Duna - Crítica


E vamos de crítica de filmes do Oscar 2022?


O de hoje eu já queria ter visto desde antes de ele concorrer ao prêmio da Academia, mas como meu marido não é muito fã de fantasia e de ficção – e nós temos gêmeos! -, acabamos enrolando para assistir. Mas finalmente vi Duna no Carnaval.


Vem ver o que achei do longa – que é longo mesmo!



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Produção


Baseado no livro homônimo de Frank Herbert, lançado em 1965, o filme do diretor Denis Villeneuve é uma introdução ao universo da saga. Desde o primeiro momento fica claro que ele é a “parte 1”, como foram feitos os filmes de O Senhor dos Aneis. Ele preferiu manter a integridade do texto original, afinal estamos falando de um dos maiores clássicos da ficção científica e que, inclusive, inspirou a criação de muitos universos literários e cinematográficos que conhecemos, como Star Wars e Game of Thrones (não é a toa que tudo parece quase familiar). Desse modo, o diretor usou apenas uma pequena parte do primeiro livro para essa produção e mais com a intenção de construir o universo do que contar realmente uma trama complexa. E mesmo assim são 2h30 de produção, mas não se preocupe: Você nem vê passar.


E um fato curioso: Villeneuve foi ousado. Quis montar a saga em partes mesmo sem ter o ok do estúdio para fazer continuação. Disseram que apenas se fosse bem de bilheteria ele receberia o sinal verde para o próximo e ele ficou preocupado, porque foi anunciado que o filme ia praticamente direto do cinema para o streaming, o que abaixaria muito a arrecadação. Mas não foi o que aconteceu. Mesmo nessa era ainda dentro da pandemia e com os cinemas voltando aos poucos, a bilheteria foi acima do esperado e duas semanas depois da estreia ele já recebeu o aval para fazer a parte 2, que já está em produção e vai chegar aos cinemas em outubro de 2023.




Duna


Duna se passa depois do ano 10 mil e acompanha a jornada de Paul Atreides (Timothée Chalamet). Sua família é chamada para controlar o planeta-deserto Arrakis, produtor da “especiaria”, um recurso valioso e disputado por diversas Casas e que é o que possibilita viagens no espaço. Mas os Fremen, povo do planeta, são contra tal extração desenfreada e luta contra todos que se dispõe a fazê-lo. Quando os Atreides são traídos, Paul e sua mãe (Rebecca Ferguson) são forçados a fugir para o deserto extremamente hostil de Arrakis, onde se junta ao povo que tanto os desprezava. Além de tudo, Paul provavelmente é fruto de uma profecia que dizia que ele era uma espécie de messias, que lideraria o povo de Arrakis para o paraíso.


Duna é um filme grandioso, com intenção de ser épico, um marco do seu tempo no cinema. Vai ser tudo isso? Não sei, mas é o que a saga está se comprometendo a fazer. E ainda que tenha bastante ação, é possível ver a marca de Villeneuve, que sempre tem um “que” mais introspectivo, mais reflexivo. É só lembrar dos seus outros filmes, como A Chegada, Os Suspeitos, Blade Runner e mais. Apesar dos seus momentos de ação, o diretor constrói tensão de outra maneira, mais suave e intensa do que apenas explodir, correr e matar – apesar de que temos tudo isso aqui.





E mesmo que a história tenha aquela sensação de deja vú – futuro, planetas, exploração, um salvador etc etc -, o roteiro bem enxuto (tão enxuto que não situa tanto o espectador nas questões políticas e religiosas, que ele vai pegando tudo no ar, mas pelo que pesquisei nos livros é bem construído) é complementado com um visual lindíssimo, do tipo que o estúdio fala “temos um orçamento enorme, pode brincar à vontade”. E há ainda um elenco muito bem escolhido só com atores do primeiro escalão: Os já citados Timothée Chalamet, e Rebecca Ferguson, e ainda Zendaya – que faz quase só uma ponta -, Oscar Isaac, Jason Momoa, Javier Barden, Stellan Skarsgård, Josh Brolin, Dave Bautista e outros.


Duna é um ótimo filme, bem blockbuster e eu confesso que fiquei surpresa ao ver que concorreu na principal categoria do Oscar, já que não é bem o tipo de produção que a Academia tem preferência. Agora é esperar ansiosamente pela parte 2 – e quem sabe quantas outras mais.


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Recomendo muito.


Teca Machado


3 comentários:

  1. Oi, Teca. Como vai? Tenho curiosidade em assistir este longa metragem, uma vez que, é bastante elogiado. Parece ser instigante e muito bem produzido também. Que bom que gostou. Abraço!



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  2. Vi o filme no cinema e valeu muito a pena! Me surpreendeu positivamente.

    Boa semana!

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    Até mais, Emerson Garcia

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