quarta-feira, 1 de abril de 2020

Midway: Batalha em Alto-Mar – Crítica


Um dos eventos mais retratados pela humanidade em filmes, livros e séries é a II Guerra Mundial. Todos nós sabemos o básico: Hitler, nazismo, campos de concentração, Pearl Harbor, bomba atômica, Aliados vencem. Mas os anos de 1939 a 1945, período que durou o embate, é recheado de detalhes, pequenos – ou mesmo grandes – acontecimentos que mudaram o rumo da guerra e que nós muitas vezes não estudamos na escola. Não sei vocês, mas antes de Dunkirk, de Christopher Nolan, e O Destino de Uma Nação, de Joe Wright, ambos de 2017, eu não sabia sobre a Operação Dínamo, do Reino Unido, que resgatou cerca de quatrocentos mil soldados cercados por tropas da Alemanha Nazista. E o mesmo aconteceu para mim sobre Midway, batalha retratada no filme de mesmo nome do diretor Roland Emmerich, que assisti no fim de semana pela Amazon Prime.


Até o atentado contra Pearl Habor, em 1941, os Estados Unidos estavam relativamente neutros na II Guerra Mundial. O Japão, aliado à Alemanha, estava expandindo freneticamente o seu império nos territórios ao redor. Até que os EUA fizeram uma sanção de fornecimento de petróleo ao país oriente, que já havia avisado que retaliaria caso isso acontecesse. E foi esse o motivo do ataque à ilha havaiana. Começou, então, o embate entre EUA e Japão que terminou com o lançamento das duas bombas atômicas. Mas nesse meio tempo aconteceu a batalha de Midway, uma pequena ilha no Pacífico que pertencia aos EUA, mas que o Japão queria tomar.

Quando falamos sobre a questões políticas, militares e estratégicas, Midway: Batalha em Alto-Mar é um filme muito bom, mostrando bastante o trabalho da Marinha americana e a importância do serviço de inteligência. Apesar de não ser um fato muito conhecido sobre a guerra foi um acontecimento que mudou o rumo das vitórias do Japão. E logo depois que o filme terminou, assisti ao episódio sobre o tema do documentário da Netflix Grandes Momentos da Segunda Guerra em Cores (muito bom! Recomendo). E pude ver que a produção de Emmerich foi fiel ao que realmente aconteceu.




Entretanto Midway: Batalha em Alto-Mar falha um pouco na construção dos personagens. Eles foram pessoas reais, mesmo os protagonistas do filme, mas de certa forma o espectador não se conecta com eles. Tem um tanto de caricatura entre os soldados, como o novato com medo, o que não teme a morte, o audacioso, o arrogante, entre outros. E mesmo os protagonistas Dick Best (Ed Skrein) e Edwin Layton (Patrick Wilson), quando o roteiro tenta mostrar um pouco da sua humanidade e vida em família não aprofunda muito. Mas isso não chega a incomodar, porque o filme não se propõe a ser uma história romântica e densa, como foi com Pearl Habor, em 2001. Midway é um filme de batalha, guerra e estratégias, não dramas humanos. 

O elenco conta com nomes muito bons e conhecidos, como os já citados Ed Skrein, Patrick Wilson, Luke Evans, Woody Harrelson, Mandy Moore, Dennis Quaid, Aaron Eckhart, Nick Jonas e Darren Criss. Mas como o roteiro não foca em realmente nenhum deles ou nas suas subtramas seus papeis são pequenos. Todos retratam pessoas reais que deixaram o seu nome na História por causa das suas ações em Midway e em outros acontecimentos da guerra.




Rolland Emmerich tem em seu currículo vários filmes de destruição e patriotismo americano (ainda que ele seja alemão), como Independence Day, Godzilla, O Dia Depois de Amanhã e Soldado Universal. E Midway não deixa der seguir essa linha. O filme tem características muito próprias do diretor em suas cenas de ação, caos, destruição e esquema de cores. É um show visual, principalmente nas cenas em que acontecem as batalhas aéreas, nos dando uma sensação de aturdimento e cegueira que provavelmente os pilotos tinham.

Midway: Batalha em Alto-Mar é um ótimo filme de ação que nos mostra de maneira bem fiel os acontecimentos desse embate importante, mas pouco conhecido, da II Guerra Mundial.

Recomendo.

Teca Machado

2 comentários:

  1. Oi, Teca como vai? Gostei da dica, me parece um filme excelente. Eu particularmente gosto de livros e longa metragem sobre guerras. Abraço!


    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

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    1. Oi, Luciano!
      Se você gosta de filmes de guerra vai gostar desse.
      É uma correria sem fim!

      Beijooos

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