A Princesa Guerreira - Resenha


Falar de um livro que a gente amou já é bom. Agora falar de um livro que a gente amou e que foi escrito por uma amiga é melhor ainda, né? É o caso de A Princesa Guerreira, da Naila Barboni Palú. Apesar das 600 páginas, eu devorei a história e quando não estava lendo ficava pensando em quando poderia chegar em casa para continuar a leitura. É bom desse tanto.

Foto @casosacasoselivros

A Princesa Guerreira é um livro de fantasia, ótimo para quem gosta de histórias de certa forma medievais que acontecem em outros universos. Lá somos apresentados à princesa Coco. Mas ela não é uma nobre comum: é também uma guerreira, capitão de um dos setores do exército do reino de Durga. Logo após o baile da sua maioridade, seu tio dá um golpe de estado, mata o rei e quer a todo custo fazer o mesmo com Coco. Com a ajuda da sua avó, Coco foge até o reino vizinho de Stesha, onde o príncipe herdeiro Darius promete ajudá-la a reconquistar o trono que é seu por direito. Mas essa tarefa pode ser mais difícil do que parece, já que o exército está dividido, a cabeça de Coco está a prêmio e há magia envolvida.

É sempre bom lermos histórias com protagonistas femininas fortes. E Coco é uma delas. Uma boa forma de descrevê-la é badass. Apesar de ser princesa e de ter crescido com todas regalias que o título prevê, ela se submeteu ao exército por vontade própria, cresceu com méritos e trata a todos do reino – sejam duques, sejam trabalhadores do castelo – da mesma maneira. Ela é a narradora, então vemos tudo o que acontece pelos seus olhos, o que nos ajuda ainda mais a entrar na história (e eu amo livros narrados em primeira pessoa. Acho que fica muito mais pessoal o enredo).

Foto: Arquivo pessoal
E o Darius, o que falar dessa delícia em formato de príncipe? Enquanto lia, perguntava para a Naila como que fazia para ter um desses para mim, haha. Ele é um ótimo personagem, do tipo que a gente se apaixona. Tudo bem que é o clichê de príncipe encantado, mas é um excelente clichê, todo cheio de sorrisos sedutores, cafajestagem e bondade, além de inteligência e lealdade.

Claro que apesar de ser um livro de aventura, tem romance no meio. Coco e Darius têm química e uma ligação muito forte. Coco demora a dar o braço a torcer e cair nos braços do príncipe. Eu mesma estava quase entrando no livro, dando umas sacudidas nela e dizendo “querida, se você não pegar logo, eu pego”. E a relação deles é linda e se desdobra de forma doce e apaixonante.

A Princesa Guerreira não focou apenas no casal protagonista. A autora criou personagens secundários muito incríveis. Coco tem um grupo de amigos do exército que é aquele pessoal de quem você quer ser amiga. Leais, engraçados, debochados e prontos para defenderem aquilo que acreditam, não importando se a vida deles está em risco. Destaque especial para Sebastian, o melhor amigos de Coco, e Kenan, extremamente leal à sua princesa e à sua amiga.

Apesar da quantidade de páginas, o ritmo do livro é muito bom. Não corre demais e também não é lento. Geralmente em obras tão grandes o miolo fica arrastado, mas não foi o caso. Em todos os momentos me vi presa na história e quando percebia já tinha lido 50, 100 páginas de uma só vez. O enredo é interessante, instigante e mesmo com vários elementos comuns ao gênero é diferente e muito bem escrito. Além de ter várias reviravoltas. As cenas de batalhas e lutas são muito boas. Não têm detalhes ao extremo e são fáceis de acompanhar.

Foto: @casosacasoselivros

A Princesa Guerreira é uma aventura que nos leva a mundos incríveis, magia, relacionamentos profundos de amizade e amor e nos traz muitos sentimentos com o passar da leitura.

O livro é publicação independente, então se você se interessou, pode comprar o exemplar digital pela Amazon ou o físico com a própria Naila. E a autora nos presenteou com dois contos, que se passam após o livro, chamados Herdeiros e Kenan e Brian. Curtinhos e fofos, dão aquele gostinho de quero mais.


Recomendo muito.

Teca Machado

7 comentários:

  1. Uau, 600 páginas! Bom saber que o ritmo da leitura flui. A história parece ser muito envolvente e com uma grande aventura.

    www.vivendosentimentos.com.br

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    1. Adoro encarar uns livros enormes de vez em quando, hehe.

      Beijooos

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  2. Oiii Teca

    A quantidade de páginas intimida, geralmente livros assim me dão receio porque eu sempre penso que o ritmo vai decair em algum momento, mas eu gostei tanto desse estilo medieval da história além de ser um nacional que não conheço e que parece ter uma premissa super boa. Vou anotar pra quando puder ler!

    Beijos, Ivy

    www.derepentenoultimolivro.com

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    1. Oi, Ivy!
      Sabe que eu não fico com receio?
      O único porém é que como a gente gasta mais tempo num livro desses, deixa de ler vários fininhos, hehe.
      Mas ele vale super a pena, juro.

      Beijooos

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Oi, Teca como vai? Livros de fantasia costumam me surpreender, embora não seje um gênero que costuma ser atraente para mim, mas este aí me parece ser excelente. Adorei a resenha. Abraço!


    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

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