De Repente Uma Família - Crítica


Tem dias que tudo o que você quer é assistir algo que vai deixar o seu coração quentinho. Era o que eu precisava no último sábado e foi o que consegui com o filme De Repente Uma Família, do diretor Sean Anders. Terminei com a alma aquecida e alguns ciscos nos olhos, não vou negar.



De Repente Uma Família, além de doce, sensível e engraçado, é baseado na história do próprio diretor e da sua esposa, o que trouxe uma sensação ainda melhor ao assistir ao filme. Eles contam nos extras que certo dia, sem filhos e já um pouco mais velhos, um brincou com o outro sobre adotar uma criança com 5 anos, porque pareceria que eles já teriam começado a serem pais há 5 anos. O que era para ser apenas uma piada entre o casal, se tornou realidade – tanto que no filme os protagonistas falam exatamente o mesmo.


De Repente Uma Família


Em De Repente Uma Família, Pete (Mark Wahlberg) e Ellie (Rose Byrne) são um casal já no início dos seus 40 anos e bem sucedidos profissionalmente, mas sem filhos. Ao decidirem adotar uma criança, eles acabam se afeiçoando a Lizzy (Isabela Moner), uma adolescente de 15 anos. Mas tem um porém: ela vem com um “pacote”, seus dois irmãos mais novos, Juan (Gustavo Escobar) e Lita (Julianna Gamiz). Pete e Ellie que antes nem queriam ter filhos, se veem, então, com 3.







Se adaptar a uma criança já é difícil, agora imagina a 3? Pete e Ellie precisam aprender a conviver com uma adolescente problemática que desde novinha precisou ser mãe dos irmãos mais novos, um menino que tem medo de tudo e uma garotinha arredia e que grita por tudo.


Enredo e elenco


Esse é aquele tipo de filme que te ganha em 10 minutos. Com atuações leves, te faz rir e também se emocionar, afinal, ao lidar com o assunto adoção é basicamente impossível não falar sobre momentos triste ou difíceis.


O roteiro não força a barra nem com piadas e nem com momentos piegas. É tudo na medida certa e muita delicadeza e sensibilidade. Acompanhar os problemas do casal com os meninos é uma das melhores partes do filme, principalmente quando Pete é chamado de pai pela primeira vez por Lita e Ellie desesperadamente quer o mesmo, as pirraças de Lita, como Juan se machuca e pede desculpas a todo instante, Lizzy sendo adolescente e “odiando” os pais. Tudo isso ajuda a contar uma história deliciosa de acompanhar. E o diretor nem mesmo corta momentos ruins dos protagonistas, como quando eles conversam seriamente sobre devolver as crianças.







Apesar de ser uma história real, é claro que tem muito clichê de Hollywood, mas nem de longe isso tira o brilho da trama. O sistema de adoção americano é muito diferente do nosso, então todo o processo pode parecer muito estranho para nós – e até mesmo irreal (há uma feira de adoção de crianças e curso para pais adotivos). Mas pesquisando sobre o tema descobri que por ser a história do diretor, eles tentaram se manter o mais fiel possível à realidade e, de acordo com depoimentos de pessoas que passaram por isso – seja sendo pai, seja sendo o filho – é realmente assim.


O elenco tem uma química incrível. Mark Wahlberg e Rose Byrne são ótimos juntos e se descobriram na comédia. Nos fazem rir e nos emocionam. Como não gargalhar quando ambos dão uma surra no zelador da escola que está querendo Lizzy? Nesse momento você percebe que eles são realmente os pais das crianças. Isabela Moner também trabalha muito bem e a sua personagem é uma das que mais têm profundidade e cenas difíceis. Gustavo Escobar e Julianna Gamiz também brilham, não dá para negar.


Diretor e roteirista Sean Anders e sua família, que inspirou o filme


E há ainda a sempre extraordinária Octavia Spencer. Ela vive uma das assistentes sociais e é sempre uma delícia quando aparece. É uma daquelas atrizes que fazem a atuação parecer fácil. 


De Repente Uma Família foi uma grata surpresa para um sábado à noite e agora estou indicando para todo mundo assistir, porque é uma comédia que vale muito a pena.


Recomendo muito.


Teca Machado



6 comentários:

  1. Parece bem interessante esse filme.
    Big Beijos,
    Lulu on the sky

    obs: Estou com uma pesquisa de público no blog, se puder responder, ficarei feliz.

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  2. Olá,
    Ah, que legal que é baseado numa experiência do diretor. Me deu ainda mais vontade de assistir, e certamente vou ficar tão apegada quanto você!
    Eu sou megafã da Rose, mas do Mark não simpatizo tanto, talvez a boa química entre os dois também surpreenda. Amei a dica.

    até mais,
    Canto Cultzíneo

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    1. Oi, Nana!
      A Rose é ótima mesmo. Eu adoro os filmes dela!
      Você vai gostar do filme.

      Beijooos

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  3. Teca, assisti esse filme no cine e faço das suas palavras as minhas. ♥ É uma história que aquece e faz a gente sair com a alma lavada e alguns ciscos no olho também hahaha! E eu não sabia que era baseada na vida do diretor. Muito legal! :) E a parte do zelador é perfeita. Isso que são pais! ^^ Pais de coração! Amei a dica e deu vontade de assistir novamente.

    Beijos, Carol
    www.pequenajornalista.com

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    1. Oi, Carol!
      Que bom que gostou do filme também.
      É uma graça, né?

      Beijoooos

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