segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Casamento às Cegas - Crítica


Alô, alô!

Todo mundo aí curtindo o Carnaval?

Para quem gosta da bagunça, ótimo. É só ir curtir nos bloquinhos e festas. Mas para quem, como eu, gosta da paz e sossego e usa esses dias para colocar as leituras, séries e filmes em dia, ótimo também. Tem muita coisa para ler e assistir. Essa lista é sempre infinita.

E hoje vim indicar para vocês uma série perfeita para maratonar no Carnaval. É o tipo de programa para limpar a mente, com zero necessidade de queimar neurônios e divertida. É a melhor caracterização do conceito “é ruim, mas é bom”.

Estou falando de Casamento às Cegas, da Netflix.


Esse é um reality show no formato de experimento. A sensação que dá ao assistir é que estamos dentro de Black Mirror, porque é algo muito doido e mesmo chocante. 

A premissa é a de descobrir se o amor é realmente cego. Você conseguiria se apaixonar – e mesmo pedir em casamento – alguém que você nunca viu ou sabe as características físicas, mas com quem conversou incansavelmente por dias?

Cabines onde os participantes ficam e conversam


A produção selecionou 30 solteiros da mesma cidade que desejam encontrar o amor. Eles têm 10 dias para conversar dentro de cabines onde não podem se ver, apenas ouvir. Aqueles que se apaixonarem e decidirem seguir em frente ficam noivos. E apenas, então, podem se ver. Em seguida saem para uma pré-lua-de-mel, para descobrirem se o amor acompanha a parte física, passam a morar juntos e se casam. Tudo isso num intervalo de apenas um mês.

Segundo Chris Coelen, criador e produtor executivo de Casamento às Cegas, hoje as pessoas procuram relacionamentos pelos apps, que são mais focados em aparência do que qualquer outra coisa e dificilmente há profundidade. Então ele pensou “e se tirássemos os dispositivos tecnológicos, como conseguiríamos fazer com que eles sem concentrassem na conexão com outras pessoas”. Assim surgiu o experimento.



O mais interessante é ver como os sentimentos funcionam. Como a pessoa está pré-disposta a encontrar alguém, já está muito mais aberta a tudo. Além disso, conversam com a intenção de criar laços e se aprofundar um na vida do outro, tudo isso sem interferências externas. Não há celular, telefones, televisão, nada do mundo real. Os participantes ficam focados 24h por dia naquilo. Então, pensando dessa forma não é de se estranhar (tanto) que as pessoas passam a se amar loucamente num período muito curto.

É bizarro ver que em apenas 4 dias já falam “eu te amo”, se pedem em casamento e em como numa quinzena é tudo tão profundo – segundo eles próprios – que afirmam nunca poder viver sem a outra pessoa e estão fazendo juras eternas de amor.



Mas, é lógico, que é o tipo de programa que apresenta tretas. Estamos falando de relacionamentos, então é mais do que óbvio que atritos vão acontecer. Mulheres que se apaixonam pelo mesmo cara, homens que só são sinceros de verdade depois do pedido de casamento, aqueles que não gostaram tanto da aparência do noivo, famílias que não aprovam o relacionamento, casais interraciais, questionar se devem ou não fazer sexo logo de cara e muito mais.

É difícil assistir Casamento às Cegas sem ficar embasbacado com as situações, com os sentimentos envolvidos, com as decisões dos casais. A série é totalmente viciante e um completo guilty pleasure. Se é fake ou não, aí já não sei, mas a verdade é que a gente se envolve com a série.

São 9 episódios já disponíveis na plataforma e o último será liberado no dia 27, encerrando a primeira temporada.


E aí, você participaria de um experimento do tipo?

Recomendo.

Teca Machado

12 comentários:

  1. Oi
    esse programa apareceu nas minhas indicações e confesso que fiquei curiosa, tem cara daqueles programas dos anos 2000 que passava no SBT, quem sabe eu assista, legal que curtiu e parece ser um passatempo interessante.

    http://momentocrivelli.blogspot.com/

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    1. Oi, Denise!
      É tipo isso mesmo.
      Uma versão mais atualizada daquilo, haha.
      Mas é MUITO legal!
      Vale a pena.
      Terminei todos os episódios hoje.

      Beijooos

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  2. Oi, Teca como vai? Que bom que você gostou do programa. E definitivamente eu não participaria de um experimento como este. Abraço!


    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

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    1. Talvez se eu fosse solteira e com dificuldades de achar alguém, iria pela curiosidade, haha.

      Beijooos

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  3. Olá Teca, tudo bem?
    Apesar de gostar de programas mais leves e sem coisas fantásticas e assustadoras, não sei se assistiria a esse reality show, não sou muito fã. Mas só em ver os pontos citados por você, é de ficar embasbacado.
    Espero conferir algum dia.
    Beijoooos
    Apaixonada por Palavras

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    1. Oi, Lara!
      Eu nem gosto de reality show, mas esse me pegou.
      E foi feito para você viciar e ver um atrás do outro, hahaha.

      Beijooos

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  4. menina, adoro esse tipo de guilty pleasure haha que loucura essa série, fiquei com mt vontade de ver esse reallity, tbm acho que é o tipo de coisa que nao vou conseguir parar de ver rs

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

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    1. Lívia, guilty pleasure TOTAL e maravilhoso.
      Você vai gostar!
      Mas se prepare para maratonar, hahaha.

      Beijooos

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  5. Deve ser interessante essa série, mas eu não participaria.
    Big beijos
    www.luluonthesky.com

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  6. Hoje mesmo eu vi uma amiga comentando sobre esse programa e acrescentei na minha listinha! Tudo muito doido, né? Mas é aquilo que você falou de tão ruim, é bom hahaha! Eu não teria coragem de participar não, Teca. Vira tudo muito intenso e a gente pode acabar se enganando real. Enfim, vou assistir e te conto depois! ♥

    Beijos, Carol
    www.pequenajornalista.com

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    1. Carooooooool
      É muito viciante, doido e "ruim, mas é bom".
      Hahahaha
      Talvez se eu fosse solteira, com dificuldade de achar alguém, iria mais pela curiosidade.
      Vai que rolava um casamento mesmo!
      Hahahaha

      Beijooos

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