quarta-feira, 24 de maio de 2017

Os casamentos geeks mais lindos do mundo


Quem é louco por literatura, séries e filmes sempre quer dar um jeitinho de entrar nos universos fantásticos dos personagens preferidos. E tem coisa melhor do que fazer isso no seu próprio casamento

Você sabe que encontrou a pessoa perfeita quando ela concorda que a cerimônia de vocês deve ter o tema de Harry Potter/O Senhor dos Aneis/Game of Thrones/Star Wars/etc.

O Bored Panda (melhor site EVER juntinho com o BuzzFeed) fez um apanhado dos casamentos geeks mais inspiradores do mundo.

Harry Potter

 O Senhor dos Aneis

Star Wars

Doctor Who

Alice no País das Maravilhas

A Pequena Sereia

Star Wars

Super-Heróis

Super Mario

Game of Thrones


Fonte: Bored Panda

Amigos, por favor, façam um casamento temático para eu poder ir! O meu foi normal. Meu marido não é geek, só eu sou.

E para aproveitar o tema nerd, a Amazon está na no mês geek, quando os livros do gênero estão em promoção! Essa semana estão distopias e ficções científicas com até 50% off. Clique aqui ou na imagem para encontrar os descontos.


Teca Machado

terça-feira, 23 de maio de 2017

A Garota do Calendário: Julho


Entre altos e baixos, trancos e barrancos, lá vamos nós na série de livros A Garota do Calendário, de Audrey Carlan, publicada pela Verus Editora. Quem tem acompanhado as resenhas vê que vim tendo mais baixos do que altos com os volumes – principalmente o de Maio, argh – mas quando começa o segundo semestre de Mia, com o livro de Junho, as coisas realmente dão uma balançada. E em Julho, algo que os leitores esperavam desde Janeiro, finalmente acontece, mas não de forma suave ou fácil.


Veja as resenhas dos livros anteriores: Janeiro, Fevereiro, Março, Abril, Maio e Junho.

Mia Saunders é uma garota de Las Vegas que precisa se tornar acompanhante de luxo após o pai contrair uma dívida de U$ 1 milhão. Trabalhando na agência da tia, cada cliente a contrata por um mês e paga a quantia de U$ 100 mil, então ao final de um ano ela terá pago tudo e ainda vai conseguir juntar um pouco de dinheiro para si. Ao contrário do que podem pensar, ela não é garota de programa. Ela faz sexo com o cliente apenas se quiser – mas ganha um bônus por isso. 

Em Julho ela vai trabalhar com Anton Santiago, mais conhecido como Latin Lov-ah, um dos cantores de hip hop mais quentes do mundo. Mia vai para Miami para estrelar seu clipe novo, mas ainda sofre pelos traumas de ter sido espancada e quase ter sido estuprada no mês anterior. Todas as vezes que Anton a toca nos ensaios, ela tem um surto. Então precisa curar suas feridas emocionais, ao mesmo tempo que necessita lidar com a visita de Wes no seu aniversário. Ela está pronta para finalmente abrir seu coração ao cara que foi seu primeiro cliente?

Audrey Carlan
Vemos no volume de Julho uma Mia mais contida e reflexiva. Após o trauma do livro passado, ela está sofrendo muito emocionalmente. Suas feridas físicas já sararam, mas as psicológicas não. Anton é um amorzinho, ainda que um tanto sem noção. É um cara caliente, mas que respeita uma mulher. Prova disso é como trata Mia desde o começo. E o Wes, o surfista roteirista gostosão está ali mais uma vez para nos provar que realmente foi feito para Mia.

Julho é um dos meses em que Mia menos me estressou. Tenho uma relação meio de amor e ódio com ela em que fico com vontade de dar um soco em sua cara em diversos momentos em vários volumes da série. E a forma como Audrey Carlan escreve cenas sexuais me incomoda em alguns pontos, principalmente quando fica vulgar demais – e acreditem, direto a autora erra a mão e fica pesado, mas até que em Julho não tanto.

Esse foi um volume nem cá e nem lá. Não foi ruim, mas também não foi dos melhores: foi morno. Na verdade, quase toda A Garota do Calendário tem sido assim. Mas, como eu nunca paro uma série pela metade e nem um livro, continuo firme e forte lendo um volume por mês. Atualmente estou no de Setembro e posso dizer que REALMENTE principalmente a partir de agosto a história toma uma reviravolta tremenda. Nem parecem os mesmos livros.

               

Recomendo.

Teca Machado

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Star Trek: Sem Fronteiras – Novo e nostálgico


Não sei se vocês sabem, mas dentro desse coraçãozinho romântico e juvenil (eu tenho 17 anos há 12 anos, haha) há um espacinho bem geek que cresceu assistindo filmes como Star Wars, Star Trek e De Volta Para o Futuro. Então nada mais natural do que amar as produções novas. E, apesar da demora em sair a resenha – porque eu assisti nas férias do começo do ano e esqueci totalmente de escrever – posso dizer que amei Star Trek: Sem Fronteiras, do diretor Justin Lee, e que é o terceiro volume da nova franquia liderada por Chris Pine e Zachary Quinto.


Muita gente achou que quando J. J. Abrams deixou o comando da direção de Star Trek – ele foi o diretor dos dois primeiros filmes – para trabalhar em Star Wars, talvez fosse o início do declínio da série (mas ele ainda é o produtor). A Paramont acabou escolhendo Justin Lin como o novo diretor, o que assustou muitos, porque ele é conhecido por quatro filmes de Velozes e Furiosos, que não tem muito a ver com esse universo criado por Gene Roddenberry nos anos 1960. Mas, no fim das contas, foi uma decisão muito acertada, porque é em Sem Fronteiras que a série começa a criar identidade própria, sem precisar se apoiar nas histórias de “começos” ou de episódios antigos, mas com a essência totalmente fiel.

Um dos maiores acertos do filme é ter o roteiro escrito por Simon Pegg, que interpreta o engenheiro Scotty e é um nerd de carteirinha na vida real, e por Doug Jung, fã da série original e que faz uma pontinha na produção como marido de Sulu, um personagem nunca antes abertamente gay. Os dois roteiristas serem “trekkers” e respeitarem muito a série antiga fez com que o enredo realmente tivesse a cara do original, mas totalmente modernizado, tanto em quesito de história quanto de efeitos especiais. Além disso, ambos são muito bem humorados e passam isso para o filme – que sempre teve uma veia um tanto mais cômica.




Star Trek: Sem Fronteiras já começa com ação, sem preâmbulos para explicar quem é quem. O Capitão Kirk (Chris delícia Pine) está no seu terceiro ano da missão que irá explorar o espaço profundo e começa a ter uma crise existencial. Ele faz aniversário e chega a idade em que seu pai, que tanto admirava, morreu. Afinal, quem é ele? O que ele faz tem sentido? Em meio a esses problemas internos, a USS Enterprise chega a Yorktown, uma estação intergaláctica toda de vidro (ponto para os efeitos especiais!), onde Kirk decide que irá deixar seu posto. Mas em seguida cai em suas mãos uma missão de resgate numa nebulosa não mapeada e ele decide enfrentar esse último desafio. Mas tudo se transforma em algo muito mais sério, perigoso e terrível do que imaginavam. Reféns são feitos, a nave destruída e a tripulação separada. O novo vilão, Krall (Idris Elba total e completamente irreconhecível), coloca em cheque todo o conceito de humanidade, o que combina com a crise que Kirk vive.

Um dos maiores acertos da nova franquia de Star Trek sempre foi o elenco, muitíssimo bem escolhido. Chris Pine, Zachary Quinto, Karl Urban, Zoe Saldana, Simon Pegg, John Cho e Anton Yelchin (que faleceu na pós-produção do filme) têm uma química invejável. E o acréscimo de Idris Elba e Sofia Boutella nesse volume só melhorou tudo ainda mais.




O Kirk de Pine e o Spock de Quinto são uma força juntos. Mas em Sem Fronteiras são separados a força e trabalham em núcleos diferentes de enredo. E isso foi muito bacana de se assistir, porque há interação com os outros personagens sem que a amizade entre os dois seja afetada. Magro (Urban) faz também uma dupla perfeita com Spock.

Mesmo lotado de efeitos especiais – afinal, é de um filme no espaço que estamos falando – uma das marcas de Star Trek sempre foi misturar computador com maquiagem e cenários reais. E Sem Fronteiras faz isso muito bem, principalmente com os alienígenas.



Sem Fronteiras é corrido, é divertido, é entretenimento puro e é saudosista na medida certa. Espero que Star Trek tenha uma longa franquia de filmes, de preferência sempre com o mesmo elenco.

Recomendo bastante.

Teca Machado

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Um Menino Em Um Milhão – 11 anos, 104 anos e amizades improváveis


Sabe aquele livro que tem personagens tão queridos que você deseja muito entrar nas páginas e dar um abraço neles? É assim com Um Menino Em Um Milhão, de Monica Wood, que recebi da Editora Arqueiro. 

Livro recebido em parceria com a Editora Arqueiro

Um Menino Em Um Milhão fala do poder da amizade, de como almas solitárias podem se encontrar e se conectar, independente da idade. No caso do livro, essa relação acontece entre um garoto de 11 anos tido por todo mundo como extremamente esquisito e uma imigrante lituana de 104 anos.

 Veja aqui Um Menino em Um Milhão na Amazon

A história gira em torno do menino, da senhora e dos pais dele. O menino – que nunca tem seu nome revelado – é um escoteiro que foi designado e ajudar Ona Vitkus, uma centenária um tanto mal humorada. Mas entre as tarefas de limpar o quintal e dar comida aos passarinhos, uma amizade surge entre os dois. Ona descobre que o garoto tem muitas manias, nenhum amigo e uma paixão avassaladora por recordes. E o menino descobre que Ona é muito mais gentil do que aparenta, inteligente e tem uma história de vida interessante, ainda que recheada de perdas. Juntos, eles se comprometem a levar Ona a bater um recorde: o de pessoa mais velha do mundo.

Mas, após algumas semanas, o menino para de aparecer. Quem vai no seu lugar é seu pai, Quinn, um guitarrista frustrado que tenta viver de música e nunca teve uma boa relação com o filho e a ex-esposa. Ona desconfia que há algo de errado. Mas enquanto Quinn tenta cumprir as promessas inacabadas do menino, surge entre ele e a centenária também uma amizade muito improvável e que tem como objetivo ajuda-la a entrar no Guinness.

Um Menino Em Um Milhão fala sobre muitos pontos que merecem reflexão: Sobre amizade além de aparências, luto, perda, redenção, velhice, amor e perseverança. E Monica Wood trata tudo isso de forma delicada e sensível, nunca caricata ou sensacionalista.

Por exemplo: Fica claro para o leitor que o menino tem sérios problemas, mas nunca deixa claro o que para que não o julguemos, e sim nos conectemos a ele. Ele é um personagem muito bem construído, que mostra ao estar perto de Ona o seu melhor lado: perspicaz, inteligente e muitíssimo bem educado. A história de Ona é quase toda contada em monólogos que ela teve ao gravar fitas para o menino e apesar de ele preferir se manter em silêncio, a sua presença ali é muito forte, com o que não foi dito sendo óbvio. 

Ona é uma personagem maravilhosa, tanto que ganhou um conto só dela – Uma Em Um Milhão – que recebi junto com o livro. A sua idade não é limite para nada e ela deixa isso muito claro para todos. Sua lucidez, inteligência e sarcasmo são ótimos e tudo o que eu mais queria era conhecer essa velhinha. Quinn não é o melhor dos pais, não é o melhor dos (ex)maridos e não é o melhor dos amigos, mas ele está tentando. O personagem vai crescendo e amadurecendo, aprendendo a conhecer o filho que nunca compreendeu. Há ainda Belle, a mãe do menino, que apesar de ser secundária é importantíssima para o correr da história e se mostra aquela que mais precisa se reconstruir para sobreviver.

Um Menino Em Um Milhão é uma leitura doce, cheia de emoção e lições. Não chorei, dá nó na garganta em vários momentos e algumas lágrimas querem escapar. Monica Wood mostrou uma escrita muito madura, ainda que simples, e cheia de sentimento. É um daqueles livros para guardar num lugar quentinho do coração.


Recomendo.

Teca Machado

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Qual o livro mais vendido do ano que você nasceu?


Provavelmente você já viu aquele site que mostra qual música era a mais tocada no dia que você nasceu e qual o filme de maior bilheteria (no meu caso foi Could’ve Been, de Tiffany, e Bom Dia, Vietnã). Mas você sabe qual era o livro mais vendido no ano que você nasceu?

Por meio de um apanhado feito pela Revista Superinteressante, descobri que em 1988, o meu ano, no Brasil o mais lido foi As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley, e nos EUA era O Cardeal do Kremlin, de Tom Clancy.

A edição fez um compilado com os maiores best sellers e usou a lista do The New York Times e da Revista Veja para chegar a esses nomes. A lista vai de 1975 a 2015.
 
Vem ver!


Anos 1970:

1975

Brasil – Gabriela, Cravo e Canela, Jorge Amado

Estados Unidos – A Saga do Colorado, James Michener

1976

Brasil – Araceli, Meu Amor, de José Louzeiro

Estados Unidos – Triniy, Leon Uris

1977

Estados Unidos – Pássaros Feridos, Colleen McCullough

1978

Brasil- Conversa na Catedral, Mario Vargas Llosa

Estados Unidos – A Herdeira, Sidney Sheldon

1979

Brasil – Farda, Fardão, Camisola de Dormir, Jorge Amado

Estados Unidos – O círculo Matarese, Robert Ludlum

Anos 1980:

1980

Brasil - A Falta que Ela me Faz, Fernando Sabino

Estados Unidos - A identidade Bourne, Robert Ludlum

1981

Brasil - Crônicas de uma morte anunciada, Gabriel García Márquez

Estados Unidos - Os Rebeldes, James Michener

1982

Brasil – O Analista de Bagé, Luis Fernando Veríssimo

Estados Unidos – O Mosaico de Parsifal, Robert Ludlum

1983

Brasil – A Velhinha de Taubaté, Luis Fernando Veríssimo

Estados Unidos – A Garota do Tambor, John Le Carré

1984

Brasil – Tocaia Grande, Jorge Amado

Estados Unidos – Operação Aquitânia, Robert Ludlum

1985

Brasil – A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera

Estados Unidos – Tripulação de Esqueletos, Stephen King

1986

Brasil – A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera

Estados Unidos – A Coisa, Stephen King

1987

Brasil – As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley

Estados Unidos – O Preço do Amor, Danielle Steel

1988

Brasil – As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley

Estados Unidos – O Cardeal do Kremlin, Tom Clancy

1989

Brasil – As Areias do Tempo, Sidney Sheldon

Estados Unidos – A casa da Rússia, John Le Carré

Anos 1990:

1990

Brasil – Diário de um Mago, Paulo Coelho

Estados Unidos – O Ônus da Prova, Scott Turow

1991

Brasil – O Alquimista, Paulo Coelho

Estados Unidos – Scarlett, Alexandra Ripley

1992

Brasil – O Alquimista, Paulo Coelho

Estados Unidos- O Dossiê pelicano, John Grisham

1993

Brasil – Noite sobre as Águas, Ken Follett

Estados Unidos – As Pontes de Madison, Robert James Waller

1994

Brasil – Brida, Paulo Coelho

Estados Unidos – A Profecia Celestina, James Redfield

1995

Brasil – Comédias da Vida Privada, Luis Fernando Veríssimo

Estados Unidos – A Profecia Celestine, James Redfield

1996

Brasil – O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder

Estados Unidos – Segredos do Poder, Joe Klein

1997

Brasil – O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder

Estados Unidos – A Montanha Gelada, Charles Frazier

1998

Brasil – O Livro das Virtudes para Crianças, William j. bennett

Estados Unidos – O Advogado, John Grisham

1999

Brasil – O Homem que Matou Getúlio Vargas, Jô Soares

Estados Unidos – O Testamento, John Grisham

Anos 2000:

2000

Brasil – Harry Potter e a Pedra Filosofal, J.K Rowling

Estados Unidos – A Confraria, John Grisham

2001

Brasil – Harry Potter e a Pedra Filosofal, J.K. Rowling

Estados Unidos – O diário de Suzana para Nicolas, James Patterson

2002

Brasil – Harry Potter e a Câmara Secreta, J.K. Rowling

Estados Unidos – The Lovely Bones, Alice Sebold

2003

Brasil – Onze Minutos, Paulo Coelho

Estados Unidos – O Código da Vinci, Dan Brown

2004

Brasil – Budapeste, Chico Buarque

Estados Unidos – O Código da Vinci, Dan Brown

2005

Brasil – Fortaleza Digital, Dan Brown

Estados Unidos – O Corretor, John Grisham

2006

Brasil – Quando Nietzsche Chorou, Irvin D. Yalom

Estados Unidos – For One More Day, Mitch Albom

2007

Brasil – A Cidade do Sol, Khaled Hosseini

Estados Unidos – A Cidade Do Sol, Khaled Hosseini

2008

Brasil – A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak

Estados Unidos – O Recurso, por John Grisham

2009

Brasil – A Cabana, William Young

Estados Unidos – O Símbolo Perdido, Dan Brown

Anos 2010:

2010

Brasil – A Cabana, William P. Young

Estados Unidos – A Rainha do Castelo de Ar, Stieg Larsson

2011

Brasil – A Guerra dos Tronos, George R. R. Martin

Estados Unidos – A Resposta, Kathryn Stockett

2012

Brasil – A Escolha, de Nicholas Sparks

Estados Unidos – Cinquenta Tons de Cinza, E. L. James

2013

Brasil – Inferno, Dan Brown

Estados Unidos – Um Porto Seguro, Nicholas Sparks

2014

Brasil – A Culpa é das Estrelas, John Green

Estados Unidos – O Pintassilgo, Donna Tartt

2015

Brasil – O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry

Estados Unidos – A Garota no Trem, Paula Hawkins


E aí, quais livros eram os mais vendidos quando você nasceu?

Teca Machado

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Último Sacrifício: O fim da série Academia de Vampiros


Eis que chegamos ao fim de mais uma saga: Academia de Vampiros!

Quando comecei o primeiro livro lá em 2014, pelo nome da série, pela história mais simplista desse volume 1 e pela pirraça que estava com vampiros por causa de Crepúsculo, nunca iria imaginar os rumos que a escritora Richelle Mead iria dar à história. É impressionante como o enredo evolui, assim como os personagens. Nosso coração se enche de alegria, se despedaça, se contrai de tensão e se derrete ao longo desses seis livros. Agora cheguei ao sexto, Último Sacrifício, que fecha – ou não! – essa história incrível.


Cuidado! O próximo parágrafo tem spoiler do livro 5, Laços do Espírito:

Rose Hathaway começa Último Sacrifício em terríveis condições: Ela está presa acusada do assassinato da Rainha Tatiana. Tudo bem que ela nunca gostou da monarca, mas matar a sangue frio é demais até para ela. Só que antes de morrer Tatiana deixou uma carta que explica que a melhor amiga de Rose, Lissa, tem um irmão bastardo, o que a irá ajudar a ter um lugar no Conselho da Sociedade Moroi e mudar os rumos do governo – e da sua vida pessoal. Com a ajuda dos seus amigos e do seu pai picareta, Rose consegue escapar da prisão e começa com o auxílio de Dimitri e Sidney uma caçada ao irmão desaparecido de Lissa enquanto seus aliados estão na Corte tentando limpar seu nome.

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Último Sacrifício é cheio de reviravoltas e correria, principalmente no começo e no fim do livro. Tanto que o desfecho achei corrido demais. Apesar de ser um livro bem grande – 536 páginas – senti que o final foi um tanto resumido em vários aspectos importantes. Mas isso não diminuiu a qualidade nem da obra e nem da série. Na verdade, gostei muito de como Richelle Mead encerrou as coisas. Nem de longe foi o livro mais triste da saga, mas ainda assim teve seus momentos de emoção.

Alguns pontos realmente ficaram um tanto quanto em aberto, principalmente para o nosso querido e amado Adrian, mas imagino que seja porque a história em si não chegou ao fim. Depois de Academia de Vampiros há a série Bloodlines, cujo protagonista é nosso Moroi cheinho de defeitos e Sidney, além de dar continuidade a algumas pontas soltas.

Os personagens amadurecem muito, principalmente Rose e Lissa. Rose continua impulsiva, teimosa e desobediente, mas usa isso para o “bem”. Sua relação com Dimitri ainda é confusa, mas os problemas começam a se acertar com o passar do livro. Eu amo o Dimitri, mas confesso que desde o livro 2 o meu coração é todinho do Adrian. E mesmo sabendo como esse triângulo amoroso iria terminar, não consegui desapegar do meu vampiro preferido (Não, Edward, nunca foi você!). Lissa já há alguns livros parou de mimimi e agora está tomando as rédeas do seu destino, finalmente. Christian e Sidney, com seus jeitos sarcásticos e mal humorados, são dos meus preferidos também.

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Último Sacrifício foi um excelente final para uma série que teve livros ótimos. Se você fica com um pé atrás por causa do título Academia de Vampiros e por causa das capas bem mais ou menos, repense. É uma saga bem escrita, cheia de reviravoltas e que apesar de ter vampiros como base, tem toda uma sociedade organizada completamente diferente do que estamos acostumados e tradições bem criativas. Além disso, há romance, é claro, mas o foco é a amizade, um laço tão forte capaz de desafiar a morte.

Apesar de ter chegado ao fim, não quero me desapegar dos personagens, por isso muito em breve começo a ler Bloodlines!

Recomendo muito, não só Último Sacrifício como toda a série!

Teca Machado

terça-feira, 16 de maio de 2017

Ponto de Encontro - Entrevista


Que eu gosto de falar, todo mundo que vive minimamente próximo a mim sabe, mas quem não sabia pode descobrir nessa entrevista que dei para o Paulo Souza, do blog Ponto Para Ler.

O bate papo foi super bacana, divertido e cheio de informações sobre os meus livros: I Love New York, Je T’aime, Paris e a antologia de contos Blogueiras.com que foi lançada esse mês, além de comentar sobre minha próxima empreitada, o Te Quiero, Madrid.


A produção do vídeo é da Animars, de Brasília.

E se você se interessou pelos meus livros, tem a versão impressa deles – com brindes! – aqui no livrosdateca.com. Mas se você é da turma do ebook, tem aqui na Amazon (e quem tem Kindle Unlimited pode ler de graça!).

Divirta-se nessa viagem literária!

Teca Machado


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Verdugo, O Inacreditável – HQ


Apesar de ler muitos livros, não sou uma leitora assídua de HQs. Não por falta de interesse, eu adoro HQs desde pequena (por exemplo, tenho uma coleção linda de Calvin e Haroldo, de Bill Watterson, que amo tanto que o nome do meu cachorrinho é Calvin Haroldo), mas acabo não lendo mesmo por não ter muitas e ter uma estante recheada de livros ainda não lidos. Só que de vez em quando cai na minha mão uma HQ linda, que é o caso do Verdugo, O Inacreditável, da Verônica Saiki.


A Verônica Saiki é uma artista plástica e quadrinista de Brasília, que conheci no evento Literatura Por Mulheres onde participamos de um debate juntas. Falei aqui sobre o seu outro livro, o infantil Boa Noite, Maria. E assim como o anterior, Verdugo é muito divertido, diferente e cheio de criatividade.

O Verdugo é um personagem que é artista plástico. Ele acredita que é possível transmitir bons pensamentos e felicidade por meio das suas obras. Tudo fica entre o imaginário e a realidade. Nunca sabemos se o que está acontecendo na história é uma pintura do Verdugo ou o que ele está passando mesmo. E essa é a graça!



São várias as edições da HQ do Verdugo, mas a minha é a Procurados, quando a história principal passa no Velho Oeste. São quatro histórias, mais seis tirinhas.

Os traços da Verônica são simples, mas querem dizer muito. Em cada página, em cada quadrinho, é possível ver o amor que ela tem pelo Verdugo e seus amigos e pelo o que faz.



Verdugo é uma publicação muitíssimo bem feita, com muita qualidade. O papel é diferenciado e brilhante, assim como a impressão. A capa colorida é linda, assim como a capa interna, cheinha de desenhos. 

Verdugo, O Inacreditável é para ser lido numa sentada só e relido sempre que você quiser!



Conheça mais sobre o Verdugo e sobre o trabalho da Verônica aqui.

Teca Machado

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Girlboss: Ótima série com uma protagonista detestável


Você pode até não gostar de Sophia (Britt Robertson), mas pode gostar da série Girlboss, um dos últimos lançamentos da Netflix. O roteiro nem mesmo nos força a gostar da personagem. Ela é o que é e se quisermos nos relacionar com ela, ótimo. Girlboss é baseado (muito livremente, como dizem no início da cada episódio) na vida de Sophia Amoruso, empresária criadora da marca Nasty Gal, que fez fortuna no eBay ao vender roupas vintage até formar um império.


Sophia é o que há de pior na geração conhecida como millennial: Egoísta, com síndrome de Peter Pan, mimada, impulsiva e que tem certeza que o mundo deve se adequar a ela, não o contrário. Isso e o fato de ser uma mal agradecida, grossa e com uma leve mania de roubar coisas (tapetes, livros, árvores de Natal...), faz com que muitos espectadores a odeiem. Mas se tem uma característica que ela não apresenta é ser preguiçosa. Realmente, ela não para em emprego nenhum, mas só porque ainda não encontrou aquele que faz seus olhos brilharem. E quando o encontra, ela dá duro para chegar onde quer. E em meio a sua ascensão, conhecemos seus defeitos, inseguranças e problemas ao ponto de até mesmo torcermos por ela e simpatizar em alguns momentos (mas só em alguns).



Girlboss começa com uma Sophia sem rumo, sem emprego mais uma vez e com pavor de se tornar adulta, porque, afinal, como ela mesma diz “adulthood is where dreams go to die”. Some a isso o fato de ela ser jovem e ser mulher, então é realmente subestimada a todo tempo. Até que ao garimpar roupas no eBay em 2006, ela tem uma ideia: vender uma jaqueta vintage que comprou por uma mixaria, mas fazer uma produção de foto. E ela consegue muito dinheiro na peça. Começa aí o que viria a se tornar o império da Nasty Gal.


A jaqueta que deu início a tudo

Girlboss tem vários acertos (não esperaríamos menos de você, Netflix). A começar pela própria Brit Robertson. Ela é meio detestável, mas faz isso com muito humor. Sua Sophia é quase caricata, mas podemos enxergar toda vulnerabilidade que há ali. É interessante como a produção optou por criar uma protagonista com quem o público não se relaciona (isso fica a cargo dos coadjuvantes). Geralmente os principais são pessoas passivas, doces e que aceitam o que a vida as manda – e isso muitas vez nos faz detestar esses personagens, não é mesmo? Direto eu tenho birra com mocinhos. Mas Sophia não. Sophia não aceita menos do que acha merecer.

E o elenco de apoio é uma lindeza que só, com a maior coadjuvante que você respeita: Ellie Reed, no papel de Annie, a melhor amiga de Sophia. A personagem tem tudo o que gostaríamos na nossa BFF: engraçada, louca, carinhosa, companheira e extremamente divertida, ainda que a voz da consciência de Sophia. Sem Ellie Reed Girlboss não teria todo o charme. E também podemos desatacar Johnny Simmons, como Shane, o namorado de Sophia, Alphonso McAuley, no papel de Dax, namorado de Annie, e RuPaul interpretando o vizinho da protagonista.



Assistir Girlboss dá um gostinho de nostalgia, apesar de que se passa logo ali, em 2006. Temos a impressão, por causa das cores e das roupas de Sophia, que estamos lá nos anos 1970, talvez. E por falar nas roupas, o figurino é delicioso, como deveria ser numa série em que se fala de moda vintage. E essa nostalgia é ainda mais acentuada com referências ao mundo pop, como quando os personagens assistem The O.C. na cena em que Marissa morre ou quando Annie fala sobre como quer ajudar a Britney Spears após o famigerado colapso com o guarda-chuva.

Sobre a morte de Marisa em The O.C.

Outro ponto muito bom é a trilha sonora. Cada episódio tem uma faixa que condiz com os humores, as situações e os cenários. É quase um personagem em si. Impossível não prestar atenção.

O timing de comédia da série é bom. E ela sabe quando deve fazer rir e quando deve focar na emoção e no drama. Dei algumas risadas, apesar de que o objetivo de Girlboss nunca foi ser uma sitcom de comédia bobinha. Só pondero que talvez alguns conflitos tenham se resolvido de forma muito rápida, quase orgânica demais. Dava para trabalhar melhor o roteiro nesse aspecto.



De certa forma, Girlboss é uma série de empoderamento e empreendedorismo, sobre uma mulher que mesmo altamente subestimada não deixou ninguém a diminuir. Mostrou que a gente pode até ter que trabalhar mais do que os homens para mostrar o nosso valor, mas que isso só vai nos diminuir se nós mesmas deixarmos.

E se você desistir da série no primeiro episódio por causa de Sophia e seus ataques de criancice, por favor, persevere. Não digo que a personagem vai melhorar (ainda que ela dê uma certa amadurecida), mas vale a pena.

Recomendo bastante.

Teca Machado


quarta-feira, 10 de maio de 2017

Pinturas clássicas nos dias de hoje


Não sei vocês, mas eu gosto bastante de arte (por falar nisso, você já conhece meu novo livro, Je T’aime, Paris, uma comédia romântica que fala bastante sobre arte e impressionismo? Para ver o ebook clique aqui e para a versão impressa clique aqui).

Então como não adorar o que o designer japonês Shusaku Takaoka fez com famosas pinturas no seu instagram?

O artista imaginou como os personagens das clássicas imagens seriam retratados nos dias de hoje e o resultado é super bacana e bem humorado:













Fonte: Revista Galileu

Para mim, a melhor é o Van Gogh agarradinho na Monalisa.

Veja mais das obras do designer no seu instagram: @shusaku1977

Teca Machado