terça-feira, 4 de julho de 2017

Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar – Uma honesta sessão da tarde


Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra é, sem dúvida, o melhor dos cinco filmes da franquia. A produção de 2003 foi uma brisa de ar fresco, com um protagonista politicamente incorreto e um cenário não tão explorado por filmes, o dos piratas quase bonzinhos e engraçados misturados com superstição que se tornava real. Apesar disso tudo, era um filme extremamente família, indicado para todas as idades, com um roteiro divertido. Eis que em 2006 e 2007 chegam Piratas do Caribe: O Baú da Morte e Piratas do Caribe: No Fim do Mundo e o que era simples e leve se tornou uma série de filmes confusos – tão confusos que até mesmo adultos se perdiam na trama doida e sem sentido (lembro que na época li que o Johnny Depp reclamou com o diretor que como ele não assiste aos próprios filmes não entendia nada do roteiro e das filmagens). Então em 2011 tentaram voltar às raízes com Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas, com apenas Johnny Depp do elenco principal, com a adição de Penélope Cruz, e uma história que não cativou muito. E em 2017 tentaram reanimar a franquia com Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar, dos diretores Joachim Ronning e Espen Sandberg. Apesar de não superar o primeiro – que, convenhamos, é insuperável – nem de longe é o pior filme da série, pelo contrário. Em minha humilde opinião é o segundo melhor.


Tá, não nego, os atores, principalmente Johnny Depp e Geoffrey Rush, estão com um ar cansado, como se tivessem interpretado os seus personagens já muitas vezes (se você parar para pensar é muito tempo, de 2003 a 2017 já são 14 anos!). E também o casal principal, Carina (Kaya Scodelario) e Henry (Brenton Thwaites), são fofos, mas não tem taaaanto carisma assim. Mas o grande ganho em relação ao filme 4 é que Will (Orlando Bloom) e Elizabeth (Kiera Knightley) voltam, mesmo que por pouquíssimo tempo. 

Além disso, Javier Bardem nunca decepciona e o seu Salazar, o grande vilão da vez, é bem construído, com uma história que remonta a um jovem Jack Sparrow, e os efeitos especiais são bizarros, num estado de eterno afogamento e destruição, muito mais arrepiante do que os piratas do Pérola Negra, que eram caveirinhas quando o sol não os tocava.




A história é relativamente simples: Henry é filho de Will e Elizabeth e quer a todo custo libertar seu pai da maldição que o aprisiona ao mar. Carina é uma garota órfã, cientista, que tenta desvendar mistérios para honrar o legado do seu pai. Jack Sparrow, quase sem tripulação e sem navio, passa a ser perseguido por Salazar e seus fantasmas implacáveis que desejam exterminar todos os piratas, principalmente Jack, seu antigo inimigo. O caminho dos três se cruza em busca do Tridente do Poseidon, a solução para o problema de todos.

Os efeitos especiais – é claro, afinal, estamos falando da Disney, né? – são ótimos, principalmente dos piratas fantasmas da turma de Salazar, quando rejuvenescem Johnny Depp para contar um flashback e quando o mar se abre (calma, não é o Mar Vermelho). Toda identidade visual do filme - efeitos, fotografia, figurino... – é muitíssimo bonita.




Com um roteiro muito mais simplista, Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar não tenta esconder que é um blockbuster no melhor estilo Sessão da Tarde e é exatamente por isso que é um filme honesto no que se propõe, não tenta ser mais do que realmente é. Temos nossos queridos Sparrow e Barbossa (Rush), um pouquinho de Will e Elizabeth, um vilão cativante, um casalzinho e até mesmo Paul McCartney – sim, o Beatle! – fazendo uma pontinha.

Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar é divertido em suas piadas, tem muitas cenas de ação, principalmente a inicial com um roubo – literalmente – de um banco, amor, drama e uma fórmula que já conhecemos e gostamos. E apesar de a franquia estar aparentemente cansada, ontem o filme alcançou U$ 700 milhões em bilheteria. É provável que teremos um sexto filme.

Recomendo.

Teca Machado


5 comentários:

  1. sou fa da serie piratas, e nao me animo mais mt a ver no cinema, vou deixar pra uma sessao da tarde no futuro bem como vc descreveu

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

    ResponderExcluir
  2. Oi Teca!
    Eu gostava dessa franquia mas ela foi perdendo força para mim. Por isso nem faço muita questão de assistir esse filme...

    Beijos,
    Sora | Meu Jardim de Livros

    ResponderExcluir
  3. Olá, Teca! Piratas do Caribe continua arrecadando muita grana, apesar da franquia um pouco já desgastada. Parece ser um filme bom para se assistir, mas eu não irei vê-lo nos cinemas, quem sabe eu veja na netflix. É mais cômodo e, principalmente para aqueles que não tem muito tempo disponível, e, eu me incluo nesse quesito. Sua análise ficou espetacular. Abraços!

    www.marcasliterarias.com.br

    ResponderExcluir
  4. Oi Teca, estou morrendo de rir com o título: uma honesta sessão da tarde hehehehehehehe eu gostei do filme porque aparentemente encerra o arco do Will (tudo bem que o pós-crédito derruba isso), mas é uma história simples que diverte <3

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

    ResponderExcluir