sexta-feira, 31 de março de 2017

The Crown – Netflix, te amo!


Eu sei, eu estou atrasada, já que em breve a segunda temporada vai ao ar, mas como não comentar aqui a maravilhosidade que é The Crown? Só posso dizer que é uma das melhores produções da Netflix (se não a melhor) e mereceu os prêmios que ganhou no Globo de Ouro esse ano, de melhor série dramática e melhor atriz de série dramática para Claire Foy. 


The Crown conta a história real da Rainha Elizabeth II, aquela velhinha que sempre vemos na televisão e que usa roupas coloridas. Mas ela é muito mais do que isso e com a série acompanhamos sua história desde o começo, quando após a morte do pai, o Rei George VI (Jared Harris), a jovem Elizabeth (Claire Foy) é alçada ao trono e precisa sustentar o peso da coroa. 

Mais do que uma produção que fala sobre a política da Inglaterra ou sobre fofocas da realeza, The Crown, como o próprio nome já diz, foca na coroa, no fardo que é ser a rainha/rei. E Elizabeth, quando criança, nem era o primeiro nome na linha sucessória, já que o rei era seu tio David, o Duque de Windsor (Alex Jennings), que abdicou ao trono por amor a uma divorciada (naquela época a Igreja não deixava que pessoas divorciadas se cassassem novamente se o cônjuge anterior ainda estivesse vivo). Seu pai teve que subir ao trono e, posteriormente, a garota. 



Quando foi coroada, Elizabeth era nova, ingênua, com um casamento feliz e sem nenhum traquejo político, sempre insegura na hora de tomar decisões. Mas com a ajuda do primeiro ministro Winston Churchill (John Lithgow), ela vai se tornando cada vez mais rainha e menos Elizabeth, para desgosto do marido Phillip (Matt Smith), que não suporta ser jogado para escanteio e viver sob a sombra da mulher, uma das mais poderosas do mundo (Não foram poucas as vezes que eu quis dar um soco na cara dele enquanto assistia).

A vida dos Windsor é colocada no microscópio em The Crown. E, por incrível que pareça, a série teve o aval da família real. Apesar de ninguém ter dado entrevista para os roteiristas, tudo foi escrito com base em extensa pesquisa e é o mais real possível. Elizabeth precisa encontrar o equilíbrio entre manter o tradicional, já que a monarquia é uma instituição milenar, talvez ultrapassada, mas ser uma brisa de ar fresco para o sistema, com o seu rosto jovem, feminino e moderno.



Os embates familiares por causa da coroa de Elizabeth são o mote da série. Principalmente em relação a princesa Margareth (Vanessa Kirby), irmã mais nova da rainha. Várias vezes Elizabeth se vê sem saída: Apoiar a família ou fazer o que a certo mediante a monarquia? Essa é a escolha que sempre vai rondar a vida da regente, o que deixa o coração do espectador apertado por ela, por todo o sofrimento que ser rainha lhe causa.

The Crown não é cheia de ação ou cenas corridas, mas te prende em todos os episódios. As atuações excelentes (destaque para Claire Foy, John Lithgow e Vanessa Kirby, que estão fantásticos!), os movimentos fluídos dos atores em cena, a fotografia perfeita, o figurino espetacular e a iluminação que tem muito a dizer sobre o humor dos personagens é mais do que suficiente para que fiquemos fascinados. E apesar de começar com Elizabeth já aos 21 anos, no seu casamento por amor com Phillip, ao longo dos episódios temos flashbacks da sua infância, o que enriquece ainda mais o enredo. 



O fato de conhecer a fundo uma figura que, apesar de não ser do nosso país, sempre esteve presente no nosso imaginário, é ótimo. É engraçado pensar nos primeiros anos de reinado de Elizabeth quando desde que eu me lembro por gente ela já é velhinha e rainha há décadas. No fim das contas, eu não sabia nada sobre ela ou sobre os Windsor, ou mesmo sobre a situação da Inglaterra pós-Segunda Guerra Mundial. The Crown é uma das melhores aulas de História que eu já tive.

Se você ainda não assistiu, faça um favor a si mesmo e corra para a frente da Netflix. São apenas 10 episódios nessa primeira temporada, mas a série foi projetada para ter 6 temporadas, com 10 capítulos cada e seguindo a cronologia.


Recomendo demais!

Teca Machado

quinta-feira, 30 de março de 2017

A Garota do Calendário - Maio


Gente, que PREGUIÇA do livro cinco de A Garota do Calendário, de Audrey Carlan.

A série começou boa, mas aí foi decaindo com o tempo e o volume relativo a maio só me fez pegar ódio tanto de Mia quanto dos livros em si. Mas, como eu sou uma pessoa que nunca para uma saga pela metade e porque a Carol Garcia, do Livros Ontem, Hoje e Sempre, me disse que a partir de junho e julho tudo sofre uma reviravolta cabulosa, aqui estou eu ainda persistindo (e eu já li os próximo dois volumes. Realmente melhora).


Veja as resenhas de janeiro, fevereiro, março e abril.

Para quem não sabe, resumão básico: Mia é uma garota de Las Vegas que precisa trabalhar como acompanhante de luxo – não prostituta, para pagar uma dívida de U$ 1 milhão que seu pai contraiu com um bandido, que, diga-se de passagem, é ex-namorado de Mia. Agora a cada mês – o que é a cada livro – ela precisa trabalhar para um cliente em projetos variados. Ela não precisa dormir com ninguém, só se quiser.

A Garota do Calendário – Maio se resume só a sexo. Sim, é só isso que o livro fala. Mia vai para o Havaí ser garota propaganda de uma linha de roupas de banho que valoriza a beleza de todos os tamanhos, formatos e cores. E a autora foca nisso, um tema tão interessante? Não. Ela parecia várias vezes esquecer o propósito de Mia estar no Havaí e de vez em quando colocava um parágrafo ou outro sobre o trabalho, para voltar para páginas e mais páginas de erotismo. Aliás, nem foi erotismo, foi vulgaridade mesmo.

Audrey Carlan
Não, galera, eu não sou reprimida nem nada do tipo, mas, poxa, foi mesmo vulgar. Acho bacana que a Mia seja liberta, que faça o que quer sem se preocupar com convenções sociais, mas isso é um livro, não um filme pornô. Não tem enredo, não tem história, só sexo em todos os lugares e em todas as posições possíveis. E o protagonista masculino, Tai, não me conquistou.

Ok, ele é um samoano muito sexy e bacana, mas não me apaixonei por ele. Acho que muito pelo fato de que eu estava de birra com a Mia. Ele é parceiro de trabalho da garota nas fotos e eles se dão bem logo de cara. Logo de cara mesmo. Eles trocam duas frases antes de irem correndo tirar as roupas um do outro. Eu não disse que era exagerado?

E me irritou muito também a relação de Mia com a irmã mais nova. Tudo bem, a Maddy é meio bocó, mas a protagonista não precisava bancar #aloka no jantar de família em que ela é pedida em casamento. Achei muito descompensada.

E o final... Ah, gente, quanta bobagem! A lição que fica é a seguinte: Você pode fazer sexo louco, maravilhoso e incrível com um cara durante um mês e, por ele não ser o amor da sua vida, você pode empurrar ele para a primeira mulher que aparecer e ele se torna o seu melhor amigo. Simples, né?

Como vocês podem ver, a leitura de A Garota do Calendário – Maio não foi legal, apesar de ser rápida. Os livros são curtinhos e geralmente leio de um dia para o outro. A cada mês eu leio um volume, para completar a saga de Mia em um ano, assim como ela.


Só recomento porque faz parte da série e se você quiser saber o resto tem que passar por ele.

Teca Machado

quarta-feira, 29 de março de 2017

Blogueiras.com - Capa


Vocês votaram e a capa de Blogueiras.com foi escolhida!

E a vencedora foooooooooooi...


Maravilinda, né?

Obrigada pela participação de todos!

E se você nem tem ideia do que eu estou falando, o Blogueiras.com é uma antologia de contos sobre o universo on line que foi organizada pela Thati Machado, do blog Nem Te Conto, e conta com a participação de oito blogueiras/escritoras lindonas: Thati Machado, Lari Azevedo, Raffa Fustagno, Mari Mortani, Mari Scotti, Adrielli Almeida e Thays M. de Lima, além de mim, Teca Machado.


Muitíssimo em breve começa a pré-venda, tanto do livro digital quanto do livro impresso. Eu, se fosse vocês, não ficaria de fora.

E se quiser saber mais informações sobre o projeto, é só clicar aqui.

Teca Machado


terça-feira, 28 de março de 2017

Recebidos da Editora Arqueiro - Março


Tem coisa mais deliciosa do que chegar em casa depois de uma viagem e descobrir que o correio passou por lá com um pacote cheio de amor?

Tem não, né?

A Editora Arqueiro, parceira do blog, mandou uma caixa cheia de lindezas, com dois lançamentos do mês de março.


1- O Sol Também É Uma Estrela, de Nicola Yoon.

“Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história.

Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois.

O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?”

2- Quando a Bela Domou a Fera, de Eloisa James.

“Eleito um dos dez melhores romances de 2011 pelo Library Journal, Quando a Bela domou a Fera é uma deliciosa releitura de um dos contos de fadas mais adorados de todos os tempos. Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.

Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.

No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?”


O Sol Também É Uma Estrela é da mesma autora de Tudo e Todas as Coisas, que em breve vai chegar aos cinemas e parece ser super amorzinho. E Quando A Bela Domou A Fera é uma espécie de releitura de A Bela e a Fera. E sabe quem indica os livros da Eloisa James? A Julia Quinn! Ou seja: podemos esperar um belíssimo romance de época.



Junto com O Sol Também É Uma Estrela recebi uma almofadinha fofa com um quote do livro, botton e uma cartela de tatuagens. E com Quando a Bela Domou a Fera também recebi um botton e uma mistura de chocolate quente para beber enquanto leio o livro. Além de, é claro, um mooooonte de marcadores.

Obrigada, Editora Arqueiro!

E agora só resta a dúvida: Qual ler primeiro?

Teca Machado


sábado, 25 de março de 2017

A Promessa – Myron Bolitar, ao resgate!


Chegou a vez de mais uma resenha do meu carequinha preferido: Harlan Coben!

O autor de thrillers policiais é um dos escritores que mais leio – e nunca me arrependo. A leitura da vez foi A Promessa, que recebi em parceria com a Editora Arqueiro. Esse é o oitavo volume da série de Myron Bolitar, o personagem mais famoso de Coben.

Recebido em parceria com a Editora Arqueiro

Aí você me fala: Mas, Teca, se é o oitavo livro de uma série que eu nunca li, não vou me interessar pela resenha. Nananinanão! Os volumes, apesar de interligados, são independentes, então você pode ler na ordem que quiser (apesar de que sempre é mais bacana seguir a cronologia).

Cada livro da série de Myron Bolitar foca num caso que o ex-jogador de basquete/empresário de artistas/detetive nas horas vagas precisa ajudar a resolver. Claro que aqui e ali fala-se sobre a sua vida pessoal e podemos talvez pegar alguns spoilers se não lemos os anteriores, mas Coben sempre faz questão de explicar pelo menos por cima quem são os personagens ou o que aconteceu para o leitor não ficar sem entender totalmente (Dos 10 já publicados pela Arqueiro, mais os 3 volumes da série Mickey Bolitar, sobrinho de Myron, só não li 2, então estou bem familiarizada com o contexto).

Em A Promessa Myron se mete numa furada (ó, que novidade!). Ao escutar duas adolescentes conversando – a filha de uma amiga de infância e a filha da sua namorada -, ele descobre que as garotas voltaram bêbadas de uma festa com um motorista ainda mais chapado. Por isso, Myron faz com que elas prometam que se precisarem de carona, se precisarem que ele as ajude de alguma forma, liguem para ele, que ele faz o que for preciso sem contar aos pais delas.

Harlan Coben
Poucos dias depois uma delas, Aimee Biel, liga para ele de madrugada. Myron dá a carona, mas tenta descobrir o que aconteceu, já que ela parece muito abalada, só que a garota se fecha. Ele a deixa na casa de uma amiga, mesmo que seus instintos o digam que ele não deveria ir embora. E ele estava certo: É o último a ver Aimee, que desaparece. Com uma terrível sensação de culpa, Myron vê como seu dever encontrar a menina e se envolve numa trama muito complicada, que tem muita gente perigosa por trás.

Um dos pontos que mais gosto da escrita de Coben, principalmente nos livros do Myron, é que sempre há tiradas sarcásticas e irônicas. O personagem é o rei das ironias e do humor ruim – e a gente o ama por isso e muito mais! A situação pode estar complicadíssima que ele sempre solta uma fala que te faz rir. E é de forma muito natural, não forçada, porque o Myron é simplesmente assim. Win, seu melhor amigo e parceiro de investigações, é um psicopata engomadinho que é impossível não adorar, assim como Esperanza, sócia de Myron que é ex-lutadora de telecatch.

A Promessa me surpreendeu com o final. Foi realmente inesperado. A leitura do livro, como sempre, foi fluida e dinâmica – os livros do Coben são assim. Ele te insere na trama, te mergulha naquele ambiente, nos casos complicados, e quando você percebe, mesmo enquanto não está lendo, fica pensando em como resolver a questão, em como o autor vai conseguir dar um desfecho realmente satisfatório sem pontas soltas. E ele sempre dá. Não é a toa que é conhecido como o Mestre das Noites em Claro.

A Promessa tem um bom enredo, um bom ritmo de leitura e te prende ao longo das suas 350 páginas. Há ótimos diálogos e ótimas cenas de ação, além de um suspense que parece sem solução. Então, como não gostar?

Recomendo.

Teca Machado


sexta-feira, 24 de março de 2017

Simplesmente Amor no Red Nose Day


Um dos meus filmes preferidos DA VIDA é Simplesmente Amor, como já falei milhares de vezes por aqui.

Ele é um famoso filme sobre Natal de 2003 do diretor Richard Curtis que contou com a presença de um elenco maravilhoso. Hoje, 24 de março, será lançada a sua tão esperada continuação!


Mas os fãs não precisam dar pulinhos de alegria tão rápido (eu sei que eu dei antes de ler a notícia inteira!). 

Infelizmente não é um filme para o cinema, mas um curta metragem feito para a campanha Red Nose Day (Dia do Nariz Vermelho).


O vídeo, que tem apenas 10 minutos de duração e foi escrito por Richard Curtis, traz Keira Knightley, Martine McCutcheon, Andrew Lincoln, Hugh Grant, Colin Firth, Bill Nighy, Liam Neeson e outros atores, todos de volta ao mesmo papel de 14 anos atrás. Emma Thompson é uma das poucas atrizes que não estão nesse especial, já que a sua personagem era casada com o de Alan Rickman, que faleceu no ano passado.

No teaser divulgado essa semana, o elenco aparece recriando uma das cenas mais icônicas de Simplesmente Amor e ainda brinca: “Quem de nós envelheceu melhor? Uma coisa é certa: não foi o Colin Firth”.

O curta será exibido hoje à noite na BBC One e deve ser divulgado na internet logo em seguida. E, é claro, eu vou trazer ele para vocês.

Red Nose Day

O Red Nose Day é um dia do ano quando os ingleses usam o humor – daí o nome nariz vermelho, de palhaço – para falar sobre solidariedade e arrecadar dinheiro.

A campanha foi criada pelo Comic Relief, uma instituição de caridade fundada por comediantes britânicos. Eles fazem o Red Nose Day para intensificar a campanha de doação de dinheiro para problemas ao redor do mundo. O RND já arrecadou em 18 anos mais de R$ 2,7 bilhões e apoiou projetos variados, como educar pessoas na África sobre o HIV, ensinar mulheres a ler, vacinar crianças de doenças diversas e ajudar pessoas a reconstruir suas comunidades após desastres.

Todos os anos artistas ao redor do mundo se envolvem no projeto e os curta metragens são um sucesso. Um dos mais famosos é o de 2015, quando a banda Coldplay montou um musical fake inspirado na série Game of Thrones, de George R. R. Martin (que você pode ver e se deliciar aqui). 

Teca Machado


quinta-feira, 23 de março de 2017

Votação da capa de Blogueiras.com


Vocês se lembram que há uns dias eu falei aqui sobre o projeto Blogueiras.com?

É uma antologia de contos organizada pela Thati Machado, do blog Nem Te Conto, que tem como tema o universo dos blogs. 

As autoras/blogueiras do livro, além de mim, são só divas maravilhosas que conheci durante o processo: Thati Machado, Lari Azevedo, Raffa Fustagno, Mari Mortani, Mari Scotti, Adrielli Almeida e Thays M. de Lima.


E hoje venho pedir a opinião de vocês. Os leitores é que irão escolher a capa do livro!

Siiiiiiim, amiguinhos, não é todo dia que vocês podem escolher a capa do livro que vão ler.


Essas são as duas opções e a votação acontece aqui, na página do blog Nem Te Conto.

Se sua preferida foi a número 1, é só curtir. Se foi a número 2, é só dar coraçãozinho. Facílimo!

A votação começou ontem, dia 22, e vai até domingo, dia 26.

Eu ainda não consegui decidi a minha preferida, já que amei as duas. O link para votação é esse aqui.

E vocês, de qual gostaram mais?

Em breve o livro Blogueiras.com vai estar disponível para vocês! Fiquem de olho que vou sempre trazer novidades.

Teca Machado


quarta-feira, 22 de março de 2017

O que teve no Literatura Por Mulheres


Há alguns dias falei sobre o evento Literatura Por Mulheres, que aconteceu em Brasília no dia 11 de março e eu fui uma das autoras convidadas a conversar com o público.


Não pôde ir? Não tem problema! Agora tem um vídeo com os melhores momentos do debate!

A edição e a filmagem são do pessoal do Animars e ficou muito bacana:


Obrigada aos blogs Ponto Para Ler, Academia Literária DF e Leitora Sempre que organizaram esse evento tão legal, que nos trataram com muito carinho e com quem fiz amizade e agora vão ter que me aguentar, hahaha. Obrigada a Cinthia Kriemler, que foi uma moderadora maravilhosa e sem papas na língua. Obrigada a Animars, pelo vídeo tão lindo. Obrigada ao público que foi e participou ativamente. Obrigada aos amigos e desconhecidos que votaram na enquete para que eu pudesse participar. E obrigada a Verônica Saiki e a Wall Oliveira, as duas outras autoras que estiveram comigo e me ensinaram muito, cada uma a sua maneira.

Teca Machado


terça-feira, 21 de março de 2017

A Bela e a Fera – Lindo em 1991, lindo em 2017


Quando eu era bem pequena, em 1991, minha mãe me levou ao cinema para assistir A Bela e a Fera. Dessa experiência específica eu não me lembro, mas o filme me acompanhou nos anos seguintes em casa – e aí sim eu me lembro – e se tornou um dos meus contos de fadas preferidos. E isso não aconteceu só comigo, por isso agora toda menina da minha geração em diante, que cresceu com a Bela, estava quicando de ansiedade para ver a versão live-action de 2017 de um dos maiores clássicos da Disney, a primeira animação a ser indicada na categoria Melhor Filme, do Oscar.


A Bela e a Fera de 2017, do diretor Bill Condon, é simplesmente lindo. É, eu sei, estou sendo bem parcial aqui, mas a história é ótima, o elenco incrível, o visual muito bonito e as músicas maravilhosas. O que tem para não gostar? Saí do cinema com as pupilas dos olhos em formato de coração.

A história da garota que se sente deslocada na pequena vila em que mora e se apaixona por uma fera ganhou novos contornos na pele de Emma Watson. O que tem sido bem interessante nos remakes feitos pela Disney dos seus contos de fadas é que até o momento todas as princesas foram “reais”. Nenhuma delas – Aurora, em Malévola, e Cinderela – eram extremamente lindas, de belezas inalcançáveis, frágeis e bobas. Eram bonitas, mas não a ponto de garotas ao redor do mundo não conseguirem se enxergar ali. E Emma Watson fez isso com maestria (como não se identificar com o fato de ela amar ler?). Sua Bela é bonita, ousada, destemida e luta pelo que quer, ainda mais do que a do desenho, porque a história é um pouco mais aprofundada do que a de 1991.



Ainda que com cenas e músicas a mais e algumas alterações (no live-action Bela é a inventora da família, não o pai, enquanto ele faz caixas de música), A Bela e a Fera de 2017 é muitíssimo fiel ao seu original, graças a Deus! É possível ver em carne e osso tudo aquilo que a gente via no desenho, em alguns momentos eu até mesmo sabia as falas de cor. As partes “a mais” são fatos que explicam alguns furos de roteiro que antes haviam, como ninguém nas vilas perceber o desaparecimento dos habitantes do castelo e o porquê de Bela e o pai morarem naquela pequena vila onde nenhum dos dois se encaixa.

Mesmo com todos os pontos positivos, o que é mais incrível no filme é o elenco. Muitíssimo bem escolhido, não só a Bela, com Emma Watson, ou a Fera, com Dan Stevens (por falar nisso, é impossível reconhecer o ator. A produção optou por deixar todos os seus traços humanos, inclusive a voz, irreconhecíveis). Watson deu o tom certo que a personagem precisava e ainda canta bem. Não é a melhor cantora do universo, mas faz um ótimo trabalho.



Luke Evans, na pele do macho alfa Gaston, foi sensacional. Deu o tom quase caricato que o personagem tem, que passou de apenas babaca a vilão. Essa transformação gradual foi muito bem feita. E ao seu lado brilha Josh Gad, como seu amigo LeFou, aquele da polêmica gay. Na verdade, como o filme é mais aprofundado do que o desenho, acredito que só ficou mais evidente o que era discreto no original. Josh Gad é o alívio cômico e a voz da razão, excelente.

Há ainda Ewan McGregor, na voz de Lumière, e Ian McKellen, como Cogsworth – mais conhecido em português como Horloge. Os dois são os xodós do filme, sempre foram. Carismáticos e com uma relação de amizade verdadeira. Ambos deram a voz e a alma pelos personagens. E há ainda Emma Thompson interpretando Mrs. Potts (no português Madame Samovar), e Kevin Kline como Maurice, pai de Bela.




A trilha sonora é de uma lindeza sem fim. Ela até tomou o lugar de La La Land no meu Spotify, que só tocava isso havia um mês. As cenas musicais são lindas e bem orquestradas. A gente até arrepia no momento do baile do vestido amarelo e se diverte muito na sequência sobre Gaston na taverna. Além das canções originais, muito bem interpretadas pelos atores atuais, há ainda novas músicas, como How Does a Moment Last Forever, interpretada por Celine Dion, que cantou a versão original de Tale as Old as Time, que levou o Oscar em 1991 e hoje foi gravada por Ariana Grande e John Legend.

Enfim, A Bela e a Fera é um lindíssimo musical repleto da magia Disney, que sempre soube contar muito bem uma história. Mas, apesar de ter amado muito, ainda gostei mais da versão live-action de Cinderela, acho que pela doçura da história.


Recomendo demais.

Teca Machado

segunda-feira, 20 de março de 2017

Mapa mundial da literatura


Há algumas semanas encontrei no instagram um perfil muito bacana chamado Far Away Places in Books (@farawayplacesbooks) onde o projeto da menina é ler um livro de cada país do mundo. Achei a iniciativa super interessante e até perguntei quais ela tinha lido e quais tinha mais gostado até o momento: Já leu livros da Alemanha, Polônia, Estônia, Itália e muitos outros, sendo que o seu preferido foi um da Finlândia, chamado The Summer Book.

E foi exatamente desse perfil que eu lembrei ao ver o Mapa da Literatura, postado no Reddit por Backforward24.

Tendo em mente que os livros podem te levar para os locais mais distantes, Backforward24 fez um mapa onde colocou dentro das fronteiras do país o livro considerado mais famoso ou importante entre os autores locais. 

Clique na imagem para ampliar

Claro que essa é uma visão pessoal do autor do mapa, não necessariamente sendo o livro mais importante do país (por exemplo, tem muita gente reclamando que Orgulho e Preconceito, na Inglaterra, deveria dar lugar para alguma obra de Shakespeare), mas deixemos isso de lado e veremos quantos livros interessantes temos por aí fora da rota literária principal de Estados Unidos e Inglaterra. E viram quem está no Brasil? Dom Casmurro!

Vou pesquisar alguns dos livros mostrados no mapa e no Far Away Places in Books.

Vamos dar uma volta ao mundo literária?

Fonte: Indy100

Teca Machado

sexta-feira, 17 de março de 2017

Simplesmente o Paraíso – O adorável início de o Quarteto Smythe-Smith


Todo mundo que se aventurou pelos livros da série Os Bridgertons, de Julia Quinn, conheceu as adoráveis, mas terríveis em música, garotas da família Smythe-Smith. Todos os anos o clã Bridgerton e toda a sociedade londrina são convidados para os concertos do quarteto formado por primas. O problema é que elas são horríveis. Muito horríveis. Assassinam qualquer sinfonia que toquem, principalmente de Mozart. Elas não sabem disso? São surdas? Agora poderemos conhecer as musicistas, já a autora nos presenteou com uma série focada nessas meninas: Quarteto Smythe-Smith.

O primeiro livro, que recebi em parceria com a Editora Arqueiro, é o Simplesmente o Paraíso. Nesse doce romance de época, temos como protagonistas Honoria e Marcus. 

Livro recebido em parceria com a Editora Arqueiro

Honoria é a violinista atual do quarteto. E, sim, ela sabe que toca mal. Ela sabe que todas as primas tocam mal. Mas ela não se importa (pelo menos não tanto quanto as outras integrantes do concerto, que preferem morrer a participar mais um ano). Só que ano após ano ela enfrenta o público, pois sabe que isso é importante para a sua família, é uma tradição. E para ela não há nada mais importante nessa vida do que a família.

Marcus não se importa tanto assim. Muito se dá ao fato de que cresceu numa família em que era apenas ele e o pai, que pouco interagia com filho. Ainda novo, Marcus encontrou em Daniel, irmão de Honoria, a família que não teve. Os Smythe-Smiths eram numerosos, barulhentos e divertidos, mesmo a irmã mais nova de Daniel, a teimosa Honoria, que grudava nos garotos igual um carrapato, de onde surgiu seu apelido “carinhoso”.

Julia Quinn
Quando Daniel é exilado fora do país, pede que Marcus tome conta de Honoria, para que ela não case com nenhum babaca ou caça-fortunas. Marcus odeia os eventos sociais de Londres, principalmente a temporada de festas em que jovens damas, inclusive Honoria, buscam maridos. Mas ele precisa estar lá, mesmo que discretamente, devido a promessa que fez ao amigo. Até que um infeliz acidente faz com que Marcus e Honoria, que já eram amigos, se aproximem ainda mais e enxerguem o que sempre esteve ali, mas não viam realmente.

Fofura. É assim que eu descrevo Simplesmente o Paraíso. A história, e a forma como Julia Quinn a conduz, é de delicadeza e sensibilidade enormes. Esse é, sim, um romance, mas com um amor que surgiu aos poucos. Aliás, surgiu não: foi descoberto aos poucos. Não foi uma paixão fulminante e repentina, foi um sentimento construído ao longo dos anos e das atitudes e tem a amizade como base sólida. Por isso é tão doce!

Simplesmente o Paraíso é uma lição sobre laços afetivos, sobre a importância da família e da amizade. Ali vemos como por aqueles a quem amamos podemos passar por provações terríveis (seja tocando no quarteto, seja escutando o quarteto) e ainda assim colocar um sorriso no rosto.

Honoria é uma excelente protagonista feminina. Apesar da época, não é frágil, mas ainda assim sonha com um casamento cheio de amor, filhos e uma família para chamar de sua. Divertida, otimista e inteligente, Honoria nos conquista logo no começo do livro, quando a conhecemos criança infernizando o irmão e Marcus. E por falar no Marcus, que homem! Um típico mocinho de romance de época, mesmo que mais taciturno e quieto. Ele é um homem fechado, mas que se abre para aqueles de quem gosta, e então mostra o seu ótimo senso de humor e bondade. Como não se apaixonar, me diz? Minha lista de periguete literária só aumenta!

O meu tem autógrafo :D

A escrita da autora é leve, fluida, muito divertida e ainda nos dá de presente a presença de alguns Bridgertons. Gregory é citado e Colin aparece num trecho. Mesmo nos momentos mais sombrios, quando Marcus cai doente e tem alucinações, é possível rir e se divertir. A graça dos romances de época é essa: saber que é uma história leve, que aquece o nosso coração e que nos faz sorrir várias vezes durante a leitura. E ainda tem uma promessa de finais felizes – ou pelo menos otimistas.

Simplesmente o Paraíso foi um ótimo começo para a série Quarteto Smythe-Smith e espero em breve ler os próximos volumes!

O mais legal do lançamento do Quarteto Smythe-Smith é que a Editora Arqueiro deu para os leitores duas opções de compra: Os quatro livros de uma vez em um box lindão ou em livros avulsos. Então quem gosta de maratonar séries literárias, não vai ter que esperar anos para a publicação de todos.



Recomendo muito.

Teca Machado


quinta-feira, 16 de março de 2017

Sorteio de Simplesmente o Paraíso autografado - Resultado


Na última semana tudo o que eu falei aqui foi sorteio, sorteio, sorteio!

Quando conheci a Julia Quinn na terça-feira passada, levei um exemplar de Simplesmente o Paraíso para que ela autografasse para vocês.


E hoje saiu o resultado!

Quem fooooooi?


Foi a Leonora Oliveira!

(Se você quiser ver como foi feito o sorteio, filmei tudo no instastories do blog @casosacasoselivros)

Hoje mesmo entro em contato para pegar os seus dados para envio do livro. Já posso dizer que Simplesmente o Paraíso é de uma fofurice sem fim! Eu amei a leitura (e amanhã tem resenha, fiquem de olho).

Parabéns a vencedora e obrigada a todos que participaram!

E querem mais sorteio?

A Carol Daixum, do blog Pequena Jornalista, está sorteando um livro meu, o Je T’aime, Paris. Clique aqui e participe também!

Teca Machado


quarta-feira, 15 de março de 2017

Mãe, conheci a Julia Quinn!


Tem tiete por aqui?

Tem sim, senhor!

Na semana passada, a Editora Arqueiro trouxe para o Brasil a Julia Quinn, uma das minhas escritoras preferidas da vida. Ela fez um tour por várias cidades, inclusive, veio para Brasília, onde moro. Claro que eu fui presença garantida na noite de autógrafos.

Eu que já era fã da autora das séries de romance de época Os Bridgetons e Quarteto Smythe-Smith, fiquei mais ainda!

Fui de manhã cedinho pegar a senha e voltei à noite. Evento super organizado, pessoal não furou fila e foi muito tranquilo. Fiquei cerca de duas horas esperando e ainda fiz amizade com umas meninas super bacanas, inclusive a Denise do blog Seja Cult.

Quando chegou a minha vez, bateu AQUELA emoção de ver uma das minhas divas supremas. Tanto que sai com cara de louca nas fotos, hahaha. 

Foto: Roberto Filho

Foto: Roberto Filho

A Julia Quinn foi super simpática com todo mundo, conversou, beijou, abraçou, deu autógrafos e distribuiu sorrisos.

Uma das melhores sensações é descobrir que aquela pessoa de quem você é é, além de tudo, super bacana ao vivo.

Livro recebido em parceria com a Editora Arqueiro

Saí do evento organizado pela Editora Arqueiro super feliz e realizada. Obrigada por terem trazido a Julia Quinn para o Brasil e para Brasília!

E ainda dá tempo de você participar do sorteio de um exemplar de Simplesmente o Paraíso, o primeiro livro do Quarteto Smythe-Smith, autografado pela Julia Quinn. Mas corre que são as últimas horas!



Teca Machado

terça-feira, 14 de março de 2017

O Oráculo Oculto: Apolo e sua autoestima no Olimpo


Corre que está acabando o tempo! Está tendo sorteio de um exemplar autografado pela Julia Quinn de Simplesmente o Paraíso, primeiro livro da série Quarteto Smythe-Smith. É um romance de época todo lindão. Participe aqui!

Rick Riordan e seus livros de mitologia têm um grandessíssimo espaço no meu coração. As duas séries envolvendo o Percy Jackson – Percy Jackson e os Olimpianos e Os Heróis do Olimpo – são duas das minhas preferidas da vida, a de Magnus Chase – Magnus Chase e os Deuses de Asgard -, que ainda só li um livro, também, e agora posso acrescentar nesse bolo mitológico As Provações de Apolo, cujo primeiro livro é O Oráculo Oculto.


Se nas sagas do Percy Jackson já era maravilhoso encontrar, mesmo que brevemente, o deus Apolo, agora vamos nos deliciar com um livro todo dele, narrado em primeira pessoa pelo deus da música, da arquearia, conhecido pela sua beleza, egocentrismo e haicais.

Nesse primeiro livro de As Provações de Apolo, o nosso protagonista cai na Terra. Literalmente. Zeus, por algum motivo que Apolo não consegue se lembrar, está muito bravo e joga o filho no nosso mundo como um mortal adolescente de 16 anos, sem poderes, com um nome ridículo, ligeiramente gordinho e com acne. Acne! O deus da beleza quase tem um troço ao descobrir sua nova aparência e realidade. E tudo piora porque ele acorda num beco cheio de lixo, com valentões puxando briga e tem como nova mestre Meg, uma garota esquisitíssima de 12 anos que tem poderes sobre as frutas, provavelmente uma semideusa perdida pelas ruas de Nova York.

Rick Riordan
Para poder cair nas boas graças de Zeus de novo, Apolo precisa passar por provações terríveis na Terra (ele sabe disso porque não é a primeira vez que seu pai fica zangado assim...). Mas dessa vez parece que tudo está mais complicado do que em séculos anteriores. No Acampamento Meio Sangue as coisas estão esquisitas. Campistas estão desaparecendo, o bosque está fantasmagórico e o oráculo, responsabilidade de Apolo, está com defeito. Ou seja, sem oráculo, sem missões. Sem missões, sem semideuses para salvarem o mundo. Cabe, então, a Apolo e Meg tentarem descobrir como reverter a situação.

Se os livros anteriores de Rick Riordan são cheios de humor, O Oráculo Oculto é o mais engraçado de todos. Apolo é um personagem ótimo. Metido, arrogante, tão cheio de si que é impossível não rir das suas tiradas (por exemplo, ele tem como frase motivacional “você é lindo e as pessoas te amam”). Sua autoestima e sarcasmo vão lá no Olimpo. Constantemente ele ofende as pessoas, principalmente os seres humanos (“Nunca vou entender como vocês, mortais, toleram isso. Vocês passam a vida toda presos em um saco de carne, incapazes de apreciar os prazeres mais simples, como se transformar em um beija-flor ou se dissolver em pura luz”), e vai contando casos dos seus quatro mil anos de vida que te fazem rir. Mas a medida que o livro vai passando, e Apolo amadurecendo, enxergamos outra faceta do olimpiano, uma mais grave e sombria, cheia de erros do passado e tristezas, além de arrependimentos.


E se tem algo que sabemos que o escritor faz bem é falar de amizades. Apesar de uma relação estranha e um tanto tortuosa, a amizade de Apolo e Meg é um dos ponto-chaves da história do livro e é uma gracinha de se ver crescer e aflorar.

O autor, que é adepto de “a zueira never end”, coloca em O Oráculo Oculto o melhor de si. Temos até um semideus brasileiro que só fala português e tem uma bandeira mágica do país, que teoricamente salva Apolo em uma situação. As referências são maravilhosas, já que ele cita Groot, dos Guardiões da Galáxia, as Kardashians, o Spotify e muito mais. Fora que Riordan dá lição em homofóbicos ao apresentar personagens gays (Will, filho de Apolo, e seu namorado Nico), além de deixar muito claro que o protagonista é pansexual.


Revemos muitos dos amigos antigos, como Percy Jackson, Nico e Quiron. Annabeth é citada várias vezes e temos uma participação especial de Leo Valdez. A maneira como Rick Riordan entrelaçou todas as séries gregas para culminar nessa é genial. Vemos que tudo o que aconteceu nas duas anteriores são “culpa” dos vilões dessa. E, devo falar para vocês, o vilão-mor é incrível, talvez o mais interessante até o momento.

Espero ansiosamente pelos próximos volumes de As Provações de Apolo, principalmente depois do final um tanto quanto aberto de O Oráculo Oculto.

Recomendo muito.

Teca Machado


segunda-feira, 13 de março de 2017

Recebidos – Editora Arqueiro


É sempre motivo de felicidade quando o carteiro chega com um pacote para mim. E se esse pacote tem livros das parceiras Editora Arqueiro e Editora Sextante, melhor ainda!

Na última vez que isso aconteceu, recebi dois lançamentos de fevereiro da Arqueiro de dois dos meus autores preferidos:

Recebidos em parceria com a Editora Arqueiro

1- Simplesmente o Paraíso, livro 1 da série Quarteto Smythe-Smith, de Julia Quinn.
2- A Promessa, da série de Myron Bolitar, de Harlan Coben.

Os livros são tão bons que já terminei Simplesmente o Paraíso e estou na metade de A Promessa. Então fiquem de olho que muitíssimo em breve teremos as resenhas por aqui.

Enquanto isso não acontece, deixa eu lembrar vocês que aqui está rolando um sorteio de Simplesmente o Paraíso autografado pela Julia Quinn! Quando ela veio em Brasília na semana passada levei o meu exemplar e mais um para presentear vocês. Vem que ainda dá tempo! Clique aqui e participe.


Teca Machado

sábado, 11 de março de 2017

Logan, um adeus a Wolverine


Hey, você sabia que o blog está sorteando um exemplar de Simplesmente o Paraíso, de Julia Quinn, autografado pela autora? Não? Então clique aqui e saiba como participar. Mas já dou um spoiler: é facinho!

Essa é uma postagem da Liga da Justiça dos Blogs, um conjunto de blogs que fala sobre filmes e histórias de super-heróis. E quem vos fala é a Teca Mac... Ops! Quase revelei minha identidade secreta! Aqui é a Mística, toda azul, traiçoeira e tals.

É sempre difícil dar adeus a uma série, uma saga, um personagem que está com você há tantos anos. E foi difícil me despedir de Logan, mais conhecido com Wolverine.  A ida ao cinema para assistir Hugh Jackman interpretando pela última vez seu personagem mais icônico teve um gosto agridoce. Mais “agri” do que doce, na verdade. 


E pode ler a resenha tranquilo, coleguinha. Aqui é sempre sem spoilers. :D

O filme do diretor James Magold foi a segunda incursão da Marvel em uma produção com classificação para maiores de 18 anos (a primeira foi Deadpool – Comentei aqui). E tinha que ser. O personagem título sempre foi retratado em suas nove aparições – entre elas protagonista, coadjuvante e apenas participação especial de segundos – como instável, violento e traumatizado, mas a violência nunca foi tão clara, o sangue nunca foi tão vermelho e tão espirrado, as cabeças nunca rolaram. O público subentendia isso, mas não via. Dessa vez não. E a primeira cena do longa já é bem explícita.



Então pode se preparar: Logan é o filme mais pesado da Marvel até o momento. Uma aposta arriscada para um estúdio que sempre teve filmes mais leves, mas que valeu muitíssimo a pena. O tom sombrio da história pedia. E acho que pela primeira vez as legendas em português realmente traduziram todos os palavrões. Nem mesmo em O Lobo de Wall Street, tido como o filme com o maior número de palavrões da história do cinema, teve tanta legenda literal.

Em Logan estamos em 2029. Os mutantes praticamente desapareceram da Terra. Há mais de 20 anos não nasce um e eles foram transformados em quadrinhos, em quase lendas. Os X-Men não existem mais. Entre os poucos que sobreviveram estão Logan (Hugh Jackman), que vive disfarçado como motorista de limusine, e Charles Xavier (Patrick Stewart), que é mantido escondido por Logan no México porque seus poderes psíquicos estão fora do controle. Quando uma enfermeira aparece atrás de Logan pedindo socorro, a garotinha Laura (Dafne Keen) cruza o caminho dos dois mutantes, assim como uma organização de mercenários que a persegue. Cabe então a Logan proteger a menina e a levar para um local aparentemente seguro.




Esqueça o Wolverine quase animalesco que estamos acostumados a ver em outros filmes. Agora ele é Logan. Um mutante doente, traumatizado, “quebrado”, que sofre com seus poderes, envelhecido, que bebe o tempo todo. Está mais ácido e sarcástico do que nunca. Nem mesmo seu poder de recuperação de machucados funciona bem. Dá vontade de chorar pelo personagem a todo tempo. E Hugh Jackman faz o seu melhor – e mais triste – trabalho.

A relação de Logan e Xavier está ótima. Apesar dos pesares que ambos os personagens vivem, são finalmente como uma família, como pai e filho. A dinâmica e química entre os dois atores é incrível. Assim como a estreante Dafne Keen. Ela passa 70% do filme muda, só nos passando o que sente pelos olhos e pelas lutas de ação que são de tirar o fôlego (quem diria que uma menininha seria tão letal). Já há uma onda de pedidos para que a personagem Laura apareça em outros filmes da franquia.




Logan é quase um western, um filme de faroeste, com suas cores tristes, duelos e muita poeira. Há cenas doces e melancólicas – como quando Xavier afirma que aquele havia sido um dos melhores dias da vida dele – e sequências tão tristes que vão te dar um nó na garganta.

Logan é um adeus a um personagem que está no nosso imaginário há 17 anos, é quase uma homenagem a Wolverine e a Hugh Jackman. 


Sentiremos saudades. Muitas.

Recomendo demais.

Teca Machado

Esse post faz parte da Liga da Justiça dos Blogs