quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Parceiros 2018 da Clara Savelli


E hoje tem novidade boa? Tem sim, senhor!

O ano nem acabou ainda, mas o próximo já está recheado de conteúdo. O blog foi escolhido como um dos parceiros 2018 da escritora Clara Savelli!



Já conheço a Clara das redes sociais e a acompanho há um tempinho. Mas, por incrível que pareça, nunca li nada dela. Só que isso irá mudar em breve!

A Clara Savelli tem uma penca de livros: Dois publicados, alguns na Amazon, outros no Wattpad e mais uns no Sweek. Tem Mocassins & All Stars, um conto no Mundos Paralelos, Acampamento de Inverno Para Músicos (nem tão) Talentosos, Reações Químicas e muitos mais.



Se você quiser conhecer um pouco mais sobre o trabalho dela, é só entrar nas suas redes sociais (e ela faz muita coisa bacana):

Site Oficial: www.clarasavelli.com

Em breve trago mais novidades! Fiquem de olho!

Teca Machado

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Star Wars canta MMMbop


Eu sou fã, muito fã, de cinema e, é claro, de Star Wars. Já disse aqui algumas vezes, mas o meu pai sempre me “educou” com filmes antigos. Então cresci vendo vários clássicos dos anos 1960, 70 e 80, e um deles foi Star Wars. “Luke, I’m your father” é frase referência da minha infância.

Ainda não consegui ir ao cinema assistir Star Wars: Os Últimos Jedi. Estou quicando de ansiedade, mas pelo menos não tomei nenhum spoiler até agora. Mas não vou cantar vitória antes da hora, ainda é cedo.

E para já entrar no clima do filme, que tal essa paródia do Jimmy Fallon com os personagens de todos os episódios de Star Wars “cantando” MMMbop, dos Hanson?


Jimmy Fallon, sempre sensacional, faz os melhores vídeos!

E vocês, já assistiram Os Últimos Jedi?

Teca Machado

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Mindhunter - Livro


Vamos continuar falado sobre assassinos em série? Tema leva, né?

Ontem o post foi sobre a série Mindhunter, hoje vamos falar sobre o livro que inspirou a produção, publicado no Brasil pela Editora Intrínseca. A obra, escrita por John Douglas com coautoria de Mark Olshaker, conta toda a trajetória de Douglas, desde que começou a trabalhar até os seus dias de mega agente do FBI quase vidente.


Douglas foi um dos primeiros agentes a estudar os serial killers, muito mesmo antes de eles terem essa nomenclatura. Muito jovem, ele entrou no FBI e foi trilhando seu caminho na Ciência Comportamental, área que tinha pouquíssimo prestígio na instituição nessa época, nos idos dos anos 1970. Mas Douglas sempre se interessou pelos aspectos psicológicos das pessoas, principalmente no seu trabalho. E, então, junto com uma equipe que foi montando ao longo dos anos, revolucionou o mundo da psicologia criminal.

Mindhunter é um livro quase biográfico, pois temos acesso a toda vida de John Douglas ao mesmo tempo que eles nos revela segredos do seu trabalho com as mentes assassinas e do próprio FBI. É basicamente uma incursão à sua mente, que podemos dizer que é extraordinária. A vida dos protagonistas da série é bem diferente da de Douglas, ainda que em alguns aspectos é possível enxergar o homem por trás do original.

Mark Olshaker e John Douglas
Os primeiros capítulos são um pouco mais lentos para aqueles que querem logo imergir na mente dos serial killers, que é o que o livro promete. Porque antes de John Douglas nos contar como resolveu os casos é preciso conhecer a sua trajetória, entender como ele chegou lá para poder respeitar seus conselhos e suas intuições, saber que ele realmente tem uma bagagem de conhecimento. E deixa eu falar uma coisa para vocês: Sempre que ele se propôs a criar o perfil de um suspeito, ele acertou quase tudo – senão tudo.

John Douglas e Mark Olshaker não nos poupam de detalhes, mas também não são sensacionalistas em relação a isso. Descrevem os casos – as vítimas, as cenas do crime - como eles são, assim como os assassinos. Talvez os mais sensíveis não consigam seguir em frente (eu não sou e mesmo assim demorei muito para ler porque em alguns dias eu simplesmente não conseguia ler tantas páginas sobre estupros, abusos, assassinatos, tudo isso com os criminosos muito bem descritos). Há casos terríveis, como do padeiro do Alasca que sequestrava prostitutas, estuprava, as colocava no meio da mata e depois as caçava com um rifle, do homem que era fascinado por sapatos, matava mulheres e depois cortava seus pés com os saltos altos e os congelava, do assassino que matava prostitutas, fazia um rasgo em seu abdômen e depois ejaculava dentro, do que sequestrava e matava crianças negras em Atlanta e muito mais.

Os autores não demonizaram os criminosos, mas os descreveram pura e simplesmente (e se você quiser demonizar, aí é com você). Além disso, Douglas ensina que para resolver um caso é preciso pensar como o assassino, assim como pensar igual a vítima. E em nenhum dos casos é algo fácil de se fazer, porque há muita emoção envolvida. Várias vezes ele afirma que para entender o pintor é preciso estudar suas obras, e o mesmo acontece com o assassino: para entender quem é o autor do crime, é preciso estudar o que ele fez.


O livro realmente engata quando chegamos na parte das entrevistas com os criminosos e quando ele já tem um know-how tão grande que resolve casos mesmo a distância. Em alguns momentos chega a cansar, porque você fica cheio de tanta morte, violência, tortura e tudo o mais – e em 99% dos casos tudo isso é feito contra mulheres. Ele conta como faz para caçar serial killers, mas não ache que após terminar as quase 400 páginas você é um especialista em criar perfis de criminosos, assim como o livro não é um manual para bandidos descobrirem como cometer o crime perfeito.

Mindhunter é uma leitura interessante, fora da zona de conforto e que vai te abrir os olhos para os horrores do mundo. É instigante ver todo trabalho psicológico, acadêmico e empírico por trás da atuação de John Douglas e de todo FBI e descobrir que ainda há pessoas que querem fazer o bem no mundo. 

E a pergunta que fica é: Como alguém pode cometer tantas atrocidades? Dá medo.

Recomendo.

Teca Machado

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Mindhunter – Série da Netflix


Opa! Sumi uns dias. Viajei, trabalhei, o tempo correu e, quando percebi, larguei o blog por uma semana. Perdão.

Mas hoje o post faz parte de um combo! Primeiro vou falar sobre a série Mindhunter, da Netflix, e amanhã vou falar sobre o livro que inspirou a produção.


A série é uma produção original do canal de streaming e tem como diretor David Fincher, aquele maravilhoso de Garota Exemplar, Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, A Rede Social, O Curioso Casa de Benjamin Button, O Clube da Luta e por último, mas não menos importante, Seven – Os Sete Pecados Capitais.

Já adianto que muita gente não se identificou com Mindhunter devido ao ritmo um pouco mais lento e a falta de ação, correria e sangue. David Fincher não quis acelerar nada, foi deixando a história se contar. Vários amigos me disseram que assistiram ao primeiro episódio, não gostaram e não seguiram em frente. Falei que nunca se deve julgar uma série pelo episódio piloto – seja ele muito bom, seja ele muito ruim – porque ali está a construção de tudo o que virá depois. E é assim com Mindhunter. Aquele momento inicial é para definir e nos apresentar quem são principalmente Holden Ford (Jonathan Groff, de Glee) e Bill Tench (Holt McCallany), os dois agentes que serão os primeiros a estudar serial killers e traçar perfis psicológicos dos mesmos.



A história é baseada em fatos reais e inspirada do livro Mindhunter, de John Douglas e Mark Olshaker, publicado no Brasil pela Editora Intrínseca. Ela conta como Holden e Bill passaram de instrutores do FBI a estudiosos de Ciência Comportamental, com base entrevistas com assassinos de crimes violentos, principalmente com cunho sexual, decapitamento, esquartejamento e por aí vai. Começaram como um projeto paralelo ao trabalho deles em Quântico e, com a ajuda da acadêmica Dra. Wendy Carr (Anna Torv), passaram a ter acesso a criminosos encarcerados e a montar um perfil psicológico que irá ajudar a investigar assassinatos no futuro.

Os diálogos são longos e mesmo assim muito da série está naquilo que não é dito, principalmente por parte dos criminosos. Suas descrições de tudo o que cometeram é fria, calculada e gela a espinha do espectador. Mindhunter não choca pelo que mostra, mas pelo que é falado. Os momentos mais aguardados dos episódios são os das entrevistas com os assassinos, principalmente com Edmund Kemper (Cameron Britton), que é tão educado e carismático que faz com que tanto Holden quanto o público gostem dele. Bizarro, né?




A série passa no final dos anos 1970, mas não espere as cores alegres e todo aquele flower power da década do amor. Muito pelo contrário. Mindhunter é sóbrio, é pastel, é muitas vezes escuro e com luzes artificiais. Apesar das descobertas que mudaram o mundo, não há alegria no que Bill e Holden fazem. Como ir feliz para casa quando se trabalhou o dia todo no caso de uma garotinha de nove anos que foi estuprada e assassinada com uma pancada de pedra na cabeça? E essa angústia é sempre presente: nas cores, na trilha sonora, nos ruídos, no semblante dos personagens.

Tudo é contido em Mindhunter e é proposital. Agentes da lei que trabalham com algo tão sério não podem se expor tanto. Por isso a atuação de Groff e McCallany é tão acertada. Os personagens têm algum tipo de desvio, têm defeitos. Holden tem técnicas pouco ortodoxas de trabalho e um relacionamento com Debbie (Hannah Gross), que para mim passa longe do saudável – odeio ela! –, Bill tem um casamento que passa por percalços e um filho com algum problema psicológico, e a Dra. Wendy é lésbica numa época em que isso não era aceito e precisa escolher entre seu amor e sua carreira.




Mindhunter é uma série investigativa diferente de tudo o que está no ar e tem um apelo psicológico muito forte. E o melhor de tudo? Já foi confirmada a segunda temporada!

Recomendo.

Teca Machado


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Calvin e Haroldo + Star Wars


Vamos juntar duas coisas que eu amo demais?

Calvin e Haroldo e Star Wars! (E eu amo tanto que o nome do meu cachorrinho é Calvin Haroldo e a gente vive chamando ele de pequeno padawan)

Você não leu errado. Essa mistura deu certo mesmo. E para aproveitar que Os Últimos Jedi, novo filme da franquia, estreia na quarta-feira, trouxe esse post cheio de amorzinho para vocês.

O artista visual Brian Kesinger trabalhou na Disney por 16 anos (ele foi um dos responsáveis por Detona Ralph, Enrolados e Tarzan) e sempre foi fã dos personagens criados por George Lucas e dos criados por Bill Watterson. Segundo ele, foi uma criança nos anos 1980 com uma dieta cheia de Star Wars e histórias em quadrinhos, principalmente de Calvin e Haroldo.

Brian comparou Calvin com Kylo Ren, que provavelmente foi uma criança difícil também, e fez uma metáfora em que o Darth Vader é o seu amigo imaginário, que seria o Haroldo no original. As imagens estão cheinhas de referências, tanto a Star Wars quando os quadrinhos de Watterson (o que o Kylo envia um cartão para Rey, por exemplo, existe com o Calvin enviando para a Suze).

Vem ver o resultado:















Fonte: Bored Panda

Teca Machado

sábado, 9 de dezembro de 2017

Canal Teca Machado: Top 5 Filmes de Natal


Você já entrou no espírito natalino?

Eu já!

Eu amo essa época do ano e tudo o que vem com ela.

Por isso o vídeo novo do canal Teca Machado é sobre meus Top 5 Filmes de Natal.


E os seus? Quais são?

Aproveite para se inscrever no canal aqui e receber novidades todas as semanas.

Agora me deem licença que vou começar a minha maratona de filmes que amo!

Teca Machado

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Assassinato no Expresso Oriente – Poirot e seu admirável bigode


Depois de Sherlock Holmes, provavelmente o belga Hercule Poirot é o detetive mais famoso do mundo. Agatha Christie imortalizou o personagem em várias de suas obras e uma das mais aclamadas pelo público desde 1934, ano de lançamento, foi Assassinato no Expresso Oriente, que ganhou uma versão cinematográfica protagonizada e dirigida pelo excelente Kenneth Branagh (responsável por Cinderela, Thor e muitos outros). 


Leia a resenha sem preocupação. Não tem spoilers por aqui. :D

Apesar de já ter lido alguns livros da Agatha Christie, infelizmente Assassinato no Expresso Oriente não foi um deles, mas o lado bom é que eu me surpreendi com a história e com o seu final, que ouvi muita gente dizer ser genial, o que acabei concordando. Não é a toa que a autora é chamada até hoje de Rainha do Crime. Não posso dizer pela minha experiência pessoal, mas pelo que pesquisei o roteiro pouco alterou da história original.

Em Assassinato no Expresso Oriente, Poirot (Branagh) e seu característico bigode saem de férias depois de uma missão, mas seu descanso é interrompido com um chamado urgente de Londres. Então, ele pega uma cabine no trem Expresso Oriente para a capital inglesa. Só que uma nevasca que descarrilha o trem e um assassinato a bordo obrigam o grande detetive a buscar uma solução para o crime, até porque eles estão presos no meio da neve e o assassino pode atacar novamente. Todos são suspeitos e todos têm motivos – ou não – para cometer o delito e todas as convicções de Poirot são postas a prova.



Além de uma história incrível, grande força da produção está no elenco, que conta com nomes de peso como o próprio Branagh, Penélope Cruz, Josh Gad, Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Judi Dench, Willem Dafoe e Daisy Ridley. Pouco é mostrado de cada um e assim como o próprio Poirot o público tem apenas pedaços de informações e precisa resolver o caso junto ao detetive, com as peças se encaixando devagar.

Os olhos do diretor realmente fazem a diferença na hora de contar uma história aparentemente comum: um filme de detetive que vai solucionar um caso difícil. E Kenneth Branagh nos dá planos diferenciados, cortes na imagem, nos coloca junto aos personagens num apertado trem. Vemos tudo acontecer de cima, de lado, como espiões por trás de uma porta. Ao colocar o público junto a Poirot, como se fosse ele, dá um sentido de conexão muito maior com o personagem.



O visual de Assassinato no Expresso Oriente é muito bonito, seja nas tomadas que pegam o trem de longe passando no cenário invernal ou dentro do próprio trem. O figurino é lindíssimo – e eu sou suspeita para falar porque acho as roupas dos anos 1930 lindas! 

Dá para perceber no final que tudo foi bem pensado e nada está ali por acaso. A maneira de apresentar os personagens, os diálogos onde o que não é dito também fala, assim como toda moralidade de Poirot sendo colocada contra a parede. Para o personagem existe apenas o preto e o branco, o certo e o errado, nada no meio deve ser considerado porque perde-se o equilíbrio que o mundo tem. Mas suas convicções devem ser repensadas nesse caso tão difícil, talvez um dos mais complicados em sua carreira.


Assassinato no Expresso Oriente não é uma comédia, mas podemos rir um pouco também, porque Poirot é impagável, ainda mais com aquele bigodão. Ele tem uma pegada muito mais de thriller e drama, mas ainda assim consegue ser leve. 

E é ótimo saber que Poirot já está sendo encaminhado para o seu próximo caso, como fica muito claro ao final do longa. Afinal, mesmo que os livros sejam das décadas de 1930 e 1940, boas histórias nunca envelhecem. 

Recomendo bastante.

Teca Machado


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

O Conde Enfeitiçado – Os Bridgertons


Eu esperei ansiosamente pelo volume de Francesca da série Os Bridgertons, de Julia Quinn, publicado pela Editora Arqueiro. Muita gente me disse que o livro era o mais diferente da série - o que fez com que algumas pessoas não gostassem dele - e que seria o mais apaixonante de todos. E posso dizer que não estou decepcionada. O livro seis, O Conde Enfeitiçado, é de uma beleza, delicadeza e amor tão incrível que é impossível não se apaixonar pela história de Francesca, Michael e John.


Ao contrário de todos os livros de Os Bridgertons que vieram até agora, Francesca já começa viúva. Casar-se com John foi tão cheio de amor que a garota sabe que era o tipo de coisa que só acontece uma vez na vida. John viveu poucos anos ao seu lado e apesar de saber que sua existência agora será solitária, ela vive sabendo que não encontrará amor outra vez. Enquanto isso, Michael, primo de John, sofre calado desde a primeira vez que viu Francesca. Ele se apaixonou pela esposa do primo desde que colocou os olhos nela e mesmo com a morte dele, que além de tudo era seu melhor amigo, Michael sabe que nunca irá poder ficar com Francesca. Mas os anos passam e os caminhos dos dois se cruzam mais uma vez.

A mensagem principal de O Conde Enfeitiçado é que o amor é maior do que tudo e que ele é mutável e imprevisível, sempre pronto para recomeços. Não é porque amamos alguém que já se foi que não podemos amar uma nova pessoa. O livro lida com luto, com dor, com culpa que corrói, com amor não correspondido, com amizade e com relacionamentos familiares. Não apenas Francesca sofreu com a morte de John, mas também toda família dela e dele. E todos precisam aprender a viver sem ele.


Desde o comecinho eu sabia que iria me apaixonar por Michael (periguete literária feelings!). Sempre sedutor, devasso e alegre, tudo isso era uma encenação para que as pessoas – principalmente Francesca – não soubessem que ele sofria calado por um amor que nunca seria seu. Ele é um personagem incrível e complexo, com uma linha ética muito bem definida. Qualquer outra pessoa iria correr atrás do seu grande amor assim que ela ficasse viúva, mas ele tinha consciência que nunca poderia fazer isso com o primo falecido. Então Michael decidiu se afastar e viver esse tormento sozinho. E isso faz com que os leitores torçam loucamente por um final feliz para o rapaz, que teve uma evolução muito grande no livro.

Francesca é diferente das irmãs Bridgertons, ainda que de certas maneiras igualzinha a elas. Mais calada, centrada e independente, Francesca ama a família, mas prefere viver na Escócia, longe de todos, principalmente da temporada de Londres. Sua língua é afiada e o seu senso de humor muito divertido, ainda que guardado para apenas algumas pessoas.

Julia Quinn
Claro que temos participação de outros integrantes do clã Bridgerton. Colin foi uma ótima aparição, imprescindível para o caminhar da história, assim como Violet, a mãe. Temos um vislumbre maior da sua personalidade e de como foi a sensação de ficar viúva muito nova e com oito filhos nos braços. Outros irmãos também aparecem, como Hyacinth, impagável, como sempre, Eloise e as cunhadas. É sempre uma delícia quando eles surgem!

Julia Quinn nunca nos decepciona com uma boa história de amor e isso acontece com o envolvimento de Francesca e Michael. Foi doce, no momento certo e com eles tentando resolver várias questões importantes para que algo pudesse florescer de verdade. E essa delicadeza foi algo que entrou no meu coração. E sempre temos algumas cenas mais “calientes”, ainda que poucas, porque os livros da série não são centrados nisso. Mas em O Conde Enfeitiçado Julia Quinn criou uma tensão sexual que, ai, minha nossa, até eu senti! Hahaha.

O Conde Enfeitiçado é divertido, ainda que em alguns momentos fiquei com vontade de chorar, doce e muito, muito fácil de ler. 

A série Os Bridgertons é composta por 9 livros – 8 sobre os irmãos e um com epílogos – e apesar de poderem ser lidos separadamente é muito mais interessante ler na ordem.


Recomendo muito.

Teca Machado

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Alias Grace – Realidade e ficção num drama histórico


Margareth Atwood era um nome desconhecido do grande público até alguns meses atrás. Até que o seu livro O Conto da Aia foi adaptado pelo canal Hulu, com o nome original em inglês de The Handmaid’s Tale – comecei a assistir, mas ainda não consegui terminar. E o sucesso foi estrondoso em todo mundo. E a Netflix, seguindo o mesmo caminho, adaptou sua outra obra: Alias Grace, no português Vulgo Grace. E a minissérie de seis episódios é um olhar na psique humana e no papel da mulher numa sociedade muito mais do que o mistério que se propõe a resolver. Ou não.



Enquanto The Handmaid’s Tale tem toda uma pegada futurística e distópica, Alias Grace é histórica e baseada num fato real, ainda que toda a montagem da história seja fictícia. O enredo gira em torno de Grace Marks (Sarah Gadon), uma criada acusada do assassinato do seu patrão Thomas Kinnear (Paul Gross) e sua amante Nancy (Anna Paquin) no século XIX. Muitos acreditam em sua culpa e muitos na sua inocência, por isso ela foi presa, mas poupada do enforcamento. Quando o médico Dr. Jordan (Edward Holcroft) é contratado por um comitê para realizar um relatório sobre a saúde mental de Grace e escrever algo possivelmente favorável à sua soltura, Jordan vai se envolvendo na narração da história por parte de Grace. Afinal, ela é culpada? É inocente? É louca? É manipuladora?

Mais do que ser sobre a culpa ou inocência de Grace, a série é focada no que é dito e no que é não dito, nos gestos, nos olhares, na respiração mais curta ou mais profunda. Sempre fica muito claro que a protagonista é várias mulheres em uma só. A que é doce e singela e apresenta ao Dr. Jordan, a que faz narração em off e é uma mulher já há mais de uma década presa e a que era antes de tudo acontecer. A pergunta que fica é: Existe uma Grace real ou todas são ela? Quando o narrador não é confiável sempre fica a dúvida no ar.




Mais do que ela conta ao médico, a história gira em torno do que ela não conta, do que ela prefere guardar para si. Como única testemunha viva dos fatos, Grace é a narradora da sua própria história e a conta da maneira que lhe bem aprouver. Cada personagem enxerga uma Grace e ela dá ao espectador o que ele deseja ver. Dr. Jordan enxerga uma possibilidade de romance, o reverendo uma inocente beata, as mulheres uma ameaça à sua família e à vida em sociedade e assim por diante.

Alias Grace trata de vários temas pertinentes e muito atuais, ainda que tenha pano no século XIX. A série conversa sobre abuso, violência sexual, aborto, assassinato, inveja, psicologia, hierarquia, opressão, o papel da mulher, preconceito contra imigrantes e muito mais.  




O roteiro é de Sarah Polley, que há duas décadas – desde que foi publicada – tenta trazer para as telas a história de Grace Marks. E a produção é muito bem pensada, desde o figurino que ajuda a contar a história e é parte importante dela até o cenário bucólico do Canadá quase Vitoriano. Mas Alias Grace não seria o que é sem o elenco, sem Sarah Gadon, mais propriamente dito. Magnífica é uma palavra que dá para descrever seu trabalho. Os olhos tristes de cachorro sem dono ao falar com o médico, a cara de surpresa ao descobrir um novo mundo de possibilidades, o sorrisinho sarcástico ao ser levado pelos guardas e a cena da hipnose – que não posso discorrer sobre ela porque é spoiler –, que é espetacular. Não podemos deixar de citar Edward Holcroft, como o aflito médico, Anna Paquin, como a inconstante governanta e amante e, Zachary Levy, um patife que ganha o coração de todo mundo e tem um importante papel na trajetória de Grace.

Como há a narração de uma história completa, desde que Grace chega da Irlanda ao Canadá até décadas a frente, por momentos a série se torna um pouco lenta, mas nada que prejudique o andar dos acontecimentos e nem altera a curiosidade do espectador sobre o assassinato, que aos poucos se desdobra. O trabalho de edição, com idas e vindas ao passado e ao presente, é quase arte.


Alias Grace é uma ótima pedida para assistir na Netflix (e é rapidinha de ser assistida).

Recomendo bastante.

Teca Machado

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Leituras de novembro


Mais um mês terminou e eu vim trazer as leituras de novembro para vocês. 

O ano está quase no fim, queria ter lido mais, mas a vida de gente grande não deixou muito. Até o momento foram 63 livros em 2017. Eu queria bater pelo menos 70 lidos, mas não sei se vou conseguir. Vamos tentar, né?

Enquanto isso, vem ver o que novembro trouxe para mim: 3 livros físicos e 3 e-books.


1- Uma Colcha de Retalhos, Ela Disse – Jander Gomez (Esse livro ainda não foi publicado. Fui leitora beta de um amigo e a história realmente tocou meu coração. Aguardem!)

2- Minha Chefe Me Odeia – Parte 1 – Olívia Molinari (Publicação independente) Resenha aqui.

3- O Conde Enfeitiçado – Livro 6 da série Os Bridgertons – Julia Quinn (Editora Arqueiro)

4- O Canalha – Livro 3 da série Irmãos Chandler – Carly Phillips (Editora Essência)

5- Por Lugares Incríveis – Jennifer Niven (Editora Seguinte) Resenha aqui.

6- A Última Defesa – E-book 14 de Os Arquivos Perdidos, livros extras da série Os Legados de Lorien – Pittacus Lore (Editora Intrínseca) Resenha aqui.

E vocês, o que leram em novembro? E o que começaram a ler em dezembro?

Minha primeira leitura do último mês do ano é Mindhunter, de John Douglas e Mark Olshaker, da Editora Intrínseca.

Teca Machado

sábado, 2 de dezembro de 2017

Canal Teca Machado: Por Lugares Incríveis


E hoje tem o que?

Vídeo novo com resenha!

E é sobre um livro que massacrou o meu coração essa semana: Por Lugares Incríveis, da Jennifer Niven, publicado no Brasil pela Editora Seguinte.




E vocês? Já leram?

Foi uma das melhores leituras do ano para mim!

Se você gostou, aproveita e se inscreve aqui no canal. Todo fim de semana tem vídeo novo.

Teca Machado

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O drama de ter – e manter - um cachorro branco – Projeto Drama Queen #109


Quando eu escolhi o Calvin para chamar de meu, meu West Terrier fofinho, nem pensei num pequeno detalhe: Ele é branco e a terra em Brasília é vermelha.


Antes de ele poder começar a passear, tudo era limpo, o Calvin era brilhante de tão branco. Mas assim que o primeiro passeio na rua aconteceu eu percebi: nunca mais ele seria branquinho, muito pelo contrário.

E além disso, ele é agitado, gosta de correr, brincar e, pasmem, pular no lago do parque onde vamos todos os dias. Ou seja, ele vive mais sujo e empoeirado do que o normal.

Há algumas semanas mesmo, estávamos brincando quando ele achou uma maravilhosa poça de lama e resolveu nadar. O resultado foi esse:


E eu quase chorei na hora de dar banho.

O drama atual se chama “período de chuva”. Ultimamente tem chovido quase todo dia e sempre na hora do passeio de fim de tarde. Tem dia que eu vou com ele e quando já estamos lá o céu se abre e a chuva despenca. Então ele e eu nos molhamos e nos sujamos, que foi o caso de ontem, de anteontem e ainda do dia anterior.

E o problema é que a raça dele tem uma pele meio sensível, não podemos dar banho com frequência – diz que o certo seria uma vez a cada 15 dias, mas com o Calvin isso não pode acontecer nunca, senão ele mudaria de cor de vez e traria muita sujeira para a minha casa – então chego em casa e só posso dar um banho a seco e usar secador de cabelo no rapaz. Não resolve o problema, mas melhora muito.

Tem dias, como hoje, que eu acho que a solução seria comprar uma tinta de cabelo castanho e transformar de vez a cor do bichinho, hahaha (ou deixar ele como aquele poodle roxo que está rolando na internet, hahahahahaha).

Pelo menos já cheguei a uma conclusão: Cachorro sujo é cachorro feliz, é só olhar a cara do Calvin nas fotos imundo!


***

O Projeto Drama Queen é uma parceria entre os blogs Casos, Acasos e Livros e Pequena Jornalista, com textos quinzenais cheios de dramas da vida e muito bom humor. Quer participar? Manda seu texto para a gente.

Teca Machado