sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Uma Segunda Chance Para Amar - Crítica


Se tem uma coisa que eu amo nessa vida são filmes de Natal. E músicas também. Tanto que Last Christmas, junto com All I Want For Christmas, Baby It’s Cold Outside e outras são das minhas preferidas. Então é óbvio que fui com enormes expectativas assistir Uma Segunda Chance Para Amar, do diretor Paul Feig e escrito pela atriz ganhadora do Oscar Emma Thompson.


Baseado na música Last Christmas, de George Michael (tanto que esse é o título original do filme), aqui conhecemos Kate (Emilia Clarke), que tem o sonho de ser cantora, mas depois que teve um grave problema de saúde se tornou ácida, amarga e extremamente sarcástica. Ela trabalha como elfo numa loja de Natal e vive pulando de casa em casa, porque ninguém realmente consegue viver com ela muito tempo. E então ela conhece Tom (Henry Golding), que é totalmente o seu oposto. Um cara que consegue fazer com que ela enxergue o lado bom da vida e se torne quem era antes de ficar doente.

O filme tem uma fórmula acertada: A protagonista é Emilia Clarke, nossa eterna Daenerys Targaryen, que já provou que é ótima em comédias românticas/drama, tem o fofo e carismaticamente esquisito Henry Golding, músicas de George Michael durante várias cenas, uma história fofa, cenário natalino em Londres e aquele sotaque maravilhoso dos britânicos. Sim, a produção é encantadora, mas não atinge nem de longe todo o potencial que tem.




Uma Segunda Chance Para Amar fala sobre muito – até mesmo Brexit, xenofobia, homofobia e mais -, sem se aprofundar em nada, e isso prejudica a experiência do espectador. Até mesmo o enredo de Tom, com toda a questão de “olhe para cima” e outros detalhes parece que foram jogados ali só para ficar bonitinho. Em alguns momentos a impressão que tive foi que a edição cortou partes importantes, ainda que não essenciais, e ficou esse sentimento de que algo falta.

Mas o elenco coeso e carismático faz valer a pena. Emilia Clarke está ótima, com sua Kate mal-humorada, quebrada por dentro, mas adorável quando quer. Sua jornada pessoal – apesar de apressada – é gostosa de assistir. E as suas sobrancelhas, tão quietas e “normais” em Game of Thrones, são um show à parte em qualquer outro filme que ela faz. Elas parecem ter vida própria. Henry Golding é quase canastrão para mim, mas é fofo e tem boa química com Clarke. E ainda temos as sempre ótimas Emma Thompson e Michelle Yeoh. 




O visual de Uma Segunda Chance Para Amar é de encher os olhos, principalmente quando são cenas dentro da fantástica loja de natal de Santa (Yeoh), onde Kate trabalha. Suas roupas coloridas e malucas, assim como seu uniforme de elfo, são muito divertidos. E a trilha sonora é ótima. Conhecia poucas músicas de George Michael e do Wham!, mas nos últimos dias é tudo o que eu consigo escutar. O filme é um tributo ao cantor, que curiosamente faleceu em 2016, no Natal, época em que se passa a história.

Se você não assistiu ao trailer, por favor, não veja. Ele mostra quase tudo o que é importante sobre o filme e ainda, aos olhares mais atentos, dá dicas do plot twist. Eu já entrei no cinema desconfiada do que seria e apenas com 15 minutos de projeção já tinha certeza do que seria, então talvez seja isso que tirou um pouco do brilho de Uma Segunda Chance Para Amar para mim.


No fim das contas, é adorável, mas não atingiu minhas altas expectativas e nem se tornou meu filme tradicional de Natal – como Simplesmente Amor e O Amor Não Tira Férias.

Recomendo.

Teca Machado


4 comentários:

  1. Oi, Teca como vai? Para essa época me psrece um filme que vale a pena assistí-lo, apesar de suas ressalvas. Ótima análise. Abraço!

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  2. ah eu ADORO a Emilia Clark e esse filme parece ser uma graça, com certeza to curiosa pra assisir

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    Respostas
    1. Ela é sempre uma doida/fofa!
      E está exatamente assim nesse filme.

      Beijooos

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