inclusive Seth, seu maior opositor. E como se tudo isso não bastasse, parece que há um clandestino na nave, pronto para destruí-la, acabando com parte do que sobrou da humanidade.

Por se passar no espaço, muitas vezes em situações com pouco oxigênio dentro da nave, Centelha tem um quê claustrofóbico, um sentido de urgência que nem todos os livros de ação e ficção conseguem ter. Amy Kathleen Ryan soube equilibrar acontecimentos introspectivos e de descobertas com ação pura e simples (os últimos capítulos mesmo são arrebatadores). Ora os personagens estão tentando desvendar quebra-cabeças de funcionamento da nave e de como pegar o terrorista e ora lutam pela sobrevivência pura e simples. A história tem realmente um ritmo um pouco mais lento do que no primeiro, mas nada que não funcione para a obra.


Apesar de ser um livro com protagonistas adolescentes e eles serem imaturos às vezes, os personagens têm a cabeça no lugar e conseguem muito bem levar a história com uma ótima evolução. E mesmo com um triângulo amoroso que parecia promissor no primeiro volume, em Centelha ele não é explorado, o que é ótimo, já que o romance não é o foco da história, pelo contrário. A autora não forçou a barra para que ficassem juntos e isso é muito raro em livros do gênero.

Waverly é a mocinha, mas pouco tem de indefesa. Na verdade, coloca os homens no chinelo. Luta pelo que acredita e não abaixa a cabeça para ninguém. Seth teve uma evolução incrível desde Brilho e está se tornando um homem muito equilibrado e gentil, ainda que uma espécie de anti-heróis. Conhecemos a fundo seu passado e isso mostra o motivo de ele ser quem é hoje. Kieran é para querer matar, já que de fofo se tornou um babaca de marca maior, mais teimoso que uma mula e que prefere deixar todos correrem risco do que dar o braço a torcer de que estava errado. Sim, o peso em seus ombros é muito grande, mas ele não precisa ser um idiota, né?

Centelha é um livro grande, mas as páginas correm nas suas mãos, principalmente as últimas. E Amy Kathleen Ryan nos deixa um cliffhanger ABSURDO. Isso não se faz com o coração dos leitores!

O terceiro e último livro da série Em Busca de Um Novo Mundo é Chama e eu espero um final épico!

Recomendo.

Teca Machado


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O que é e como curar uma ressaca literária


Muita gente pode até conhecer a sensação, mas não sabe o nome “científico”: Ressaca literária.

Afinal, o que é isso?

É quando após terminar um livro tão bom, que mexeu muito com seus sentimentos, você não conseguir começar outro logo em seguida. É um período de hiato em que o leitor fica ali só curtindo a dor e a alegria de ter terminado uma história fantástica – ou desoladora. É não ter ânimo ou coragem de entrar em outro universo literário, porque você está profundamente imerso no anterior.


Tenho certeza que você já passou por isso pelo menos uma vez na vida, não é?

Mas como curar essa ressaca que pode até mesmo se pior do que a de bebida?

“Especialistas” bookaholics dão algumas dicas:

1- Releia seu livro preferido. 

Nesse caso você tem a certeza de que vai encontrar um livro bom e que talvez não precise de toda a sua capacidade mental, já que você conhece bem a história e pode ler sem grandes expectativas.

2- Leia contos.

Talvez o seu coração ainda não esteja pronto para encarar um livro novo e enorme, cheio de grandes possibilidades, mas ler um conto requer pouco compromisso. Geralmente são curtos, fáceis de ler e tem uma alta capacidade de te tirar da ressaca. O problema é ele ser muito bom e muito curto e você acabar em outra ressaca.

3- Fale sobre o livro com alguém.

Você está imerso até a cabeça no universo do livro, certo? Então talvez conversar sobre ele, colocar tudo para fora, seja uma maneira de se livrar da sensação de desolação que ficou. Fale, fale, fale até se cansar (ou até a pessoa cansar de você. Aí nesse caso, passe para a próxima disposta a te escutar).

4- Leia um livro indicado para leitores que tenham gostado da obra que te ressacou.

Às vezes, melhor do que tentar sair da ressaca é se afundar nela logo de uma vez. Leia livros do mesmo gênero, de autores que sejam comparados ao que você acabou de ler. Quem sabe a nova leitura te deixe com uma ressaca pior ainda!

5- Dê tempo para o seu organismo absorver todo o conteúdo.

Eu sei. Você é um obsessivo por livros. Assim que termina um precisa começar outro. Mas, às vezes, com a ressaca literária você simplesmente não consegue. Então curta sua ressaca, vá ver filmes ou séries para variar, vá correr no parque. Em alguns dias o seu cérebro já absorveu toda a história, processou todos os sentimentos e vai te deixar seguir em frente, pronto para a próxima ressaca.


* A ideia deste post surgiu ontem, quando ao conversar com um casal de amigos que gostam de ler, mas não são leitores compulsivos, não sabiam nomear a sensação de simplesmente não conseguir ler um novo livro porque o último que leram era simplesmente genial.

Teca Machado

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Vídeo: O dia que eu entrei sem querer numa treta literária na internet


Semana de feriado e os posts ficaram um pouco deixados de lado aqui no blog, mas, como prometido, toda sexta-feira tem vídeo novo no canal e hoje não poderia ser diferente!

E justamente hoje, no Dia Mundial do Escritor, eu vim falar sobre o dia que entrei sem querer numa treta de internet depois de ser sincera sobre um livro nacional que li e não gostei. Opa!

Vem ver o que rolou!


E aí, você também acha que a sinceridade é o essencial para blogs literários?

Gostaram? Então se inscrevam no canal (se ainda não, é só clicar aqui) e deem um like no vídeo de hoje para ajudar o canal a crescer!

Beijos e um bom fim de semana!

Teca Machado


terça-feira, 10 de outubro de 2017

Fuller House – 3ª temporada


Com um sorriso no rosto. 

Foi assim que eu fiquei durante quase todo o tempo dos 9 episódios da primeira parte da terceira temporada de Fuller House, série derivada de Full House, sucesso dos anos 1980 e 1990 e que ganhou novas temporadas na Netflix.


Veja aqui a resenha sobre a primeira temporada e aqui sobre a segunda.

Esses 9 episódios foram muito divertidos de acompanhar, já começando nos primeiros minutos, quando o Max (Elias Harger) começa o verão com uma animada música chamada Best Summer Ever em que todo elenco participa. Mas, não se preocupe, não é um musical, é apenas um sonho do garoto, e talvez o melhor verão da vida não seja tão bom assim, principalmente para Jackson (Michael Campion), seu irmão mais velho, que ficou de recuperação.

Best Summer Ever

O trio principal – The Wolf Pack – que conta com DJ (Candance Cameron Bure), Stephanie (Jodie Sweetin) e Kimmy (Andrea Barber) está mais alinhado do que nunca e com várias tiradas maravilhosas. As três mulheres tem personalidades muito opostas, mas que se completam numa relação de irmandade pouco vista por aí, e isso é muito visível em cena.

Todo elenco de Fuller House é ótimo, do trio de mulheres a todos os filhos e namorados, mas Juan Pablo de Pace, no papel de Fernando, marido e ao mesmo tempo ex-marido de Kimmy, sempre que aparece rouba a cena. Ele foi responsável por me fazer rir várias vezes e eu sou apaixonada pelo seu sotaque tão terrível.




Nessa terceira temporada o roteiro está olhando para o presente e para o futuro. Nas temporadas passadas, principalmente na primeira, foi preciso explicar para o público o que aconteceu nos últimos quase 30 anos que se passaram e como os personagens foram moldados pelas situações vividas. Agora eles podem seguir em frente. DJ está construindo uma relação muito divertida e doce com Matt (John Brotherton) – e eu sou Team Matt até o fim, Kimmy está num processo de restauração do casamento com Fernando, Stephanie precisa decidir se tentará um filho, mesmo tendo descoberto que é estéril, Jackson e Ramona (Soni Bringas) estão crescendo, descobrindo como ser adolescente e como ter o coração partido, Max, com seu maravilhoso senso de estilo, enxerga que a vida não é só um mar de flores e o bebê Tommy (Dashiell e Tommy Messitt) é cada dia mais fofo <3.

Apesar das aparições esporádicas, principalmente nos últimos episódios, os atores de Full House sempre brilham quando aparecem. Quem não ama o tio Jesse (John Stamos) ou não se emocionou com o recente divórcio de Danny Tanner (Bob Saget)? Por falar no Bob Saget, sempre que ele aparece eu só consigo pensar na voz dele narrando How I Met Your Mother durante nove temporadas!




O humor de Fuller House é nostálgico, por isso talvez não seja para todo mundo. Como disse quando resenhei a primeira e a segunda temporada, a série é um sitcom americana, no melhor estilo clichê e muito baseado na versão antiga (mas você não precisa assistir Full House para assistir essa, apesar de que é bacana pelo menos saber do que se tratava a outra). Eu sempre rio bastante e não tem um episódio que eu não goste.

A temporada foi dividida em duas partes, com nove episódios cada. A primeira foi lançada dia 22 de setembro, data que marcou os 30 anos de estreia de Full House. E a segunda deve ser liberada ainda esse ano – graças a Deus, porque terminou com um cliffhanger de matar a gente do coração!




Fuller House continua divertido, fofo, cheio de amor e recheado de abraços, sorrisos e família. Talvez seja a temporada que eu mais gostei até agora. É para assistir e deixar o coração quentinho de amor.

Recomendo muito.

Teca Machado

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Mãe, apareci no Papo de Homem!


Sábado acordei com uma surpresa boa!

O Fred Fagundes, do Papo de Homem, fez um apanhado com canais do YouTube com conteúdo bacana e sem zilhões de seguidores que valem a pena acompanhar. E imaginem a minha surpresa em ver o meu nome lá citado entre pessoas tão incríveis e que eu admiro, como Eduardo Bueno (leio os livros dele desde pequena!), Marcelo Madureira, José Trajano, Luh Testoni e muitos outros nomes.

Print do cabeçalho da matéria do Papo de Homem

É ou não é de morrer de emoção?

Você pode ler a matéria completa aqui.

E se você ainda não viu meus vídeos, é só entrar aqui. Toda sexta tem conteúdo novo, que eu tento trazer com o maior carinho e pesquisa sobre o tema.

Print de seção da matéria do Papo de Homem


E os canais que o Fred Fagundes cita eu já seguia alguns e agora sigo muitos outros. Tem bastante gente bacana ali, bacana de verdade.

Teca Machado

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Vídeo novo: Felicidade Invisível


Sexta, além de um dia feliz de pré-final de semana, é dia de que?

Dia de vídeo novo no canal Teca Machado!

E o de hoje é bem especial: Resenha do conto Felicidade Invisível, da querida, linda e maravilhosa Larissa Azevedo.

Essa é a primeira história da série Os Guardiões de Crainn Chiara.

Vem comigo!



E não se esqueça de se inscrever no canal e curtir o vídeo. Toda semana tem novidades para vocês lá!



Teca Machado