segunda-feira, 5 de agosto de 2019

La Casa de Papel – Parte 3: Crítica


Todos nós amamos La Casa de Papel, não há dúvidas. O mundo inteiro se apaixonou pelos “atracadores” vestidos com macacões vermelhos, máscaras de Dalí e planos mirabolantes. Impossível não vibrar por eles terem virado bilionários. Vi em entrevistas que os produtores ficaram surpresos com tamanho sucesso em todo o mundo. Mas tenho certeza que a sua reação foi como a minha quando vi que teria uma nova temporada: “Para que isso, gente? Não precisa”. O fechamento da parte 1 e parte 2 foi tão bom que ficou aquela sensação de “só vão fazer mais para ganhar mais dinheiro”. E, sem dúvida, esse foi o motivo principal para a Netflix produzir a nova temporada. Mas, felizmente, o criador Alex Pina soube criar um enredo para a parte 3 que não deixou a desejar.


O grande desafio de Pina era nos levar de volta para aquele universo e personagens, sem que a nova temporada perdesse a identidade, ao mesmo tempo que precisava de algo novo, para não ser mais do mesmo. E isso ele conseguiu. Voltamos para um grande “atraco”, mas o dinheiro não é o foco da equipe – até porque todo mundo lá já tem dinheiro para comprar um pequeno país e ainda sobrar um tanto -, e sim usar o assalto do Banco da Espanha como uma distração e moeda de troca para resgatar Rio (Miguel Herrán), que foi preso após um deslize e ser encontrado pela polícia.

Essa parte 3, onde é possível ver claramente um orçamento maior para a produção, nos situa sobre o que aconteceu com cada um dos personagens após a saída bem-sucedida da Casa da Moeda com quase 3 bilhões de euros. E até mesmo Arturito (Enrique Arce) é mostrado, agora como life coach que sobreviveu na mão de terríveis terroristas (Spoiler nem tão spoiler assim: Ele continua insuportável). Claro que quem é o estopim dos acontecimentos é Tóquio (Úrsula Coberó), que é basicamente a razão de todos os problemas que acontecem com a gangue (eu ainda não a perdoei por ser a culpada da morte do Moscou). 



Além dos sobreviventes das temporadas anteriores, temos novos integrantes: Lisboa (Itziar Ituño), que é a inspetora Raquel Murillo, Palermo (Rodrigo De La Serna), Bogotá (Hovik Keuchkerian), Marselha (Luka Peros) e até mesmo Cincinnati (Luca Anton), o filho de Denver (Jamie Lorente) e de Monica (Esther Acebo), agora chamada de Estocolmo. No lado da polícia, quem fica no lugar de Raquel na negociação é a insana, grávida e maléfica Alícia (Najwa Nimri), que conseguiu a proeza de fazer o público a odiar ainda mais do que odeia o Arturito. E os criadores acharam uma maneira muito bacana de inserir Berlim (Pedro Alonso) na trama sem precisar criar uma desculpa esdruxula de como sobreviveu ao tiroteio ou à doença. A série sem Berlim perderia grande parte da graça, é verdade.



O roteiro é aquele que já conhecemos de La Casa de Papel: rápido, ágil, inteligente, com reviravoltas e extremamente criativo. Mas dessa vez há o acréscimo de abordar o tema da tortura e mostrar que talvez os mocinhos – a polícia – não seja tão boazinha assim. Há uma subversão de valores, até porque é explorado muito o fato de que toda a Espanha torce pelos bandidos vestidos de Dalí, não pela polícia. A série já aborda o fato de os atracadores serem o símbolo da resistência, do “Bella Ciao”, e agora mais ainda, quando a luta deles não é por dinheiro, e sim por libertação de um membro da equipe que está sendo julgado sem a lei ser obedecida. 




A parte 3 é muito boa, mas não tem o charme e toda a surpresa da parte 1 e 2, o que é natural, porque a novidade já passou. Mas os fãs não se decepcionam com esse novo capítulo da saga dos atracadores. E os roteiristas foram crueis: Terminaram o último episódio com um cliffhanger INSANO, nos fazendo arrancar os cabelos de ansiedade pela próxima parte, ainda sem data confirmada de lançamento. Mas já sabemos que está confirmada (o que é óbvio, dona Netflix, porque se terminasse assim, ia rolar revolução de verdade) e que a parte 3 bateu recordes de audiência.

Mas, antes de ir, só digo uma última coisa: Nairóbi (Alba Flores) continua rainha, o resto nadinha.

Recomendo muito.

Teca Machado


6 comentários:

  1. Oi, Teca como vai? Sinceramente eu não gostei da 3 temporada não. Não é que seja ruim, mas como você citou em sua resenha muito bem elaborada a magia da surpresa é inexistente. Tudo bem que é natural não surpreender como as temporadas anteriores, mas sinceramente não me agradou. Achei uma temporada insossa! Eu fico a imaginar a 4? Céus, tomara que eu esteja enganado, entretanto já irei me precaver antes para não me frustrar posteriormente. Ótima resenha, abraço!

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  2. Oi Teca
    Assisti essa temporada mais porque tinha alguns amigos meus vendo e como nunca tinha assistido a série, fiquei surpresa mas também decepcionada. Acho que não curti a forma como foi feita, ou a dublagem sei lá. Achei a série bem sem graça pro que eu tava esperando haha
    Beijo
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  3. Oi Teca, tudo bem? Eu ainda não li a série acredita? Mas fico feliz que se mantenha no nível bom, de boa qualidade!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  4. Oiii Teca

    Eu adoro essa série e pretendo maratonar as temporadas 2 e 3 pois foi bem atrasada. Acho que é natural mesmo que aquela sensação de ansiedade e novidade passem, mas o que importa é que a série ainda mantém aquela trama inteligente e agil que super conquista.
    Será uma da minhas metas pra esse semestre, maratonar essa maravilha.

    Beijos, Ivy

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  5. Oi Teca!
    Adoro essa série com suas mirabolâncias! hahahah
    Nairóbi rainha demais! <3
    Eu achei ótima essa Parte 3, podia ter sido um desastre total!
    Bjs
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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  6. é bem como vc disse como a novidade ja passou achei meio mais do mesmo, mas ainda assim uma ótima série... e sim, Nairobi sempre rainha!!

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