sexta-feira, 27 de abril de 2018

Quando Tudo Volta - Resenha


De vez em quando eu me sinto um etê por ter uma opinião contrária a de todo mundo sobre um livro.

Quando Tudo Volta, de John Corey Whaley, da Editora Novo Conceito, foi uma obra que quando eu terminei fiquei olhando para ela pensando: “Ahn?”. Comprei há um tempo porque vi várias pessoas elogiando e depois de ler Outlander, que é sempre uma leitura intensa e que me deixa exausta, no melhor sentido, queria algo mais leve, mais “real”. Achei que podia ser a escolha certa. Mas não foi. E depois de ter terminado, pesquisei em vários blogs se as pessoas realmente tinham gostado e quase todas as resenhas que vi foram positivas.

Fotos instagram @casosacasoselivros

Não sei se eu não entendi bem ou o que aconteceu, mas uma história que podia ser interessante não foi. Não me conectei aos personagens e achei uma embromação sem fim várias partes. Claro que não foi de todo ruim, o autor conectou enredos distintos numa só numa trama com desfecho até surpreendente, mas foi para mim a única coisa que salvou.

Em Quando Tudo Volta, Cullen é um rapaz de 17 anos meio apático, sem grande popularidade que é confrontado de repente com o desaparecimento do irmão mais novo, um menino doce, inteligente, de quem todo mundo gostava. Enquanto tenta lidar com isso, com a tia que acabou de perder o filho por overdose, com os pais que estão sofrendo com a tragédia e com sua imaginação que transforma todo mundo em zumbi, toda sua pequena cidade volta os olhos para o suposto reaparecimento de um pica-pau que está em extinção há 60 anos.

John Corey Whaley
No meio da leitura, Cullen começava a imaginar realidades alternativas, principalmente sobre zumbis, e isso se estendia por páginas e páginas, o que me cansou muito. Fora que sempre teve um tom pessimista, meio que “nada na vida vai ter jeito”. Ele tem um humor meio negro, meio ácido, que apesar de eu gostar não me convenceu. Não foi um personagem cativante, ao contrário de Lucas, seu melhor amigo, que realmente viveu junto a ele toda a dor de perder o irmão.

A história do pica-pau é meio sem pé e nem cabeça e para mim só estava lá para deixar o livro um pouco mais longo (graças a Deus ele é curto e eu li em dois dias), porque essa trama não tem realmente uma importância para o decorrer da história.

O que foi interessante é que temos os capítulos alternados entre Cullen e uma história paralela sobre um fanático religioso, que de início não parece ter nada a ver com o enredo principal, mas que lá pelo meio da obra se junta de uma maneira bem inteligente. Sendo bem sincera, para mim esses foram os melhores capítulos, porque realmente não gostei do Cullen e suas divagações. 

Apesar do final ter sido levemente aberto – apenas uma frase na última página dá a entender um desfecho, mesmo que sem muitas respostas – o fim foi a salvação da obra para mim, que me fez acreditar que não tinha realmente desperdiçado todo meu tempo na leitura.

De todo modo, não é um livro que funcionou para mim.

Não recomendo.

Teca Machado


quinta-feira, 26 de abril de 2018

Recebidos – Grupo Companhia das Letras


O Grupo Companhia das Letras passou por aqui com dois novos livros da Editora Paralela.

E eu fiquei como?

Assim:


Recebi de cortesia A Mulher Entre Nós, de Greer Hendricks e Sarah Pakkanen, e Despertar, de Nina Lane, primeiro livro da série Espiral do Desejo.

O legal é que os livros são de gêneros bem diferentes. A Mulher Entre Nós tem uma pegada thriller e Despertar é um romance adulto.

Vem conhecer um pouquinho mais sobre eles:



A Mulher Entre Nós

Aos 37 anos, a recém-divorciada Vanessa está no fundo do poço. Deprimida, morando no apartamento de sua tia, ela não tem filhos, dinheiro ou amigos verdadeiros. Ao descobrir que Richard, seu rico e carismático ex-marido, está prestes a se casar de novo, algo dentro de Vanessa se quebra. A partir de agora, sua vida irá revolver em torno de uma única obsessão: impedir esse matrimônio. Custe o que custar.

Na superfície, Nellie se parece com qualquer outra jovem bela e sonhadora que veio para Manhattan começar sua tão sonhada vida adulta. Mas a personalidade tranquila que ostenta é apenas uma fachada. Em sua mente, perdura um segredo que a fez fugir de sua cidade natal e que a impede de caminhar em paz quando está sozinha.

Ao conhecer Richard – bem-sucedido, protetor, o homem dos sonhos – ela finalmente começa a sentir-se segura. Ele promete protegê-la de todos os males, para o resto de sua vida. Mas, de repente, ela começa a receber ligações misteriosas. Fotografias em seu quarto são movidas de lugar. O lenço que ela planejava usar em seu casamento desaparece. Alguém está perseguindo-a, alguém quer o seu mal. Mas quem?

*** 

Despertar

Um casamento baseado no amor, no desejo e na confiança. Um segredo guardado com a melhor das intenções. Um relacionamento — intenso e imperfeito — colocado à prova.

Dean West é o grande amor e o porto seguro da vida de Olivia. Um marido dedicado, um parceiro intenso e, acima de tudo, um homem completamente apaixonado por sua mulher. Conhecedor dos segredos mais obscuros da esposa, Dean a possui por completo — hoje, amanhã e sempre.

Mas o casamento aparentemente perfeito dos dois é abalado quando Olivia descobre uma faceta até então desconhecida do passado do marido. Será que a força dos sentimentos que eles têm um pelo outro será capaz de prevalecer sobre a dor da decepção?

*** 

Estou doida para começar as leituras. Mas fica a dúvida: Qual dos dois ler primeiro?

Teca Machado

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Filmes na casa da mamãe


Passei um mês na casa dos meus pais, em Cuiabá, nos últimos dias, porque tive dois casamentos em que fui madrinha e o nascimento do meu sobrinho, que é a coisa mais fofinha de todo o universo. Com isso consegui assistir vários filmes que ainda não tinha dado a chance e que não são realmente novos, além de ter assistido várias séries novas (já falei aqui sobre One Day At The Time e em breve vou comentar Dark), colocado algumas em dia (olá, Outlander!) e lido um monte.

Ao invés de fazer resenha dos filmes, vai aqui um pouquinho sobre eles e o que eu achei:

1- Sex Tape – Perdido na Nuvem (Cameron Diaz, Jason Segel – dirigido por Jake Kasdan)


Sinopse: Após dez anos de casados, o romance intenso de um casal começa a esfriar. Para apimentar a relação, eles decidem se gravar fazendo sexo. Parece uma grande ideia, até que eles descobrem que seus momentos mais íntimos tornaram-se públicos na Internet. Em pânico, o casal corre contra o tempo atrás da constrangedora gravação.

O que eu achei: Eu ri e não foi pouco! É um filme engraçado, com umas tiradas idiotas e muito humor físico. Jason Segel é ótimo para comédia, assim como Cameron Diaz. Não espere um filme para te fazer pensar ou refletir, apenas para te divertir e pronto. Mas deixo um aviso: Não assista com crianças na sala, tem nudez, sexo, cocaína e até mesmo o ataque de um cachorro.


2- Viajar é Preciso (Paul Rudd e Jennifer Aniston - dirigido por David Wain)


Sinopse: George e Linda são um casal de workaholics de Nova York. Quando George é demitido, eles se mudam para Atlanta em busca de emprego, mas acabam encontrando uma comunidade alternativa, onde todos os recursos são divididos.

O que eu achei: Meu marido riu bem mais do que eu, então enxerguei como uma comédia que homens gostam mais. Tem seus momentos, é divertidinho, mas nada “ai, minha nossa, que filme bom”. O título em português eu achei bem ruim, não tem nada a ver com o filme, já que eles não estão de férias viajando ou falam de como amam viajar, e sim em busca de um novo lar. 


3- A Grande Muralha (Matt Damon e Pedro Pascal – dirigido por Yimou Zhang)


Sinopse: No século XV, William e Tovar são dois mercenários em busca de “pó negro” (pólvora). Depois de escaparem do ataque de uma criatura misteriosa, eles se encontram, acidentalmente, aos pés da Grande Muralha. Lá, eles acabam aprisionados pelos guerreiros chineses, que estão na iminência de sofrerem um ataque. Reza a lenda que, a cada 60 anos, uma horda de monstros tenta transpassar a barreira, para se alimentar dos humanos que vivem do outro lado.

O que eu achei: É bem sessão da tarde, mas bom. Pesquisando descobri que foi o primeiro filme chinês com co-produção de Hollywood e que custou quase U$ 200 milhões, o mais caro filme do país. A história que misutra fantasia com fatos históricos é interessante, ainda que em momentos clichê, sobre uma cultura da qual não estamos acostumados, corrido, visualmente bonito e tem o Matt Damon, o que é sempre bom.

*** 

Nenhum desses filmes foram superproduções de sucesso, mas me diverti bastante com eles.

Vocês já assistiram algum?

Teca Machado

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Relembrando velhos livros


Eu amo ler os lançamentos, os livros novos, os que acabaram de sair da gráfica para as nossas mãos. Mas, não sei vocês, também adoro livros antigos, principalmente aqueles que poucas pessoas conhecem. Já disse aqui algumas vezes, mas eu cresci com pais que me apresentaram livros, filmes e muita cultura musical, então sempre estive rodeada de obras incríveis.

Estou passando uns dias na casa dos meus pais e vi vários livros aqui que li quando era mais nova e que me fizeram pensar nesse post. Exemplares que naquela época já eram velhos. 

Será que vocês também já leram algum desses?


1- O Conde de Monte Cristo – Alexandre Dumas


Esse é muito conhecido e antiquíssimo, de 1845, e eu li em 1999. Me apaixonei pela história de vingança e redenção de Edmond Dantès, que já ganhou muitas versões e adaptações – minha preferida é a de 2002, com Jim Caviezel e um Henry Cavill super novinho e lindo como sempre. Como eu tinha só 11 anos quando li, meu pai me deu uma versão resumida do livro, mas agora estou com vontade de ler a história integral, com 1376 páginas! Se eu vou encarar? Com certeza.


2- Em Algum Lugar do Passado – Richard Matheson


Esse livro de 1975 era uma das paixões da minha mãe. Meu pai deu para ela em 1986, antes mesmo de eu nascer, essa história de amor que foi além da barreira do tempo (e achei super bacana que é da Editora Record, que já atuava no mercado essa época). O interessante é que o autor escreveu apenas esse livro em sua vida, e Robert, seu irmão, resolveu publicar o manuscrito após sua morte. Richard, ao visitar um hotel em 1971, se apaixonou pelo retrato de uma atriz de 1870. Se apaixonou tanto que virou sua obsessão. Ele pesquisou formas de voltar no tempo, até que conseguiu e se encontra com ela, que também corresponde o sentimento. Richard veementemente afirmou que tudo o que viveu foi verdade. Seu irmão, que publicou a obra, diz em nota que se recusa a acreditar que tudo tenha acontecido, mas que sabe que, para seu irmão, de uma forma ou de outra foi real. A história virou um filme, de 1980, com Christopher Reeve – o antigo Superman, no papel principal.


3- Noite de Amor nas Estepes – Heinz G Konsalik


Minha mãe passou uma fase encantada por esse autor russo e leu algumas obras dele. Noite de Amor nas Estepes é de 1966. Como eu sempre via os livros na nossa estante e minha mãe falando super bem, quando comecei a me interessar por romances, com uns 14, 15 anos, resolvi dar chance para esse e outro dele chamado Amor em São Petersburgo. Não me arrependi! Histórias russas lindíssimas, geralmente na época da Revolução, que aquecem o seu coração. As edições quase caindo aos pedaços da minha casa – porque foram emprestadas para muitas pessoas e comidas por traças – também são da Editora Record.


4- Pássaros Feridos – Colleen McCullough


Esse livro de 1977, que virou série de TV nos anos 1980, me emocionou, me fez suspirar, me fez ficar com raiva e mexeu com vários sentimentos dentro de mim. Foi um dos primeiros livros mais “adultos” que li, com umas passagens mais calientes. A obra conta a história de Meggie Cleary e duas mais duas gerações da sua família e sua vida infeliz. Tão infeliz que eu tinha vontade de chorar em vários trechos. É longo, é intenso e é muito bonito.


5- Se Houver Amanhã – Sidney Sheldon


Sidney Sheldon é um grande conhecido nosso até hoje. O primeiro livro do autor que li foi esse e a partir daí foi amor. Não sei se foi o fato dessa ter sido a obra que me fez conhecer o escritor, mas é um dos meus preferidos dele até hoje. E olha que depois li muitos outros, inclusive edições antigas como essa, que também é da Editora Record.

*** 

Vocês já leram algum desses?

Qual livro assim antigo gostam?

Teca Machado



sexta-feira, 6 de abril de 2018

Doce Perdão - Resenha


Há uns anos li A Lista de Brett, de Lori Nelson Spielman, publicado no Brasil pela Verus Editora, e naquele ano considerei uma das melhores leituras do período. E agora li outro livro da autora, Doce Perdão,  e posso dizer que não me decepcionei nem um pouco. Ela continua fiel ao seu estilo e a uma história doce, sensível, delicada, mas nem por isso leve.

Fotos @casosacasoselivros

Doce Perdão, como o próprio título já diz, é uma história sobre perdão. Mas e quando o perdão que você precisa dar não é para outra pessoa e sim para si mesmo? Acho que é o caso mais difícil. Nossa protagonista é Hannah, uma apresentadora de TV de New Orleans que tem uma vida perfeita. Faz sucesso na cidade e tem fãs, namora o prefeito e conta com amigos fieis. Mas duas pedras mudam tudo. O país está viciado nas Pedras do Perdão. Quando você magoou alguém, envia a essa pessoa duas pedras com uma carta. Se ela te devolver, significa que você está perdoado. Hannah as recebe da criadora da mania, uma garota que na infância fez bullying com ela e de certa forma destruiu sua vida. Mas as pedras não fazem a apresentadora pensar apenas nisso, mas em todos os erros que cometeu pelo caminho, inclusive o afastamento da mãe, que não vê há 16 anos e que precisa desesperadamente perdoar. Hannah, então, é forçada a mergulhar no seu passado, que não é tão bonito quanto tenta aparentar na TV e para o namorado, e isso abala as estruturas da vida que tão cuidadosamente criou.

Lori Nelson Spielman
A capa fofa pode te fazer pensar que esse é um chick-lit divertido, com um romance bacana e que te arranca algumas risadas pelo meio do caminho. Desculpa te decepcionar, não é isso. Lori Nelson Spielman, com naturalidade e sem forçar a barra, fala de alguns temas pesados, que não posso revelar para não dar spoilers para vocês, afinal, a própria Hannah, que é a narradora, não nos conta logo de cara toda sua história. Pelo contrário. Assim como ela esconde das pessoas tudo aquilo que acredita ter acontecido – ou que a levaram a acreditar - , ela esconde do leitor. É como se a personagem fosse uma cebola e fôssemos tirando camada por camada, desnudando partes da alma de Hannha que nem mesmo ela sabia que existiam.

Hannah faz o leitor passar raiva com a sua imaturidade, mesmo para uma mulher adulta de 34 anos. Assim como queremos sacudir a sua versão adolescente, que aparece em vários flashbacks. Mas ninguém pode negar que a personagem cresce. Ela amadurece, evolui, sofre muitas pancadas ao longo do caminho, e vai encontrando seu lugar no mundo como uma pessoa real e livre do peso da culpa. Mas não só Hannah é uma ótima personagem. Os secundários conquistam seu coração, principalmente Dorothy, uma idosa que é sua melhor amiga e – pasmem! – ex-sogra, Jade, sua maquiadora, sua mãe, Jack, o ex-noivo que aparece muito pouco, mas que eu queria mais, muito mais, e RJ, aquele fofo que eu quero para mim. Até mesmo Fiona, a criadora das Pedras do Perdão e que tanto machucou Hannah tem seu lugar na história e sua redenção.

Doce Perdão não me fez chorar, mas me deu vários nós na garganta. Fiquei triste, magoada, com aquela sensação de impotência por muitas coisas não terem conserto, por mais que haja o perdão. A mensagem da importância dele não é piegas, ou forçada, mas mostra que todos os atos geram consequências, algumas irreversíveis e você precisa aprender a lidar com isso.



Doce Perdão tem algumas reviravoltas, algumas que fizeram a minha cabeça explodir, e apesar de clichê em vários momentos, tem situações imprevisíveis e um final inesperado. E por falar no final (Calma, pode continuar, não vou dar spoiler), achei inteligente da parte da autora deixar um aspecto muito importante da história em aberto. Não cabe ao leitor julgar, não cabe a ninguém, na verdade. Ficamos na dúvida, assim como Hannah, e a verdade nunca será realmente descoberta. E isso, de certo modo, não tem importância.

Doce Perdão é aquele livro que vai te deixar com um sorriso ao terminar e um coração quentinho. Lori Nelson Spielman mais uma vez acertou em uma história para entrar na nossa alma e não sair mais.

Recomendo.

Teca Machado


quinta-feira, 5 de abril de 2018

One Day At The Time - Crítica

De vez em quando você assiste algo bem despretensiosamente e se depara com uma série maravilhosa. Foi o que aconteceu comigo ao encontrar na Netflix The Good Place (vem ver a crítica dessa produção incrível aqui) e foi o que aconteceu agora com One Day At The Time, também do serviço de streaming.


Já tinha visto algumas pessoas comentando que era uma série bacana. Aí Rita Moreno, atriz do programa de – PASMEM! – 87 anos apareceu no Oscar desse ano toda maravilhosa cheia de energia, com o mesmo vestido que usou em 1962 quando ganhou o Oscar por West Side Story. E há uns dias um amigo compartilhou um gif de uma cena e eu fiquei interessada, então resolvi me aventurar.

Melhor.decisão.das.últimas.semanas.

Assisti a primeira temporada quase de uma vez só (são só 13 episódios e cada um tem apenas meia hora), vou começar a segunda já com dor no coração porque a terceira é só em 2019.



Sim, é mais uma sitcom, com poucos cenários, risada do público e tem como objetivo fazer você rir de situações da vida de uma família. Parece mais do mesmo? Mas One Day At The Time é mais do que isso. Tem um roteiro inteligente, ótimo timing, um elenco afiadíssimo e sabe fazer piada sem ofender, o que é muito raro. A série fala de temas que poderiam ser polêmicos, como homossexualidade na adolescência, imigração, stress pós-traumático de guerras, diferença de gerações, religião, feminismo e machismo, privilégio branco e muito mais. Isso tudo sem querer ser politicamente correto e chato. E o melhor te tudo? Sabe fazer rir de verdade.

One Day At The Time acompanha a família Alvarez. Penelope (Justina Machado), é uma mãe recém-divorciada, ex-militar, filha de uma imigrante cubana (Rita Moreno) que chegou aos EUA logo após Castro tomar o poder em Cuba. Nasceu e cresceu nos EUA, mas sempre com a influência latina da mãe. Após voltar do Afeganistão, onde serviu como enfermeira, Penelope vive com a mãe e os dois filhos Elena (Isabella Gomes) e Alex (Marcel Ruiz). E há ainda Scnheider (Todd Grinnel), o incoveniente, mas muito amado e divertido senhorio de Penelope que basicamente vive em sua casa e faz parte da família.




Todo elenco é uma força. Justina Machado sabe transitar em todas as emoções que a personagem pede. Ela é frágil, forte, dramática, sofre calada, dá escândalo, briga, é sensível e muito mais, tudo ao mesmo tempo. Penelope é a fundação da família e não deixa a peteca cair jamais. Rita Moreno é um furacão latino maravilhoso. Ao mesmo tempo que nos faz rir – é quem tem as cenas mais cômicas – nos emociona. Estou altamente apaixonada. Os jovens Isabella Gomes e Marcel Ruiz não ficam atrás do elenco adulto e são parte muito importante do enredo. Assim como Todd Grinnel, que é sem noção e muito divertido.

Há a trama principal e subtramas, que se encaixam perfeitamente no todo e a temporada inteira é muito coerente. Gira em torno do Quinces – festa de 15 anos latina – de Elena e tem um season finale emocionante e com uma mensagem bonita sobre união e aceitação.




Por serem cubanos e muito orgulhosos, grande parte do diálogo é em espanhol e eles não fazem questão de explicar o que estão falando. Para nós é tranquilo entender, mas para um americano deve ser mais difícil. A atitude é meio que “deal with it”

A série é um remake de uma dos anos 1970 com o mesmo nome e que durou 9 temporadas de sucesso. Não podemos chamar de reboot porque os personagens são diferentes, os temas e a ambientação, mas a essência continua ali.





One Day At The Time é aquele tipo de série que não é muito famosa, mas que merecia ser. Se você gosta de uma comédia inteligente, que faz rir com piadas com conteúdo e um elenco divertido, dê uma chance. Mas cuidado: Você pode se apaixonar, como aconteceu comigo.

Recomendo muito.

Teca Machado

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Os 28 locais de Por Lugares Incríveis


Se você já leu Por Lugares Incríveis, da Jennifer Niven (Se não leu, vem ver aqui esse vídeo resenha sobre esse livro que, como o próprio nome já diz, é incrível), sabe que os personagens Violet e Finch estão fazendo juntos um projeto de geografia que consiste em visitar locais supostamente incríveis do seu Estado, Indiana, nos EUA. E essas andanças são parte importantíssima do enredo.

Todos os locais descritos na obra realmente existem e assim que terminei a leitura fiz uma busca por eles, afinal, fiquei curiosa tanto com a história de cada um dos locais, assim como queria ver fotos.

Na edição brasileira, a Editora Seguinte colocou um mapa com a localização de todos eles, além da listagem dos 28 lugares incríveis, alguns nem tão incríveis, na verdade, nem perto disso...

Para que vocês não tenham o trabalho de olhar um por um, como eu fiz, trouxe para vocês um pouquinho de cada lugar. As informações são do Mr. Google, que nos ajuda a achar tudo nessa vida.

1. Hoosier Hill 


Pico mais alto de Indiana, que nem é tãããão alto assim, o monte Hoosier, conforme afirmado no livro, fica a 383 metros acima do nível do mar. O lugar pertence a uma propriedade privada, mas trilha, placa e área de piquenique foram construídas para receber visitantes.


2. Conner Prairie 



Localizado na cidade de Fishers, o Parque Histórico Conner Prairie é um museu interativo a céu aberto. Visitando a sua principal construção, a casa de William Conner, que data do século XIX, e interagindo com os funcionários, que se vestem, falam e se comportam como se vivessem nessa época, o público pode descobrir como era a vida na região dois séculos atrás.


3. The Levi Coffin House 


Construída em 1839 em Fountain City, a casa de Levi Coffin era uma das paradas nas rotas de fuga clandestinas dos escravos americanos. Estima-se que Levi e sua esposa Catherine ajudaram mais de dois mil escravos a escapar para o Canadá ou para Estados do norte onde a escravidão já havia sido abolida. 


4. Lincoln Boyhood National 



O Memorial Nacional da Infância de Lincoln é um museu que preserva a fazenda onde o ex- presidente dos Estados Unidos viveu quando tinha entre sete e vinte e um anos. Localizado ao sul do Estado, em Lincoln City, contém painéis de pedra retratando diferentes fases da vida de Lincoln, assim como artefatos do início do século XIX. 


5. James Whitcomb Riley’s Boyhood Home 


Nascido em Greenfield em 1849, James Whitcomb Riley escreveu diversas obras para crianças, além de poemas humorísticos ou sentimentais. Sempre incluía em seus textos marcas do dialeto de Indiana. A casa onde ele nasceu e passou a infância se tornou um museu, que abriga alguns de seus manuscritos e leva os visitantes de volta aos anos 1850 e 1860. 


6. The Purina Tower 


Divisão de ração animal da empresa Nestlé, a Purina construiu em 1951 uma usina na cidade de Richmond. Feito de concreto, o edifício tem quase 47 metros de altura. No final do ano, um conjunto de luzes é pendurado no topo, se assemelhando a uma árvore de Natal. 


7. Dune State Park 


O Parque Estadual das Dunas, oficializado em 1925, fica ao norte de Indiana, à beira do lago Michigan. As dunas chegam a sessenta metros acima do nível do lago, compondo uma paisagem que levou milhares de anos para se formar. O local é habitat de várias espécies de plantas e animais, e os visitantes podem fazer piqueniques, trilhas, pescar e nadar. 


8. World’s Largest Egg 


O ovo da cidade de Mentone é feito de concreto, pesa 1360 kg e possui três metros de altura. Foi construído originalmente em 1946 para divulgar o “Festival do Ovo”, que ainda acontece anualmente na cidade. 


9. Home of Dan Patch, the Racehorse 


No início do século XIX, o lendário cavalo Dan Patch quebrou recordes mundiais de velocidade pelo menos catorze vezes em sua categoria. Na época, ele se tornou um ícone do esporte e sua figura esteve presente em propagandas dos mais variados produtos. Em sua cidade de origem, Oxford, o Dia de Dan Patch é comemorado até hoje, e o estábulo onde ele nasceu está preservado, junto a um túmulo simbólico. 


10. Market Street Catacombs 


Poucos sabem, mas sob o movimentado Mercado Municipal de Indianápolis existe uma rede de túneis que data dos anos 1880. Construídas em calcário e tijolos, as catacumbas eram usadas para transporte e armazenagem de alimentos, já que não havia refrigeração e o subsolo era mais fresco. Visitas podem ser agendadas. 


11. Seven Pillars 


 Em Miami County, à beira do rio Mississinewa, há sete colunas de calcário que ficaram conhecidas como Sete Pilares. A paisagem estonteante foi formada ao longo dos anos, conforme o vento e a água erodiam a rocha, esculpindo as colunas arredondadas e as grandes reentrâncias. 


12. Indiana Baseball Hall of Fame 


Localizado na cidade de Jasper, desde 1979 o Hall da Fama do Beisebol já homenageou 164 pessoas, em quatro categorias diferentes: jogador profissional, treinador/ técnico (colégio, faculdade e profissional), colaborador e veterano (treinador experiente ou aposentado). O museu é aberto à visitação e conta com diversos itens relacionados ao esporte, além de conteúdo multimídia. 


13. The Bookmark Bookstore 


Localizada em Fort Wayne, a livraria Bookmark possui em seu acervo livros novos e usados. O estabelecimento compra e revende livros didáticos para os alunos das faculdades da região. 


14. Blue Flash & Blue Too Roller Coasters 


 As montanhas-russas Blue Flash e Blue Too (Flash Azul e Azul Também) foram construídas em 2001 e 2006, respectivamente, no quintal de seu criador, John Ivers, na cidade de Bruceville. Ambas foram feitas com peças de carro e de equipamentos agrícolas. John recebe visitantes durante os fins de semana com agendamento prévio. 


15. Painted Rainbow Bridge 


 Cruzando o Canal Central de Indianápolis em direção ao bairro alternativo de Broad Ripple Village, a ponte Arco-Íris funciona como ponto de encontro para eventos locais, manifestações, feiras de arte e desfiles. Tem esse nome porque é pintada regularmente pela comunidade local de vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e roxo. 


16. Periodic Table Display 


A Universidade DePauw, em Greencastle, reuniu amostras de quase todos os elementos da tabela periódica em um só lugar, cada qual ocupando um cubo de quinze centímetros. É possível descobrir a aparência de elementos menos conhecidos e ver as diversas formas que os mais comuns podem tomar (como o cobre, que pode ser encontrado em fios, pregos ou puro). Os elementos que não estão presentes são perigosos ou instáveis. 


17. Reno Brothers Lynching & Burial Site 


No Cemitério Municipal de Seymour estão enterrados Frank, William e Simeon Reno, irmãos e líderes da gangue que executou o primeiro roubo de trem do mundo, no final da Guerra Civil Americana. Em 1868, eles foram linchados por justiceiros que invadiram a cela onde os três estavam presos. Ainda assim, as histórias da gangue viraram lenda e passaram a fazer parte do imaginário do Velho Oeste. 


18. Empire Quarry 


No sul de Indiana, perto de Bloomington e Bedford, há uma série de pedreiras de calcário — hoje desativadas — que forneceram o material necessário para a construção de diversos edifícios americanos importantes. Da principal delas, Empire Quarry, saíram toneladas de pedra para a construção do Empire State Building, em Nova York. 


19. Indiana Moon Tree 


 O sicômoro gigante cresceu a partir de uma semente levada à Lua e trazida de volta pelo astronauta Stuart Roosa, na Apollo 14, em 1971. Localizada em Indianápolis, é uma das cinquenta árvores que ainda estão vivas entre as quinhentas originais. Há mais três delas em Indiana, nas cidades de Cannelton, Lincoln City e Tell City. 


20. Kokomo 


Desde 1999, centenas de reclamações foram feitas pelos habitantes da cidade de Kokomo relatando um zumbido que desencadeava sintomas como dor de cabeça, náusea, diarreia, cansaço e dor nas juntas. Em 2002, a cidade investiu cem mil dólares numa investigação, e as possíveis causas do barulho foram extintas. Porém, alguns habitantes continuaram a reclamar do misterioso zumbido. 

21. Gravity Hill 



As chamadas “gravity hills” (colinas da gravidade, em português) são declives que, por uma ilusão de óptica criada pela paisagem no entorno, parecem subidas. Assim, quando deixamos o carro em ponto morto na base da ladeira, temos a impressão de que ele sobe sozinho, quando na verdade está descendo. Em Indiana, há uma colina na cidade de Mooresville. No Brasil, há uma ladeira semelhante em Belo Horizonte: se chama rua do Amendoim. 


22. Blue Hole Lake 


Na saída da cidade de Prairieton está o Buraco Azul, um lago que inspirou uma série de lendas locais. Assim como Finch conta para Violet, dizem que ele não tem fundo, que guarda tesouros piratas, que é habitado por monstros e que já serviu como esconderijo de cadáveres. Há ainda histórias de acidentes envolvendo ônibus e trens que caíram no lago e nunca mais foram achados, e de pessoas que foram nadar no local e nunca mais apareceram. 


23. Nest Houses 


 Nascido em Oklahoma e criado na Carolina do Norte, o artista Patrick Dougherty cria suas esculturas tecendo galhos em formas de casas, cabanas, casulos, jarros ou corpos humanos. Suas obras chegam a doze metros de altura e têm um tempo de vida limitado, devido à decomposição e à ação das intempéries sobre o material orgânico. As Casas-Ninho ficavam na Universidade do Sul de Indiana, em New Harmony. 


24. Shoe Tree 


Num cruzamento de quatro vias em Milltown, estão as árvores de sapato. A original de fato foi atingida por um raio, e o costume se espalhou pelas árvores adjacentes. Não se sabe ao certo a motivação por trás da atividade, mas diz a lenda que quem deixar um par de sapatos ali terá sorte por um ano. 


25. World’s Largest Ball of Paint 


A bola foi criada a partir de camadas e mais camadas de tinta, pintadas sobre uma bola de beisebol desde 1977. Hoje em dia está num galpão na casa de Michael Carmichael, nos arredores da cidade de Alexandria, e os visitantes que contribuem com uma camada assinam um livro de registros, tiram foto e ganham um certificado. 


26. Pendleton Pike 


Drive-In Inaugurado em 1940 na cidade de Lawrence, foi um dos primeiros cinemas drive-in do estado. Capaz de acomodar cerca de quinhentos carros e com um pequeno parque de diversões acoplado, funcionou até 1993. Hoje só resta a tela.


27. Lady of Mount Carmel Monastery 


Ultraviolet Apocalypse
O Mosteiro de Nossa Senhora do Carmo realmente existe, na cidade de Munster, e abre para visitação aos domingos. Os santuários são feitos de pedra, decorados com vitrais nas janelas e esculturas de mármore, e uma das principais atrações é a sala iluminada por luz negra, a Ultraviolet Apocalypse. 


28. Emmanuel Baptist Church 


O lugar da última andança de Violet, percorrendo as últimas atrações visitadas por Finch, é uma igreja que realmente existe. Ela fica nos arredores de Farmersburg, perto de um lago.

*** 

Muitos desses lugares não tenho vontade de conhecer, já outros fiquei interessada. As montanhas-russas azuis me chamam a atenção, pela sua inventividade, assim como Lady of Mount Carmel Monastery pela sua beleza, as Nests Houses e o Blue Hole Lake, apesar de todo enredo triste do livro ao redor dele.

E você, já leu Por Lugares Incríveis?

Teca Machado