segunda-feira, 18 de novembro de 2019

The Morning Show - Crítica


Sempre costumo dizer que não de seve julgar uma série pelo primeiro episódio, seja ele incrível ou horrível. E foi assim com The Morning Show, uma das novas séries do serviço de streaming recém-lançado da Apple, chamado Apple TV+. A produção, que conta com grandes nomes de Hollywood, como Jennifer Aniston, Reese Whiterspoon e Steve Carrel, tem seu primeiro episódio um pouco bagunçado, um tanto maçante e com uma apresentação do tema que não é bem o real da série. Mas em seguida o negócio fica melhor e tudo engrena.


Em The Morning Show, Alex Levy (Aniston) apresenta um dos programas matinais de maior audiência nos Estados Unidos e divide a bancada há 15 anos com Mitch Kessler (Carell). Até que ele, acusado de assédio sexual, é demitido e Alex, então se vê sozinha pela primeira vez. Enquanto isso, Bradley Jackson (Whisterspoon), uma repórter de um pequeno canal no interior dos EUA, se torna conhecida devido a um vídeo seu que viralizou. E, então, ela passa a ser cotada a dividir a bancada com Alex, que a emissora já considera “datada”.

Apesar de acharmos no primeiro momento que a série vai girar em torno de predadores sexuais e como eles estão mais do que presentes no mundo do entretenimento, a realidade é que acompanhamos mulheres ambiciosas que fazem de tudo para manterem o seu lugar no topo e que sabem que precisam trabalhar ainda mais duro do que os homens para serem valorizadas. A verdade é que Mitch não é o vilão, longe disso, e sim as emissoras e os produtores. E Alex está longe de ser a mocinha, ainda que seja a protagonista – ao lado de Whisterspoon.



The Morning Show não é uma série para todo mundo, daquele tipo altamente comercial que vai ser adorado por todo tipo de público (eu, particularmente, já gostei de cara, porque sou jornalista de formação e já trabalhei na área por muito tempo, ainda que não na televisão). É sobre os bastidores, sobre as entranhas de uma emissora, sobre os jogos de poder que existem entre todos os lados. Não dá para falar tanto sobre enredo e percepções porque apenas 5 episódios foram ao ar (um é lançado a cada domingo) e eu não assisti a todos. A temporada vai contar com 10 episódios e a segunda temporada já está sendo produzida.

Esse elenco está mais do que sensacional. Desde que Friends terminou em 2003, Jennifer Aniston nunca parou, mas fez especialmente filmes e muita produção executiva (inclusive The Morning Show é produzido por ela e por Reese Whiterspoon, que também tem um longo histórico no ramo). Essa é a primeira série desde a sua icônica Rachel Green. E ela prova porque é um dos nomes preferidos de Hollywood. Acreditamos a todo instante que ela é Alex Levy e o quanto a bancada do programa é importante para a personagem. E mesmo não sendo tão correta assim, não dá para não amar. E Reese Whisterpoon é outra que é tão difícil colocar defeito. É claro que sua Bradley Jackson é nada menos do que maravilhosa, com uma personagem que começa difícil, mas se torna cada vez mais aprazível. Steve Carell, pelo menos até agora, não teve sua chance de brilhar, ainda que seja um ator excelente.



Vi poucos episódios, mas já estou gostando muito de The Morning Show e sei que tem potencial para ser maravilhosa. Agora quero assistir outras séries da Apple TV+, como See, com o Jason Momoa, e For All Mankind.

Recomendo.

Teca Machado

3 comentários:

  1. Oi, Teca como vai? Gostei da dica, pois gosto desse tipo de série com essa carga jornalística. Ótima análise, adorei. Abraço!


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  2. nem sabia que a Apple agora tinha serviço de streaming tbm, curti a indicação e conhecer essa série

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  3. Oi, Teca.
    Não sabia que o serviço de streaming da Apple já tava funcionando,
    mas infelizmente não vou ter acesso.
    Parece um seriado muito bom, mostrando os bastidores da televisão.
    Pensei que ia focar no escândalo sexual, mas parece que não.
    Bela resenha.
    Abraços.
    Diego || Visite Diego Morais Viana

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