quarta-feira, 20 de junho de 2018

The Alienist - Crítica


Não sei vocês, mas eu adoro histórias ambientadas em séculos passados, principalmente nos anos 1800 e pouco. Os romances de época são uma das minhas paixões da vida, assim como sou alucinada por Outlander, que passa na Escócia de 1843. E tem muitos e muitos outros enredos históricos que me agradam. Mas tem um mais recente que ganhou meu coração e merece sua atenção: The Alienist, série da Netflix, mas produzida pela TNT. 


Alienista era o termo usado séculos atrás para definir pessoas que estudavam a psique humana, quando ainda não se falava sobre psicologia ou psiquiatria. Na série conhecemos o Dr. Laszlo Kreizler (Daniel Brühl), um alienista que está envolvido na resolução do caso de meninos prostitutos que estão sendo assassinados por um serial killer nos idos de Nova York em 1880. Ele conta com a ajuda do ilustrador jornalístico John Moore (Luke Evans) e de Sara Howard (Dakota Fanning), a primeira mulher a trabalhar para a polícia, como secretária do comissário local.

Paralelamente à busca de fatos do caso, utilizando de artifícios legais e ilegais, às vezes um tanto imorais, tentando entrar na pele e na mente do criminoso que está basicamente esquartejando os garotos, vemos o trabalho de Laszlo junto às pessoas alienadas. E ainda acompanhamos a luta de Sara frente ao machismo daquela época (que perdura até mesmo hoje), uma mulher inteligente, ambiciosa – no melhor sentido da palavra – que deseja fazer a diferença.



Um dos maiores acertos de The Alienist é o roteiro bem estruturado, com um ritmo certeiro, nem tão lento, nem tão rápido, dando tempo ao espectador de digerir todas informações e todas descobertas que fazem ao longo do caminho. Fala-se bastante de psicologia, mas de maneira bem comedida, sem cansar quem assiste e é leigo no assunto.

Algumas pessoas descrevem a série como um terror psicológico, mas acho o termo meio pesado, vejo mais como suspense. Não dá medo, mas uma tensão crescente com toda aquela situação, quando vamos conhecendo a mente doentia por trás dos assassinatos.

Apesar de sempre associar Daniel Brühl ao nazista de Bastardos Inglórios, sei que ele é um excelente ator. E como Laszlo mostra seu talento, muitas vezes apenas com olhares e micro expressões. Brühl está muito bem e parece que nasceu para esse papel. Dakota Fanning foi uma criança prodígio (quem não se lembra dela toda fofa, pequenininha, ao lado de Sean Penn em Uma Lição de Amor?) e mostra que sua vocação é real. Sua Sara é determinada, forte, séria e sóbria, sem se deixar abalar pelo ambiente masculino e pesado onde vive. Seu maior medo é mostrar-se frágil, o que realmente não é. Luke Evans está muito confortável em seu papel de cafajeste, mas ainda assim sentimental.



A ambientação de The Alienist é incrível. Figurino e cenário impecáveis. Não tentam glamorizar a época e nem o ambiente dos bordeis e prisões do período. Há todo um cuidado do design de produção com as cores, as luzes e as sombras. Há realmente uma atmosfera de suspense que condiz com o roteiro.

The Alienist é baseada no romance policial homônimo publicado pelo americano Caleb Carr em 1994. Apesar da série ter sido distribuída como limitada – ou seja, com apenas uma temporada – e nada se dizer sobre termos mais episódios, veículos especializados dos Estados Unidos têm dito que a season 2 pode ser possível, porque Caleb Carr publicou mais um volume da saga, chamado de The Angel of Darkness, lançado em 1997.



The Alienist é uma série muito boa, que vai te prender e torcer para ter mais episódios. Fiquei bem curiosa para ler o livro que originou o roteiro.

Recomendo.

Teca Machado

segunda-feira, 18 de junho de 2018

A Ruína Dourada - Catarse


Têm muitos autores nesse Brasil afora que são mais do que excelentes, mas precisam da nossa ajuda para colocar seus filhos no mundo. Esse é o caso de A Ruína Dourada, escrito por Gabriel Davini e com toda parte visual feita por Milena Buzzinaro. O livro está com um projeto de financiamento coletivo no Catarse para ser lançado na Bienal do Livro, de 3 a 15 de agosto.


Milena e Gabriel entraram em contato comigo para conhecer o projeto. Como gostei da premissa do livro, da simpatia deles e por já ter colocado meu livro Je T’aime, Paris no Catarse, achei que seria extremamente válido divulgar esse trabalho super bacana.

Vem conhecer um pouco da história:



"A Ruína Dourada - Noite Zero abre as portas para uma trilogia fantástica, que narra a batalha de vida e morte entre os Campeões escolhidos das 9 nações.

Eleitos pelas estrelas, cada um deles carrega o destino de um povo. Caso vençam, seu país terá 900 anos de glória e prosperidade. Mas se perderem, serão 900 anos de suplícios e provações. Que a batalha comece!

Diferente de outros livros, essa batalha é narrada por 9 pontos de vista diferentes. Todos os Campeões são protagonistas em pé de igualdade nessa batalha. Escolha e torça para o seu favorito!

Mas o que é a Ruína Dourada?

A Ruína Dourada é um grande evento que acontece uma única vez a cada 900 anos: 9 campeões, escolhidos pelas estrelas para representar os seus povos, precisam matar uns aos outros numa grande competição. Somente 1 pode sair vivo.

O vencedor leva ao seu povo sorte e prosperidade pelos próximos 900 anos, enquanto as nações derrotadas são condenadas a quase mil anos de provações e sofrimento. Ao longo das eras, antigos campeões mudaram o mundo ao vencerem a Ruína Dourada. Agora, cada país terá uma nova chance de tomar as rédeas do destino.

Nessa era, há 9 novos campeões: os representantes de Allure, Umbra, Shaka, Oberon, Lafiore, Jahri, Kamali, Crisália e Diemera.

Alguns se prepararam para isso pelos últimos 9 séculos, acumulando conhecimentos e preparando estratégias por gerações, enquanto outros sequer sabiam da existência da Ruína Dourada. Todos porém possuem fortes motivos para saírem vivos desse conflito e tentarão, cada um ao seu modo, levar a vitória de volta ao seu povo.”



Ficou interessado? Eu fiquei!

Eles convidaram artistas de todo o país para ilustrarem seus personagens preferidos e as imagens vão fazer parte dos brindes do Catarse. Um dos desenhos é da minha amiga Carol Espilotro (que acabou de fazer um Rhysand, de Corte de Espinhos e Rosas, maravilhosão aqui).

Tenho certeza que A Ruína Dourada vai ser um livro muito bacana que merece ser conhecido por todo mundo. Estou doida para ler!

Clique aqui para participar do financiamento do coletivo e conhecer a fundo o projeto.

Teca Machado

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Reações Químicas - Resenha


Você gostava de química na época de escola?

Eu até gostava, mas nunca fui nenhum gênio no assunto. Mas isso não significa que não possa me identificar com uma personagem que seja.

Uma das minhas últimas leituras foi Reações Químicas, da escritora parceira Clara Savelli. O livro, publicado no Sweek (e que você pode conferir aqui), foi uma leitura divertida, bem rápida e cheia de reviravoltas.


Na história, Juliana estuda no EA, um internato no interior do Rio do Janeiro que é conhecido pelos métodos alternativos de ensino e laboratórios fantásticos. A garota de 17 anos é apaixonada por química e estuda muito, já que é a única bolsista da escola e precisa sempre manter suas notas altas. Até o momento, na reta final para o Enem, ela conseguiu seu objetivo e passou quase despercebida pelos colegas que tanto detesta. Mas a chegada de Vicente sacode seu mundinho tão organizado. Ele é um bad boy com passado conturbado, alvo de todas as fofocas do colégio e que por algum motivo está sempre no pé de Juliana. A nerd pouco quer com ele, mas o que pode fazer se o seu corpo insiste em ter reações químicas um tanto explosivas quando perto do rapaz?

Clara Savelli me conquistou logo nas primeiras páginas. Juliana é muito “gostável”, uma personagem carismática, ainda que reclamona e cabeça dura. Mas ela é inteligente, com um senso de humor único e muito leal a sua única amiga na escola, Karen, que também é um amorzinho. O mais interessante é que Juliana é humilde, mas não tem vergonha nenhuma do seu background. Pelo contrário, sente um orgulho enorme dos pais que fazem um esforço absurdo para que ela estude.

Clara Savelli
Vicente é um personagem dúbio. Não é aquele cara todo amorzinho pelo qual você cai de amores logo de cara. Ele transpira problemas e de início é arrogante e bem chato, para falar a verdade. Mas ele é alguém que passa por enormes transformações ao longo das páginas, evolui muito com o passar da história e passamos a entender o motivo de ele ser assim. E até mesmo caímos de amores, olha só!

O enredo é interessante e muito fluído. É aquele tipo de livro para ler bem rápido e ficar com um sorrisinho bobo no rosto ao final. Clara soube levar tudo num ritmo muito bom e em hora nenhuma fiquei cansada de Reações Químicas. Tem romance na medida certa, drama, amizade e até um pouquinho de tensão. Juliana e sua história me fizeram rir, suspirar e mesmo me emocionar.

Sabe aquele autor por quem você torce um monte? É o meu caso com a Clara Savelli. Não a conheço ao vivo, só pelas redes sociais e e-mails trocados, mas gosto da sua escrita, do que posta principalmente no Twitter e me identifico muito com ela, por isso fico aqui comemorando a cada vitória que alcança. Fiquei muito feliz quando no começo do ano ela me escolheu como uma das blogueiras parceiras para receber seus livros.

Reações Químicas vale muito a pena e está lá para todo mundo que quiser ler. É só acessar aqui no Sweek e se jogar nessa história fofa. E a Clara está escrevendo um spin-off dessa história, chamada de Síndrome de Salvador, que já começou a ser postado. E aproveite para participar o grupo de Leitores da Clara Savelli no Facebook e seguir o seu instagram.

Recomendo muito.

Teca Machado


quarta-feira, 13 de junho de 2018

Deadpool 2 - Crítica


Está na hora de deixar o politicamente correto de lado por alguns minutos, porque vou falar de Deadpool 2!


O mais legal desse anti-herói, que o Ryan Reynolds tão lindamente interpreta, é a falta de seriedade com si próprio e com o filme que está fazendo – prova disso são as excelente cenas pós-crédito. Mas, ao mesmo tempo, ele se leva a sério. Apesar da falta de decoro, às vezes de bom gosto, e de reflexão mais profunda, toda produção é muito bem pensada, bem feita e costurada, ainda que com uma ou outra pequena falha de roteiro.

Deadpool 2 não sofreu com a maldição do segundo filme. Eu até mesmo gostei mais do que do primeiro. Ele não tenta ser épico – nunca tentou, nem mesmo nas HQs -, mas tenta ser o melhor que o mercenário tagarela pode ser. E é: escrachado, bizarro, por vezes obsceno, com um pezinho no nonsense e bastante quebra da quarta parada (quando o personagem fala com o espectador).



Depois de se tornar um super-herói bem requisitado no mundo, Deadpool está a toda na pancadaria e mutilação de bandidos. Mas um deles coloca tudo a perder e tira o mundo do protagonista dos eixos. Reviravoltas do destino o levam até Russell (Julian Dennison), um mutante adolescente sem controle que Cable (Josh Thanos Brolin) veio do futuro para exterminar.

Assim como no primeiro filme, Deadpool 2 tem seus momentos mais dramáticos, afinal, a vida do cara é pavorosa, mas não chegam realmente a partir nosso coração. Só ficamos meio pasmos, do tipo “isso aconteceu mesmo?”. Mas nosso herói não fica triste muito tempo, ele é sarcástico, zoeiro e maluco demais para isso.



Além dos personagens do filme anterior, como Vanessa (Morena Baccarin), Al Cega (Leslie Uggams), o taxista que quer ser herói Dopinder (Karan Soni), e os X-Men que aparecem Colossus (Stefan Kapicic) e Negasonic (Brianna Hildebrand), nesse volume a equipe de Deadpool cresce, com a X-Force, cuja personagem mais maravilhosa é Domino (Zazie Beetz), cujo superpoder é simplesmente a sorte. Há ainda a aparição muito rápida, mas engraçada de Terry Crews, o eterno pai do Chris, e até mesmo de Brad Pitt e Hugh Jackman. Acho que Deadpool e Reynolds finalmente realizaram o sonho de ter Wolverine na sua história.

Dá para rir bastante em Deadpool 2, dá para ficar meio horrorizado em alguns pedaços (pernas de bebê num homem adulto!) e dá para pegar muitas, mas muitas referências, tanto do mundo pop em geral, quanto da própria Marvel e da DC, a concorrente. Em certo momento ele até mesmo chama Cable de Thanos, já que Brolin há pouquíssimo tempo viveu o maior vilão da franquia. Por falar no ator, ele é ótimo, como sempre. Seu personagem é a antítese de Deadpool e a química entre eles é muito boa. Carrancudo, sempre com semblante fechado, e com uma história triste a tiracolo, seus motivos são de certa forma válidos (ainda que, pelo que eu pesquisei, completamente diferente das HQs).



O diretor David Leitch não pesa a mão nos efeitos especiais e sabe conduzir bem as cenas de ação, ainda que não faça nada inusitado ou extraordinário. Mas não tem problemas. Não assistimos Deadpool pela ação ou pancadaria e sim pelo seu senso de humor que nenhum outro personagem da Marvel teve a coragem de ter.

Não deixe de assistir as maravilhosas cenas pós-créditos e preste bastante atenção na abertura, com música de Celine Dion e muita falta de noção.

Recomendo.

Teca Machado

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Comendo o livro de receitas


Que livros de receitas geralmente são deliciosos, metaforicamente falando, nós sabemos. Mas e quando eles são literalmente falando deliciosos?

A design alemã Korefe, juntamente com a Gerstenberg Publishing House, editora especializada em gastronomia, criou o The Real Cookbook, que é um livro de receitas que vira a própria receita!

O modo de fazer a lasanha está estampado na própria massa fresca. Você segue as instruções e a cada passo que segue, uma nova camada vai surgindo e as páginas do livro sumindo. No final, é só colocar no forno e em seguida comer seu livro.






Pena que não podemos comprar o The Real Cookbook. A Korefe fez uma edição especial para alguns clientes selecionados.

Acho que vou me inspirar e imprimir uma receita na massa de pão!

Fonte: Sem Medida

Teca Machado

sexta-feira, 8 de junho de 2018

A Mulher Entre Nós - Resenha


E de repente cai na sua mão um thriller daqueles que deixam a mente assim:


Recebi da Companhia das Letras o livro A Mulher Entre Nós, de Greer Hendricks e Sarah Pekkanen, do selo da Editora Paralela. Foi uma leitura alucinante, cheia de reviravoltas e que me deixou duvidando dos personagens em vários momentos. Tem coisa melhor do que um livro que mexe tantos com seus sentimentos?

A Mulher Entre Nós é aquele tipo de história da qual não podemos falar muito sobre a sinopse porque qualquer coisa a mais pode ser um spoiler que vai estragar grande parte da leitura. E eu odeio spoilers, então pode vir tranquilo para a resenha que aqui não tem.

Foto @casosacasoselivros

Temos no enredo duas mulheres muito diferentes. Nellie, jovem, loira, linda, prestes a se casar com Richard, o amor da sua vida. Tudo parece perfeito, tirando o fato de que recebe ligações anônimas muito estranhas. Já Vanessa é o contrário. É uma mulher recém-divorciada, que vive deprimida, sem amigos ou dinheiro, assim como vaidade. Ao descobrir que Richard, seu ex, vai se casar outra vez, o pouco de autocontrole que tinha vai para o espaço e ela tem uma nova meta de vida: impedir o matrimônio.

Essa parece apenas mais uma história de mulher ciumenta que irá fazer o inferno na vida da nova esposa, mas nada é o que parece. O próprio título do livro já nos dá a dica de que “ela não é quem você pensa”. Mas quem? É basicamente como se as autoras pegassem o livro e batessem com ele no meio da sua cara.

Sarah Pekkanen e Greer Hendricks
O leitor bola suas teorias, supondo o que está acontecendo com as migalhas de informações que as autoras dão. E então recebemos surpresas atrás de surpresas, muitas delas realmente improváveis. O que podemos aprender com essa história é que nem sempre o que lemos e o que nos dizem é.

Temas muito atuais são abordados, como o abuso, tanto físico quanto psicológico, e relacionamentos tóxicos. Não é uma história real, mas a sensação que fica é a de que o enredo é muito verossímil, que poderia acontecer com qualquer uma de nós.

Thriller é um gênero que gosto muito e leio com frequência, então sei que muitas vezes o início é bom, o meio arrastado e o final surpreendente e com a resolução dos mistérios. A Mulher Entre Nós não seguiu esse padrão. O nível foi alto o tempo todo, sempre com a sensação de que uma catástrofe estava prestes a acontecer. O meio não foi enrolado, pelo contrário, temos uma revelação que muda tudo, toda a maneira que vemos a história. Esperava algo um pouco mais grandioso do final, mas ele não deixa a desejar, nos apresentando as últimas respostas que estavam em aberto, assim como um desfecho.

Com uma trama inteligente e que te envolve, A Mulher Entre Nós foi uma ótima leitura, daquele tipo que não vou esquecer ou superar tão cedo.

Obrigada, Companhia das Letras e Editora Paralela por essa leitura que tanto adorei.

Recomendo muito.

Teca Machado

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Projeto um ano sem comprar livros – Mês 1


Há um mês contei aqui para vocês sobre o meu projeto de ficar um ano sem comprar livros. Resumidamente, essa história começou como uma brincadeira, com amigos dizendo que eu deveria passar um ano sem livros novos porque tinha quase 200 deles na estante. Pensei bem no assunto e acabei assumindo esse compromisso. Minha motivação principal foi que tenho livros que quero muito ler que estão há tempos na estante que não saem de lá porque novos chegam e eu passo na frente da fila. E também para me ajudar a fazer uma desintoxicação de comprar, já que eu fico até coçando de vontade quando escuto que eles estão em promoção. Acho que vai me fazer bem.


O primeiro mês acabou e eu fiquei firme e forte no meu propósito.

Maio não foi tão difícil quanto eu achava que seria esse início, que é bem marcado pela abstinência (Não rolou nenhum sintoma, ufa!). Mas confesso que só foi tranquilo porque o grupo Companhia das Letras me enviou oito livros nesse período de tempo como parceria. Então isso acalmou o comichão de comprar livros.

Não nego que em vários momentos eu fiquei bamba. Principalmente quando chegava e-mails da Amazon – quase todo dia eles me falam que tal gênero está com desconto, com super promoção -, da Saraiva, da Cultura... Fora as editoras que vivem me falando sobre seus lançamentos.

Até mesmo fui num evento literário e não comprei nenhum livro (Caramba, estou muito orgulhosa de mim mesma!). 


Passei por livrarias sem nem olhar para eles, porque se eu parasse para ver pelo menos a vitrine eu fraquejaria. Então parecia uma louca tapando os olhos e virando para o outro lado.

Chegou uma caixa de assinaturas de livro infantil nesse período, mas ela não entra no projeto porque comprei fim de março, antes de fazer o projeto e só chegou agora, então eu não trapaceei.

Todos os meses farei um post aqui para que vocês saibam se continuo seguindo meu caminho ou se fraquejei.

Um mês já foi. Só faltam 11.

Torçam por mim.

Teca Machado

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Livros lidos em maio


Maio acabou, junho começou já com um feriado bacana para a gente gastar muitas horas lendo e eu consegui me perder em várias páginas nos últimos dias.

Vêm ver o que eu li em maio:

Fotos @casosacasoselivros

1- Origem – Dan Brown (Editora Arqueiro)
2- Prometida – Série Perdida – Carina Rissi (Verus Editora)
3- Reações Químicas – Clara Savelli (publicação independente)
4- A Mulher Entre Nós – Green Hendricks e Sarah Pekkanen (Editora Paralela)

Como vocês podem ver, uma leitura não tem nada a ver com a outra. Uma ficção de ação, cheia de dados históricos e arquitetônicos, um romance de época, um chick lit e um thriller. Gosto de misturar gêneros para não ficar presa apenas num tipo de história e enjoar desse universo. Fazendo assim, sinto que aproveito melhor cada uma das obras.

Prometida já tem resenha aqui e Origem tem vídeo resenha aqui, já os outros vão receber uma nos próximos dias.

E vocês, o que leram no último mês? Algum desses livros estão na sua pilha de lidos?

Teca Machado

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Safe - Crítica


Se tem um carequinha que eu adoro é o Harlan Coben. Já li tantos livros seus que eu nem sei dizer quantos. E sempre adoro e me surpreendo com as histórias, principalmente as que envolvem Myron Bolitar, seu protagonista mais famoso. Então fiquei ansiosa para assistir Safe, produção da Netflix que leva seu nome como criador e roteirista. Com apenas oito episódios, temos uma trama misteriosa que nos surpreende até os minutos finais, como é típico do autor.


Em Safe, após uma festa entre adolescentes regada a álcool e drogas, Chris (Freddie Thorp) é encontrado morto. Sua namorada Jenny (Amy James-Kelly) está desaparecida e ninguém têm ideia do que aconteceu. Desesperado com a falta de solução da polícia local, Tom (Michael C. Hall), um viúvo que ainda não se recuperou totalmente da perda da esposa, inicia uma busca frenética pela filha sumida ao lado do melhor amigo Pete (Marc Warren). Numa comunidade fechada e aparentemente muito segura próxima a Londres, Tom descobre que seus vizinhos e amigos escondem muito mais do que aparentam.

Apesar de ter visto vários sites e blogs dando mil estrelinhas e exaltando Safe, para mim faltou algo. Por vezes me pareceu um dramalhão. Senti, talvez, que Coben funcione melhor nos livros do que na televisão/cinema. Alguns episódios, principalmente a partir do quarto até o sexto ou sétimo, pareceram dar voltas e não chegar a lugar nenhum. Algumas subtramas, que estão lá para desviar a atenção do espectador das pistas principais, me pareceram supérfluas, algumas até mesmo sem resolução. Esses arcos dramáticos paralelos diminuíram um pouco o ritmo da história. Num livro isso é super válido, porque tem mais espaço para elaborar, principalmente porque temos um acesso mais universal aos personagens e seus pensamentos.



Michael C. Hall tem sido elogiado (menos o seu sotaque inglês bem falsificado) em um dos seus primeiros trabalhos depois da aclamada série Dexter. Ele trabalha de forma competente, mas não me pareceu espetacular. Não senti todo seu desespero pelo desaparecimento da filha durante todo o tempo. Quem podemos elogiar sem medo é Amanda Abbington, no papel de Sophie, interesse amoroso de Tom e investigadora da polícia local, e Audrey Fleurot, como Zoe, mãe de Chris e professora que está sendo acusada de pedofilia. 

Coben vai nos direcionando para locais que não imaginávamos e as peças do quebra-cabeça se juntam até, literalmente, o último minuto do último episódio. E essa capacidade de nos surpreender é algo que sempre gostei no autor. 



Quem já está acostumado com o estilo narrativo do autor consegue enxergar suas marcas em muitas passagens dos oito episódios. Por momentos me pareceu que ele colou trechos de várias histórias suas. Tanto que no início eu fiquei na dúvida se era um livro que tinha lido.

Safe é uma série interessante, com uma história que instiga, mas que pecou um pouquinho na execução e não me convenceu todo o tempo. Vale a pena assistir, ainda mais se for de uma vez só. Não há margens para uma nova temporada e pessoalmente eu acho que não precisa, porque seria esticar desnecessariamente a trama que está bem fechadinha.

Recomendo.

Teca Machado

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Um Contratempo - Crítica


Algo que a Netflix tem feito é abrir meus horizontes cinematográficos. Acostumados a assistir apenas produções de Hollywood, no máximo uma ou outra brasileira, nós agora temos com muita facilidade outros filmes estrangeiros. E no sábado, já que ninguém queria sair de casa para não gastar gasolina, meus vizinhos foram na minha casa e decidimos assistir a um filme. Não sei porque, mas paramos na seção de estrangeiros. Ao ler a sinopse do espanhol Um Contratempo, do diretor e roteirista Oriol Paulo, decidimos que talvez fosse uma boa escolha sem nem mesmo assistir ao trailer. Mas Estávamos errados, já que não foi uma boa escolha: foi ótima!

Pode se jogar na resenha que é livre de spoilers!


Posso dizer que Um Contratempo foi um dos melhores suspenses que vi nos últimos tempos. O enredo parece simples, mas é complexo, recheado de nuances e traz muitas reviravoltas, até o último minuto, literalmente. Temos um quebra-cabeça onde vão surgindo peças que nem imaginávamos que estavam faltando e tudo vai se juntando de uma forma que vai ser totalmente mind blowing. No fim das contas, você nunca está prestando atenção o suficiente.

Adrián (Mario Casas), acorda num quarto de hotel e encontra sua amante morta (Bárbara Lennie) e muitas notas de dinheiro espalhadas, sem saber ao certo como isso aconteceu. O quarto estava trancado por dentro, sem nenhum tipo de saída alternativa, então ele é o suspeito óbvio. Acusado pelo assassinato e esperando julgamento, se reúne com Vírginia Goodman (Ana Wagener), uma das melhores advogadas criminais da Espanha, para juntar as peças, descobrir o que aconteceu e montar sua defesa.



Falando assim parece quase clichê, uma trama onde ele vira o próprio detetive para resolver seu caso, já que a polícia não acredita na sua versão. Mas há uma subtrama, contada por meio de flashbacks, que se entrelaça profundamente com a principal, nos trazendo um enredo diferente, surpreendente e muito bem amarrado. A cada hora o espectador cria uma teoria, que cai por terra nos minutos seguintes, pois Oriol consegue nos enganar todo o tempo. É uma espiral de acontecimentos que nos leva muito mais profundamente do que de início acreditávamos.

As atuações são excelentes, principalmente de Bárbara Lennie e Ana Wagener. Bárbara diz muito com o olhar, com as micro expressões do rosto. O espectador sente raiva, sente pena, sente nojo da sua personagem. Ela desperta emoções em quem a assiste e faz um trabalho excelente. Já Ana Wagener criou uma personagem feroz, uma advogada que não tem papas na língua e não se deixa manipular por ninguém. Seus momentos em tela são inspiradores. Ela pressiona Adrián, dizendo que não pode ser mole, já que promotores e juízes não serão. Mario Casas é competente, mas perde um pouco o brilho ao lado de mulheres tão notáveis.



Nem de longe é uma história que dá medo. É um thriller policial cheio de tensão, sobre o ser humano e as consequências do seu atos, que geram bolas de neve imparáveis. As cores são frias e sóbrias, como o enredo pede. Há sempre aquele clima de que algo irá dar errado em breve. Muito errado.

Um Contratempo é um excelente suspense para quem gosta de uma história inteligente que vai dar um tilt no seu cérebro.

Recomendo muito.

Teca Machado

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Disnasty - Crítica


Sabe quando a série é ruim, mas é boa

Dinasty, da Netflix, tem sido meu guilty pleasure, aquela produção que não te acrescenta em nada, é meio drama mexicano, às vezes parece meio forçado, mas é legal para caramba – principalmente porque as roupas são sensacionais.


Dinasty é um reboot do programa de mesmo nome que passou de 1981 a 1989 e era tido como um novelão. Acompanhamos os Carringtons, uma família americana riquíssima e poderosíssima, que tem uma verdadeira dinastia, um império empresarial. 

Fallon (Elizabeth Gillies), filha o bilionário Blake Carrington (Grant Show), se preparou a vida inteira para assumir as empresas do pai. É ambiciosa, inteligente, esforçada e faz tudo para estar no topo. Já seu irmão Steven (James Macay, a fuça do Mateus Solano), é o oposto, um ambientalista totalmente contra a organização do pai, que comercializa combustível. Mas quando Blake resolve se casar com Cristal (Nathalie Kelley), sua antiga relações-públicas que tem um passado obscuro e tenta a todo custo subir na vida, Fallon vê seus planos arruinados e vai fazer tudo para que seu status continue como antes, sem a madrasta em sua vida.



Em Dinasty você pode esperar glamour, riqueza, jatinhos, intrigas, conspirações e muita lavação de roupa suja. O que eles têm de ricos, eles têm de problemáticos. E ainda há os Colby, ricos na mesma medida e tão complexos quanto.

A série é dos mesmos criadores de Gossip Girl e The O.C., por isso continuamos nesse ambiente endinheirado e cheio de intrigas que já conhecíamos de anos atrás. Por isso podemos esperar o mesmo nível de cenários e figurino. As roupas, principalmente de Fallon e Cristal, são lindas e dão vontade de ter aquele guarda-roupa para a gente. Além disso, as cores da produção são muito bonitas. Elas combinam, são fortes, e brilham, como se todo aquele universo rico tivesse sido polido para brilhar ao máximo. É engraçado ver aquele pessoal jantando em casa, só em família, ainda mais maquiado e arrumado do que a gente vai em casamentos.



Quem vê Elizabeth Gillies em Dinasty sem conhecer seu passado no entretenimento, que foi o meu caso, jamais iria imaginar que a ruiva cheia de fuego, sem medo de ninguém, uma mulher poderosa e altamente confiante, já foi do canal infantil Nickelodeon, começou a carreira ainda muito novinha como atriz da Broadway e é cantora e dançarina. Não é a melhor atriz do mundo – assim como ninguém basicamente da série -, mas é muito competente. Sabemos que sua personagem não é fácil, nem sempre é boazinha, mas nos apegamos e torcemos por ela. Já Cristal é uma vaca que amamos odiar. Nathalie Kelley nos entrega uma quase odiosa madrasta, que não deixa que Fallon pise facilmente.

A primeira temporada, toda na Netflix, tem 23 episódios. Teoricamente, o serviço de streaming ia soltar episódios semanalmente, mas não teve uma regularidade muito boa, o que fez com muito se dissesse que não teria uma segunda temporada. Mas há poucos dias ela foi anunciada, para ser lançada ainda em 2018 e já está em produção.



Dinasty é meio novela mexicana, mas vai te prender! Você sempre vai querer saber qual será o próximo passo dos Carrington e vai desejar que toda aquela dinastia fosse sua. Ou não.

Recomendo.

Teca Machado


terça-feira, 22 de maio de 2018

Prometida - Resenha


Quando li Perdida, da Carina Rissi, publicado pela Verus Editora, achei o livro perfeito, incrível e tão redondinho que poderia acabar assim. E então veio Encontrada, e foi uma excelente continuação, criativa e divertida como a Carina sabe fazer. E então veio Destinado, narrado pelo lindíssimo Ian, e Carina nos maravilhou mais uma vez, com reviravoltas e um novo enredo. Apesar de algumas pontas soltas envolvendo Elisa, irmã de Ian, imaginei que um livro depois disso seria demais, no sentido de que “já que está fazendo sucesso, vamos encher linguiça”. Mas ganhei da minha amiga Sarah (@sarahsbookclub) Prometida, com foco em Elisa e Lucas e posso dizer que me apaixonei por uma história doce, sensível e que precisava mesmo ser contada.

Foto @casosacasoselivros

Em Destinado, Ian e Sofia vão parar no futuro para resgatar Elisa, que sem querer foi para 200 anos a frente. Em Prometida temos o desdobramento disso. Elisa voltou diferente da experiência, mas o que mudou principalmente foi a sua relação com Lucas. Um dia após ser pedida em casamento, Elisa desapareceu na linha temporal por alguns dias. Para o noivo, que tanto a amava, ela havia fugido com outro homem e foi trazida de volta a força. Então agora aquele compromisso tinha outro rosto. Não era mais cheio de amor, mas de mentiras. Então Lucas manteve o noivado, mas foi passar anos na Europa estudando, para castigar a garota e para tentar esquecê-la. Elisa, com o coração arrasado por não poder contar o que aconteceu, virou chacota de todos, já que o noivo que tanto amava a deixou por tanto tempo. Mas agora ele está de volta e a relação que antes foi tão doce está cheia de mágoas, dor e desprezo.

Prometida tem uma história fofa e delicada, mas com dois personagens mais teimosos do que mulas. Acredito que muitos dos problemas de Elisa e Lucas poderiam ter sido resolvidos com uma boa conversa (mas aí não teríamos livro, né?). Várias vezes quis pegar os dois pela mão, sentar numa cadeira e mandar que resolvessem suas diferenças. Os motivos de cada um são válidos, ainda que meio tortos, porque um não sabe o lado do outro da história.

Carina Rissi
Muitos leitores sempre gostaram de Elisa. Eu gostava, mas achava uma personagem que não fedia e nem cheirava. Apenas ok. Muito doce, muito meiga, muito certinha, então sempre tive uma queda pela Sofia, bem mais vida loka e engraçada. Mas em Prometida conhecemos outro lado seu. Descobrimos que ela é um vulcão abaixo da superfície serena. Lucas, apesar de aparecer nos outros livros, nunca teve muito destaque. Apenas agora conhecemos quem é, suas motivações e sua história, o que foi muito bacana. Por capítulos narrados por Elisa e em outros do ponto de vista do rapaz, podemos ver sua mudança de gentil médico para um homem implacável, machucado, que ainda mantém um coração muito bom (e apaixonado).

Um enredo do livro, envolvendo Valentina e sua mãe, contém um mistério. Só que eu descobri rapidíssimo o desdobramento. Não sei se eu peguei no ar logo de cara ou se não era tão misterioso mesmo, só sei que não me surpreendi nesse sentido. Mas em todos os outros sim. Prometida foi uma grata surpresa, porque eu imaginava uma história “a mais” e encontrei uma cheia de personalidade, amor e doçura.

Revemos personagens queridos (Ian e Sofia, amo vocês, seus lindos!), que continuam morando no nosso coração, e conhecemos novos, como Samuel, o órfão que Elisa acolhe, a família de Lucas e Marina e Ana Laura, as filhas de Ian e Sofia que estão crescendo e sendo fofíssimas.

Série Perdida

Me emocionei, me apaixonei e suspirei muito em Prometida. Carina Rissi tem a magia da escrita na ponta dos dedos e nos encanta muito. Posso dizer hoje que é uma das minhas escritoras preferidas e fico muito feliz de saber que é nacional. Confesso que estou pensando que o próximo livro da série Perdida, Desencantada, que conta a história de Valentina, será uma encheção de linguiça, mas se eu me surpreendi uma vez, posso de novo, certo?

Recomendo muito.

Teca Machado

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Companhia das Letras - Recebidos


Como disse na segunda-feira passada, estou vivendo o projeto Um Ano Sem Comprar Livros (só que não tem nem um mês ainda, não comecei a sofrer de verdade), mas, felizmente, o grupo Companhia das Letras, tem uma parceria com o blog e envia livros com certa frequência. Então essa pessoa aqui que irá chorar com a falta de comprar livros recebeu alguns de presentes.

Semana passada recebi quatro obras da Companhia das Letras, sendo três do selo da Editora Seguinte e um da Editora Suma de Letras.

Fotos @casosacasoselivros

1- Aos Dezessete Anos – Ava Dellaira (Editora Seguinte)

Quando tinha dezessete anos, Marilyn viveu um amor intenso, mas acabou seguindo seu próprio caminho e criando uma filha sozinha. Angie, por sua vez, é mestiça e sempre quis saber mais sobre a família do pai e sua ascendência negra, mas tudo o que sua mãe contou foi que ele morreu num acidente de carro antes de ela nascer.

Quando Angie descobre indícios de que seu pai pode estar vivo, ela viaja para Los Angeles atrás de seu paradeiro, acompanhada de seu ex-namorado, Sam. Em sua busca, Angie vai descobrir mais sobre sua mãe, sobre o que aconteceu com seu pai e, principalmente, sobre si mesma.

2- Dias de Despedida – Jeff Zentner (Editora Seguinte)

"Cadê vocês? Me respondam."

Essa foi a última mensagem que Carver mandou para seus melhores amigos, Mars, Eli e Blake. Logo em seguida os três sofreram um acidente de carro fatal. Agora, o garoto não consegue parar de se culpar pelo que aconteceu e, para piorar, um juiz poderoso está empenhado em abrir uma investigação criminal contra ele.

Mas Carver tem alguns aliados: a namorada de Eli, sua única amiga na escola; o dr. Mendez, seu terapeuta; e a avó de Blake, que pede a sua ajuda para organizar um “dia de despedida” para compartilharem lembranças do neto.

Quando as outras famílias decidem que também querem um dia de despedida, Carver não tem certeza de suas intenções. Será que eles serão capazes de ficar em paz com suas perdas? Ou esses dias de despedida só vão deixar Carver mais perto de um colapso — ou, pior, da prisão?

3- Interferências – Connie Willis (Editora Suma de Letras)

Em um futuro não muito distante, um simples procedimento cirúrgico é capaz de aumentar a empatia entre os casais, e ele está cada vez mais na moda. Por isso, Briddey Flannigan fica contente quando seu namorado, Trent, sugere que eles façam a cirurgia antes de se casarem — a ideia é que eles desfrutem de uma conexão emocional ainda maior, e que o relacionamento fique ainda mais completo. Bem, essa é a ideia. Mas as coisas acabam não acontecendo como o planejado: Briddey acaba se conectando com outra pessoa, totalmente inesperada.

Conforme a situação vai saindo do controle, Briddey percebe que nem sempre muita informação é o melhor, e que o amor — e a comunicação — são bem mais complicados do que ela esperava.

4- A Caçadora de Dragões – Iskari – volume 1 – Kristen Ciccarelli

Quando era criança, Asha, a filha do rei de Firgaard, era atormentada por sucessivos pesadelos. Para ajudá-la, a única solução que sua mãe encontrou foi lhe contar histórias antigas, que muitos temiam ser capazes de atrair dragões, os maiores inimigos do reino. Envolvida pelos contos, a pequena Asha acabou despertando Kozu, o mais feroz de todos os dragões, que queimou a cidade e matou milhares de pessoas — um peso que a garota ainda carrega nas costas.

Agora, aos dezessete anos, ela se tornou uma caçadora de dragões temida por todos. Quando recebe de seu pai a missão de matar Kozu, Asha vê uma oportunidade de se redimir frente a seu povo. Mas a garota não vai conseguir concluir a tarefa sem antes descobrir a verdade sobre si mesma — e perceber que mesmo as pessoas destinadas à maldade podem mudar o próprio destino.


*** 

No momento estou lendo A Mulher Entre Nós, de Greer Hendricks e Sarah Pekkanen, que recebi no pacote anterior a esse. O livro é da Editora Paralela, que faz parte do mesmo grupo editorial. Estou gostando muito. É um thriller psicológico que está me deixando extremamente curiosa.

E sem seguida, qual desses quatro vocês acham que eu deveria ler?

Teca Machado


sexta-feira, 11 de maio de 2018

Corte de Asas e Ruína - Resenha


Tem coisa mais maravilhosa do que terminar uma série de livros de forma épica? Tem não (a não ser o fato de que acaba e a gente fica chateado de ter que deixar esse mundo que tanto amou). E é assim que me senti no fim de Corte de Asas e Ruína, terceiro e último volume da saga Corte de Espinhos e Rosas, de Sarah J. Maas, publicado pela Galera Record.

Fotos @casosacasoselivros

Depois de um ótimo Corte de Espinhos e Rosas (comentei aqui), um incrível e insano Corte de Névoa e Fúria (aqui), chegamos ao maravilhoso Corte de Asas e Ruína. No fim do livro 2, a gente quase morre do coração de tanta coisa que acontece (meu, Deus, Maas, por que fazer isso com a gente? POR QUE?), e finalmente soube como tudo se desenrola, a todo momento com tensão, porque a guerra que está sendo falada desde o primeiro livro chegou.

Se você não leu os dois anteriores, pule o próximo parágrafo.

Feyre, após fingir que o laço com Rhys foi cortado para salvar a todos que ama, voltou para a Corte Primaveril. Com sede de vingança e muitíssimo brava com Tamlin, ela deseja destruir a corte dele de dentro para fora e então voltar para onde realmente pertence, a Corte Noturna. Quando enfim volta aos braços de Rhys, reencontra os amigos e suas irmãs, Feyre descobre que a guerra está batendo na porta e todos precisam abandonar a segurança de Velaris para proteger o mundo – ou pelo menos o que sobrar dele depois que o Rei de Hybern usar o Caldeirão.

Corte de Asas e Ruína é como o fim dessa saga maravilhosa deveria ser: épico. Cada página, cada capítulo, te transporta para Prythian, te envolve nesse universo de uma forma tão profunda que é até difícil voltar para a realidade. Maas criou uma história envolvente, cheia de tensão, que te instiga e te faz sempre querer saber o que acontece em seguida, morrendo de medo de que algo aconteça com seus personagens preferidos, porque a autora não tem medo de fazê-los sofrer. A leitura, apesar de bem longa, passa de forma rápida

Se tem algo que esse livro faz é te encher de emoções. Não é exagero dizer que nas últimas 100 páginas eu berrava, ficava com o coração acelerado, sentia apreensão e tensão por tudo o que acontecia. Costumo dizer que o objetivo de um livro é te fazer sentir. E posso afirmar com total e plena certeza que a Maas faz a gente sentir. Ao final tudo o que eu queria era ficar deitada na BR, me sentindo atropelada por sentimentos, pensando “uau, é por isso que eu amo literatura”.

Os personagens principais continuam enchendo o nosso coração de amor. Feyre e Rhys são um dos melhores – se não o melhor – casal DA VIDA. São aqueles que eu irei shippar eternamente. A autora soube criar um romance crível, engraçado, maduro e que realmente mostra que o amor cura feridas. Todo resto da Corte dos Sonhos sempre será maravilhosa também. Cassian, Azriel, Mor, Arhen... Que pessoal incrível! Posso ser amiga deles? E há ainda as irmãs de Feyre, que aparecem bastante nesse livro. Elain está diferente, está difícil, não é uma personagem que nos fará gostar tanto dela. E há ainda Nestha. Bom, Nestha é um ponto a se comentar. Ela é odiosa, é brava, é egoísta. Mas é uma força da natureza, furiosa, uma tempestade. Podemos entender toda sua revolta, tudo o que borbulha embaixo da sua superfície. Nestha é alguém a se observar nos próximos livros, que serão spin-offs e terão como foco as irmãs Archeron.

Imagem de Charlie Bowater

Corte de Asas e Ruína é grandioso, amarra várias pontas que estavam abertas dos outros volumes e dá um fim épico e emocionante a uma série que deveria ser lida por todo mundo. Mal posso esperar pelos próximos, que não serão da saga de Feyre e Rhys, mas continuarão nesse universo féerico.

Recomendo muito (MUITO MESMO).

Teca Machado