terça-feira, 24 de outubro de 2017

Onze Vezes Madrinha, Nenhuma Vez Noiva – Livro nacional que não me conquistou


Alguns livros você lê cheio de expectativa, mas chega na hora e se decepciona. Para mim foi o caso de Onze Vezes Madrinha, Nenhuma Vez Noiva, de Mônica Meirelles. Eu conheci o livro por meio de uma resenha maravilhosa em um blog amigo e fiquei bem empolgada para ler, parecida o tipo de história leve e divertida que eu me apaixonaria, mas, no fim das contas, eu só terminei a leitura porque nunca deixo um livro pela metade, por mais que não esteja gostando. Até onde eu sei, ele está apenas em e-book e eu li pelo Kindle Unlimited.


Onze Vezes Madrinha, Nenhuma Vez Noiva tem um título que lembra muito o do filme Vestida Para Casar, com a Katherine Heigl, mas o desenrolar do enredo em nada tem a ver com a produção. Mel é proprietária de uma loja de vestidos de noivas, já foi madrinha em 11 casamentos, e apesar disso tudo não tem nenhum interesse em se casar. Quando o seu melhor amigo – e ex-peguete – Marco decide se casar com a Renata, também amiga de Mel, ela fica feliz pelo casal. Só que a convivência com a noiva vai abrir os olhos da empresária e fazê-la repensar a decisão de ter deixado Marco escapar anos atrás.

O grande problema de Onze Vezes Madrinha, Nenhuma Vez Noiva é que achei as situações muito forçadas, assim como os diálogos às vezes sem pé e nem cabeça, e a protagonista ser uma tapada. Mel posa de bem resolvida, independente e tudo o mais, mas toma decisões muito ruins e não enxerga a um palmo do seu nariz. Renata é bem vilãzinha, a ponto de não parecer real, o que me incomodou muito. E o pobre Marco está mais perdido do que cego em tiroteio. Nem ele me conquistou – e olha que eu sou uma super periguete literária.

O e-book pecou na edição e na revisão, o que muitas vezes tornou a leitura bem difícil para mim – bem difícil mesmo. Confesso que só terminei porque vai contra os meus princípios não ir até o final. Acredito que o livro seja uma publicação independente, então senti muito a falta do trabalho de um editor para ajudar a dar rumos na história.

O projeto gráfico de Onze Vezes Madrinha, Nenhuma Vez Noiva é um ponto positivo, porque ficou uma gracinha. A capa condiz bastante com a história e a leveza que ela tem. Apesar de não ter gostado do livro, não nego que seja um romance leve.

Sei que o post vai ser meio polêmico, porque conheço pessoas que gostam muito da obra e que são contra falar mal de livros nacionais, mas tenho a obrigação de ser muito sincera com meus leitores sobre o que eu leio. Então, sinto muito, mas não recomendo.

Teca Machado


5 comentários:

  1. Oi, Teca, como vai? Eu já me decepcionei muito com nacional, porque tem muita gente que escreve o livro, ele mesmo publica mas não quer gastar com revisor e etc, o que faz com que a história fique muito ruim. Foi o caso de O Clube das Desapaixonadas, de uma autora que não lembro o nome... nossa, eu detestei a obra!! Eu já vi resenhas positivas sobre esse livro, mas acho que não leria pelo que você falou. Quando vejo muitos erros na edição eu já fico com vontade de abandonar logo, é uma pena porque a história parecia legal.
    Beijos
    http://www.leitoraencantada.com

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  2. Eu confesso ter problema com literatura nacional que dificilmente me cativa.

    Bj e fk c Deus.
    Nana - procurandoamigosvirtuais.blogspot.com

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  3. Oi Teca, um pouco em choque com o fato de ter gente que é contra falar mal de livro nacional, deveríamos mentir? Enfim, uma pena que vc não tenha gostado do livro, mas acontece e uma pena maior os erros de revisão. De todas as forma eu curto um romance leve, confesso hhehehehehe mas ainda não conheço a autora e nem a escrita dela.

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  4. OI BISTEQUINHA

    sinceridade é essencial SIM e a gente valoriza isso!
    Não é porque é livro nacional que a gente tem de gostar, né? A gente dá chance, apoia a cultura nacional, mas nem sempre ela funciona pra gente, simples assim.

    beeeeeijo
    www.beinghellz.com.br

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  5. Oi, Teca!
    Aaa esse livro eu vi muuuuitas opiniões boas sobre ele. Sempre desconfio desse detalhe e sua resenha está aí pra isso.
    Mirmã, a quantidade de nacionais que me decepcionei não está escrito nas estrelas. Os mais "famosinhos" que todo mundo curte e eu não suporto são os da Mila Wander (odiei demais a escrita dela e como ela construiu alguns personagens) e aquele Senhorita Aurora, da Babi A. Sette (que eu nem vou entrar em detalhes).
    Beijos
    Balaio de Babados

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