quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Dicas de Florença com livro Inferno, de Dan Brown


Dando continuidade à nossa volta ao mundo por meio de livros, filmes e séries, hoje vamos passear por Florença, Itália, pelos pontos de Inferno, de Dan Brown, publicado no Brasil pela Editora Arqueiro em 2013.




Para ver os outros posts dessa série é só acessar aqui:

Inferno, que virou filme com Tom Hanks e Felicity Jones, tem como protagonista o nosso simbologista preferido, Robert Langdon. Ele e Siena Brooks estão com o tempo cronometrado. Eles buscam pistas na pintura de Botticelli chamada Mapa do Inferno, inspirada em A Divina Comédia, de Dante Alighieri. O objetivo é impedir a liberação de um vírus mortal que irá afetar o mundo todo. O cenário principal é Florença, mas eles passam por outras cidades também. Só que falar sobre isso é spoiler, então vamos nos ater à cidade italiana.


Florença vale muito a visita. É cheia de atrações, mistérios, pequenas ruas e construções. Você sente que voltou alguns séculos no tempo. Ao visitar o local você respira arte, não só nos museus incríveis, castelos e fortalezas, mas também na rua e em feiras. Lá foi o berço do Renascimento, então a cidade vibra cultura e beleza.

E se você estiver pensando em passar as próximas férias na região, pode conhecer ótimos hotéis aqui.  Além de ser prático e rápido, com todas as opções na mesma página, você consegue ver comentários e avaliações de hóspede.

Preparados para conhecer os pontos turísticos dessa cidade incrível e medieval da Toscana? 

Torre da Badia e Museu Bargello


O livro começa no prólogo, com esses dois monumentos sendo mencionados em uma cena que desencadeia toda a trama de Inferno. 

A Badia foi o primeiro mosteiro da cidade e sua torre se destaca na paisagem porque é uma das construções mais altas de Florença. Dentro da igreja há muitas obras de arte e à sua frente está o Museu Bargello, uma antiga prisão da cidade que hoje é considerado o segundo museu mais importante da região.


Porta Romana



Enquanto fogem de perseguidores, Langdon e Sienna passam pela Viale Niccolo Machiavelli, uma das avenidas que caem na Porta Romana.

Nos tempos medievais, Florença era murada. Hoje a maior parte desses muros foi destruída, mas felizmente a Porta Romana, um portal feito em 1326 para ser a principal entrada para a parte histórica da cidade, continua de pé, assim como a praça na sua frente com a escultura de mármore, chamada Dietrofront, do artista Pistoletto.


Jardins Boboli


Palazzo Piti, dentre do dos jardins Boboli


Para chegar à parte histórica de Florença mais rápido, Langdon e Sienna atravessam os jardins Boboli até a Ponte Vecchio. 

Com mais de 45 mil m2, os jardins foram projetados por ordem da família Médici e serviu de modelo para muitas cortes europeias. Lá há lagos, obras de arte, grutas, fontes, terraços e muito o que se ver. 


Corredor Vassari



Mapa do Corredor Vassari

Essa estrutura é importante para a fuga dos protagonistas. Correndo nos jardins de Boboli, Langdon afirma que passar pelo Corredor Vassari é a forma mais rápida e discreta de chegar ao Palazzo Vecchio.

Este corredor com mais de um quilômetro de extensão foi projetado por Vassari, um dos arquitetos responsáveis pelos Jardins de Boboli. Ele servia como passagem secreta entre o Palazzo Pitti, nos jardins, e a sede administrativa do Grão-ducado no Palazzo Vecchio, sem que ele precisasse caminhar no meio da população e nem precisasse de escolta de segurança. Ele passa pelos jardins, pela ponte Vecchio, pela Galleria degli Uffizi e por torres até o Palazzo. Apesar de ter muitas pinturas que não couberam no Uffizi, ele não é aberto ao público. Mas é possível fazer visitações com guias.

Ponte Vecchio



A ponte de pedestres, uma das mais famosas do mundo, é palco da correria de Langdon e Sienna. Enquanto os perseguidores acham que eles vão passar por ela para ir até a parte histórica da cidade, eles estão acima, passando pelo Corredor Vassari.

Séculos atrás funcionava ali um mercado de carnes, mas hoje podemos ver inúmeras lojas, muitas joalherias inclusive. Um fato que correu na ponte Vecchio foi a razão que Dante Alighieri se exilou. Um assassinato aconteceu, uma guerra política se instaurou e ele saiu da cidade.


Palazzo Vechio


Salão dos Quinhentos

O Palazzo Vecchio é um dos cartões postais de Florença (aliás, quase tudo na cidade é, já que é TÃO linda). E lá acontecem muitos fatos de Inferno, que envolvem principalmente o incrível Salão dos Quinhentos, com seus afrescos gigantescos no teto e muitas obras e esculturas.

O palácio foi a sede do governo italiano e hoje funciona como prefeitura da cidade, além de ter um museu nas suas dependências.


Piazza della Signoria



O Palazzo Vecchio fica na Piazza della Signoria, a praça mais famosa de Florença e basicamente um museu a céu aberto. Langdon e Sienna passam por ela, apesar de não ter tanta importância para a história.

Uma réplica de Davi, de Michelangelo, se encontra na piazza, assim como Hércules e Caco, de Bandinelli, e Fontana de Netuno, de Ammannati. Também na praça está a Loggia de Lanzi, um espaço coberto onde ficavam os soldados o Grão-Duque Cosimo I.


Museu Casa di Dante



Claro que o Museu Casa di Dante não ficaria fora desse roteiro, já que o poeta é basicamente um personagem do livro. Os protagonistas vão ao local para procurar um manuscrito de A Divina Comédia, mas não consegue, porque está fechado.

E isso é um fato a se observar: Na Itália a maioria dos museus não abre às segundas-feiras.


Chiesa de Santa Margherita dei Cerchi



Na construção, conhecida como Igreja de Dante, Sienna e Langdon desvendam mais pistas sobre o poeta.

Nela está enterrada Beatrice Portinari, a mulher por quem ele foi apaixonado a vida toda. A igreja é hoje local visitado pelos fãs de Dante.


Piazza del Duomo e Batistério de San Giovanni


Catedral Del Duomo

Batistério de San Giovanni

Teto do Bastistério

Em Inferno, Langdon e Sienna seguem pistas que os levam para a Pizza de Duomo, onde está o Batistério de San Giovanni. 

A praça é um dos centros turísticos de Florença, pois é nela que se encontra a Basílica de Santa Maria del Fiore, também conhecida como o Duomo de Florença, cuja cúpula é o símbolo da cidade. O Batistério faz parte do complexo da catedral. Lá foram batizadas muitas personalidades italianas, inclusive o próprio Dante. Muita gente acha o Batistério ainda mais bonito do que a catedral, pois seu interior requintado e portas de bronze com cinco metro de altura são muito imponentes.

Dan Brown ainda cita outros locais de Florença. Apesar de não terem cenas da trama neles, valem muito a visita: 

Galleria degli Uffizi



O maior museu de arte da Itália, com uma coleção Renascentista como em nenhum outro lugar do mundo. É um dos mais importantes do país.


Galleria dell'Accademia


Pequeno museu onde está o original David, de Michelangelo. Muita gente deixa essa visita de lado por achar que não é muito importante, afinal, já uma réplica da estátua na Piazza Della Signoria. Mas posso dizer sem sombra de dúvidas que Davi é uma das coisas mais lindas que eu já vi. Ela é tão imponente, incrível, detalhada e poderosa que você tem vontade de chorar ao olhar para ela.


Piazza Santa Croce e Basílica de Santa Croce


É a principal igreja franciscana de Florença onde estão os túmulos de algumas personalidades italianas. Na praça há uma famosa estátua de Dante.

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Inferno, de Dan Brown, é um livro incrível que passa numa cidade incrível! Vale tanto a visita quanto a leitura.

Florença está na região da Toscana e é um sonho campestre (ficou cafona isso, mas é verdade). Há várias cidades e vilarejos ao redor e dá vontade de passar vários dias explorando o local. Se pretende visitar Florença ou a Toscana, conheça aqui no Booking várias opções de hotel para se hospedar.

Na próxima semana, continuando a série de viagens literárias e cinematográficas, vamos passear pela Escócia com Outlander, de Diana Gabaldon. Não perca!

Teca Machado

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Wifi Ralph - Crítica


Alguns filmes da Disney ganham menos fama do que outros, mas deveriam ser assistidos por todo mundo. É o caso de Detona Ralph, de 6 anos atrás, e agora de Wifi Ralph, a continuação. Assisti no cinema no dia que estreou, porque estava de férias e minhas sobrinhas são apaixonadas pela história (e eu também, não nego).


Recheado de referências do mundo virtual e com o qual interagimos todos os dias, agora Ralph, o nosso adorado vilão do jogo de fliperama que na verdade é super bonzinho, e a malandrinha Vanellope, saem do analógico e vão para a internet.

Ralph e Vanellope vivem dentro de jogos de fliperamas, junto com outros personagens que conhecemos bem, como o Sonic, o Pacman e a galera do Street Fighter. Com a intenção de consertar o jogo de Vanellope comprando uma peça no E-Bay, a dupla descobre o mundo da conectividade, algo que nunca imaginaram. E, é claro, quase destroem toda rede mundial de computadores. 



Wifi Ralph é aquele filme inteligente e muito criativo que te faz pensar que a cabeça dos roteiristas é um lugar muito doido. A internet é mostrada como uma cidade grande, corrida, maluca e cheia de cores, onde quanto maior a companhia, maior o prédio que a representa. O Google, por exemplo, tem um edifício muito gigante, assim como a Amazon, o E-Bay e outros. O Twitter foi um dos meus preferidos, sendo uma árvore cheia de passarinhos azuis.

Wifi Ralph é divertido e conta com crossover de inúmeros personagens Disney (princesas, Star Wars, Groot e outros) e empresas do mundo real, que têm bastante destaque e se você prestar atenção vai reconhecer muitas. Até mesmo a deep web, vírus, algoritmos (a incrível Yess, que dita tendências) e spam (o ótimo sr. Spamley) aparecem. 



As cenas com as princesas Disney são maravilhosas e já estavam sendo anunciadas na época dos trailers. Encontramos todas elas, desde as primeiras, como Branca de Neve e Aurora, até as mais novas como Elsa e Anna e Moana. E houve o cuidado de pegarem as mesmas dubladoras originais (claro, que não foi possível no caso das princesas que foram feitas muitas décadas atrás). O engraçado é que há várias críticas ao próprio modus operante do estúdio. “Todos acham que tudo se resolveu para você depois que apareceu um homem fortão?”, dizem em certo momento. E no fim das contas ajudam os protagonistas numa sequência ótima em que unem forças. Ou seja: se tornam mulheres que não são indefesas e nem precisam ser salvas.


A animação nos faz pensar sobre a velocidade em que tudo acontece na internet, assim como no universo digital. Encontramos num espaço já obscuro da rede aplicativos e plataformas que fizeram sucesso há alguns anos e foram esquecidos. E há ainda algumas lições sobre o mundo de bits, como nunca ler comentários, já que a rede pode trazer o pior das pessoas. 

Imaginativo e interessante, o roteiro é frenético. E, é claro, temos uma lição linda sobre amizade e sobre respeitar as escolhas e os sonhos do seu melhor amigo, mesmo que não te envolvam. 



Wifi Ralph vai divertir adultos e encantar crianças com uma história muito bacana e um visual fantástico. E fique de olho: Tem uma cena pós-créditos que me fez rir bastante, apesar de bobinha e que não acrescenta nada para a história.

Recomendo.

Teca Machado

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Dumplin’ – Resenha do livro


Sabe aquele livro que quando você termina fica abraçado nele, pensando em como queria colocar a história num potinho e guardar? Foi assim que me senti ao fim de Dumplin’, de Julie Murphy, publicado no Brasil pela Editora Valentina. Quando eu vi que a Netflix comprou os direitos e ia lançar o filme no final de 2018, corri para ler a obra. Devorei e amei. E então fiquei esperando a dona Netflix colocar no catálogo brasileiro – porque no estrangeiro foi no começo de dezembro – e até agora nada. Pelo menos semana passada ela anunciou que no começo de fevereiro a história de Will vai estar disponível.

Foto @casosacasoselivros

Dumplin’ é um bolinho. E é o apelido que a mãe de Willowdean – Will – usa para a filha. Will é gorda. Sem frescuras, sem drama. Como ela diz “Mas essa sou eu. Gorda. Não é nenhum palavrão. Não é nenhum insulto. Pelo menos, não quando eu digo. Por isso, sempre me pergunto: por que não chutar logo de uma vez para longe essa pedra do caminho?”. E na maior parte do tempo ela aceita o corpo que tem e tudo o que vem com ele (até mesmo as coxas que detesta). E mesmo fora dos padrões da sociedade, é de certa forma bem resolvida, apesar de ser filha da ex-miss Flor do Texas, concurso que mexe anualmente com a pequena Clover City.

Will vive seus dias sem grandes pretensões, com a melhor amiga Ellen, com quem compartilha uma louca paixão pela cantora Dolly Parton, na escola e no trabalho suspirando por Bo, seu colega que é misterioso e quieto. Até que num impulso de quão querer perder o que a vida tem a oferecer, decide participar do concurso de Miss Flor do Texas. Ela abala as estruturas da cidade e mesmo sem querer inspira outras garotas fora do padrão a participarem.

Julie Murphy
Dumplin’ é um hino.

Will tem amor-próprio, autoestima e não tenta mudar quem é com dietas doidas. Mas as coisas ficam abaladas quando começa um relacionamento com Bo. Will não consegue acreditar que ele a quer ou mesmo parar de pensar no que as pessoas dirão ao descobrirem o romance do garoto bonito com a garota gorda. E assim Will começa uma jornada própria em busca de si dentro do concurso. E nesse caminho vão também Millie, ainda mais gorda do que ela, Amanda, que tem um problema nas pernas e Hannah, furiosa e com dentes fora do padrão.

A interação e o caminho dessas garotas é uma das melhores partes do livro. Tenho paixão por essas garotas doces (até mesmo Hannah!). E a amizade com Ellen me cansou. Mesmo sendo melhor amiga, ela não entende aquilo pelo que Will passa, até porque ela é magra e alta. Várias vezes quis sacudi-a e dizer umas verdades (e o mesmo totalmente vale para a Will).

A relação entre Will e sua mãe é problemática. A menina sabe que a mãe se ressente de ter uma filha tão pouco parecida com ela e fora dos padrões. Prova disso é chamar Will de Dumplin’. Há vazios de comunicação entre elas e brigas sem fim, mas com o passar do livro elas amadurecem e passam a entender o lado uma da outra.

“Tem algo sobre biquíni que faz você pensar que precisa ganhar o direito de usá-lo. Sério, o critério é simples. Você tem um corpo? Coloque um biquíni.”

E o arco com Bo é um carrossel de emoções. Will passava por todos os sentimentos num segundo, de alegria, euforia e paixão a repulsa e vergonha. Foi interessante a autora falar sobre isso, porque apesar de se aceitar, Will não sabia com as outras pessoas a aceitavam, criando toda uma ansiedade em relação a isso que mina seu relacionamento. Ela chega até mesmo a acreditar que precisa sair com o cara grande e gordo porque é isso que merece, sendo ela mesma assim.

O livro tem problemas de fluidez no meio, quando a história se arrasta e Will não parece sair do lugar em relação aos seus problemas. Mas então chega o concurso e o enredo ganha um brilho novo, sendo a melhor parte do meio para o fim. Como o foco do livro é o fato de Will se inscrever no Miss Flor do Texas, e esperava mais disso, não apenas poucos capítulos e um final de certa forma aberto (mas que eu gostei, apesar de muitas pessoas criticarem.

"Descubra quem você e e seja assim de propósito"

Críticas aos padrões estão presentes do início ao fim de Dumplin’ e muito se fala sobre aceitação, por mais que às vezes Will fraqueje, mas quem de nós nunca teve problemas com autoestima, pelo menos em alguns momentos?

Dumplin’ é aquela leitura para deixar o coração quentinho, cheio de frases marcantes que você vai querer grifar e para te fazer refletir sobre amor-próprio e não deixar o medo impedir que faça o que quiser. E olha que legal: Julie Murphy lançou Puddin’, sequência de Dumplin’ que tem Milllie, nossa querida e efervescente gorda que é 150% ela mesma o tempo todo. Oba!


E não se esqueça: Go big or go home.


Recomendo muito.

Teca Machado


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Dicas de Paris com o filme Meia-Noite em Paris



Na semana passada começamos no blog uma série de posts sobre cidades e países que são cenários de filmes, livros e séries. Não podemos viajar para alguns reinos maravilhosos, como Nárnia, Terra Média, Hogwarts e outros, mas têm muitos lugares incríveis que podemos explorar por aqui. O primeiro texto foi sobre Gossip Girl e vários cenários que o programa usou em uma das cidades mais usadas por Hollywood: Nova York. Veja o post aqui.

Agora vamos dar uma volta pela Cidade Luz com o filme Meia-Noite em Paris.


Meia-Noite em Paris, de 2011, é um dos meus filmes preferidos de Woody Allen e é quase um poema de amor para a cidade. Você pode ver a crítica da produção aqui. Mas para quem ainda não conhece, resumidamente, todos os dias, Gil (Owen Wilson), um homem moderno, magicamente se transporta para a Paris de 1920, e assim encontra grandes nomes da literatura e das artes mundial que viveram na cidade nesse período.

Venha conhecer alguns dos cenários mais lindos do filme:

Giverny



Não estamos falando propriamente de Paris aqui, mas de Giverny, a cerca de 70 quilômetros, que é visita obrigatória para quem está na cidade. O local ficou famoso por ser cenário das icônicas ninfeias de Claude Monet. Os jardins onde ele pintou algumas das suas telas mais famosas aparece logo no começo do filme, com Gil dizendo para a noiva Inez, interpretada por Rachel McAdams, que é apaixonado pela imagem romântica da velha Paris.

Como é uma viagem super rápida de Paris, a maioria das pessoas prefere só passar o dia em Giverny, mas a cidade tem hotéis lindos, campestres e que vão te ajudar a se sentir ainda mais dentro de uma tela de Monet. Um dos mais famosos é Le Jardin des Plumes. Conheça aqui outras opções de hospedagem.


Palácio de Versailles





Mais um destino que não fica dentro de Paris, mas que é tão pertinho que é quase como se fosse, cerca de trinta minutos de trem. O Palácio de Versailles é um dos mais luxuosos e conhecidos do mundo e foi centro da corte até a Revolução Francesa. São mais de 800 hectares no complexo, que conta com o palácio propriamente dito, que é lindo, extremante bem conservados e com dezenas de salas de visitação (Meu Deus, a Galeria dos Espelhos!), jardins a perder de vista, lagos, fontes, o Trianon e a propriedade de Maria Antonieta.

Em Meia-Noite em Paris, Gil, a noiva e um casal de amigos do EUA passam um dia em Versailles e passeiam pelos jardins.


Hotel Le Bristol



O hotel que Gil e Inez se hospedam, Le Bristol, é um 5 estrelas queridinho principalmente por celebridades. Os banheiros são considerados os maiores de Paris (acredite, numa cidade tão antiga e lotada, ter banheiros grandes é um grande luxo). A diárias começam em € 800 (Ai!), mas mesmo sem se hospedar lá você pode comer na brasserie das instalações. E se você ainda não chegou no patamar de pagar tudo isso numa hospedagem, há inúmeras opções de hotéis em Paris, que você pode ver aqui.


Museu Rodin



O museu abriga a maior coleção de esculturas e desenhos de Auguste Rodin. Sua obra mais famosa, O Pensador, está exposta lá, e assim como quase tudo na França, o local tem um jardim maravilhoso. Em Meia-Noite em Paris, Inez e os amigos visitam o museu com uma guia interpretada por Carla Bruni, primeira-dama francesa da época do filme.


Igreja Saint-Étienne du Mont



Saint-Étienne du Mont é o ponto de partida da jornada de Gil. Certa noite ele se perde nas ruas do Quartier Latin e se senta nos degraus da igreja. Quando o relógio marca meia-noite, um carro antigo o aborda, ele entra e é transportado para os anos 1920. E então todas as noites vai até a igreja esperar para voltar no tempo. Localizada no centro de Paris, ela é o santuário de Saint Geneviève, padroeira da cidade. No filme não conhecemos o interior de Saint-Étienne du Mont, mas vale muito a pena e é do lado do Pantheon, então é possível fazer um passeio duplo.

O Quartier Latin é um bairro ótimo para se hospedar em Paris. Dá pra fazer quase tudo a pé e a região é excelente, com metrô perto e vários pontos turísticos próximos, com Jardim de Luxemburgo, Sorbonne, Pantheon e Ilês de la Cité. Veja aqui opções de hotéis no Quartier Latin.


Mercado de antiguidades de Saint-Ouen



São 7 hectares de mercado, sendo considerado o maior por o mundo, com mais de 120 mil visitantes por fim de semana. É o que muitos chamam de “mercado de pulgas”. Em Meia-Noite em Paris, Gil e Inez vão ao local a procura de peças para a sua futura casa e lá ele conhece Gabrielle (Léa Seydoux) que desperta ainda mais a paixão dele pela Paris de 1920.


Museu de l’Orangerie 



Localizado no Jardin des Tuileries, um grande ponto turístico Paris, esse museu abriga vários dos nenúfares (as ninfeias) de Monet, além de várias obras de outros pintores famosos, como Cézanne, Matisse, Degas e outros. No filme, Gil e Inez estão com os amigos americanos e enquanto um deles se faz de entendido de arte, quem realmente conhece o assunto é Gil, que está convivendo com os artistas todas as noites.


Rio Sena




Caminhar ao longo do rio Sena é um dos passeios imperdíveis em Paris, em qualquer hora do dia. Há muito o que ver e conhecer nas margens de uma das águas mais famosas do mundo, inclusive as “bouquinistes”, bancas de livros onde se acha raridades literárias. O personagem Gil passa várias vezes pelo rio – é inclusive o pôster do filme – e depois de uma festa que contou com Hemingway, Scott F. Fitzgeral e outros, ele passeia com Adriana (Marion Cotillard) pela Quai de la Tournelle, uma das pontes.

Jardins da Catedral de Notre Dame



Ficamos tão focados na beleza e imponência de Notre Dame que esquecemos que atrás dela fica um parque  que faz parte do complexo da igreja. Apesar de ser uma cena rápida, Gil pede que a guia do Museu Rodin ajude na tradução de um diário de 1920.


Shakespeare and Company



Quase todo leitor já ouvi falar da dessa livraria. Famosa por ter aparecido em inúmeros filmes e livros, ela é um reduto para apaixonados por livros do mundo todo. E é nela que Gil entra, enquanto reflete sobre a vida, se deixando levar pelos grandes autores do século XX que conheceu na Paris de 1920. 


Ponte Alexandre III




A luxuosa ponte que liga a Champs-Elysée à torre Eiffel é uma das bonitas e famosas de Paris. Toda adornada e com esculturas, ela é o ponto final de Meia-Noite em Paris. Em meio água caindo, ouvimos que “Paris é mais bonita sob a chuva”

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Nas cenas iniciais e entre sequências, muito mais dos que esses pontos são mostrados, como a Torre Eiffel, a Brasílica de Sacre Coeur e outros. Paris é muito mais do que apenas esse filme e com certeza ela vai aparecer por aqui em outros posts dessa série.

Como disse Hemingway, Paris é uma festa (e você pode ler a resenha desse livro aqui) e Meia-Noite em Paris com certeza vai te fazer se apaixonar ainda mais pela Cidade Luz. 


Não perca o post dessa série na próxima semana, que vai falar sobre dicas de passeios em Florença, baseado no livro Inferno, do Dan Brown.

Teca Machado