Virgin River - Crítica


Sabe aquele lugar lindíssimo que você vê em séries, filmes e livros e pensa: Eu gostaria de morar lá? Foi essa a sensação que tiver com a pequena e fofíssima Virgin River, cidade fictícia que dá nome a série da Netflix que está no catálogo desde dezembro e só agora conferi.


No enredo acompanhamos Mel (Alexandra Breckenridge), uma enfermeira que deseja fugir de Los Angeles e de todas as tristes lembranças que o local traz. Por isso ela aceita um emprego de enfermeira na pequena e bucólica Virgin River, uma cidade no extremo norte da Califórnia. Sua intenção é um recomeço, longe de tudo o que lhe era familiar. Mas isso nem sempre é fácil. A começar pela casa em que vai morar, que é um caos, e pelo seu novo chefe Doc (Tim Matheson), que não quer aceitar uma auxiliar contratada por Hope (Annete O’Toole), prefeita da cidade. Lá ela conhece Jack (Martin Henderson), dono do bar da cidade e um ex-militar cheio de traumas de guerra. Mel deseja desistir, mas os moradores da cidade fazem tudo para que ela fique. A protagonista precisa entender que pode mudar até de planeta, mas suas dores e conflitos sempre a acompanharão.

O grande feito de Virgin River são os personagens, o cenário, o ar da cidade pequena. O roteiro não tem nada de extraordinário. Todo mundo que já leu/viu obras de Nicholas Sparks, Emily Giffin e outros autores do gênero vai identificar as reviravoltas e os dramas sem grandes dificuldades. Mas é acredito que a questão aqui é como disse Lisbela (Débora Falabella) em Lisbela e o Prisioneiro sobre os clichês: “A graça não é saber o que acontece. É saber quando acontece e como acontece”. Mesmo que você saiba ou adivinhe qual é o plot twist, se ele é bem feito e interpretado, não temos problema nenhum com isso. E é o caso de Virgin River.




Apesar de Mel ser a protagonista, há muitos personagens cujos arcos são extremamente importantes tanto para o desenvolvimento dela quanto para deixar a história mais interessante. Os principais nesse caso são Jack e seu passado, Hope, definitivamente a pior personagem e que te irrita até o último fio de cabelo, e Doc, que é durão, mas tem um coração de ouro.

Mel é a garota da cidade grande que chegou no pequeno vilarejo, onde todo mundo se conhece e sabe tudo da vida do outro – e inclusive se intromete. Ela demora a se adequar a esse estilo de vida, mas percebe com os dias que a comunidade é uma grande família, com as pessoas cuidando uma das outras de uma maneira que não acontece numa metrópole.



E além desse motivo para se querer morar na gracinha que é Virgin River, ainda tem toda a questão visual. Uau! Que lugar lindo! A cidade é fictícia, mas a série foi filmada nos arredores de Vancouver. Eu já queria conhecer o Canadá, agora mais ainda. A fotografia é nada menos do que belíssima. E é completado pelo figurino da Mel. Eu com certeza me vestiria com todas as roupas do guarda-roupa dela.

Muitas pessoas comparam Virgin River com a série Hart of Dixie, por toda questão de cidade pequena e recomeços. Mas não assisti, então não posso comentar o assunto.

Virgin River é baseada na série de livros de mesmo nome de Robyn Carr, publicada no Brasil pela Editora Harlequin. A primeira temporada conta com 10 episódios com cerca de 40 minutos cada e dá para assistir bem rapidinho. A segunda temporada foi confirmada já pela Netflix, mas devido ao Covid, que parou basicamente tudo no mundo, não há data de estreia, nem de retomada de produção.


Recomendo.

Teca Machado

7 comentários:

  1. Oi, Teca como vai? A fotografia desta série está magnífica. Fiquei encantado com a beleza do figurino e a cidade. Muito boa sua dica, gostei. Abraço!


    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

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  2. ainda nao conhecia a serie, mas ja gostei bastante dessa paisagem e conhecer os personagens, fiquei curiosa pra ver

    www.tofucolorido.com.br
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  3. Oi Teca, tudo bem?
    Tinha visto essa série na Netflix e quase dei play, mas segui em frente. Sua resenha acabou me despertando o interesse novamente!
    Esse ar de cidade pequena me lembrou Stars Hollow, de Gilmore Girls. E o desenvolvimento gradual dos personagens também é algo que me atrai.
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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  4. Eu ainda vou assistir essa série. Tem cara de ser daquelas clichê, mas que te apegam de certa forma
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe do #SorteiodaAmizade no twitter; três livros, um ganhador

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  5. Essa foi a melhor série que eu assisti durante a quarentena, Teca. ♥
    É bem clichê, mas é exatamente isso que você falou. E, sim, lembra muito Hart of Dixie. Inclusive, o Doc fez essa série também. E acredita que eu amei a Hope? Mesmo com os poréns hahaha. E o guarda-roupa da Mel é tudo! :)

    Beijos, Carol
    www.pequenajornalista.com

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  6. Parece ser uma série interessante.

    Bom fim de semana!

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

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  7. Oi Teca! Quem me conhece, sabe que eu jamais assistiria uma série como "Virgin River"..... Gosto de Breaking Bad, Better Call Saul, Ozark....Mas Virgin River me pegou! Adorei a série, a fotografia e, principalmente, dá uma vontade imensa de morar lá! Recomendo!

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