terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Rogue One: Uma História Star Wars – Não apenas um spin off


Algo que sempre ficou muito claro na saga Star Wars era a diferença gritante entre a luz e a escuridão, o bem e o mal. Mesmo Han Solo (Harrison Ford), que era um contrabandista e tinha uma conduta que fugia um pouco mais da curva, era óbvia e claramente bom em todo seu ser. Mas essa distinção entre os dois lados de uma mesma moeda ficou muito mais turva e borrada em Rogue One: Uma História Star Wars, do diretor Gareth Edwards.


Se você está tentando entender o lugar de Rogue One entre os filmes (não, ele não é depois de O Despertar da Força, que foi lançado em 2015), segue a sua posição:


Rogue One, na verdade, é uma história que não faz parte do núcleo principal. Não vamos encontrar Luke, Leia, Han Solo e outros (mas tem Darth Vader, aeeee). Ela complementa os filmes já feitos e nos mostra como um plano muito importante contra o Império foi concebido. Plano esse que ajudou a Força vencer o lado negro. Talvez essa seja uma das poucas pontas soltas em Star Wars, que finalmente foi amarrada.

No enredo acompanhamos Jyn Erso (Felicity Jones). Quando criança, a garota viu a mãe ser morta e o pai (Mads Mikkelsen), um grande cientista, ser sequestrado pelo Império. Anos se passam e ela, que foi presa por pequenos delitos, é resgatada pela Aliança Rebelde. Eles acreditam que Jyn, por meio de seus contatos com Saw Guerrera (Forest Whitaker), um rebelde extremista, consegue achar o pai e roubar dele os planos da Estrela da Morte, a arma mais poderosa do Império, capaz de destruir planetas inteiros. Mesmo sem ligação emocional com a Aliança Rebelde, Jyn se junta a uma equipe improvável que conta com Cassian (Diego Luna), um guerreiro que vive pela causa, K-2SO (Alan Tudyk), um robô reprogramado e muito sarcástico, Chirrut Îmwe (Donnie Yen) e Baze Malbus (Wen Jiang), dois ex-Jedis e o piloto desertor Bodhi Rook (Riz Ahmed), e parte na missão.



Rogue One talvez seja o filme mais diferente da saga Star Wars, não só por não contar com os personagens conhecidos, mas por usar mais de violência e de mortes (não a ponto do filme ser impróprio para menores, não se preocupem). E também por mostrar que, às vezes, os fins justificam os meios. A equipe de Jyn usa métodos muitas vezes não ortodoxos para conseguir o que quer – como por exemplo, matar um informante a sangue frio. Certas vezes os mocinhos precisam sujar as mãos para fazer o bem.

Feliciy Jones tem um ar quase etéreo. As motivações de Jyn são diferentes da Aliança Rebelde inicialmente – afinal, ela só quer encontrar o pai, mas ela vai se convencendo do bem que está fazendo e se liga de verdade a missão. O elenco foi muito bem escolhido, principalmente Jones e Diego Luna.



Não podemos deixar de celebrar a volta do vilão mais adorado do universo cinematográfico: Darth Vader. O grande jedi que passou para o lado negro da força tem mais uma vez a voz do grande James Earl Jones. Ele aparece pouco, mas cada vez que está em cena causa frisson.

Rogue One não conta com lutas de sabre de luz e nem a típica sabedoria jedi, mas não nega ser Star Wars. Há muitas referências aos outros filmes e personagens. Quem é fã vai entender e perceber a maioria delas.



Como poderíamos esperar, os efeitos especiais são um espetáculo a parte. O visual de Rogue One é fantástico. Suas lutas, sejam no ar, sejam na terra, são muito bem coreografadas e boas de assistir, corridas, mas sem aquela confusão em que certo momento nem dá de entender o que está acontecendo.

Rogue One: Uma História Star Wars termina e deixa o público com cara de “uau”. Ele se conecta tão bem aos outros filmes que é impossível não amar e se deixar levar mais uma vez pela Força.


Recomendo bastante.

Teca Machado

P.S.: Eu assisti no Cinemark e comprei o balde de pipoca do Darth Vader <3

16 comentários:

  1. Oi, Teca!
    Menina, na época que saiu esse filme eu estava tão aperriada na faculdade que nem tive vontade de assistir. Mas todo mundo que assistiu adorou!
    Beijos
    Balaio de Babados

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    1. É muito bom, Luiza!
      Corre atrás dele agora.
      :D

      Beijooos

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  2. Oi Teca,

    Não me mate, mas não sou fã de Star Wars. A verdade é que eu não conheço muito bem a série, então não vejo nos cinemas. Tenho vários livros da série e quem sabe, um dia, eu comece por eles.

    Bjs, @dnisin
    www.sejacult.com.br

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    1. Oi, Denise!
      Acontece, acontece.
      Nem todo mundo gosta, hahaha.
      :D
      Quem sabe um dia você dê uma chance mesmo.

      Beijooos

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  3. Yey Teca!
    Olha diferente da Denise eu não fã de star wars, mas conheço bem a história e reconheço a importância da série, só não acho tão fodão...
    Seguindo essa mesma vertente, eu tenho sério problemas com Rogue One, que assim como os derivados pra mim só é feito pra encher o rabo do estudio de dinheiro, não que 99% dos filmes não seja, mas a história não é relevante a trama principal, então não me desce de forma alguma...
    Bom é isso aí
    bjos LP
    quatroselos.blogspot.com.br

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    1. Ah, pode até ter sido para dar dinheiro para o estúdio, mas amarrou uma das poucas pontas soltas da história.
      :D
      Eu gosto de uma açãozinha, então vamos nessa, haha.

      Beijooos

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  4. Oi Teca!

    Que post super completo. Adorei!
    Era para eu ir assistir amanhã ao filme, mas tive que adiar mais uma vez. Espero conseguir ver no cinema ainda.

    beijos
    Psicose da Nina | Instagram

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    1. Oi, Nina!
      Espero que você tenha conseguido ir.
      :D

      Beijooos

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  5. oi Teca tudo bem?

    Flor, você acredita que nunca assisti nada de Star wars heheheh
    fiquei perdida, vou procurar pra assistir e ficar mais situada . kk beijos

    Taynara Mello
    www.indicarlivros.com

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    1. Oi, Taynara!
      Ixi, acontece!
      :D
      Dá uma chance, a série é muito boa.

      Beijooos

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  6. Assisti duas vezes o filme no cinema! RSRrs Sou MUITO fã da saga e claro adorei esse filme.
    Bjs
    https://eternamente-princesa.blogspot.com.br/

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    1. Opa!
      Somos duas, Luiza!
      Como não amar um filme com o Darth Vader?

      Beijooos

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  7. Oi, Teca!!!

    O filme foi muito bom, né? Eu o considerei como uma ode à todos os soldados invisíveis da rebelião. Até porque você não tem nenhum jedi em momento algum da história. Apenas seres comuns que fizeram tudo o que podiam seguindo suas crenças. Achei emocionante.

    E a Leia aparece rapidinho, vai... Hahaha

    Bjs!!!

    http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br

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    1. Muito boooooooom!
      Siiiiiiiim, você resumiu tudo muito bem como a ode.
      Mas se eu dissesse que ela aparecia, podia ser spoiler, né?

      Beijooos

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