segunda-feira, 15 de julho de 2019

Bookstragrams


Não sei vocês, mas eu sigo vários perfis literários no instagram (e inclusive o blog tem um: @casosacasoselivros. Segue a gente lá!).

São os chamados bookstragrams.

E, olha, tem muita lindeza por aí!

Por isso resolvi separar para vocês alguns dos perfis mais lindos e legais sobre literatura que eu conheço. É só clicar no @ que você vai ser direcionado para os perfis.


















Esse é o perfil da Biblioteca Pública de Nova York e tem muita coisa bacana. Nos destaques têm inclusive vários livros postados integralmente para que você possa ler.































Todos esses são estrangeiros. Quais instagrams literários brasileiros vocês indicam?

Teca Machado

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Hábitos curiosos de escritores


De perto ninguém é normal.

Nem mesmo os escritores (talvez principalmente eles!).

Conheça hábitos curiosos de alguns dos escritores mais famosos da humanidade.


Escrever em pé ou deitado?

Victor Hugo, autor de, entre outras obras, Os Miseráveis, só escrevia em pé, encostado em uma mesa. Já Marcel Proust, Truman Capote e George Orwell só conseguiam escrever deitados.

Nu

Alexandre Dumas, de O Conde de Monte Cristo, tinha uma técnica para não sair de casa até terminar um livro: Ele entregava suas roupas a um criado, que só podia lhe devolver assim que concluísse sua obra. Se quisesse sair, teria que ser pelado.

Pink Floyd

Douglas Adams, autor de O Guia do Mochileiro das Galáxias gostava de escutar música enquanto trabalhava. Shine On You Crazy Diamond, do Pink Floyd, tocou sem parar enquanto escrevia seu maior sucesso. O autor, que era amigo de David Gilmour, membro da banda, batizou o último álbum de estúdio do Pink Floyd, The Division Bell.

Esperança

Pablo Neruda, poeta chileno, só escrevia com tinta verde. Se recusava usar qualquer outra, porque o verde era um símbolo de sua fé em um futuro melhor. Ele até mesmo deixava a obra inacabada se não tinha mais tinta na mesma cor.

Tudo à mão

Graciliano Ramos, de Vidas Secas, escreveu todos os seus livros à mão, hábito que gostava de ter pela manhã. 

Venenos

Antes de se tornar a Rainha do Crime, Agatha Christie trabalhou em uma farmácia preparando remédios e venenos. Muito do que aprendeu nessa época foi insumo para suas histórias de mistério. 

HQs

Quem vê as histórias de George R. R. Martin em Game of Thrones nem imagina que ele é um fã de super-herói. Sempre que a inspiração desaparece, ele vai até a sua coleção de HQs – com centenas de exemplares – para espairecer a mente.

Escrita e malhação

Dan Brown acorda às 4h e faz ginástica. Às 5h, começa a escrever, mas, de hora em hora, faz uma pausa. Só que esse descanso é recheado de flexões, abdominais e alongamentos. Segundo ele, exercícios o ajudam a manter “o sangue e as ideias em constante movimento”.

*** 

Você sabe de hábito esquisito de algum outro escritor? Conta para mim nos comentários.

Teca Machado

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Nosso Último Verão - Crítica


O americano e o europeu têm fixação com o verão. Para eles é um período mágico em que tudo pode acontecer. Para a gente que tem calor basicamente 365 dias por ano, é um pouco estranho pensar nesses três meses como algo sensacional. E é sobre os amores, desamores e amadurecimento que essa estação pode trazer que o filme Nosso Último Verão, do diretor William Bindley, fala.


Produção original Netflix, é um entretenimento para aqueles dias em que você quer algo leve. Nosso Último Verão é bonitinho, mas não é inesquecível. Com uma pegada de Simplesmente Amor no sentido de que são várias histórias interligadas que acontecem num determinado período de tempo (mas sem o carisma e a profundidade desse clássico que é um dos meus filmes preferidos), conhecemos vários personagens que terminaram o ensino médio e passam um último verão juntos, porque depois disso cada um vai para uma faculdade em uma cidade diferente e nada mais será igual.

A história se passa em Chicago e são muitos os enredos. A proposta é focar no início da vida adulta, aquele período eufórico, assustador, divertido e no qual você não tem ideia do que fazer e do que vai acontecer. 



Temos o casal que termina o namoro para não ter um relacionamento à distância durante a universidade, os nerds que são confundidos com executivos e passam a viver como adultos, o casal que se gosta, mas não pensa em realmente criar laços por enquanto, o rapaz que quer aproveitar para pegar todas as meninas que não conseguiu durante o tempo de escola, a garota que vai trabalhar de assistente para uma estrela mirim, o cara que finalmente fica com a musa da sua vida, mas descobre que ela é um saco e outras subtramas.

Apesar de vários personagens, os protagonistas claramente são Griffin (K. J. Apa) e Phoebe (Maia Mitchell). E apesar de ter gostado do arco deles, o meu preferido foi o de Audrey (Sosie Bacon), que ao contrário dos amigos, não foi aceita por nenhuma faculdade e precisa trabalhar para se manter. Ela se torna assistente da fofa Lilah (Audrey Grace Marshall), cuja mãe tenta que ela seja uma estrela, mas tudo o que a meninas quer é ser criança.



Nosso Último Verão recebeu muitas críticas por soar superficial em vários momentos e ter vários clichês. Mas é como disse lá em cima: Ele não tenta ser um filme profundo ou cheio de metáforas. É uma história adolescente pura e simples, na qual você pode desanuviar a mente ao longos dos seus 100 minutos de duração.

Mas ninguém pode negar que é uma produção linda. Visualmente falando, Nosso Último Verão é um deleite. Pessoas bonitas, tomada bem-feitas de uma cidade belíssima, pores-do-sol espetaculares e figurinos bem pensados e bem-trabalhados.


Assista a esse filme naquele domingo preguiçoso, naquela sexta à noite em que você quer ficar no sofá comendo pipoca ou quando desejar algo leve para ver. Ninguém precisa de filmes marcantes e inesquecíveis todo o tempo e Nosso Último Verão é uma fuga a eles.

Recomendo.

Teca Machado

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Feiras e festas literárias ao redor do mundo


Todo leitor se sente em casa quando rodeado por livros. E se for numa feira, então, melhor ainda.

Temos no Brasil algumas feiras literárias bem conhecidas e muito grandes, como a Bienal do Livro, que acontece em várias cidades - sendo as mais famosas de São Paulo e do Rio -, a FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) e outras. Mas o mundo inteiro apresenta festivais, que além de viverem e respirarem livros e literatura, vão abrir um novo universo de conhecimento para você.

Frankfurt Book Fair — Alemanha


A Frankfurt Book Fair, na Alemanha, é considerada a maior feira de livros do mundo, com milhares de expositores e visitantes. Cada ano ela escolhe um país para ser o tema e a literatura dele é celebrada.


London Book Fair — Inglaterra


A London Book Fair realizada anualmente, é uma das mais conhecidas do mundo. Assim como a de Frankfurt, ela é temática e seleciona um país para ser o homenageado da vez.


Correntes d’Escritas — Portugal


Esse festival literário é bastante conhecido em toda Europa, sendo um dos mais tradicionais do continente. Reúne nomes importantes da literatura portuguesa e internacional e conta com conferências, teatros, tardes de autógrafos e mais.


Semana Negra de Gijón — Espanha


Celebrado em Gijón, na Espanha, é o maior festival literário ao ar livre da Europa. Durante vários anos foi voltado exclusivamente para romances policiais, chamados “novelas negras”. Hoje também tem livros de ficção científica, de fantasia e novelas históricas.


Rota das Letras — China


A Rota das Letras — Festival Literário de Macau é o primeiro a reunir escritores portugueses e chineses. A ideia central do é promover encontros entre as diferentes culturas, apresentar livros, organizar debates e palestras e incentivar traduções.


Feria Internacional del Libro de Guadalajara — México


Ela é considerada a maior feira literária da América Latina, assim como a maior em língua espanhola do mundo. Só perde em termos de público para a Frankfurt Book Fair, na Alemanha. 


Hay Festival — País de Gales


Além da edição original em Hay-on-Wye, no País de Gales, ele é realizado em 15 outros países, como México, Espanha, Líbano e Maldivas. Além de escritores, ele reúne ambientalistas, cientistas, e até comediantes, em um evento interessante e único.


Zee — Índia


O Zee é considerado o maior festival literário gratuito do mundo. Atrai autores de toda a região sul da Ásia, e tem como cenário um enorme palácio. No festival, é possível encontrar nomes bastante conhecidos da literatura, além de escritores recém-lançados e conta com dois concursos literários.

*** 

Quem aí quer ir em todas e mais algumas? A Hay me pareceu a mais fofa!

Teca Machado

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Homem-Aranha: Longe de Casa - Crítica


Peter Parker não era nem de longe o meu herói preferido. Ajudou muito o fato de que eu odeio muito o Tobey Maguire, como já disse várias vezes. Quando o bastão passou para Andrew Garfield, já passei a ver com outros olhos o amigo da vizinhança. E desde que Tom Holland assumiu, gosto ainda mais do personagem. Ontem foi a estreia de Homem-Aranha: Longe de Casa, do diretor Jon Watts, e já fui correndo assistir.



Pode ficar tranquilo que essa é uma crítica sem spoilers, então vou falar pouquíssimo sobre o enredo, já que nem os trailers mostram muito o que acontece.

Após os eventos de Os Vingadores: Ultimato, Peter (Holland) e todos os que passaram pelo blip – como está sendo chamado o desaparecimento de metade do universo por 5 anos – tentam voltar à vida normal. Para ele é ainda mais difícil, porque seu mentor e ídolo Tony Stark (Robert Downey Jr.) se foi. Com o fim das aulas, sua turma de ciências vai fazer uma viagem pela Europa. Essa é a oportunidade de tirar férias de ser o Homem-Aranha e de se declarar a MJ (Zendaya). Mas Nick Fury (Samuel L. Jackson) o chama para mais uma missão. Seres chamados Elementais tentam destruir a Terra, mas Fury conta com a ajuda de Mysterio (Jake Gyllenhaal), um novo herói que surge e quem Peter vê como uma figura paterna.



Contando as três franquias do Homem-Aranha, esse é o filme mais diferente do aracnídeo. Como o próprio nome já diz, esse passa longe de casa. O protagonista não está em NY – as cenas na cidade são poucas -, então não estamos mais lidando com o herói da vizinhança. Os desafios que enfrenta são grandes, dignos dos Vingadores. E ele está sozinho - bom, quase, pois temos Fury e Happy (Jon Favreau).

O enredo te envolve em todos os problemas de Peter e a gente realmente se importa com ele. Sentimos empatia tanto na parte “profissional” de Homem-Aranha quanto na pessoal. Apesar de ter ido para o espaço, lutado contra Thanos, perdido amigos e sumido no blip, ele ainda é um adolescente e se porta como um. Como não ficar chateado quando Fury aparece para estragar suas chances com a garota de quem gosta? Mas os eventos de Longe de Casa provocam um amadurecimento profundo no garoto, que provavelmente vai impactar nos próximos filmes. Afinal, já dizia o tio Ben, “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, e agora Peter entendeu o peso dessa frase.



O elenco é carismático e com muita química. Tom Holland é uma gracinha e nesse filme pôde explorar mais o lado dramático do personagem. A vontade que dá é abraçar o rapaz e falar que vai ficar tudo bem. Há ainda Zendaya, cuja MJ ácida e sarcástica é sempre um deleite quando aparece. Todo mundo ama Jacob Batalon como Ned, o melhor amigo de Peter, então nem é preciso falar muito. Msyterio de Jack Gyllenhaal é excelente, um personagem com muitas camadas e com muita sintonia com Tom Holland. E, apesar de não ter um papel tão importante para o desenrolar dos fatos, May vivida por Marisa Tomei é maravilhosa e terem colocado a personagem jovem, descolada e divertida foi uma grande sacada dessa nova franquia.



Jon Watts deixou a imaginação correr solta no quesito cenas de ação. As coreografias são extremamente bem feitas e os efeitos visuais são surreais – com destaque para uma cena específica que se eu falar aqui qual é será spoiler, mas quem assistir vai saber de qual se trata. A fotografia também se destacam com a Europa sendo toda linda.

Homem-Aranha: Longe de Casa fecha a Saga Infinito, que foi o tema dos 10 primeiros anos do Universo Marvel. Suas duas cenas pós-créditos dão o tom das próximas produções e são muito relevantes. A primeira é para a própria franquia do Homem-Aranha e a segunda para toda Marvel. Agora os filmes do estúdio para 2019 se encerraram. Nos resta esperar 2020.

Recomendo bastante.

Teca Machado