sexta-feira, 2 de agosto de 2019

O Rei Leão - Crítica


Antes de mais nada:

“Naaaaaaaats ingonya ba bagithi Baba
Sithi uhm ingonya aba
Nats ingonya ba bagithi babo
Sithi uhhmm ingony aba
Ingonya aba”

Confessa: Você leu o trecho acima no ritmo do começo da música Circle of Life.

Chegou o momento tão esperado por todos nós: o live-action de O Rei Leão.


O desenho da Disney, de 1994, foi o primeiro filme que assisti no cinema. Pelo menos o primeiro que eu me recordo. E lembro claramente de estar com seis anos e chorar igual a uma condenada com a morte do Mufasa (e agora, aos 31 anos, chorei do mesmo jeitinho). Se eu já choro vendo o desenho morrer, imagina com características tão reais?

A verdade é que o live-action (entre aspas, porque é computação gráfica) de O Rei Leão, dirigido por Jon Favreau, é um deslumbre. Se tem algo que ninguém pode botar defeito é no visual do filme. A produção é digna de documentários sobre a vida selvagem da NatGeo, com a diferença que os bichos falam. Dá para ver todos os detalhes dos animais, como íris dos olhos, microexpressões e pormenores nos pelos.




O Rei Leão é fofo, é nostálgico e é muito legal. As partes musicais, principalmente são maravilhosas. A Disney não erra quando o assunto é criar filmes épicos e com qualidade excepcional. Até porque o enredo nunca fica velho, a história Shakespeariana (você sabia que é baseado em Hamlet?) do príncipe ameaçado que fugiu, mas precisa voltar para retomar as rédeas do seu reinado devastado por um tirano está sempre em alta.

E apesar de ter gostado muito, senti que faltou aquele tcham, aquela magia do desenho que fez com que ele fosse o preferido de milhões de crianças - e mesmo de adultos. Acho que a grande culpada é uma das maiores qualidades do filme: ser realista demais. Esse fato tirou muito das emoções do personagem. O Simba, principalmente, era extremamente expressivo e no filme não foi tanto. E confesso que me incomodou o fato de ver animais tão “de verdade” falando. Demorei vários minutos para me acostumar com isso.




E, me julguem, apesar de amar a Beyoncé, não gostei da dublagem dela. Ficou com um pézinho na novela mexicana e simplesmente não me convenceu. Donald Glover, como Simba, ficou bacana. Nada extraordinário, mas ficou legal. Quando eles cantam Can You Feel The Love Tonight é bem bonito. Em compensação, Seth Rogen deitou como Pumbaa. O ator inclusive disse que esse é um dos papeis que ele sente que nasceu para fazer. Podemos elogiar também Billy Eichener como Timão e John Oliver como Zazu. Chiwetel Ejiofor, como Scar, ficou bem diferente no original no sentido de que ele parece mais malvadão, enquanto no desenho tinha um ar bem sarcástico.

O Rei Leão é muito bom, mas não é excelente. Vale com certeza a ida ao cinema, mas ele provavelmente não vai ser lembrado com tanto carinho quanto o desenho. Dos live-actions, por exemplo, gostei muito mais de Aladdin e de Cinderela (que é, disparado, o meu preferido entre eles).

Recomendo muito.

Teca Machado


4 comentários:

  1. Oi, Teca! Esse rei leão não é tão bom quanto o original. Mas, não custa assisti-lo. Abraço!

    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com

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  2. Oi Teca,
    Ainda não consegui ir ao cinema assistir esse filme, então acho que vou esperar chegar no Net Now mesmo, rs.
    E sim, eu também prefiro Cinderela *-*
    Aladdin foi maravilhoso, mas Cinderela é minha princesa favorita da vida!
    beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com

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  3. Oiii Teca

    eu sou nostálgica com O Rei Leão, assisti quando ainda era bem pequena e pra mim aquela versão é insubstituível, esse realismo da versão nova pesou contra mesmo, tb achei que faltou aquele encanto, aquela magia, aquela coisa bem Disney mesmo.

    Beijos

    www.derepentenoultimolivro.com

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  4. Oi, Teca!

    Acho que todos estávamos com grandes expectativas e isso influenciou na reação enquanto assistimos o filme né? Eu mesma ainda não vi mas pretendo fazer isso logo, e já vi muitas pessoas comentando que é legal, que as imagens ficaram deslumbrantes, mas que não emociona cono o desenho, e acredito que seja por esse detalhe mesmo que você comentou, é tudo muito real, sem tantas expressões, e a gente demora pra aceitar isso

    xx Carol
    https://caverna-literaria.blogspot.com/

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