quarta-feira, 13 de junho de 2018

Deadpool 2 - Crítica


Está na hora de deixar o politicamente correto de lado por alguns minutos, porque vou falar de Deadpool 2!


O mais legal desse anti-herói, que o Ryan Reynolds tão lindamente interpreta, é a falta de seriedade com si próprio e com o filme que está fazendo – prova disso são as excelente cenas pós-crédito. Mas, ao mesmo tempo, ele se leva a sério. Apesar da falta de decoro, às vezes de bom gosto, e de reflexão mais profunda, toda produção é muito bem pensada, bem feita e costurada, ainda que com uma ou outra pequena falha de roteiro.

Deadpool 2 não sofreu com a maldição do segundo filme. Eu até mesmo gostei mais do que do primeiro. Ele não tenta ser épico – nunca tentou, nem mesmo nas HQs -, mas tenta ser o melhor que o mercenário tagarela pode ser. E é: escrachado, bizarro, por vezes obsceno, com um pezinho no nonsense e bastante quebra da quarta parada (quando o personagem fala com o espectador).



Depois de se tornar um super-herói bem requisitado no mundo, Deadpool está a toda na pancadaria e mutilação de bandidos. Mas um deles coloca tudo a perder e tira o mundo do protagonista dos eixos. Reviravoltas do destino o levam até Russell (Julian Dennison), um mutante adolescente sem controle que Cable (Josh Thanos Brolin) veio do futuro para exterminar.

Assim como no primeiro filme, Deadpool 2 tem seus momentos mais dramáticos, afinal, a vida do cara é pavorosa, mas não chegam realmente a partir nosso coração. Só ficamos meio pasmos, do tipo “isso aconteceu mesmo?”. Mas nosso herói não fica triste muito tempo, ele é sarcástico, zoeiro e maluco demais para isso.



Além dos personagens do filme anterior, como Vanessa (Morena Baccarin), Al Cega (Leslie Uggams), o taxista que quer ser herói Dopinder (Karan Soni), e os X-Men que aparecem Colossus (Stefan Kapicic) e Negasonic (Brianna Hildebrand), nesse volume a equipe de Deadpool cresce, com a X-Force, cuja personagem mais maravilhosa é Domino (Zazie Beetz), cujo superpoder é simplesmente a sorte. Há ainda a aparição muito rápida, mas engraçada de Terry Crews, o eterno pai do Chris, e até mesmo de Brad Pitt e Hugh Jackman. Acho que Deadpool e Reynolds finalmente realizaram o sonho de ter Wolverine na sua história.

Dá para rir bastante em Deadpool 2, dá para ficar meio horrorizado em alguns pedaços (pernas de bebê num homem adulto!) e dá para pegar muitas, mas muitas referências, tanto do mundo pop em geral, quanto da própria Marvel e da DC, a concorrente. Em certo momento ele até mesmo chama Cable de Thanos, já que Brolin há pouquíssimo tempo viveu o maior vilão da franquia. Por falar no ator, ele é ótimo, como sempre. Seu personagem é a antítese de Deadpool e a química entre eles é muito boa. Carrancudo, sempre com semblante fechado, e com uma história triste a tiracolo, seus motivos são de certa forma válidos (ainda que, pelo que eu pesquisei, completamente diferente das HQs).



O diretor David Leitch não pesa a mão nos efeitos especiais e sabe conduzir bem as cenas de ação, ainda que não faça nada inusitado ou extraordinário. Mas não tem problemas. Não assistimos Deadpool pela ação ou pancadaria e sim pelo seu senso de humor que nenhum outro personagem da Marvel teve a coragem de ter.

Não deixe de assistir as maravilhosas cenas pós-créditos e preste bastante atenção na abertura, com música de Celine Dion e muita falta de noção.

Recomendo.

Teca Machado

6 comentários:

  1. Oi, Teca!
    Sou uma das poucas pessoas que não curte Deadpool. Assisti o primeiro filme e só... não tive mais vontade de acompanhar nada.
    Beijos
    Balaio de Babados

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  2. Oi, Teca!

    Não sou muito fã desse estilo de filme, e nem cheguei a assistir o primeiro, mas fico feliz de a continuação ter sido boa e mantido a qualidade da história!

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com

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    1. Oi, Carol!
      Sou fã de uns filmes bestas assim, haha.
      Fico rindo igual boba.

      Beijooos

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  3. Oi, Teca

    Vou te falar que acho zero graça em Deadpool. Nunca tinha visto e nunca tive interesse, até que passou na Globo há um tempinho e acabei vendo. Achei tão bobo... rs
    Uma coisa que é bem legal, isso eu devo admitir, é a interação do personagem com o espectador, mas o resto não me atrai.
    E achei legal ter a menção de Thanos! Hahhahaha

    Beijos
    - Tami
    https://www.meuepilogo.com

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    1. Tami, eu adoro um trem bobo assim de vez em quando, hahahaha.
      Ele interage muito legal com o espectador.
      E como não rir de ele chamar o Cable de Thanos? Como?

      Beijoos

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