segunda-feira, 5 de junho de 2017

Mulher Maravilha: Totalmente badass


SEGURA NA MINHA MÃO E VEM VER A CRÍTICA SOBRE A MULHER MARAVILHA!

Quando os créditos finais de Mulher Maravilha subiram, tudo o que eu conseguia pensar era: Obrigada, Gal Gadot. Obrigada, Zack Snyder e Patty Jenkins. Obrigada, DC. 



Sabe aquela sensação de alma lavada? Foi o que senti durante todo o filme que conta a origem da princesa de Tesmiscira, dirigido por Patty Jenkins e escrito por Zack Snyder e Allan Heinberg. Apesar de outros heróis da DC terem seus filmes e séries – Superman, Batman, Lanterna Verde e muitos outros -, tudo o que se tinha sobre a Mulher Maravilha era uma série dos anos 1970 estrelada por Lynda Carter. Algumas tentativas da história ser levada ao cinema foram feitas, mas nunca levadas adiante. Até que com o surgimento da Liga da Justiça e da leva de filmes de super-heróis, ela ganhou seu tão aguardado filme solo e em proporções épicas. 

Pela primeira vez temos uma mega produção que custou mais de U$ 100 milhões com uma super-heroína. E um dos maiores acertos do roteiro foi não focar essencialmente em “esse é um filme sobre uma mulher para outras mulheres”. Não, esse é um filme de super-herói. Ponto. Ela não está abaixo, não está acima, está ao lado dos outros super-heróis, principalmente os que estão na Liga da Justiça (e, convenhamos, em Batman Versus Superman ela deu um banho de realidade nos dois). A inspiração de Patty Jenkins para o ritmo do filme foi Batman Begins, Indiana Jones, Casablanca e, acreditem!, A Pequena Sereia.


"Para a guerra"

O fato de ela ser mulher é apenas um fato e isso é tratado de forma muito simples no filme e até mesmo leva a alguns dos momentos mais divertidos e singelos da produção, como quando ela pergunta com naturalidade com que roupa as mulheres vão para a batalha e quando diz que homens são necessários para procriação, não necessariamente prazer. Fala-se, ainda que de maneira clara, mas não querendo levantar bandeiras de feminismo, sobre o poder – ou a falta dele – das mulheres na sociedade e também de outros tipos de preconceitos e colonialismo, sobre povos destruindo povos.

"Etta Candy! Eu sou a secretária de Steve Trevor."

"O que é uma secretária?"

"Eu vou onde ele me manda ir e faço o que ele me manda fazer."

"Bom, de onde eu venho isso é chamado de escravidão."

"Eu realmente gosto dela. Eu gosto."

A história de Mulher Maravilha gira em torno da sua origem, mas não se prende a isso. O filme mostra como ela se transformou na princesa Amazona que vivia sob a proteção mágica da ilha de Temiscira em uma super-heroína que conhece – e entende – as piores e as melhores facetas dos seres humanos. Mais do que distribuir socos e pontapés (o que ela faz, acreditem), os princípios que geram a personagem são a justiça e o amor. Diana, seu nome “real” é extremamente bem construída, assim como seus personagens de apoio.

Acompanhamos Diana (Gal Gadot) desde criança na mítica ilha de Temiscira. Lá, sob a proteção da mãe, a rainha Hipólita (Connie Nielson), e sua tia Antíope (Robin Wright), conhece a história da criação do seu povo e o seu propósito: lutar contra Ares, o deus da guerra. Quando já adulta resgata do mar o espião Steve Trevor (Chris Pine), que está em plena I Guerra Mundial. Ele conta o que está acontecendo fora da ilha encantada e Diana percebe que é seu dever ajudar a humanidade. Então ela deixa o conforto e a beleza das suas terras para encontrar o mundo cinzento, cruel e frio, muito pior do que ela poderia um dia imaginar. Sua missão é encontrar Ares e mata-lo para, enfim, restaurar a paz.



Pode parecer redundante, mas a Mulher Maravilha de Gal Gadot é simplesmente maravilhosa. A escolha do seu nome para o papel gerou polêmica na época, porque se tratava praticamente de uma estreante, ex-miss Israel, ex-modelo e ex-militar do exército israelense. Com carisma, charme, ingenuidade na medida certa e muito badass – além de uma beleza estonteante -, Gal Gadot personificou a Amazona, sem tentar se parecer com a sua predecessora e sem querer fazer alarde. E o mais incrível de tudo: em partes do filme ela estava grávida de 5 meses e ainda assim lutou muito! Gal Gadot é a Mulher Maravilha, ponto final.



E seu elenco de apoio também brilha. Chris Pine, um espião mentiroso que mesmo cético ainda acredita em fazer o bem maior para a humanidade, é um ótimo contrapeso para a protagonista, nos presenteando cenas maravilhosas de humor, de amor, de emoção e de ação. E não podemos esquecer do árabe Sammy (Said Taghmaoui), do irlandês Charlie (Ewen Bremner), do nativo-americano Chefe (Eugene Brave Rock) e da inglesa Etta (Lucy James), que formam uma força-tarefa com Diana e Steve na luta para pôr fim na guerra.

Ainda que com enredo bem amarrado e interessante, Mulher Maravilha peca na construção dos seus vilões. Ares é praticamente uma entidade da qual muito se fala, mas pouco aparece, Ludendorff (Danny Huston) é o oficial alemão que quer ganhar a guerra, mas não tem muita história por trás, e Dra. Veneno (Elena Anaya), que deveria ser a vilã total é pouco explorada, não se conta suas motivações e tem pouco espaço na trama. Mas, mesmo assim, o brilho do filme não se perde, porque se tem como vilão verdadeiro a guerra em si, não quem está por trás dela.



O visual de Mulher Maravilha é muito bonito. As cores alegres, claras e o sol de Temiscira são deixados de lado assim que Diana entra no mundo real, e entram aí as cores sombrias típicas da DC. O figurino também é lindíssimo (o que é aquele uniforme de Mulher Maravilha, gente?).

É planejado que Mulher Maravilha seja uma trilogia de filmes solos. Enquanto isso não é confirmado, poderemos ver a heroína em Liga da Justiça, que estreia no ano que vem.

"Eu não posso deixar você fazer isso"

"O que eu faço não é da sua conta"

Curiosidade: Apesar do título ser Mulher Maravilha, esse nome não é dito nenhuma vez durante o filme.

Recomento muitão.

Teca Machado

5 comentários:

  1. Oi, Teca! Nossa a produção desse filme parece um arraso, e o figurino da mulher maravilha, atraente e sexy. Muito boa a sua resenha, quando eu puder irei assisti-lo. Abração!

    www.marcasliterarias.com.br

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  2. Ooooi!

    Eu não estava assim tãão ansiosa para assistir, mas já queria conferir. Estou lendo várias críticas boas do filme (acho difícil achar uma ruim hahah). Enfim, só estou ficando com mais vontade de assistir e mais animada também para conferir a produção! Ótimo post, viu? Beijos,

    www.estranhoscomoeu.com

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  3. Fiquei muito curiosa em ver esse filme.
    Big Beijos,
    Lulu
    BLOG | YOU TUBE

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  4. Só queria saber onde tá a referência ao LJB?

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  5. Salve Teca!
    Primeiro, esqueceu a maior fonte que ela bebe maninha... O superman de 78 que está desde as roupas a cena do beco, passando pelo otimismo e quê de ingenuidade, que aos meus olhos é a principal diferença dela para os novos Batman e Superman que já começam o universo sofridos, cheios de magoas e rancor.
    Infelizmente no que tange continuação, não da pra levar muita fé na DC não, a cronologia esta uma bagunça, tudo muito incerto ainda, varios filmes planejados, mas só aquaman em ritmo de produção, o que é um problema :/
    Mas esse é um filme maravilhoso, que não abraça bandeiras, pra mim ele só diz que super-herois são deuses e que ninguém, nunca vai chegar aos pés de qualquer um deles hahahahahahahahahahahaha
    bjos LP-Superman

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