quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Peaky Blinders - Crítica


Sabe aquela série que você tem vontade de ver, coloca na lista da Netflix, até ensaia um começo, mas ela vai ficando e ficando e ficando e você sempre acha coisas mais interessantes para ver primeiro? Comigo Peaky Blinders foi assim. Mas agora que comecei, simplesmente não quero parar e já vi três temporadas.


Apesar de ser da BBC, é divulgada como uma Original Netflix, então todas as cinco temporadas estão lá disponíveis (e já foi renovada para a sexta). Teve seu início em 2013, sempre com 6 episódios de cerca de uma hora por temporada.

Essa é uma série dramática de ficção histórica. Os Peaky Blinders realmente existiram e eram uma gangue inglesa de família cigana que atuou na região de Birmingham, comandando esquemas ilegais de apostas, corridas de cavalos, contrabando de bebidas e muito mais. Eles usavam navalhas em seus chapéus, chamados de “peaky” e, em brigas, essas lâminas cegavam seus oponentes.



O enredo gira em torno da família Shelby, comandada por Thomas (Cillian Murphy), que apesar de não ser o irmão mais velho, é o cérebro, estrategista e chefe. É um personagem extremamente inteligente, ambicioso, frio e, ainda assim tem um coração até bom. Tudo o que faz é pelo bem da sua família e pela sua sede de poder. Ambição é uma palavra que encaixa bem com Thomas. E é com seus irmãos Arthur (Paul Anderson), Ada (Sophie Rundle), John (Joe Cole) e Finn (Harry Kirton), além da tia Polly (Helen McCrory) que toca os negócios. E o relacionamento entre eles é o que move a série.

Os pontos positivos da série são inúmeros. A começar com o roteiro. Muito bem escritos, os episódios te prendem do começo ao fim. E é difícil ver apenas um por vez. Os arcos são bem estruturados, principalmente nos personagens centrais. Há drama, suspense, reviravoltas, corações partidos, laços familiares estreitos e mais. É o tipo de série que apesar de eles serem uma gangue “malvada”, vamos dizer assim, tudo o que queremos é torcer pelos Shelby.



Outro destaque de Peaky Blinders é o elenco. Cillian Murphy está extremamente espetacular na pele de Thomas. Sua atuação é sem defeitos e parece que ele nasceu para o papel. Sua aparência exótica ao mesmo tempo que comum (e eu o acho estranhamente lindo) encaixa muito bem na série. Seus irmãos também são excelentes atores, principalmente Paul Anderson. E vale um destaque para Helen McCrory, como uma personagem feminina muito forte, bem construída e com voz ativa nos negócios, apesar de a série começar nos anos 1920. Além disso, há várias participações de atores de peso, como Tom Hardy, Adrien Brody e muitos outros.

A fotografia de Peaky Blinders é digna de cinema. As cenas em que os Shelby andam na Birmingham pós-Primeira Guerra Mundial, efervescendo em indústrias, são lindíssimas. A série mostra uma Inglaterra que não estamos acostumados a ver em filmes de época. Aparecem as regiões trabalhadoras, ciganas, das classes consideradas baixas, e faz isso de uma maneira muito bonita. O figurino também é muito bem trabalhado. Tanto que a série é considera muito acurada historicamente, porque há um cuidado muito grande em design de produção.



Apesar de passar no início do século XX, a trilha sonora é muito atual, com músicas escolhidas a dedo. Há canções de Radiohead, Artic Monkeys, The Black Keys e outras bandas. Inclusive David Bowie era fã e pouco antes de morrer deu permissão que uma música do seu último álbum, nem mesmo lançado na época, entrasse na série, durante a terceira temporada.

Resumindo, Peaky Blinders é uma série envolvente e muitíssimo bem escrita e produzida.

Recomendo muito.

Teca Machado

P.S.: Só a título de curiosidade. Thomas Shelby fuma e bebe muito. Cillian Murphy contabilizou que até agora fumou mais de 6 mil cigarros no set. Eles são herbais, sem nicotina, tabaco e outras toxinas, mas ainda assim, são cigarros. E bebeu uísque na série 213 vezes.


segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Um Passado de Presente - Crítica


Adorável e para deixar o coração quente. É assim que podemos descrever Um Passado de Presente, da diretora Monika Mitchell, produção de Natal da Netflix. Sim, temos aqui mais um filme fofo, sem grande orçamento, com visual bonito, estrelado por Vanessa Hudgens e que passa nessa época do ano. É cheio de clichês, mas é uma boa diversão para quem gosta de longas do tipo.


Em Um Passado de Presente, conhecemos Brooke e Sir Cole (Hudgens e Josh Whitehouse). Ela é uma professora de Ohio que vive em 2019 e é totalmente desiludida com o amor, depois que o seu ex-namorado a traiu e trocou por outra. Cole é um cavaleiro inglês dos anos 1300, que após um encontro com uma feiticeira é enviado para a nossa época. Ele tem até a véspera de Natal para descobrir qual é a sua missão como cavalheiro, para então conseguir voltar para casa.

Claro que o filme é cheio de clichês (quem mulher moderna e desacreditada no amor não se apaixonaria por um cavaleiro medieval bonitinho cheio de boas maneiras e que sabe cozinhar?), mas é exatamente isso que ele prometa ser e nunca tentar ser algo mais. É aquele tipo de história que a gente assiste quando quer uma certeza de final feliz, de algo fofo e do que é chamado de feel good movies.



Um Passado de Presente é bem rapidinho, apenas 90 minutos, e isso faz inclusive que o enredo seja um pouco corrido. Alguns aspectos poderiam ser melhores trabalhados se houvesse mais tempo, como a questão da vida de Sir Cole na sua época, o arco de David (Jean-Michel Le Gal) e suas dificuldades como pai sozinho de 4 crianças e mesmo aprofundar um pouco mais em quem em Brooke. 

Outro problema é que entre Cole vir do passado, ser levemente atropelado por Brooke no futuro e até ele concluir sua missão, se passam sete dias, que são preenchidos com atividades cotidianas, como maratonar filmes (e aí a Netflix faz propaganda de suas outras produções de Natal), ir ao supermercado e cozinhar. Uma ou outra sequência realmente serve para o caminhar da história. Mas, mesmo assim não tira o brilho de simpatia e coração quentinho que Um Passado de Presente tem.



Vanessa Hudgens nasceu para interpretar garotas como Brooke, Stacy e Lady Margareth (as duas últimas personagens do seu filme de Natal de 2018, A Princesa e a Plebeia). Ela está extremamente confortável na pele da mocinha de comédias românticas – ainda mais as natalinas. E é super gostoso ver como ela se encaixa bem no gênero. Josh Whitehouse é um tanto caricato e um pouco forçado em alguns momentos, mas seu Sir Cole é fofo, gentil e a gente se apaixona juntamente com Brooke.

Obviamente o visual do filme é muito bonito. Se tem algo que a Netflix sabe fazer é criar um mágico clima de Natal em suas produções. A vontade que dá é a de empacotar tudo o que se tem e ir morar na cidadezinha de Brooke ainda esse ano. Tudo é lindo e arrumado, inclusive as pessoas. 


Para apreciar o filme em sua totalidade, o espectador precisa deixar algumas coisas de lado, como o fato de que apenas após ver Brooke dirigindo Cole ele sabe dirigir e apesar de não ser um ótimo motorista, chega inteiro em seu destino, a peruca horrorosa da feiticeira (Ella Kenion), ele – um desconhecido meio doido e com uma armadura – ir morar na casa dela horas após se conhecerem e outros pequenos pontos. Mas, Um Passado de Presente é adorável até mesmo nas suas imperfeições.

Pegue a pipoca, prepare o sorriso e de sinta aconchegado com essa produção tão bonitinha.

Recomendo.

Teca Machado


sexta-feira, 22 de novembro de 2019

A Lavanderia – Crítica


Meryl Streep, Antonio Banderas, Gary Oldman e Steven Soderbergh. Todos esses são nomes de muito peso em Hollywood. E eles estão juntos em A Lavanderia, filme original Netflix, baseado no livro Secrecy World, de Jake Bernstein, sobre o escândalo dos Panama Papers, que falaram sobre evasões fiscais, lavagem de dinheiro e esquemas de corrupção.


A Lavanderia é uma história ficcional baseada em fatos reais. Por meio de narração com quebra da quarta parede (quando os personagens falam diretamente com o público), somos levados a entender as consequências desse esquema financeiro que acontece desde os anos 1970. Aconteceu a divulgação anônima de 11,5 milhões de documentos secretos do escritório de advocacia Mossack Fonseca sobre o assunto. Os envolvidos tentaram inclusive proibir o lançamento do filme, mas perderam essa batalha na justiça e a Netflix o colocou no catálogo há alguns dias.

São vários enredos que de forma didática ensinam sobre o mercado financeiro. Desde a criação do dinheiro até as evasões fiscais e corrupção dos Panama Papers, que inclusive envolvem a brasileira Odebrecht. Ramon Fonseca (Antonio Banderas) e Jürgen Mossack (Gary Oldman) conversam com o espectador, nos levando a essa jornada. O tipo de construção da narrativa, o humor presente e as animações em A Lavanderia lembram muito as produções de Adam McKay, como A Grande Aposta e Vice. Então mesmo que o tema seja um pouco denso, é possível entender perfeitamente o que está acontecendo e até mesmo se torna uma história leve. Soderbergh conseguiu fazer um filme informativo e de certa forma com humor sobre um assunto geralmente tão chato. E isso não é para qualquer pessoa.



Um dos enredos é o de Ellen (Meryl Streep), que após a morte do marido em um acidente de barco tenta receber o seguro, mas descobre que a seguradora faz parte de um esquema de empresas offshore e passa a investigar o assunto. O seu arco dramático é de longe o mais interessante, ainda que em vários momentos seja deixado de lado para contarem outras histórias.

Streep é do tipo que nunca conseguimos botar defeitos e aqui temos mais um exemplo de como ela pode fazer qualquer papel. Ela nos convence sempre, seja uma senhora de luto tentando descobrir esquemas fraudulentos, seja uma editora de revista, seja uma mulher que mora na Grécia e não sabe quem é o pai da sua filha. Ela é maravilhosa e tê-la no elenco já é um bom sinal de que o filme será bom.



Banderas e Oldman também estão ótimos. Ambos estão claramente se divertindo em seus papeis. Poderiam ser odiosos e terríveis, mas a junção de um roteiro bem escrito com atuações excelentes com uma pitada de humor e sarcasmo fez com que fossem ótimos narradores.

A Lavanderia é muito bem dirigido, com enredo interessante e atuações excelentes. 

Recomendo.

Teca Machado

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

The Morning Show - Crítica


Sempre costumo dizer que não de seve julgar uma série pelo primeiro episódio, seja ele incrível ou horrível. E foi assim com The Morning Show, uma das novas séries do serviço de streaming recém-lançado da Apple, chamado Apple TV+. A produção, que conta com grandes nomes de Hollywood, como Jennifer Aniston, Reese Whiterspoon e Steve Carrel, tem seu primeiro episódio um pouco bagunçado, um tanto maçante e com uma apresentação do tema que não é bem o real da série. Mas em seguida o negócio fica melhor e tudo engrena.


Em The Morning Show, Alex Levy (Aniston) apresenta um dos programas matinais de maior audiência nos Estados Unidos e divide a bancada há 15 anos com Mitch Kessler (Carell). Até que ele, acusado de assédio sexual, é demitido e Alex, então se vê sozinha pela primeira vez. Enquanto isso, Bradley Jackson (Whisterspoon), uma repórter de um pequeno canal no interior dos EUA, se torna conhecida devido a um vídeo seu que viralizou. E, então, ela passa a ser cotada a dividir a bancada com Alex, que a emissora já considera “datada”.

Apesar de acharmos no primeiro momento que a série vai girar em torno de predadores sexuais e como eles estão mais do que presentes no mundo do entretenimento, a realidade é que acompanhamos mulheres ambiciosas que fazem de tudo para manterem o seu lugar no topo e que sabem que precisam trabalhar ainda mais duro do que os homens para serem valorizadas. A verdade é que Mitch não é o vilão, longe disso, e sim as emissoras e os produtores. E Alex está longe de ser a mocinha, ainda que seja a protagonista – ao lado de Whisterspoon.



The Morning Show não é uma série para todo mundo, daquele tipo altamente comercial que vai ser adorado por todo tipo de público (eu, particularmente, já gostei de cara, porque sou jornalista de formação e já trabalhei na área por muito tempo, ainda que não na televisão). É sobre os bastidores, sobre as entranhas de uma emissora, sobre os jogos de poder que existem entre todos os lados. Não dá para falar tanto sobre enredo e percepções porque apenas 5 episódios foram ao ar (um é lançado a cada domingo) e eu não assisti a todos. A temporada vai contar com 10 episódios e a segunda temporada já está sendo produzida.

Esse elenco está mais do que sensacional. Desde que Friends terminou em 2003, Jennifer Aniston nunca parou, mas fez especialmente filmes e muita produção executiva (inclusive The Morning Show é produzido por ela e por Reese Whiterspoon, que também tem um longo histórico no ramo). Essa é a primeira série desde a sua icônica Rachel Green. E ela prova porque é um dos nomes preferidos de Hollywood. Acreditamos a todo instante que ela é Alex Levy e o quanto a bancada do programa é importante para a personagem. E mesmo não sendo tão correta assim, não dá para não amar. E Reese Whisterpoon é outra que é tão difícil colocar defeito. É claro que sua Bradley Jackson é nada menos do que maravilhosa, com uma personagem que começa difícil, mas se torna cada vez mais aprazível. Steve Carell, pelo menos até agora, não teve sua chance de brilhar, ainda que seja um ator excelente.



Vi poucos episódios, mas já estou gostando muito de The Morning Show e sei que tem potencial para ser maravilhosa. Agora quero assistir outras séries da Apple TV+, como See, com o Jason Momoa, e For All Mankind.

Recomendo.

Teca Machado

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

A Revolução das Princesas


Os príncipes sempre salvam as princesas no final, certo?

Errado!


As princesas também podem ser fortes, destemidas e corajosas. Foi pensando em mudar esse estereótipo e criar uma nova consciência nas meninas que a Plan Internacional lançou a coleção A Revolução das Princesas, que eu tive a honra de ser convidada a participar e ser umas das autoras.

A ideia foi pegar tradicionais contos de fadas e reescrevê-los, atualizando histórias que pararam no tempo. O objetivo é criar um movimento que inspira meninas a serem heroínas de suas próprias histórias e contribuir no desenvolvimento de uma geração que acredita que a igualdade de gênero é um direito, mostrando para as meninas, desde cedo, o seu poder.

Nessa primeira edição foram quatro livros:



A Revolução da Rapunzel, escrito por mim e ilustrado pela Lorena Giostri
A Revolução da Ariel, escrito pela Clara Averbuck e ilustrado pela Lorena de Paula
A Revolução da Aurora, escrito pela Sebastiana Hoyer e ilustrado pela Natália Lima
A Revolução da Cinderela, escrito pela Thaís Lira e ilustrado pela Suryara Bernardi

E a instituição já está preparando novos livros.

O valor arrecadado com a venda da coleção será revertido no projeto Escola de Liderança Para Meninas, da Plan International Brasil, que empodera meninas no Maranhão, no Piauí e em São Paulo.



Ficou interessado?

É só adquirir a coleção em arevolucacaodasprincesas.com.br.

E aí, vamos juntos ensinar as meninas que elas podem ser heroínas – e podem ser o que quiserem?

Teca Machado


quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Deixe a Neve Cair - Crítica


Que comece a temporada de filmes de Natal!

Ano passado a Netflix lançou vários, como Crônicas de Natal, A Princesa e a Plebeia, O Feitiço do Natal, O Príncipe do Natal e outros. E esse ano já entrou no catálogo do serviço a primeira produção do tipo: Deixe a Neve Cair, do diretor Luke Snellin e baseado no livro de mesmo nome escrito por John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle.


Acho que podemos descrever Deixe a Neve Cair como um Simplesmente Amor adolescente. E apesar de bonitinho e charmoso, nem se compara com a produção de 2003 (e eu sou suspeita para falar, porque é um dos meus filmes preferidos da vida). Ele gira em torno de vários núcleos de personagens separados cujas histórias acabam se cruzando.

Temos o enredo de Julie (Isabela Merced) e Stuart (Shameik Moore), ela cuja mãe está doente e ele um cantor famoso que quer fugir um pouco da loucura da turnê, de Addie (Odeya Rush), que está atrás do namorado que não se importa com ela e ainda por cima briga com a melhor amiga Dorrie (Liv Hewson), que está chateada porque a menina com quem ela teve um encontro finge que nem a conhece, de Keon (Jacob Balaton) que quer dar uma festa de Natal e tocar para impressionar um DJ que está na cidade e conta com a ajuda do amigo Tobin (Mitchell Hope), que é apaixonado pela melhor amiga, Duke (Kiernan Shipka), mas está caidinha por JP (Matthew Noszka).



A história acontece numa cidadezinha americana cheia de neve e todo o filme passa em um só dia, na véspera de Natal. Parece pouco para desenvolver tantas coisas, mas o roteiro dá conta. Claro que não há nenhuma profundidade maior em nenhuma das histórias, até porque são muitas acontecendo ao mesmo tempo. Mas é tudo o suficiente para um filme tranquilinho de Natal, do tipo que deixa o coração quentinho, mas que provavelmente não vai virar tradição de assistir todos os anos (eu faço isso com Simplesmente Amor).

O elenco é competente. Nenhuma atuação espetacular (até porque o roteiro nem dá margem para isso), mas ninguém é canastrão. Todos parecem bem à vontade nos seus papeis, principalmente Kiernan Shipka, totalmente despojada e parecendo leve e livre.



A fotografia é bem bonita, bem típica de filmes do tipo, com muita neve e jovens bonitos com sorrisos mais bonitos ainda, uma trilha sonora bacana, vários amores, desamores e um monte de clichês do tipo que a gente ama (garoto famoso conhece garota simples que nem quer saber dele, melhores amigos apaixonados, melhores amigas que brigam e fazem as pazes e muito mais).

Deixe a Neve Cair é fofo e apenas isso. Não espere que ele seja um grande clássico de Natal.


Recomendo.

Teca Machado 

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Recordes literários


Não sei vocês, mas eu adoro saber os recordes mundiais. E quanto mais estranho, melhor!

E o Guinnes Book é um prato cheio para quem gosta. Ele tem realizações de todos os tipos, desde quem fez o tempo mais rápido em corrida 100 metros até qual o tamanho da maior bolha de sabão do mundo (7,36 metros de bolha e esse recorde é de um brasileiro!). E, é lógico, há registrado nele alguns recordes literários.

Vamos conhecer quais são?

1 - Livro inédito mais grosso do mundo


Das Buch des dickste Universums, editado pela Zeitgeist Media GMBH. Ele reúne textos e desenhos feitos por crianças num concurso realizado pelo Ministério Federal dos Transportes da Alemanha. A lombada do livro mede pouco mais de 4 metros. São 50.560 páginas e pesa 220 kg. Ficou interessado? Você pode encomendá-lo em qualquer livraria da Alemanha por “apenas” 9.999 euros.


2 - Pessoa mais velha a publicar seu primeiro livro


Bertha Wood, uma inglesa, teve seu primeiro livro publicado em seu 100 º aniversário em 20 de junho de 2005. Ele se chama A História de uma Colônia de Férias Blackpool, e são memórias, as quais começou escrever aos 90 anos.


3 - Romance mais antigo do mundo 


Callirhoe (também chamado de Chaireas e Callirhoe), de Chariton, um grego. Pelos papiros encontrados, acredita-se que seja do primeiro século depois de Cristo. A história se passa em Siracusa e narra as aventuras de uma noiva chamada Callirhoe.


4 - Autor de série de livros best-seller mais jovem do mundo


Esse é um conhecido do público infanto-juvenil: Christopher Paolini. O jovem publicou o primeiro livro da série Ciclo da Herança, cujo volume inicial é Eragon, aos 15 anos. Em seguida vendeu mais de 20 milhões de livros em todo o mundo.


5 - Livro mais caro vendido em leilão


Um raro exemplar de Birds of America foi arrematado por um comprador por 7,3 milhões de euros em 2018.  O livro do século 19 contém 1.047 ilustrações em tamanho real de 435 aves desenhadas e coloridas a mão.


6 - Autora mais traduzida em todo o mundo


Essa categoria é fácil: Agatha Christie. Conforme inventário da UNESCO de traduções de livros, a rainha do crime conta com 6.598 traduções de seus contos, romances e peças teatrais.


7 -Maior título de livro do mundo

Só o nome dele já é gigante! Haha

São 5.633 caracteres - 1.086 palavras - e foi escrito pelo Dr. Sreenathachary Vangeepuram, da Índia, em 2010. E você quer saber o título?  Nem mesmo o site do Guinnes disponibilizou-o no site e eu procurei no Google, mas não encontrei.


8 - Maior livro do mundo 


A XIII Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em 2007, contou com um recorde. Havia uma edição de O Pequeno Príncipe que media 2,01 m de altura e 3,08 m de largura quando aberto, com 128 páginas. 


9 - Maior tempo girando um livro na ponta dos dedos

Thaneswar durante a prova

30 minutos e 1,08 segundos. Esse foi o tempo que Thaneswar Guragai, do Nepal, conseguiu ficar girando um livro com o dedo.


10 - Mais rápido maratonista fantasiado como um personagem literário


Esse recorde vai para David Ross, que terminou a maratona de Londres em 3 horas, 2 minutos e 30 segundos vestido de Dennis, o Pimentinha.

Fonte: Listas Literárias

E aí, qual foi seu recorde preferido?

Teca Machado 

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

The Politician - Crítica


Ryan Murphy é um homem de muitos talentos. Principalmente quando está com Brad Falchuk e Ian Brennan. O trio de produtores e roteiristas foi responsável por séries como Glee, American Horror Story e Scream Queens. E se juntaram mais uma vez, agora com a Netflix, em The Politician, no catálogo no serviço de streaming desde o final de setembro.


É difícil categorizar The Politician. É comédia? De certa forma. É drama? Também. É reflexivo ao extremo? Sim. É excêntrico? Aham. Tem acidez, ironia e crítica social e política? Com certeza. A série parece se encaixar num tipo de produção que pode ser descrita como marca pessoal de Murphy. Apesar do nome e da temática, não se trata de uma séria adulta, por assim dizer (ainda que todos façam papel de 16 anos com cara de mais de 30). Tem um teor adolescente, como Glee e Scream Queens.

Em The Politician, acompanhamos Payton (Ben Platt), um garoto que desde que se lembra tem o sonho de se tornar presidente dos Estados Unidos. É o seu chamado, o seu destino, e para isso precisa estar no mundo político desde jovem. Então a primeira temporada foca na disputa eleitoral do grêmio estudantil do abastado colégio onde estuda.




Parece uma simples trama adolescente de campanha, mas a série é mais profunda do que isso. Ela de certa forma é um retrato do mundo político americano, tanto dos que aspiram poder – e sua equipe disposta a tudo – quanto dos eleitores. O quinto episódio, por exemplo, é focado no eleitor. Esse, particularmente, é chato. Mas mostra de forma fiel o eleitorado americano e traz muita reflexão, principalmente porque o voto no país não é obrigatório, mas eles acreditam que deve ser seu dever como cidadão. E é interessante que o roteiro fala sobre o assunto sem tomar partidos (por lá está tudo polarizado como aqui). Mas uma curiosidade, um mero detalhe que é a cara de Murphy: Na abertura da série aparecem livros com nome de presidentes, na ordem em que estiveram no poder. Reagan, Clinton, Bush, Obama e, em seguida, “O guia dos idiotas para ser um palhaço”, numa clara gozação a Trump, que deveria ser o próximo nome.

A trama principal de The Politican, com foco em Payton, é ótima, com todos os exageros e excentricidades típicas dos três roteiristas. Mas às vezes ela perde um pouco do foco por causa de histórias paralelas. Como o caso de Infinity (Zoey Dutch) e sua avó (Jessica Lange), a insatisfação com a vida de Astrid (Lucy Boyton), a relação de Payton com River (David Corenswet) e mais. A partir do quinto episódio, todo o resto acontece, enquanto a corrida presidencial fica de lado, o que tira um pouquinho o brilho de The Politician, ainda que os enredos sejam ótimos. E, então, temos o último episódio e oitavo episódio. 




De início, ele parece fora de contexto com todo o resto da série, mas ele se transforma em quase um primeiro episódio da segunda temporada e dá o tom do que podemos esperar. Ele é sensacional e nos faz quicar de ansiedade por mais, principalmente por causa da participação de Bette Middler – sempre maravilhosa! – e de Judith Light.

E falando do elenco, que escolha incrível foi Ben Platt para viver Payton. O ator consegue algo muito difícil, que é fazer com que o público enxergue seus defeitos e suas falhas de caráter sem o tornar nem remotamente odiável. Em todo o momento ele nos entrega um Payton muito crível. E ainda por cima mostra todo o seu talento musical (ele esteve em Pitch Perfect e no musical Dear Evan Hansen). Desde que terminei de assistir a série não consigo parar de escutar sua interpretação de Vienna, de Billy Joel, e de River, de Joni Mitchell. Ryan Murphy não faria uma série sem algo musical, né?



E há ainda outros nomes que merecem destaque, como Lucy Boynton, Jessica Lange, Gwyneth Paltrow, Laura Dreyfuss, Theo Germaine, Rahne Jones, Zoey Dutch, Julia Schaepfer e David Corenswet, além de participações de January Jones e Dylan McDermott.

The Politician é interessante, diferente, com um visual lindo e merece sua atenção.

Recomendo.

Teca Machado