terça-feira, 29 de novembro de 2016

A Chegada – Sci-fi profunda e blockbuster


Se você está esperando ir ao cinema assistir A Chegada e encontrar um filme comum de etês, no melhor estilo Independency Day com muita explosão, pancadaria e cidades destruídas, você está enganado. Bom, eu estava enganada. Pelo trailer achei que seria nesse gênero, mas se tem algo que o diretor Denis Villeneuve - os mesmo de Os Suspeitos e Sicário - sabe fazer é criar uma produção com ares profundos, mas que ainda tenha um pezinho no blockbuster.


E não se preocupe, as resenhas aqui no blog são sempre sem spoilers. :D

A Chegada definitivamente não é uma ficção-científica como eu imaginei. E isso acabou sendo muito bom. Sabe quando o filme acaba e você fica pensando “uau, isso foi muito inteligente e eu não esperava”?. Pode não ser aquele longa que vai te fazer quicar na cadeira com tanta ação ou mesmo te fazer rir, mas a maneira como foi construído é interessante, diferente e com uma aura muito tensa. 

Se você já assistiu aos outros dois filmes do diretor que eu citei, sabe que Villeneuve sempre cria uma vibe sombria de tensão em que ficamos o tempo todo atentos a espera de que alguma catástrofe aconteça. As cores são escuras, quase sempre com dias nublados, aquela sensação melancólica de que tudo irá por água abaixo a qualquer momento. Finais felizes não são a especialidade do diretor, assim como personagens esfuziantes e otimistas.




Amy Adams, sempre maravilhosa, tem o papel principal, de Louise Banks, uma doutora em linguística que vive uma vida sofridamente solitária. Quando 12 naves arredondadas e escuras descem em 12 pontos do planeta, autoridades do mundo inteiro se preocupam. Mas os alienígenas não atacam. Na verdade, não fazem nada. Então os países tentam uma forma de se comunicar com esses seres. Nos EUA, a encarregada disso é Louise, assim como Ian Donnelly (Jeremy Renner), um matemático e físico. Eles precisam de alguma forma entender o que os etês dizem e serem entendidos por eles para que, enfim, possam descobrir qual o propósito dos aliens na Terra.

A forma como o roteiro se desenvolve é interessante e inteligente, mesmo que algumas pessoas mais acostumadas com ação sintam que o filme é um tanto parado em alguns momentos. Mas posso dizer que ele não é lento, pelo contrário, tem um ritmo perfeito e que combina muito com o estilo de direção de Villeneuve.




Amy Adams e Jeremy Renner, assim como Forest Whitaker, o coronel que recruta os dois personagens, dão o tom certo do filme. Principalmente Amy, que é o coração da produção. Sua atuação está mais madura do que nunca e seus olhares dizem muito mais do que suas palavras, quase dispensando os diálogos.

Esqueça a trilha sonora com músicas. Jóhann Jóhannsson, responsável por esse setor, quase nos apavora. É difícil saber quando é a voz dos etês e quando é realmente algum outro barulho. A respiração entrecortada da protagonista sempre que veste um traje quase espacial para interagir com os aliens, a sensação claustrofóbica dela quase sendo a nossa. A Chegada é basicamente uma experiência sensorial.



A Chegada é um filme um tanto fora do comum e com uma grande reviravolta. Desse modo, talvez alguns dos mais distraídos podem se perder em algum momento. Mas não se preocupe, não é uma produção difícil de entender ou cult (alguém aí assistiu 2001?). Como disse lá em cima, pode até ser um longa mais reflexivo e com uma pegada diferente, mas mantém um flerte com o blockbuster que vai agradar a muita gente.

Recomendo.

Teca Machado

10 comentários:

  1. ai eu quero ver viu! eu gosto mt desses atores e de historia sci-fi, me incomoda um pouco essa pegada mt blockbuster, mas msm assim quero assistir

    www.tofucolorido.com.br
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    1. Mas a pegada é bem pouca.
      O filme é muito mais reflexivo.
      Você vai gostar!

      Beijooos

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  2. Eae Teca!
    Quase não, eu senti que é uma experiencia sensorial!
    A forma dos sons, a respiração, os espaços, ora abertos, ora fechados e a câmera invertida em dado momento, tudo para deixar a gente ligeiramente "desconfortável"
    Não acho que seja um filme ruim, longe disso. Eu só tive um sensação que ele é um filme contemplativo caro demais, por isso teve que ter um apelo pipoca, o que eu acho, deu uma prejudicada.
    Mas no geral eu gostei 3/5 (Esse fim de semestre eu to mais chato com o cinema)
    bjos LP
    QS
    https://www.youtube.com/watch?v=jrMqLJzDR6Y

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    1. Hahahaha
      Está mais chato porque o ano cinematográfico não foi dos melhores?
      :x
      Eu gostei bastante. Me surpreendi.

      Beijooos

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  3. Oi, Teca!
    Olha, não vou mentir que não estava com muita vontade de ver esse filme, mas seus comentários que me animaram bastante a fazer isso.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe da promoção seis anos de Caverna Literária

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    1. Luiza, foi melhor do que imaginei.
      Espero que você goste também.
      :D

      Beijooos

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  4. Olá, Teca.
    Nem tinha ligado para a chamada desse filme, mas depois dessa resenha me animei.
    Beijo

    Te Conto Poesia ♥

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  5. Oi, Teca!!!

    Fiquei bem curiosa com esse filme também. Mas já imaginei que seria mais parado porque no próprio trailer não temos explosões enlouquecidas - marca registrada já dos filmes, né? Hahahahahaha

    Acredito que também vou gostar desse filme. Te falo quando finalmente conseguir assistir!! XD

    Bjs!!!

    http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br

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    1. Carol, é mais parado, mas isso não significa que não seja bom.
      Eu gostei muito!
      :D
      Espero que goste.

      Beijooos

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