sexta-feira, 20 de setembro de 2019

O Reino de Zália - Resenha


Essa é uma história de princesa. Mas não é o típico enredo de uma doce e bela jovem que precisa ser salva por um príncipe encantado e viver feliz para sempre. O Reino de Zália, de Luly Trigo, que recebi da Editora Seguinte (Companhia das Letras), vai muito além disso. É uma trama sobre uma garota que se viu diante de uma responsabilidade inimaginável em meio a dor e ainda assim fez o melhor que pôde.

Foto @casosacasoselivros

Zália é a segunda filha do rei de Galdino. Como não é a herdeira do trono, foi criada longe dos holofotes do palácio, numa vida relativamente normal em seu internato. Quando seu irmão Victor, príncipe herdeiro e regente, morre inesperadamente, a Coroa cai no colo de Zália, que nunca quis e nunca se preparou para isso. Mesmo em luto, precisa tomar as rédeas da situação e governar o país, mas quanto mais se aproxima do povo, vê que Galdino passa por situações difíceis de revolta e resistência e se indaga: Será que o governo do seu pai é bom? Será que ela quer continuar com o mesmo estilo de reinado?

O Reino de Zália me lembrou muito a série The Crown no sentido de que vemos que um governante precisa abdicar muito de si mesmo e dos seus sonhos para fazer o melhor para todos. Isso é muito claro com a Rainha Elizabeth, assim como com Zália. Luly Trigo soube nos passar como é a responsabilidade do monarca e ver que não são apenas coisas boas e luxo.

Foto: Site da Companhia das Letras
Apesar de passar no fictício arquipélago de Galdino e ser uma monarquia, a ambientação do livro poderia muito bem ser no Brasil. Os problemas do país são muito parecidos com os nossos: corrupção, escolas e hospitais com problemas de repasse de verbas, homens governando há muito tempo sem se importar com o povo e até mesmo uma lei com novas diretrizes para aposentadoria. Parece familiar para vocês?

Um dos pontos mais bacanas de O Reino de Zália é que vamos descobrindo os fatos juntamente com a protagonista (a não ser alguns fatos que a gente saca muito mais rápido do que ela, que está cega para várias coisas). Como os livros são pelos seus olhos, é como se estivéssemos ao seu lado o tempo todo, fazendo parte da história.

Zália é uma excelente protagonista. A menina quieta e introspectiva do começo se torna uma governante incrível e empoderada. E, apesar de ainda estar engatinhando como chefe de Estado e saber que há pessoas muito mais experientes do que ela que fariam tudo com uma mão nas costas, entende que deve fazer o que é certo, ainda que o certo seja extremamente difícil.

Os personagens secundários são bem bacanas e bem construídos também, principalmente Gil, Bianca e Júlia, seus melhores amigos. Tudo bem que eu peguei um rancinho da Júlia, que ao invés de apoiar a amiga estava sempre retrucando. E tem também a gracinha do Enzo – que com um bom papo com Zália teria resolvido seus problemas em duas páginas -, a mãe da protagonista, a professora Mariah e outros. Claro que há os antagonistas (na verdade vilões), que se eu falar aqui é um spoiler, ainda que qualquer pessoa que já leu romances vai saber na hora que era uma furada, haha.

O Reino de Zália é um livro muito bonitinho, de leitura rápida (são várias páginas, mas a letra tem um tamanho bacana e o espaçamento das linhas é grande) e com um ritmo bem gostoso. Luly Trigo não estendeu demais a história e nem correu com os acontecimentos. Antes de ler achei que seria um pouco mais infanto-juvenil, mas também não é nem de longe um livro adulto. Acho que posso descrever como young adult.


Recomendo.

Teca Machado 


quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Good Girls – Segunda temporada - Crítica


Good Girls é uma série que não tem tanto destaque na Netflix, mas deveria ter a sua atenção. Com uma sinopse e um trailer que me chamaram a atenção, assisti a primeira temporada de forma muito rápida (inclusive comentei aqui). E agora a segunda temporada manteve o tom, o ritmo e conseguiu nos manter conectados na história das três protagonistas, ainda que 13 episódios tenham parecido demais.


Em Good Girls três mães de Detroit com sérias dificuldades financeiras decidem assaltar um supermercado. O problema é que o local estava de acordo com uma gangue local e o dinheiro que elas pegaram pertencem a pessoas perigosas. Então, sem querer, Beth (Christina Hendricks), Annie (Mae Whitman) e Ruby (Retta) se veem envolvidas em muitos outros crimes.

A segunda temporada conseguiu dar continuidade aos rolos das três mulheres e mostrar novas facetas de cada uma. Beth, a mãe e esposa perfeita, se vê cada vez mais fascinada pelo poder que esse novo mundo traz para ela. É interessante ver como ela se sente confortável e cada vez mais natural nessas situações. Ruby vive o drama familiar de fazer lavagem de dinheiro e esconder cadáveres ao mesmo tempo que é casada com um policial extremamente correto, mas que faz tudo por ela. E Annie volta a ter um caso com o ex-marido que engravidou a nova mulher e ainda está num emprego que odeia. Elas são uma boa definição de anti-heroínas que o público se afeiçoa. E ainda há Rio (Manny Montana), o vilão, o chefe de todos os esquemas que ao mesmo tempo que tem afeição por Beth é um cara realmente mal. E nessa temporada conhecemos mais da sua vida, quem é ele e sua família.



O relacionamento de Ruby e Stan (Reno Wilson) fica mais forte do que nunca, com o policial tentando salvar a esposa ao mesmo tempo que luta contra a sua ética. E o de Beth e Dean (Matthew Lillard, o eterno Salsicha do Scooby Doo) se deteriorando à medida que a mulher toma ainda mais gosto pelo perigoso estilo de vida.

É interessante como o roteiro é criativo e faz com que as três afundem cada vez mais em problemas. Tanto que chegamos a pensar que não tem escapatória a não ser a polícia descobrir tudo ou Rio eliminar as mulheres. Mas tudo é tão criativo que chega até a ser um pouco fantasioso. O chefe da gangue é extremamente paciente e tudo conspira ao favor delas – ao mesmo tempo que não conspira.

Apesar disso, em outros aspectos Good Girls é muito realista. E ela trata de temas nem tão fácies, como traição, casamento, perdão, ego, família, ética e mesmo identidade de gênero, com a filha de Annie (Isaiah Stannard) se descobrindo menino.


Good Girls é uma dramédia. Ela tem alívio cômico principalmente em Annie, mas não é de fazer rir. Pelo contrário. Em vários momentos o coração fica apertado. E é principalmente nesses trechos que a série e as atrizes brilham, Christina Hendricks e Reeta principalmente. A produção talvez não fosse tão boa se as três não tivessem sido escaladas.

A terceira temporada já foi confirmada. Mas o que foi bacana é que os roteiristas deram um final para a segunda com margem para mais história ao mesmo tempo que fechava o enredo. Se não fosse renovada, teríamos um fim.

Se você ainda não assistiu Good Girls, recomendo bastante a primeira e a segunda temporada.

Teca Machado

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Celebridades À Prova de Tudo - Crítica


Você provavelmente já assistiu pelo menos uma vez aos programas de sobrevivência de canais como Discovery e NatGeo (Largados e Pelados, o melhor de todos!). E o Bear Grylls é um dos apresentadores mais famosos do segmento com o seu À Prova de Tudo (Man vs. Wild). Apesar de ele ser um pouco controverso – as pessoas falam que é um tanto sensacionalista, comendo as coisas nojentas mais para chocar e dar audiência do que por outros motivos – já assisti muito ao show. E há pouco tempo descobri que ele tem outro programa: Celebridades À Prova de Tudo.


O nome é bem claro sobre o que é: celebridades passam dois dias com Grylls em situações extremas, como ele faz quando está sozinho, tirando-os totalmente das suas zonas de conforto e carregando-os para lugares selvagens e perigosos de todo o mundo.


Já com quatro temporadas e a quinta confirmada para ir ao ar a partir de novembro desse ano, Celebridades À Prova de Tudo geralmente foca em artistas muito conhecidos – até mesmo o presidente Barack Obama participou de um episódio especial na Exit Glacier, uma geleira do Alasca.

Enquanto os episódios de À Prova de Tudo são mais dinâmicos e com um zilhão de desafios para Grylls enfrentar, no caso de Celebridades À Prova de Tudo ele pega mais leve, óbvio. E o apresentador sempre conversa com o convidado, falando muito sobre a vida deles. Com o Zac Efron, por exemplo, ele teve um papo super franco sobre drogas, reabilitação e voltar ao que realmente importa.



E por falar nas celebridades, olha essa lista incrível de alguns convidados que já participaram:
Zac Efron
Ben Stiller
Channing Tatum
Kate Hudson
Kate Winslet
Ed Helms
Michelle Rodriguez
James Marsden
Michael B. Jordan
Julianne Hough
Courteney Cox
Shaquille O'Neal
Mel B
Julia Roberts
Vanessa Hudgens
Lena Headey
Don Cheadle
Scott Eastwood
Roger Federer



E a quinta temporada também promete com Brie Larson, Armie Hammer, Cara Delevingne, outra vez Channing Tatum, Dave Bautista, Zachary Quinto e outros.

Muitos dos episódios estão no Youtube e aqui você consegue ver uma lista bem completa com vários.

E aí, ficou interessado?



Até eu gostaria de passar dois dias com Bear Grylls!

Recomendo.

Teca Machado

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Para Sempre Lara - Resenha


Além de escrever aqui no blog, eu acompanho várias outras páginas que também comentam sobre literatura, cinema, séries e mundo pop em geral. Então acaba que várias das leituras que faço são indicações de outros blogueiros. E esse é o caso do livro da resenha de hoje,
Para Sempre Lara, da brasileira Malu Simões, publicado pela editora The Books.

Foto @casosacasoselivros

Li pelo Kindle Unlimited, mas sei que ele também se encontra na versão física.

Para Sempre Lara é uma espécie de contos de fadas moderno. Após ter o coração partido pelo namorado que não quis mais saber dela, a protagonista embarca numa viagem para a Suíça com as duas melhores amigas Marina e Luana. Sua mãe sempre lhe contou sobre uma lenda que envolve um lago no país e Lara finalmente vai conhecer o local. Mesmo ainda muito chateada, seu coração começa a se curar ao conhecer Christer, um lindo ruivo que se hospedou no mesmo hotel que as meninas e que é bastante misterioso sobre quem é e de onde vem. Em meio a neve, paisagens lindíssimas e o Natal, Lara começa a se apaixonar outra vez, mas descobre que ficar com esse garoto dos sonhos é mais complicado do que parece.

Malu Simões
Apesar da sinopse do próprio livro e de todas as resenhas que vi falarem de um ponto muito importante da trama, preferi acreditar que isso seria um spoiler e deixar como surpresa para quem se interessar por Para Sempre Lara.

O livro é bem curtinho, apenas 175 páginas, e a gente lê bem rápido. É escrito em primeira pessoa, narrado pela própria Lara. Isso é bacana, para podermos conhecer melhor a personagem - eu sempre adoro ler em primeira pessoa. Mas eu tive um problema bem sério com a protagonista. Achei chata. De verdade, muito chata. Ela é imatura, birrenta e fala algumas pérolas como que não vai chegar num cara porque ela foi ensinada que mulheres não devem fazer isso. Alô, século 19!

Suas atitudes, seus pensamentos e suas ações e muito do que aconteceu me incomodaram bastante, o que atrapalhou muito a leitura para mim e fez com que achasse o livro legal, mas nada extraordinário. O que é uma pena, porque a história tem todo o clichê - e digo isso como um elogio, porque quem acompanha o blog sabe que eu adoro clichês bem escritos! -, magia, romance e leveza que eu estava esperando quando comecei a leitura.

Christer é um daqueles mocinhos para a gente suspirar e se perguntar por que não existe um desses na vida real. Ainda mais que ela diz que ele parece o Jamie de Outlander, obviamente um dos homens mais lindos do mundo. E Marina e Luana são bem legais também. Terminei o livro querendo ser amiga das duas, assim como filha da mãe de Lara, que é uma fofa.

Para Sempre Lara nos leva para a cidade de Interlaken e para o lago Blausee e fiquei surpresa ao descobrir que ambos realmente existem. E posso falar uma coisa? Com certeza entrou na minha lista de lugares que preciso conhecer, ainda mais na época do Natal. Olhem que coisa mais linda:

Fotos: Google


Enfim, Para Sempre Lara não me encantou como achei que encantaria, mas é legal.


Recomendo.

Teca Machado

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Yesterday - Crítica



Imagine acordar num mundo onde os Beatles não existem? Não só eles, mas outros ícones da nossa cultura pop, como a Coca-Cola e muito mais. Esse é o cenário em que se encontra Jack Malik (Himesh Patel). Ele é um músico que durante um apagão global é atropelado por um ônibus e quando desperta, percebe que as pessoas nunca ouviram falar dos quatro rapazes de Liverpool. Então começa um sucesso estrondoso como se músicas como Yesterday, She Loves You, Let It Be e muitas outras fossem criação sua. Esse é o enredo de Yesterday, do diretor Danny Boyle, que está nos cinemas desde a semana passada.



Nos últimos dois anos, vimos vários filmes biográficos de cantores e bandas, sendo os mais famosos Bohemian Rhapsody, do Queen, e Rocketman, de Elton John. Temos em Yesterday mais uma produção musical, com obras que todo o público conhece e ama, mas no caso não é a história dos artistas, e sim exatamente o oposto, sobre um universo paralelo em que os Beatles não existiam.

A ideia é diferente e divertida, assim como o filme. Ele tem uma pegada Sessão da Tarde, no melhor sentido da palavra. Está sendo descrito como uma comédia romântica e "feel good movie", daqueles para você se sentir bem. Essa é a sensação que fica ao final de Yesterday, de coração quentinho e um excelente entretenimento. Pode até haver alguns momentos mais reflexivos, como o fato de toda ética e culpa de Jack por ser tratado como um gênio e como o fato de que é dito que um mundo sem os Beatles é um lugar pior, mas, de modo geral, é um enredo leve.



Himesh é carismático e tem charme. Uma boa escolha para o papel, ele mesmo canta e toca todas as músicas, o que dá um toque ainda mais legal. Mesmo nos seus momentos mais "diva" e incorreto, é possível gostar de Jack. Vai dizer que você não faria o mesmo? Mas não podemos deixar de citar Lily James, uma das minhas atrizes favoritas, com toda a sua doçura característica. Ellie é a melhor amiga, empresária e apaixonada por Jack desde sempre. Sempre que aparece brilha, com sua voz doce e sorriso fácil. A química entre eles é bem forte e real. Há ainda Kate McKinnon, hilária como a agente de Jack, e até mesmo Ed Sheeran, como ele mesmo, numa participação divertidíssima.

Yesterday é um filme muito bom, mas perde um pouquinho o ritmo quando foca muito no romance-não-romance de Jack e Ellie ao invés de ter como ponto principal a premissa do mundo sem os Beatles. Mas, não se preocupe, isso não faz com que o filme perca sua graça e charme.



O roteiro é de Richard Curtis, conhecido por Simplesmente Amor (um dos meus filmes preferidos da vida!), Questão de Tempo (que também amo de paixão), O Diário de Bridget Jones, Um Lugar Chamado Notting Hill e outros. Então toda a sua sensibilidade, delicadeza, romance e mesmo melancolia estão em Yesterday.

Danny Boyle, o diretor, brilha mais em outros tipos de trabalho. É só olhar a sua carreira, que conta com títulos como Quem Quer Ser Um Milionário - onde ganhou Oscar, Trainspotting, Steve Jobs, 127 Horas, Extermínio, A Praia e mais produções um tanto quanto pesadas e de temas pouquíssimo leves. Mas, faz um trabalho de direção bacana. Não espetacular, mas a altura do que o filme pede.



Yesterday não contou com a participação ativa de nenhum Beatle na produção, mas teve a benção de Paul McCartney e Ringo Starr. Um toque legal é o nome de vários personagens fazerem referência às músicas, como Ellie, de Eleanor Rigby, Rocky (Joel Fry), vem de Rocky Racoon, e Lucy, (Ellise Chappell) de, obviamente, Lucy in the Sky With Diamonds.

Yesterday é, antes de mais nada, uma homenagem aos Beatles e a toda sua genialidade.

Recomendo muito.

Teca Machado

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

O clube do livro de Reese Whiterspoon


Você com certeza conhece a Reese Whiterspoon, mas já ouviu falar no Hello Sunshine?

Essa é uma plataforma de conteúdo, criada por ela, baseada principalmente em storytelling focado em produções femininas. E daí surgiu o clube do livro Reese’s Book Club (@reesesbookclub) fundado pela atriz de Legalmente Loira (e tantos outros filmes e séries, inclusive Big Little Lies, que comentei aqui).


O mais bacana desse clube são os livros. Ok, isso é óbvio, mas Reese, que é quem ajuda pessoalmente a escolher cada um deles e realmente os lê, não seleciona obras famosas ou best sellers. A Hello Sushine trabalha com editoras um pouco mais “obscuras”, mas que tem histórias incríveis. E um detalhe: Todas escritas por mulheres! 

Os livros escolhidos são dos mais variados gêneros e muitas vezes falam sobre segmentos minorizados. Autores estrangeiros (leia-se: Fora dos EUA e Inglaterra), são celebrados, por isso é comum encontrar enredos com foco em diferentes culturas e costumes. 




Apesar de o clube do livro não ter nenhum viés políticos - é apenas a celebração de boas histórias - os leitores não devem ficar surpresos ao encontrar obras com temas do tipo, assim como de assuntos que importam às mulheres.

A cada mês o Reese’s Book Club escolhe um livro e no instagram todos conversam sobre ele. Muitos dos livros eram desconhecidos até aparecem como indicação de Reese e hoje são best sellers. Além de comentários sobre a obra do mês, há na página muitos memes de literatura e fotos lindas do universo literário.



A leitura coletiva de setembro é The Secrets We Kept, de Lara Prescott, que infelizmente ainda não foi traduzido para o português.

Criado em 2017, veja a lista de todos os livros indicados pelo Reeses’s Book Club:

2017
Eleanor Oliphant está muito Bem - Gail Honeyman / Editora Fábrica231
A Rede de Alice - Kate Quinn / Publicado pela TAG Inéditos
O Jogo da Mentira - Ruth Ware / Editora Rocco
Pequenos Incêndios por Toda Parte - Celeste Ng / Editora Intrínseca
As Regras do Amor e da Magia - Alice Hoffman / Editora Jangada
This is the Story of a Happy Marriage - Ann Patchett
A Outra Sra. Parrish - Liv Constantine / Editora HarperCollins Brasi

2018 
Braving the Wilderness - Brené Brown
A Luz que Perdemos - Jill Santopolo / Editora Arqueiro
Erotic Stories for Punjabi Widows: A hilarious and heartwarming novel - Balli Kaur Jaswal
Happiness: A Memoir: The Crooked Little Road to Semi-Ever After - Heather Harpha
You Think It, I’ll Say It: Stories - Curtis Sittenfeld
Something in the Water - Catherine Steadman
Next Year In Havana - Chanel Cleeton
Still Lives - Maria Hummel)
Um Lugar Bem Longe Daqui - Delia Owens / Editora Intrínseca
This Is How It Always Is - Laurie Frankel
Tudo Pelo Amor dele - Sandie Jones / Única Editora
Um Dia em Dezembro - Jodie Silva - Editora Bertrand

2019
The Library Book - Susan Orlean
The Proposal - Jasmine Guillory (Segundo livro da série Aliança de Casamento)
Daisy Jones and The Six: Uma História de Amor e Música - Taylor Jenkins Reid / Editora Paralela
The Night Tiger - Yangsze Choo
From Scratch - Tembi Locke
The Cactus - Sarah Haywood
Rede de Sussurros - Chandler Baker / Publicado pela Intrínseca para a caixa de agosto do Intrínsecos. Deve ser lançado em breve para os leitores em geral. 
The Last House Guest - Megan Miranda
The Secrets We Kept -  Lara Prescott

Conheça os instagrams:

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Teca Machado