terça-feira, 31 de outubro de 2017

Thor – Ragnarok – A comédia da Marvel


Thor sempre foi um dos meus Vingadores preferidos. Talvez seja toda lindeza do Chris Hemsworth (e que lindeza!), talvez seja por ele ser meio arrogante, mas amável, talvez seja por ele ser meio burro (ele é, convenhamos, haha), talvez seja por eu amar o seu irmão Loki (Tom Hiddleston), talvez seja por eu adorar cultura nórdica. Não sei, só sei que sempre gostei dos filmes-solo dele, até mesmo do segundo que foi tão criticado, e de sempre que ele aparece nos Vingadores. E posso dizer que Thor – Ragnarok, terceiro filme da franquia do herói, é muito divertido, quase insano e assumidamente uma comédia de ação.


Thor – Ragnarok, do diretor Taika Waititi, é o mais diferente dos filmes do deus do trovão. Ouso dizer que provavelmente é o longa que menos se leva a sério de toda Marvel. E isso não é um ponto negativo. Há piadas o tempo todo – algumas muito boas, algumas apenas boas – e a risada é garantida, principalmente quando Thor interage com Hulk (Mark Ruffalo). Além disso, os atores parecem se divertir muito atuando, até mesmo Cate maravilhosa Blanchet, do papel de Hela, a deusa da morte, a super-vilã que quer ver o circo pegar fogo.

Para quem não sabe o que significa, Ragnarok é o fim do mundo na mitologia nórdica. Depois da morte de Odin (Anthony Hopkins), Hela, sua filha primogênita, é libertada da prisão em que vivia. Sedenta por sangue e violência, ela deseja transformar Asgard e todos os nove reinos em fogo e destruição. Thor e Loki tentam impedir a irmã mais velha, mas ela é mais poderosa do que eles e a dupla acaba perdida no maluco planeta Sakkar. Eles precisam voltar para Asgard, mas estão presos numa espécie de dimensão paralela comandada pelo grão-mestre (Jeff Goldblum).





Apesar de toda comédia, há também um drama em Thor – Ragnarok. Asgard está sendo dizimada, sua população está sofrendo nas mãos de Hela e só sobrevive porque tem a ajuda de Heimdall (Idris Elba). Thor é bobalhão e impulsivo, mas leva a sério o fato de ser um herói, o fato de ter um povo que depende dele. A evolução do personagem no filme foi bacana. Talvez ele finalmente tenha amadurecido. Loki abraça de vez a sua personalidade anárquica. Ele não é bom, mas também não é de todo ruim e, no fim das contas, pode ajudar mais do que atrapalhar – e continua sendo um dos meus personagens preferidos. Quando há interação entre os dois são os melhores momentos do filme.

O elenco é excepcional. Chris Hemsworth e Tom Hiddleston são a alma de Thor – Ragnarok. Funcionam muito bem juntos e são altamente carismáticos. Cate Blanchet dispensa comentários. A cada ano que passa está mais maravilhosa e é uma das melhores atrizes da atualidade, mas é uma pena que tenha interagido pouco com o protagonista. Assim como Anthony Hopkins, que aparece rapidinho, mas não deixa a desejar. Sua atuação de quando Loki finge ser Odin é a melhor! Jeff Goldblum está insano e divertidíssimo como grão-mestre. Mark Ruffalo parece meio dopado quando volta a ser Bruce Banner, mas quando é Hulk, ah, é maravilhoso. E ainda tem Tessa Thompson como a valquíria errante, peça fundamental para o enredo.




Taika Waititi deu um tom bem anos 1980, altamente psicodélico a Thor – Ragnarok e isso conquistou meu coração, porque eu tenho uma paixão bem louca por essa década. As cores saturadas e fortes são presença constante. O filme está cheinho de referências às outras produções do universo – Dr. Estranho (Benedict Cumberbatch) faz uma participação, Tony Stark (Robert Downey Jr.) é citado várias vezes, há uma aparição relâmpago da Viúva Negra (Scarlett Johansson) e mais. 

Há muita ação e as cenas são muito bem coreografadas. E como estamos falando aqui de deuses nórdicos, não de simples mortais com poderes ou equipamentos muito caros, as lutas e as batalhas ganham um ar muito mais irreal, muito mais louco.




Thor - Ragnarok é uma diversão e fundamental para a linha cronológica do universo da Marvel, deixando um gancho para Os Vingadores – Guerra Infinita. As cenas pós-créditos não são das melhores, mas é sempre bom assistir (e são duas, não saia do cinema antes).

Recomendo.

Teca Machado


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O Destino Escolheu Você – Leitura beta


O destino escolheu você.

Não, peraí, me escolheu!

:P

Na verdade, foi o destino, a Beatriz Cortes e a Duda Razzera. Elas escolheram o Casos, Acasos e Livros para ser um dos primeiros blogs a ler o livro que escreveram em conjunto: O Destino Escolheu Você.

Já estou com a obra em mãos e começo em poucos dias. Estou morrendo de curiosidade, porque a sinopse me chamou muito a atenção:


“Gabriela é uma renomada diretora de cinema e Gustavo, um aspirante a ator e advogado. Quando Jonas, o mentor de ambos adoece, o destino trata de colocá-los frente a frente em um projeto. Mesmo em meio à tantas diferenças, eles precisam embarcar nessa jornada juntos por amor a única coisa que eles têm em comum: a arte. Entretanto, um acontecimento inesperado em seu caminho provoca um turbilhão de emoções que reabre antigas feridas. 
Quantas vezes nos sentimos identificados com um filme, uma peça de teatro, o personagem de um livro, ou qualquer representação da arte sobre a humanidade em todos os seus aspectos?

‘A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios’ e Gabriela e Gustavo aprenderão isso da maneira mais difícil.”

E aí, gostaram?

Em breve tem resenha por aqui e fiquem atentos que irei trazer a data de lançamento e muito mais.

Teca Machado

P.S.: Já viram o vídeo novo do canal? É sobre curiosidades literárias. É só clicar aqui.

sábado, 28 de outubro de 2017

Você sabia? - Curiosidades literárias


E hoje tem o que?

Tem vídeo novo!

E o tema é: Curiosidades literárias!

São 10 “você sabia?” sobre livro, autores e até mesmo sobre um bandido leitor.

curioso? Então vem cá comigo:




E aproveite para se inscrever no canal aqui e receber novidades semanalmente (bom, quase sempre semanalmente) e ver os vídeos menos recentes.

Beijos,

Teca Machado


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Nem tão dramática assim! – Projeto Drama Queen #107



- Quer ir para o hospital?
- Não.
- Tem certeza?
- Tenho.
- Mas você não está passando mal?
- Ah, só um pouco.
- Vomitar um monte, não conseguir comer nada, ter dor no corpo todo e muita dor de cabeça não é só um pouco.
- Meu bem, é só uma virosezinha. Vou descansar, tomar muito líquido e fico bem daqui a pouco.
- Do jeito que você é, achei que ia já estar encomendando o caixão.
- Como assim do jeito que eu sou? O que você quis dizer com isso?
- Bom... É que você é meio... Você sabe... Dramática.
- Eeeeeeeu?
- Sim, você. Que acabou de fazer cara de drama.
- Eu não sou tão dramática assim.
- É, e você sabe. Até escreve o Projeto Drama.
- Projeto Drama Queen. Você esqueceu do Queen. Sem o Queen não tem graça. Como eu ia poder ajeitar a coroa?
- Tá, que seja. Mas você deveria ser mais dramática em relação a isso e ir para o hospital.
- VOCÊ QUER DIZER QUE ACHA QUE EU ESTOU MORRENDO? 

* Drama detected* 

- Claro que não, meu amor. Só acho que você deveria ir ao hospital.
- Mas eu não gosto de hospital.
- E alguém por acaso gosta?
- Então vamos fazer um trato. Se eu não melhorar até amanhã, eu vou, tá?
- Ok, combinado.

No dia seguinte:

- E aí, meu bem, melhorou?
- Hum... Claro, tô ótima!

Marido olha minhas olheiras e minha cara meio pálida.

- Mentirosa. Vou te levar agora. Entra no carro.
- Nãããããão. Eu vou melhorar, prometo.
- Você não pode me prometer isso. Larga de ser teimosa.
- Tá. Deixa só chegar a hora do almoço. Vai que eu melhoro, né? Vai que eu consigo comer?
- Cara, além de dramática é teimosa.

Obviamente eu em médico, hahaha

Desfecho da história: Eu melhorei e não fui para o hospital. Hahahahaha. Foi um mal estar muito horroroso essa semana que já passou e eu já estou 100% e altamente funcional.

A história não foi bem assim, mas meu marido tentou me arrastar para o hospital e eu relutei em ir, como sempre. Fiz um check up total há menos de dois meses e tinha certeza que ia chegar lá e escutar que era uma virose. Sei que eu deveria ser dramática justamente com isso, mas por incrível que pareça, não sou. Vai entender!

* O Projeto Drama Queen é uma parceria entre os blogs Casos, Acasos e Livros e Pequena Jornalista com histórias cheias de exagero, ironia, sarcasmo e muito bom humor. A cada 15 dias tem um post novo. Que tal ajeitar a sua coroa e participar com a gente? É só mandar a seu relato dramático!

Beijos,

Teca Machado

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

The Good Place – What the fork?


Vem cá que a resenha hoje é bem boa: The Good Place, série da Netflix que estreou nos EUA ano passado e desde setembro está no serviço de streaming com a temporada 1 completa e a 2 com um novo episódio por semana.


The Good Place foi uma excelente surpresa para mim. Vi no catálogo da Netflix e me interessei simplesmente pelo fato de ter a Kristen Bell, que eu amo. Então me vi viciada numa série divertida – e ao mesmo tempo filosófica -, engraçada, com um enredo instigante e facílima de assistir, com episódios de apenas meia hora.

Sendo criação de Michael Schur, não poderia ser diferente! Ele foi roteirista de Saturday Night Live por seis anos, foi o criador de Brooklyn 9-9 e de Parks and Recreation, de The Office e de um episódio de Black Mirror. Ou seja: ele não é pouca coisa.



Em The Good Place descobrimos que ao morrer você pode ser mandando para dois locais: O Lugar Bom e o Lugar Ruim, uma espécie de Céu e Inferno dividido por setores, como um bairro. Apenas a nata da bondade vai para o Lugar Bom, tão lindo, tão feliz, tão ensolarado, tão colorido, tão cheio de frozen yogurt de infinitos sabores e onde é proibido falar palavrão (aquela conhecida palavra em inglês vira fork, por exemplo), e uma dessas pessoas sortudas é Eleanor Shellstrop (Kristen Bell). O problema é que aconteceu um erro de percurso e ela não deveria estar lá, porque foi uma pessoa egoísta, odiosa e muito mesquinha. E não é porque morreu que ficou melhor. Não, ela está talvez até pior, já que tudo o que faz de errado lá conduz ao caos da sua vizinhança. Com medo de ser descoberta, pede para que Chidi (William Jackson Harper), sua alma gêmea – porque no Lugar Bom todo mundo tem uma alma gêmea -, um professor de ética e filosofia a ajude a ser uma pessoa melhor, já que não quer ser enviada ao Lugar Ruim.



Além da maravilhosa Kristen Bell, que provavelmente está na melhor fase da sua carreira, temos todo um elenco incrível que ajuda a criar um ambiente ainda mais divertido. William Jackson Harper como Chidi é um nerd de bom coração, Jameela Jamil é Tahani, uma socialite e ícone fashion, filantropa que arrecadou bilhões para caridade em vida, Manny Jacinto é Jason, também conhecido como Jianyu, um “monge” mais burro que uma porta, D’Arcy Carden é a assistente do Lugar Bom, uma espécie de Siri que sempre que aparece é um deleite, e Ted Danson é Michael, o arquiteto da vizinhança, responsável por receber todos e por ter projetado esse lindo lugar. E por falar em beleza, o design da série é muito bonito, com cenografia realmente paradisíaca e fofa.




Eleanor é a principal, mas todos personagens têm espaço, tanto que a vida deles é mostrada em flashbacks, o que nos faz entender porque eles estão no Lugar Bom e porque são quem são, além de esconderem segredos. Todos têm um tom meio surtado, mas deliciosamente divertido. E a produção é cheia de referências ao mundo pop, como quando aparece um Minion de pelúcia ou sempre que Tahani cita seus amigos em vida, como as Spice Girls. 

São poucas as séries que falam sobre morte, filosofia, ética e moral, ainda mais de maneira tão engraçada e absurda – isso sem mencionar as questões de amizade e de amor, que não são nenhum pouco forçadas. As situações de The Good Place são nonsense e, ainda sim, por mais paradoxo que pareça, fazem todo sentido. Aprendemos sobre Sócrates, Platão, Kant e isso tudo sem ser chato ou sem parecer aula.




The Good Place tem um roteiro bem amarrado, muito inteligente e com algumas reviravoltas muito interessantes. Enquanto assisto eu fico pensando em como eles vão conseguir manter a série por vários episódios de forma criativa, sem cair na mesmice, e eles conseguem e eu me surpreendo constantemente, além de rir bastante. 

Recomendo muito.

Teca Machado

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Onze Vezes Madrinha, Nenhuma Vez Noiva – Livro nacional que não me conquistou


Alguns livros você lê cheio de expectativa, mas chega na hora e se decepciona. Para mim foi o caso de Onze Vezes Madrinha, Nenhuma Vez Noiva, de Mônica Meirelles. Eu conheci o livro por meio de uma resenha maravilhosa em um blog amigo e fiquei bem empolgada para ler, parecida o tipo de história leve e divertida que eu me apaixonaria, mas, no fim das contas, eu só terminei a leitura porque nunca deixo um livro pela metade, por mais que não esteja gostando. Até onde eu sei, ele está apenas em e-book e eu li pelo Kindle Unlimited.


Onze Vezes Madrinha, Nenhuma Vez Noiva tem um título que lembra muito o do filme Vestida Para Casar, com a Katherine Heigl, mas o desenrolar do enredo em nada tem a ver com a produção. Mel é proprietária de uma loja de vestidos de noivas, já foi madrinha em 11 casamentos, e apesar disso tudo não tem nenhum interesse em se casar. Quando o seu melhor amigo – e ex-peguete – Marco decide se casar com a Renata, também amiga de Mel, ela fica feliz pelo casal. Só que a convivência com a noiva vai abrir os olhos da empresária e fazê-la repensar a decisão de ter deixado Marco escapar anos atrás.

O grande problema de Onze Vezes Madrinha, Nenhuma Vez Noiva é que achei as situações muito forçadas, assim como os diálogos às vezes sem pé e nem cabeça, e a protagonista ser uma tapada. Mel posa de bem resolvida, independente e tudo o mais, mas toma decisões muito ruins e não enxerga a um palmo do seu nariz. Renata é bem vilãzinha, a ponto de não parecer real, o que me incomodou muito. E o pobre Marco está mais perdido do que cego em tiroteio. Nem ele me conquistou – e olha que eu sou uma super periguete literária.

O e-book pecou na edição e na revisão, o que muitas vezes tornou a leitura bem difícil para mim – bem difícil mesmo. Confesso que só terminei porque vai contra os meus princípios não ir até o final. Acredito que o livro seja uma publicação independente, então senti muito a falta do trabalho de um editor para ajudar a dar rumos na história.

O projeto gráfico de Onze Vezes Madrinha, Nenhuma Vez Noiva é um ponto positivo, porque ficou uma gracinha. A capa condiz bastante com a história e a leveza que ela tem. Apesar de não ter gostado do livro, não nego que seja um romance leve.

Sei que o post vai ser meio polêmico, porque conheço pessoas que gostam muito da obra e que são contra falar mal de livros nacionais, mas tenho a obrigação de ser muito sincera com meus leitores sobre o que eu leio. Então, sinto muito, mas não recomendo.

Teca Machado


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A História Real de Um Assassino Falso – Comédia de ação da Netflix


De vez em quando tudo o que a gente quer é uma comédia boba, um filme sem grandes pretensões para relaxar num sábado à tarde. E A História Real de Um Assassino Falso, filme da Netflix estrelado por Kevin James e dirigido por Jeff Wadlow, é exatamente isso. Apesar do título parecer que talvez possa ser um filme mais sério, é uma comédia dramalhona cheia de clichês e bem divertida, com alguns momentos inspirados.


Sam Larson (Kevin James) tem um trabalho chato durante o dia, mas à noite é um aspirante a escritor que colocou toda sua alma e inspiração num livro de fictício de espião baseado em relatos de um amigo que trabalhou na área. Quando finalmente consegue ser publicado, a editora mudou uma palavra do título e o publicou como uma biografia real. A obra se torna sucesso absoluto em pouquíssimo tempo e Sam acaba sendo confundido com o protagonista, um matador de aluguel de verdade. Então é sequestrado – várias vezes, diga-se de passagem – e levado até a Venezuela numa missão perigosíssima que envolve o governo americano e a milícia sul-americana, afinal, acreditam que ele tenha muita experiência, treinamento e sangue frio.

Não espere um filme profundo ou com denúncias políticas de verdade (apesar de que muito se fala das guerrilhas venezuelanas e do caos que isso trouxe para a população do país), e sim uma comédia de ação, com um pouquinho de romance, que usa e abusa de humor físico. Afinal, Sam é um escritor gordinho com muita imaginação e sem nenhum jeito para a pancadaria, mas se vê no meio de uma guerra civil, tendo que enfrentar conspirações, tiroteios e fugas alucinadas. Kevin James faz com seriedade aquele que se propôs a fazer e isso é um dos melhores pontos do longa. E no elenco também temos outros nomes conhecidos, como Andy Garcia, como o chefe da guerrilha e extremamente caricato, e Kim Coates, como presidente da Venezuela.




A História Real de Um Assassino Falso, que é um remake do filme francês de 1973 “Le Magnifique”, tem um tom lúdico em vários momentos, principalmente quando Sam deixa a imaginação voar enquanto escreve. Ele imagina as cenas tendo ele próprio como protagonista, mas o problema é que no fim das contas isso se tornou realidade e ele pouco tem do matador de aluguel totalmente badass no melhor estilo James Bond.

O roteiro peca em mostrar os sul-americanos como sempre: um povo atrasado, suado e que vive em péssimas condições, muitas vezes no meio da floresta. Mas esse, infelizmente, é o normal de Hollywood.



O terço final do filme é clichê, é engraçado e sem grandes surpresas, mas nunca tenta ser algo além do que se propõe: uma comédia de ação para divertir, não para marcar época.

Recomendo.

Teca Machado


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Vem, John, vem!


O blog anda tão deixado de lado, né?

Me perdoem, mas a vida está corrida, frenética e cheia de mudanças. Essa semana foi tão doida de compromissos que nem consegui gravar vídeo (e amanhã era dia de vídeo novo, poxa vida!).

Mas eu prometo, prometo mesmo, que a partir de semana que vem voltaremos à programação normal por aqui, mesmo que eu fique sem dormir.

E o que eu trago hoje além de desculpas esfarrapadas?

Um clipe do John Mayer, só para entrar no clima, afinal, John Mayer nunca é demais. Amanhã tem show dele em BH e eu voooooooooou!



Depois conto como foi ou você pode acompanhar tudo pelo Stories do meu instagram (@tecamachado), inclusive a road trip para chegar lá.

E se você ainda não se inscreveu no nosso canal no Youtube, aproveita e assista os vídeos antigos. É só clicar aqui.

Beijos,

Teca Machado

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Centelha – Livro 2 da série Em Busca De Um Novo Mundo


Alguns livros nos tiram o fôlego. Brilho, de Amy Kathleen Ryan, primeiro volume da série Em Busca De Um Novo Mundo, que comentei aqui, foi um deles. E a sequência, chamada Centelha, é igualmente de perder o ar. Tensão, correria, situações de risco e muito pouca esperança de futuro ditam o enredo da obra.


Em Brilho conhecemos a realidade da humanidade: com a Terra destruída, duas naves-mundo – Empyrean e New Horizon - foram enviadas para a Nova Terra, um planeta aparentemente com condições iguais ao nosso. Mas durante o caminho uma nave entrou em conflito com a outra, muitas mortes aconteceram na Empryrean, as adolescentes meninas foram sequestradas, assim como os adultos. 

Centelha inicia exatamente onde o outro livro terminou. Waverly, a líder das garotas, conseguiu resgatar todas elas e voltar para a sua nave, mas precisou deixar todos os pais para trás, inclusive sua mãe. Retornou para uma nave que tem apenas adolescentes e crianças tentando sobreviver da melhor maneira possível. Seu ex-namorado Kieran, antes doce e gentil, se tornou uma espécie de capitão ditador da Empyrean e um líder religioso extremista que muito lembra a capitã da outra nave, responsável pelo sequestro e pelo massacre, jogando na cadeia todo mundo que é contra ele, inclusive Seth, seu maior opositor. E como se tudo isso não bastasse, parece que há um clandestino na nave, pronto para destruí-la, acabando com parte do que sobrou da humanidade.

Por se passar no espaço, muitas vezes em situações com pouco oxigênio dentro da nave, Centelha tem um quê claustrofóbico, um sentido de urgência que nem todos os livros de ação e ficção conseguem ter. Amy Kathleen Ryan soube equilibrar acontecimentos introspectivos e de descobertas com ação pura e simples (os últimos capítulos mesmo são arrebatadores). Ora os personagens estão tentando desvendar quebra-cabeças de funcionamento da nave e de como pegar o terrorista e ora lutam pela sobrevivência pura e simples. A história tem realmente um ritmo um pouco mais lento do que no primeiro, mas nada que não funcione para a obra.


Apesar de ser um livro com protagonistas adolescentes e eles serem imaturos às vezes, os personagens têm a cabeça no lugar e conseguem muito bem levar a história com uma ótima evolução. E mesmo com um triângulo amoroso que parecia promissor no primeiro volume, em Centelha ele não é explorado, o que é ótimo, já que o romance não é o foco da história, pelo contrário. A autora não forçou a barra para que ficassem juntos e isso é muito raro em livros do gênero.

Waverly é a mocinha, mas pouco tem de indefesa. Na verdade, coloca os homens no chinelo. Luta pelo que acredita e não abaixa a cabeça para ninguém. Seth teve uma evolução incrível desde Brilho e está se tornando um homem muito equilibrado e gentil, ainda que uma espécie de anti-heróis. Conhecemos a fundo seu passado e isso mostra o motivo de ele ser quem é hoje. Kieran é para querer matar, já que de fofo se tornou um babaca de marca maior, mais teimoso que uma mula e que prefere deixar todos correrem risco do que dar o braço a torcer de que estava errado. Sim, o peso em seus ombros é muito grande, mas ele não precisa ser um idiota, né?

Centelha é um livro grande, mas as páginas correm nas suas mãos, principalmente as últimas. E Amy Kathleen Ryan nos deixa um cliffhanger ABSURDO. Isso não se faz com o coração dos leitores!

O terceiro e último livro da série Em Busca de Um Novo Mundo é Chama e eu espero um final épico!

Recomendo.

Teca Machado


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O que é e como curar uma ressaca literária


Muita gente pode até conhecer a sensação, mas não sabe o nome “científico”: Ressaca literária.

Afinal, o que é isso?

É quando após terminar um livro tão bom, que mexeu muito com seus sentimentos, você não conseguir começar outro logo em seguida. É um período de hiato em que o leitor fica ali só curtindo a dor e a alegria de ter terminado uma história fantástica – ou desoladora. É não ter ânimo ou coragem de entrar em outro universo literário, porque você está profundamente imerso no anterior.


Tenho certeza que você já passou por isso pelo menos uma vez na vida, não é?

Mas como curar essa ressaca que pode até mesmo se pior do que a de bebida?

“Especialistas” bookaholics dão algumas dicas:

1- Releia seu livro preferido. 

Nesse caso você tem a certeza de que vai encontrar um livro bom e que talvez não precise de toda a sua capacidade mental, já que você conhece bem a história e pode ler sem grandes expectativas.

2- Leia contos.

Talvez o seu coração ainda não esteja pronto para encarar um livro novo e enorme, cheio de grandes possibilidades, mas ler um conto requer pouco compromisso. Geralmente são curtos, fáceis de ler e tem uma alta capacidade de te tirar da ressaca. O problema é ele ser muito bom e muito curto e você acabar em outra ressaca.

3- Fale sobre o livro com alguém.

Você está imerso até a cabeça no universo do livro, certo? Então talvez conversar sobre ele, colocar tudo para fora, seja uma maneira de se livrar da sensação de desolação que ficou. Fale, fale, fale até se cansar (ou até a pessoa cansar de você. Aí nesse caso, passe para a próxima disposta a te escutar).

4- Leia um livro indicado para leitores que tenham gostado da obra que te ressacou.

Às vezes, melhor do que tentar sair da ressaca é se afundar nela logo de uma vez. Leia livros do mesmo gênero, de autores que sejam comparados ao que você acabou de ler. Quem sabe a nova leitura te deixe com uma ressaca pior ainda!

5- Dê tempo para o seu organismo absorver todo o conteúdo.

Eu sei. Você é um obsessivo por livros. Assim que termina um precisa começar outro. Mas, às vezes, com a ressaca literária você simplesmente não consegue. Então curta sua ressaca, vá ver filmes ou séries para variar, vá correr no parque. Em alguns dias o seu cérebro já absorveu toda a história, processou todos os sentimentos e vai te deixar seguir em frente, pronto para a próxima ressaca.


* A ideia deste post surgiu ontem, quando ao conversar com um casal de amigos que gostam de ler, mas não são leitores compulsivos, não sabiam nomear a sensação de simplesmente não conseguir ler um novo livro porque o último que leram era simplesmente genial.

Teca Machado

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Vídeo: O dia que eu entrei sem querer numa treta literária na internet


Semana de feriado e os posts ficaram um pouco deixados de lado aqui no blog, mas, como prometido, toda sexta-feira tem vídeo novo no canal e hoje não poderia ser diferente!

E justamente hoje, no Dia Mundial do Escritor, eu vim falar sobre o dia que entrei sem querer numa treta de internet depois de ser sincera sobre um livro nacional que li e não gostei. Opa!

Vem ver o que rolou!


E aí, você também acha que a sinceridade é o essencial para blogs literários?

Gostaram? Então se inscrevam no canal (se ainda não, é só clicar aqui) e deem um like no vídeo de hoje para ajudar o canal a crescer!

Beijos e um bom fim de semana!

Teca Machado


terça-feira, 10 de outubro de 2017

Fuller House – 3ª temporada


Com um sorriso no rosto. 

Foi assim que eu fiquei durante quase todo o tempo dos 9 episódios da primeira parte da terceira temporada de Fuller House, série derivada de Full House, sucesso dos anos 1980 e 1990 e que ganhou novas temporadas na Netflix.


Veja aqui a resenha sobre a primeira temporada e aqui sobre a segunda.

Esses 9 episódios foram muito divertidos de acompanhar, já começando nos primeiros minutos, quando o Max (Elias Harger) começa o verão com uma animada música chamada Best Summer Ever em que todo elenco participa. Mas, não se preocupe, não é um musical, é apenas um sonho do garoto, e talvez o melhor verão da vida não seja tão bom assim, principalmente para Jackson (Michael Campion), seu irmão mais velho, que ficou de recuperação.

Best Summer Ever

O trio principal – The Wolf Pack – que conta com DJ (Candance Cameron Bure), Stephanie (Jodie Sweetin) e Kimmy (Andrea Barber) está mais alinhado do que nunca e com várias tiradas maravilhosas. As três mulheres tem personalidades muito opostas, mas que se completam numa relação de irmandade pouco vista por aí, e isso é muito visível em cena.

Todo elenco de Fuller House é ótimo, do trio de mulheres a todos os filhos e namorados, mas Juan Pablo de Pace, no papel de Fernando, marido e ao mesmo tempo ex-marido de Kimmy, sempre que aparece rouba a cena. Ele foi responsável por me fazer rir várias vezes e eu sou apaixonada pelo seu sotaque tão terrível.




Nessa terceira temporada o roteiro está olhando para o presente e para o futuro. Nas temporadas passadas, principalmente na primeira, foi preciso explicar para o público o que aconteceu nos últimos quase 30 anos que se passaram e como os personagens foram moldados pelas situações vividas. Agora eles podem seguir em frente. DJ está construindo uma relação muito divertida e doce com Matt (John Brotherton) – e eu sou Team Matt até o fim, Kimmy está num processo de restauração do casamento com Fernando, Stephanie precisa decidir se tentará um filho, mesmo tendo descoberto que é estéril, Jackson e Ramona (Soni Bringas) estão crescendo, descobrindo como ser adolescente e como ter o coração partido, Max, com seu maravilhoso senso de estilo, enxerga que a vida não é só um mar de flores e o bebê Tommy (Dashiell e Tommy Messitt) é cada dia mais fofo <3.

Apesar das aparições esporádicas, principalmente nos últimos episódios, os atores de Full House sempre brilham quando aparecem. Quem não ama o tio Jesse (John Stamos) ou não se emocionou com o recente divórcio de Danny Tanner (Bob Saget)? Por falar no Bob Saget, sempre que ele aparece eu só consigo pensar na voz dele narrando How I Met Your Mother durante nove temporadas!




O humor de Fuller House é nostálgico, por isso talvez não seja para todo mundo. Como disse quando resenhei a primeira e a segunda temporada, a série é um sitcom americana, no melhor estilo clichê e muito baseado na versão antiga (mas você não precisa assistir Full House para assistir essa, apesar de que é bacana pelo menos saber do que se tratava a outra). Eu sempre rio bastante e não tem um episódio que eu não goste.

A temporada foi dividida em duas partes, com nove episódios cada. A primeira foi lançada dia 22 de setembro, data que marcou os 30 anos de estreia de Full House. E a segunda deve ser liberada ainda esse ano – graças a Deus, porque terminou com um cliffhanger de matar a gente do coração!




Fuller House continua divertido, fofo, cheio de amor e recheado de abraços, sorrisos e família. Talvez seja a temporada que eu mais gostei até agora. É para assistir e deixar o coração quentinho de amor.

Recomendo muito.

Teca Machado

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Mãe, apareci no Papo de Homem!


Sábado acordei com uma surpresa boa!

O Fred Fagundes, do Papo de Homem, fez um apanhado com canais do YouTube com conteúdo bacana e sem zilhões de seguidores que valem a pena acompanhar. E imaginem a minha surpresa em ver o meu nome lá citado entre pessoas tão incríveis e que eu admiro, como Eduardo Bueno (leio os livros dele desde pequena!), Marcelo Madureira, José Trajano, Luh Testoni e muitos outros nomes.

Print do cabeçalho da matéria do Papo de Homem

É ou não é de morrer de emoção?

Você pode ler a matéria completa aqui.

E se você ainda não viu meus vídeos, é só entrar aqui. Toda sexta tem conteúdo novo, que eu tento trazer com o maior carinho e pesquisa sobre o tema.

Print de seção da matéria do Papo de Homem


E os canais que o Fred Fagundes cita eu já seguia alguns e agora sigo muitos outros. Tem bastante gente bacana ali, bacana de verdade.

Teca Machado

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Vídeo novo: Felicidade Invisível


Sexta, além de um dia feliz de pré-final de semana, é dia de que?

Dia de vídeo novo no canal Teca Machado!

E o de hoje é bem especial: Resenha do conto Felicidade Invisível, da querida, linda e maravilhosa Larissa Azevedo.

Essa é a primeira história da série Os Guardiões de Crainn Chiara.

Vem comigo!



E não se esqueça de se inscrever no canal e curtir o vídeo. Toda semana tem novidades para vocês lá!



Teca Machado

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

A volta das que não foram! – Versão 2017 – Projeto Drama Queen #106


O projeto mais amado das dramáticas voltou: Projeto Drama Queen! \o/

Na verdade, o PDQ nunca ficou para trás, volta e meia nós planejávamos posts, mas nunca dava certo. Chegamos até pensar: Meu Deus, é possível existir drama de não ter drama? Sente o nível da gente! 

O PDQ só estava descansando e ele está pronto para atacar novamente! Com novos e antigos dramas, pontos de vista diferentes e por aí vai. Afinal, uma vez drama queen, sempre drama queen. Esse é um cargo que você nunca deixa para trás, a verdade é essa.

Mas oh, esse post de "a volta dos que não foram" foi um parto para sair. Quando não era uma, era a outra, quando não era a outra, era uma. Isso quando as duas estavam mais enroladas que sei lá o quê (é o drama de ser jornalista, mãe de cachorro, blogueira e mais mil coisas ao mesmo tempo. Mal sobrou tempo para ser dramática! Olha que absurdo!).


Para voltarmos rolou drama das duas partes, ideias a mil, ideias a zero, grava vídeo, posts quinzenais, "você desistiu do nosso PDQ?", "cadê os dramas?", áudio pra lá, áudio pra cá, desisto... NÃO, EU SOU DRAMÁTICA E NÃO DESISTO NUNCA!

- Friend, vamos voltar com o PDQ semana que vem? Sem falta? 
- Sem falta! 

(Semana que vem) 

- Friend, conseguiu? 
- Ai, meu Deus!
- Ok, sua desnaturada... 
- Semana que vem...

(Semana que vem – parte 3450876) 

- Conseguiu? 
- Texto pronto! 
- Também 

ALELUIAAAAAA!!!!! 

Foi isso que rolou, gente. Com um toque extra de exagero, mas baseado em fatos reais! ;-) 

Estamos de volta quinzenalmente com textos cheios de drama, exagero, ironia, lágrimas, risadas e muito, mas muito bom humor para enfrentar os reveses da vida.

Quer ler os textos antigos? É só fazer uma procura por Projeto Drama Queen aqui na barra de busca do blog (Tanto no Casos, Acasos e Livros quanto no Pequena Jornalista). Tem mais de 100 posts dramáticos elevados na potência dez mil para você se divertir até a nossa próxima incursão por aqui.

E agora nós prometemos: A volta das que não foram é para valer!

Ajeita a coroa e vem com a gente.

Beijos,

Carol Daixum e Teca Machado