segunda-feira, 22 de maio de 2017

Star Trek: Sem Fronteiras – Novo e nostálgico


Não sei se vocês sabem, mas dentro desse coraçãozinho romântico e juvenil (eu tenho 17 anos há 12 anos, haha) há um espacinho bem geek que cresceu assistindo filmes como Star Wars, Star Trek e De Volta Para o Futuro. Então nada mais natural do que amar as produções novas. E, apesar da demora em sair a resenha – porque eu assisti nas férias do começo do ano e esqueci totalmente de escrever – posso dizer que amei Star Trek: Sem Fronteiras, do diretor Justin Lee, e que é o terceiro volume da nova franquia liderada por Chris Pine e Zachary Quinto.


Muita gente achou que quando J. J. Abrams deixou o comando da direção de Star Trek – ele foi o diretor dos dois primeiros filmes – para trabalhar em Star Wars, talvez fosse o início do declínio da série (mas ele ainda é o produtor). A Paramont acabou escolhendo Justin Lin como o novo diretor, o que assustou muitos, porque ele é conhecido por quatro filmes de Velozes e Furiosos, que não tem muito a ver com esse universo criado por Gene Roddenberry nos anos 1960. Mas, no fim das contas, foi uma decisão muito acertada, porque é em Sem Fronteiras que a série começa a criar identidade própria, sem precisar se apoiar nas histórias de “começos” ou de episódios antigos, mas com a essência totalmente fiel.

Um dos maiores acertos do filme é ter o roteiro escrito por Simon Pegg, que interpreta o engenheiro Scotty e é um nerd de carteirinha na vida real, e por Doug Jung, fã da série original e que faz uma pontinha na produção como marido de Sulu, um personagem nunca antes abertamente gay. Os dois roteiristas serem “trekkers” e respeitarem muito a série antiga fez com que o enredo realmente tivesse a cara do original, mas totalmente modernizado, tanto em quesito de história quanto de efeitos especiais. Além disso, ambos são muito bem humorados e passam isso para o filme – que sempre teve uma veia um tanto mais cômica.




Star Trek: Sem Fronteiras já começa com ação, sem preâmbulos para explicar quem é quem. O Capitão Kirk (Chris delícia Pine) está no seu terceiro ano da missão que irá explorar o espaço profundo e começa a ter uma crise existencial. Ele faz aniversário e chega a idade em que seu pai, que tanto admirava, morreu. Afinal, quem é ele? O que ele faz tem sentido? Em meio a esses problemas internos, a USS Enterprise chega a Yorktown, uma estação intergaláctica toda de vidro (ponto para os efeitos especiais!), onde Kirk decide que irá deixar seu posto. Mas em seguida cai em suas mãos uma missão de resgate numa nebulosa não mapeada e ele decide enfrentar esse último desafio. Mas tudo se transforma em algo muito mais sério, perigoso e terrível do que imaginavam. Reféns são feitos, a nave destruída e a tripulação separada. O novo vilão, Krall (Idris Elba total e completamente irreconhecível), coloca em cheque todo o conceito de humanidade, o que combina com a crise que Kirk vive.

Um dos maiores acertos da nova franquia de Star Trek sempre foi o elenco, muitíssimo bem escolhido. Chris Pine, Zachary Quinto, Karl Urban, Zoe Saldana, Simon Pegg, John Cho e Anton Yelchin (que faleceu na pós-produção do filme) têm uma química invejável. E o acréscimo de Idris Elba e Sofia Boutella nesse volume só melhorou tudo ainda mais.




O Kirk de Pine e o Spock de Quinto são uma força juntos. Mas em Sem Fronteiras são separados a força e trabalham em núcleos diferentes de enredo. E isso foi muito bacana de se assistir, porque há interação com os outros personagens sem que a amizade entre os dois seja afetada. Magro (Urban) faz também uma dupla perfeita com Spock.

Mesmo lotado de efeitos especiais – afinal, é de um filme no espaço que estamos falando – uma das marcas de Star Trek sempre foi misturar computador com maquiagem e cenários reais. E Sem Fronteiras faz isso muito bem, principalmente com os alienígenas.



Sem Fronteiras é corrido, é divertido, é entretenimento puro e é saudosista na medida certa. Espero que Star Trek tenha uma longa franquia de filmes, de preferência sempre com o mesmo elenco.

Recomendo bastante.

Teca Machado

2 comentários:

  1. Todos estão falando bastante desse filme, mas admito que a premissa não me agrada, não é meu gênero, ainda assim admito que é uma ótima produção, para os fãs, estão no céu né haha!

    http://www.leitorasvorazes.com.br/

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  2. Oi, Teca!!

    Ainda não vi esse, mas quero muito!! Eu gosto bastante dos filmes, embora nunca tenha visto a série original (preciso ver ainda). Mas adorei tudo o que pontuou sobre o longa e estou morrendo para assistir agora!! Hahahaha

    Bjs

    http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br

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