quarta-feira, 5 de junho de 2019

Meu Eterno Talvez - Crítica


Estava passeando a toa pelo Facebook quando fui pega de surpresa pelo trailer de Meu Eterno Talvez, da diretora Nahnatchka Khan, filme original Netflix. Entrou no catálogo do streaming fim de maio e como meu marido viajou, resolvi tirar a semana para assistir todas as comédias românticas que ele não quer ver, sendo essa uma delas.


Temos em Meu Eterno Talvez a velha história de melhores amigos que se apaixonam. Sasha (Ali Wong) e Marcus (Randall Park) são grudados desde muito novos. Ainda crianças criam uma conexão profunda. Até que quando a adolescência chega e os hormônios explodem, eles têm um rápido romance que faz tudo desandar. Mais de 15 anos depois, Sasha é uma chef renomada mundialmente que volta para São Francisco para abrir um restaurante e acaba reencontrando Marcus, que ficou parado no tempo, vivendo a mesma vida, na mesma casa e até mesmo com a mesma banda.

A produção é a típica comédia romântica, com melhores amigos que todo mundo sabe que precisam ficar juntos, protagonistas apresentados quando crianças, passagem de tempo, estarem envolvidos com pessoas que não parecem terem sido feitas para eles e final feliz. Desse modo, ela não se diferencia muito de outros filmes do gênero, mas inova ao acrescentar no enredo Keanu Reeves interpretando ele mesmo.



Keanu Reeves vive Keanu Reeves, mas não exatamente ele, mas uma versão babaca, egocêntrica e doida dele mesmo. Todo mundo sabe que o ator é um dos caras mais bacanas, humildes e gente boa de Hollywood, por isso é tão engraçado o assistir em Meu Eterno Talvez. Ele soube rir de si mesmo. Quer bom humor maior do que esse? Quando está em tela são os melhores momentos do filme, que beiram o nonsense. Ele gravou suas cenas em apenas quatro dias, entre as filmagens de John Wick 3.

Ali Wong e Randall Park foram ideais para o papel (até porque foram os roteiristas também). Eles têm uma química muito palpável e a gente realmente acredita que eles são amigos, que se gostam e que brigam também o tempo todo.




Além dos protagonistas e de Keanu Reeves, o elenco de apoio é ótimo. Michelle Buteau, que anda aparecendo em muitas produções da Netflix, vive Veronica, assistente de Sasha e amiga dos protagonistas e tem excelentes tiradas. James Saito é o pai de Marcus, que é uma fofura. Vivian Bang está ótima como Jenny, a namorada good vibes e meio doida de Marcus, assim como Karan Soni, o Dopinder de Deadpool, que faz parte da banda. Só achei que Daniel Dae Kim, de Lost, que vive o noivo de Sasha, foi mal aproveitado e tem pouco tempo em tela.

Outro ponto muito bacana de Meu Eterno Talvez é a cultura asiática apresentada. A família de Marcus é coreana, a de Sasha não fica claro, mas são todos orientais, e houve até o cuidado ao escolher Keanu Reeves, que é descendente de chinês e havaiano pelo lado do pai.


Meu Eterno Talvez é leve, é fofo e despretensioso, faz rir um pouco e sorrir muito. É o tipo de filme que você assiste quando quer desanuviar e ver algo que não te faz pensar muito. É um pouco longo, já que no final fica um pouco arrastado, mas isso não deve (e nem pode) ser impedimento para você ver essa comédia romântica.

Recomendo.

Teca Machado

3 comentários:

  1. Oi, Teca
    Eu assisti esse filme mas só do meio para o fim, peguei minha irmã terminando e fui com o burro andando. Eu gostei muito da cultura coreana presente na obra, quase todos os personagens tem olhos puxados e me diverti muito com esse casal.
    Beijo

    https://www.capitulotreze.com.br/

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  2. a participação do Keanu é msm ótima, eu to curtindo ver esses filmes mais levinhos e "bobinhos" no Netflix

    www.tofucolorido.com.br
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  3. Oiii teca

    Ainda não conhecia esse filme e amei tudo o que vc expôs, parece ser uma reocmendação perfeita pra assistir com a familia. Amoooooo de paixão o Keanu Reeves, justamente por ele ser gente boa como sempre é, e acho o máximo essa versatilildade, talento e capacidade de surpreender que ele tem.

    Beijos, Ivy

    www.derepentenoultimolivro.com

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