The Marvelous Mrs. Maisel - Crítica


Sabe aquela série que está na sua lista de “quero assistir” há muito tempo, mas nunca sai de lá? The Marvelous Mrs. Maisel, da Amazon Prime Video, era essa para mim. Até que há mais ou menos um mês um amigo que já me indicou séries ótimas disse que era maravilhosa. E ele tinha razão. Me aventurei nos episódios e praticamente engoli a primeira temporada, assistindo sempre que tinha um tempinho vago aqui e ali.


De Amy Sherman-Palladino, criadora também de Gilmore Girls, The Marvelous Mrs. Maisel tem charme, graça, criatividade e um elenco afiado, principalmente a protagonista.




The Marvelous Mrs. Maisel


Miriam, mais conhecida como Midged (Rachel Brosnahan), é um ótimo exemplo de dona de casa de alta classe dos anos 1950. É bonita e inteligente, tem um marido que ama, filhos, um excelente apartamento numa ótima região de Nova York, família estruturada e tudo o que sempre quis. Até que um belo dia Joel (Michael Zegen), o marido, avisa que está tendo um caso e vai sair de casa. Midge, que sempre viveu por ele perde o chão e o rumo. 


Joel tem o sonho de ser comediante stand-up, então a esposa sempre o acompanhou e o ajudou quando fazia suas medíocres apresentações. No dia em que é abandonada por ele, bêbada, Midge sobe ao palco onde ele sempre tentou emplacar a carreira no humor e faz um monólogo engraçado, sensacional e inesperado. Ela chama a atenção de Susie (Alex Borstein), gerente da casa de shows, que decide ser a sua agente nessa empreitada, que dá um novo norte à vida da dona de casa.





Midge Maisel


Quem já conhece Palladino de Gilmore Girls, sabe que uma das suas marcas registradas são os diálogos rápidos, afiados e inteligentes. E aqui não é diferente. Midge fala muito e numa velocidade impressionante, mas não a ponto de cansar o espectador. As conversas são afiadas, divertidas e um embate quase épico, principalmente quando a protagonista está conversando – ou brigando – com Susie.


Rachel Brosnahan exala carisma sempre que aparece, mas é nas apresentações de stand-up que vemos que a atriz nasceu para isso. Engraçada, cara de pau e com ótimo timing, ao mesmo tempo tem uma doçura que é só dela. A minha vontade desde o primeiro episódio era ser sua amiga. Além disso, é uma personagem que quando descobre o que quer – seja ser comediante, seja ser esposa – vai atrás sem hesitação. 





E a atriz tem boa química com Alex Bornstein, numa dinâmica explosiva. A amizade totalmente inusitada entre as personagens é deliciosa de acompanhar. Enquanto Midge é rica, alta, bonita, com personalidade borbulhante e divertida, Susie é baixinha, pouquíssimo feminina, taciturna e vive de maneira simples. Quem diria que se dariam tão bem?


Machismo


Algo que une as duas personagens é serem mulheres num ambiente altamente masculino que não gosta de dar espaço para elas, tanto o casamento quanto o mundo corporativo e de comédia stand-up. Os anos 1950 eram extremamente machistas (e por acaso hoje não é mais?) e era normal as mulheres viverem e se anularem pelos homens. Midge, por exemplo, cuidava da aparência sem que Joel visse. Tinha o trabalho de aplicar cremes no rosto e arrumar o cabelo apenas depois que ele dormia e retirava tudo e se maquiava antes que ele acordasse para que sempre a visse linda e não perdesse o interesse. Mas quando a sua libertação forçada acontece, a personagem descobre um outro lado de si mesma e passa a gostar do que encontra: uma mulher com opiniões, engraçada e que quer conquistar o mundo.


Ambientação


O design de produção de The Marvelous Mrs. Maisel é impecável. Cenários, figurino, acessórios, arquitetura e objetos, tudo remete aos anos 1950 de uma maneira natural, nenhum pouco caricata. Além disso, os assuntos e temas que discutem – o iminente divórcio e escândalo que vai acarretar, o absurdo que é Midge trabalhar, a perplexidade que é uma mulher comediante e mais – são sempre voltados para a época em que passa a série, ainda que sejam colocados de maneira muito atual. Afinal, vai me dizer que hoje as mulheres já conseguem entrar em qualquer mercado profissional sem serem julgadas ou serem livres sem nenhum preconceito?




Engraçada e com ótimo ritmo, a produção tem nota alta no IMDb (8,7) e já concorreu e ganhou – merecidamente – vários prêmios, como o Globo de Ouro de Melhor Série de Comédia ou Musical e Melhor Atriz em Série de Comédia ou Musical para Rachel Brosnahan. 


The Marvelous Mrs. Maisel tem três temporadas já disponíveis na Amazon Prime Video e a quarta chega ao serviço de streaming ainda esse ano. Com uma média de oito episódios com cerca de uma hora em cada temporada, é muito difícil não adorar Midge e seus números de comédia.


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Recomendo muito.


Teca Machado


Um comentário:

  1. Suas postagens são ótimas, estou seguindo seu blog e curtindo bastante!! Parabéns!

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