segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Mindhunter – Série da Netflix


Opa! Sumi uns dias. Viajei, trabalhei, o tempo correu e, quando percebi, larguei o blog por uma semana. Perdão.

Mas hoje o post faz parte de um combo! Primeiro vou falar sobre a série Mindhunter, da Netflix, e amanhã vou falar sobre o livro que inspirou a produção.


A série é uma produção original do canal de streaming e tem como diretor David Fincher, aquele maravilhoso de Garota Exemplar, Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, A Rede Social, O Curioso Casa de Benjamin Button, O Clube da Luta e por último, mas não menos importante, Seven – Os Sete Pecados Capitais.

Já adianto que muita gente não se identificou com Mindhunter devido ao ritmo um pouco mais lento e a falta de ação, correria e sangue. David Fincher não quis acelerar nada, foi deixando a história se contar. Vários amigos me disseram que assistiram ao primeiro episódio, não gostaram e não seguiram em frente. Falei que nunca se deve julgar uma série pelo episódio piloto – seja ele muito bom, seja ele muito ruim – porque ali está a construção de tudo o que virá depois. E é assim com Mindhunter. Aquele momento inicial é para definir e nos apresentar quem são principalmente Holden Ford (Jonathan Groff, de Glee) e Bill Tench (Holt McCallany), os dois agentes que serão os primeiros a estudar serial killers e traçar perfis psicológicos dos mesmos.



A história é baseada em fatos reais e inspirada do livro Mindhunter, de John Douglas e Mark Olshaker, publicado no Brasil pela Editora Intrínseca. Ela conta como Holden e Bill passaram de instrutores do FBI a estudiosos de Ciência Comportamental, com base entrevistas com assassinos de crimes violentos, principalmente com cunho sexual, decapitamento, esquartejamento e por aí vai. Começaram como um projeto paralelo ao trabalho deles em Quântico e, com a ajuda da acadêmica Dra. Wendy Carr (Anna Torv), passaram a ter acesso a criminosos encarcerados e a montar um perfil psicológico que irá ajudar a investigar assassinatos no futuro.

Os diálogos são longos e mesmo assim muito da série está naquilo que não é dito, principalmente por parte dos criminosos. Suas descrições de tudo o que cometeram é fria, calculada e gela a espinha do espectador. Mindhunter não choca pelo que mostra, mas pelo que é falado. Os momentos mais aguardados dos episódios são os das entrevistas com os assassinos, principalmente com Edmund Kemper (Cameron Britton), que é tão educado e carismático que faz com que tanto Holden quanto o público gostem dele. Bizarro, né?




A série passa no final dos anos 1970, mas não espere as cores alegres e todo aquele flower power da década do amor. Muito pelo contrário. Mindhunter é sóbrio, é pastel, é muitas vezes escuro e com luzes artificiais. Apesar das descobertas que mudaram o mundo, não há alegria no que Bill e Holden fazem. Como ir feliz para casa quando se trabalhou o dia todo no caso de uma garotinha de nove anos que foi estuprada e assassinada com uma pancada de pedra na cabeça? E essa angústia é sempre presente: nas cores, na trilha sonora, nos ruídos, no semblante dos personagens.

Tudo é contido em Mindhunter e é proposital. Agentes da lei que trabalham com algo tão sério não podem se expor tanto. Por isso a atuação de Groff e McCallany é tão acertada. Os personagens têm algum tipo de desvio, têm defeitos. Holden tem técnicas pouco ortodoxas de trabalho e um relacionamento com Debbie (Hannah Gross), que para mim passa longe do saudável – odeio ela! –, Bill tem um casamento que passa por percalços e um filho com algum problema psicológico, e a Dra. Wendy é lésbica numa época em que isso não era aceito e precisa escolher entre seu amor e sua carreira.




Mindhunter é uma série investigativa diferente de tudo o que está no ar e tem um apelo psicológico muito forte. E o melhor de tudo? Já foi confirmada a segunda temporada!

Recomendo.

Teca Machado


6 comentários:

  1. Oii Teca

    Amo séries investigativas, e quando conseguem ter algo de diferente, que as faça se tornar mais memoráveis, ai tenho que conferir. Fica a dica anotada, a série parece ser muito boa.

    Beijos

    www.derepentenoultimolivro.com

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    1. Oi, Alice!
      Essa é realmente muito boa.
      Acho que você vai gostar bastante.

      Beijoooos

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  2. essa serie é MUITO boa!se a gente ja acha a policia despreparada hj em dia nesse época entao? adoro como o personagem principal vai se envolvendo com os bandidos, é super interessante!

    www.tofucolorido.com.br
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    1. É muito diferente e interessante, né?
      Faz a cabeça da gente explodir, hahaha.

      Beijooos

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  3. Ainda não assisti essa e to precisando mesmo de indicações novas,já vou testar!!!

    Beijos
    Mari Dahrug
    https://www.rabiskos.com.br/

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