quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Resgate do Coração - Crítica


Não é sempre que a gente quer assistir algo pesado, dramático, sofrência ou com significado profundo. Alguns dias a gente só deseja entretenimento leve e bonitinho. E para esses momentos uma boa dica é o filme original Netflix Resgate do Coração, do diretor Ernie Barbarash. A produção está sendo anunciada como filme de Natal (até porque o título em inglês é Hollyday in the Wild), mas posso dizer que é uma comédia romântica em que algumas cenas se passam nessa época do ano.


Em Resgate do Coração Kate (Kristin Davis) viaja sozinha para a Zâmbia, na África, no que deveria ser a sua segunda lua-de-mel. Assim que o filho (John Owen Lowe) sai de casa para a faculdade – literalmente no momento que ele vai embora – o marido (Colin Moss) pede o divórcio. Decidida a não ficar chorando, Kate parte para a viagem. Ao fazer um safári, ela e o piloto do avião, Derek (Rob Lowe), encontram um bebê elefante e vão ao seu resgate. Kate, então, descobre que há um orfanato de elefantes que faz um trabalho incrível no meio da reserva.

Sim, Kate e Derek são obviamente o par romântico e o filme não toma nenhum rumo inesperado. O roteiro é leve, descontraído e sem grandes reviravoltas e fatos inesperados. Mas isso não é problema, porque Resgate do Coração nunca prometeu nenhuma profundidade ou ser algo mais do que uma história doce e para deixar o coração quentinho. O enredo é cheio de fatos muito improváveis de acontecerem na vida real, mas que são convenientes para a história e a gente fica tão envolvido que nem questiona isso. Vi uma resenha sobre a produção que dizia “é bobo, mas adoravelmente bobo” e acredito que essas são palavras certeiras para descrevê-lo.




A química entre Kristin e Rob é muito boa. No início temos a impressão que vai ser mais um filme de “te amo, te odeio”, com um implicando com o outro, mas surge então uma relação de amizade e cumplicidade entre eles que vai evoluindo com o tempo. O roteiro não pede nada muito espetacular dos atores, mas eles se entregam à história e parecem se divertir em seus papeis. E apesar de interpretar o filho de Kristin, John Owen Lowe é filho de Rob Lowe, então há uma interação bacana entre eles.

Resgate do Coração tem uma carinha de filmes Halmark, mas melhor produzido. Os cenários são lindíssimos, com imagens muito bonitas da África, já que foi filmado na própria Zâmbia e na África do Sul. Quem pensaria num filme de Natal com essa ambientação? E o que falar dos elefantes? Eu sempre achei esses animais fantásticos – inclusive quase morri de emoção quando vi um ao vivo pela primeira vez – e Resgate do Coração só fez crescer ainda mais o meu amor.




Pesquisando sobre o filme, fiquei ainda mais encantada com a produção. Descobri que Kristin Davis trabalhou durante anos com o Sheldrick Wildlife Trust, programa de elefantes órfãos e de reabilitação de resgatados, e inclusive produziu um documentário sobre o assunto. Por isso ela foi a escolha certa para viver a protagonista. Ela pediu à Netflix que os elefantes usados no filme fossem tratados corretamente e se recusou a ter animais treinados nos sets. Havia dezenas de especialistas em comportamento animal, veterinários e restrições para que tudo feito da melhor forma possível para os elefantes.

Resgate do Coração é gracinha, bobinho, mas cheio de amor e de elefantes.

Recomendo.

Teca Machado

Um comentário:

  1. Oi, Teca como vai? Esse filme é bom de ser visto. Assisti ele dia desses e curti a estória. Abraço!


    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

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