quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A Garota do Calendário - Março


Estamos de volta com a acompanhante de luxo Mia Saunders!

No terceiro volume da série A Garota do Calendário, de Audrey Carlan, publicada pela Verus Editora, temos, até o momento, o livro mais diferente da saga, porque o cliente em questão é gay.


Para quem não sabe sobre o que A Garota do Calendário trata, vai um resumão: Mia Saunders, uma garota de Las Vegas, se vê obrigada a trabalhar como acompanhante de luxo depois que seu pai pegou dinheiro emprestado com um agiota, não pagou e tomou uma surra que o deixou em coma. Para pagar a dívida de um milhão de dólares, ela precisa aceitar o emprego oferecido pela sua tia pelo tempo de um ano. Ela não é prostituta, mas se quiser dormir com os clientes, está livre para fazer isso e ganhar um bônus. Cada volume acompanha o cliente de um mês e o seu relacionamento com Mia. Comentei o livro de janeiro aqui e o de fevereiro aqui.

Em março encontramos Tony Fasano em Chicago. Herdeiro de uma cadeia de restaurantes, ex-lutador de boxe e único homem de uma tradicional família italiana, ele precisa ser o “macho alfa”. Mas desde a faculdade mantém um relacionamento com Hector, advogado da sua empresa e amigo de todos os Fasanos. Mia é contratada porque Tony precisa fingir para a família (e para a mídia) que tem uma noiva. Apesar de topar ajudar o casal, Mia sente que sua presença ali talvez possa mais atrapalhar o relacionamento deles do que ajudar, então decide se inserir no mundo deles da forma menos intrusiva possível.

Audrey Carlan
Os livros de A Garota do Calendário são assumidamente eróticos. Então o primeiro pensamento que temos em março é: como a Mia vai se “divertir” nesse volume se o cliente não se interessa por ela? A resposta vem na volta de um dos seus amores passados que tanto adoramos.

O melhor de março é que temos uma Mia mais contida e menos conteúdo sexual explícito, além um aprofundamento um pouco maior (pouco, porque esse livro é tudo, menos profundo) nas histórias de vida. Convenhamos, as aventuras da protagonista em fevereiro foram um tanto “demais” em questão de erotismo. O livro inteiro foi baseado apenas em sexo e agora damos uma respirada com um pouco mais de enredo propriamente dito.

Tony e Hector são ótimos personagens e é facílimo gostar deles. Eu me apaixonei! Principalmente por Hector, que é aquele amigo que todos gostariam de ter, já que é divertido e leal até debaixo d’água. Mia continua intempestiva, ousada e cheia de atitude, o que às vezes nos irrita e às vezes nos faz torcer alucinadamente por ela e por sua felicidade.

Como de costume nessa série, temos a narração em primeira pessoa por parte de Mia, o que nos dá uma visão bem clara da história e de seus sentimentos. A cada mês que passamos com ela é possível ver seu amadurecimento e crescimento para superar obstáculos. Esse é mais um livro curtinho para ser lido num dia ou dois.

Como sempre digo, não espere em A Garota do Calendário um livro profundo ou com conteúdo real, apenas entretenimento puro e simples.

Recomendo.

Teca Machado


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Passageiros – Comédia romântica no espaço


Desculpem o sumiço dos últimos dias! Tive problemas tecnológicos, mas agora tudo voltou ao normal. :D

Solidão.

Talvez seja esse o ponto principal da primeira parte de Passageiros, do diretor Morten Tyldum. Esse período do filme se passa em todos os estágios da solidão do personagem Jim, interpretado por Chris Pratt. Ele vai da euforia de poder fazer o que quiser (inclusive andar pelado por aí) até o vazio tão profundo e desesperador que leva a querer colocar um fim na vida. Até que para não enlouquecer, ele faz uma loucura, algo antiético. E assim começa a comédia romântica, que se estende até o terço final e nos leva para a ação.


Passageiros é bacana, bem bacana, mas poderia ser tão mais. Todos os trailers e promoções nos venderam um filme sci-fi em que a sobrevivência era algo urgente e que talvez tivesse um apelo mais profundo. No fim das contas é uma comédia romântica que se passa no espaço. Não, eu não acho isso ruim. Tenho um amor total e eterno pelo gênero. Só que eu esperava outra coisa devido a tudo o que vi e li sobre a produção.

Passageiros passa no futuro, quando a Terra se tornou super populosa e cara e as pessoas começam a colonizar outros planetas. Jim – e outras cinco mil pessoas - estão numa das naves que se dirigem a esses novos lares. O trajeto demora 140 anos para ser feito, por isso os passageiros hibernam durante esse tempo. Mas um problema faz com que Jim acorde 90 anos antes do tempo e nada é capaz de fazer sua cápsula voltar a funcionar. Assim como ele, quem acorda é Aurora (Jennifer Lawrence). Até que um problema por toda a nave faz com que a vida de todos fique em risco e eles são a única esperança de sobrevivência.




Durante meses pensei que a parte da sobrevivência era o principal de Passageiros e o romance era o pano de fundo, mas foi o contrário. Se você for ao cinema esperando muita ação e intriga, esqueça, é sobre amor.

De qualquer modo, a história é bem construída. Apesar de tudo, de serem as duas únicas pessoas num raio de bilhões de quilômetros, o amor não surge de repente como geralmente acontece em filmes, pelo menos por parte de Aurora. Jim a vê ainda hibernando e fica completamente fascinado, ela não. Para a garota, ele é apenas um estranho. Então aos poucos o relacionamento vai crescendo e tomando forma.



Passageiros tem uma identidade visual incrível. As paisagens espaciais, a nave em si, tudo é muito bonito. Mesmo se você não gosta de romances, vale a pena assistir pelos efeitos especiais. Um dos pontos altos nesse quesito é quando os personagens passam próximos a uma estrela. Uma cena dispensável para o enredo, mas muito bonita.

A produção pecou um pouco na história, que podia ser mais aprofundada ou até mesmo um tanto mais interessante. As duas reviravoltas tidas como principais são apresentadas ao público logo de cara, então não há realmente algum mistério a ser resolvido ou um suspensezinho que seja. E o final também. Foi bonito e foi condizente com a história, mas careceu de detalhes, deixando muito no ar.


Todo tempo em tela gira em torno de Jennifer Lawrence e Chris Pratt, que são os únicos personagens do filme, além de Lawrence Fishburne, que faz uma ponta como supervisor da nave, e Michael Sheen, o robô bartender Arthur. Lawrence e Pratt são hoje dois dos maiores queridos de Hollywood e mostram o porquê: têm carisma, têm beleza e são bons/ótimos atores. A dupla foi bem escolhida para o elenco.

Na soma geral, Passageiros é bom. Podia ser melhor, mas é bom. Vale uma ida ao cinema ou assistida em casa com pipoca.

Recomendo.

Teca Machado

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Devin Super Tramp: O melhor de 2016


Há alguns meses falei aqui sobre o Devin Super Tramp e seus vídeos mais do que maravilhosos. Ele faz aventuras pelo mundo todo em filmagens incríveis, com edição impecável e locações paradisíacas.

Há poucos dias ele lançou um mash up com as melhores cenas de 2016.

O resultado? Está de babar!




Como eu disse da outra vez: Onde eu assino para virar melhor amiga dele e participar das produções? Hahahaha.

Veja mais vídeos aqui na página dele do Facebook e aqui no canal do Youtube.

Teca Machado


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Lançamento Quarteto Smythe-Smith


Tem fãs de Bridgertons e romances de época aí?

Então chega mais que eu tenho uma novidade bem linda para vocês.

A Editora Arqueiro em fevereiro lança a nova série da Julia Quinn: O Quarteto Smythe-Smith!


“Os Bridgertons conhecem as Smythe-Smiths. E você?

Há quase vinte anos o sobrenome Smythe-Smith é sinônimo de música desafinada. Ainda assim – talvez por pena, talvez por surdez – a sociedade londrina continua a se reunir anualmente para assistir ao catastrófico concerto das jovens solteiras da família.

Pelo seu palco passam as histórias mais cativantes e os casais mais apaixonantes. Honoria e Marcus se reencontram e reavivam sua amizade, que pode ter um quê a mais (além de muitos bolos e tortas). Anne e Daniel sentem uma atração irresistível e precisam lidar com um perigo mortal – e com uma garotinha que ama unicórnios. Sarah e Hugh são assombrados por um evento do passado, mas não a ponto de não poderem trocar (muitos) beijos. Já Iris e sir Richard... bom, Iris não tem a mais pálida ideia do que o levou a pedi-la em casamento – ele só pode estar escondendo um segredo.

Não perca este magistral quarteto, digno de muitos aplausos!”

 

 

O diferencial é que a editora vai lançar os quatro volumes ao mesmo tempo. Você vai poder comprar um por um ou num box cheio de lindeza. E já está em pré-venda aqui!

Queremos claro ou com certeza?

Prevejo suspiros...

Teca Machado

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Rogue One: Uma História Star Wars – Não apenas um spin off


Algo que sempre ficou muito claro na saga Star Wars era a diferença gritante entre a luz e a escuridão, o bem e o mal. Mesmo Han Solo (Harrison Ford), que era um contrabandista e tinha uma conduta que fugia um pouco mais da curva, era óbvia e claramente bom em todo seu ser. Mas essa distinção entre os dois lados de uma mesma moeda ficou muito mais turva e borrada em Rogue One: Uma História Star Wars, do diretor Gareth Edwards.


Se você está tentando entender o lugar de Rogue One entre os filmes (não, ele não é depois de O Despertar da Força, que foi lançado em 2015), segue a sua posição:


Rogue One, na verdade, é uma história que não faz parte do núcleo principal. Não vamos encontrar Luke, Leia, Han Solo e outros (mas tem Darth Vader, aeeee). Ela complementa os filmes já feitos e nos mostra como um plano muito importante contra o Império foi concebido. Plano esse que ajudou a Força vencer o lado negro. Talvez essa seja uma das poucas pontas soltas em Star Wars, que finalmente foi amarrada.

No enredo acompanhamos Jyn Erso (Felicity Jones). Quando criança, a garota viu a mãe ser morta e o pai (Mads Mikkelsen), um grande cientista, ser sequestrado pelo Império. Anos se passam e ela, que foi presa por pequenos delitos, é resgatada pela Aliança Rebelde. Eles acreditam que Jyn, por meio de seus contatos com Saw Guerrera (Forest Whitaker), um rebelde extremista, consegue achar o pai e roubar dele os planos da Estrela da Morte, a arma mais poderosa do Império, capaz de destruir planetas inteiros. Mesmo sem ligação emocional com a Aliança Rebelde, Jyn se junta a uma equipe improvável que conta com Cassian (Diego Luna), um guerreiro que vive pela causa, K-2SO (Alan Tudyk), um robô reprogramado e muito sarcástico, Chirrut Îmwe (Donnie Yen) e Baze Malbus (Wen Jiang), dois ex-Jedis e o piloto desertor Bodhi Rook (Riz Ahmed), e parte na missão.



Rogue One talvez seja o filme mais diferente da saga Star Wars, não só por não contar com os personagens conhecidos, mas por usar mais de violência e de mortes (não a ponto do filme ser impróprio para menores, não se preocupem). E também por mostrar que, às vezes, os fins justificam os meios. A equipe de Jyn usa métodos muitas vezes não ortodoxos para conseguir o que quer – como por exemplo, matar um informante a sangue frio. Certas vezes os mocinhos precisam sujar as mãos para fazer o bem.

Feliciy Jones tem um ar quase etéreo. As motivações de Jyn são diferentes da Aliança Rebelde inicialmente – afinal, ela só quer encontrar o pai, mas ela vai se convencendo do bem que está fazendo e se liga de verdade a missão. O elenco foi muito bem escolhido, principalmente Jones e Diego Luna.



Não podemos deixar de celebrar a volta do vilão mais adorado do universo cinematográfico: Darth Vader. O grande jedi que passou para o lado negro da força tem mais uma vez a voz do grande James Earl Jones. Ele aparece pouco, mas cada vez que está em cena causa frisson.

Rogue One não conta com lutas de sabre de luz e nem a típica sabedoria jedi, mas não nega ser Star Wars. Há muitas referências aos outros filmes e personagens. Quem é fã vai entender e perceber a maioria delas.



Como poderíamos esperar, os efeitos especiais são um espetáculo a parte. O visual de Rogue One é fantástico. Suas lutas, sejam no ar, sejam na terra, são muito bem coreografadas e boas de assistir, corridas, mas sem aquela confusão em que certo momento nem dá de entender o que está acontecendo.

Rogue One: Uma História Star Wars termina e deixa o público com cara de “uau”. Ele se conecta tão bem aos outros filmes que é impossível não amar e se deixar levar mais uma vez pela Força.


Recomendo bastante.

Teca Machado

P.S.: Eu assisti no Cinemark e comprei o balde de pipoca do Darth Vader <3

sábado, 7 de janeiro de 2017

As Modistas 2: Escândalo de Cetim


Geralmente os protagonistas de romances de época são cheios de virtude, ricos e bem colocados na hierarquia inglesa do século XIX. Mas de vez em quando é bom encontrar personagens da mesma época que são um pouco menos virtuosos, como o caso das irmãs Noirot, da série As Modistas. Da autora Loretta Chase, um dos últimos livros que li em 2016 foi Escândalo de Cetim, que recebi da Editora Arqueiro. Ele é o segundo volume de As Modistas e nos mostra como a filha do meio, Sophia, é tão picareta quanto a irmã mais velha.

Livro recebido em parceria com a Editora Arqueiro

O primeiro livro da série, Sedução da Seda, que comentei aqui, teve como protagonista a primogênita da família, Marcelline. Agora é a vez de Sophia colocar em prática seus talentos para salvar a Maison Noirot, loja de roupas que elas ergueram do nada e conseguiram estabelecer em Londres.

Lady Clara Fairfax, ex-noiva do duque de Clevendon, marido de Marcelline, se tornou cliente assídua da Maison. Como sua beleza, elegância recém-adquirida e boa reputação é uma vitrine para desfilar as criações das Noirots. Mas após um escândalo, Clara se vê obrigada a se casar em breve com um lorde falido, cheio de dívidas e que não ama. Isso fará com que ela não seja mais cliente da loja. Além de querer salvar seu negócio, as Noirots gostam de Clara, por isso com a ajuda de Lorde Logmore, conde, irmão da lady e melhor amigo de Clevedon, tentam descobrir um jeito de cancelar esse casamento e restaurar o bom nome de Clara.

A encarregada da missão é Sophia, mestre dos disfarces e com uma lábia que convence a todos até que água é vinho. Além de atender na loja, criar chapéus fabulosos, ser espiã na loja da concorrente e trabalhar como repórter disfarçada para um jornal de fofocas, ela e Longmore saem em busca da redenção para Clara e, no meio do caminho, a atração entre eles que era escondida vai ficando cada vez mais latente. Como salvar a lady e ainda manter a compostura perto do seu irmão?

Loretta Chase
Assim como Marcelline, Sophia não tem papas na língua e nem muitos escrúpulos. Para conquistar as pessoas, sejam clientes, sejam homens, sejam pessoas na rua, Sophia faz uso das suas múltiplas personalidades. Ela sabe ser doce, angelical, ardente, serviçal, lady e o que mais o momento precisar que ela seja. E Longmore sente raiva e desejo por essa mulher tão volúvel e de certo modo mentirosa. Ela é uma personagem ótima, que nos faz gostar dela. Ousada, independente e muito forte a sua maneira, Sophia foi uma excelente protagonista, que tomou a rédea do livro nas mãos.

Longmore também não decepciona. Um tanto bruto, mas leal até o último fio de cabelo, o antigo cafajeste é apaixonante, fora que lindo de doer! É impossível não suspirar por ele (ainda mais eu sendo a maior periguete literária que tem altos crushs delícias). As outras irmãs Noirot, Clevedon, Lady Clara e o garoto que Sophia acolhe são personagens secundários muito bons e que só agregam para a história.

Escândalo de Cetim tem aventura, tem ação, tem risadas, tem trechos emocionantes, tem descrição de vestidos maravilhosos (eu ainda não entendo de moda daquela época, mas tento ao máximo imaginar as roupas) e tem muito amor, romance e desejo. Mesmo em seus momentos mais calientes, Loretta Chase tem classe e não pesa a mão, não tornando isso o foco do livro. Não é vulgar, e sim sensual.

É aquele tipo de leitura que quando você piscar, já terminou. Loretta Chase nos envolve nesse universo de 1835 e temos certeza que estamos junto das Noirots em todas as suas malandragens.

Série completa As Modistas

Como geralmente são os livros de séries de romances de época, os volumes são independentes, mas interligados. Ficamos sabendo um pouco do dia a dia do casal de Sedução da Seda, mas pouco sobre a história de Leonie, a irmã caçula, protagonista da próxima obra, Volúpia de Veludo. E esse resgate de personagens de outros livros é ótimo, pois nos faz matar a saudade daqueles de quem gostamos tanto e saber como foi depois do “felizes para sempre”.

Mal posso esperar por Volúpia de Veludo!

Recomendo muito.

Teca Machado

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Bloopers de O Rei Leão


Um desenho com erros de gravação? Sim, é possível!

Vocês sabiam que O Rei Leão (UM DOS DESENHOS MAIS LEGAIS EVER) tem erros de gravação, os chamados bloopers em inglês, na edição do DVD em 3D?

Achei engraçadinho para dar leveza a essa sexta-feira!




Fonte: Estava passeando pelo Youtube vendo outra coisa da Disney e esse apareceu como recomendado.

E não se esqueçam: Hakuna Matata em 2017!

Teca Machado