sexta-feira, 30 de junho de 2017

Blogueiras.com – Resenha da antologia de contos


Essa é uma resenha especial e cheia de amorzinho, porque é sobre a antologia de contos Blogueiras.com, da qual fui uma das autoras convidadas! Ao todo somos oito escritoras: Adrielli Almeida, Larissa Azevedo, Mariana Mortani, Mari Scotti, Raffa Fustagno, Teca Machado (eu!), Thati Machado e Thays M. de Lima.


O livro, organização da Thati Machado, do blog Nem Te Conto, tem oito contos, de vários gêneros diferentes, cujo tema principal é a blogosfera, esse ambiente cheio de descobertas e pessoas maravilhosas.

Com uma identidade visual TODA LINDA e maravilhosa, Blogueiras.com é indicado mesmo para aquelas pessoas que não são muito fãs de contos e que não são blogueiras.


Vamos falar um pouquinho sobre cada conto?

Arrisque-se – Mariana Mortani: Bárbara, uma blogueira em ascensão, é convidada a participar da première de uma nova série da Netflix em Londres. Ela está disposta a aproveitar todas as oportunidades, tanto as de trabalho quanto as de passeio, e em meio a esse turbilhão de novas experiências conhece Peter, um misterioso bonitão que estava na cabine de imprensa. Esse conto nos faz dar um passeio pela cidade da rainha, com muitos detalhes, descrições e lugares. É romântico, é misterioso e é uma história que me alegrou e que me deixou com gostinho de quero mais, com gostinho de “Mari, por favor, escreva um livro completo”.

Sentimento às Avessas – Larissa Azevedo: Amanda sofre de depressão e se sente deslocada, quase uma aberração. Ela pensa em como sua vida é um desperdício de tempo e de espaço. Seu psicólogo a pede para escrever um blog, colocar os sentimentos para fora, uma espécie de terapia. E é aí que descobre que mais pessoas passam pelo mesmo que ela. Em vários momentos do conto quis dar um abraço na Amanda e dizer “Querida, deixa eu te ajudar”. É um conto mais pesado e mais triste que com certeza vai fazer muitas pessoas se identificarem e, quem sabe, se inspirarem a melhorar.

E A Vida Me Trouxe... – Raffa Fustagno: Mafalda, uma blogueira literária, é apaixonada pelo livro E A Vida Me Trouxe... Tanto que já o leu inúmeras vezes. Quando leva um fora do namorado e está curtindo uma fossa tremenda, lê a obra mais uma vez e, de repente, Alfredo, o personagem principal (pelo qual ela tem um crush gigantesco) sai das páginas. Claro que Mafalda está louca! Como isso é possível? Mas por que não aproveitar a chance de conhecer melhor o cara dos seus sonhos? Esse foi um conto que me divertiu horrores e me fez rir muito. Agora estou implorando para que a Raffa escreva um livro todinho, porque eu preciso de mais Alfredo, mais Mafalda e mais Júlia na minha vida. E o mais engraçado é que eu só conseguia imaginar a Mafalda com a cara da Raffa, haha.

Segredos de Valentina – Thati Machado: A youtuber Valentina é um dos grandes sucessos na rede. Ela e seu namorado são os queridinhos do país. Mas após ficar solteira, Valentina vai a uma cabine de imprensa, onde o ator principal a assedia. Com a reputação colocada em risco e sendo atormentada por haters, a garota contrata uma assessora de imprensa para diminuir os danos e a relação delas passa a crescer cada vez mais. O conto da Thati é daqueles que ao terminar a leitura te deixa com o coração quentinho de amor! Com começo, meio e fim, é uma história completa e doce com uma ótima mensagem.

TT – Adrielli Almeida: Lia caiu de paraquedas num evento coreano com um dos maiores grupos de KPop. Sua irmã, a verdadeira fã e dona do blog sobre o assunto, não pôde ir e a enviou em seu lugar. Por uma confusão com crachás, Lia, que fala um inglês ok e um coreano terrível, é mandada para ser tradutora do grupo que ela mal conhece. O conto da Adrielli é aquela leitura leve, um total respiro para quando você está de ressaca literária. É divertido, é moderno, é diferente e é muito fofo. Dá vontade de conhecer mais de KPop, mesmo se antes de ler você não tenha a menor ideia do que seja Kpop.

A Perfeição Em Existir – Thays M. de Lima: Dona de um blog de viagens e estudante de turismo, Helena está passando uma temporada em Gramado. Enquanto curte a cidade, a garota conhece Enzo, um ator muito conhecido que teve seu rosto desfigurado e agora vive recluso, amargo e triste. Se você quer falar de drama, você tem que falar com a Thays, nossa própria Colleen Hoover! Hahaha. É uma história triste, mas ao mesmo tempo de superação, sobre não se deixar abater e enxergar o lado bom da vida e, é claro, do amor. É um Young adult do jeitinho que a gente gosta.

Canal Aline Cordeiro – Mari Scotti: Obcecada pela fama, Aline faz de tudo para que seu canal faça sucesso e tenha mais seguidores, até mesmo toma banho numa piscina de gelatina no meio de um parque. Mas enquanto tenta parecer maquiada e sorridente nos vídeos, sua vida pessoal é deixada de lado, com o filho implorando sua atenção e um ex-namorado que sempre se decepciona com ela. O conto me surpreendeu muito, com uma mensagem bonita e bem fechadinha. A Mari nos apresenta uma protagonista real, cristã, cheinha de defeitos, mas que tenta desesperadamente ser feliz e agradar às pessoas ao seu redor. Seu crescimento e evolução, mesmo em poucas páginas, são muito bem construídos.

Conversas Literária – Teca Machado: A blogueira literária Clara comprou um computador novo de uma marca desconhecida. Quando vai postar uma resenha pela primeira vez, ao apertar “publicar”, ela é transportada para dentro do livro. E tudo o que faz naquele universo, muda a história da obra no mundo real. Não é o sonho de todo mundo poder entrar nos livros que mais ama? Não posso fazer uma crítica sobre esse conto porque não vou ser muito parcial, né? Afinal, eu mesma que escrevi, haha. Mas o que posso dizer para vocês é que é uma história divertida, cheia de fantasia e que nos faz desejar ardentemente que o computador da Clara realmente exista.

*** 

Blogueiras.com foi um projeto do qual tive muito – MAS MUITO – orgulho de participar! Gostei de todos os contos, me diverti e me emocionei com a leitura e pude ter mais um gostinho de como a literatura brasileira está crescendo, evoluindo e cheia de escritoras incríveis que todo mundo precisa conhecer.

Sou muito grata à Thati pelo convite para ser uma das autoras e sou muito grata às meninas por serem maravilhosas e por se tornarem minhas amigas ao longo do caminho. <3

Mari Mortani, Teca Machado, Thays M. de Lima, Raffa Fustagno e Thati Machado no Evento da Menina em junho

E se você se interessou por Blogueiras.com, eu ainda tenho alguns exemplares – então, se deseja um fale comigo – e a segunda edição está quase saindo do forno (vocês têm ideia de como é lindo saber que o livro esgotou logo de cara?).

Recomendo de todo o meu coração a leitura.

Teca Machado


quinta-feira, 29 de junho de 2017

Sully: O Herói do Rio Hudson – Baseado em uma história real


Clint Eastwood gosta de histórias heroicas. Tanto quando atuava – ele foi o caubói mais famoso de filmes western - quanto quando dirige, ele gosta de mostrar a saga de personagens, muitas vezes comuns, que se tornam heróis, seja para eles próprios, seja para outras pessoas. E com o filme Sully: O Herói do Rio Hudson, que é baseado numa história real, não poderia ser diferente. Indubitavelmente seu protagonista é um herói, todo mundo sabe disso, mas ele precisa provar que agiu certo num momento de pressão.


Sully foi lançado em dezembro do ano passado e conta a história por trás do acidente aéreo, sem vítimas, de 2009, do avião que pousou no Rio Hudson, é Nova York. O piloto era Chesley Sully Sullenberg (Tom Hanks), tido por todos como uma pessoa correta e um piloto com mais de 40 anos de experiência. Após problemas na turbina do avião logo após a decolagem, Sully se viu sem alternativa a não ser pousar o avião em clara queda no rio. Como o bom capitão de um navio, Sully salvou todos e deixou a sua própria vida por último. A mídia foi a loucura, Sully foi transformado em herói instantaneamente. Mas o NTSB (Departamento Nacional de Segurança no Transporte) e a companhia aérea não enxergaram dessa forma, acharam que ele foi irresponsável, e começa assim uma investigação pesada em cima do piloto e da sua conduta.

Em nenhum momento o espectador tem dúvidas sobre a moralidade de Sully (ainda mais porque ele é interpretado por Tom Hanks, o cara bonzinho que todos nós amamos) ou de seu co-piloto Jeff (Aaron Eckhart, também bom moço). Fica muito claro desde o começo, principalmente devido ao trabalho de câmera e de edição de Clint Eastwood, que as manobras de Sully foram sem falhas, que ele fez limonada com o belo limão que a vida lhe deu. Mas sendo perseguido e massacrado pelo NTSB o piloto precisa provar que mesmo com todo prejuízo financeiro – afinal, um avião afundou no rio! – ele evitou que todos os passageiros morressem e que a aeronave caísse em movimentadas avenidas de Nova York.



Eastwood acerta em começar o filme com um flashback, com o ocorrido já tendo acontecido. Sully desperta de um sonho, com crises de ansiedade, por conta do que passou. Sully vive seu inferno particular, e Tom Hanks, como sempre, é irrepreensível em sua atuação. Mesmo nos piores momentos de desespero, Sully mantém uma calma sobrenatural – tanto que na época o piloto da vida real foi chamado de frio, porque não esboçava muitas reações, mas talvez seja exatamente isso, essa frieza, que salvou aquelas 150 pessoas.

Não é um filme corrido ou cheio de ação – a não ser nos momentos em que o avião cai, óbvio -, mas prende o espectador naquele drama. E enquanto enfrenta todo esse pepino, Sully ainda precisa lidar por telefone com a esposa (Laura Linney), que está mais preocupada em ele não perder a carreira porque não quer ficar sem dinheiro, não porque realmente apoia o marido.




Aqui no Brasil se falou do caso nos jornais (quem não lembra da icônica cena do avião flutuando no rio?), mas não tanto quanto nos EUA, então eu não sabia dessa repercussão toda, de toda essa perseguição ao piloto. Antes de assistir ao filme eu ficava me perguntando se a produção seria toda em cima só disso e pensava “mas nem foi um acidente feio para ter um filme falando do assunto”, só que a história tem muito mais do que a mídia realmente mostrou e foi um filme que eu realmente gostei. Claro que há aquele sentimento de patriotismo e triunfo que americanos adoram, mas Eastwood não foca nisso, foca na jornada do piloto.

Aaron Eckhart, o verdadeiro Sully, Clint Eastwood e Tom Hanks

Recomendo.

Teca Machado

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Mulher Maravilha e as crianças do jardim de infância


Não sei vocês, mas eu ainda não consegui superar a maravilhosidade que é Mulher Maravilha (Comentei o filme aqui). Ele foi revolucionário para as mulheres, que finalmente viram uma heroína que pode representa-las, que apesar de ter um homem em sua vida – o que é ótimo - não deixa o romance definir quem elas são. Mas, enfim, deixando minhas próprias divagações de lado, quero mostrar aqui um artigo que vi no Huffpost.


A diretora do filme, Patty Jenkins, compartilhou no seu Twitter a lista de uma professora que trabalha com educação infantil falando sobre a reação de crianças pequenas em sala de aula uma semana após o lançamento do filme, deixando clara a importância de filmes como Mulher Maravilha para a formação de meninas e meninos (além de nos fazer morrer de fofura com a inocência das crianças):

Tradução logo abaixo

- Na segunda-feira, um menino que era obcecado pelo Homem de Ferro me disse que pediu aos pais uma nova merendeira da Mulher Maravilha.

- Uma menininha disse "Quando eu crescer quero falar centenas de idiomas, como a Diana".

- Uma menina fez com que seus pais reformulassem sua festa de aniversário de A Bela e a Fera a APENAS 3 DIAS porque ela simplesmente precisava de uma festa de Mulher Maravilha.

- Sete meninas brincando juntas no recreio na terça-feira, dizendo que já que todas elas queriam ser Mulher Maravilha, concordaram em ser amazonas - e em vez de brigarem, iriam trabalhar JUNTAS para combater o mal.

- Há essa menina que se recusa a te ouvir se você não se referir a ela como Mulher Maravilha.

- Outra menina, muito séria, perguntou à sua professora se ela podia ter a armadura de Mulher Maravilha por baixo do uniforme porque ela "queria estar pronta se fosse necessário salvar o mundo". A professora riu e disse que tudo bem, e no dia seguinte a menina veio vestida de Mulher Maravilha e nenhuma criança implicou com ela.


- Eles estão ensaiando para uma apresentação de dança, e perguntaram à professora se poderiam vir vestidos de super-heróis. A música é sobre coelhos.

- Um menino ficou bravo e arremessou longe um carrinho de plástico e uma menina disse "IGUAL AO FILME".

- Um menino jogou sua embalagem de bala no chão e uma menina de 5 anos gritou: "NÃO POLUA, IDIOTA. É POR ISSO QUE NÃO EXISTEM HOMENS EM THEMYSCIRA".

- Na quarta-feira, uma menina trouxe uma lista impressa de cada super heroína e seus poderes, para evitar qualquer problema na hora de decidir os papéis durante o recreio.

- Eu estava falando com uma das meninas que não tinha visto o filme, e no dia seguinte ela veio até mim e me disse muito seriamente: "você estava certa, Mulher Maravilha é muito melhor do que Frozen".

No fim da postagem, a pessoa que publicou a lista no Tumblr, identificada apenas como Kassel, disse:

“Considere isso como um lembrete amigável de que se este filme mudou completamente a maneira como essas meninas e meninos pensam sobre si mesmos e sobre o mundo em apenas uma semana, imagine o que a próxima geração vai alcançar se nós dermos a eles mais filmes como Mulher Maravilha”.

A própria Gal Gadot (também conhecida como essa mulher linda, poderosa, que chuta bundas por aí enquanto salva o mundo), falou sobre a lista em um tweet:


“Uau o último parágrafo realmente me arrepiou. Tão verdadeiro. Tão poderoso. Me impele a mergulhar e a trabalhar no próximo”.

Fonte: Huffpost

Obrigada, Mulher Maravilha. Obrigada.


Teca Machado


terça-feira, 27 de junho de 2017

Não Olhe! – Livro 2 da trilogia Não Pare!


Se tem algo que aprendi quando li Não Pare!, da FML Pepper, publicado pela Editora Valentina, é que essa autora (que é super maravilhosa em suas redes sociais e no carinho com os leitores) sabe nos fazer perder o fôlego com cenas corridas e vive maltratando o nosso coração com reviravoltas poderosas e uma história de tensão, amor e sobrevivência. Agora que li o segundo livro da trilogia, Não Olhe!, posso dizer que o ritmo continua alucinado e o enredo extremamente criativo e bem escrito. Fora que assim como no primeiro volume, ela termina a obra com um cliffhanger que te faz querer devorar imediatamente o próximo.


Se você não leu Não Pare!, o próximo parágrafo pode te dar spoilers do livro 1 quando conto a sinopse, mas não se preocupe, é só pular ele e continuar na resenha, que é sempre spoiler free aqui no blog.

Não Olhe! começa exatamente onde o primeiro volume termina: com Nina entrando na dimensão zyrquiniana entre a vida e a morte. Com isso, Zyrk pode estar com os dias contados, já que sendo híbrida – filha de uma humana com um zyrkiniano - ela pode colocar em ação uma profecia que anuncia o fim da dimensão. Por isso os quatro clãs a caçavam quando estava na Terra, alguns querendo mata-la, outros querendo captura-la. Mas quem atravessa o portal para Zyrk com a garota é Richard, o cara por quem ela é apaixonada, mas que deveria ser a sua morte, literalmente, já que o seu trabalho é ceifar vidas – e ele é o melhor de todos. Agora Nina precisa sobreviver aos clãs que continuam a caçada por toda Zyrk ao mesmo tempo que precisa blindar seu coração de Richard, que é sempre instável, uma hora o homem mais doce que já existiu e na outra o mais maligno.

FML Pepper
Esqueça Nárnia, esqueça Hogwarts, esqueça a Terra Média e esqueça todos os outros universos literários para onde adoraríamos ser transportados. Zyrk está mais para Mordor e Panem, eu que não iria querer ir para lá! Em Não Olhe! finalmente conhecemos essa tão terrível dimensão, onde as pessoas são incapazes de ter bons sentimentos e trabalham ceifando vidas na Terra. Conhecemos mais a fundo Richard e passamos a entender os motivos de ele ser como é: cruel, irresistível, o melhor soldado e todo envolvido em segredos e conspirações. Isso faz o leitor (principalmente as periguetes literárias como eu) se apaixonarem ainda mais e a o odiarem ainda mais, porque o sentimento de ambiguidade nos permeia a todo momento.

Nina é uma protagonista que eu morro de vontade de dar umas sacudidas. Teimosa, impulsiva e esperta, Nina precisa ser mais forte do que nunca para lidar com as perdas, com as traições e com a sua luta pela sobrevivência, além de descobertas incríveis. Nesse livro temos mais acesso a John, que aparece um pouco no primeiro volume, já que ele é um grande aliado de Nina e é provavelmente o personagem mais sensato da trilogia (e por quem eu dou altos suspiros *.*).

A escrita de Não Olhe! é ainda melhor e mais dinâmica, já que vemos uma evolução muito grande tanto da história quanto da FML Pepper. Ela nos envolve, nos leva para aquele universo hostil e cruel a ponto de nos afligirmos o tempo todo. Há muitas cenas de correria, de fuga, de lutas e, é claro, de romance. Nina e Richard são dois cabeças duras que poderiam resolver quase todos os problemas deles com um pouco de conversa e comunicação clara.

A capa de Não Olhe! segue o padrão de toda série e eu acho lindíssima, combina tanto com o enredo.


   

Depois de um final com um cliffhanger absurdo, do tipo de deixar o queixo caído, fica a curiosidade para saber como a FML Pepper terminou essa história tão diferente de outras fantasias que já li. Em breve trago a resenha de Não Fuja!, volume final.

Recomendo.

Teca Machado

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Desventuras em Série – Tragédia em noir


Pobres Baudelaires!

Se têm crianças que sofrem na literatura – e na televisão – são essas. O trio formado por Violet, Klaus e Sunny, dos livros Desventuras Em Série, de Lemony Snicket (pseudônimo de Daniel Handler), ganhou há alguns meses uma produção original Netflix. E por mais que tenha assistido na época que lançou, acabei esquecendo de fazer a crítica por aqui. #ShameOnMe


Depois de perder os pais num incêndio, a inventiva Violet (Malina Weissman), o inteligente Klaus (Louis Hynes) e a mastigadora Sunny (Presley Smith) ficam órfãos. À procura de um tutor, são encaminhados para o parente mais próximo – no caso próximo mesmo, que mora a apenas alguns quilômetros da antiga casa – o Conde Olaf (Neil Patrick Harris). O problema é que o Conde é malvado, charlatão e quer de qualquer modo roubar a herança deixada aos Baudelaires. Segredos, mistérios e uma organização secreta permeiam a história dos irmãos e de Olaf.

Com oito episódios com 50 minutos cada, a primeira temporada da série abrange quatro dos 13 livros e parte nossos corações diversas vezes. O próprio narrador, Lemony Snicket, nos alerta a todo tempo que essa é uma história triste, que se você tem escolha e juízo não deveria assistir. O nome Desventuras Em Série faz muito jus ao enredo, porque os pobres Baudelaires passam por inúmeras situações tristes. Eu mesma quase chorei várias vezes, principalmente no fim da temporada quando tomamos um baque muitíssimo grande. Mas, ao mesmo tempo, em alguns momentos eu sorri e me peguei dando umas risadas dos absurdos que faz o Conde Olaf.




E é engraçado, porque apesar de ter uma pegada infantil, os diálogos são muitas vezes irônicos, sombrios e obscuros, com muita tristeza, ainda que engraçados, principalmente quando Neil Patrick Harris está em cena. A série – e os livros – são cheios de referências inteligentes, anagramas e pequenas pistas de enredo dificílimas de desvendar. Então, Desventuras Em Série é e não é para crianças.

A fotografia é bem diferente, com uma pegada fantasiosa e cenográfica muito sombria. A referência é bem noir. As cores predominantes são sempre escuras e mesmo os dias mais ensolarados não tem brilho ou céu azul. As roupas dos irmãos até possuem cores mais alegres, mas é só isso. As crianças são tristes, assim como seus semblantes.



O trio de jovens atores trabalha muito bem, principalmente Malina Weissman e Louis Hynes, já que Presley Smith é apenas um bebê e que passa por muitos efeitos especiais. Malina e Louis dão o tom certo: triste e melancólico, mas determinado, inteligente e que tenta sempre não se deixar abalar. Neil Patrick Harris é sempre teatral e incrível, ainda que por vários momentos eu tenha achado um pouquinho forçado... Tudo bem que é o que o papel pedia, mas às vezes eu só queria dar um soco na cara dele, haha. Nesse caso, acho que prefiro o Conde Olaf de Jim Carrey, da adaptação cinematográfica de 2004. 

Temos ainda como personagens recorrentes a Mãe e o Pai, Will Arnett e Colbie Smulders, que apesar de ter uma história paralela a cada fim de episódio são super importantes. Lemony Snicket, como narrador, aparece constantemente e é interpretado muito bem por Patrick Warburton.



A Netflix e o próprio Daniel Handler, que além de autor dos livros é o roteirista da série, confirmou a segunda temporada, que deve ir ao ar em janeiro do ano que vem.

Recomendo.



Teca Machado

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Por que eu sumi?


Oi, gente!

Eu sumi aqui no blog? Sumi! 

Mas foi um motivo forçado, por questões técnicas de a-Teca-é-bem-burra-de-tecnologia.

O domínio do blog foi suspenso porque meu cartão de crédito venceu e eu não conseguia atualizar para um novo. E como a minha conta é bem antiga eu não conseguia acessar por vários motivos que mal consigo explicar. E com isso eu não conseguia postar.

Entrei em contato com o Google e ontem eles me ligaram, fizeram um atendimento excelente , e resolveram meu problema, aparentemente para sempre (porque da outra vez que isso aconteceu há uns anos foi a mesma ladainha).

Então... I’M BACK, BABY!

Só para não deixar esse post sem nada, aqui o novo trailer da sétima temporada de Game of Thrones que foi liberado essa semana (provavelmente vocês já viram, mas é sempre legal ver de novo):


Cara... O bagulho vai ser BEM LOUCO! Chega logo, 16 de julho!

Teca Machado

terça-feira, 20 de junho de 2017

Lembra De Mim? – E se você acordasse tendo esquecido os últimos três anos?


Uma das certezas que tenho na vida é que sempre que tenho em mãos um livro da Sophie Kinsella vou rir. Suas histórias divertidas, cheias de amor, um pouco de politicamente incorreto e crescimento faz com que suas obras sejam a escolha perfeita quando quero relaxar. E isso aconteceu com Lembra De Mim?, da Editora Record.


Imagine acordar depois de um acidente e perceber que você esqueceu os últimos três anos da sua vida? Tudo bem, você tinha um emprego ruim, um namorado pior ainda, um apartamento minúsculo e uma aparência que não era das melhores, mas era a sua vida, ainda que na pior fase dela. E ao despertar no “futuro” você se descobre linda, rica, casada com o homem mais maravilhoso que já viu e em muito glamour. Isso é o que acontece com Lexi, a protagonista de Lembra De Mim?.

Após bater a cabeça, sua memória fica um tanto atrapalhada. E Lexi descobre que nos três anos que se passaram ela se reinventou, virou uma pessoa completamente diferente – e talvez nem tanto agradável. Sua vida é nova, mas a sua mente é a de três anos atrás, então ela precisa saber como se encaixar  nessa nova vida, que apesar de perfeita parece estar faltando algo, suas amigas, por exemplo. Ela não se sente bem na própria pele e precisa retomar o ritmo de onde parou.

Lembra De Mim? fala sobre amadurecimento, mudanças, crescimento, sobre como aquilo que mais desejamos talvez não seja o certo para nós. Lexi conseguiu tudo o que queria, mas a que custo? Ela se tornou uma pessoa feliz por causa disso?

A protagonista passa por muitos dilemas morais, principalmente porque ela percebe que seu eu dos últimos três anos não era a pessoa mais correta do mundo. E isso se reflete principalmente no romance do livro, que apesar de ser importante na história não é o foco da obra. Talvez algumas pessoas torçam o nariz para o casal por causa disso, mas Sophie Kinsella o construiu de forma muito doce (Sem dar spoilers, tudo o que posso dizer é: *suspiros*). Além do mais, com a Lexi sem memória podemos ver uma personagem que deseja consertar seus erros do passado e fazer as coisas diferentes nesse seu novo futuro.

Claro que apesar do tema mais sério, damos muitas risadas com Lembra De Mim? (quem aí já leu provavelmente deu algumas gargalhadas com o “Mont Blanc”...). Lexi é muito atrapalhada e deslumbrada com a nova vida, o que rende momentos engraçados. Como quando ela tenta dirigir, quando olha seu armário pela primeira vez ou quando dá um chilique dentro da loja porque a sua personal stylist quer que ela vista apenas tons pasteis e ela é uma mulher de cores. 

Mas, ao mesmo tempo em que rimos, nos condoemos com a sua situação. As pessoas ao seu redor não são tão sinceras sobre o passado, então Lexi está sempre perdida, sempre tentando recuperar o que foi perdido talvez para sempre. Deve ser terrível tentar acessar informações do seu cérebro, mas ele não colaborar! E quando descobrimos tudo o que levou a velha Lexi a se tornar a nova Lexi, nosso coração fica partido e passamos a compreender – ainda que não concordar – suas atitudes. Lexi é humana, muito crível e erra para caramba, mas também acerta. E é por tudo isso que o leitor a ama.


A escrita é leve, fluida, dinâmica e divertida, como sempre é o caso da Sophie Kinsella e chick-lits. Vemos a história pelos olhos da Lexi, então sentimos com ela e acompanhamos todo o seu atordoamento. Assim como ela não temos ideia do que aconteceu nos últimos três anos e precisamos descobrir pouco a pouco, por meio de migalhas que outros personagens nos dão.

O desfecho foi muito verdadeiro e isso ganhou pontos comigo. Sophie Kinsella foi muito sensata ao criar um final maduro e, ainda assim, feliz. Lembra De Mim? se tornou uma das leituras mais divertidas que fiz até agora em 2017.


Recomendo bastante.

Teca Machado 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

The Dress Shop: Disney no seu guarda-roupa


Quando eu era criança, não se tinha tanto acesso a fantasias como hoje. Minhas sobrinhas mesmo têm um zilhão de roupas de princesas. Aí eu fico triste porque passei a infância sem me vestir de Aurora e agora aos quase 30 anos está meio tarde para isso, né?

Mas eis que surge The Dress Shop para acabar com todos os meus problemas (aliás, acabar não, porque a loja fica em Orlando).




O estabelecimento é voltado para o universo Disney, com roupas e acessórios retrôs inspirados nos filmes e nas animações. Não são fantasias e sim releituras dos seus personagens preferidos. Não chega a ser um cosplay, mas é uma forma de levar a magia do estúdio para o seu dia a dia sem ter muito exagero.



Infelizmente, a The Dress Shop não fica por aqui: Fica em Disney Springs, um complexo de lojas e restaurantes da Disney, em Orlando. E ainda não tem loja on line, apesar de estar nos planos futuros da empresa. O jeito é esperar uma próxima viagem para lá para comprar várias coisas – inclusive essa bolsa de Zip, da Bela e a Fera <3.

Fonte: Hypeness

Teca Machado

terça-feira, 13 de junho de 2017

A Garota do Calendário: Agosto


Mais um mês chegou e A Garota do Calendário, de Audrey Carlan, publicado pela Verus Editora, me surpreendeu. Quem tem acompanhado minha saga de leitura sabe os altos e baixos que ando tendo com essa série. Agora no volume de Agosto o foco é muito mais na história de Mia do que no sexo, então as coisas começam a andar e a ter uma reviravolta mucho loca.


Leia a resenha dos volumes anteriores: Janeiro, Fevereiro, Março, Abril, Maio, Junho e Julho.

Mia Saunders é uma garota de Las Vegas que precisou se tornar acompanhante de luxo para pagar uma dívida que seu pai contraiu com um agiota. A cada mês ela tem um trabalho com um cliente diferente, sendo que com alguns deles se envolve física e emocionalmente e outros não. Ela não é prostituta, mas quando decide dormir com os clientes ganha um bônus por isso. No mês de agosto Mia vai para o Texas com uma missão diferente: Precisa fingir ser irmã de Max, um magnata do petróleo, para que as ações da empresa não caiam na mão de investidores.

Agosto é um dos volumes mais diferentes dos outros, porque é o que menos foca em sexo até agora. A história de Mia se torna muito mais familiar aqui e esse é o foco. Max é um gentleman, um cara família e que faz de tudo para que Mia se sinta em casa. Ela acha estranho toda essa boa vontade, mas se deixa levar por essa acolhida, até que tem uma surpresa que vai mudar o rumo de toda a sua vida.

Audrey Carlan
A série A Garota do Calendário, apesar de ter mudado bastante o foco, ainda não é a coisa mais profunda e reflexiva do mundo. Mas a partir de agora o enredo ganhou uma densidade muito maior e a história fica bem mais interessante para um leitor que não foi ali a procura apenas das aventuras sexuais dessa mulher livre de amarras e mimimis. Tudo bem que o tal mistério que circunda todo o livro é extremamente óbvio e você descobre rapidinho sobre o que se trata, só a anta da Mia que não.

Encontramos aqui uma Mia mais madura – ainda que longe de ser madura de verdade – e que está começando a realmente enfrentar seus problemas de frente. Seu relacionamento com Wes está ganhando contornos mais sérios, principalmente porque agora ela se mudou para sua casa em Malibu. 

Como todos os meses, li Agosto de um dia para o outro e tive meus momentos de birra. Audrey Carlan e eu estamos com uma relação um tanto de amor e ódio, mas nesse volume até que nos entendemos bem. Agora fica a curiosidade de como esse novo fato da vida da Mia vai se encaixar na história.

E uma coisa que eu queria saber é: que universo é esse que vive a Mia em que só existem pessoas lindas, deslumbrantes, torneadas e ricas? Quero ir para essa realidade alternativa.




Recomendo.

Teca Machado

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Os casais mais amores da literatura


Ah, o amor!

O que seria do Dia dos Namorados sem nossos crushs literários, não é mesmo?

Não sei vocês, mas eu sou uma das maiores periguetes literárias que existem, sempre me apaixonando e entregando meu coração para caras maravilhosos e incríveis que só são reais em livros. Torço, choro, me descabelo, sorrio e me derreto com os casais da literatura que fazem nossos corações palpitarem.

E para celebrar o romance do dia de hoje, fiz uma lista com os dez casais que eu mais amo no universo dos livros:

1- Claire e Jamie Fraser, da série Outlander, de Diana Gabaldon


Se você não sabe quem são essas duas maravilhosidades, por favor, pare o que está fazendo agora e vá correndo ler os livros ou assistir a série - que é bem fiel ao original. Esse é um casal que passa por todos – todos mesmos! – pepinos que podem existir e o amor deles é um negócio de louco (fora que o Jamie é um dos homens mais lindos do universo).


2- Sky e Holden, de Um Caso Perdido, de Colleen Hoover


Se tem uma coisa que a Colleen sabe fazer é partir nosso frágil coraçãozinho. Em Um Caso Perdido esse casal pode até ser adolescente, mas passa por situações tão trágicas, tão difíceis e tão cruéis, que é lindo ver como eles se apoiam, se amam e curam as feridas um do outro.


3- Feyre e Tamlin, de Corte de Espinhos e Rosas, de Sarah J. Maas


Como esse livro eu acabei de terminar e está muito fresco na minha memória, esse casal está com um pedaço especial do meu amor. Que história! Que incrível! Um amor que vai até as últimas consequências pelo bem estar um do outro em um mundo mágico e altamente perigoso.


4- Sofia e Ian, da série Perdida, de Carina Rissi


Taí o casal da literatura brasileira que você mais respeita! Sofia sem querer voltou no tempo e descobriu que o amor da sua vida é um lorde do século 18! Como não se apaixonar, rir e suspirar com os embates e enlaces de duas pessoas com tão pouco em comum, mas ao mesmo tempo com tanto amor?


5- America e Maxon, da série A Seleção, de Kiera Cass


Livros com triângulos amorosos sempre me deixam pulando de ansiedade com medo de eu ter escolhido o lado “errado”, mas nesse caso acertei. Esse casal tão amorzinho, fofo e sem mimimis deixou os meus olhos em formato de coração (por mais que em vários momentos eu tenha tido vontade de socar a cara da America).


6- Lily e Amon, da série Deuses do Egito, de Colleen Houck


Mais um casal que fez meu coração inchar de amor e ao mesmo tempo se partir em mil pedaços devido a todas as dificuldades que tiveram que passar juntos. Uma garota nova yorkina dos dias atuais e uma múmia de milhares de anos não é dos casais mais convencionais, mas tenho certeza que é dos mais lindos.


7- Suze e Jesse, da série A Mediadora, de Meg Cabot


Como no caso acima, é um casal fadado a não ficar junto. Afinal, ela é uma garota moderna e ele um fantasma de 150 anos que vive no seu quarto. Mas é uma das melhores histórias de amor que você pode encontrar, ainda mais quando ele se refere a ela como “mi hermosa”. Ai, mi corazón!


8- Elizabeth e Mr. Darcy, de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen


Confesso, esse é um casal de quem ouço falar, mas não conheço tão a fundo. Vi filmes baseados na obra, mas ainda não li o livro. Só que mesmo assim sei que a relação de língua afiada, ainda que doce, de Elizabeth e Darcy é uma das que mais arrebanha corações mundo afora.


9- Lou e Will, de Como Eu Era Antes de Você, de Jojo Moyes


Essa destruidora de corações também conhecida como Jojo fez com que leitores do mundo inteiro se apaixonassem pela trágica história de Lou e Will, além de que derramassem muitas e muitas lágrimas. Nesse livro agridoce e muito lindo, o casal vai te fazer suspirar, chorar e gargalhar.


10- Linnet e Piers, de Quando a Bela Domou a Fera, de Eloisa James


Nesse romance de época afiado, divertido, sexy e muito emocionante, esse casal me conquistou por ter uma pegada de contos de fadas, mas estar longe de ser ingênuo ou ter uma mocinha indefesa. Todo momento que os dois estavam em “cena”, eram páginas e mais páginas de total deleite.


E para você, quem são os maiores casais da literatura?

Feliz Dia dos Namorados!

Teca Machado

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Corte de Espinhos e Rosas – Uma fantasia para favoritar


Vamos falar hoje sobre uma maravilhosidade chamada Corte de Espinhos e Rosas, da Sarah J. Maas, publicado pela Editora Galera Record?


Sabe aquele livro que te alucina, te deixa sem chão e sem direção? Foi assim que me senti durante toda a leitura. As últimas páginas eu li no metrô e tenho certeza que as pessoas olharam assustadas as caretas e os arquejos que eu fazia. Corte de Espinhos e Rosas é aquele tipo de leitura que te transporta, que te faz viajar e viver aquela história numa intensidade imensa. É uma obra que quando você termina, dá um suspiro e pensa “é por causa de livros assim que eu amo ler”.

Sarah J. Maas, mal te conheço, mas já te considero pacas! Sempre via a Izabela do blog Livros Ontem, Hoje e Sempre falar alucinadamente da autora, que é bem conhecida pela série Trono de Vidro.

Em Corte de Espinhos e Rosas temos uma das melhores histórias de fantasia que eu já li. É uma mistura de A Bela e a Fera com livros de guerra, intrigas e romance. A inspiração é muito clara: um príncipe – no caso Grão-Senhor – amaldiçoado juntamente com o seu povo e uma mocinha audaciosa e teimosa que é obrigada a viver com ele em suas terras.

No enredo os humanos foram escravizados pelo povo féerico (uma espécie de fadas) durante centenas de anos, até que eles se libertaram e uma guerra separou os territórios com uma muralha. As duas espécies não têm mais contato uma com a outra, ainda que os homens vivam temendo os terríveis féericos. Quinhentos anos depois, Feyre é uma garota humana que vive próxima à muralha e precisa caçar para que sua família não morra de fome. Ao matar um lobo na floresta, uma besta féerica aparece reclamando Feyre para si como forma de retratação, pois o lobo que ela matou era féerico e um tratado entre os povos exige que ela o acompanhe.


Então Feyre é arrastada para uma terra que ela conhecia apenas por meio de lendas e pensava ser terrível, mas é linda e mágica. A besta que a levou era um Grão-Féerico, um ser mágico que tem poder de transformação e é na verdade um homem lindíssimo chamado Tamlin, o senhor da Corte Primaveril, um lugar encantado e paradisíaco. Obrigada a conviver com seres que odiava, Feyre aos poucos vai se encantando por Tamlin e por seu povo, mas a frágil felicidade que está construindo pode ser ameaçada por uma terrível praga que assola a terra féerica.

A sinopse não faz jus a toda complexidade e criatividade do enredo de Corte de Espinhos e Rosas. Sarah J. Maas criou um universo lindo, rico, perigoso e muito sedutor. Aos poucos vamos conhecendo as terras féericas, suas tradições e suas maldições. É impossível não ser tragado para aquele mundo cheio de belezas e feras.

O livro é repleto de intrigas, de ação, de correria, e mistério, de romance e de dor. Nada está ali por acaso. Cenas que pareciam sem muito sentido, ganham explicações e motivo. Sarah J. Maas cria uma conexão incrível, com cada cena sendo a construção de um quebra-cabeça surpreendente que nos faz perder o fôlego no ato final da obra, que parte nossos corações milhares de vezes.

Feyre é uma protagonista forte, teimosa, preconceituosa, cheia de ódio no coração e, como ela própria diz, espinhos. Sua raiva por tudo e todos é justificada. E é lindo ver a personagem amadurecer e ter seu coração derretido por uma nova realidade. Ela vê surgir um amor tanto por Tamlin quanto por tudo que era inesperado. E Tamlin! Ah, gente, o Tamlin é maravilhoso. É bom, tem um coração incrível, mas ao mesmo tempo um temperamento forte. Meu lado periguete literária está quicando de paixão aqui.

Tanto os protagonistas quanto os personagens secundários foram muito bem construídos. Além de Tamlin e Feyre, temos Lucien, melhor amigo de Tamlin, Alis, governanta da casa, Rhysand, um bad boy muito surpreendente, Amarantha, a vilã terrível e insuperável, e muitos outros.

Corte de Espinhos e Rosas é narrado em primeira pessoa por Feyre, um grande acerto por parte da autora (mas eu não me incomodaria de ver a versão de Tamlin dos fatos). É uma leitura dinâmica, cheia de reviravoltas e muito incrível. O romance é muito bonito e ponderado, não surgiu de repente. E a forma como Sarah J. Maas constrói as cenas sensuais é ótima. Não pesa a mão, mas nos deixa na expectativa junto com Feyre. Sei que até eu estava apaixonada já, haha.

A série de Corte de Espinhos e Rosas é composta por seis volumes, mas no Brasil ainda só temos até o segundo, Corte de Névoa e Fúria.



Recomendo muito, afinal, se tornou um dos meus favoritos.

Teca Machado

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Princesas se tornam celebridades


Se fosse na vida real, seria Alice uma skatista? E Pocahontas uma frequentadora assídua de festivais de música? Provável. Mas uma coisa é certa: as vilãs estariam na primeira fila dos desfiles de moda fazendo cara feia.

A designer Andhika Muskin, de Jacarta, pega fotos reais de celebridades e por meio de manipulação de imagem coloca o rosto de princesas, príncipes e outros personagens de contos de fadas da Disney em situações bem reais.











Fonte: Bored Panda

Quem me dera encontrar na rua os príncipes! Quem me dera!

Teca Machado