segunda-feira, 24 de julho de 2017

Aonde posso ir com o meu pet? O MapaDog te fala


A dica de hoje é para o pessoal de Brasília, mas em breve para várias capitais!

Imagine a seguinte situação: Você está na rua com o seu cachorro e de repente um amigo liga chamando para tomar um café. Você não tem tempo de ir para casa deixar o seu cão, mas não quer deixar de encontrar essa pessoa. Como saber se o estabelecimento aceita a presença de pets? Acessando o MapaDog.

Essa é a Mafalda, o motivo de tudo isso (Créditos: MapaDog)

O MapaDog é uma plataforma colaborativa de mapeamento de locais pet-friendly em Brasília e arredores. É um espaço de busca, divulgação e regras de cada estabelecimento. Eles estão no Instagram (@mapadog), no Facebook (/mapadogbrasil) e com site (mapadog.com).

A criação da ferramenta surgiu de uma necessidade pessoal de Júlia Hueb e Igor Vendas, dois amigos meus. “Sempre queríamos sair com a nossa pug Mafalda, mas não sabíamos onde ela era bem-vinda e nem as políticas e regras de cada local. Procurávamos essas informações, mas sempre eram notícias pontuais e antigas, com poucos lugares. Tínhamos que ficar ligando pra confirmar as informações”, conta Júlia. Conversando com amigos que também têm cachorros, viram que era também uma demanda de várias outras pessoas.

Xerife, embaixador do MapaDog (Créditos: MapaDog)

Eles procuraram sites e aplicativos que pudessem contar as informações da região de forma completa, mas não encontraram, então se indagaram: "Por que nós mesmos não criamos essa plataforma?". O casal se juntou a Nathalia Lima, uma amiga designer de sites que tinha a mesma necessidade deles, pois adotou uma vira-lata que a acompanha por todo lado. 

“Queremos que o MapaDog se torne uma ferramenta para unir cada vez mais pessoas e cachorros e que essa convivência possa ser feita em harmonia com aqueles que não têm animais”, afirma Igor Vendas. Segundo eles, o lifestyle pet-friendly é uma tendência mundial e é preciso difundir essas informações e desmistificar o convívio dos pets em locais sociais.

Por enquanto o MapaDog só contempla o DF, mas o mapeamento das principais capitais do Brasil já começou a ser feito e vai ser lançado junto com o aplicativo daqui alguns meses.

Calvin ontem, no lançamento do site em Brasília, felizão pela amiga Mafalda

O Calvin, meu cachorrinho, é o melhor amigo da Mafalda, a pug da Júlia e do Igor, então agora eles vão poder sair ainda mais juntos, não só para parques (assim que o Calvin aprender que não pode marcar território em todo e qualquer lugar, hahaha).

Teca Machado


sexta-feira, 21 de julho de 2017

O Livro da Menina – Sobre livros, séries, celebridades e casos


Se tem algo que o mundo bloguístico e literário me deu ao longo desses anos foram amigos. Conheci pessoas de vários locais do Brasil que compartilham as mesmas paixões e as mesmas loucuras. Foi o caso da Raffa Fustagno, do blog A Menina Que Comprava Livros. A conheci porque participamos do projeto Blogueiras.com, uma antologia de contos sobre esse universo (Por falar nisso, tenho as últimas unidades do livro! Corram que estão acabando!). Seu conto “E a Vida Me Trouxe...” é divertidíssimo e foi um dos meus preferidos. Além disso, a Raffa publicou O Livro da Menina. Nas últimas semanas a Babilonia Cultura Editorial, que publicou a obra, me enviou um exemplar de parceria e vim contar para vocês o que achei. Já vou dar um spoiler: ADOREI!


Sabe aquele livro que junta um conteúdo super bacana com uma identidade visual toda maravilhosa? É o caso de O Livro da Menina! Impossível não se derreter com as ilustrações, com a diagramação e com os jogos dentro das páginas. Sim, além de ser uma obra de leitura de não ficção, é uma obra interativa, com vários passatempos e jogos, tudo relacionado a literatura e a cinema. A Babilonia Cultura Editorial está de parabéns por nos entregar esse livro tão lindo!

A Raffa gosta de contar casos. Conta como foram suas Bienais – um monte, diga-se de passagem -, como foi criado o Evento da Menina, que acontece quase todos os meses no Rio de Janeiro, quais seus livros preferidos, as histórias de pessoas sem noção que já passaram pelo seu caminho e, as minhas passagens preferidas, como conheceu alguns dos maiores autores e artistas da atualidade.




Raffa tem uma veia meio stalker, hahahaha. Mas, sabe, eu também teria se morasse no Rio, onde vai muita celebridade, e minha casa fosse pertinho do Copacabana Palace! Ela tem histórias incríveis, como quando pediu umas 10 vezes para o Johnny Depp falar “oi”, na vez que seguiu de táxi o elenco de Se Beber Não Case no melhor estilo “siga aquele carro” ou na sua lua-de-mel que quis ir para Madrid só para ver uma peça do Ricardo Darín e ainda encontrou com ele no metrô.

Como para quem ama livros os escritores são tipo nossos rock stars, a Raffa tem histórias maravilhosas de quando conheceu essas pessoas. No seu “currículo” estão Nicholas Sparks, Harlan Coben (caraaaaaaaaa, ele ama o carequinha que nem eu! <3), Kiera Cass (que ela entrevistou dentro do quarto dela no hotel e ainda saiu para jantar junto!), John Green, Thalita Rebouças, Pedro Bandeira, Brittainy C. Cherry, John Green, Anne Rice e muito muito mais.




E a maneira como Raffa conta casos é muito divertida, parece que você está lá com ela! Sua escrita é informal, é como se você estivesse lendo o livro de uma amiga – e no meu caso foi mesmo, haha. Seu humor é daquele tipo que eu mais gosto, que ri de si mesmo, que é irônico e que sabe aproveitar o melhor de todas as situações, sejam elas boas ou bizarras.

E para quem está começando nesse mundo de literatura e de conhecer atores e músicos, ela dá dicas de como aproveitar bem uma Bienal, de como stalkear e ser mais provável de conseguir um autógrafo e foto e quais livros você pode ler quando estiver numa bad, quando levar um fora e muito mais.

O Livro da Menina foi uma leitura que eu terminei em menos de dois dias e senti o coração quentinho, com aquela sensação que sempre tenho quando finalizo um livro que tenho certeza que vai ganhar um lugar especial na minha lista de amados.


E, fiquem atentos, a Raffa me enviou um livro autografado para sortear para vocês! Na semana que vem sai o sorteio.

Desejo todo sucesso do mundo para a Raffa – porque ela merece – e recomendo O Livro da Menina de todo o meu coração para os meus leitores.

Teca Machado

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Pedra de memes foi enterrada para futuras gerações


Me digam uma coisa: Qual seria a graça da vida sem memes?

Pensando que as futuras gerações talvez não sejam agraciadas com a maravilhosidade que são essas piadinhas (eu, inclusive, já fui transformada em meme por algum ser humano que eu não tenho ideia de quem seja e nem imagino onde conseguiu minha foto – veja o meme aqui), o 9Gag, um dos maiores memezistas (?) do mundo, criou o #FunLegacy, o primeiro monumento ao humor. O site enterrou uma pedra de 4 metros de altura e 24 toneladas no meio de um deserto não identificado. Nela estão gravados os 9 melhores memes de todos os tempos, segundo os fãs do site, para que no futuro saibam que além de inteligentes nós éramos bem humorados. A ideia foi comemorar o 9º aniversário do portal, que aconteceu em maio.



Foram quase 650 mil usuários de 114 países que escolheram os 9 memes, todos norte-americanos – ou seja, Gretchen, forninho, Nazaré e Bhaskara, Chapolin e outras lindezas dos brasileiros – também conhecidos como Reis dos Memes - ficaram de fora. Os eleitos foram: Dick Butt, Friendzone, We need AIR support, World vs USA, PPAP, Doge (shiba inu), Salt Bae, Shit just got real e Hardest name in Africa. 

Segundo a chefe de operações do 9Gag, Lilian Leong, eles não divulgaram a localização da pedra de memes porque a ideia é que fique lá por centenas de anos, para realmente futuras gerações. Se eles dissessem onde está, fãs e curiosos poderiam tentar desenterrar. Tudo o que se sabe é que está em algum deserto europeu.




Seria muito mais sensacional se lá pelo ano de 3.486 encontrassem memes com a Gretchen, hahahahaha.

Teca Machado

quarta-feira, 19 de julho de 2017

O Círculo: Muito potencial num roteiro fraco


Sabe aquele filme que tem tudo para ser ótimo, uma história que pode ser explorada de maneiras incríveis e um elenco renomadíssimo, mas que, no fim das contas, é um filme um tanto morno? Isso foi o que aconteceu com O Círculo, do diretor James Ponsoldt, baseado no livro homônimo de Dave Eggers, que também foi roteirista da produção. Eu esperava muito mais de um longa que tem Tom Hanks, Emma Watson e John Boyega.


O Círculo é uma empresa a la Google, a la Apple e a la Facebook que é o sonho de qualquer jovem. Todos desejam trabalhar lá, inclusive Mae (Emma Watson), uma garota que se sente desperdiçada num call center. Até que a sua amiga Annie (Karen Gillian), que faz parte da cúpula do Círculo, consegue uma vaga para Mae no serviço de atendimento ao cliente. Ela entra num novo mundo, onde a empresa realiza festas, tem redes sociais, interação com todos, planos de saúde, esportes e milhões de outras regalias. Mas, aos poucos, Mae vai cada vez mais fundo nesse mundo corporativo que mais parece uma seita e que acredita que “segredos são mentiras”, onde a privacidade é vista com maus olhos, tanto que a protagonista faz parte de um experimento de se expor diariamente 24 horas por dia, a ponto de basicamente destruir a sua vida pessoal.

A ideia de O Círculo como crítica social é ótima. Estamos diminuindo a nossa privacidade em nome do compartilhar, do divulgar. Até que ponto isso é saudável? Mas o que poderia ser um incrível filme no melhor estilo Black Mirror tem o seu mote principal insosso com personagens mal desenvolvidos, roteiro um tanto preguiçoso e um final quase bobo e muito previsível. Mae conversa bastante com Ty (John Boyega), um dos fundadores da empresa que viu seu trabalho ser desvirtuado. E enquanto eles poderiam ter feito um estrago de proporções épicas, fazem algo simplesmente ok e esperado, nada diferente do que já vimos em outros filmes por aí. E o personagem de Boyega aparece minimamente, a ponto de você pensar que ele tinha um papel importante, mas que foi cortado na edição deixando tudo um pouco desconexo.




Várias subtramas são inseridas, mas nunca continuadas ou explicadas, como toda a questão antitruste e de investigação, o mistério do túnel que Ty leva Mae e diz “isso é pior do que eu pensava”, mas não explica o que é, Annie estar bem, ativa e saudável e de repente virar um zumbi amargo e assim por diante.

Tom Hanks é Bailey, o CEO do Círculo. Um showman, uma mistura de Steve Jobs e Mark Zuckerberg com coachs. Ele vende a ideia de privacidade zero como transparência. Um mundo com segredos é um mundo corrupto, afinal, você se porta melhor quando sabe que os outros estão olhando. E seu personagem, que poderia ser muito melhor explorado, aparece pouco em cena. E Emma Watson tem um ar meio perdido o tempo todo. A mesma cara de apática quando feliz, quando triste, quando realizada. O grande problema não é a sua atuação em si, mas a direção que não soube aproveitar a atriz e o roteiro cheinho de furos.



Vale ressaltar a ótima atuação de Bill Paxton, como pai de Mae que sofre de esclerose. Ele e Glenne Headly deram toda delicadeza e sensibilidade que a interpretação da doença necessitava. E é triste pensar que no início do ano Paxton faleceu.

Só que mesmo com todas essas críticas negativas, O Círculo é um filme que de certa forma nos faz pensar em como a tecnologia, redes sociais e compartilhamentos estão enraizados em quem somos hoje. Além disso, vemos também as consequências que o viver “privacy free” acaba tendo. 

A visual do filme é muito bonito. O Círculo é realmente de encher os olhos, uma empresa clara, cheia de luz do sol, muito verde e construções modernas. E os efeitos gráficos de quando Mae interage virtualmente também são bem bacanas.


Tenho certeza que o livro é muito mais interessante que o filme, com um aprofundamento muito maior aos personagens e à crítica social intermitente sobre a forma como tratamos a nossa privacidade – no caso a falta dela.


Eu não odiei O Círculo, como muita gente por aí, mas também não adorei. Daria uma nota 6, bem mediana. Não vale uma ida ao cinema, mas quem sabe vale um Netflix daqui uns meses. Recomendo só um pouquinho.

Teca Machado


terça-feira, 18 de julho de 2017

A Garota do Calendário - Setembro


Quando a Carol Garcia, do blog Livros Ontem, Hoje e Sempre, me disse que eu deveria continuar a ler A Garota do Calendário, de Audrey Carlan, publicada pela Verus Editora, porque aconteciam umas reviravoltas bem doidas, ela tinha toda razão. Depois do volume de Agosto, quando a vida pessoal de Mia toma novos rumos, em Setembro todos os problemas do mundo parecem cair nas suas costas, se tornando um dos livros mais profundos da série (mas não muito, também não fique esperando milagres).


Leia as resenhas anteriores: Janeiro, Fevereiro, Março, Abril, Maio, Junho, Julho e Agosto.

A Garota do Calendário tem como protagonista Mia, uma garota de Las Vegas que precisa trabalhar como acompanhante de luxo após o pai contrair uma dívida de U$ 1 milhão. A cada mês ela tem um cliente diferente precisando que ela cumpra um papel e ela só dorme com aqueles que ela desejar, recebendo um bônus por isso. Em Setembro, pela primeira vez, Mia não vai atender ninguém, pois o seu pai está internado em estado crítico e os médicos pedem que ela vá correndo para o hospital.

Além de o pai estar entre a vida e a morte, a garota descobre que precisa pagar U$ 100 mil ao cliente que deixou de atender, o que a fará atrasar os pagamentos a Blaine, o agiota e terrível ex-namorado. E para piorar tudo, Wes está desaparecido em algum lugar do mundo, deixando Mia doente de preocupação.

Audrey Carlan
Até eu fiquei tensa com os problemas da protagonista. Pensa numa bichinha que sofreu em Setembro! Mia foi posta a provas várias e várias vezes, mas nesse volume pudemos ver a força que a sua família e amigos trouxeram e a importância deles em sua vida. Maddy esteve com ela todo o tempo, mas como ela é meio que uma mosca morta só fez companhia mesmo. Só que Max, o recém-descoberto irmão, foi uma rocha, um salva-vidas para Mia, tanto na questão de apoio emocional e psicológico, quanto apoio financeiro e logístico. Ele é um personagem que entrou há pouco tempo, mas já tem o meu coração.

Audrey Carlan nos apresenta uma reviravolta muitíssimo inesperada, que vai te deixar com cara de “Whaaaaaaaaaaaaaaaaat?” e com um nó na garganta. E a escrita continua fluída e dinâmica, nos apresentando uma história rápida de ler com o mesmo padrão de páginas dos livros anteriores, cerca de 140 e uma letra bem grande.

Claro que sendo uma série hot, tinha que ter umas cenas mais eróticas, mas mais do que nunca foi completamente desnecessário, ainda que tenha sido bem breve. Foi uma cena que estava lá simplesmente porque se em todos os outros volumes tinha sexo, por que não ter nesse? Mas a autora não encaixou muito bem com a história.




No próximo livro, Outubro, entro no último trimestre da saga da Mia e fico me perguntando como Audrey Carlan vai acabar tudo isso.

Recomendo.

Teca Machado

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Sétima temporada de Game of Thrones: Primeiro episódio sem spoilers


E chegou a nossa época preferida do ano: As férias de julho?

Não, claro que não (até porque eu não tenho férias de julho há mil anos porque já saí da escola e da faculdade tem um bom tempinho).

CHEGOU A NOVA TEMPORADA DE GAME OF THRONES!

The winter ir coming? Nada! The winter is here!


Isso mesmo, amiguinhos, essa série muy loca que parte nossos corações a todos os momentos – todos os momentos mesmo -, mas que a gente insiste em amar porque é masoquista voltou para a sua sétima e penúltima – para nosso grande horror - temporada.

Ontem à noite rolou o primeiro episódio. Vem ver o que eu achei (e não se preocupe, porque aqui não tem spoiler nunca).

Game of Thrones sempre foi uma série de livros e de TV que não subestimou as mulheres. Podemos facilmente dizer que as mulheres em GoT são até mesmo mais importantes e mais fortes do que os homens. Claro, têm homens de peso e não bundões na maior parte do tempo, como Tyrion, Jon e Jamie, mas, convenhamos, Beyonce está muito certa quando diz: who run the world? GIRLS!


E em Westeros, sejam as mulheres más ou boas (se bem que lá não tem ninguém muito bonzinho), elas nasceram para dominar: Daenerys, Arya, Cersei, Brienne, Lady Mormont e até mesmo Sansa, que se redimiu aos olhos de todo mundo na temporada passada, são poderosíssimas. E mesmo com apenas um episódio elas já mostraram a que vieram.


Antes mesmo da música de abertura rolar (taaaaantaaaaaaantantantantaaaaantananamm), Arya Stark já ditou qual será o tom da temporada e começou o episódio da melhor maneira possível. Depois disso, o episódio ficou um pouco morno, com novos fatos, mas quase que dando uma relembrada na temporada anterior para a gente não ficar muito perdido. E, então, na última cena, Daenerys Stormborn of the House Targaryen, First of Her Name, the Unburnt, Queen of the Andals and the First Men, Khaleesi of the Great Grass Sea, Breaker of Chains and Mother of Dragons soltou uma super frase de efeito que deixou todo mundo quicando na cadeira esperando o próximo episódio.



Quase todos os personagens principais de Game of Thrones, pelo menos os que sobreviveram – que nem são tantos assim mais -, apareceram nesse primeiro capítulo, mesmo que por apenas alguns segundos. E ele contou com uma participação especial: Ed Sheeran. O cantor fez uma pontinha como um dos soldados de Westeros que Arya encontra no meio do caminho a Porto Real. Ele canta, conversa e até oferece a sua comida à nossa diva.


Algumas revelações foram feitas – Sandor Clegane que o diga! -, acontecimentos do último episódio da temporada 6 tiveram continuidade e, finalmente, Daenerys chegou ao seu lugar de direito, o que significa que AGORA O BICHO VAI PEGAR!


Game of Thrones sempre foi uma série cheia de teorias na internet, uma delas tendo se concretizado no último episódio da temporada passada e eu dei gritos de vivas e alegrias. Mas anda rolando uma que eu quero muito que seja verdade: que Ned Stark não morreu (relaxa que isso está longe de ser spoiler porque a criatura foi morta na primeira temporada). Meus amigos sabem, eu SEMPRE disse que nunca engoli a história da sua decapitação, então, se isso acontecer nessa temporada – ou na próxima – saibam que acredito nisso desde que li o primeiro livro. Ficou curioso com a teoria? Leia aqui.

Preparados para as próximas semanas? Chega logo, domingo que vem!

Teca Machado

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Restos Humanos – Thriller psicológico


Quando li No Escuro, de Elizabeth Haynes, publicado pela Editora Intrínseca (comentei aqui) achei que esse era um dos suspenses mais incríveis que já tinham passado pelas minhas mãos, com um terror psicológico de enlouquecer. Claramente fiquei interessada por outros livros da autora e assim acabei comprando Restos Humanos, que tem um premissa super interessante. Apesar de ser um livro muito bom, ele não chega aos pés do anterior, que é realmente apavorante em certos aspectos.


Em Restos Humanos, Annabel é uma analista da polícia que descobre o corpo da sua vizinha em decomposição. Horrorizada por não ter sentido falta dela e pesquisando sobre o caso, Annabel descobre que nos últimos anos, o número de corpos encontrados putrefatos no seu distrito subiu assustadoramente, mas ninguém realmente dá atenção ao assunto, já que autópsias apontaram que todos morreram de causas naturais e absolutamente ninguém notou os desaparecimentos. Será que se você morresse alguém sentiria sua falta? Como ir atrás de um serial killer que não mata realmente ninguém?

Elizabeth Haynes foi bem ousada na maneira de mostrar seus personagens, pois ela dá voz ao vilão. Desde o comecinho fica bem claro que Colin, um dos narradores do livro, é o assassino – fiquem tranquilos, isso não é spoiler - mas a autora só mostra aos poucos como ele faz suas vítimas, como ele brinca com as mentes fragilizadas e, confesso, foi genial. Eu nunca tinha visto um antagonista que trabalhasse desse jeito.

Elizabeth Haynes
Um dos maiores problemas do livro são as personalidades dos protagonistas. Annabel é apática, insossa, sem vida e com seríssimos problemas de sociabilidade. Apesar de isso fazer parte da construção da sua personalidade e ser um aspecto importantíssimo do livro, faz com que o leitor também se sinta apático em relação a ela. Colin é mais interessante, ainda que asqueroso. Não é aquele vilão pelo qual o leitor se apaixona, mas nos faz ter repulsa pela sua pessoa e pelos seus atos. Não há tanta motivação para ele ser quem é, não há uma construção tão incrível de Colin, mas fica claro como é doentio. E as descrições do que ele gosta... minha nossa, são realmente nauseantes.

Os capítulos de Restos Humanos são alternados entre Annabel, Colin e matérias de jornais sobre as vítimas encontradas e as suas histórias contadas por si próprias. E é engraçado como os capítulos sobre as pessoas mortas serem até mais interessantes do que os de Annabel e de Colin. Cada história triste, cada vida perdida e problemática. A autora soube criar sentido para cada uma dessas pessoas a ponto do leitor se importar com elas, muito mais do que se importa com Annabel. E há também Sam, o charmoso e doce jornalista que investiga o caso que apesar de aparecer com grande frequência não tem tanto desenvolvimento.

Algo comum em thriller policiais acaba acontecendo em Restos Humanos: o meio do livro enrolado. Chega uma hora que a história não avança. Talvez nesse caso isso aconteça porque desde o começo nós sabemos quem é o vilão e descobrimos até rápido como ele age, então não há realmente um mistério com reviravolta enorme. Apenas o trecho final é uma corrida alucinada contra o tempo quando Annabel resolve tomar as rédeas da própria vida.

A maneira como Elizabeth Haynes trabalha a fragilidade humana, a solidão, o afastamento de outras pessoas é incrível, de uma profundidade incrível. As relações – ou a falta delas – são o foco aqui e é impossível que ao final o leitor não se questione: Se eu sumir, será que sentirão minha falta?

Recomendo.

Teca Machado


quinta-feira, 13 de julho de 2017

E-books no meu Kindle


Na terça-feira, quando aconteceu o Amazon Day, comprei alguns livro, ÓBVIO, e finalmente me cadastrei ao Kindle Unlimited. Eu já queria assinar esse serviço – que é tipo um Netflix de livros, com mais de um milhão de obras disponíveis para quem tem a assinatura -, mas estava enrolando. Mesmo sendo bem barato – R$ 19,90 por mês -, eu ainda não tinha feito meu cadastro, mas no Amazon Day estava por R$ 1,99 para três meses. Foi o empurrão que faltava! E se você nunca se interessou pelo Unlimited simplesmente porque não tem um Kindle, não se preocupe. É só baixar o app Amazon Kindle no seu tablet ou smartphone e pronto.

Já há algum tempo eu quero ler alguns livros e contos que estão disponíveis apenas em e-book na Amazon e vim contar para vocês quais já estão na fila:

1- O Que Resta de Mim (Flores Livro 1) – Thays M. de Lima


A Thays, que é uma linda, é uma das autoras de Blogueiras.com, e a conheci por causa desse projeto lindo (por falar nisso, você já tem o seu? É só encomendar comigo!). Todo mundo fala mil maravilhas sobre o seu livro de estreia, então eu estou curiosíssima para finalmente ler.


2- Só Por Esta Noite – Alissa Nayer


Conheci a Alissa no Evento da Menina, no Rio de Janeiro, no mês passado. Ela foi uma das autoras entrevistadas e a achei um doce de pessoa! Esse seu conto, que depois virou uma série com outras histórias, entrou na lista dos mais vendidos da Veja e tem críticas muito positivas. Será que estou ansiosa para ler?




A Lari é outra autora maravilhosona que conheci no projeto Blogueiras.com. Esse seu conto, que é um precursor de um livro ainda não lançado, também tem comentários muito bons. Já li o conto dela que tem no Blogueiras.com e fiquei encantada com a delicadeza com que escreve.


4- Com outros olhos – Thati Machado


A Thati, do blog Nem Te Conto e organizadora de Blogueiras.com e Doze Por Doze, é uma escritora com uma bagagem imensa, mesmo sendo super nova. Já li seu livro Ponte de Cristal, o seu conto no Blogueiras.com e sei que o que me espera nesse conto é uma história linda, daquelas de aquecer o coração.




A Clara eu conheço das redes sociais e ela fez uma super campanha para que Acampamento seja publicado por editoras. Por enquanto, esse livro que tem milhões de elogios, está na Amazon e no Wattpad e eu, é claro, vou ler.


E vocês, já leram algum desses? 

    

Se procurarem na Amazon, tem trocentos autores brasileiros ótimos, que estão só esperando que vocês os leiam! E não posso deixar de lembrar que I Love New YorkJe T'aime, Paris: O que você faria para salvar um grande amor e alguns milhões de Euros? e Blogueiras.com estão lá, tanto para venda de e-book quanto do Kindle Unlimited.

Teca Machado

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Demolidor: Um herói de “bairro”


Tá, eu sei, estou atrasada como sempre. Quando o assunto são séries, dificilmente eu fico atualizada no tempo certo. Eu amo assistir séries, mas como livros sempre vêm em primeiro lugar, acabam não sendo prioridades e eu fico para trás. Fora que tenho preguiça de quando não está completo na Netflix. E hoje eu quero falar de Demolidor, produção da Marvel e da ABC para o serviço de streaming.


Primeiro vamos contextualizar: Demolidor é um super-herói da Marvel e cabe dentro do Universo Cinematográfico do estúdio, mas faz parte dos personagens que estão presentes nos Defensores, um, digamos, “heróis de bairro”. Enquanto os Vingadores protegem a Terra de problemas em escola global e universal, os Defensores são mais voltados para Nova York, para salvar a população individualmente. E faz parte desse grupo Demolidor, Jessica Jones (comentei aqui), Luke Cage e Punho de Ferro. Todos já estão na Netflix e em breve a série de todos juntos estreia.

Esqueça aquele filme bem mais ou menos do Ben Affleck em que ele interpretou o Demolidor anos atrás. O Demolidor da Netflix é mil vezes melhor. Matt Mudorck (Charlie Cox) ficou cego aos 9 anos por causa de um acidente com produtos químicos. Mas todos seus outros sentidos foram desenvolvidos de forma sobrenatural e ele passou por um intenso treinamento físico. Quando adulto, Matt abre um escritório de advocacia com Foggy Nelson (Elden Henson) para trabalhar pelos oprimidos, mas ao mesmo tempo, durante a noite, coloca uma máscara e atua como um vigilante mascarado na região de NY conhecida como Hell’s Kitchen, que é extremamente violenta e perigosa.



Um dos pontos mais interessantes das séries da Marvel para a Netflix é que o foco é muito mais psicológico e físico do que sobrenatural. Não tem martelo de Thor e Asgard, não tem poderes místicos do Dr. Estranho e não tem homem verde gigante como Hulk, tem só um cara altamente treinado, obstinado e que não tem medo de se machucar. Tanto que só aos poucos, ao longo da temporada, é que o espectador vai tendo um vislumbre maior dos “poderes” de Matt. E mesmo os vilões são “normais”, contrabandistas, sequestradores, traficantes, empresários gênios do mal.

E mesmo sendo da Marvel, Demolidor e os outros defensores têm até umas piadinhas para fazer o espectador sorrir, mas é muito mais sóbrio e sério do que os filmes dos Vingadores. E é bem mais triste também. Em vários momentos eu fiquei com um super nó na garganta, principalmente quando há os flashbacks com o pai de Matt. E não nego que há muita luta, muito sangue e muita pancadaria sem dó e nem piedade.



A construção dos personagens é muitíssimo bem feita, principalmente dos cinco que mais aparecem: Matt, Foggy, Karen (Deborah Ann Woll), uma ex-cliente que se torna secretária do escritório de advocacia, Claire (Rosario Dawson), enfermeira amiga de Matt e Wilson Fisk (Vincent D’Onofrio), o vilão que é de uma grandeza e simplicidade absurda. É aquele tipo de personagem que rouba a cena, seja com a sua frieza, seja com os seus derradeiros momentos de bondade, seja com seu tique nervoso com os dedos. E nada disso seria possível sem uma boa escolha de atores. Todos são relativamente desconhecidos e com pouca expressão, mas é exatamente isso que ajuda a chamar a atenção da série. Charlie Cox, no papel título, principalmente, é um protagonista muito humano, com defeitos, qualidades e que sangra e fica roxo quando apanha, como uma pessoa comum.

Wilson Kisk, Claire, Matt, Karen e Foggy

Não há uma menção completamente explícita aos Vingadores, mas os acontecimentos de Demolidor têm início 18 meses após a grande batalha do primeiro filme, quando NY quase ficou destruída, principalmente a região de Hell’s Kitchen, que Matt tomou para si para cuidar.

Demolidor tem já duas temporadas no ar e a terceira está em produção.

Recomendo.

Teca Machado


terça-feira, 11 de julho de 2017

Amazon Day


Não sei se vocês sabem, mas está rolando o Amazon Day!

E, se forem como eu, fãs de livros, de descontos e de frete grátis – combo também conhecido como as melhores coisas dessa vida -, não vão querer perder a oportunidade.


São mais de 20 mil livros com até 80% de desconto e os fretes estão grátis para todo o país.

Se quiserem aproveitar essa promoção, é só clicar nesse link aqui e se jogar nesse universo maravilhoso de livros (mas corram, porque o Amazon Day só vai até a meia-noite de hoje, tá?).

Desculpe fazer vocês entrarem em tentação, mas eu não queria ser tentada sozinha, haha.

Teca Machado

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Crepúsculo – Sexto livro da série A Mediadora


Durante muito tempo eu enrolei – apesar da minha enorme curiosidade – para ler o livro Crepúsculo, sexto e último volume da série A Mediadora, de Meg Cabot. Eu não queria terminar essa saga maravilhosa que fez com que eu, e provavelmente todas as leitoras, se apaixonassem por um fantasma latino que usa termos como “mi hermosa”. Então, eis que minha musa Cabot resolveu escrever mais um livro, Lembranças, que foi lançado ano passado. Então finalmente me aventurei por Crepúsculo, já que ainda terei mais de Suze e Jesse na minha vida.


Em Crepúsculo Suze, nossa mediadora, e Jesse, nosso querido fantasma de 150 anos, estão finalmente felizes e juntos, apesar de certamente essa ser uma relação sem futuro. Quando ela descobre que Paul, que é apaixonado por ela e também mediador, bola um plano para voltar no tempo e impedir que Jesse morra assassinado, Suze precisa tomar a decisão mais difícil da sua vida: Deixar que Jesse viva uma vida longa e feliz, mas sem nunca a conhecer, ou deixar as coisas como são, com ele morrendo prematuramente e virando um fantasma que se apaixonará por ela um século e meio depois?

Meg Cabot
Mais uma vez Meg Cabot nos entrega um livro com enredo bem fechadinho, com cenas de ação, romance, família e desenvolvimento dos seus personagens. Suze, que sempre foi bem mandona, um pouco cheia de mimimi e com muito badass, tem uma evolução muito grande e um amadurecimento muito bacana. Jesse continua um dos melhores personagens masculinos que já cruzaram o meu caminho literário e em Crepúsculo está mais apaixonante ainda. Paul é aquele vilão que até faz a gente tremer na base, no melhor estilo bad boy que a gente ama/odeia.

O final que Meg Cabot deu para o casal principal foi extremamente coerente com tudo o que foi dito na série toda e muito inteligente. Eu não esperava por aquilo e fui surpreendida com uma reviravolta bem bacana. Durante os cinco livros anteriores eu fiquei me perguntando como a autora ia desfazer esse nó tão bem dado que ela mesma criou.

Como inicialmente Crepúsculo era o último livro da série, Meg Cabot fechou a história com nenhuma ponta solta – pelo menos que eu me lembre. Se não tivesse mais um volume, eu já estaria contente por a história ter um final bem feliz e satisfatório, ainda que em alguns momentos a gente fique com um nó na garganta.


A Mediadora é uma série um tanto teen com uma pegada divertida e emocionante. É aquela leitura dinâmica que te prende do início ao fim. Os livros são curtos, narrados pela própria Suze, e facílimos de ler. Todas as vezes que peguei um, demorei dois dias, no máximo, para ler.

Em breve trago para vocês a resenha do sétimo – e último de verdade – livro da série A Mediadora: Lembranças.

  

Recomendo muito.

Teca Machado