terça-feira, 17 de outubro de 2017

Centelha – Livro 2 da série Em Busca De Um Novo Mundo


Alguns livros nos tiram o fôlego. Brilho, de Amy Kathleen Ryan, primeiro volume da série Em Busca De Um Novo Mundo, que comentei aqui, foi um deles. E a sequência, chamada Centelha, é igualmente de perder o ar. Tensão, correria, situações de risco e muito pouca esperança de futuro ditam o enredo da obra.


Em Brilho conhecemos a realidade da humanidade: com a Terra destruída, duas naves-mundo – Empyrean e New Horizon - foram enviadas para a Nova Terra, um planeta aparentemente com condições iguais ao nosso. Mas durante o caminho uma nave entrou em conflito com a outra, muitas mortes aconteceram na Empryrean, as adolescentes meninas foram sequestradas, assim como os adultos. 

Centelha inicia exatamente onde o outro livro terminou. Waverly, a líder das garotas, conseguiu resgatar todas elas e voltar para a sua nave, mas precisou deixar todos os pais para trás, inclusive sua mãe. Retornou para uma nave que tem apenas adolescentes e crianças tentando sobreviver da melhor maneira possível. Seu ex-namorado Kieran, antes doce e gentil, se tornou uma espécie de capitão ditador da Empyrean e um líder religioso extremista que muito lembra a capitã da outra nave, responsável pelo sequestro e pelo massacre, jogando na cadeia todo mundo que é contra ele, inclusive Seth, seu maior opositor. E como se tudo isso não bastasse, parece que há um clandestino na nave, pronto para destruí-la, acabando com parte do que sobrou da humanidade.

Por se passar no espaço, muitas vezes em situações com pouco oxigênio dentro da nave, Centelha tem um quê claustrofóbico, um sentido de urgência que nem todos os livros de ação e ficção conseguem ter. Amy Kathleen Ryan soube equilibrar acontecimentos introspectivos e de descobertas com ação pura e simples (os últimos capítulos mesmo são arrebatadores). Ora os personagens estão tentando desvendar quebra-cabeças de funcionamento da nave e de como pegar o terrorista e ora lutam pela sobrevivência pura e simples. A história tem realmente um ritmo um pouco mais lento do que no primeiro, mas nada que não funcione para a obra.


Apesar de ser um livro com protagonistas adolescentes e eles serem imaturos às vezes, os personagens têm a cabeça no lugar e conseguem muito bem levar a história com uma ótima evolução. E mesmo com um triângulo amoroso que parecia promissor no primeiro volume, em Centelha ele não é explorado, o que é ótimo, já que o romance não é o foco da história, pelo contrário. A autora não forçou a barra para que ficassem juntos e isso é muito raro em livros do gênero.

Waverly é a mocinha, mas pouco tem de indefesa. Na verdade, coloca os homens no chinelo. Luta pelo que acredita e não abaixa a cabeça para ninguém. Seth teve uma evolução incrível desde Brilho e está se tornando um homem muito equilibrado e gentil, ainda que uma espécie de anti-heróis. Conhecemos a fundo seu passado e isso mostra o motivo de ele ser quem é hoje. Kieran é para querer matar, já que de fofo se tornou um babaca de marca maior, mais teimoso que uma mula e que prefere deixar todos correrem risco do que dar o braço a torcer de que estava errado. Sim, o peso em seus ombros é muito grande, mas ele não precisa ser um idiota, né?

Centelha é um livro grande, mas as páginas correm nas suas mãos, principalmente as últimas. E Amy Kathleen Ryan nos deixa um cliffhanger ABSURDO. Isso não se faz com o coração dos leitores!

O terceiro e último livro da série Em Busca de Um Novo Mundo é Chama e eu espero um final épico!

Recomendo.

Teca Machado


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O que é e como curar uma ressaca literária


Muita gente pode até conhecer a sensação, mas não sabe o nome “científico”: Ressaca literária.

Afinal, o que é isso?

É quando após terminar um livro tão bom, que mexeu muito com seus sentimentos, você não conseguir começar outro logo em seguida. É um período de hiato em que o leitor fica ali só curtindo a dor e a alegria de ter terminado uma história fantástica – ou desoladora. É não ter ânimo ou coragem de entrar em outro universo literário, porque você está profundamente imerso no anterior.


Tenho certeza que você já passou por isso pelo menos uma vez na vida, não é?

Mas como curar essa ressaca que pode até mesmo se pior do que a de bebida?

“Especialistas” bookaholics dão algumas dicas:

1- Releia seu livro preferido. 

Nesse caso você tem a certeza de que vai encontrar um livro bom e que talvez não precise de toda a sua capacidade mental, já que você conhece bem a história e pode ler sem grandes expectativas.

2- Leia contos.

Talvez o seu coração ainda não esteja pronto para encarar um livro novo e enorme, cheio de grandes possibilidades, mas ler um conto requer pouco compromisso. Geralmente são curtos, fáceis de ler e tem uma alta capacidade de te tirar da ressaca. O problema é ele ser muito bom e muito curto e você acabar em outra ressaca.

3- Fale sobre o livro com alguém.

Você está imerso até a cabeça no universo do livro, certo? Então talvez conversar sobre ele, colocar tudo para fora, seja uma maneira de se livrar da sensação de desolação que ficou. Fale, fale, fale até se cansar (ou até a pessoa cansar de você. Aí nesse caso, passe para a próxima disposta a te escutar).

4- Leia um livro indicado para leitores que tenham gostado da obra que te ressacou.

Às vezes, melhor do que tentar sair da ressaca é se afundar nela logo de uma vez. Leia livros do mesmo gênero, de autores que sejam comparados ao que você acabou de ler. Quem sabe a nova leitura te deixe com uma ressaca pior ainda!

5- Dê tempo para o seu organismo absorver todo o conteúdo.

Eu sei. Você é um obsessivo por livros. Assim que termina um precisa começar outro. Mas, às vezes, com a ressaca literária você simplesmente não consegue. Então curta sua ressaca, vá ver filmes ou séries para variar, vá correr no parque. Em alguns dias o seu cérebro já absorveu toda a história, processou todos os sentimentos e vai te deixar seguir em frente, pronto para a próxima ressaca.


* A ideia deste post surgiu ontem, quando ao conversar com um casal de amigos que gostam de ler, mas não são leitores compulsivos, não sabiam nomear a sensação de simplesmente não conseguir ler um novo livro porque o último que leram era simplesmente genial.

Teca Machado

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Vídeo: O dia que eu entrei sem querer numa treta literária na internet


Semana de feriado e os posts ficaram um pouco deixados de lado aqui no blog, mas, como prometido, toda sexta-feira tem vídeo novo no canal e hoje não poderia ser diferente!

E justamente hoje, no Dia Mundial do Escritor, eu vim falar sobre o dia que entrei sem querer numa treta de internet depois de ser sincera sobre um livro nacional que li e não gostei. Opa!

Vem ver o que rolou!


E aí, você também acha que a sinceridade é o essencial para blogs literários?

Gostaram? Então se inscrevam no canal (se ainda não, é só clicar aqui) e deem um like no vídeo de hoje para ajudar o canal a crescer!

Beijos e um bom fim de semana!

Teca Machado


terça-feira, 10 de outubro de 2017

Fuller House – 3ª temporada


Com um sorriso no rosto. 

Foi assim que eu fiquei durante quase todo o tempo dos 9 episódios da primeira parte da terceira temporada de Fuller House, série derivada de Full House, sucesso dos anos 1980 e 1990 e que ganhou novas temporadas na Netflix.


Veja aqui a resenha sobre a primeira temporada e aqui sobre a segunda.

Esses 9 episódios foram muito divertidos de acompanhar, já começando nos primeiros minutos, quando o Max (Elias Harger) começa o verão com uma animada música chamada Best Summer Ever em que todo elenco participa. Mas, não se preocupe, não é um musical, é apenas um sonho do garoto, e talvez o melhor verão da vida não seja tão bom assim, principalmente para Jackson (Michael Campion), seu irmão mais velho, que ficou de recuperação.

Best Summer Ever

O trio principal – The Wolf Pack – que conta com DJ (Candance Cameron Bure), Stephanie (Jodie Sweetin) e Kimmy (Andrea Barber) está mais alinhado do que nunca e com várias tiradas maravilhosas. As três mulheres tem personalidades muito opostas, mas que se completam numa relação de irmandade pouco vista por aí, e isso é muito visível em cena.

Todo elenco de Fuller House é ótimo, do trio de mulheres a todos os filhos e namorados, mas Juan Pablo de Pace, no papel de Fernando, marido e ao mesmo tempo ex-marido de Kimmy, sempre que aparece rouba a cena. Ele foi responsável por me fazer rir várias vezes e eu sou apaixonada pelo seu sotaque tão terrível.




Nessa terceira temporada o roteiro está olhando para o presente e para o futuro. Nas temporadas passadas, principalmente na primeira, foi preciso explicar para o público o que aconteceu nos últimos quase 30 anos que se passaram e como os personagens foram moldados pelas situações vividas. Agora eles podem seguir em frente. DJ está construindo uma relação muito divertida e doce com Matt (John Brotherton) – e eu sou Team Matt até o fim, Kimmy está num processo de restauração do casamento com Fernando, Stephanie precisa decidir se tentará um filho, mesmo tendo descoberto que é estéril, Jackson e Ramona (Soni Bringas) estão crescendo, descobrindo como ser adolescente e como ter o coração partido, Max, com seu maravilhoso senso de estilo, enxerga que a vida não é só um mar de flores e o bebê Tommy (Dashiell e Tommy Messitt) é cada dia mais fofo <3.

Apesar das aparições esporádicas, principalmente nos últimos episódios, os atores de Full House sempre brilham quando aparecem. Quem não ama o tio Jesse (John Stamos) ou não se emocionou com o recente divórcio de Danny Tanner (Bob Saget)? Por falar no Bob Saget, sempre que ele aparece eu só consigo pensar na voz dele narrando How I Met Your Mother durante nove temporadas!




O humor de Fuller House é nostálgico, por isso talvez não seja para todo mundo. Como disse quando resenhei a primeira e a segunda temporada, a série é um sitcom americana, no melhor estilo clichê e muito baseado na versão antiga (mas você não precisa assistir Full House para assistir essa, apesar de que é bacana pelo menos saber do que se tratava a outra). Eu sempre rio bastante e não tem um episódio que eu não goste.

A temporada foi dividida em duas partes, com nove episódios cada. A primeira foi lançada dia 22 de setembro, data que marcou os 30 anos de estreia de Full House. E a segunda deve ser liberada ainda esse ano – graças a Deus, porque terminou com um cliffhanger de matar a gente do coração!




Fuller House continua divertido, fofo, cheio de amor e recheado de abraços, sorrisos e família. Talvez seja a temporada que eu mais gostei até agora. É para assistir e deixar o coração quentinho de amor.

Recomendo muito.

Teca Machado

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Mãe, apareci no Papo de Homem!


Sábado acordei com uma surpresa boa!

O Fred Fagundes, do Papo de Homem, fez um apanhado com canais do YouTube com conteúdo bacana e sem zilhões de seguidores que valem a pena acompanhar. E imaginem a minha surpresa em ver o meu nome lá citado entre pessoas tão incríveis e que eu admiro, como Eduardo Bueno (leio os livros dele desde pequena!), Marcelo Madureira, José Trajano, Luh Testoni e muitos outros nomes.

Print do cabeçalho da matéria do Papo de Homem

É ou não é de morrer de emoção?

Você pode ler a matéria completa aqui.

E se você ainda não viu meus vídeos, é só entrar aqui. Toda sexta tem conteúdo novo, que eu tento trazer com o maior carinho e pesquisa sobre o tema.

Print de seção da matéria do Papo de Homem


E os canais que o Fred Fagundes cita eu já seguia alguns e agora sigo muitos outros. Tem bastante gente bacana ali, bacana de verdade.

Teca Machado

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Vídeo novo: Felicidade Invisível


Sexta, além de um dia feliz de pré-final de semana, é dia de que?

Dia de vídeo novo no canal Teca Machado!

E o de hoje é bem especial: Resenha do conto Felicidade Invisível, da querida, linda e maravilhosa Larissa Azevedo.

Essa é a primeira história da série Os Guardiões de Crainn Chiara.

Vem comigo!



E não se esqueça de se inscrever no canal e curtir o vídeo. Toda semana tem novidades para vocês lá!



Teca Machado

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

A volta das que não foram! – Versão 2017 – Projeto Drama Queen #106


O projeto mais amado das dramáticas voltou: Projeto Drama Queen! \o/

Na verdade, o PDQ nunca ficou para trás, volta e meia nós planejávamos posts, mas nunca dava certo. Chegamos até pensar: Meu Deus, é possível existir drama de não ter drama? Sente o nível da gente! 

O PDQ só estava descansando e ele está pronto para atacar novamente! Com novos e antigos dramas, pontos de vista diferentes e por aí vai. Afinal, uma vez drama queen, sempre drama queen. Esse é um cargo que você nunca deixa para trás, a verdade é essa.

Mas oh, esse post de "a volta dos que não foram" foi um parto para sair. Quando não era uma, era a outra, quando não era a outra, era uma. Isso quando as duas estavam mais enroladas que sei lá o quê (é o drama de ser jornalista, mãe de cachorro, blogueira e mais mil coisas ao mesmo tempo. Mal sobrou tempo para ser dramática! Olha que absurdo!).


Para voltarmos rolou drama das duas partes, ideias a mil, ideias a zero, grava vídeo, posts quinzenais, "você desistiu do nosso PDQ?", "cadê os dramas?", áudio pra lá, áudio pra cá, desisto... NÃO, EU SOU DRAMÁTICA E NÃO DESISTO NUNCA!

- Friend, vamos voltar com o PDQ semana que vem? Sem falta? 
- Sem falta! 

(Semana que vem) 

- Friend, conseguiu? 
- Ai, meu Deus!
- Ok, sua desnaturada... 
- Semana que vem...

(Semana que vem – parte 3450876) 

- Conseguiu? 
- Texto pronto! 
- Também 

ALELUIAAAAAA!!!!! 

Foi isso que rolou, gente. Com um toque extra de exagero, mas baseado em fatos reais! ;-) 

Estamos de volta quinzenalmente com textos cheios de drama, exagero, ironia, lágrimas, risadas e muito, mas muito bom humor para enfrentar os reveses da vida.

Quer ler os textos antigos? É só fazer uma procura por Projeto Drama Queen aqui na barra de busca do blog (Tanto no Casos, Acasos e Livros quanto no Pequena Jornalista). Tem mais de 100 posts dramáticos elevados na potência dez mil para você se divertir até a nossa próxima incursão por aqui.

E agora nós prometemos: A volta das que não foram é para valer!

Ajeita a coroa e vem com a gente.

Beijos,

Carol Daixum e Teca Machado

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Unbreakable Kimmy Schmidt – 3ª temporada


Séries, filmes e livros baseados em fatos reais são uma boa premissa. Ou mesmo uma história fictícia que se atém à realidade. Mas não é divertido quando um show quebra todas as barreiras e vive do nonsense? É maravilhoso! E esse é um dos focos de Unbreakable Kimmy Schmidt, cuja terceira temporada foi lançada esse ano. Eu assisti há tempos, mas acabei esquecendo fazer resenha.


Unbreakable Kimmy Schmidt (comentei a primeira temporada aqui e a segunda aqui) é da Tina Fey, então podemos esperar algo engraçado e com um humor brilhante, ainda que maluco. Kimmy (Ellie Kemper) foi sequestrada quando adolescente e ficou presa num bunker com mais três mulheres e um “reverendo”, que dizia que as havia salvado do fim do mundo. 15 anos depois, quando é solta, Kimmy decide enfrentar o mundo de braços abertos, se muda para NY e vai morar com Titus (Tituss Burgess), um ator fracassado. 

Com o passar das temporadas, a protagonista se joga em experiências das quais foi privada nos anos do bunker, como terminar o ensino médio, e agora ela vai para a faculdade. Titus se vê mais perdido do que nunca, tendo fracassado no relacionamento e no trabalho no cruzeiro, e Jacqueline (Jane Krakowski), a ex-patroa de Kimmy, finalmente aceitou sua herança nativo-americana e continua a busca de um marido rico.



O mais interessante de Unbreakable Kimmy Schmidt é que os personagens vivem na “realidade”, mas o tempo todo fogem dela em situações absurdas e engraçadas, e na terceira temporada isso é ainda mais latente. Tina Fey sabe caminhar nessa linha tênue entre a comédia e o ridículo e nos apresenta uma história muito divertida – ainda que não para todo mundo, porque não são todas as pessoas que se deixam levar por esse tipo de humor nonsense.

Ellie Kemper é incrível como Kimmy. Ela tem o otimismo inocente, o sorriso e a falta de noção de realidade que a personagem pede. Não consigo imaginar outra pessoa na pele de Kimmy! E apesar da maravilhosa protagonista, quem muitas vezes rouba a cena é Tituss Burgess: incrível, divo, glamouroso e altamente egoísta. Nessa temporada ele interpreta Lemonade, da Beyonce, e só isso valeriam todos os episódios! Todo elenco, na verdade, é ótimo. E eu adoro que desde o início Tina Fey faz aparições esporádicas.




Unbreakable Kimmy Schmidt é uma série divertida, engraçada e completamente leve. Com 13 episódios por temporada, cada um com cerca de meia hora, é rapidinho de assistir. É impossível não dar pelo menos alguns sorrisos com as tiradas inteligentes, rápidas e loucas construídas por Tina Fey.

E a Netflix anunciou há alguns meses que a quarta temporada foi confirmada. Ainda não tem data de estreia, mas provavelmente é no primeiro semestre do ano que vem. OBA!

Recomendo.

Teca Machado


terça-feira, 3 de outubro de 2017

Unidos Somos Um – O final de Os Legados de Lorien


Depois de sete livros e quinze e-books (todos curtinhos, dá para ler tranquilo), eis que a série Os Legados de Lorien, de Pittacus Lore, chega ao fim com Unidos Somos Um. E QUE FIM, SENHORAS E SENHORES. Essa saga foi um tiro atrás do outro – metafórica e literalmente para os personagens – e o autor (no caso os autores. James Frey e Jobie Hughes usam o pseudônimo) nos deu um desfecho legen – WAIT FOR IT – dary! 


A série, infelizmente, não é tão conhecida e amada no Brasil, mas garanto que a saga, que começou com Eu Sou o Número Quatro (que tem um filme meio mais ou menos) vale muito a pena ser lida. E o bacana é que os e-books, chamados Arquivos Perdidos, são complementares. Você pode escolher entre lê-los ou não, não vai afetar a sua percepção da história principal, só acrescentar. E eu digo por experiência própria que vale MUITO a pena ler. Por exemplo, os livros focam mais em John (Quatro), Seis, Sam, Ella e Marina, que geralmente são os narradores. Mas nos e-books temos como protagonistas Nove (maravilhoso!), Cinco, Oito, o mogadoriano Adam, o pai de Sam chamado Malcolm, Mark, Sarah, alguns cêpans e mesmo os gardes mortos antes do primeiro livro.

Pittacus Lore
Unidos Somos Um já começa com humanos e lorienos sentindo o peso da guerra. Mortes aconteceram e todos estão arrasados, amargurados e sem esperança, principalmente John e Seis, que se sentem culpados. Mesmo com ajuda do poderio militar da Terra e com adolescentes em todo o mundo que ganharam poderes de Lorien, todos sabem que Setrákus Ra e seu exército é muito mais poderoso. Só que os mogadorianos não contavam que depois de perder tudo e todos, os lorienos não têm mais medo e irão enfrentar a ameaça com toda força, ira e amargura que ficou após tantos anos sendo perseguidos e ameaçados. Eles preferem morrer tentando do que entregar o planeta sem uma luta.

Esse volume final foi intenso, foi dinâmico, foi corrido, foi emocionante e foi cheio de mortes. Pittacus Lore nunca nos prometeu uma história feliz, pelo contrário. Há até planetas sendo destruídos! Mas nos primeiros volumes tínhamos uma morte importante por livro, só que agora, em meio a uma guerra em escala global, os sentimentos dos leitores não foram poupados. Então prepare o seu coração!

Os personagens amadureceram demais. Eles tiveram que crescer à força, tudo o que amavam lhes foi tirado pelos mogadorianos. John, principalmente, foi quem mais teve mudanças. De garoto bom e doce, ele se tornou um líder implacável e furioso, tudo o que os lorienos precisavam – ainda que em vários momentos foi egoísta, pensou só na própria dor e tomou atitudes impulsivas.

Em outros volumes tivemos vários romances e alguns dramas adolescentes, mas com o desenrolar da história isso foi sumindo. Agora a pancadaria rola solta! Ainda mais porque os lorienos estão vingativos, com sede de sangue e finalmente enfurecidos. Só que mesmo com tudo isso, a leitura ainda é leve, há tiradas bem humoradas e irônicas vindas de alguns personagens (NOVE, EU TE AMO)

Os Legados de Lorien - Série completa

reviravoltas de cair o queixo. Muitas vezes durante a leitura eu me peguei de boca aberta, com a mão no peito e a sobrancelha contraída (e isso aconteceu no metrô com frequência, haha). Unidos Somos Um é tudo o que o fim de uma série tão longa e maravilhosa deveria ser. As pontas soltas foram amarradas e é possível ver a preocupação com os fechamentos. Tanto que há um pequeno epílogo que mostra a vida dos personagens um ano depois do fim.

Eu ainda não li os últimos três e-books, que complementam a história de Unidos Somos Um, e estou com um aperto no coração por saber que agora realmente está chegando o fim. Mas os autores divulgaram que vão lançar uma trilogia chamada Generation One, que contará as histórias dos humanos que receberam legados e de como está o mundo após a guerra.


Recomendo muito a série inteira!

Teca Machado


segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Leituras de setembro


Setembro se foi, mas os livros lidos durante o mês ficaram. Não é mesmo?

E o que vocês leram?

Eu li seis obras, cinco beeeeeem boas e uma bem ruinzinha, haha. Acontece, né?


                

1- Poder – Livro 3 da Saga Encantas - Sarah Pinborough – (Única Editora) – Resenha aqui 
2- Meu Romeu – Leisa Rayven (Editora Globo Alt)
3- Onze Vezes Madrinha, Nenhuma Vez Noiva – Mônica Meirelles (Publicação independente)
4- Centelha – Livro 2 da série Em Busca de Um Novo Mundo – Amy Kathleen Ryan (Geração Editorial)
5- Felicidade Invisível – Conto 1 da série Os Guardiões de Crainn Chiara – Larissa Azevedo (Publicação independente)
6- Austenlândia – Shannon Hale (Editora Record)

Em breve temos resenha de todos esses livros, fiquem de olho.

E fiquem de olho também no nosso canal do Youtube, que tem vídeo novo toda semana. Para se inscrever é só vir aqui ou procurar lá por Teca Machado.

O vídeo recente é sobre a série A Garota do Calendário, de Audrey Carlan. Assista aqui.



Agora me contem o que vocês leram ou se leram algum livro dessa lista.

Teca Machado